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Cruzeiro 0 x 1 Corinthians

domingo, 16 de outubro de 2011

 

* ESCALADO PELO LANCE! e PELA RÁDIO BANDEIRANTES, A VISÃO DO JOGO QUE ESTARÁ NAS PÁGINAS DE NOSSO JORNAL, NA SEGUNDA-FEIRA *

 

Um bonito gol de Paulinho, chegando na área adversária depois de belo lance de Alex às costas de Diego Renan, aos 19 do segundo tempo. Foi o que precisou o líder do campeonato para manter-se na ponta. Foi o que bastou para a maior decepção do Brasileirão seguir ameaçado de inédito rebaixamento num campeonato equilibrado. Onde não é preciso ter um esquadrão para ser campeão. Mas é dever sempre respeitar um time que enfrenta outro grande, aguenta a pressão na casa rival, e consegue vitória reabilitadora depois do tropeço no Pacaembu diante de um Botafogo cada vez mais vivo.

O calor infernal do primeiro tempo disputado absurdamente no horário solar das três da tarde travou as equipes tanto quanto os esquemas mais precavidos dos técnicos: Mancini deixou Montillo muito isolado na armação, com o trio de volantes esperando um Corinthians que prendeu demais Alex pela esquerda, pouco adiantou Danilo por dentro, e sofreu com Liedson sem ritmo, apesar do esforço.  Substantivo ainda mais abstrato quando se pensa em Keirrison. Atacante de talento que só deu sangue quando ele escorreu da testa num choque com Ramón.

O Cruzeiro criou mais oportunidades num primeiro tempo igual. Na segunda etapa, o calor foi minando as equipes. O jogo ficou mais aberto. Tite fechou o time sacando o cansado Willian e colocando mais um volante. Mal deu tempo de Edenílson se achar em campo quando saiu o gol. O Cruzeiro se atirou à frente e ganhou um pênalti inexistente (ou “menos pênalti” que um sofrido por Paulinho, no primeiro tempo). Pênalti que o heroico Montillo, exemplo de pessoa, profissional e jogador, isolou, deixando o Corinthians ainda na ponta apesar de ter um jogo a mais que o Botafogo. Mas com mais um jogo para lembrar que é grande como foi decisivo Júlio César na pressão celeste. Mais um jogo para o Cruzeiro repensar a vida.

Os esquemas iniciais das equipes em Sete Lagoas. Cruzeiro no 4-3-1-2; Corinthians no 4-2-3-1, mas com Alex muito atrás.

Botafogo 0 x 2 Corinthians

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Júlio o que é de César. Ao Corinthians o que é do maior líder da história dos pontos corridos.

Um Timão que goleia quando joga demais, que vence um bom Botafogo no Rio quando joga bem, e que vence pelo suficiente quando não faz muito. E já faz demais. Muito além da concorrência que corre para se qualificar. Ou tirar a diferença ainda possível. Por mais impossível e improvável que pareça este Corinthians.

Mas são alguns pequenos gestos que vão além do campo e da campanha que falam – berram – por si só. O dedo luxado de JC no final do jogo em São Januário. O Botafogo apertando com a equipe que vai crescer ainda mais com reforços do nível de Renato, e o Corinthians se segurando com um time sólido, que voa fisicamente, e se segura tecnicamente com alguns reservas que seriam titulares em muitos dos 19 times que correm atrás na tabela.

Até uma lesão daquelas de arder e arrepiar Jack Bauer. Ela é reduzida no jargão médico, e o guerreiro da meta permanece em campo. Sem se apequenar. O Corinthians não tinha mais gente para trocar, ficaria com 10, e um jogador de linha para conter a pressão botafoguense.

Júlio aguentou a barra, a bronca e a dor. Seguiu no jogo. O corintiano com o coração na mão que doía menos apenas que a do goleiro. Inspiração para buscar mais forças, mais um dos contragolpes que poderia ter dado em gol antes, até o gol na chegada dos volantes que voam como meias. Decretando a grande vitória construída a partir de uma bela ação coletiva que deu em gol de Liedson, no primeiro tempo em que o Botafogo foi melhor. Mas não maior.

Como foi o adversário. Que mais uma vez se superou. E vai continuar assim. Não só pela qualidade e comprometimento. Também pela imagem e mensagem que Júlio deixou no campo ao não o deixar. Quando faltar gás e bola, lá no fundo algum companheiro de JC vai querer dar a ele o que ele doou e deixou no Rio.

Ali foi mais que Corinthians. Foi um corintiano.

Adeus, Petkovic – Flamengo 1 x 1 Corinthians

domingo, 5 de junho de 2011

 

Em 27 de maio de 2001, decisão do RJ-01, Petkovic bateu de longe uma falta no ângulo esquerdo do vascaíno Helton. Golaço que garantiu o tri estadual ao Flamengo, na vitória por 3 a 1. Os outros dois gols foram de Edilson, camisa 11 que atuara – e muito bem – pelo Corinthians.

Em 5 de junho de 2011, terceira rodada do Brasileirão, no Engenhão, outro camisa 11 rubro-negro de passagem vitoriosa pelo Parque São Jorge foi bater uma falta de longe, pela meia direita. A bola de Renato Abreu morreu no canto esquerdo da meta rival. Numa cobrança de falta espetacular como a de Pet, em 2001.

Quase tão impressionante como outra batida há 20 anos, em 5 de maio de 1991, no Maracanã, quando o corintiano Neto chutou quase da linha lateral uma falta que entrou no ângulo direito do rubro-negro Gilmar, na vitória paulista por 3 a 2, no Maracanã.

Renato honrou no golaço indefensável para Júlio César o muito que jogou Petkovic no Flamengo. O gol 39 de um clássico equilibrado quase foi na  mítica marca dos 43 minutos, como na final de 2001. O 43 da última camisa de Pet na arrepiante festa que os quase 43 mil rubro-negros presentes propiciaram ao sérvio mais que brasileiro, no intervalo do jogo, durante a volta olímpica final. Eles valeram o ingresso pago, e a entrada de Dejan na galeria rubro-negro como mais um gringo campeão na Gávea.

Como em 2009, quando Pet repetiu na espantosa arrancada para o hexa do Brasileirão o feito de outro mito flamenguista aposentado até renascer campeão (Agustín Valido, herói do tri estadual de 1944), o sérvio calou os não poucos críticos por sua escalação em jogo tão difícil contra o Corinthians. No primeiro tempo de ligeiro domínio paulista, ele foi dos melhores rubro-negros, com lançamentos longos e cobranças perigosas de faltas e escanteios.

O Corinthians mandava no Engenhão desde os 37 segundos, quando Willian e Liedson quase abriram o placar que seria alvinegro aos 18, num belo gol armado pelo (bom) estreante Weldinho, que passou por Egídio como quis para Willian, o meia pela direita do 4-2-3-1 de Tite fusilar Felipe.

O Flamengo cresceu só nos minutos finais do primeiro tempo, mesmo com Ronaldinho e Leo Moura com dificuldades até para dominar a bola. No intervalo, o Flamengo melhorou. Não pela tocante despedida de Pet, mas pela boa entrada de Negueba aberto pela direita, com Bottinelli centralizado. No mesmo 4-2-3-1 do rival, e com mais agilidade com a entrada de Diego Maurício, o Flamengo criou o que só o Corinthians parecia fazer e mandou no jogo. Também pelas lesões que levaram às saídas de Liedson e Jorge Henrique.  Mas que fizeram estrear, e num bom nível, o volante Edenilson e o atacante Emerson Sheik.

Domínio que talvez não fizesse merecedor da vitória, num jogo com um tempo corintiano e outro flamenguista. Mas ao menos para dar a Pet mais um entre tantos pontos que ele conquistou em campo e, principalmente, entre os torcedores rubro-negros.

Rodada 1 BR-11 – Sabadão do Ronaldinho Gaúcho

domingo, 22 de maio de 2011

 

* Ronaldinho Gaúcho voltar a jogar bem não chega a ser uma novidade, nem manchete. Mas foi quase o fim do mundo a ótima primeira etapa de Egídio contra o mistão catarinense, no largo FLAMENGO 4 X 0 ÁVAÍ, em Macaé. Mérito rubro-negro que se aproveitou de um time desfalcado e desfocado na estreia do BR-11.

* Bottinelli foi outro que jogou direitinho, fez o primeiro gol oficial pelo Flamengo, e deu ritmo a um meio-campo que nem precisou do melhor Thiago Neves para golear no contragolpe. Resultado nada bom para o Avaí que sonha com os olhos abertos na Copa do Brasil, mas que precisa estar muito esperto no Brasileirão.

* Toró fez um e perdeu outro ainda mais fácil. Magno Alves fez dois, e poderia ter feito muito mais. No ATLÉTICO MINEIRO 3 X 0 ATLÉTICO PARANAENSE, em Sete Lagoas, o time de Dorival Júnior foi eficiente e muito mais rápido que o lento e arrastado Furacão, que adotou um esquema muito precavido na primeira etapa, com muita gente marcando, e ninguém que soubesse compor o ataque.

* O Galo vai se ajeitando a partir da juventude de gente como Fillipe Soutto e Giovanni Augusto no meio-campo. O Furacão não vai se organizando com gente que não dá velocidade ao jogo na intemediária, ainda que tenha história e qualidade.

* SANTOS 1 X 1 INTERNACIONAL. Clássico que pode decidir o BR-11. Dois dos três melhores times do país. Candidatos ao título nacional. Atual campeão da Libertadores contra o provável futuro vencedor. Até por isso com 11 reservas. Que se esforçaram e atrapalharam a vida do campeão gaúcho. Que também pouco jogou, ainda que quase completo, na Vila Belmiro.

* Em respeito ao que fizeram e que deverão fazer no BR-11, fico por aqui. Lamentando nosso calendário que leva um jogo que pode decidir o campeonato a ter um um dos favoritos com apenas reservas contra outro candidato ao título; e, ainda mais, o número de casais que serão desfeitos e/ou terão crises pelo horário de 21h aos sábados.

* O mesmo vale para o Presidente Vargas, CEARÁ 1 X 3 VASCO. As duas equipes decidem se poderão fazer mais dois jogos na decisão da Copa do Brasil no meio de semana. Por isso tiraram o pé do acelerador e os melhores times de campo. Mas quem teve Bernardo, fundamental no arranque vascaíno no meio da temporada, teve muito mais, no Ceará.

* O resultado, conquistado de virada, recupera o time paar a duríssima tarefa da Ressacada. Ainda acho que está mais para o Vasco que para o Avaí. Como parece estar mais para o Coritiba que para o Ceará.