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Arquivo da Categoria ‘Sul-Americana’

São Paulo campeão da Copa Sul-Americana

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A Conmebol merece um finalista como o Tigre. O futebol, não. “O campeão voltou” no Morumbi. O vice-campeão
é que não voltou para o segundo tempo. O Tigre mostrou uma nova faceta do “toco y me voy” – do estádio.

Lucas repete o Denilson campeão paulista de 1998 e o Raí bicampeão da Libertadores em 1993 e deixa o São Paulo campeão da Copa Sul-Americana em 2012 mesmo negociado meses antes com o futebol europeu. Exemplo de profissionalismo, caráter e coragem que simbolizam a justa conquista tricolor.

Ainda que nem sempre o time de Ney Franco tenha jogado o futebol possível pela qualidade do elenco ( e pela falta de categoria da maioria dos rivais), o São Paulo teve momentos de intenso brilho. Como as duas belas vitórias contra a Universidad de Chile. E o grande primeiro tempo na festa do Morumbi mais uma vez lotado.

Etapa iniciada com o belo gol de Lucas e concluída com a não menos bonita jogada do gol (irregular) de Osvaldo. Lances de velocidade e engenho que despacharam um Tigre que nem sempre toca a bola pro bom Botta. Mas que sempre senta a bota nos rivais.

Foi uma baixaria o que se viu em campo e fora dele. Lucas apanhou ainda mais que na Bombonera. E sangrando saiu do gramado. Também arrancando a irritação de um rival que bateu e catimbou como velhos times argentinos.

Nem a péssima arbitragem justificou a varziana atitude do clube rival. Claro que ser recebido com pedras ao chegar ao estádio não é prática aceitável. Mas a equipe platina armou todo o espirito bélico. E baixo. Digno de muitas coisas de uma Conmebol que nada coíbe ou proíbe. Mas indigno para o torcedor que merecia a festa de um São Paulo que volta a ser grande. Encerrando um jejum pouco natural no Morumbi.

Vibrando com a bela homenagem de Rogério a Lucas, deixando o craque erguer o troféu.

Universidad Católica 1 x 1 São Paulo

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Um a um em Santiago na ida de semifinal valendo gol fora de casa como critério é ótimo placar. Mas, de novo, poderia ter sido melhor para um São Paulo cada vez melhor. Cada vez mais favorito diante das limitações dos rivais na Sul-Americana. E, mais que tudo, das possibilidades técnicas tricolores. De um time que saca um Lucas cansado de apanhar e escala um Ganso cansado de esperar.

Não estivesse Osvaldo em noite de pontaria de Maikon Leite o Tricolor voltaria do Chile classificado. Não bobeasse como mais uma vez tolerou a zaga paulista, o empate não teria pintado no final.

Ainda falta algo ao time. De consistência defensiva a equilíbrio tático. Mas falta pouco para ser campeão de mais um título internacional. Acabando com o maior período sem conquistas entre os 12 gigantes brasileiros.

São Paulo 5 x 0 Universidad de Chile

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A coluna de sexta-feira do LANCE! vai comparar a grande festa do torcedor do Celtic contra o Barcelona e a farra e a surra de bola do São Paulo contra La U.

Só para repetir o Tricolor e não deixar barato: o show são-paulino tem algo do mole que deu a Universidad na marcação. Mas tem muito mais a ver com a vontade paulista de jogar e de atacar. A sanha que foi senha para a bela festa no Pacaembu.

O São Paulo chega forte para buscar mais um título continental – se o Grêmio deixar. O São Paulo chega forte para sonhar com o terceiro lugar no BR-12 – se o Grêmio deixar.

O São Paulo chega em 2013 com tudo – e não serão tantos rivais qualificados para impedi-lo.

90 minutos por um passe

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

ESCREVE DASSLER MARQUES

Jogadores como Daniel Carvalho costumam encantar um público específico. De fato, não é qualquer um que consegue um lançamento magistral como o que deixou Obina subitamente livre para abrir o placar de Palmeiras x Millonarios, da Colômbia, na noite de terça-feira no Pacaembu. O talento no pé esquerdo, a facilidade de encontrar os espaços e a precisão no passe são características dos meias cerebrais que, fãs de jogadores como Daniel, dizem faltar atualmente. Gente como Xavi e Iniesta, no mais alto nível do futebol moderno, mostram exatamente o contrário. Mas também há exemplos no Brasil.

Daniel Carvalho ainda pertence à classe que joga 90 por minutos atrás de um espaço como o que foi oferecido a Obina. A participação sem bola inexiste, a recomposição defensiva é lenta e a movimentação para oferecer alternativas é quase sempre preguiçosa. Uma característica que parecia também atormentar Douglas, do Corinthians. Mas a saída de Alex após a Copa Libertadores parece ter transformado o meia corintiano. Basta olhar os números do Campeonato Brasileiro para fazer a comparação.

Daniel Carvalho consegue uma roubada de bola a cada 95 minutos em campo. No Brasileiro em que deixa a fama de preguiçoso para trás, Douglas tem um desarme a cada 34 minutos. A diferença é gritante. É assim, com roubadas de bola lá na frente, que o Corinthians costuma marcar. O próprio Douglas fez dois gols diante do Flamengo depois de desarmes dele próprio. Romarinho marcou domingo, contra o Sport, depois de roubada de Ralf.

Com o DNA Barça, mesmo sem sua plenitude física, o tricolor Deco também é solidário: uma bola roubada a cada 37 minutos. Ainda tem o melhor índice de assistências da Série A. A cada 113 minutos, um jogador do Fluminense faz gol com passe de Deco. Pena para ele e o Flu só ter atuado em 11 jogos de 27. Cada vez mais, Abel Braga percebe a precisão e a utilidade do jogador para trabalhar perto dos volantes e conservar a posse de bola de um time que finaliza pouco. Deco acerta mais de 87% dos passes que tenta. É um tipo raro.

ESCREVEU DASSLER MARQUES

Independiente 3 x 1 Goiás (5 x 3 nos pênaltis)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

 

O que dói mais? Ser rebaixado sem dó para a Segunda divisão depois de campanha pífia de um elenco que não era tão ruim ou, com esse mesmo time, apenas com o treinador trocado, eliminar Grêmio, Peñarol, Avaí e Palmeiras nas casas alheias, e perder um título sul-americano apenas por um chute na trave, depois de quase ter conquistado o título internacional no segundo tempo e na prorrogação?

O torcedor do Goiás sabe a resposta. Se é que isso tem resposta. O mesmo deve valer, em outra ponta, para o eufórico gremista, que saiu de incômoda turma do funil na primeira parte do BR-10, reconquistou a aura vencedora com o não menos ídolo de campo e de banco Renato Portaluppi, ganhou de lavada o returno com espantosos 43 pontos e, de levada, com a queda esmeraldina em Avellaneda, ficou com mais um vale-Libertadores. A 13ª desde a primeira, em 1982.

Feliz da vida o imortal tricolor. Mas, se pudesse, ele trocaria mais uma chance de ser tricampeão sul-americano em 2011 para evitar que o Inter seja bi mundial nos Emirados Árabes, ainda este mês? Se pudesse achar a lâmpada do gênio, sobrando apenas um pedido, qual seria o do gremista? E o que pediria o torcedor do Goiás, que queria esfolar vivo aquele time que se perdeu feio no BR-10 com praticamente a mesma estrutura dessa turma que se recuperou de forma tocante na Sul-Americana e, que, em 210 minutos, foi melhor que o Independiente: será que o esmeraldino desejaria se salvar na Série A para 2011 ou gostaria mesmo de um título sul-americano na galeria e um passaporte para a Libertadores-11, mesmo padecendo na Segundona dos infernos?

Algumas respostas são mais fáceis. Mas as questões são mais complexas. Honestamente, não tenho ideia. Só tenho a convicção que o torcedor do Goiás dormiu ainda mais torcedor esmeraldino. Que o torcedor gremista, do mesmo modo, ainda mais tricolor. E que o colorado, cada vez mais confiante com os percalços da Internazionale, também dorme mais esperançoso. E orgulhoso pelos feitos do time. Mesmo se não der título, mesmo se não der bi em Abu Dhabi, só de estar por lá, entre os bambas, é motivo de satisfação. De erguer o peito e gritar que o Inter é campeão da América.

Como outros tantos já foram, como muitos ainda não são, como ainda mais não serão. Mas todos são campeões por terem ao lado, por baixo, para cima gente que acredita e sonha. E, mais que tudo, acredita. Em qualquer campeonato, em qualquer condição.

Gente que não precisa de títulos. Gente que torce. Os verdadeiros campeões de tudo.

Goiás 2 x 0 Independiente

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

 

Quando um time está iluminado, a bola carambolada pela zaga cai aos pés do ainda mais afortunado Rafael Moura, em fase excelente, e ele faz 1 a 0 para o Goiás. Logo depois, uma batatada da zaga esmeraldina vira escanteio, não gol de empate do Rey De Copas. Dois lances sintomáticos do que aconteceu no Serra Dourada cheio de esperança e alegria pela inusitada campanha esmeraldina.

Contra o antepenúltimo colocado na Argentina, o Independiente, o vice-lanterna brasileiro Goiás fez 2 a 0, e encaminhou o título da Copa Sul-Americana. Poderia ter sido mais, pela expulsão do atacante Silvera, na segunda etapa. Faltou um tanto de ousadia para definir um placar maior em Goiânia.

Mas a vantagem é bastante considerável para a duríssima volta, em Avellaneda. Se o Independiente não é um senhor time (e o Goiás, também não), a tarefa é complicada em qualquer torneio, para qualquer equipe, contra qualquer adversário. Há como imaginar o título esmeraldino. Algo inimaginável há um mês.

Uma ótima questão para a querela por vezes bizantina entre os empedernidos defensores do mata-mata e os apaixonados amantes dos pontos corridos.

Pode até não acabar em título a aventura goiana em campos sul-americanos. Mas o inusitado da obra permite vários tipos de leitura. Desde o imponderável do futebol à fórmula de disputa, desde o nivelamento técnico entre as equipes ao peso relativo das camisas. Uma coisa, porém, não se discute: a vaga para a Libertadores do ano seguinte para o campeão da Sul-Americana animou um torneio que era apenas um estorvo.

 

Pacaembuzazo: Palmeiras 1 x 2 Goiás (2 x 2 no agregado, Goiás classificado pelo gol marcado fora)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

 

Rebaixado por antecipação no domingo ao ser goleado em casa pelo Santos, classificado brilhantemente ao vencer de virada o Palmeiras num Pacaembu que fez uma belíssima festa antes, seguiu até o belo gol de Luan aos 33 (num lançamento sensacional de Edinho), e começou a ruir quando Carlos Alberto fez um gol carambolado, e empatou aos 47.

O intervalo foi de 15 minutos de silêncio no Pacaembu. O Palmeiras voltou nervoso como se o gol de fato valesse dois. Como se cada palmeirense já soubesse o que poderia acontecer com uma equipe limitada como a rival. O time que atuara bem nos primeiros 30 minutos sentiu a pressão. O Goiás voltou melhor. Arthur Neto sacou Douglas, nervoso e amarelado, deslocou Carlos Alberto para fazer uma espécie de ala pela direita (dentro do 3-4-1-2), adiantou Felipe para atacar com Rafael Moura, recuou um tanto Otacílio Neto para articular com Marcelo Costa.

Mas os primeiros bons 10 minutos no silêncio palmeirense foram sendo minados pela fragilidade do Goiás – mal explorada pelo Verdão paulista. Ainda que com Kléber pouco produtivo (e isolado), com Lincoln definhando, Luan pouco fazendo e só Tinga criando algo diferente, o Palmeiras cresceu. Em silêncio, mas cresceu. A torcida voltou a apoiar a partir dos 10 minutos. As chances apareceram. Mas nem Marcos Assunção desequilibrou.

O Goiás tentou o abafa final. À base da sua jogada forte: a bola lançada para Rafael Moura por cima. E foi mais ou menos assim, numa falha de Márcio Araújo, que Marcão foi ao fundo, e a jogada bem trabalhada chegou a Rafael Moura (outra vez um exemplo), dele para Ernando virar o placar, aos 36.

O Palmeiras e o Pacaembu se calaram até o fim. Quando acabou o jogo, o palmeirense saiu em silêncio do estádio. Não acreditando no que via. Mesmo tendo visto o XV de Jaú-85, a Inter de Limeira-86, o Bragantino-89, a Ferroviária-90, a Mercosul de 2000 contra o Vasco, o ASA-02, a derrocada no BR-09.

E, sim, em casa, a virada sofrida para um recém-rebaixado no BR-10. Mas que foi grande contra Grêmio, Peñarol, Avaí e Palmeiras.

Uma virada história esmeraldina. Um silêncio histórico esmeraldino.

Fluminense 3 x 0 L.D.U (campeã da Copa Sul-Americana)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Não deu título. Mas deu gosto. Deu orgulho. Deu fé. João de Deus jogou junto. Deu Flu. Três a zero. Faltou um gol. Mas não faltou suor. Não faltou velocidade. Não faltou sangue. Não faltou tricolor a apoiar. Não faltou festa. Não faltaram aplausos ao final da luta heroica.

Faltou um golzão. Faltou, no fim, o centroavante que tanto reconquistou com o Flu. O matador que perdeu a cabeça na do árbitro Carlos Amarilla. O experiente goleador que foi reclamar de uma falta na linha lateral e perdeu a linha. Perdeu os 15 minutos finais. Perdeu o título.

Lamentável perda de Fred. Gigantesca conquista sem troféu de um Flu recuperado. Desgastado. Mas ainda animado para a mais que possível salvação na Série A. De um time classe A nos últimos tantos jogos tão emocionantes quanto a torcida.

Com 17 segundos, Gum poderia ter sido expulso por uma falta estúpida. Com 13 minutos, Diguinho arriscou, o desvio matou o goleiro Domínguez, e a festa se produziu no gramado. Aos 15, Alan quase ampliou. Aos 17, a falta besta do experiente De La Cruz deixou o Flu de Deus com um a mais em campo, e um a mais no placar.

Mas ainda faltavam mais três. O goleiro os impediu, até Alan deixar Fred na boca e na cara do gol. Golaço antes do fim do tempo. No intervalo, a comovente comunhão da galera com o gramado repleto de tricolores incendiou a segunda etapa. O time jogava com rara combinação de lances pelas pontas, de combinadas ações pelo meio, de rara consistência física.

Aos 17segundos, Adeílson, a aposta pela esquerda do 4-2-1-3 de Conca perdeu mais um gol. Aos 6, pênalti de Larrea que o árbitro não viu. Aos 13, Adeílson saiu para Ruy entrar na meia e quase marcar de cabeção na primeira bola.

Era o Flu redivivo. Jogando o dobro, correndo em triplo. Treze mais 13 dá 26. O dobro. O múltiplo zagueiro-artilheiro Gum subiu tudo e mais um pouco e fez três, aos 26. Só faltava um.

Mas faltaram todos os neurônios de Fred.

Expulsão tola aos 30.

Bobagem inominável.

Nem outra, a do zagueiro Campos, aos 36, compensou. O Flu se enervou. Perdeu gols. Perdeu a referência. O tempo perdido não foi devidamente acrescido.

Aos 50, Rafael foi à área cabecear. A bola não chegou. O título, também não. Mais uma festa da valente LDU de Méndez no Maracanã. Mais um tocante aplauso tricolor no Maraca.

Ainda é pouco. Mas imagine o futuro negro que aparecia em outubro nas Laranjeiras.

Já é demais para o Tricolor.

Sai sem o título. Mas vai para o Paraná ainda mais vivo. Ainda mais vibrante. Ainda mais tricolor.

Fluminense desmoraliza o impossível

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Fluminense tem merecido um dos mais incondicionais e emocionantes apoios da história do futebol brasileiro como tem recebido do seu torcedor. A recepção da delegação depois da goleada em Quito foi tocante. Um exemplo para tantos “torcedores” de pescoço que tem ameaçado atletas, treinadores e cartolas.

O Flu tem desmoralizado o impossível. Ainda é improvável reverter em 120 minutos (ou devolver em 90) os quatro gols da LDU. Mas esse time merece todo o crédito. Essa torcida merece a salvação na Série A e o título da Sul-Americana.

Mas será possível tudo isso? Mais: para conquistar o que de fato vale demais – o BR-10 -, não era melhor focar o domingo, em Curitiba, e esquecer a tarefa quase impossível do Maracanã?

A lógica manda que sim. O desgaste já é absurdo.

Mas como deixar na mão o coração tricolor. Esse que começou a apoiar quando mais não se imaginava?

Só sei de uma coisa. O Fluminense sairá aplaudido pelo Maracanã lotado. E nem precisará sair campeão.

L.D.U. 5 x 1 Fluminense

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

* Um gol com 22 segundos na altitude para um elenco esgarçado pela dupla jornada contra um bom adversário. Havia algo melhor que aquilo feito na bomba de Marquinho? Tudo que seria possível pedir estava aos pés cariocas.

* O Flu fez o gol, teve ao menos dois belos contragolpes, e contou com o rival desacorçoado pela rara vantagem concedida. Mas há gols que fazem mal ao espetáculo. E fizeram muito mal ao time de Cuca.

* A LDU foi chegando. Os alas Mariano e Marquinhos pouco apoiaram e ainda pior marcaram. Gum foi o de sempre, mesmo sobrecarregado pelo chatíssimo Bieler. Dalton mais uma vez mostrou seu futuro. Mas Cássio teve os problemas usuais. agravados pela entrada em diagonal de Reasco. Quase todas as muitas bolas cruzadas pelos equatorianos não foram salvas pelo recuado tricolor.

* Diogo não achou o excelente Méndez. Diguinho mais reclamou que jogou. E quando precisava jogar com Conca, pouco ajudou o argentino. Alan não esteve bem. Kieza não entrou melhor. Fred lutou, criou o lance do primeiro gol, mas sentiu a falta de Maicon. Como faltou gás ao Flu. Não só pelo ar rarefeito. Também pelo descanso raro da maratona insana.

* O gol de empate de Méndez se deve à altitude que deixa a bola mais rápida e sinuosa. Mas, também, ao árbitro, que deixou bater rápido uma falta inexistente – e com duas bolas em campo. Rafael falhou. E o Flu começou a ruir aos 20.

* O saco de gols perdidos pelos equatorianos foi achado no fim do primeiro tempo, com um golaço de Méndez. Uma pancada no ângulo de Rafael.

* O gol irregular de Méndez foi compensado com um pênalti não dado em Bieler, aos 6min. Pouco adiantou: Maurício entrou para fechar o meio-campo aberto. No primeiro lance, bola às costas dele deu em gol de Méndez; como seria o quarto gol, em bela tabela apenas assistida pelos dois volantes tricolores, e conferida por Salas. Como seria o quinto gol, numa infelicidade suprema tricolor, num golaço do ex-cruzeirense De la Cruz. Outro de fora da área. Outro que deixou o Flu fora de área. No momento em que até perdia gols.

* Dá para devolver os quatro gols? Precisa fazer quatro gols em 90 minutos. Só para levar para a prorrogação… Dá? Dá. Não há como duvidar desse Fluminense. Mas é preciso, antes de tudo, e mais que tudo, salvar-se no BR-09. Focar os esforços no Vitória. E, depois, se der, buscar mais um impossível possível a esse clube e a esse elenco.