Como é que eu não fui escalar a Celeste Olímpica no meu novo livro, que será lançado em 16 de março, terça-feira, 18h30, na Saraiva do Shopping Eldorado, em São Paulo?
Nem o time bicampeão olímpico de 1924 e 1928, nem o primeiro campeão mundial, em 1930?
Como deixar de fora a vencedora do Maracanazo, a única derrota irreversível do futebol?
E o timaço de 1954, o único que segurou a Hungria até a final?

Livro será lançado em 16 de março, junto com AS MELHORES SELEÇÕES BRASILEIRAS DE TODOS OS TEMPOS, de Milton Leite
Pois é, amigo…
Critérios de seleção. Sempre discutíveis. Ainda mais em matéria de futebol.
A Editora Contexto me encomedou a obra, prima do livro de Milton Leite, a respeito das seleções brasileiras. Discutimos quais seriam as equipes que estariam relacionadas entre as sete principais.
Um critério foi básico: uma seleção de cada país.
O que já limitaria o grande futebol uruguaio dos anos 20 aos 70.
Seria, então, o time bi olímpico, o campeão de 1930, ou o de 1950.
Optamos por restringir o livro aos Mundiais. Logo, a Celeste Olímpica estava eliminada. Uma pena. Mas era preciso.
1930, então? Ou 1950, quem sabe?
Por eu ter utilizado como fonte de observação teipes completos das partidas, também decidimos deixar de fora do livro o que não tinha sido devidamente gravado. Como a Copa de 1950, por exemplo. Só levaríamos em conta os Mundiais a partir de 1954.
Sobrou para o Uruguai…
Devidamente referenciado e louvado na minha obra por aquele timaço de 1954. Possivelmente melhor que o de 1950.
Uruguai devidamente enaltecido em 1966, com a geração de Pedro Rocha, campeã mundial com o Penãrol, no capítulo que fala da Inglaterra daquela Copa.
Poderia citar o ótimo time que foi semifinalista da Copa-70. Outro belo exemplo da garra charrua.
Mas só poderíamos falar de campeões a partir de 1954. Ou de grandes vices, como a Hungria daquela Copa, a Holanda de 1974.
Por isso o Uruguai ficou de fora do livro. Com dor no coração que pulsa quase tanto quanto o uruguaio em campo.
Um país único.
Com menos de 4 milhões de habitantes ter sido tetra mundial como foi o Uruguai, contando as duas Olimpíadas, é para poucos. Como são raros os uruguaios. Como parecem muitos dentro de campo.
A melhor definição deles talvez seja de Jô Soares, em trecho do livro.
Mas isso é para vocês lerem.
Comprem o livro.
E peguem o meu autógrafo e o de Milton Leite em 16 de março, lá na Saraiva do Shopping Eldorado.

Milton Leite estará autografando a obra em 16 de março, a partir de 18h30, na Saraiva do Shopping Eldorado (SP)
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