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ESPANHA 1 X 0 HOLANDA – AO VIVO – A Espanha jogou como nunca e venceu como nunca

domingo, 11 de julho de 2010

COMEÇANDO O JOGO

O básico no começo. Pedro aberto pela direita, no 4-1-4-1 espanhol; Holanda no 4-2-3-1, esperando a Espanha que tomou a iniciativa

PRIMEIRO TEMPO

Ruim. Chato. Holanda muito atrás, especulando apenas. Teve um lance com Robben, aos 45. Uma furada de Mathijsen feia, e quase um gol numa bola mal devolvida no fair-play. A Espanha teve 3 oportunidades em 11 minutos, mas, depois, parada num jogo muito bruto de lado a lado, não acertou os passes de Xavi a Villa. E só apurar que a zaga holandesa entrega. Jogo ainda mais para a Espanha que quer jogá-lo, e não especulá-lo.

SEGUNDO TEMPO

Holanda resolveu jogar. Mas, ainda assim, a Espanha foi mais perigosa. Aos 2minutos, Capdevilla retribuiu a furada de Mathijsen e perdeu boa chance. Robben respondeu aos 6, em lance típico, bem defendido pelo gigante Casillas. Eternizado aos , quando Robben avançou sozinho depois do único belo passe de Sneijder, e só não fez gol por brilhante saída de Casillas, que defendeu com os pés.

Antes, Del Bosque abriu Navas na de Pedro, e foi bem. Marwijk não foi tão feliz com Elia por Kuyt, aos 25. Pior ficou para o torcedor, que viu das piores e mais violentas finais. Até quando Robbern teve a sexta chance holandesa contra a sexta espanhola, e parou mais uma vez nas mãos de Casillas. Porque, na corrida, Puyol pisou na língua. E ainda teve uma senhora chance perdida por Villa, que Heitinga salvou, mesmo caído.

E o torcedor, na poltrona, cochilou.

Prorrogação?

Nela, cresce a chance holandesa, fisicamente e teoricamente mais descansada. Mas a Espanha vem mais qualificada, com Fábregas substituindo Xabi Alonso. Um batedor de pênaltis a menos para os espanhois. Del Bosque quer decideir se os pênaltis. Boa ousadia.

PRORROGAÇÃO

No primeiro tempo, não teve cansaço espanhol. E, sim, 5 chances, contra apenas uma holandesa. Time que ficou entregue de vez com 1 minuto do segundo tempo, com a expulsão correta de Heitinga. Van Bommel teve de ir para a zaga, Torres entrou no lugar do cansado Villa, em alteração discutível. Como o belo gol de Iniesta. Depois de 2 erros de arbitragem, que prejudicaram a Holanda no lance que depois daria na jogada do título. Fábregas serviu Iniesta para fazer a bela homenagem a Jarque e ao melhor futebol.

Alemanha 0 x 0 Espanha – AO VIVO

quarta-feira, 7 de julho de 2010

BOLA ROLANDO

Espanha com Pedro pela esquerda e Iniesta à direita (melhor seria o inverso0 no início do jogo

PRIMEIRO TEMPO

Melhores 45 iniciais espanhois. Em vez de marcarem os objetivos, abusados e ofensivos alemães, partiram para cima, com imensa movimentação de Iniesta e Xavi. Pedro saiu da esquerda para articular, e Villa foi sempre perigoso. Faltou Muller pela direita. Mas a única jogada alemã perigosa foi um tiro longo de Trochowski, de canhota, de longe. Ah, sim, e quando o jogo era mais equilibrado, uma trombada de Sergio Ramos com Ozil poderia virar o pênalti não marcado pelo húngaro Viktor Kassai.

Espanha melhor na primeira parte do jogo. Iniesta e Xavi se mexendo com Pedro dominaram o jogo. Mas se a Espanha sempre teve a bola, o contragolpe alemão é temível. Ainda as maiores chances são alemãs. Mas não tão grandes como pareciam ser

7min 2O. TEMPO

Enfim Pedro à direita, com Iniesta duelando com Lahm. Lowe responde bem, trocando o pirulão Boateng por Jansen, na lateral-esquerda. Espanha segue melhor nos 12 primeiros minutos do 2o. tempo

1 x 0 ESPANHA

BRILHANTE Espanha. 8 chances contra 2 da Alemanha, e um gol da bandeira catalã Puyol, agora também espanhola

A Espanha voltou ainda melhor para a segunda etapa. Com Pedro enfim pela direita, Iniesta voando pela esquerda, e Xavi enfim jogando demais (talvez não a ponto de ser o Man of the Match), a Espanha mais uma vez amassou a Alemanha, merecendo muito mais que um 1 a 0 conquistado com um belo gol da bandeira catalã, agora espanhola, Carles Puyol.

Holanda 3 x 2 Uruguai

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vitória do time 100%. Melhor tecnicamente, mais bem disposto física e taticamente. Mas uma equipe que não jogou tudo que pode em 90 minutos contra os desfalcados, bravos e heroicos uruguaios. Um time que foi muito além da ilusão, no sentido que “ilusión” toma em espanhol. Um sonho. Que caiu por terra também por um erro de arbitragem. Mal posicionado, o assistente do Quirguistão não viu Van Pesie não apenas em posição de impedimento, mas também participando do lance, chamando a atenção do goleiro Muslera e do zagueiro Godín.

Ainda assim, venceu o melhor em campo. Mesmo com um goleiro fraco, uma defesa discutível, e um Van Persie longe do ideal, de costas para a zaga. Até Robben ainda não é o craque que é. Mas bastam 60% dele, e os atuais 110% de Sneijder para definirem um grande finalista

PRIMEIRO TEMPO

Uruguai veio num novo 4-1-3-2, com Arévalo marcando Sneijder, três meias mais defensivos, e tome bola para Forlán; a Holanda manteve o 4-2-3-1 num primeiro tempo equilibrado, mas com mais oportunidades holandesas: 3 x 1

SEGUNDO TEMPO

O Uruguai voltou melhor e mandava no jogo até levar o segundo gol, irregular. Aí fez-se a diferença esperada

MANO A MANO – HOLANDA X URUGUAI

segunda-feira, 5 de julho de 2010

VAN PERSIE X VICTORINO + GODÍN – Lugano, mesmo sendo Lugano, dificilmente joga, pela lesão que o tirou de campo contra Gana. Uma lástima. Até porque, mesmo com o retorno do regular e até então lesionado Godín (Villarreal, 1m85, 24 anos) à zaga uruguaia, ainda terá de atuar Victorino (Universidad de Chile, 27 anos, 1m80), lento, irregular, comum. Dois zagueiros pouco entrosados e de nível nada acima do normal. Godín deve entrar pelo lado direito, na de Lugano. Victorino será o zagueiro-esquerdo para marcar Van Persie, ótimo atacante holandês. Mas não necessariamente o centroavante ideal laranja. O homem de frente do Arsenal seria melhor vindo pelas pontas. À frente, muitas vezes de costas para a zaga e para a meta rival, não funciona tanto. Ainda assim, é um perigo, pela pancada de canhota (também nas bolas paradas), e pelo giro rápido, normalmente à esquerda. Problema para Godín. E para todo o time uruguaio.

KUYT X MAXI PEREIRA – O lateral-direito charrua é muito mais um ala e homem de meio-campo que um lateral. É lento, não tem tanta técnica, e tem dificuldades para marcar. Se Kuyt correr o que corre (não necessariamente o que joga), ponto para os holandeses. Até pela capacidade de recuperação e comprometimento tático. O ponta e meia do Liverpool não é o melhor nome da frente holandesa. Mas é o que tem o treinador holandês para escalar contra o lateral do Benfica.

SNEIJDER X ARÉVALO – Grande campeonato faz o volante do Peñarol. Tem marcado demais, e corrido além da conta. É o nome para seguir o melhor holandês da Copa, para não dizer dos três melhores. Campeoníssimo pela Internazionale, articula o jogo por dentro, também aparece pelos lados, e finaliza muito, com inteligência e dinâmica além da conta. Arévalo parece fisicamente pronto para correr atrás de Sneijder, mesmo com o cansaço descomunal da prorrogação contra Gana. A questão é que tecnicamente o volante não é um primor. Outro ponto a favor dos holandeses.

ROBBEN X CÁCERES – O lateral de 1m78 da Juventus é um “comodín”, zagueiro polivalente que atua no miolo da zaga ou em qualquer uma das laterais. Boa alternativa ao suspenso Fucile, que vinha fazendo ótima Copa pela lateral esquerda celeste. Se está sem ritmo de jogo, tem boa capacidade de recuperação e técnica apreciável. Mas Robben é Robben. Parece recuperado da lesão, e, se não desequilibrou contra o Brasil do jeito que espatifou a Eslováquia, é o craque do time. Mais desequilibrante num bom dia que Sneijder. E pegando o remendado lado esquerdo uruguaio, então…

DE ZEEUW X PÉREZ – Duelo tático e físico entre dois volantes eficientes. Sem o suspenso De Jong, De Zeeuw mantém o mesmo nível tático e técnico. O do Monaco francês começou como cabeça-de-área uruguaio até virar o marcador pelo lado direito do 4-3-2-1 uruguaio, abandonado por Tabárez em nome de um usual 4-4-2 no empate com Gana. Num time ainda mais marcador que criativo (pelas ausências e circunstâncias, incluindo a lesão de Lodeiro), Pérez fará um duelo área a área com De Zeeuw.

VAN BOMMEL X GARGANO – O volante de 25 anos do Napoli é mais um mordedor de meio-campo sem muito ritmo. Deverá bater com o genro do treinador Bert Van Marwijk. O Van Bommel é rodado (33 anos), e vem de boa temporada pelo vice-campeão europeu Bayern de Munique. Onde fez boa dupla com outro armador recuado (Schweinsteiger). Na Alemanha, deixou muitas vezes uma zaga irregular desprotegida pela própria natureza. Agora, se a zaga holandesa também não é grande coisa, ao menos se virou contra o Brasil. E, no segundo tempo, ele fez ótimo papel como o armador que ainda é. Foi muito mais um time num 4-1-4-1 que no usual 4-2-3-1. Com Van Bommel armando, a equipe passa a um 4-1-4-1 com naturalidade. Esquema que pode ser usado para espelhar taticamente o provável 4-4-2 uruguaio. Aí, na qualidade técnica, e no desgaste físico menor, mais uma vantagem europeia.

VAN BRONCKHORST X CAVANI – O veterano lateral-esquerdo de 35 anos do Feyenoord enfrenta um bom atacante em má fase técnica. Cavani (23 anos, do Palermo) não atuou bem como meia pela direita no 4-3-2-1 uruguaio, do segundo jogo até a vitória contra a Coreia do Sul. Contra Gana, no 4-4-2 proposto pelo treinador Oscar Tabárez, ele jogou na linha de quatro pela esquerda, ainda mais distante da área. E em nenhuma delas foi bem. Mas pelos desfalques, a partir da ausência do grande atacante Luis Suárez (artilheiro holandês pelo Ajax), é o que tem de melhor opção para a frente Tabárez. Duelo equilibrado. Com Cavani, possivelmente, muitas vezes voltando para compor o meio-campo, mais uma vez se sacrificando para deixar livre o craque do time – Diego Forlán.

BOUHLAROUZ X ALVARO PEREIRA – Recuperado de lesão, o meia do Peñarol vai atuar pela primeira vez na Copa na dele. Rápido, bom de bola, foi ala-esquerdo no 3-4-1-2 na pavorosa estréia uruguaia sem gols e sem futebol contra a França; até não atuar contra Gana, foi o meio-campista mais preso pela esquerda no 4-3-2-1. Agora, será o meia aberto pela esquerda contra Boulahrouz, mais marcador que Van de Wiel, Bom e jovem lateral do Ajax, melhor no apoio que na marcação. Boula marca mais, e é muito mais violento. Um dos sobreviventes da Batalha de Nurembergue de 2006, contra Portugal. Mas que não terá tantos problemas num jogo como esse para cercar um meia aberto pela esquerda que pouco chegará à frente.

HEITINGA + MATHIJSEN X FORLÁN – O filho da bandeira são-paulina Pablo Forlán é muito mais jogador que o pai. Até porque bate bem demais ao gol (e não nas canelas alheias como o violento lateral-direito). Além das faltas bem batidas, com força e efeito, ainda sabe armar o ataque, aparecer para finalizar, segurar o jogo. Um senhor atacante. Um senhor meia. Um que pode desequilibrar pelo time uruguaio. Para não dizer o único, pela ausência de Suárez. Para favorecer o ataque sul-americano, Heitinga é baixo e não é rápido. Mathijsen é pouco mais alto, mas também não é nada de outro mundo nas jogadas aéreas. Como bem soube o Brasil no primeiro tempo. Como pode muito bem explorar o time uruguaio, ainda que mais cansado e menos qualificado.

MUSLERA X STEKELENBURG – O “castorzinho”, goleiro da Lazio, não é grande coisa. Mas foi bem nos pênaltis, depois de levar um gol mezzo Jabulani, mezzo desatenção contra Gana. A participação decisiva nos pênaltis deve animá-lo. Mas não muito. Ou ainda menos que Stekelenburg. Outro que não é uma maravilha. Mas faz ótima Copa. Ao menos duas defesas sensacionais contra Eslováquia e Brasil. Está mais confiável que a dupla de zaga holandesa. Empate pouco técnico entre os goleiros.

OSCAR TABÁREZ X BERT VAN MARWIJK – Fez o último bom papel uruguaio, na Copa de 1990, quando caiu nas oitavas diante da Itália. Agora, levou a Celeste Olímpica à primeira semifinal desde 1970. Mas muito mais por falhas alheias que por inegáveis méritos de um elenco limitado, e cheio de desfalques por lesão e cartão. Aos 63 anos, depois de passagens por Boca Juniors e Milan, sabe como armar um time. E fez do Uruguai o semifinalista mais dinâmico taticamente. Mesmo com a limitação técnica. Lambertus Van Marwijk foi um meio-campista ofensivo discreto. Só jogou uma vez pela Holanda, em 1975, depois da Laranja Mecânica de 1974. Como treinador, foi bem melhor. Ganhou a Copa da Uefa de 20002 com o Feyenoord. Assumiu a Holanda em agosto de 2008, depois da boa Eurocopa. Faz ótimo trabalho. É sogro de Van Bommel.

CHUTE – A Holanda tem mais time. Está menos cansada. Mais gente desequilibrante. Vai ter imensa torcida a favor – como Gana também teve… Tem de respeitar sempre a garra uruguaia, de um time que vai jogar todo atrás, fechado como nunca em 2010. Talvez consiga levar o jogo à prorrogação e aos pênaltis. Mas as chances maiores são holandesas. Para o bem do futebol.

Uruguai deve vir no 4-4-2 semelhante ao do empate com Gana; Holanda mantém o 4-2-3-1, e é favorita

PS: Por absoluta distração de minha parte, e com a ajuda de ANDRÉ ROCHA, esqueci vergonhosamente dos cartões amarelos que suspenderam Van der Wiel e Boulahrouz. Perdão. Mas é só trocar Van der Wiel por Boulahrouz, e De Zeeuw por De Jong, e se tem o 4-2-3-1 holandês.

Brasil 2010 – Balanço final

sábado, 3 de julho de 2010

TRABALHO EM PROGRESSO. EDITANDO ENQUANTO COMENTO JOGOS DA COPA PELA RÁDIO BANDEIRANTES. OS NOMES QUE FALTAM AINDA SERÃO EDITADOS

JÚLIO CÉSAR – NOTA 7 – Pouco abaixo do esperado. Um dos melhores, se não o melhor goleiro do planeta. Mas foi infeliz no gol de empate holandês, na confusão com Felipe Melo, que também o atrapalhou. No mais, como sempre, um goleiro confiável uma liderança positiva. Infelizmente, como costuma acontecer em partidas para esquecer, não era a melhor tarde de JC. Ainda assim, dos melhores goleiros da Copa.

MAICON – NOTA 7 – Na ótima média usual. Cresceu com o Brasil na marcação. Um golaço na estreia, mas uma desatenção que resultou no gol norte-coreano. Melhorou nas demais partidas, e fez um grande primeiro tempo contra os holandeses, dando poucas chances a Kuyt, e ainda voando pela ponta direita. Dos melhores laterais da Copa, pela bola que joga, e pelo físico impressionante.

LÚCIO – NOTA 8 – O melhor zagueiro-direito do Mundial. Melhor brasileiro contra Portugal, teve só uma falha contra a Coreia do Norte. No mais, uma excelente Copa. Mais uma. Foi o melhor brasileiro em 2000-10. Manteve o ótimo nível. Uma pena.

JUAN – NOTA 8 – O melhor contra o Chile. Mais atarefado que Lúcio por ter de cobrir Michel Bastos e Felipe Melo. Sem culpa nos gols holandeses, ainda quase deixou um dele no primeiro tempo, e salvou outros dois holandeses, na segunda etapa. Outro que manteve o nível, e fez o Mundial que dele se esperava.

MICHEL BASTOS – NOTA 4 – Foi muito bem contra o Chile, contra o ótimo Alexis Sánchez. Contra Robben, cometeu ao menos 3 faltas para cartão. Ficou uns 20 minutos além do recomendável em campo, pela teima de Dunga, que ainda não havia aprendido com os erros dos cartões recebidos a Kaká e Ramires, por inexperiência do treinador. Jogou 10 minutos como meia aberto pela esquerda, quando Gilberto entrou contra os chilenos. No mais, o lateral mediano que foi em toda carreira. Um bom ala na França. Mas não o lateral que o Brasil precisava numa Copa do Mundo. Menos ainda para marcar Robben. Por mais que tenha um bom primeiro tempo, com a ajuda de Felipe Melo e Juan, ainda assim não poderia se sair bem no Mundial. Ainda mais com a assessora que fazia pergunta encomendada em entrevista coletiva. Mas a culpa não é dele por não jogar bem na função que não era dele. A responsa, no caso, é do treinador que o escolheu. Se não tinha grandes opções para a lateral esquerda brasileira, ainda assim tinha melhores que Michel e Gilberto.

GILBERTO SILVA – NOTA 6 – Dá para dizer que não decepcionou. Fez uma boa Copa. Muito boa partida contra o Chile, quando anulou Mark González e, depois, travou Valdivia. Contra a Holanda, fez um ótimo primeiro tempo, como todo o Brasil, contra o excelente Sneijder. Depois, o homem que ele deveria ter marcado fez dois gols: nenhum, porém, por responsa dele; no primeiro, Michel Bastos deixou Sneijder cruzar, JC e Felipe Melo se atrapalharam, e a Holanda empatou. No segundo, Felipe largou o catatau meia holandês para virar o placar. No mais, uma boa Copa, Sem muitos problemas contra Hong, na estreia, bons e tranquilos jogos contra os trancados e recuados marfinenses e portugueses. Ao final das contas, uma passagem vencedora pelo Brasil em 3 copas.

FELIPE MELO – NOTA 5 – Capaz de um passe espetacular para Robinho abrir o placar nas quartas-de-final. Incapaz de manter o equilíbrio psicológico durante as partidas, e mesmo tático. Bobeou com menos de um minuto no segundo tempo, atrapalhou-se com JC no empate, não marcou Sneijder no desempate, e ainda chutou duas vezes Robben antes de pisá-lo, caído no gramado de Port Elisabeth. E o pior é que Felipe Melo ainda disse que não merecia ser expulso… Infelizmente, Felipe Melou o sonho do hexa. Mas não se pode demonizá-lo. Se não era mesmo a melhor opção como volante pela esquerda do Brasil (outra responsabilidade de Dunga), também não era o horror com que ele maltratava os rivais e, por vezes, a Jabulani. Teve ótimos momentos com a Seleção. Mas foi se perdendo (e a cabeça também) pela Juventus, em 2009-10. Chegou mal das pernas e da bola. E manteve o mau momento pelo Brasil.

ELANO – NOTA 7 – Caso típico e raro de jogador que atua melhor pelo Brasil que pelo clube. Talvez não fosse o caso de levá-lo para o Mundial. Menos ainda escalá-lo como titular. Mas foi muito bem, com dois gols e boa movimentação, além de dar um pé atrás. Outro que foi melhor que a encomenda. E o Brasil sentiu sua ausência, até pelo desempenho decepcionante de Daniel Alves.

KAKÁ – NOTA 5 – Não estava fisicamente perfeito. Compreende-se. Mas, ainda assim, poderia se esperar mais. OK, Dunga não deu um companheiro de nível e de bagagem a ele – Ronaldinho Gaúcho. OK, não tinha um substituto à altura – Ganso ficou pelo Brasil. Apenas Júlio Baptista era pouco, quase nada, como nada foi contra Portugal. E o resultado foi abaixo do esperado. Contra a Coreia do Norte, poucos se salvaram. Sem ritmo, ele não foi bem. Nos 3 a 0 contra Costa do Marfim, deu o primeiro gol, e participou ativamente dos gols e nos melhores lances brasileiros. Pena que tolamente perdeu a cabeça e, mesmo expulso injustamente, só não foi mais infantil que Dunga, que não o sacou de campo. Perdeu um jogo e mais ritmo. Ainda assim foi bem contra o Chile, e, contra a Holanda, só quase fez um golaço, muito bem defendido por Stekelenburg. Enfim, muito pouco para tanto jogador. Só não digo que Kaká decepcionou porque, honestamente, pela temporada que teve, pelos problemas físicos, não esperava tanto. Mas, claro, é mais que ficou devendo, pelo conjunto da obra, e pela responsabilidade de um camisa 10.

ROBINHO – NOTA 7 – Muito bem contra a Coreia do Norte, discreto contra a Costa do Marfim, não atuou contra Portugal. Bem contra o Chile, um ótimo primeiro tempo, um gol e a melhor jogada do Mundial aos 30 minutos, contra os holandese, quando comeu dois, serviu Luís Fabiano que, de taquito, deixou Kaká quase marcar um golaço. Pena que se perdeu emocionalmente, dava mais broncas que doutora Havanir com azia. E acabou não ajudando. Entendo que, na média, fez um bom Mundial. E fez as chances que criou. Ainda assim continua não sendo todo o jogador que poderia ser. Ou que aparentava ser.

LUÍS FABIANO – NOTA 6 – Esquecido na má estreia brasileira, foi o Man of the Match na ótima partida contra Costa do Marfim, com dois belos gols – incluindo o mais lindo e irregular que já vi. Contra Portugal, ele e o Brasil se pouparam. Fez boa partida contra o Chile. E, além do belo lance já descrito, teve apagadíssima atuação contra os holandeses. Mais bateu que jogou. Pelo que jogou, pelo que joga, decepcionou. Ou apenas confirmou o que ótimas partidas pelo Brasil em 2008 e 2009 confundiram: é um senhor atacante. Mas não um titular absoluto da Seleção numa Copa.

GOMES – Não jogou. E quando esteve em campo nos amistosos pré-Copa, foi muito bem.

DONI – Só treinou. Ao que se sabe, porque não era possível ver os treinos.

DANIEL ALVES – NOTA 4 – Titular e discreto contra Portugal. Idem contra Chile. Idem contra a Holanda. Afunilou, mais correu que pensou, bem menos jogou do que sabe. Pelo que poderia jogar como o terceiro meia do 4-2-3-1, eventualmente até como lateral-esquerdo, decepcionou.

THIAGO SILVA E LUISÃO – Zagueiros reservas não atuaram, e nem precisariam, pela qualidade dos titulares.

GILBERTO – NOTA 4 – Entrou duas vezes na posição que só Dunga ainda o enxerga – como lateral. E não entrou bem nas duas vezes. Não era o caso de ter sido convocado como lateral – onde não joga mais. E nem mesmo como meia – onde não vinha jogando bem pelo Cruzeiro.

JOSUÉ – NOTA 4 – Não era para ter sido convocado. Não era para ter sido escalado contra Portugal. Mesmo se ainda fosse o Josué do São Paulo e da temporada anterior pelo Wolfsburg, não era o caso. Não foi.

KLEBERSON – NOTA 4 – Poderia ter sido a opção para Felipe Melo. Se fosse o de 2002. Ou aquele antes de machucar no ombro, em 2009. Não o volante reserva do Flamengo, que só jogou bons 45 minutos contra o Corinthians, no Pacaembu. Quase nada para servir uma Seleção desservida no meio-campo, mesmo lotada e loteada de volantes

RAMIRES – NOTA 7 – Foi melhor que todos contra a Tanzânia. Entrou muito bem contra o Chile – mas levou amarelo tolo – tão infantil quanto Dunga, que o manteve em campo, e acabou o perdendo para o jogo decisivo contra a Holanda. Daria muito mais qualidade, velocidade e saída de jogo para o Brasil. Marcando tanto quanto Felipe, batendo muito menos, e jogando muito mais.

JÚLIO BAPTISTA – NOTA 4 – Mal jogou muito mal contra Portugal. E não fez o que poderia. Também porque não poderia. Não era a alternativa para Kaká, mesmo com Kaká jogando tão pouco.

NILMAR – NOTA 7 – Entrou muito bem contra Portugal, atacando, armando e até marcando. Deveria ter sido usado mais vezes. E só jogou na dele quando a Holanda havia virado o placar.

GRAFITE – Jogou pouco tempo. Como havia jogado pouco tempo contra a Irlanda e mesmo assim veio ao Mundial onde fizeram falta Neymar e Ganso.

DUNGA – NOTA 6 – Depois comento mais. Mas dá para dizer que se perdeu mais fora que dentro de campo. Mais nas palavras que nos atos.

Uruguai 1 x 1 Gana (4 x 2 nos pênaltis)

sábado, 3 de julho de 2010

Eles fizeram o Maracanazo-50. Ele criaram o vuvuzelazo 2010, quando fizeram o segundo dos 3 a 0 na África do Sul. Agora, no Soccer City, recriaram o Vuvuzelazo Parte 2: A Morte das Estrelas Negras de Gana. Quando a África parecia ser “Baghana Baghana”, o Uruguai fez de novo. E sem o capitão Lugano, fora de combate com meia hora. E sem Luis Suárez, que foi muito mais goleiro que Muslera, impediu o gol da vitória africana no penúltimo lance, foi expulso, e nem viu a bola de Gyan explodir no travessão, no primeiro pênalti, digamos assim, da disputa que se seguiu depois, na outra meta.

Quando Muslera enfim se deu bem, defendeu dois (um deles muito bem), e Abreu deu a tradicional cavada para refazer a história uruguaia numa semifinal de Copa. Voltando a 1970, quando tinham um senhor time. Diferente dessa equipe que mudou taticamente mais uma vez (começou num 4-4-2), acabou no 4-3-2-1 que tem dado mais certo, criou as mesmas chances de Gana, e foi mais feliz na profunda infelicidade de Gyan. Homem de caráter. Que mandou pelos ares na prorrogação o pênalti da classificação, e mandou no ângulo o seguinte, já valendo para a disputa.

Gyan foi enorme. Melhor também que Gana, que achou o primeiro gol aos 46, num tiro de longe, de efeito e de Jabulani de Muntari, que até agora Muslera ainda não pulou na bola. Uruguai que empatou numa bela falta de força, efeito e Jabulani de Forlán, com a ajuda do goleiro que se antecipa em todas as bolas – principalmente as que não deve – Kingson.

Jogo lá e cá. Igual. Típico para pênaltis. Que foram uruguaios. Na raça charrua de um povo abençoado pela entrega comovente de um time que, mais uma vez, não é um esquadrão. Não é melhor que Alemanha ou Argentina, quem cair hoje. Que é inferior ao Brasil. Não é melhor que Portugal. Mas será ao menos um dos quatro melhores da Copa, não necessariamente do mundo. Não tem nada demais esse Uruguai. Ao não ser o fato que o Uruguai é sempre demais.

BRASIL 1 X 2 HOLANDA – AO VIVO – Felipe Melou

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PRIMEIRO TEMPO

Grande primeiro tempo. Melhor o Brasil, que criou 4 chances contra apenas uma rival. Também porque Robben foi encaixotado por Michel Bastos que bateu demais, por Felipe Melo que deu belíssimo passe para o gol de Robinho (o melhor do primeiro tempo), e pelo imenso Juan. Sneijder teve poucas chances com Gilberto Silva. Lúcio anulou Van Persie, e Maicon voou para cima de Kuyt.

Van Bommel teve a liberdade para virar muito mais um meia num 4-1-4-1. Mas pouco criou. O Brasil foi bem melhor no ataque, no contragolpe, e teve a mais sensacional jogada do Mundial, num come de Robinho em dois pela ponta esquerda, o toque de letra de L.Fabiano para Kaká tirar do goleiro, que fez defesa sensacional. Bonita como a partida que o Brasil faz, e deve repetir no segundo tempo. É só não recuar, manter o rodízio entre Kaká e Robinho, e seguir encaixotando Robben.

Equipes como sempre, no 4-2-3-1. Mas Mathijsen sentiu no aquecimento, e entra Ooijer, mais lento e pesado, embora melhor no jogo aéreo

SEGUNDO TEMPO

Era Felipe Melo.

Deu o belo passe para o gol, mas, em menos de um minuto, brincou e quase deu o empate. Numa falta estúpida – mais uma de Michel Bastos, pedindo para ser expulso e Dunga pedindo para ser criticado -, cobrança rápida, Sneijder jogou na área, Felipe Melo atrapalhou Júlio César (QUE TAMBÉM FALHOU, DEVER RECONHECER, AINDA QUE TARDIAMENTE), tocou na bola, e fez contra. Dunga enfim sacou Michel, mas só tinha outro lateral adaptado e sem ritmo – Gilberto. Quando o Brasil seguia mais nervoso, levou a primeira virada em Copas de 1998. Com um gol de cabeça do homem mais baixo em campo – Sneijder, solto na área por Felipe Melo.

Então Dunga sacou o único atacante – que pouco fazia – e deixou Nilmar para ganhar as bolas de cabeça…

REÍNICIO DE JOGO

Van Bommel ficou um pouco mais atrás, e a Holanda veio para cima. Mas Felipe e Michel caíram como todo o Brasil, e o gol de empate o time entrou em parafuso

16min do 2o. tempo

Com Michel Bastos pedindo para ser expulso - ele nunca foi lateral confiável, e não vinha sendo -, Dunga demorou para sacar Michel e escalar um ex-lateral que não vinha bem como meia

27min do 2o. tempo

Nilmar no lugar de Luís Fabiano, Robinho mais próximo, mas um buraco ainda maior pela ausência de Felipe Melo

Brasil 3 x 0 Chile

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Uma senhora vitória brasileira. Contra um senhor rival – do meio para frente. Um Chile que ataca com o grande Marcelo Bielsa, que pensa e joga grande. Que nos primeiros 10 minutos veio para cima, com um 4-3-3 ousado, embora com intérpretes discutíveis como Mark González. Com ele aberto pela esquerda, Alexis Sánchez pela direita, Suazo em má forma no comando, Isla e Beasejour bem espetados mais à frente, o Brasil sentiu.

Mas faltou ritmo a Suazo. E sobraram, novamente, Lúcio e Juan (o melhor em campo). Muito bem protegidos por Gilberto Silva (em notável atuação) e, também, por Ramires. Um que aporta dinâmica, velocidade, técnica e melhor qualidade na saída de jogo. Um que também ajudou Michel Bastos a fazer sua melhor partida pelo Brasil. Tanto marcando o ótimo Sánchez, tanto apoiando o ataque, onde terminou o jogo, com a entrada de Gilberto.

O jogo era igual, equilibrado, com um pouco mais de chances brasileiras, quando Maicon se aproveitou da baixa, frágil e reserva zaga rival, e o imenso Juan fez 1 a 0. Mais três minutos, Robinho armou para Kaká enfiar para Luís Fabiano fintar o fraco Bravo, e definir a vitória. Não o placar, construído definitivamente aos 13, em arrancada sensacional de Ramires, que serviu poara Robinho fazer o terceiro e ser considerado o Man of The Match.

Talvez não seja o caso. Como não era, mais uma vez, o caso de Dunga ter mantido Ramires em campo, Pendurado por uma falta tola contra a Coreia do Norte, voltou a ser infantil com o treinador, que perde ótima opção para o jogo sem favoritos contra Holanda.

Minto. Um jogo mais para o Brasil que contragolpeia melhor que a ótima Holanda. E se Michel Bastos repetir a ótima partida contra o excepcional Robben, dá até para não sofrer tanto num clássico que será aberto como foi boa parte do jogo contra o Chile. E que pode ter o mesmo final feliz.

Brasil no 4-2-3-1, com Ramires fazendo melhor a de F.Melo, e Daniel Alves embolando no lugar de Elano; Chile inova no 4-3-3, com Beausejour por dentro, e Jara torto pela direita, de olho em Robinho

SEGUNDO TEMPO

O Chile mudou para voltar a ser o mesmo no segundo tempo, no 3-3-1-3, com Valdivia próximo de três na frente. O Brasil especulou bem no contragolpe. Pena ter perdido Ramires, que qualificou o jogo, e ajudou Michel Bastos a fazer ótima partida.

Olho eletrônico, ouvido humano

domingo, 27 de junho de 2010

Uma bola com chip evitaria a comida de bola do assistente uruguaio Mauricio Espinosa, que devolveu com juros e correção futebolística o erro do gol de Hurst, em 1966, ao não validar um lance ainda menos polêmico, desta vez favorável aos alemães, com uma bola que entrou para burro, digamos assim.

Uma “correção eletrônica” faria com que o italiano Stefano Ayroldi visse o impedimento claro de Tévez antes do primeiro gol argentino. E, se a regra permitisse, aí sim poderia rever o lance no telão. Ou numa cabine ao lado do gramado, sei lá.

Só sei que o que ele tentou, digamos, consertar não poderia ter sido remendado pelo árbitro italiano. Roberto Rosseti acertou ao errar deliberadamente. Isto é, o árbitro italiano fez bem ao não ir na do bandeira que, como quase todo o estádio, viu pelo telão desatento o impedimento do atacante argentino. Se tentasse corrigir o erro, criaria outro descomunal, que melaria o jogo e, por tabela, a própria Copa.

Agora, sábia e sabidamente, nada se pode fazer. Mas, depois da Copa, a discussão é válida: ao menos em competições como a Copa do Mundo, e com a anuência de todos os participantes, a ajuda tecnológica pode valer para casos da bola entrar ou não.

Nos demais, porém, quando entra a interpretação do árbitro, algo que não há tecnologia que resolva, ainda é dever ter paciência com os erros de apito. Naturais como os dos jogadores, treinadores, jornalistas e cartolas.

Seleção 1a. fase da Copa

sábado, 26 de junho de 2010

A pior Copa de todos os tempos tem uma seleção para lá de discutível numa primeira fase indiscutivelmente medíocre.

No meu time, analisando todos os jogos sob minha ótica com 7,5 graus de miopia, 1 de astigmatismo, e mais alguns troços que me impedem de ver tão bem quanto você, os meus 11.

Ah, sim. Poderian entrar o Lúcio na zaga. Quem sabe o Luís Fabiano ali na frente. Mas um time que só fez um jogo realmente digno de Brasil ainda não merece o reconhecimento que terá ao final da competição, cada vez mais com cheiro de Argentina e Brasil.

Um time como não sde vê por aqui: um só volante, 3 meias, e 2 atacantes. O melhor deles, atér agora? Messi. Com Ozil bem perto do genial argentino