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	<title>Blog Mauro Beting</title>
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		<title>Tijuana 2 x 2 Atlético Mineiro</title>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 11:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[Em gramado sintético, quem tem um olho só é R10. Em gramado artificial, em Conmebol cheia de artifícios e artimanhas, em competição com fogos e artifícios artificiais, quem tem algo além de bola é Galo de Cuca. Jogou mal. Perdeu Bernard lesionado. O olho esquerdo bolado de Ronaldinho. A consistência defensiva. O toque de bola. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em gramado sintético, quem tem um olho só é R10. Em gramado artificial, em Conmebol cheia de artifícios e artimanhas, em competição com fogos e artifícios artificiais, quem tem algo além de bola é Galo de Cuca. </p>
<p>Jogou mal. Perdeu Bernard lesionado. O olho esquerdo bolado de Ronaldinho. A consistência defensiva. O toque de bola. A velocidade na transição. Os passes. Um monte de coisa. </p>
<p>Mas não perdeu o jogo. E nem a essencial superação de um time e de     uma torcida. Buscou o primeiro gol. Num chute fraco. Buscou o empate aos 47 em outro chute suficiente e eficiente. Para não rimar esfuziante. Em lance do Tardelli que sairia mas pediu pra ficar. Em jogada de time que parece predestinado. </p>
<p>Ainda é cedo. Ainda não tem nada definido. Mas continua cada vez mais perto da indefinição completa a sensação de que pode ser para o Galo. Pode ser campeão da América não pelo que jogou em Tijuana &#8211; que não é fácil aquele time e naquele carpete. Pode ganhar a Libertadores o Galo por que não perdeu um jogo que muitos times perderiam. E que o Atlético, em muitas indecisões em finais, costumava se dar mal no final. Ainda mais no fim dos jogos. </p>
<p>A sorte está mudando. O Atlético está mudando.</p>
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		<title>Fluminense 0 x 0 Olimpia</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 14:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[O Flu tem sido Rhayner. Parece que vai. Mas empaca. Escorrega. Perde de modo inexplicável. Não joga mal. Nem sempre joga bem. Esta na média. Mas é preciso mais. Apuro. Sem apuração. Sem afobação. Sem pressa. Poderia ter vencido o bom time paraguaio com o resultado possível. Ainda pode retornar classificado do Paraguai com um [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Flu tem sido Rhayner. Parece que vai. Mas empaca. Escorrega. Perde de modo inexplicável. Não joga mal. Nem sempre joga bem. Esta na média. Mas é preciso mais. Apuro. Sem apuração. Sem afobação. Sem pressa. </p>
<p>Poderia ter vencido o bom time paraguaio com o resultado possível. Ainda pode retornar classificado do Paraguai com um empate com gols. Mesmo com vitória possível se o Flu jogar mais do que fez. Se for mais Fred que Rhayner. </p>
<p>Por que nem Fred foi o artilheiro decisivo de costume. O Tricolor chegou pouco. Chutou pouco. De longe, com Jean, levou mais perigo. De perto, perdeu gol com Leandro Euzébio no começo. Como perderia na segunda etapa o equilíbrio o Rhayner antes de chutar. Teve bola em que Wágner chegou tarde. Teve más finalizações de Wellington Nem. </p>
<p>Não teve muito. É preciso mais. É ser mais preciso na conclusão. Por que o time sabe fazer o jogo, sabe tocar a bola. Mas precisa ainda algo mais. </p>
<p>Aquilo que os guerreiros de um passado recente tiveram. Aquilo que é necessário no presente próximo.</p>
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		<title>Vestindo a camisa</title>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 21:14:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Todo ser humano tem o direito de torcer por um time. Todo jornalista esportivo tem o dever de não distorcer por ele. Nem todo jogador do meu time é Palmeiras &#8211; e, nos últimos anos, parece até que muitos torcem e jogam contra&#8230; Tem treinador que torce por outro time e trabalha por nossa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Todo ser humano tem o direito de torcer por um time. Todo jornalista esportivo tem o dever de não distorcer por ele. Nem todo jogador do meu time é Palmeiras &#8211; e, nos últimos anos, parece até que muitos torcem e jogam contra&#8230; Tem treinador que torce por outro time e trabalha por nossa equipe. Tem até cartola, parece, que não é Palmeiras. Árbitro tem time &#8211; e parece ser sempre o que joga contra o nosso.  Nem todos que jogam por nós são como nós. Por que o jornalista não pode ter time? Melhor: jornalista PRECISA ter uma paixão além do emprego. Tem de vestir a camisa do seu time como veste a do seu trabalho &#8211; e não a do seu emprego.</p>
<p>Só realmente entende de futebol quem conhece e torce por seu time. Só pode falar da paixão que é o esporte quem exerce pela vida a paixão incondicional de torcer.</p>
<p>Abrir o jogo e a guarda e o coração e o credo e as cores é transparência essencial para o saudável exercício do oficio. O jornalismo é plural como o futebol. É preciso conhecer o outro lado. Ouvi-lo. Entendê-lo para poder entender mais.</p>
<p>Vesti a camisa do Palmeiras na campanha da Adidas. Jamais havia feito publicamente em 23 anos de jornalismo por esporte. Usei também não só por ser uma campanha que pretende agregar verdes de paixão. Também por que quero empunhar essa bandeira de que o jornalista pode cada vez mais empunhar a própria bandeira. Vesti com orgulho essa camisa inspirada naquela que usei pela primeira vez em um estádio, há 40 anos. Essa mesma camisa verde esmeralda, para não escrever verde Palmeiras. Foi no Pacaembu, em outubro de 1973. Foi aquele time que viria a ser bicampeão brasileiro. O da segunda Academia. A de Dudu e Ademir da Guia &#8211; como a primeira. A da minha primeira camisa em um estádio. Parecida com essa nova da Adidas. Parecida com essa velha paixão.</p>
<p>De peito aberto sou Palmeiras. Só trabalho em rádio, TV aberta e fechada, jornal, revista, internet, livros, filmes, palestras e videogame por que sou palmeirense. O que me fez ser jornalista esportivo.</p>
<p>Um dia deixarei o jornalismo. Mas jamais meu Palmeiras.</p>
<p>Amor não se esconde. Jornalista que não tem clube do coração não tem time e nem coração.</p>
<p>Aos justiceiros da alma alheia: respeitem o jornalista que, por vezes, não pode assumir o time que o levou ao jornalismo.</p>
<p>Mas suspeitem do jornalista que inventa time para torcer.</p>
<p>E deixem de seguir o jornalista que troca de time ou desiste do único amor incondicional que conhecemos na vida.</p>
<p>Que mais jornalistas se juntem ao time dos com-clube &#8211; mas sem clubismo. Que os picaretas de coração de pedra das tribunas sigam se escondendo sob o hipócrita manto da imparcialidade fajuta.</p>
<p>Eu adoraria voltar a vestir mais vezes a nossa camisa. Mas muitos entendem que é preciso usar uma burca para escamotear o que quem tem peito jamais esconde.</p>
<p>Já tive de vestir máscara de mister M na arquibancada. Espero agora que algumas máscaras caiam. E mais gente possa tirar do armário a cor de sua paixão.</p>
<p>A minha é verde e branca. Respeito a dos outros. E admiro ainda mais quem usa a cor de criação. A paixão que sabemos de cor.</p>
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		<title>Atlético campeão mineiro de 2013</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 16:37:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[O Cruzeiro fez melhor campanha &#8211; também por que não se dividiu e nem se multiplicou com a Libertadores. Só perdeu um jogo &#8211; o definitivo. Ganhou merecidamente no Mineirão por 2 a 1. Poderia ter sido maior a contagem no primeiro tempo. Foi discutível o pênalti em Luan. É um time que tende a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Cruzeiro fez melhor campanha &#8211; também por que não se dividiu e nem se multiplicou com a Libertadores. Só perdeu um jogo &#8211; o definitivo.  Ganhou merecidamente no Mineirão por 2 a 1. Poderia ter sido maior a contagem no primeiro tempo. Foi discutível o pênalti em Luan. É um time que tende a crescer e fazer bom papel no BR-13. </p>
<p>Mas não é melhor que o Galo em Minas. Por que, hoje, no geral e nas Gerais, nestes e em outros campos da América, ninguém tem jogado mais e melhor que o Atlético. </p>
<p>Meu favorito era o Cruzeiro &#8211; antes de a bola rolar na decisão no Independência. Depois dos 3 a 0, ainda achava que a Raposa venceria no Mineirão. Mas não mais conquistaria o Mineiro de 2013. Não por demérito celeste. Mas pela maturidade adquirida e curtida pelo Galo. Um time que está sabendo fazer por onde. E quando quer. </p>
<p>Foi assim que perdeu o clássico. Mas não o título. É assim que ainda pode perder mais jogos na Libertadores. Mas não a própria Libertadores. </p>
<p>Marrocos é logo ali. É só não achar que seja tão longe. É só não se achar e acreditar que esteja tão perto.</p>
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		<title>O texto que não saiu &#8211; Santos tetracampeão paulista de 2013</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2013 21:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
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		<description><![CDATA[* ESTE TEXTO ESTARIA EDITADO NA REVISTA-PÔSTER DO LANCE! DO SANTOS TETRACAMPEÃO PAULISTA * &#160; Millon, Arnaldo, Araken, Antoninho, Pepe, Del Vecchio, Pagão, Joel Camargo, Pita e Robinho conhecem essas terras de Santos e essas areias santas e nem assim conseguiram o que Neymar e companhia limitada conquistaram em 19 de maio de 2013. Zito, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #ff0000;">* ESTE TEXTO ESTARIA EDITADO NA REVISTA-PÔSTER DO LANCE! DO SANTOS TETRACAMPEÃO PAULISTA * </span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Millon, Arnaldo, Araken, Antoninho, Pepe, Del Vecchio, Pagão, Joel Camargo, Pita e Robinho conhecem essas terras de Santos e essas areias santas e nem assim conseguiram o que Neymar e companhia limitada conquistaram em 19 de maio de 2013. Zito, Coutinho, Lima, Mengálvio, Toninho Guerreiro, Edu, Clodoaldo, Manoel Maria, Aílton Lira, João Paulo, Juari, Giovanni, Diego e Ganso vieram de outras glebas, ganharam muito na Vila Belmiro, conquistaram respeito, mas não foram o que foi o time de Muricy na decisão paulista de 2013 contra o rival “preferido”. Ídolos como Feitiço, Tite (o tio do campeoníssimo Leo), Jair Rosa Pinto, Calvet, Dorval, Gilmar, Mauro, Carlos Alberto Torres, Rildo, Djalma Dias e Serginho Chulapa jogaram melhor pelo Santos que o time que disputou o Paulistão de 2013. Estrangeiros como Ramos Delgado, Cejas, Rodolfo Rodríguez e Rincón foram mais eficientes no alvinegro que Montillo, o mais caro reforço em 101 anos de clube. O extraterrestre Pelé, que não se encaixa em nenhuma das categorias anteriores, também não foi o que só o Santos de 2010, 2011, 2012 e 2013 foi entre os grandes paulistas.</em></p>
<p><em>Nenhum desses tantos craques e ídolos ganhou o que o goleiro Rafael conquistou mais uma vez. O número um que havia sido decisivo nos pênaltis nas quartas-de-final, contra o Palmeiras, e na semifinal contra o Mogi Mirim, e mais uma vez ajudou a manter uma meta segura, bem defendida pelos quase sempre contestados (e quase sempre campeões) Edu Dracena e Durval.</em></p>
<p><em>O Santos não jogou um futebol bonito. Por vezes nem foi eficiente no Paulistão. Muricy demorou a achar um homem de área. André. Miralles. Giva&#8230; A melhor opção para a lateral direita – Bruno Peres. Galhardo&#8230; Não faltaram nomes. Faltou futebol. Mas sobrou Santos. Múltiplo como foi Cícero desde o início. De campanha discreta e eficiente como Renê Júnior na cabeça da área.</em></p>
<p><em>De coração aberto como a boca campeã de Leo. Um que sempre acreditou. Sempre foi Santos. Para sempre estará na imensa galeria santista. Aquela que é campeã como algumas. Bi como poucas. Tri como raras. Tetra como só o Santos Futebol Clube entre os bambas. Quatro vezes campeão paulista na sequência como desde 1919 não se via em São Paulo.</em></p>
<p><em>Tetracampeão dando a volta olímpica na Vila. Como na conquista de 2011, contra o Corinthians que, agora, vinha badalado pelo grande 2012 e pela ótima exibição no primeiro jogo da final, no Pacaembu, mas abalado pela derrota recente na Libertadores. O 2 a 1 para o time corintiano no primeiro jogo decisivo obrigava o Santos invicto em casa em 2013 a vencer no tempo normal. A repetir o que fizera na decisão de 2011. Aquilo que parecia improvável quando sofrera o segundo gol corintiano no primeiro jogo, uma semana antes. Quando o Pacaembu se preparava para gritar “é campeão” para o alvinegro paulistano, Durval subiu aos céus e tirou o Santos do inferno astral. Diminuiu o placar, a alegria rival, e recolocou o Peixe no caminho do título. Do tetra.</em></p>
<p><em>Há como discutir a campanha santista, a mais fraca na técnica e nos números das quatro recentes. Até a decisão, nenhuma atuação agradou à torcida, à imprensa, ao próprio grupo e comissão técnica. O Santos não jogou um futebol de Santos em 2013. Pode até se dizer que não jogou um futebol campeão. Mas venceu um Paulistão como só o Santos poderia vencer. Ganhando na bola mais um lugar na história como o único tetracampeão paulista dos grandes.</em></p>
<p><em>Ainda poderá um gigante ser tetracampeão estadual (mas só a partir de 2017). Mas nenhum deles pode ser o que é o Santos desde 1912.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">* ESTE TEXTO ESTARIA EDITADO NA REVISTA-PÔSTER DO LANCE! DO SANTOS TETRACAMPEÃO PAULISTA * </span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Corinthians campeão paulista de 2013</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2013 21:43:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[  Campeão do mundo, ainda da Libertadores, campeão nacional em 2011. Faltava um título paulista para Tite e ótima companhia. Agora não falta. O gol do sempre decisivo Danilo, com a cabeça enfaixada e ensanguentada, foi o do título paulista. O 27º. Nenhum outro ganhou tanto. Nenhuma equipe foi melhor que o Corinthians na fase [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i style="font-size: 13px;"> </i></p>
<p>Campeão do mundo, ainda da Libertadores, campeão nacional em 2011. Faltava um título paulista para Tite e ótima companhia. Agora não falta. O gol do sempre decisivo Danilo, com a cabeça enfaixada e ensanguentada, foi o do título paulista. O 27º. Nenhum outro ganhou tanto. Nenhuma equipe foi melhor que o Corinthians na fase decisiva, desde os 4 a 0 contra a Ponte Preta, em Campinas, nas quartas-de-final.</p>
<p>Tite manteve o time eliminado pelo Boca Juniors e pela arbitragem na Libertadores. Muricy repetiu a equipe que jogara bem no segundo tempo, no Pacaembu, e que poucas vezes fez realmente boas partidas no SP-13. Felipe Anderson e Neymar pelas pontas, André mais uma vez nada fazendo na frente. O Corinthians começou melhor. O Santos equilibrou e abriu o placar aos 26, em um belo gol de Cícero, depois de bola parada. Menos de dois minutos, porém, Danilo empatou, em belo lance coletivo, depois de grande defesa de Rafael. Jogando uma caixa d´água gelada na reação santista.</p>
<p>O Santos voltou melhor na segunda etapa. Mas o contragolpe corintiano foi mais perigoso. Três bolas na trave mandou o Timão no jogo todo. Rafael (mais uma vez) fez quatro grandes defesas. Muricy colocou Miralles para seguir fazer dentro da área o que não conseguiu André. O Corinthians perdendo chances. Neymar criando alguma coisa, mas pouco pelo enorme potencial que tem. As equipes perdendo a cabeça com a arbitragem discutível: um pênalti em que Fábio Santos mais se atirou do que foi derrubado; duas bolas no braço de Gil e de Paulo André discutíveis (não pareceu haver intenção de pênalti); faltas perigosas não marcadas em Neymar e Paulinho, uma em cada tempo.</p>
<p>Nada mais a discutir. Nem mesmo a vitória do melhor time nos 180 minutos decisivos. O melhor time do Brasil nos últimos meses. O campeão paulista de 2013.</p>
<p>Não é para ganhar apenas o estadual que o Corinthians gastou o que investiu para reforçar o elenco e manter ídolos como Paulinho. É &#8220;pouco&#8221; &#8220;apenas&#8221; conquistar o estadual. É dolorido ter caído nas oitavas da Libertadores &#8211; ainda que para o Boca de Riquelme e Bianchi, ainda que para o apito de Amarilla. Mas esse é o grupo que se acostumou a levantar canecos. E vai continuar assim por ótimo tempo.</p>
<p>Como o Santos, se conseguir manter Neymar, e se valer a pena a todos a manutenção dele na Vila Belmiro, ainda pode sonhar em repetir a proeza dos últimos anos prósperos na Vila.</p>
<p>Mas, para tanto, não só nos campos de Piratininga, vai ter de pedir licença ao campeão dos campeões paulistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Independiente Santa Fé 1 x 0 Grêmio</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 14:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Medina foi passando por Bressan, por Werley, pelo ausente-presente Cris, pelo enorme investimento tricolor na busca do tri da Libertadores. Na saída de Dida, deslocou o goleiro e descolou a classificação emocionada e emocionante do time colombiano. Uma boa equipe. Mas não melhor que o errático Grêmio. Um time com elenco, camisa, comissão técnica [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Medina foi passando por Bressan, por Werley, pelo ausente-presente Cris, pelo enorme investimento tricolor na busca do tri da Libertadores. Na saída de Dida, deslocou o goleiro e descolou a classificação emocionada e emocionante do time colombiano. Uma boa equipe. Mas não melhor que o errático Grêmio.</p>
<p>Um time com elenco, camisa, comissão técnica e história para ter feito muito mais do que fez em toda a Libertadores. Não era para ter goleado o Fluminense no Engenhão. Não era para ter apenas empatado com o campeão brasileira na Arena. Não era para ter errado tanto em campo. Já era.</p>
<p>O que não significa necessariamente dizer que Luxemburgo já era no Grêmio. Que bons e experientes atletas já deram o que tinham de dar. O time é bom. O elenco é dos melhores da América do Sul. É preciso tempo. Mesmo que cobre contas nada baratas no caríssimo elenco gremista.</p>
<p>Em Bogotá, o Grêmio fez um bom jogo. Para se classificar. Até mesmo para vencer. Teve as chances. Não muitas, mas as teve. Inclusive a bola de Vargas, aos 47. Um tiro que isolou e deixou o campeoníssimo gaúcho prematuramente eliminado. Como o trio paulistano que levou ferro muito antes da hora.</p>
<p>Abrindo a Libertadores para Atlético Mineiro e Fluminense. Um que está jogando muito. Outro que não está mostrando tudo. Mas que pode chegar pelo lado menos complicado do chaveamento. Desde que não se perca por se achar. Como alguns dos brasileiros eliminados podem ter se perdido tanto quanto meus palpites tão furados quanto o gol que Pato perdeu no Pacaembu, e que muitos brasileiros mais jogaram pela boca que pela bola.</p>
<p>Não são apenas os clubes brasileiros que precisam se reciclar. Ou parar para pensar o jogo. Somos nós, jornalistas, de novo, que precisamos parar de errar tanto.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Anatomia social de um frango &#8211; por MÁRVIO DOS ANJOS</title>
		<link>http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2013/05/16/anatomia-social-de-um-frango-por-marvio-dos-anjos/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 20:32:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[* ESCREVE MÁRVIO DOS ANJOS, NO GLOBO.COM * &#160; Não há dignidade no frango, senhores. A principal crueldade do frango clássico é rebaixar o homem ao estado mais quadrúpede. Mesmo que o goleiro se levante, como fez Bruno do Palmeiras, e busque a bola nas redes com a abnegação do soldado que lidera o front, há [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #ff6600;">* ESCREVE MÁRVIO DOS ANJOS, NO GLOBO.COM *</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não há dignidade no frango, senhores. <strong>A principal crueldade do frango clássico é rebaixar o homem ao estado mais quadrúpede.</strong></p>
<p>Mesmo que o goleiro se levante, como fez Bruno do Palmeiras, e busque a bola nas redes com a abnegação do soldado que lidera o front, há qualquer coisa que fica ali no chão, apoiada em cotovelos e joelhos, como um bicho não catalogado pelos homens e esboço abandonado por Deus.</p>
<p>O sujeito pode chegar aos microfones vestido numa túnica tramada de humildade, hombridade e decência: toda altivez será fingida, toda desculpa será pouca, todo silêncio será confissão de culpa. Todo gesto e palavra posterior se voltam contra o goleiro como se fosse um agravante ao próprio ato, e mesmo que pouse a mão na Bíblia para jurar a verdade, ainda será acusado de outro pecado.</p>
<p>Digo isto e também me penitencio. Quando o frango não é contra nós, somos voyeurs e pervertidamente nos deliciamos com a dor da queda alheia. Quanto mais rasteira a bola, melhor o tombo. <strong>E o pior é que dissimulamos nosso orgasmo visual sádico como senhoras moralistas</strong>, e negamos o frango como se não fosse nosso, como se não fosse mais brasileiro, como se nosso recente salto social nos credenciasse a abandoná-lo, para viver de carne uruguaia e legumes orgânicos.</p>
<p>Fingimos incredulidade: ”Como isso ainda existe no Brasil?”, como se fosse analfabetismo, como se fosse seca, como se fosse lepra. E ficamos atrás de nossas telas de LED e LCD, smartphones e IDHs zombando do frango que sintetiza o nosso atraso. Miseráveis rindo de alguém mais miserável, como a vizinhança mais mesquinha e fofoqueira de um subúrbio rodriguiano.</p>
<p><strong>Pense no marido traído.</strong> Falo do clássico: o que entra desavisadamente em casa, abre a porta do quarto munido de conversa amena e assim flagra a mulher e o amante debaixo dos lençóis da cama que ainda está pagando. Todo frangueiro inveja a solidão que abraça o marido traído.</p>
<p>Cercado de paredes que protegem sua queda das vistas do mundo, esse homem pode ser o tal rei que não perde a majestade. Mesmo que a vizinhança venha a conhecer a história, nunca sentirá o cheiro de sexo no ar, nunca descreverá o calor quase tangível do quarto, nem imaginará a dimensão exata do abismo pessoal que se abre nesse instante. <strong>E mesmo o mais traído dos maridos sempre está de pé nesse momento.</strong></p>
<p>Porém frangar num jogo de Libertadores é passar por isso tudo de quatro, ao mesmo tempo em que as paredes do quarto se derretem, despindo as três vergonhas para o deleite do mundo em tempo real. Ninguém quer notar a traição da bola. Não interessa o magnetismo das redes. Queremos mesmo é saber como o corno reage.</p>
<p>Caído aos caprichos de uma bola vadia e tijuana, que lhe beijou os braços antes de se encontrar furtivamente com as redes do Pacaembu, Bruno teve seu passado e futuro confiscados. Passou o resto do jogo como se estivesse nu, dependendo dos companheiros para retomar as roupas que o frango lhe roubara.</p>
<p>Mas o Palmeiras de ontem não deu camisa a ninguém.</p>
<p>P.S: Força, Bruno. Ao vivo nunca é fácil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>* ESCREVEU MÁRVIO DOS ANJOS, NO GLOBO.COM *</strong></span></p>
<p><strong> (Mauro Beting não concorda com tudo que foi exposto neste texto. Mas poucos podem discordar de escrita tão boa)</strong></p>
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		<title>Cada um com seu Pelé &#8211; por THIAGO ARANTES</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 17:40:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[* ESCREVE THIAGO ARANTES, NA ESPN.COM * Escrevo esse texto deitado, de repouso, ainda sob efeito de anestesia. Acabo de tirar dois dentes do siso, o tal dente do juízo, mas meu juízo nunca foi grandes coisas, talvez continue não sendo. Talvez piore. E, se piorar, começa por aqui. Escrevo esse texto anestesiado na boca [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff6600;"><strong>* ESCREVE THIAGO ARANTES, NA ESPN.COM *</strong></span><br />
<span style="color: #000000;"> Escrevo esse texto deitado, de repouso, ainda sob efeito de anestesia. Acabo de tirar dois dentes do siso, o tal dente do juízo, mas meu juízo nunca foi grandes coisas, talvez continue não sendo. Talvez piore. E, se piorar, começa por aqui.</span></p>
<p>Escrevo esse texto anestesiado na boca e na alma. Porque ontem foi um dia histórico para o futebol. Não para o futebol dos grandes centros, dos amarillas, dos milhões de euros e dos libertadores.</p>
<p>Foi um dia histórico para o meu futebol, o futebol que eu aprendi a ver sentado no concreto do Serra Dourada, sempre em frente às cabines de rádio, para ouvir o grito de gol ao mesmo tempo que via a rede balançar.</p>
<p>Ontem, Araújo voltou ao Goiás. E talvez você, torcedor de qualquer outro time da galáxia, jamais entenda o que isso significa. Talvez devesse tentar.</p>
<p>Araújo voltou ao Goiás e a torcida, que durante anos gritou o nome do atacante durante as derrotas mais doídas, pôde cantar com ele ali, em campo, ouvindo, sentindo o carinho de uma gente que não costuma acariciar qualquer um.</p>
<p>Araújo é o maior artilheiro da história do Goiás. É um dos maiores jogadores da história do clube. É o passado, o presente e o futuro.</p>
<p>E antes que torcedores de outros times, mais abastados por suas cotas de TV ou parceiros milionários venham falar alguma coisa, olhem para o próprio umbigo: onde está o maior artilheiro da história do seu time? Você não gostaria que ele estivese em campo? Não seria legal ver a história se construir na capa do jornal do dia seguinte?</p>
<p>Foi pelo rádio que ouvi o Goiás vencer o Santo André por 1 a 0, para avançar à terceira fase da Copa do Brasil. A jogada começou com um chapéu de calcanhar de Araújo, que avançou pela linha de fundo, como se tivesse 19 anos, e cruzou para Junior Viçosa concluir de cabeça.</p>
<p>Eu estava no Serra Dourada no dia 9 de julho de 1997, quando Araújo tinha 19 anos e estreou com a camisa esmeraldina.</p>
<p>O Goiás vencia o Grêmio por 4 a 0, na despedida de Paulo Nunes do então campeão brasileiro. O Grêmio, meses antes, havia vencido o Goiás na semifinal do Campeonato Brasileiro.</p>
<p>Paulo Nunes marcou um dos gols no 3 a 1 do Serra Dourada em 1996. Comemorou fazendo uma dancinha.</p>
<p>Pois em 1997, em sua despedida rumo ao Benfica, Paulo Nunes dançou de novo. Ao ritmo de um 6 a 0 que teve o quinto gol marcado por Araújo, o garoto tímido que viera do Porto de Caruaru, junto de Josué e Marquinhos. Contratações cirúrgicas na época em que o termo não estava na moda; hoje, pelo que vejo por aí, está em desuso.</p>
<p>Foi quase um acidente cósmico eu estar no estádio naquela estreia de Araújo. Porque, já naquela época e mais ainda nos anos seguintes, acabei frequentando menos o Serra Dourada, e mudar para Brasília na época da faculdade não ajudou. Naquele tempo, não tinha essa mordomia de pay per view, e era no rádio mesmo que eu acabava por acompanhar boa parte dos jogos.</p>
<p>Foi pelo rádio que vi Araújo construir sua história no Goiás, enquanto levava o time ao patamar de &#8220;aquele médio que sempre incomoda&#8221;, como gostam de dizer os colegas paulistas, mineiros, gaúchos, cariocas. Para mim, Araújo ajudou a fazer o Goiás ser grande.</p>
<p>Foi pelo rádio que vi &#8211; e não apenas ouvi &#8211; Araújo voltar ao time de onde jamais deveria ter saído. Um chapéu de calcanhar, um cruzamento perfeito, e o grito da torcida com ele em campo, em tom de reencontro, não mais de saudade.</p>
<p>Eu poderia ter nascido corintiano, para venerar Sócrates, poderia ser são-paulino e morrer de amores por Rogério Ceni e Raí, ou palmeirense para me derreter em prantos com os gols de Evair e as defesas de Marcos; fosse rubro-negro, teria Zico e o time de 1981 no coração, ou vibraria por Dinamite, Edmundo e Romário se me vestisse com a cruz de malta. Se seguisse os conselhos de meu pai, seria santista e teria Pelé, viveria do passado de glórias e do presente de Neymar.</p>
<p>Mas não aconteceu. Embora eu tenha aprendido a respeitar todos os outros, até porque respeitar a história e as boas histórias é o pré-requisito para qualquer aspirante a jornalista.</p>
<p>Cada time tem seus craques e seus ídolos. Na quarta-feira, 15 de maio de 2013, o meu time se reencontrou com o seu.</p>
<p>Que fique bem claro: Araújo não precisa ser campeão, nem dar chapéu de calcanhar em todos os jogos.</p>
<p>Basta que ele esteja em em campo para ouvir os que gritam por ele. Basta que a torcida possa gritar por seu Pelé.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>* ESCREVE THIAGO ARANTES, NA ESPN.COM *</strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(Mauro Beting não concorda com tudo que foi exposto neste texto. Mas poucos podem discordar de escrita tão boa)</strong></p>
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		<title>Corinthians 1 x 1 Boca Juniors</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 03:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Beting</dc:creator>
				<category><![CDATA[BRASILEIRÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[É um dos mais fracos times xeneizes do século 21. Um vice-lanterna na Argentina que não sabe vencer no campeonato local há 12 rodadas. Mas é Boca. É Bianchi. É Riquelme. É o grande campeão do século na Libertadores. Que deixa o futebol paulista pra cá de Marrakech no Mundial de Clubes de 2013. Juan [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É um dos mais fracos times xeneizes do século 21. Um vice-lanterna na Argentina que não sabe vencer no campeonato local há 12 rodadas.</p>
<p>Mas é Boca. É Bianchi. É Riquelme. É o grande campeão do século na Libertadores. Que deixa o futebol paulista pra cá de Marrakech no Mundial de Clubes de 2013.</p>
<p>Juan Román que ficou sete meses parado depois de ser vice-campeão sul-americano. O Boca ficou mais enfraquecido desde então. Mas saiu fortalecido no jogo de ida depois de uma partida ruim do Corinthians. E, no Pacaembu alvinegro, com a data da conquista invicta do Timão em 2012 em belo mosaico &#8211; data que, agora, em São Paulo, é o Dia da Independência do Corinthians por iniciativa da Câmara de Edis -, o Boca foi tão beneficiado pela arbitragem como havia sido em 2001, por Ubaldo Aquino, na semifinal da Libertadores.</p>
<p>Apito prefere Boca, mais que os pés.</p>
<p>Mas pernas, corpos e línguas brasileiras foram além do esperado quando não precisavam, e aquém do esperneado quando preciso. Marin meteu a mão &#8211; ops &#8211; na bola no pênalti, aos 10 minutos. Ele já tinha amarelo e devia ser expulso quando o árbitro Carlos Amarilla (y azul&#8230;) nada marcou. Aos 23, Romarinho não estava impedido em lance de gol marcado e mal anulado. Aos 14 do segundo tempo, outro lance que a arbitragem exagerou e viu falta inexistente. Teve mais um lance discutível com Emerson, aos 36. Mas é lance com Emerson. Muitas vezes não é nada.</p>
<p>Como quase sempre é tudo em Copa Libertadores, no Brasil, o Boca quando Riquelme está em campo. Se sou Sabella, comandante da Albiceleste, nem trago o Messi para a Copa de 2014&#8230; Convoco apenas Riquelme com a 10 para ganhar do Brasil uma Copa. Mas precisa avisar ao craque que é Libertadores. Não Copa do Mundo.</p>
<p>Ele fez um gol de craque em cima de Cássio, aos 24. O goleiro grande do Corinthians mais uma vez falhou em bola longa &#8211; em outras tantas também. Como o Timão falhou no mau primeiro tempo &#8211; a despeito da arbitragem danosa. Além dos erros de apito, Danilo teve só um lance, e mais nada fez. Na segunda etapa, em seis minutos, o campeão do mundo fez um gol com o múltiplo Paulinho, teve outras três oportunidades, mas, de novo, parou nos erros de passe. Na afobação pouco natural de um time muito qualificado. Mas que não jogou bem. E foi impedido de ir além pela arbitragem ruim.</p>
<p>Algo de irritar. Mas não de tirar o mérito de tudo que fez o time de Tite. Muito menos do torcedor que, ao final do jogo, cantou o Hino, aplaudiu o elenco por tudo que tem feito, e que ainda pode fazer. Sem defenestrar treinador e ídolos como em 2000 e 2003, sem depredar o Pacaembu como em 2006, sem aposentar gênios como em 2011.</p>
<p>Foi uma derrota doída. Faz parte da vida de qualquer grande.</p>
<p>Mas se mantido o desempenho e o trabalho, o aplauso ao final dos jogos pode se repetir já no domingo para o banco de loucos.</p>
<p>P.S. &#8211; Sim, disse em janeiro que Riquelme seria um bom reforço para o Palmeiras se fosse o Riquelme de 2007. Não o que desde então não se viu. E foi revisto e ampliado em 2013, no Pacaembu. Também por que ele voltou a jogar bem. Também por que voltou a jogar na sua casa, no seu lar, pela sua camisa, pelo seu amor. Pelo Boca.</p>
<p>Isso faz muita diferença.</p>
<p>P.S.2 &#8211; No domingo, antes de o Corinthians jogar um futebol que esse time pode jogar, Francismar Lamenza não pôde celebrar a grande vitória do Timão. O<b> Fran da São Francisco f</b><b style="font-size: 0.83em;">oi dar aula no céu. Não só do Direito que aprendeu de berço e de prazer. Mas de amizade. Humildade. Simpatia. Inteligência. Seriedade. Superação. O que aqui na superfície chamamos de um cara legal, lá no céu tem vários nomes. Depende da crença de cada um. Só sei que, nessas horas, ficamos descrentes de Deus. Como é que pode deixar tanta gente por aqui que faz disso aqui um inferno? Como é que Ele leva pra cima pessoas tão boas. Tão justas. Tão corretas. Tão cheias de vida. Tão iluminadas. Tão inspiradoras. Deus estava precisando de pessoas boas por perto. Por isso chamou meu amigo. Amigo de tantos. Marido e amor da Paula Castanheira. Pai e amor do Fernando. Colega e amigo da gente que fica por aqui com saudade. Abençoada pela boa pessoa que ele sempre será. Aqui ele é sempre presente no tempo. Jamais passado. Sempre um regalo pra todos.</b></p>
<p>Caro Fran, não te vi depois das tantas conquistas do Corinthians. Mas sei que, aí em cima, você também gritou no final de jogo no Pacaembu. Embora o final por você &#8211; e por mim esperado &#8211; não foi o que se imaginava.</p>
<p><em id="__mceDel"> </em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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