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Cruzeiro 0 x 1 Corinthians

domingo, 16 de outubro de 2011

 

* ESCALADO PELO LANCE! e PELA RÁDIO BANDEIRANTES, A VISÃO DO JOGO QUE ESTARÁ NAS PÁGINAS DE NOSSO JORNAL, NA SEGUNDA-FEIRA *

 

Um bonito gol de Paulinho, chegando na área adversária depois de belo lance de Alex às costas de Diego Renan, aos 19 do segundo tempo. Foi o que precisou o líder do campeonato para manter-se na ponta. Foi o que bastou para a maior decepção do Brasileirão seguir ameaçado de inédito rebaixamento num campeonato equilibrado. Onde não é preciso ter um esquadrão para ser campeão. Mas é dever sempre respeitar um time que enfrenta outro grande, aguenta a pressão na casa rival, e consegue vitória reabilitadora depois do tropeço no Pacaembu diante de um Botafogo cada vez mais vivo.

O calor infernal do primeiro tempo disputado absurdamente no horário solar das três da tarde travou as equipes tanto quanto os esquemas mais precavidos dos técnicos: Mancini deixou Montillo muito isolado na armação, com o trio de volantes esperando um Corinthians que prendeu demais Alex pela esquerda, pouco adiantou Danilo por dentro, e sofreu com Liedson sem ritmo, apesar do esforço.  Substantivo ainda mais abstrato quando se pensa em Keirrison. Atacante de talento que só deu sangue quando ele escorreu da testa num choque com Ramón.

O Cruzeiro criou mais oportunidades num primeiro tempo igual. Na segunda etapa, o calor foi minando as equipes. O jogo ficou mais aberto. Tite fechou o time sacando o cansado Willian e colocando mais um volante. Mal deu tempo de Edenílson se achar em campo quando saiu o gol. O Cruzeiro se atirou à frente e ganhou um pênalti inexistente (ou “menos pênalti” que um sofrido por Paulinho, no primeiro tempo). Pênalti que o heroico Montillo, exemplo de pessoa, profissional e jogador, isolou, deixando o Corinthians ainda na ponta apesar de ter um jogo a mais que o Botafogo. Mas com mais um jogo para lembrar que é grande como foi decisivo Júlio César na pressão celeste. Mais um jogo para o Cruzeiro repensar a vida.

Os esquemas iniciais das equipes em Sete Lagoas. Cruzeiro no 4-3-1-2; Corinthians no 4-2-3-1, mas com Alex muito atrás.

Irresponsáveis

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

 

Os presidentes de São Paulo e Corinthians falam demais. O do Palmeiras, de menos.

Juvenal e Andrés podem manter sua discussão de boteco nos urinódromos de bares, mas não devem trazer seus ressentimentos pessoais, suas picuinhas profissionais e seus negócios para a mídia e para o torcedor sem modos e meios. Mantenham fora do foco e do fogo os estultos que cobram de reservas dos reservas pelo mau futebol e pelos problemas do Palmeiras, por exemplo.

Cada palavra envenada e com querosene dos presidentes de Corinthians e São Paulo pode incendiar torcidas e pavios curtos. Andrés, ao menos, admite normalmente quando erra e quando detona pólvora. Juvenal, soberbo e jactante, encastelado em seu feudo, evidentemente não se mistura. E não admite que suas preconceituosas declarações não enriquecem o debate, não corrigem injustiças, e não trazem nada de positivo ao futebol – a não ser fios desencapados e audiência para a imprensa.

A irresponsabilidade de Juvenal e Andrés é proporcional ao silêncio e omissão da gente que tenta administrar o Palmeiras e não consegue. Não apenas pelos problemas que o próprio clube cria. Mas pela falta de um pulso mais firme, de uma língua mais dura para enquadrar quem se perde com a bola, com as boladas, com a língua, com a torcida, com as comissões, com tudo.

Andrés tem razão em exigir mais dos cartolas e atletas quando jogador é agredido apenas por ser um jogador de um time em má fase crônica. Mas é o mesmo dirigente que pouco fez quando o próprio clube foi atacado depois da derrota para o Tolima e outras atitudes tão absurdas quanto a que sofreu João Vítor – ainda que também ele aparentemente não tenha sido apenas vítima. É o mesmo cartola que cita salários e luvas de um atacante de um co-irmão que poderia ir para outro co-irmão. Dirigente que, como fundador da Pavilhão 9, deveria conhecer o poder que as torcidas profissionais têm.

Se comentarista fosse, e seria dos bons, porque entende de futebol, negócios e muitas coisas, Andrés poderia falar. Mas Andrés só é ouvido por ser presidente do Corinthians. Precisa pensar e se portar como tal. Como também deveria fazer o mesmo o Juvenal que atira a torto e sem o menor direito, achando-se superior aos pares, e acima das questões, inclusive as legítimas e legais.

Tirone entraria no  balaio de ferro do trio se estivesse há mais tempo na jogada. Ou se minimamente se manifestasse. O que não faz nem no mínimo. Nem no máximo. Nem na média. Ou apenas na média.

Claro que a encrenca com João Vítor não tem a ver com o que costumam brigar presidentes de São Paulo e Corinthians, e com o que não costuma lutar o presidente do Palmeiras. O que falei no “Jogo Aberto” da Band (e que gente que não quer raciocionar troca as bolas com a mesma facilidade com que jogador troca de clube) é que muito da intolerância entre eles acaba levando ao absurdo que se vê em campo, nos CTs e, agora, também nas ruas.

Defender o seu sem atacar o do outro é atitude cada vez mais rara na vida e no futebol. As gratuitas (porém caríssimas) agressões virulentas, verbais, vernaculares e verorissímeis entre presidentes servem para quê?

Estão todos errados. Uns mais, outros menos. Mais ou menos como Felipão e Kleber, no Palmeiras. O treinador palmeirense não tem sido o que foi. Kleber, desde o e enrosco com o Flamengo, ainda menos. Mas, ao menos, um sempre quis ficar no Palmeiras. Outro, que sempre quis retornar ao clube, parece jamais ter se contentado em voltar. Ou ficar.

Não é preciso dizer quem o Palmeiras deve escolher. E, quem permanecer, que deve ser Felipão, precisa também mudar. Melhorar. Para não perder o pouco de elenco que tem a favor. O que não é problema incontornável. Telê Santana, multicampeão pelo São Paulo, entre 1991 e 1994, sempre teve parte do elenco contra. Alguns que estarão na homenagem a ele a ser feita em 10 de dezembro, na reinuaguração do estádio do Ibirapuera, não gostavam do treinador que hoje idolatram.~

A bola resolveu as questões. Problema que o atual elenco do Palmeiras parece distante de conseguir. Ainda mais porque também tem gente de chuteira virada em relação a Kleber dentro do elenco. Outro que, do nada, em pouco tempo, conseguiu perder um jogo que ganhava de goleada.

Administrar grupos é assim mesmo. Tem gente que trabalha comigo e não gostaria de estar ao meu lado. Como tem gente com quem eu não faço questão de trabalhar ao lado. E, mesmo assim, estamos todos juntos. É assim a vida.

Só não pode ser a morte que irresponsáveis alimentam e aumentam quando pensam com os cotovelos e fígados. Se pensam.

(Ah, sim, e o termo “pensar” não faz referência ao português mal tratado por Andrés, que é inculto, mas muito inteligente; e também não pode ser usado em deferência a Juvenal, culto e inteligente, mas que usa o cérebro como a imprensa usa as declarações dele: sempre para o pior lado).

E, sim: Andrés e Juvenal estão entre os maiores presidentes da história dos clubes que bem dirigem. E até nisso eles usam algumas vezes para o pior lado.

Adeus, Petkovic – Flamengo 1 x 1 Corinthians

domingo, 5 de junho de 2011

 

Em 27 de maio de 2001, decisão do RJ-01, Petkovic bateu de longe uma falta no ângulo esquerdo do vascaíno Helton. Golaço que garantiu o tri estadual ao Flamengo, na vitória por 3 a 1. Os outros dois gols foram de Edilson, camisa 11 que atuara – e muito bem – pelo Corinthians.

Em 5 de junho de 2011, terceira rodada do Brasileirão, no Engenhão, outro camisa 11 rubro-negro de passagem vitoriosa pelo Parque São Jorge foi bater uma falta de longe, pela meia direita. A bola de Renato Abreu morreu no canto esquerdo da meta rival. Numa cobrança de falta espetacular como a de Pet, em 2001.

Quase tão impressionante como outra batida há 20 anos, em 5 de maio de 1991, no Maracanã, quando o corintiano Neto chutou quase da linha lateral uma falta que entrou no ângulo direito do rubro-negro Gilmar, na vitória paulista por 3 a 2, no Maracanã.

Renato honrou no golaço indefensável para Júlio César o muito que jogou Petkovic no Flamengo. O gol 39 de um clássico equilibrado quase foi na  mítica marca dos 43 minutos, como na final de 2001. O 43 da última camisa de Pet na arrepiante festa que os quase 43 mil rubro-negros presentes propiciaram ao sérvio mais que brasileiro, no intervalo do jogo, durante a volta olímpica final. Eles valeram o ingresso pago, e a entrada de Dejan na galeria rubro-negro como mais um gringo campeão na Gávea.

Como em 2009, quando Pet repetiu na espantosa arrancada para o hexa do Brasileirão o feito de outro mito flamenguista aposentado até renascer campeão (Agustín Valido, herói do tri estadual de 1944), o sérvio calou os não poucos críticos por sua escalação em jogo tão difícil contra o Corinthians. No primeiro tempo de ligeiro domínio paulista, ele foi dos melhores rubro-negros, com lançamentos longos e cobranças perigosas de faltas e escanteios.

O Corinthians mandava no Engenhão desde os 37 segundos, quando Willian e Liedson quase abriram o placar que seria alvinegro aos 18, num belo gol armado pelo (bom) estreante Weldinho, que passou por Egídio como quis para Willian, o meia pela direita do 4-2-3-1 de Tite fusilar Felipe.

O Flamengo cresceu só nos minutos finais do primeiro tempo, mesmo com Ronaldinho e Leo Moura com dificuldades até para dominar a bola. No intervalo, o Flamengo melhorou. Não pela tocante despedida de Pet, mas pela boa entrada de Negueba aberto pela direita, com Bottinelli centralizado. No mesmo 4-2-3-1 do rival, e com mais agilidade com a entrada de Diego Maurício, o Flamengo criou o que só o Corinthians parecia fazer e mandou no jogo. Também pelas lesões que levaram às saídas de Liedson e Jorge Henrique.  Mas que fizeram estrear, e num bom nível, o volante Edenilson e o atacante Emerson Sheik.

Domínio que talvez não fizesse merecedor da vitória, num jogo com um tempo corintiano e outro flamenguista. Mas ao menos para dar a Pet mais um entre tantos pontos que ele conquistou em campo e, principalmente, entre os torcedores rubro-negros.

Santos 2 x 1 Corinthians – Santos campeão SP-11

segunda-feira, 16 de maio de 2011

* Visão de Jogo da edição desta segunda-feira no LANCE! *

O campeão pede bis

 

  

Ninguém tem mais bicampeonatos paulistas que o Santos. Nenhuma equipe no SP-11 teve tanta gente talentosa para decidir um campeonato nivelado, mas desequilibrado por Neymar

 

 

Santos foi bi paulista em 1955-56, 60-61, 64-65, 67-68, 06-07, 2010-11

Corinthians jogou pouco e não soube aproveitar a maratona que desgastou o rival

Arouca ainda não havia feito gol pelo Santos. Poucos mereciam a honra como ele na vitória que garantiu o sexto título consecutivo ao maior bicampeão da história paulista. Título conquistado pelo imensto talento de Neymar, que aos 38 encarou cinco corintianos, e contou com a falha de Júlio César para definir o SP-11. Placar diminuído por Morais, numa bola cruzada que ninguém tirou da área de Rafael, dois minutos depois. Mas que nada mudou. Porque a bola é do Santos. Pela 19ª. vez.

Muricy adiantou Elano pela direita e prendeu Arouca na vigilância a Bruno Césa. Adriano anulou Jorge Henrique. Do 4-3-1-2 dos últimos jogos a um 4-2-3-1 espelhado no time de Tite. Se no plano tático as equipes eram iguais em números, os nomes santistas definiram o jogo. Na primeira etapa, foram sete chances do mandante. Só não definiu a decisão pelo mérito de Júlio César ao fechar o ângulo quando Neymar tentou emular o chute no vácuo de Valdivia, e pelas finalizações erradas. Além de mais um chute na trave, desta vez de Arouca, o melhor do primeiro tempo. Também porque, aos 16, aproveitou como se fosse um centroavante a bola espirrada que Zé Eduardo (em boa partida) cruzou e fez justiça ao melhor time, e ao que mais quis jogo.

O Corinthians só chegou no primeiro tempo num tiro longo do apagado Jorge Henrique e numa bola parada. O Santos, mesmo perdendo a forte saída pelo lado direito com a lesão muscular que tirou Jonathan aos 20, era muito mais time. Tite precisou atacar no tempo final. O clássico pedia Willian no lugar do apenas esforçado Dentinho. Ele entrou pela ponta, Jorge Henrique abriu na outra, Bruno César armava. Até Tite, mais uma vez, inexplicavelmente sacá-lo para apostar em Morais. Ele e JH disputaram torneio paralelo de chutes mal dados. O Corinthians tinha a bola, mais gás. Mas não ideias contra um Santos reposicionado no 4-3-1-2, com Elano recuado, e Alan Patrick mais à frente.

O Corinthians pouco fez contra um rival desgastado. Mas com Neymar gastando a bola, começando a festa do bi brincando de jogar bola. Como gente grande.

Santos voltou ao 4-2-3-1 na primeira etapa, com Elano adiantado, Adriano e Arouca alinhados; Corinthians manteve o 4-2-3-1

 

 

Corinthians 0 x 0 Santos – Decisão 1 – SP-11

domingo, 8 de maio de 2011

 

Neymar contra rapa.

Sete jogadas de Neymar do camisa 11 santista foram o que de melhor se viu no empate justo no jogo de ida da decisão paulista. Duas bolas na trave, fintas, dribles, corta-luz, inversões de bola e explosões de arranques espetaculares pelas pontas. Um clássico sem gols não fez jus à Joia. Mas os demais companheiros e adversários não mereciam muito mais. Até porque o calendário faz com que as equipes mal se preparem a estourem como Ganso, que não joga quarta-feira, na prioritária Libertadores, e é dúvida para domingo, na decisão na Vila, contra o maior rival santista.

Tite manteve o Corinthians no 4-2-3-1, optando pelo zagueiro Wallace na lateral direita no lugar do suspenso Alessandro. Na teoria, o melhor modo de travar Neymar. Um zagueiro que marca melhor que o volante adaptado Moradei ou que o lateral que mal marca Moacir. Na prática, solução inteligente para frear o talento santista, um dos dois atacantes do 4-3-1-2 usual de Muricy. Sem Arouca, Adriano ficou na cabeça da área, Elano e Danilo como volantes pelos lados; na lateral-esquerda, Alex Sandro substituiu Leo dando um ganho no apoio, mas perdendo na experiência e na marcação.

Corinthians no 4-2-3-1, que virou 4-2-2-2 no segundo tempo, com Dentinho adiantado, e Willian mais aberto; Santos manteve o 4-3-1-2 o jogo todo

Na primeira etapa, o Corinthians foi um pouco melhor. Mas, de fato, Rafael e Júlio César só fizeram defesas difíceis em cruzamentos. Faltou criatividade ao Timão mais vivo em campo no abafado Pacaembu. Faltou gás ao Santos mais desgastado. Tanto que Ganso só foi notado num belo chute de longe, e por sentir tudo no final da primeira etapa pobre de ideias e futebol – a não ser em três belas jogadas de Neymar.

Muricy voltou com Alan Patrick na armação, mantendo o 4-3-1-2. Poderia ser Bruno Aguiar na zaga para adiantar Elano, soltando Jonathan e Alex Sandro como alas. O Corinthians, por ser o mandante, tinha de buscar mais o jogo e o ataque. Mas foi pressionado por Neymar no contragolpe. Tite respondeu com Willian (que deveria ter começado o jogo) e Morais, mudando para um 4-2-2-2. O Corinthians reequilibraria o jogo e criar mais chances até o final pelo desgaste menor. E pela companhia limitada com quem Neymar atuou na frente, no segundo tempo da da primeira parte de uma decisão ainda mais santista.

Palmeiras 1 x 1 Corinthians (5 x 6 nos pênaltis) – Semifinal SP-11

segunda-feira, 2 de maio de 2011

 

Desta vez, São Marcos estava no banco. Deola até acertou o canto da cobrança decisiva de Ramirez, no ângulo. Mas, antes, João Vítor cometera seu único erro e chutou para a defesa de Júlio César, que acertou o canto, e classificou o Corinthians no Pacaembu que foi palmeirense como as maiores chances do Dérbi. Que teve uma torcida que equilibrou no grito uma equipe que, nervosa, ficou com dez jogadores aos 23, na enésima entrada destemperada de Danilo.

Mas havia um Corinthians no Pacaembu. É preciso respeitar o campeão dos campeões paulistas. Desde 1995 não perde para o rival no estádio. Desde 2009 não perde o Dérbi. E, agora, tem até uma decisão por pênaltis para contar vantagem. Mesmo com um jogador a mais, o Corinthians criou menos que o adversário, e chegou ao empate do mesmo modo que o Palmeiras abrira o placar, aos 7 do segundo tempo, com Leandro Amaro, de cabeça, depois de escanteio. Willian empatou aos 19, numa saída em falso de Deola.

O Palmeiras começou melhor numa batalha com 13 faltas em 10 minutos, mas se perdeu no nervosismo de Kléber, que pediu para ser expulso desde o início, e Danilo, que exigiu o vermelho (que poderia sobrar também para Liedson). Tite só então soltou o Timão, com Dentinho e Jorge Henrique pelas pontas. Felipão mal conseguiu arrumar o time porque arrumou confusão antes com Tite e o árbitro e foi expulso. O pior e o melhor do treinador se viu: mesmo perdendo Valdivia lesionado, mesmo sem Danilo, conseguiu arranjar a equipe que ainda perderia Cicinho, por lesão, no primeiro tempo.

O Corinthians reiniciara mal o segundo tempo e não se achava depois do gol sofrido. Mas, em 11 minitos, o empate de Willian (que substituiu o inoperante Dentinho) equilibrou os nervos, não o jogo. O Palmeiras foi mais perigoso. Mas o contestado JC voltou a ser determinante num clássico e garantiu mais uma decisão corintiana. Mais conturbada que jogada. Com mais calor que luz no Pacaembu.

Tite avançou os meias como pontas e atuou no 4-2-1-3 a partir dos 23 minutos; Felipão mandou bem e foi superior no 4-4-1, mesmo com um a menos e com desfalques por lesão

SP-11 – 18a. rodada – Palmeiras líder, São Paulo na cola

domingo, 10 de abril de 2011

 

* Palmeiras é a melhor surpresa entre os paulistas, e a maior entre os grandes brasileiros em 2011. Mas o regulamento traiçoeiro no SP-11 pode prejudicá-lo. Pode pintar um São Caetano logo de cara, num jogo só, sem vantagem regulamentar. E o Azulão é quem melhor está jogando entre os quatro que acompanharão os grandes paulistas.

* Das boas surpresas verdes é o desempenho defensivo e a fase impressionante de Thiago Heleno. Até ele está mais magro, jogando bem, e fazendo gols.

* São Paulo recebe o Oeste na próxima rodada, em Mogi. Palmeiras tem pedreira em Campinas contra a Ponte Preta. Vitória tricolor parece mais provável que a palmeirense. Bastaria para garantir a liderança para o time que não precisou de Lucas para golear em Bauru um ameaçado Noroeste.

* Rivaldo pode jogar pedaços de partidas. Fez bom primeiro tempo contra o fraco Noroeste no gramado irregular de Bauru. É reforço interessante dentro e fora de campo.

* Insisto. Azulão é time chato, experiente e bem montado por Ademir Fonseca. Pode causar estragos, como fez contra o Corinthians, mantendo a escrita de se asa azul do Timão.

* Castán em dia de Castán, Moradei em carreira de Moradei, meio-campo apagado, ataque esquecido. Derrota normal para a inspiração de Eduardo e para a segurança de Luís. Corinthians aind apode sonhar mais pelas armadilhas do regulamento que pelo potencial da equipe.

* A chuva prejudicou o empate de Americana x Santos, tanto quanto a arbitragem anulou gol legal do time da casa. Pouco para a estreia de Muricy, mas compreensível para um time com apenas quatro titulares, e pensando na dureza de vencer o Cerro, no Paraguai.

* Com o elenco que tem, mesmo se quisesse, Muricy não conseguiria fechar o Santos. E já mandou bem ao conversar com o elenco que está nervoso e ansioso além da conta.

Flamengo 1 x 1 Corinthians

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

 

Um tempo alvinegro, com um gol de Ronaldo, outro rubro-negro, com o primeiro gol de Diogo em 13 jogos na Gávea.

Placar justo.

O Flamengo vai se recuperando, o Corinthians vai se reencontrando.

Mas ainda falta algo. Ao time de Luxenburgo, mais consistência. Quando atacou com três, o meio-campo não se sustentou, e deu a bola ao Corinthians (como teimou o jogo todo Willians). Quando voltou também com três na frente, mas com maior mobilidade, imprensou o Timão. Também porque a turma de Tite, mais uma vezm definhou fisicamente na segunda etapa. Como já vinha acontecendo com Mano e Adilson.

O treinador alvinegro credita mais ao mérito do Flamengo e a ausência de um puxador de contragolpe (“transição”) como Jorge Henrique ou Dentinho mais uma pálida partida corintiana no segundo tempo. Eu vou além: a média de idade alta, o jogo sobre partida que esgarça, tudo isso também compromete o Corinthians.

O Flamengo se aproveitou e vai ficar na patota da Sul-Americana, em 2011. O Corinthians segue na luta pelo título. Precisa, agora, fazer todos os serviços no Pacaembu. E secar o Flu.

* Como pode uma defesa de boa qualidade deixar um Ronaldo tão livre? Não há como dizer, pelo tamanho em todos os sentidos, que não viram o Fenômeno livre depois da bela enfiada de Bruno César.

Mas dá para dizer que Wellinton e Angelim pararam para pedir autógrafo a Ronaldo.

Faz mais sentido.

1o. Turno encerrado – Fluminense campeão! Vasco! Santos

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

! SANTOS 1 X 0 INTERNACIONAL – Neymar. O gol do guri não é para qualquer um. Como mais uma grande vitória santista sobre um baita rival não é qualquer coisa. Se o Inter ficou muito atrás, encolhido na Vila, o Santos mereceu o resultado. E Marcelo mereceu continuar na Vila até a chegada de Abel Braga. Seja quando for.

! VASCO 2 X 0 CORINTHIANS – O Vasco cumpriu o jogo que faltava. O Corinthians deve uma partida. Perdeu por W.O. no Rio. Felipe organizou a equipe que teve três chances e fez dois gols no primeiro tempo (o primeiro irregular, em impedimento). O Corinthians foi um bando. Não por culpa do interino de plantão. Mas por uma equipe definhada fisicamente e animicamente irreconhecível. Como time e como Timão. Vasco nem precisou jogar na segunda etapa para conseguir boa vitória.

Os contratados pelo Corinthians desde 2007

terça-feira, 28 de setembro de 2010

 

Em 2007, depois do caos da saída de Alberto Dualib, a administração interina, e o mandato-tampão de Andrés Sanchez (a partir de outubro de 2007, e eleito ‘em definitivo” em fevereiro de 2009), o Corinthians acabou rebaixado para a Série B.

Teve de remontar um time por motivos óbvios para a Segundonda, em 2008. E, de lá para cá, praticamente foram só vitórias, dentro e fora de campo – também pelas derrotas dos rivais, em quase todos os campos, com todas as bolas e esferas.

Contratou mais jogadores que o Palmeiras no período. Mas os resultados são incomparáveis.

Sob a administração de Sanchez (outubro de 2007), foram 57 contratados, 13 lançados da base, 3 que retornaram de empréstimo – 73, desde 2008.

Veja a relação dos 105 atletas, entre 81 contratados, 16 que vieram da base, e 8 que retornaram de empréstimos (lembrando que há casos como o de Moradei, duas vezes contratado, e que aparece duas vezes na relação)

81 CONTRATADOS CORINTHIANS – DESDE 2007

Posições 2007 (26 atletas) 2008 (28) 2009 (17) 2010 (12)
3 Goleiros Felipe, Jean     Bobadilla (0)
13 Zagueiros Gustavo, Fábio Braz (5 jogos), Kadu (7), Zelão Chicão, Suárez (3), Valença (0), Alves (2) William Balbuena, Jean, Paulo André Leandro Castán, Thiago Heleno
13 Laterais Amaral (3), Pedro Silva (8), Iran, Marcos Tamandaré (5), Wellington Alessandro, André Santos, Dênis (8), Diogo (4), Wellington Saci Escudero  Roberto Carlos, Moacir
17 Volantes Daniel Paulista (4), Carlos Alberto, Moradei, Ricardinho (8), Vampeta Almeida (1), Bóvio,Cristian,  Fabinho, Perdigão Túlio, Jucilei, Marcelo Mattos, Edu, Moradei Ralf, Paulinho
14 Meias Heverton. Aílton (7) Diogo Rincón, Marcel, Douglas, Rafinha (2), Eduardo Ramos, Elias, Morais Marcinho, Defederico, Bruno César, Tcheco, Danilo,
21 Atacantes Christian (5), Jaílson (7), Everton Santos, Finazzi, Arce, Jean Carlos (5), Clodoaldo, Júnior Negrão (1) Acosta, Herrera, Bebeto, Lima (7), Otacílio Neto,  Careca (10) Ronaldo, Souza, Jorge Henrique, Bill, Edno, Henrique, Iarley

 

15 VIERAM DA BASE

Posições 2007 2008 2009 2010
1 Goleiro   Rafael Santos    
2 Zagueiros     Renato André Vinícius
3 Laterais   Diego (2) Bruno Bertucci (4), Dodô  
2 Volantes   Cássio (3) Jadson (2)  
3 Meias Lulinha  Caju (1) Boquita William Moraes
4 Atacantes Alisson (2), Dentinho   Marcelinho Taubaté

 

8 RETORNARAM DE EMPRÉSTIMO

Posições 2007 2008 2009 2010
Goleiros        
1 Zagueiro Fábio Ferreira      
3 Laterais Gustavo Nery Eduardo Ratinho, Coelho    
2 Volantes Marcelo Oliveira     Bruno Octavio (1)
2 Meias Dinelson (7), Elton (7)      
Atacantes