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Rodada 1 BR-11 – Sabadão do Ronaldinho Gaúcho

domingo, 22 de maio de 2011

 

* Ronaldinho Gaúcho voltar a jogar bem não chega a ser uma novidade, nem manchete. Mas foi quase o fim do mundo a ótima primeira etapa de Egídio contra o mistão catarinense, no largo FLAMENGO 4 X 0 ÁVAÍ, em Macaé. Mérito rubro-negro que se aproveitou de um time desfalcado e desfocado na estreia do BR-11.

* Bottinelli foi outro que jogou direitinho, fez o primeiro gol oficial pelo Flamengo, e deu ritmo a um meio-campo que nem precisou do melhor Thiago Neves para golear no contragolpe. Resultado nada bom para o Avaí que sonha com os olhos abertos na Copa do Brasil, mas que precisa estar muito esperto no Brasileirão.

* Toró fez um e perdeu outro ainda mais fácil. Magno Alves fez dois, e poderia ter feito muito mais. No ATLÉTICO MINEIRO 3 X 0 ATLÉTICO PARANAENSE, em Sete Lagoas, o time de Dorival Júnior foi eficiente e muito mais rápido que o lento e arrastado Furacão, que adotou um esquema muito precavido na primeira etapa, com muita gente marcando, e ninguém que soubesse compor o ataque.

* O Galo vai se ajeitando a partir da juventude de gente como Fillipe Soutto e Giovanni Augusto no meio-campo. O Furacão não vai se organizando com gente que não dá velocidade ao jogo na intemediária, ainda que tenha história e qualidade.

* SANTOS 1 X 1 INTERNACIONAL. Clássico que pode decidir o BR-11. Dois dos três melhores times do país. Candidatos ao título nacional. Atual campeão da Libertadores contra o provável futuro vencedor. Até por isso com 11 reservas. Que se esforçaram e atrapalharam a vida do campeão gaúcho. Que também pouco jogou, ainda que quase completo, na Vila Belmiro.

* Em respeito ao que fizeram e que deverão fazer no BR-11, fico por aqui. Lamentando nosso calendário que leva um jogo que pode decidir o campeonato a ter um um dos favoritos com apenas reservas contra outro candidato ao título; e, ainda mais, o número de casais que serão desfeitos e/ou terão crises pelo horário de 21h aos sábados.

* O mesmo vale para o Presidente Vargas, CEARÁ 1 X 3 VASCO. As duas equipes decidem se poderão fazer mais dois jogos na decisão da Copa do Brasil no meio de semana. Por isso tiraram o pé do acelerador e os melhores times de campo. Mas quem teve Bernardo, fundamental no arranque vascaíno no meio da temporada, teve muito mais, no Ceará.

* O resultado, conquistado de virada, recupera o time paar a duríssima tarefa da Ressacada. Ainda acho que está mais para o Vasco que para o Avaí. Como parece estar mais para o Coritiba que para o Ceará.

Rodada 29 – Jogaço em São Januário! Santos! São Paulo!

domingo, 10 de outubro de 2010

! VASCO 3 X 3 GRÊMIO – O Vasco fez uma de suas melhores partidas num belo clássico em São Januário. Mas o gol no final que deixou um 3 x 1 virar 3 x 3 para o Grêmio levou o cruzmaltino às vaias naturais pelo placar. Não pela atuação carioca. Mérito, mais uma vez, do líder do returno.

+ Talvez os melhores jogos de Zé Roberto e Felipe com a camisa do Vasco. Mas não o bom jogo usual de Dedé na zaga. E o resultado também por isso se justifica, num grande jogo, dos melhores do BR-10

+ Jonas. 19 gols noBR-10. Já tem os números de Adriano e Diego Tardelli, no BR-09. E, claro, pode ampliá-los pelo ótimo momento tricolor.

! SANTOS 2 X 0 ATLÉTICO-PR – Sérgio Soares não conseguiu repetir pelo Furacão os grandes desempenhos contra o Santos. Até porque o ataque que não era o ideal(Maikon Leite e Bruno Mineiro) fez muita falta.

+ Alex Sandro, mais uma vez, ajudou a mudar a sorte alvinegra na segunda etapa. De novo entrou muito bem e deu boa dinâmica pela esquerda. Alan Patrick não foi tão bem. Mas Neymar mostrou que, mais focado, pode desequilibrar.

+ Não du para o Furacão. Mas o saldo  segue positivo. Tem crédito.

! GRÊMIO PRUDENTE 2 X 3 SÃO PAULO – Ricardo Oliveira e Lucas. Os nomes que explicam a vitória são-paulina, que quase um pênalti discutível (para usar um eufemismo) deixa virar empate que seria injusto.

+ O centroavante enfim fez gol fora do Morumbi. Mas fará muitos mais se o time mantiver a velocidade e qualidade dos dois nomes acima. Num esquema possível com Marlos e Fernandinho acelerando.

Carpegiani, ex-Atlético-PR, agora São Paulo

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Em campo, Paulo César Carpegiani foi um dos meio-campistas mais técnicos que vi. Como treinador, um dos mais completos que vi. No gramado, era meia com pés de volante. Ou cabeça-de-área (como foi pelo Brasil-74) com cabeça de armador. Não por acaso referência no maior Inter de todos, nos anos 70, não por acaso iniciando em campo, e depois como treinador campeão do mundo, o melhor Flamengo que vi, no final dos 70, início dos 80.

Ainda seria um excelente treinador para o Paraguai, eliminado na Copa-98 apenas na morte súbita pela futura campeã França, e também pela lesão no ombro de Gamarra. No ano seguinte, não ganhou pelo São Paulo. Mas num ano em que o Corinthians foi bi brasileiro – e seria campeão do mundo em janeiro de 2000 -, e o Palmeiras ainda foi campeão da Libertadores, em 1999, há como se entender. Sempre com o São Paulo de Carpegiani raspando a trave, parando nas semifinais para o rival fatalista. Em pontos, o desempenho dele foi dos melhores no Morumbi, desde Telê (1995), e compatível ao de Cuca – que não ganhou, mas deixou boa base no clube. Faturou 64% dos pontos. Teve mais vitórias, fez mais gols, e sofreu menos gols que o São Paulo de 2000 de Levir Culpi, campeão paulista e vice da Copa do Brasil.

Então, por vezes, exagerou na mão, na dose, nas mexidas (só repetiu escalação em 6 dos 69 jogos no Morumbi). Mas por lesões e outros problemas, apenas em 3 jogos pôde escalar todos os titulares. Quase nada.

Como faria outras vezes até montar o RS Futebol, onde lançou Thiago Silva, Naldo e Ederson. De onde saiu para voltar ao banco e ser infeliz no Corinthians que ajudou a montar para ser rebaixado nas mãos de Nelsinho Baptista, com as impressões digitais do final da era Dualib, em 2007.

Fez bom trabalho no Vitória. Excelente, agora, no Atlético Paranaense que parecia lutar para não cair, e deixou na quinta posição.
Quando também deixou o clube para acertar com o São Paulo.
E, entendo, também com o São Paulo acertando no retorno de treinador capaz, experiente e motivado, antenado no mercado (embora menos que Dorival Júnior).E sabedor que a ética é volátil. Ainda mais para o presidente tricolor.

Juvenal Juvêncio, imperador do Morumbi, o autêntico Soberano. Que não dá a menor pelota e nem satisfação à direção do clube. Só ele pensa, age, fala, manda, desmanda.
Só ele.
Juvenal Primeiro e Único.
Que, agora, até deu para fazer entrevista com ele mesmo, parodiando e parafraseando o palmeirense Palaia.
E, também por isso, ninguém mais sabia do acerto com Carpegiani no Morumbi.
E nem na Baixada.

Muitos treinadores querem que o mundinho da bola continue o mesmo, contratado e demitindo treinador a torto e sem direito.

Não que Carpegiani seja desse tipo.

Mas se sobrar para ele, que não reclame.

Já virou praxe essa praga por aqui.
E, infelizmente, cada vez mais, também no mundo.

Só se espera, no Morumbi, que Carpegiani possa ser cobrado apenas a partir de 2011.
Milagre ele já fez recuperando o Furacão em 2010.
Muito mais do que o São Paulo tem apresentado, convenhamos, é bastante difícil. Com qualquer treinador.

Atlético Paranaense 2 x 1 Atlético Mineiro

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

+ O Furacão cansou de perder gols na justa vitória na Arena. Mas não cansou de buscá-los. Não foi acaso a vitória sair aos 43 finais, no gol chorado de Iván González.

+ O Galo parece não se cansar de estrear jogadores, mudar o time, e não mudar o mau desempenho. Só Obina briga e funciona. Os demais, todos, dão para trás. Até quando Fábio Costa faz bela defesa, a bola insiste em entrar, como no gol decisivo.

+ Nem toda vitória conquistada nos últimos minutos é sinal de garra, de superação. Apenas é um gol no fim de uma equipe incompetente. Mas, no caso rubro-negro, foi, sim, uma vitória de um time que buscou mais que o abalado rival.

+ Do modo como não vem jogando e não vem se acertando e não vem se apresentando e não vem vibrando o Atlético Mineiro, fica difícil imaginar que a espantosa recuperação do Fluminense no BR-09 possa se repetir na Cidade do Galo. Até pela ausência do Mineirão.

Grêmio Prudente 0 x 1 Atlético-PR

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Furacão ousou mais, teve mais velocidade com Guerrón, e conseguiu outro bom resultado contra um Prudente que deve mais que os três pontos perdidos no tribunal.

Atlético-PR 1 x 0 Flamengo

domingo, 22 de agosto de 2010

O Furacão se abriu como normalmente não se abre, com até três atacantes. Rogério Lourenço soltou o Flamengo mais que o habitual, soltando mais os homens pelos lados. Mas o ataque carioca é aquele que, desde a Copa, só fez quatro gols – dois de pênalti.

E vai fazer ainda menos com Leandro Amaral sem ritmo e Val Baiano fora de forma. Ainda assim parecia ser melhor mantê-los a apostar em Borja e Vinícius Pacheco. Não por acaso melhor o Atlético, que foi melhor, e manteve a escrita impressionante de 9 vitórias e dois empates na Arena.

O terceiro gol de Manuel no BR-10 foi reflexo disso. Depois de trocentas bolas cruzadas, algumas a esmo, o Atlético chegou à vitória merecida.

O Flamengo que apresente e estreie anteontem os ótimos Deivid e Diogo. Seja qual for o momento deles, já é melhor que qualquer coisa que o time tenha apresentado nos últimos jogos.

BOTA-TEIMA – Eu não marcaria o pênalti de Correa em Maikon Leite. O bom atacante mais se atira que é derrubado pelo volante carioca. Mas o lance é discutível.

Palmeiras 2 x 0 Atlético-PR

domingo, 15 de agosto de 2010

Tecnicamente, um jogo pavoroso. Sofrível. Frio como a noite paulistana, mais parecida com a de Johanesburgo.

O Atlético apresentou todas as fragilidades que têm apavorado seu torcedor. Sobretudo no setor defensivo, que sofreu o gol no primeiro lance palmeirense, completado por Danilo, e ainda sofreu o segundo quando o Furacão tinha um a mais, depois da expulsão no reinício de jogo de Tadeu, que mais uma vez mal entrou e pior saiu. Um belo gol de Ewerthon, num belo passe de Tinga, o melhor em campo. Até por falta de opção.

Bonito, mesmo, foi ver a humildade divina de Ademir da Guia entregando a 10 para Valdivia, que discursou prometendo título. O que não será fácil com um time sem ele, Kléber e Lincoln. E sem opção de ataque que não é Tadeu, não parece ser Luan, e, com muito esforço, poderia ser Ewerthon.

Mas Tinga joga e marca. Edinho tem sido o que já foi Pierre. Marcos Assunção dá uma saída qualificada. E Fabrício, que estreou como lateral-esquerdo no 4-2-2-2 de Felipão, foi muito bem. Para um jogo que não foi nada bom.

Felipão estreou Fabrício como lateral-esquerdo, com Márcio Araújo saindo mais à direita. Tinga (bem) e Rivaldo (mal) foram os meias de um 4-2-2-2 básico e circunstancial pelas ausências e carências palmeirenses diante de um preocupante Furacão

Fluminense 3 x 1 Atlético-PR

domingo, 1 de agosto de 2010

Washington reestreou como se não tivesse ficado um ano e meio longe das Laranjeiras. Emerson jogou como se não tivesse deixado o Rio um ano antes. Fernando Henrique tem segurado as bolas como se não tivesse deixado o time há quase um ano. Conca, bem, Conca jogou como sempre. E o Fluminense, mais uma vez, mostrou que não está para brincadeira no BR-10.

O Furacão até que foi bem, e melhorou muito com Carpegiani. Mas ainda é pouco. Para tudo que precisa fazer, é pouco. Por mais que seja cada vez mais natural perder para o Fluminense de Muricy. Cada vez mais Fluminense. Cada vez mais Muricy.

Atlético-PR 2 x 0 Santos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bruno, o Costa, fez 1 a 0 Atlético, no primeiro minuto do primeiro tempo.

Bruno, o Mineiro, fez 2 a 0 Atlético, no primeiro minuto do segundo tempo.

Mais não fez o Furacão porque não quis. Mas pode fazer muito mais no BR-10 se repetir a aplicação do jogo e o espírito da equipe.

Menos não fez o Santos carente de Ganso e de inspiração porque, desta vez, teve a sorte que faltou nas duas derrotas anteriores. Se não havia tantos motivos de preocupação nos jogos anteriores, agora o sinal passou do amarelo ao vermelho.

Internacional 4 x 1 Atlético-PR

domingo, 30 de maio de 2010

 

Futebol tem dessas coisas… O Inter venceu, e muito bem, sem Fossati. O Furacão precisa mudar muita coisa antes, durante e depois da Copa.