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Arquivo da Categoria ‘ELIMINATÓRIAS’

8 ou 80 – 9 a 16 de outubro de 2001

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O blag faz uma sessão de regressão. Volta oito anos aos meus textos publicados à época nos veículos onde trabalhava.

Em outubro de 2001, escrevia uma coluna diária no “Agora São Paulo”, uma coluna semanal no portal PSN.com, canal a cabo onde trabalhava como comentarista, além de também comentar na Band.

Notas que contam um pouco da bola que rolava então, com palpites e pitacos de época. Com todos os erros e raros acertos deste que vos tecla.

Por que oito anos? No futebol, é o tempo exato entre duas Copas do Mundo. Tempo mais que suficiente para tentarmos entender onde erramos.

10 de outubro de 2001

NOTA DO REDATOR-2009 – Brasil ainda não havia garantido a vaga em 2002

Tudo muda em meros 90 minutos de jogo

Romário acabou. Romário é seleção. Alexotan. Alex é craque. Edmundo é genioso. Edmundo é genial. Fora Eurico Miranda! Eu quero um Eurico no meu time! A Liga Rio-São Paulo sai até quarta-feira ou eu faço o Paulistão. O futebol paulista está com a Liga e não abre. O esquema com três zagueiros é defensivo. A defesa da seleção fica muita exposta com apenas dois zagueiros. Uh! Marcelinho! Xô, Marcelinho! Celso Burroth! Au, au, au, o Roth é genial! O Flamengo vai ganhar a Libertadores. O Flamengo não tem time para o Brasileirão. O São Paulo é favorito. O Tricolor é um timeco. O Corinthians não tem time. O Timão vai a Tóquio! Denílson só joga 45 minutos. Denílson é Deus!

O futebol é a incoerência em 90 minutos. O time que mais joga, que mais chuta, que mais cria, que mais ataca, que mais tem a bola, que melhor passa, que menos faltas faz, que melhor defende, que mais tudo, pode acabar com nada. O que era lei vira papel passado em um chute. O certo do início é o errado do apito final. O bagre do primeiro tempo é o craque do segundo. O salvador da pátria é o pária que só se safa.

O torcedor pode e deve raciocinar assim. O diretor de piscinas do clube também. O porta-berro da arquibancada pode fazer o mesmo no rádio e na TV. Mas quem é pago para ver, para treinar, para fazer, para analisar, esse não pode ir com a maré da bola. Sobretudo num futebol cada vez mais igual, e, portanto, cada vez mais diferente de um jogo a outro.

12 de outubro de 2001

NOTA DO REDATOR-2009 – Felipão era cobrada por comparar o presente pobre com o passado rico do futebol do Brasil

Amarrando cachorro e enchendo lingüiça

Parreira foi mal entendido quando disse que “o gol era um detalhe” no futebol. Dentro do contexto da explicação, o que disse o então treinador da seleção brasileira era um outro detalhe daquilo que pensava, e muita gente boa concordava – ao menos aquela que pensa, e não vai na valsa sem visão dos que só ouvem falar. E não vêem.

Mas a frase pegou. Eu mesmo adorava repeti-la para atazaná-lo. Coisa de criança. Soube, ou melhor, entendi só depois o que Parreira tentou explicar. Mas não foi feliz. Embora tenha sido mais correto que muitos que pegaram as letras, extraíram o contexto, e mandaram lenha.

Felipão se dá pior com as palavras em público. Internamente, não há boleiro que não goste dele. Quem o conhece também se admira pelo sujeito simples e franco, amável e bondoso, do mesmo jeito que é bronco e simplista, coberto de manias e fobias de perseguição.

Foi o Felipão infeliz no trato com as letras que falou do futebol de 58 e 62 como o do tempo em que “se amarrava cachorro com linguiça”. Não foi exatamente isso que o treinador quis dizer. Ele, como qualquer bípede, ama aquele futebol, aquele time, aquele jogo. Se tivesse os 11 que Feola tinha, não faria diferente do que fez o treinador de 58.

Felipão só tentou dizer que, agora, o futebol é outro. Não é tão bonito, não tem tanto espaço, não tem tantos gênios, nem tantos com talento. Enfim, coisas que qualquer quadrúpede reconhece. Mas nem sempre está disposto a falar. E quando um técnico competente põe o bigode para bater, ainda que dando de canela, deve ser entendido.

Só que o mundo não é assim. E o treinador da seleção, seja qual for, deve saber disso tanto quanto das armas dos times rivais.

14 de outubro de 2001

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Treinadores são gente como agente

Há quem veja em Felipão um pé armado do Taliban em nossos campos. Alguns acreditam que Luiz Felipe Scolari signifique Osama Bin Laden em árabe. Fontes do Planalto dão conta que o antraz estaria sendo feito em Canoas. Tem quem garanta que Felipão se refere às traves como as “torres gêmeas”.

Menos, gente. Muito menos.

Felipão é um técnico como tantos, mas melhor que a maioria. Está onde está por mérito, embora não esteja conseguindo o que ele esperava. Como quase todos, é um admirador do bom jogo, do futebol brasileiro na sua essência. Mas, como a imensa maioria que gosta de Sinatra, Monet, Mozart e Pelé, não consegue botar em prática aquilo que acha perto da perfeição. Tenta algo parecido, mas acaba ficando como o Zezé di Camargo, o Buchecha, um grafiteiro de viaduto, e o Jacozinho.

Treinador daqui ou do Haiti gosta das coisas boas. Daí a buscá-las, porém, o passo é gigantesco. E passa pelas deficiências dos jogadores, pelo passionalismo dos cartolas, pela cobrança das arquibancadas, pelo açodamento da imprensa, pela (in)cultura do resultado. Tudo atrapalha o trabalho do técnico. Tanto quanto seus temores, suas limitações, e a necessidade de sustentar a casa.

O jornal argentino “Clarín” mostrou como o treinador do mundo gosta dos bons times e dos bons jogadores. Como ele pensa como você. Eles escalaram o melhor time da hora. Uma equipe formada por Córdoba (?); Cafu, Nesta, Samuel e Roberto Carlos; Zanetti e Verón; Raúl, Zidane e Rivaldo; Batistuta. Um timaço, e com reservas como Figo, Owen, Thuram…

Nenhum volante. Só o ala Zanetti, convertido como tal, e o armador Verón, que desarma como os tantos volantes, mas arma como poucos meias.

Um time como o seu.

Jogo do Século para esquecer amanhã

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O que era para ter sido a maior partida da história das Eliminatórias de todas as Copas foram 90 minutos com apenas três chances do mandante que precisava vencer para evitar a repescagem, e uma oportunidade do visitante que jogava pelo empate. Que teve 100% de aproveitamento – o chute fraco no meio de um bolo de jogadores caiu no pé do zagueiro que acabara de entrar para fazer história no Centenário.

Méritos, festa e classificação para os argentinos. Mas era só isso para tão pouco? Foi um jogo entre a atual quarta força e a quinta força (ou primeira das seis fraquezas) sul-americanas. Não se poderia esperar demais. Ou era dever ao menos muito mais de bola, de garra, de gana, de suor, de saber?

Nem briga se viu. Nem bola se dividiu. Nada. Um jogo para não lembrar do futebol jogado, apenas da vitória épica. Mas com um futebolzinho de doer. Fora Verón, senhor do campo e dos tempos, o que mais teve a Argentina além de sorte? Um goleiro sofrível, uma zaga que se superou, um meio-campo sem ideias, um Messi mais uma vez devedor, Higuaín correndo, e o torcedor dormindo. Ou irritado.

Nem o sufoco dos apuros de uruguaios e argentinos se sentiu. Um Uruguai medíocre não teve defesa, meio-campo e ataque. Nem a torcida. Nem a pressão. Nem a bola. Nada.

Não quero ser ainda mais chato. Mas as duas equipes que amo de paixão se classificaram por exclusão. E fizeram das mais decepcionantes partidas históricas já vistas.

BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ESTÁDIO MORENÃO, EM CAMPO GRANDE. 14/10/2009. 18ª. rodada. 19h – Brasília.

PLACAR VIRTUAL – BRASIL 7 X 3.

Primeiro tempo equilibrado, com ligeiro domínio brasileiro. Segunda etapa brasileira, mesmo com Miranda expulso logo no começo.

BRASIL – 4-3-1-2

TÉCNICO – DUNGA

Júlio César-1;

Maicon-2, Luisão-4, Miranda-3 e Filipe-6;

Gilberto Silva-8 (CAPITÃO);

Ramires-7 e Lucas-5;

Kaká-10;

Luís Fabiano-9 e Nilmar-11

BANCO – Victor-12, Naldo-13, Sandro-14, Elano-15, Diego Souza-16, Alex-17, Diego Tardelli-18

VENEZUELA – 4-4-2

TÉCNICO – Cesar Farias

Vega-1;

Chacón-2, Vuzcarrondo-4, Rey-3 e Granados-6;

Rincón-8, Lucena-14, Di Giorgio-5 e Arango-18;

Maldonado-9 e Moreno-15

COMEÇOU – Brasil de camisa amarela, calção azul e meias brancas. Ataca à direita da TV.

6min – Venezuela chega mais perto da meta brasileira, na bola parada também. Eles precisam tirar 15 gols de diferença do Uruguai. Apenas isso.

8min – Maicon, para variar, vai ao fundo. Impressionante a facilidade. Mas o cruzamento sai por sobre a meta.

9min – Kaká tocou para Nilmar que passou pela bola e sobrou para o madridista. Zaga salva.

10min – Ramires é mais um volante pela direita que um meia aberto pelos cantos. Brasil está no 4-3-1-2, e não no usual 4-2-3-1. Exatamente por Nilmar ser um atacante, não um meia-atacante que compõe o meio como Robinho.

16min – Os três volantes muito distantes de Kaká. Falta mais contundência e aproximação de Ramires pela direita.

20min – Escanteio pela esquerda, bola chata como a partida para J.C mandar para escanteio do outro lado. Uma tiriça do Brasil… Para não dizer minha, também, ao ver o teipe de um empate sem gols… PLACAR VIRTUAL – VENEZUELA 1 X 0 BRASIL.

22min – Filipe muito tímido. Também pela marcação de Rincón.

23min – Brasil só chega legal quando Maicon sai muito bem pela direita. Faltam lances por dentro.

24min – Puxaram a camisa de Miranda dentro da área rival. Foi o ótimo meia Arango. Lance difícil para a arbitragem.

26min – Ramires combina com Maicon pela direita. É a melhor saída brasileira.

27min – Belo chapéu com a parte externa do pé direito de Luís Fabiano. Que fase!

28min – Di Giorgi chuta de longe, JC tranqüilo.

28min – L.Fabiano isola depois de belo lance de Nilmar.

28min – AMARELO. CHACÓN. Falta em Nilmar.

31min – Kaká ainda meio perdido. Enquanto escrevia, ele foi derrubado na meia-lua depois de belo lance. Vai cutucar a fera! Bela tabelinha com Luís Fabiano.

32min – L.Fabiano bate falta à direita do goleiro. Quase. PLACAR VIRTUAL – VENEZUELA 1 X 1 BRASIL.

33min – Pressão brasileira. É só marcar um pouco mais à frente e pisar mais no acelerador.

33min – L.Fabiano cabeceia por cima, no segundo pau. Mais um cruzamento ótimo de Maicon. Torcida cresce com o Brasil.

35min – Gilberto Silva muito enfiado entre os zagueiros.

35min – AMARELO. L.FABIANO. Mão na bola. Não era o caso.

37min – Kaká coloca e a zaga salva, em belo lance de L.Fabiano (calcanhar) para Maicon.

39min – L.Fabiano fica à frente de Vega e se atira, depois de belo cortaluz de Kaká. Perde o gol e o árbitro poderia tê-lo expulso de bobagem. Ficaria de fora na primeira partida da Copa do Mundo. Fica esperto, amigo. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 2 X 1 VENEZUELA.

40min – Brasil fica em cima. Venezuela não consegue mais arranjar qualquer contragolpe. Jogo por dentro é a melhor alternativa brasileira.

42min – Nilmar livre no segundo pau isola mais um ataque brasileiro.

44min – Arango cabeceia no ângulo. Espetacular defesa de JC, que foi lá em cima e caiu com ela nas mãos. Que fase do goleiro brasileiro. Fase, não. Ele é assim. PLACAR VIRTUAL – VENEZUELA 2 X 2 BRASIL.

INTERVALO – Venezuela um pouco melhor no início, Brasil equilibrou e passou a mandar no fim. Há como reclamar de um pênalti não marcado em Miranda. Os venezuelanos podem dizer que Luís Fabiano poderia ter sido expulso pelos dois amarelos.

RECOMEÇOU – Equipes iguais. Que o jogo recomeço do jeito que acabou, não do modo como iniciou.

2min – Nilmar domina e gira com velocidade para boa defesa. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 3 X 2 VENEZUELA.

5min – Brasil aperta mais, Venezuela satisfeita com o empate sem gols.

7min – TRAVE ESQUERDA! Gilberto Silva cabeceia com categoria e força no pé da trave, no rebote, Luisão manda para dentro, Di Giorgi salva. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 4 X 2 VENEZUELA. Melhor o Brasil.

9min – AMARELO. VUZCARRONDO. Falta em Ramires.

10min – VERMELHO. MIRANDA. Cotovelada tola, tola em Maldonado em jogada morta. Está fora da estreia brasileira em 2010. Uma pena. No melhor momento brasileiro.

12min – Bomba de Arango na cobrança de falta, bela defesa de JC para escanteio. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 4 X 3 VENEZUELA.

13min – Gilberto Silva vem para a zaga pela esquerda. Brasil passa a atuar no 4-2-1-2. Ramires e Lucas os volantes, Kaká o meia-atacante. Luís Fabiano e Nilmar na frente.

14min – Ramires solta o pé por sobre a meta. Venezuela pode e deve sair um pouco mais para o jogo.

15min – Dunga perde as estribeiras e faz gestos pedindo a reação da torcida. Não é o caso.

18min – Brasil não parece ter um a menos. Segue em cima. E dá para escrever que joga direito.

19min – L.Fabiano domina e vira para boa defesa de Vega em grande lance de Maicon pela direita. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 5 X 3 VENEZUELA.

21min – Zona na área venezuelana. Brasil parece ter três a mais, e não um a menos.

22min – MUDA VENEZUELA – ENTRA SEIJAS-13, meia pela direita, no lugar de RINCÓN-8, que fazia a mesma função pelo time vinotinto.

24min – L.Fabiano toca por cobertura, Rey salva sobre a linha depois de belo cruzamento de Maicon, em falha na saída do goleiro Veja. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 6 X 3 VENEZUELA.

25min – Brasil continua muito bem. Marcando sob pressão e sem levar contragolpes do time venezuelano que, para meu querido amigo e companheiro Neto, da Band, está parecendo a Holanda de 1974. Ou coisa parecida. Tá de brincadeira o Netão… Mas não é mau time, não.

27min – Ramires recebeu livre e isolou. Não está difícil.

27min – AMARELO. LUISÃO. Falta em Di Giorgi.

28min – MUDA VENEZUELA – ENTRA RONDÓN-11, aquele, SAI MORENO. Um atacante por outro.

29min – Nilmar atira de longe. Fácil para Vega, o Yashin venezuelano, segundo meu caríssimo Neto.

30min – MUDA BRASIL – ENTRA ALEX-16, SAI FILIPE. Alex vai fazer a lateral esquerda?

31min – Nilmar quase faz de cabeça.

32min – MUDA BRASIL – ENTRA ELANO-15, SAI RAMIRES. NORMAL. Brasil ainda mais ofensivo.

33min – AMARELO. DI GIORGI. Falta feia em Kaká.

37min – MUDA BRASIL – ENTRA DIEGO TARDELLI-18, SAI LUÍS FABIANO. Normal.

38min – MUDA VENEZUELA – ENTRA FEDOR-7, SAI ARANGO-18.

39min – AMARELO. Granaderos. Falta em Elano.

40min – Brasil continua bem, no campo venezuelano.

42min – AMARELO. Siejas. Falta no Alex.

46min – TRAVE ESQUERDA! Kaká. Lindo toque bateu na parte interna da trave esquerda e triscou a outra trave. Uma pena. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 7 X 3 VENEZUELA.

47min – Torcida grita “e-li-mi-na-do” para a Venezuela. É demais!

NOTAS BRASIL

JÚLIO CÉSAR – 8

MAICON – 7

LUISÃO – 6

MIRANDA – 4

FILIPE – 5

[ALEX – 6

GILBERTO SILVA – 7

LUCAS – 5

RAMIRES – 5

[ELANO – 6

KAKÁ – 6

LUÍS FABIANO – 7

[DIEGO TARDELLI - 6

NILMAR – 6

DUNGA – 6

AO VIVO – URUGUAI 0 x 1 ARGENTINA

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Palpite inicial: Argentina, com essa defesa indefensável, leva gol contra o melhor compartimento uruguaio – o ataque. Mesmo desorganizada, a equipe de Maradona ainda arranca empate. Dois a dois no Centenário, ambos classificados.

Uruguai vai precisar encarar mais uma repescagem. Mas se classifica contra o quarto da Concacaf.

URUGUAI – 3-4-1-2 – Muslera-1; Scotti-6, Lugano-2 e Cáceres-3; Máxi Pereira-16, Pérez-15, Gargano-5 e Alvaro Pereira-14; Guillermo Rodríguez-17; Forlán-10 e Suárez -11 TREINADOR: Oscar Tabárez.

ARGENTINA – 4-1-3-2 – Romero-1; Ottamendi-4, Demichelis-2, Schiavi-3 e Heinze-6; Mascherano-14; Gutiérrez-17, Verón-8 e Di María-7; Messi-10 e Higuaín-9. TÉCNICO – Diego Maradona.

VITÓRIA URUGUAIA? URUGUAI CLASSIFICADO, ARGENTINA NA REPESCAGEM – se Equador não vencer o Chile, em Santiago.

VITÓRIA ARGENTINA? ARGENTA CLASSIFICADO, URUGUAI NA REPESCAGEM – se Equador não vencer o Chile, em Santiago.

EMPATE? ARGENTINA CLASSIFICADA, URUGUAI NA REPESCAGEM – se Equando não vencer o Chile, em Santiago.

Carlos Amarilla (Paraguai).

Nicolas Yegros (Paraguai) e Emigdio Ruiz (Paraguai).

18h55 – ENTRA O URUGUAI. Um minuto depois, de camisas azuis escuras, Argentina em campo. Belíssima festa no Centenário para o joogo mais importante em quase cem anos entre eles. Maradona pisca para um amigo. Está com dois brincos só na orelha esquerda. Euipes perfiladas com o espírito platino saltando aos olhos.

19h05 – COMEÇOU – Uruguai ataca à direita das imagens da TV. Começou um pouco antes Chile x Equador.

2min – Uruguai avança pela esquerda e quase abre o placar. É a pior zaga da história do Cone Sul. O jogo é para cima de Ottamendi, improvisado pela lateral direita.

3min – Romero estoura a bola em Rodríguez e quase sai o primeiro gol. Impressionante a bagunça tática argentina. PLACAR VIRTUAL – 2 X 0 URUGUAI.

7min – Argentina consegue tirar um pouco o Uruguai da própria área.

8min – AMARELO. Heinze. Falta dura em M.Pereira.

9min – Scotti de cabeça, no segundo pau, à direita de Romero. A zaga argentina continua dando mole. Maradona prende Mascherano à frente dos zagueiros. É quase um 4-1-3-2, com Gutiérrez e Di María pelos lados, e Verón por dentro.

12min – AMARELO. Máxi Pereira. Falta no Heinze.

14min – Jogo amarrado. Argentina consegue travar o Uruguai.

15min – AMARELO. Ottamendi. Falta em Suárez.

19min – Partida mais marcada que jogada. Forlán muito distante da área, Suárez apanhando, C.Rodríguez só aparece nas bolas paradas. Uruguai explora pouco a saída pelos lados e não consegue criar pelo meio. Argentina congestiona o jogo, mas não sabe criá-lo.

22min – A.Pereira pega de canhota para longe da meta argentina. Quarta finalização uruguaia. Nenhuma argentina.

24min – Torcida quieta. Uruguai não ajuda. Argentina começa a trocar melhor a bola. Mas ainda com muita lentidão. Verón vem pouco para o jogo. Messi, menos ainda.

27min – Demichelis não chega em falta bem cobrada por Verón. A bola sai pela linha de fundo. É o mais próximo que a Argentina chegou. E o zagueiro ainda estava impedido…

28min – Suárez sai demais da área e cruza para… ele mesmo! Ele sai, Forlán não chega… Uruguai parece satifeito com empate. Ué?!

30min – Messi faz o primeiro bom lance. Mas tinham 3 uruguaios e nenhum companheiro por perto, pela ponta direita. O pulga poderia se mexer mais. Jogar muito mais.

34min – Schiavi dá um bico para lateral na tentativa de lançar… Jogo fraco tecnicamente. Ou aquilo que se poderia esperar entre a quarta e a quinta força sul-americana – até Equador em contrário. Por ora, ARGENTINA na Copa, URUGUAI na repescagem.

37min – Messi é mais o quinto homem do meio que o segundo atacante. Só Higuaín briga na frente. Di María ainda consegue escapar, mas manda nas mãos do goleiro uruguaio.

37min – AMARELO. DIEGO PÉREZ. Falta em Di María.

40min – Torcida vaia cera argentina. Em Campo Grande, intervalo: BRASIL 0 X 0 VENEZUELA.

42min – Argentina vai se saindo melhor que a encomenda, enervando os rivais, concedendo agora poucos espaços. Jogo cheira a empate no primeiro tempo. Até porque a bola não vai ao ataque argentino.

43min – Maxi Pereira já tem cartão amarelo e mereceu mais um cartão. Amarilla não viu a falta clara e feia do meia argentino Di Maria. Paraguaio fez que não era com ele. Uma lástima. Argentina prejudicada.

45min – Mais dois. E está bom demais. Intervalo em Santiago.

46min – Forlán chuta de longe, Longe da meta…

INTERVALO – Uruguai começou bem, Argentina travou, e jogo foi ruim. Melhor para os argentinos que vão se classificando.

CHUTE FINAL – Uruguai 30%, empate 50%, Argentina 20%.

RECOMEÇOU – Sem mexidas. 20h14.

3min – Falta tola de Schiavi na lateral levou todo o Uruguai à frente. Na confusão, bola nas mãos de Romero.

4min – Forlán bate rente à trave direita. E o inefável goleiro Romero quase leva no golpe de vista.

5min – 1 X 0 CHILE, Ótimo para ambos. Melhor para a Argentina que atua pelo empate.

7min – Argentina troca bola no campo uruguaio, que pouco faz. Parece satisfeito com o empate.

11min – Demichelis fura de cabeça mais uma falta cruzada por Verón. Uruguai parece jogar um amistoso.

13min – MUDA URUGUAI – ENTRA CAVANI, SAI RODRÍGUEZ. Boa mexida.

18min – Suárez bate para defesa de Romero, depois de saída errada de Schiavi. Só assim para sair algo bom em campo.
22min – Uruguai comeeeeeça a pressionar. Ou chegar mais perto. Jogo morno. Morto.
23min – Impedimento mal marcado de Di María. Messi mais solto, atuando mais por dentro.
25min – MUDA URUGUAI – ENTRA CRISTIÁN RODRÍGUEZ, meia-atacante, sai volante-esquerdo GARGANO. Do 3-4-1-2 ao 3-3-2-2. Enfim um time mais solto.
27min – Lugano bate de costas na bola e quase aproveita falta cruzada na área. PLACAR VIRTUAL – URUGUAI 3 x 0 ARGENTINA.
30min – MUDA ARGENTINA – ENTRA MONZÓN, SAI DI MARIA – Diego fecha mais o meio-campo.
31min – AMARELO. CÁCERES. No Ottamendi.
32min – MUDA URUGUAI – ENTRA LOCO ABREU, SAI SUÁREZ. Tome chuveiro.
34min – AMARELO. Scotti. Solada em Mascherano.
34min – MUDA ARGENTINA – ENTRA BOLATTI-5, SAI HIGUAÍN. Bateria antiaérea contra Abreu. Tá valendo.
35min – Jogo a caráter para a Argentina ao menos segurar o empate, mesmo com um sufoco final.
36min – Uruguai não joga como Uruguai. Não pressiona como Uruguai. Não vibra como Uruguai.
38min – SEGUNDO AMARELO. CÁCERES. VERMELHO. FALTA EM GUTIÉRREZ.
38min59s – 1 x 0. GOOOOOOOL. ARGENTINA. BOLATTI. PÉ DIREITO. DENTRO DA ÁREA. Estrela de Diego. Botou o cara para marcar, e ele marca é o gol da classificação. No primeiro chute dele. Na primeira partida dele pela Argentina. Uruguai vai pra repescagem.
41min – MUDA ARGENTINA – ENTRA TÉVEZ. SAI MESSI.
44min – Bola nas mãos de Romero depois de chute fraco de Scotti.
46min – ACABOU. CHILE 1 X 0 EQUADOR.
ACABOU. ARGENTINA NA COPA. URUGUAI NA REPESCAGEM.
A FRASE – ‘QUE LA CHUPEN”, DE MARADONA PARA O MUNDO.
É O “VOCÊS VÃO TER DE ME ENGOLIR”.

HISTÓRIA EM JOGO – ARGENTINA 0 X 5 COLÔMBIA – Eliminatórias-94

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Cinco de setembro de 1993. O dia em que nasceu para o mundo o futebol colombiano. A noite da maior vergonha da história da seleção albiceleste, derrotada em casa pela primeira vez num jogo de Eliminatórias para um Mundial, no maior alfajor caseiro de sua rica história. Não tivessem empatado em Lima as seleções de Paraguai x Peru por 2 a 2, nem repescagem teria encarado a Argentina, então bicampeã da Copa América, vice mundial em 1990. Para tanto, teve de recuperar Maradona, e só chegou ao Mundial de 1994 depois de eliminar a campeã da Oceania, num mata-mata.

A sessão HISTÓRIA EM JOGO do blag revive a quase tragédia argentina como homenagem àqueles brilhantes colombianos que não passaram da primeira fase na Copa-94. E, também, aos argentinos que tiveram de purgar pecados na repescagem. Como ainda correm riscos em 2009. Ano da primeira derrota como mandante em Eliminatórias desde 5 de setembro de 1993. Não por acaso, num 5 de setembro, no estádio de Rosário, contra o Brasil de Dunga.

A capa da revista argentina “El Gráfico”daquela semana foi inteira negra, com a manchete “Verguenza”. E ainda foi pouco.

No blag, na sessão HISTÓRIA EM JOGO, vamos contar o que vi então, e o que estou revendo agora, com a inestimável ajuda de Gustavo Roman (www.futebolpitacos.blogspot.com), que disponibilizou as imagens, e de André Rocha (http://blogs.abril.com.br/futebolearte), que inspirou a série. Teipe completo que será entregue a Freddy Rincón, que não tem cópia do maior jogo da vida dele.

ONDE? QUANDO? QUANTOS? POR QUÊ? – Monumental de Núñez, Buenos Aires, 5 de setembro de 1993. Último jogo do Grupo A das Eliminatórias para a Copa-94. Quem vencesse estaria classificado para o Mundial de 1994. No jogo de ida do quadrangular em turno e returno, vitória colombiana por 2 a 1, em Barranquilla (gols de Valenciano e Valencia, e Medina Bello para os co-hermanos).

ARGENTINA – 4-3-1-2 – Treinador Alfio Basile

Goycochea-1;

Saldaña-14-, Borelli-15, Ruggeri-6, Altamirano3;

Zapata-17, Redondo-5 e Simeone-10;

Leo Rodríguez-20;

Medina Bello-18 e Batistuta-9

COLÔMBIA – 4-3-1-2 – Treinador Francisco Maturana

Córdoba-1;

Herrera-4, Perea-15, Mendoza-3 e Pérez-20;

Rincón-19, Gómez-8 e Álvarez-16;

Valderrama-10;

Asprilla-11 e Valencia-13

PLACAR VIRTUAL 1º. TEMPO – ARGENTINA 1 X 2 COLÔMBIA

PLACAR VIRTUAL 2º. TEMPO – ARGENTINA 5 X 4 COLÔMBIA

PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 6 X 6 COLÔMBIA

COMEÇOU – Torcida canta a la Argentina. E o time já vem todo para cima da Colômbia.

1min – Medina Bello leva com a mão a bola, arbitragem não vê, e zagueiro-esquerdo Mendoza salva primeira chance albiceleste, depois de belo lançamento de Saldaña.

2min – Argentina troca bolas na defesa e torcida no Monumental grita “olé”…

3min – Valderrama se move e recebe a marcação individual do lateral-direito Saldaña. Colômbia tenta tocar a bola e esfriar a dona da casa. Era um time que sabia muito bem trocar passes.

4min – Goleiro Córdoba tem de atuar adiantado e dar um bico na bola. Colômbia diminui a área de atuação em campo. Maturana era fã do Milan de Sacchi. Marcação opressiva pressiona a Argentina, que acha brechas nas bolas longas às costas da linha de zaga alta dos colombianos.

7min – Mais um bom lançamento às costas de Wilson Pérez para Saldaña. O caminho é pela direita argentina. E com boas inversões de bola explorando a zaga mais adiantada colombiana.

13min – Valderrama dá um show técnico e de mobilidade. Rincón começa a se mover da direita para o centro e Valencia e Asprilla confundem o frágil sistema defensivo argentino. Para piorar para os co-hermanos, Simeone não joga e não bate. Redondo erra todos os passes. Zapata só marca. Leo Rodríguez não faz a bola chegar a Batistuta…

14min –Gómez dá um carrinho feio no tornozelo de Redondo. No mínimo para amarelo. Juizinho amarela e se borra. Nem bater a Argentina está batendo. Mas como Valencia deu um bico na bola jogando longe (a Colômbia atuava pelo empate), sobrou para o atacante colombiano o amarelo que o companheiro também merecia…

18min – Rincón entra com a “plancha” no tornozelo do maldoso Simeone. Para não ser quebrado pelo argentino, Freddy entra de sola no volante rival. Falta para amarelo. Jogo vai ficando mais pesado. E a Argentina mais nervosa, só ligando direto o ataque.

19min – Batistuta isola a bola em cobrança de falta. Mal o grande centroavante. O 4-3-1-2 argentino não suporta o time. Leo Rodríguez tenta fazer o jogo pela esquerda, mas vai mal.

20min – Valencia faz lindo lance pela esquerda e bate para boa defesa de Goyco, para escanteio. Lance começou pela direita com Rincón. Notável na composição no meio e na saída de bola. PLACAR VIRTUAL – COLÔMBIA 1 X 0 ARGENTINA.

21min – Saída errada de bola da defesa amarela quase dá em gol de Batistuta, que domina bisonhamente a bola. Muito nervosa a Argentina. Não se mexe e erra demais à frente. Medina Bello não consegue dar dois passes certos e está isolado na direita do ataque. PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 1 X 1 COLÔMBIA.

23min – Transmissão da TV argentina pela primeira vez acha Maradona no meio da torcida, ao lado da então mulher Claudia Villafane. Diego roi as unhas. Ele e todo o país. Ao menos a Argentina chega mais e melhor perto da área rival.

24min – Nem tiro de meta sabe bater Goyco… O melhor goleiro que vi para catar pênalti. Um ataja-penales perfeito. Mas um goleiro abaixo da média no restante dos fundamentos.

25min – Valencia aparecia livre à frente de Goyco se não fosse erro admissível do bandeirinha. Naquela da zagueiro sair e o atacante entrar, o camisa 13 colombiano estava habilitado. Poderia ter sido o primeiro gol colombiano, em lindo lançamento de Valderrama.

30min – AMARELO. Valderrama por impedir cobrança de falta. Simeone… por ser Simeone. Foi para cima do 10 colombiano para arrumar treta.

33min – Tesoura por trás de Perea em Redondo. Juiz dá vantagem. Vermelho. No mínimo. Colômbia bate muito mais que a Argentina. Jogo igual.

35min – Asprilla abriu enfim pela esquerda e levou pernada feia do violento lateral-esquerdo Altamirano. Com a marcação individual, Colômbia tem mais é de se mexer um tanto mais. Tudo aquilo que pouco faz o time da casa.

40min- GOOOOOLAÇO. 1 X 0 COLÔMBIA. RINCÓN. PÉ DIREITO. DENTRO DA ÁREA. Valderrama recebeu na meia esquerda no meio de quatro, derivou para dentro e lançou às costas de Altamirano para Rincón, que invadiu a área como flecha, limpou Goyco como craque, e completou para o fundo da rede com a categoria de artilheiro. Golaço. PLACAR VIRTUAL – COLÔMBIA 2 X 1 ARGENTINA.

41min – Argentina dá saída de bola com quase todo o estádio cantando. Mas falta futebol ao time platino. Logo na saída, bola longa para Bati que tromba com goleiro. Nada. Apenas a dor de ambos.

44min – AMARELO. RUGGERI. Falta em Asprilla, que puxava belo contragolpe.

INTERVALO – Algumas vaias. E um placar justo.

RECOMEÇOU – Torcida canta junto. Argentina tenta atacar. Colômbia gasta o tempo trocando bem a bola, passando sempre de Leonel Álvarez a Valderrama, com Rincón ajudando bastante na contenção e na armação de jogo. Zapata vem marcar Rincón pela esquerda. O 4-3-1-2 argentina é mantido e espelhado no colombiano. Com a diferença que Asprilla se manda mais à esquerda, entre Saldaña e Borelli.

5min – GOOOOOOOLAÇO. 2 X 0 COLÔMBIA. ASPRILLA. PÉ DIREITO. PONTA ESQUERDA, DENTRO DA ÁREA. Lançamento primoroso de Rincón da meia direita para o atacante, que driblou como quis Borelli, e matou Goyco com um tiro a queima-luvas, entre as pernas do argentino. PLACAR VIRTUAL – COLÔMBIA 3 X 1 ARGENTINA.

6min – Torcida canta como se nada acontecesse. Maradona é flagrado com o rosto entre as mãos.

8min – Nervosa, Argentina erra todos os lances.

9min – MUDA ARGENTINA – Entra García-16, sai Leo Rodríguez. São três atacantes e nenhum articulador.

10min – Asprilla voa agora pela esquerda, por todos os lados. Um show físico colombiano.

11min – Ruggeri, El Cabezón, manda por cima da meta de Córdoba, depois de escanteio. Só na bola parada chega a desanimada Argentina.

11min – García pega feio Leonel Álvarez. Era para amarelo.

13min – Batigol arranca pela direita e enche o pé para boa defesa de Córdoba, em lançamento sensacional de Redondo. PLACAR VIRTUAL – COLÔMBIA 3 X 2 ARGENTINA.

14min – Bati pega da entrada da área de canhota. Aquelas porradas indefensáveis de Batistuta. Mas estava iluminada a Colômbia. Defesaça espetacular de Córdoba. PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 3 X 3 COLÔMBIA.

14min – Medina Bello pega mal pela enésima vez e perde boa chance. PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 4 X 3 COLÔMBIA.

15min – Córdoba sai de modo estúpido da meta, mas nada acontece. Redondo passa a jogar e organizar a Argentina, que enfim joga. Batistuta se mata à frente e começa a acertar os lances. Colômbia muito retraída, abdica do contragolpe.

17min – Córdoba se antecipa e divide bem com Batigol, depois de belo lançamento do zagueiro Borelli.

22min – Argentina esbarra na forte marcação colombiana, ajudada por Valderrama.

22min – Ruggeri toca de bico na mão de Córdoba. O zagueiro se manda a todo momento, com Zapata fazendo a cobertura. PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 5 X 3 COLÔMBIA.

25min – Mão na bola de Gómez? Dava para marcar, depois de cruzamento de Simeone. Argentinos podem reclamar de um pênalti – discutível – não marcado.

26min – MUDA ARGENTINA. ENTRA ACOSTA (atacante), SAI REDONDO. Poderia sair qualquer um. Menos o volante… Faz tudo errado Coco Basile e o time dele. É praticamente um 4-2-4, com Simeone e Zapata no meio, Medina Bello, Acosta,. Batistuta e García na frente.

27min – Acosta invade a área, domina mal, e chuta em cima de Córdoba, que fecha bem o ângulo. Belo toque por cobertura de García por sobre a zaga alta da Colômbia. PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 6 X 3 COLÔMBIA.

28min – GOOOOOOOOL. 3 X 0 COLÔMBIA. RINCÓN. PÉ DIREITO, DENTRO DA ÁREA. Sensacional arrancada de Asprilla desde o grande círculo colombiano. Passou por três e bateu da linha de fundo; Goyco espalmou. No rebote, o volante Álvarez foi ao fundo e cruzou para Valencia que não alcançou; vindo na corrida, Rincón não pegou bem na bola, mas matou de vez a Argentina, num chute cruzado. Alguns aplausos são ouvidos no Monumental. PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 6 X 4 COLÔMBIA.

30min – GOOOOOOOOOOLAÇO. 4 X 0 COLÔMBIA. ASPRILLA. PÉ DIREITO, DA PONTA ESQUERDA, DENTRO DA ÁREA, POR COBERTURA. Borelli saiu errado e perdeu bovinamente a bola. Asprilla avançou sozinho e cavou a bola por sobre o goleiro. Golaço. Colômbia cirúrgica, Argentina bisonha. PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 6 X 5 COLÔMBIA.

31min – Se o Paraguai fizer um gol no Peru, neste momento, a Argentina não pega nem a repescagem. Estará eliminada. O jogo vai empatando por 1 a 1, em Lima.

32min – Torcida argentina tenta se animar.

33min – Peru faz gol. Paraguai vai perdendo por 2 a 1. Argentina pode respirar mais ou menos tranquila. Torcida faz festa com o gol peruano.

34min – “Olé” da torcida argentina para a troca de bola colombiana… Que fase dos co-hermanos…

34min – Lindo taquito de calcanhar de Valderrama. Colômbia joga sério, mas também bonito.

35min – Gol de empate do Paraguai. 2 a 2 em Lima. Se o Paraguai fizer mais um, a Argentina não pega nem repescagem… As duas seleções ficariam iguais em pontos, mas o saldo negativo argentino, cada vez pior, seria fatal.

39min – GOOOOOOOLAÇO. 5 X 0 COLÔMBIA. VALENCIA. PÉ DIREITO. DENTRO DA ÁREA. Valderrama lança bonito na esquerda para Asprilla que arranca e toca com enorme inteligência para Valencia infiltrar na zaga, se antecipar a Goyco, e só dar o toque para acabar com o jogo. Que gol! Que vitória! PLACAR VIRTUAL – ARGENTINA 6 X 6 COLÔMBIA.

41min – Simeone dá cotovelada no colombiano. Árbitro fica com pena e não o expulsa.

45m21s – ACABOU a maior vergonha da história da seleção argentina jogando em casa. E a maior vitória da história do futebol colombiano. Ao final do jogo, poucas vaias ou xingamentos para os argentinos; muitos aplausos para os colombianos.

PÓS-JOGO –Maradona foi reconvocado, a Argentina eliminou a Austrália, foi para a Copa e ganhou bem os dois primeiros jogos contra Grécia e Nigéria. Mas perdeu Maradona suspenso por doping, levou uma tunda da Bulgária, e foi eliminada nas oitavas pela Romênia de Hagi, “o Maradona dos Cárpatos”.

A Colômbia foi para a Copa como “favorita” para Pelé. Perdeu dois jogos (o primeiro para a mesma Romênia) e foi eliminada na primeira fase. Na volta ao país, o zagueiro Andrés Escobar foi assassinado em sua cidade natal. Também por ter sido responsabilizado pelo gol contra marcado a favor dos Estados Unidos.

NOTAS –

ARGENTINA – ALFIO BASILE – 3 – Não tinha um bom grupo para arrumar. Mas foi infeliz nas mexidas e pediu para ser goleado.

GOYCOCHEA – 4 – O maior atajapenales da história não sabia bater nem tiro de meta. O arqueiro do River Plate não tinha muito a fazer contra a iluminada Colômbia.

SALDAÑA – 4 – Um baile de Valencia no primeiro tempo, outro de Asprilla na segunda etapa. O lateral-direito do Newell’s foi outra vítima da noite trágica.

BORRELLI – 4 – O zagueiro-direito do Racing tinha boa técnica e antecipação. Mas falhou horroroso no quarto gol e foi vencido quase sempre pela espantosa velocidade colombiana.

RUGGERI – 5 – Mandou-se (com permissão) para o ataque no segundo tempo. Na raça, o capitão e zagueiro do América mexicano tentou fazer o que ninguém conseguia. Na zaga, assistiu ao baile colombiano.

ALTAMIRANO – 4 – O violento lateral-esquerdo do Boca nem pegar feio conseguiu fazer com Rincón e Asprilla. Eles passavam voando sobre ele. Também não ajudou no ataque.

ZAPATA – 5 – Pela direita na primeira etapa, cobrindo Ruggeri na segunda, foi um fantasma entre tantos. O volante do River Plate foi mais sacrificado taticamente.

REDONDO – 6 – Cresceu na segunda etapa, mas, como todo o time, deveu bola na primeira etapa. Erradamente substituído por Acosta, abrindo ainda mais o buraco no meio argentino. Ainda assim, abaixo da excepcional média do excelente volante do Tenerife espanhol.

[ACOSTA – 4 – O atacante do Boca entrou para ser o quarto homem de frente e, indiretamente, ajudou a abrir o rombo platino].

SIMEONE – 4 – Nem bater bateu o ótimo e violento volante canhoto do Sevilla espanhol. Mais sacrificado taticamente na segunda etapa destrambelhada argentina, deveria ter sido expulso no fim da partida.

LEO RODRÍGUEZ – 3 – Meia-atacante da Atalanta italiana esteve absolutamente perdido. E, mesmo se tivesse se achado, não era o condutor suficiente para um fragilizado time argentino.

[GARCÍA – 5 – 0 esforçado atacante do Racing deu um pouco mais de luz pela esquerda. Mas era tamanho o prejuízo que pouco pôde fazer.]

MEDINA BELLO – 1 – Pífio. Nunca foi uma sumidade. Mas foi o perfeito exemplo da imperfeita atuação platina. Pela direita nada fez pelo ataque argentino o jogador do Yokohama Marinos japonês.

BATISTUTA- 5 – Pela luta e presença na segunda etapa, ganha um pouco mais. Mas pouco fez no primeiro tempo o excepcional centroavante da Fiorentina italiana.

COLÔMBIA –

FRANCISCO MATURANA – 9 – Estrategista responsável pela maturidade tática e pela excelência técnica da equipe.

CÓRDOBA – 8 – Pelo menos uma defesa espetacular. Ótimo posicionamento como homem de sobra da adiantada linha de zaga colombiana. Goleiro faria história pelo Boca. Havia acabado de ser contratado pelo América de Cali.

HERRERA – 6 – O lateral-direito só foi ter algum problema na marcação com García, na segunda etapa. Muito pouco precisou fazer. Nem apoiar, porque Rincón garantiu tudo o jogo todo.

PEREA – 7 – O zagueiro do Junior de Barranquilla ajudou a travar Batistuta. Atuação muito segura.

MENDOZA – 7 – Outro que atuou muito bem. Até porque, por ali, quando aparecia alguém, era Medina Bello.

WILSON PÉREZ – 7 – Marcou, apoiou, chutou bem de longe. Sem problemas com Saldaña e Medina Bello.

RINCÓN – 9 – Dois gols, uma assistência preciosa, marcação pelo lado direito, inteligência, força e técnica pela direita. Um monstro do América de Cali.

GÓMEZ – 7 – Bateu além da conta o cabeça-de-área do Atlético Nacional de Medellín. Mas marcou muito bem Leo Rodríguez e ajudou a linha de quatro zagueiros da Colômbia. Do losango de meio-campo, era o mais próximo à própria meta.

LEONEL ÁLVAREZ – 8 – O volante que atuou pela esquerda e ajudou a fechar o losango do meio-campo colombiano ainda deu o passe para o terceiro gol e iniciou sempre o jogo da equipe. Um senhor jogador o volante do América de Cali.

VALDERRAMA – 9 – Um monstro. Em todos os sentidos. O meia-atacante organizou o ataque, apanhou, pensou o jogo, e encostou nos dois atacantes Asprilla e Valencia. O Junior de Barranquilla era o time dele na época.

ASPRILLA – 9 – Ou seria nota dez? Não sei. Só se sabe que foi a maior partida dele e da Colômbia. Um gol espetacular – o quarto -, uma jogada de fôlego – para o terceiro gol -, um passe genial – para o quinto, e um festival de lances de técnica e rapidez do atacante do Parma italiano.

VALENCIA – 9 – O atacante do Bayern de Munique foi um show na primeira etapa atuando mais à esquerda. Na segunda etapa, mais por dentro, não foi tão brilhante. Mas foi também essencial no combate aos rivais. Outra grande atuação.

ARBITRAGEM – ERNESTO FILIPPI (Uruguai), com Pedro Risso e Juan Kerekes – Um impedimento mal marcado pelo assistente 2 poderia ter feito a Colômbia abrir o placar mais cedo. Amarelos e vermelhos foram poupados. Nota 5.

AO VIVO – Argentina 2 x 1 Peru

sábado, 10 de outubro de 2009

19h. Começou. Argentina favorita contra o frágil time peruano. Porém, um rival que tirou a Argentina da Copa-70, e ficou a 10 minutos de fazer o mesmo em 1985. Maradona escalou um time que nunca atuou: Romero; Gutiérrez, Schiavi, Heinze e Emiliano Insúa; Mascherano; Pérez e Di Maria; Aimar; Messi e Higuaín.

2min – Pérez bate para boa defesa de Butrón. Diego já convocou 80 jogadores e não achou um time. Ele e o time fazem tudo errado. Mas vai acabar dando certo. Torço por isso.

5min – Torcida quieta e tão nervosa quanto o time.

6min – Heinze quase faz de cabeça.

8min – Tudo que o Brasil fez de errado em 2000-01, a Argentina repete. Que não repita o final daquela história.

17min – Lindo lance de Messi e tabela com Higuaín. Peru todo no campo dele. Argentina começa a se soltar mais.

18min – Higuaín perde chance bárbara, em belo ataque argentino pela esquerda. Tudo certinho. Mas falta tranquilidade. A torcida canta e joga junto.

20min – Higuaín, sozinho, pega muito mal de canhota, e Butrón salva. Higuaín é um mistério. Como a Argentina.

21min – 1 x 0 COLÔMBIA x CHILE. Mau resultado para os co-hermanos.

27min – Messi roda pouco. Aimar mais cai que arma. Di Maria corre e luta. Faltam ideias, inspiração, movimentação e entrosamento.

29min – Aimar deu letra para fora em belo passe de Messi. QUINTA CHANCE ARGENTINA.

33min – Torcida se irrita com os passes errados e a cera peruana. Peru monta um time inteiro dentro do próprio campo.

38min – COLÔMBIA 1 X 2 CHILE. Chilenos se classificando e ajudando os argentinos.

39min – Aimar cruza da esquerda. A pelota perereca na frente de meio Mercosul e não entra.

40min – Messi enche o pé, à direita da meta peruana. SÉTIMA BOA CHANCE ARGENTINA.

INTERVALO – Sete chances platinas, nenhuma peruana. Normal. 0 x 0. Anormal. Ou normalíssimo para o zilionésimo time diferente de Maradona. Que não jogou mal. Mas ainda é muito pouco. Ainda assim, vai dar para ganhar no segundo tempo. PALERMO DJÁ!… Ah, sim: estou torcendo pela Argentina.

20h08 – RECOMEÇOU. MUDA ARGENTINA – ENTRA PALERMO, SAI PÉREZ.

38s – Vargas emenda de fora e a bola bate no travessão de Romero. Quase deu Peru. 7 x 1 no placar virtual.

2MIN – GOOOOOOOOOOL. 1 X 0 ARGENTINA. HIGUAÍN. Bela enfiada de Aimar, belo tiro cruzado do atacante do Real Madrid. Ufa.

11min – Bumba-meu-chorizo deu certo. Argentina cria chances, apesar do crescimento peruano. Palermo entrou bem. Mas está com o nariz sangrando.

12min – Romero faz grande defesa e salva o empate. Mais uma bola às costas de Schiavi. Mascherano sobrecarregado, e o improvisado lateral-direito Gutiérrez tem problemas na marcação.

14min – Difícil defesa de Romero em cobrança de falta. Xiii…

15min – Chuva forte aquece os torcedores. Mas Argentina tira o pé.

18min – COLÔMBIA EMPATA. 2 X 2 CHILE.

20min – Peru perde um gol que, se fosse em 1978, seria instaurada CPI.

22min – Mesmo com 7687 atacantes, Argentina não ataca. Por isso Maradona mexe: sai Higuaín e entra Demichelis. Não é ruim. Mas não é tão bom.

26min – Peru vai colocando mais atacantes. A Argentina vai se defendendo melhor e mais equilibrada.

27min – COLÔMBIA 2 X 3 CHILE. Chile na Copa. Melhor para a Argentina.

29min – Até a câmera da transmissão treme no vento forte contra ameta argentina. Mas será só o vento? Time recuou demais, apesar do grito dos hinchas em Núñez.

31min – Sai Aimar, pálido meia-atacante argentino, entra mais um atrás: Federico Insúa vai tentar organizar um pouco mais o jogo.

34min – COLÔMBIA 2 X 4 CHILE, EQUADOR 1 X 1 URUGUAI. Argentina encolhida… Mas ainda é a quarta colocada. Vai direto para a Copa.

39min – Pênalti no Palermo? Dá para discutir. Mas a festa nas arquibancadas é bonita.

42min – Gotas d’água praticamente inviabilizam a visualização da imagem. Parece o torcedor argentino suando nas arquibancadas. Nada mais platino. Bonito.

44min44s – GOOOOOOL. PERU. 1 X 1. RENGIFO. Cruzamento da esquerda, ninguém no meio da área… Que coisa. Uma linha de silêncio pelos hermanos.

47min13s – GOOOOOOOOOOOOL. ARGENTINA. 2 X 1. PALERMO. DE CANHOTA. Quase como o gol de Gareca, em 1985. Desta vez, o artilheiro do Boca estava impedido. Mas como impedir tamanha glória?

48min – Peru quase faz um gol do meio-campo. A bola bate no travessão!!!!!

ACABOU.

8 ou 80 – 1o a 7 de julho de 2001

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Toda semana, o blag faz uma sessão de regressão. Volta oito anos aos meus textos publicados à época nos veículos onde trabalhava.

Em julho de 2001, escrevia uma coluna diária no “Agora São Paulo”, uma coluna semanal no portal PSN.com, canal a cabo onde trabalhava como comentarista, além de também comentar na Band.

Notas que contam um pouco da bola que rolava então, com palpites e pitacos de época. Com todos os erros e raros acertos deste que vos tecla.

Por que oito anos? No futebol, é o tempo exato entre duas Copas do Mundo. Tempo mais que suficiente para tentarmos entender onde erramos.

1º. de julho de 2001

N.R.-2009 – Felipão estreava naquele domingo contra o Uruguai, pelas Eliminatórias-02

Povo que precisa de salvador não…

O Brasil tem mais time que o Uruguai. Lá, aqui, em qualquer campo. Se Felipão não pôde escalar o time como queria, Victor Púa, menos ainda. O técnico uruguaio teve mais dias para trabalhar o elenco dele. Mas o grupo do brasileiro é melhor, mais rodado, e com os 11 que começam o jogo como titulares em seus times. Ao contrário de 5 dos eleitos de Púa, reservas em suas equipes européias.

O septuagenário estádio Centenário será lotado por uma torcida tão amarga e exigente como a do quarentão Morumbi. No banco uruguaio estará outro quarentão com cara de sessentão, respeitado pelo bom trabalho nas seleções de base de lá. Na outra “casamata” (como dizem lá na terra dele), estará a alma gaúcha mais amada pelo brasileiro depois de Gisele Bundchen (embora não seja a “alma” objeto de admiração e… vamos ficar por aqui, antes que eu apanhe).

Felipão vem de bomba, cuia e chimarrão para defender o Brasil na fronteira que ele bem conhece, contra um estilo que respeita e até admira. Mas não teme. Esse é o Brasil que ele vai tentar resgatar. Um time que não teme, treme. Uma camisa que não se veste, ganha. Um futebol que não estuda adversário, ensina o rival.

Mas tudo isso virá com o tempo, e, também, com alguns outros jogadores. Felipão não é salvador. Ninguém foi. Ninguém de banco será. Quem resolve as paradas são os que estão lá no campo. Lá no Uruguai o Brasil vai ter gente boa. Nem todos na ponta dos cascos, alguns até que nem deveriam estar por lá. Mas é o que temos. É o que basta para ganhar o jogo. Que a Copa ainda está muito longe.

E se não der? Fica pra outra. Mas que fiquem os mesmos.

2 de julho de 2001

N.R.-2009 – Uruguai joga melhor e vence o Brasil na estreia de Felipão

Veja bem… sabe como é… aí, né…

Falar o quê? Escrever o quê? O de sempre, mesmo que com outros autores, atores, e amores. O Brasil errou passes, confundiu-se em campo, afunilou o jogo, levou um gol em lance de contra-ataque, embolou a partida e a classificação nas Eliminatórias. Em resumo: o Brasil de Felipão foi igual ao Brasil de Luxemburgo e ao Brasil de Leão. O que rima, mas não combina com a tradição da seleção.

Felipão tentou. Deu liberdade aos alas, mas eles jogaram como reles marcadores, ou meros mercadores de ilusões: afunilaram os lances, raramente foram ao fundo (a não ser o do poço). Os zagueiros foram cobertos por mais um deles (Roque Jr.) e um volante (Émerson). O problema é que Roque não foi zagueiro e nem volante – foi armador dos dois melhores lances uruguaios, o do gol, e o de Recoba, no início do segundo tempo. Juninho até tentou, e foi o melhor deles.

Mas e Romário? E Rivaldo? E Élber? E Pelé, e Rivellino, e Zico? Qualquer um que estivesse por lá não receberia as bolas que o Brasil perdeu pelo campo, e pelos passes. Não foi nenhuma grande partida do Uruguai, não, um time apenas limitado. Mas que sabe disso. O problema é que o Brasil foi ainda mais limitado. Ou pior: não foi. É limitado. Menos que eles, sim, mas tem suas limitações.

Não somos mais os melhores, a bola já sabe. É preciso que o Brasil aprenda isso, como até o Uruguai já sabe.

PS: deu impressão de gol a falta que Carini defendeu de Rivaldo. Mas para dar um gol como aquele é preciso ter convicção. E haja convicção e coragem para dar um gol daquele no Uruguai, em jogo de Copa do Mundo. Ou, pelo que andam fazendo Brasil e Uruguai, jogo de Eliminatórias…

3 de julho de 2001

Dever adquirido de jogar bonito

Você já se encheu de ler por aqui que a questão é de técnica, mais que de técnico. Que o Brasil tem o melhor futebol do mundo, mas não tem mais os melhores jogadores do planeta. Que o brasileiro sabe o que fazer com a bola nos pés, mas não sabe como tirar essa bola de outros pés. Que tudo que o Brasil sabe de técnica ele desconhece de tática. Que o brasileiro não dá bola para o jogo sem bola, e que sempre busca a resposta individual à questão coletiva.

Quase tudo isso se viu na irritante derrota para o limitado time do Uruguai. Menos o drible. A não ser duas ou três tentativas de Juninho [Paulista], o Brasil empacou no Uruguai na absoluta falta de inspiração criativa. Esse é um dos tantos pontos perdidos pela equipe brasileira – para não falar da bola nacional como um todo.

A Seleção não é formada só para vencer. Ela precisa encantar. Tem de divertir. Tem o dever adquirido de preservar o bom jogo. No mínimo, o bom futebol. Um bom passe, um ótimo lançamento, uma grande finta, um drible bem executado. Na pior das hipóteses, uma tentativa de drible, um toque mais ousado, uma finta abusada.

Não se viu no Uruguai nem uma coisa, muito menos a outra. Não houve o drible, a ginga, a finta, a magia. Não se viu não só pelos lances não terem dado certo. Não se viram jogadas assim por elas sequer terem sido cogitadas. Ninguém tentou, ninguém bolou. Parecia haver uma ordem expressa para que ninguém arriscasse nada. Para que as bolas fossem jogadas de um lado a outro, sem profundidade, sem criação. Sem futebol. Sem Seleção.

Que o Brasil se defende como um time de terceira categoria, até o Ricardo Teixeira sabe. Mas que o Brasil “cria” lances como se fosse Samoa, o mundo já começa a desconfiar.

Imprescindível?

Sou Romário de caderneta. Manteria o Baixinho até o fim do jogo com o Uruguai. Mas não sei se o mandaria a campo no próximo jogo.

Sou Rivaldo de coração. Manteria o 10 do Brasil até os 90 minutos no Uruguai. Teria colocado Alex para ajudá-lo no segundo tempo. Mas só Rivaldo mesmo pode se ajudar.

Talento

Felipão não iria, e não vai salvar pátria alguma. Felipão não vai ser o burro expiatório da vez. Nem os jogadores. Não faltou garra, vontade. Faltou – e falta – qualidade.

Obrigado

A CBF agradece à Fifa pela ampliação do número de vagas para a Copa do Mundo. Fossem só 24 países, o Brasil correria sérios riscos de cair fora. Com 32, vai dar.

5 de julho de 2001

Romário deve jogar até quando quiser

1992. Romário quer jogar a Copa de 94, ganhar o título mundial, e pendurar as chuteiras logo depois, aos 28 anos.

1994. Romário levou o Brasil ao Mundial em 93, e trouxe o mundo em 94 dos EUA. Outra Copa? Só pela TV.

1997. Por absoluta falta de concorrência, Romário volta à seleção. Nela fica até a panturrilha cortá-lo do Mundial da França. A contragosto, cumpre a promessa: vê a Copa pela TV.

2000. Romário quer o ouro olímpico. Luxemburgo não o quer. O Brasil perde a medalha, e o técnico, o emprego.

2001. O homem dos 73 gols em 2000 mantém a excepcional média de quase um gol por jogo. E não precisa fazer média com ninguém. Detona quem quer (do técnico ao presidente da CBF), escala os parceiros, e só perde para as batatas das pernas. Mas segue em campo por falta de concorrência. “O nível anda baixo”, decreta o Baixinho.

Julho de 2001. Depois de quase dois meses parado, Romário volta à seleção em Montevidéu. Não dribla nenhum adversário, não rouba uma bola em 90 minutos, finaliza apenas uma vez, e não sofre uma falta sequer das 18 cometidas pelo Uruguai.

Maio de 2002? Se depender da grita da galera, a Globo terá mais um comentarista na Copa do Mundo. Pouco importa se o baixo nível geral dá bola ao Baixinho. Poucos se dão conta que a experiência e a vontade de Romário ainda contam. Raros lembram que ele sempre foi assim. Muitos, não sem razão, sabem que o futebol de choque eletrocuta quem não se mexe. Que Mundial não é só um torneio para os melhores pés, mas, cada vez mais, para quem tem as pernas mais fortes.

Ok. Mas Romário ainda tem pé nesse time.

O problema é arrumar um time que arrume bolas para Romário. Arranjar um jeito de armar uma equipe que crie lances como o Baixinho ainda cria soluções.

X PERU – Romário chutou duas bolas contra os peruanos: uma pra fora, outro para o único gol do Brasil no Morumbi. Não fez mais nada.

X EQUADOR – Romário participou de quatro lances em Quito. Acertou uma bola na trave, mandou duas no goleiro, e uma pra fora. Mais não fez, como todo o Brasil.

X VENEZUELA – Romário participou de quatro lances no inferno de Maracaibo. Chutou quatro bolas a gol. E fez os quatro gols. Foi contra a Venezuela, sei. Mas quem mais sabe fazer isso?

X BOLÍVIA – Chutou cinco bolas no gol. Fez três, e acertou duas vezes a trave.

6 de julho de 2001

Nada como uma semana depois da…

Ele levou seis dias para fazer o mundo. A Conmebol levou outros seis para acabar com a América do Sul. Num dia decidiu o que deveria ter decidido meses antes, tirando da convulsionada Colômbia o direito adquirido (e, depois, sequestrado) de sediar a Copa América.

No dia seguinte, em vez de fazer a competição no Brasil (como pedia a lógica, e mandava quem manda), a entidade, por meio das pessoas que desmandam nela, teve a genial idéia de adiar a competição para o ano de Copa do Mundo. Brilhante. Só não se sabia se depois do banquete asiático, em agosto (o que dispensa comentário), ou em janeiro, mês de férias dos boleiros dos clubes sul-americanos, mês que nenhum clube europeu iria liberar qualquer jogador para o torneio.

Mais não seria preciso escrever. Mais é dever falar. Os mesmos cartolas que garantiram que não havia garantia na Colômbia há uma semana, agora garantem que o país é outro. Que as guerrilhas se dão com as milícias, que o presidente de plantão tem a situação sob controle, e que o cartolão que ameaçara todos os visitantes não quis dizer exatamente que “nenhum país seria bem tratado se a Copa América não fosse na Colômbia”. Imagine…

Nada como uma semana depois da outra, e algumas reuniões no meio. O que era um inferno até que não tem tantas trevas assim. O que era inadmissível pode muito bem ser admitido. O que foi perdido em uma semana pode ser recuperado sem problema. O que foi dito há sete dias já foi esquecido. Qual o problema?

Eu quero mesmo que toda a cúpula da Conmebol curta esses dias de Copa na Colômbia.

Zidane

Vale US$ 66 milhões e muito mais se Anelka valia US$ 28 milhões pegos pelo Real Madrid em 1999. Só não sei se eu pagaria tudo isso por um jogador com a idade dele.

Zagueiro

Thuram é um dos melhores zagueiros do mundo. Quando quer, também um dos melhores laterais. Mas ele vale US$ 39 milhões?

Goleiro

Buffon vai ser o melhor goleiro da Europa. Talvez venha a ser o melhor do mundo. Mas você pagaria US$ 35 milhões por um goleiro, como fez a Juventus?

Preços

Não sei se pagaria tanto por Buffon. Mas, certamente, eu daria 1,4 milhão para ter Rogério Ceni na minha meta, e fazendo uns golzinhos de falta, também. N.R.-2009 – O goleiro são-paulino estava brigando com a diretoria por conta de uma suposta proposta do Arsenal

AVISO AOS NAVEGANTES – Estou com os pés para cima até domingo. Por isso não estou liberando os comentários. Mas pode deixá-los por aqui. Muito grato pela atenção e paciência, mais uma vez.

8 ou 80 – 24 a 30 de junho de 2001

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Toda semana, o blag faz uma sessão de regressão. Volta oito anos aos meus textos publicados à época nos veículos onde trabalhava.

Em junho de 2001, escrevia uma coluna diária no “Agora São Paulo”, uma coluna semanal no portal PSN.com, canal a cabo onde trabalhava como comentarista, além de também comentar na Band.

Notas que contam um pouco da bola que rolava então, com palpites e pitacos de época. Com todos os erros e raros acertos deste que vos tecla.

Por que oito anos? No futebol, é o tempo exato entre duas Copas do Mundo. Tempo mais que suficiente para tentarmos entender onde erramos.

25 de junho de 2001

NOTA DO REDATOR-2009 – Felipão começava a preparar o Brasil para a estréia dele, contra o Uruguai, no Centenário

Camisa-de-força

Erro básico da maioria dos técnicos de Seleção é desenhar um esquema tático e nele prender os convocados. É o time que faz o jogo, não o treinador. Técnico de seleção deve ter suas ideias de jogo. Mas sempre terá de adaptá-las ao time, jamais o contrário – como tantos já fizeram. Felipão é o boné da vez. Tem mais qualidades táticas que os detratores imaginam. Está preparando algumas opções distintas para esse Brasil. Se derem a ele tempo (que jogadores ele tem), o Brasil pode fazer desse discurso todo uma linda canção de vitória.

Principalmente se ele escalar um meio-campo mais leve que esse que vem treinando. Com três zagueiros dá para o Brasil atuar com um só volante.

26 de junho de 2001

N.R.-2009 – Felipão não sabia que time levar para a Copa América na Colômbia

Férias coletivas aos estrangeiros

Vale a pena tirar as férias dos europeus para desgastá-los em mais uma Copa América? E ainda por cima na Colômbia convulsionada? Compensa deixar mais gente boa sem descanso a um ano do Mundial? Para que esgotar Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu, Émerson, Antonio Carlos, Lúcio e companhia num torneio esvaziado pelas Eliminatórias?

São perguntas com respostas mais ou menos óbvias. Motivos também existem para Felipão aproveitar o torneio para dar liga a um time que só terá tanto tempo junto na Copa de 2002. Com o elenco escalado para uma competição oficial, a cobrança será maior. O técnico poderá testar novos modos de jogar, adaptar funções, e investir em algumas apostas. Por outro lado, qualquer tropeço do grupo titular contra seleções mistas dos vizinhos da América pode desencadear processos semelhantes aos que levaram Luxemburgo e Leão a você sabe onde – e aonde a gente não sabe mais nada.

Fosse eu o técnico, não levaria Rivaldo, Roberto Carlos, Cafu, Émerson, Antonio Carlos, Lúcio e Élber para a Colômbia.

Supertécnicos…

Na Band, Levir Culpi, Candinho e Carlos Alberto Torres desceram a lenha no 3-5-2. E todos elogiaram Tite, que foi campeão de tudo com um 3-4-1-2… Os três falaram que o “3-5-2” está ultrapassado na Europa. De fato, “só” o campeão europeu (Bayern de Munique) joga desse jeito. E a “europeia” Argentina, com o 3-3-1-3, também.

Nós, jornalistas, damos muita bola aos técnicos. E, também, damos algumas boladas que eles não merecem. Eles não são tudo. Mas também não são pouco.

27 de junho de 2001

N.R.-2009 – CBF e Pelé apresentam projeto de calendário

Um Pelé por trás e dois pés atrás

Para os donos da bola, calendário no futebol é como aquela folhinha na parede de borracheiro ou no quarto de adolescente: é um negócio onde são mostradas as vergonhas das pessoas que estão bem na foto.

Esses mesmos homens de bravatas e gravatas já marcaram até a data da final do Brasileirão-2005 [N.R.-2009 – E o melhor é que acertaram...] - embora não saibam quantos times participarão do campeonato deste ano… Sem credibilidade, eles foram jogar com Pelé. Com Ele por trás, o torcedor com o pé atrás em relação aos cartolas fica menos cético. Ou menos crítico.

Podem até cumprir o prometido. Mas quem promete que a bola saiu ganhando com isso? Enquanto o Brasil não se adaptar ao calendário mundial da Fifa (férias em julho), não há jeito de a CBF arrumar tempo para a Seleção. Enquanto o Brasileirão tiver mais de 20 clubes, não há como torná-lo viável. Enquanto o maior campeonato nacional de clubes do planeta continuar sendo disputado no menor espaço de tempo do mundo [agosto a dexzembro], não dá para sonhar com menos jogos e mais futebol. Enquanto a pré-temporada (sic) durar quatro dias (como está previsto para o campeão brasileiro deste ano), não há como racionalizar nada. Só racionar.

Se a temporada começasse em agosto, seria possível dar mais tempo ao que mais importa (o Brasileirão), e menos bola aos tantos torneios eliminatórios bolados – ou eliminados do calendário. O nível técnico do Brasileirão seria melhor, a repetição de jogos dos vários torneios do primeiro semestre seria evitada, e daria até datas para um torneio internacional. Um bom campo para dar cancha a nossos times e atletas, globalizando a nossa bola. Na melhor acepção do termo

8 ou 80 – 10 a 16 de junho de 2001

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Toda terça-feira, o blag faz uma sessão de regressão. Volta oito anos aos meus textos publicados à época nos veículos onde trabalhava.

Em junho de 2001, escrevia uma coluna diária no “Agora São Paulo”, uma coluna semanal no portal PSN.com, canal a cabo onde trabalhava como comentarista, além de também comentar na Band.

Notas que contam um pouco da bola que rolava então, com palpites e pitacos de época. Com todos os erros e raros acertos deste que vos tecla.

Por que oito anos? No futebol, é o tempo exato entre duas Copas do Mundo. Tempo mais que suficiente para tentarmos entender onde erramos.

11 de junho de 2001

NOTA DO REDATOR-2009 – Primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil – Grêmio 2 x 2 Corinthians –

Vários jogos numa só decisão de Copa

Um clássico com vários humores. Uma só partida pareceu todo um campeonato. O Corinthians competitivo, esperando um Grêmio que não vinha no primeiro tempo. Um Timão letal, que acertou um chute e ganhou o placar nos 45 iniciais.

Bastaram mais três chances em três minutos para o Corinthians botar os pés na Copa do Brasil. Um golaço típico de Muller, e o Timão só faltava dar a volta no Olímpico. Tinha a partida aos pés, o Grêmio amuado, e o gremista, calado. Até o contrapeso de Paulo Nunes mostrar que vale mais do que pesa. Luís Mário fez um gol, e ganhou outro de Maurício (até então irrepreensível).

Reação 100% gremista. De um time comum e conformado, a um adversário temível e imprevisível. A pressão durou até Luxemburgo reacertar o Timão com Gil, e dar a Marcelinho a liberdade do atacante que fez um gol, e armou todo o lance para Muller fazer o dele. Com o Corinthians mais uma vez animado e ousado, o jogo voltou a ser alvinegro. Menos o placar. Afinal, do outro lado, tem a camisa do Grêmio para equilibrar as bolas, e reverter uma derrota anunciada. A ponto do gremista deixar o estádio com a sensação de que que não foi ruim o empate com gols em casa, até pela absurda permanência de Eduardo Costa em campo.

Não foi tão mal assim ao Grêmio, e poderia ter sido muito melhor ao Corinthians. Mas não há quem negue ao time de melhores jogadores as maiores chances de título.

12 de junho de 2001

N.R.-2009 – Leão foi demitido no aeroporto de Tóquio por Ricardo Teixeira. Há menos de um ano da Copa-02, o Brasil perdia o terceiro treinador das Eliminatórias

Quem salva um país perdido na selva?

Leão convocou 62 jogadores para 11 jogos do Brasil. São quase seis times para não formar equipe alguma. Leão não deu bola para a base (mal) formada por Luxemburgo. Fez da seleção um laboratório de cobaias em vez de uma academia de cobras. Dançou com o seu “futebol bailarino”, mais para o bate-lata do Stomp que para a graça do Bolshoi.

Vem aí um novo técnico. Poderia até ser o próprio Leão, que já não seria o mesmo. Com o boné na guilhotina, ele precisaria rever a atitude e o time. Por pressão, e pela própria intenção, Leão seria um técnico diferente desde a convocação para o Uruguai. Chamaria um time diferente. Mas tudo acabou sempre igual na CBF.

Esse novo técnico poderia ser cobrado e analisado pelos 15 dias de trabalho para pegar o Uruguai. O atual, não. Mesmo que Leão tenha se perdido, não há outro nome que venha com uma bússola, um mapa, um GPS, um manual de instruções, e, mais que tudo, um punhado de craques entrosados.

A questão de hoje é muito mais de técnica que de técnico. Ontem, sim, os treinadores têm suas culpas na formação dos times e dos boleiros da hora. Mas não serão eles que vão resolver as questões de campo. São sempre os jogadores. E será cada vez menos o técnico se seguir a sanha de cortar a goela dele a cada derrota. Não haverá treinador que aceite comandar o Brasil com tanta pressão. Não há técnico que tente mudar e ousar com tanta falta de paciência.

13 de junho de 2001

N.R.-2009 – Boca 2 x 2 Palmeiras na Bombonera, pela semifinal da Libertadores. A volta seria no Palestra. O Palmeiras de Roth precisava estar esperto com os pênaltis.

Penalidades de fato

Marcos tem dito o que aqui se fala desde 2000. O Boca sabe como o Palmeiras bate os pênaltis. O Verdão só sabe como Schelotto bate. O Palmeiras é o time que mais jogou (sete vezes) e mais ganhou (seis) disputa por pênaltis na Libertadores. “Só” perdeu para o Boca, que ganhou dois títulos assim. Na final de 2000, os batedores de pênaltis do Verdão repetiram os cantos das cobranças anteriores. O goleiro Córdoba acertou todas elas. No Mineirão-2001, três dos quatro batedores do Palmeiras que chutaram pênaltis no São Caetano repetiram os cantos contra o Cruzeiro. O time jura estar mais atento.

14 de junho de 2001

N.R.-2009 – Felipão deixou o Cruzeiro e assumiu a Seleção em crise técnica, tática, política, administrativa e moral

E a nave vai para qualquer lugar

O transatlântico bateu no fundo. Encalhou por incúria dos incompetentes do timão, por imperícia da marujada que ainda se acha a tal, por ganância dos donos da barca. Não faltaram alertas vindos dos ventos. Outras embarcações em outros mares já passaram por tormentas iguais. Todos sabiam – ou deveriam saber – dos perigos de uma rota desgovernada, de um mar que já não está mais para peixes graúdos.

A poderosa embarcação está à deriva. Vaza água por todos os cantos e ladrões. Agora não adianta mudar a tripulação, os marujos, os almirantes, as rotas. Um dia ela afunda. O casco está comprometido. Corrompido. Pode tirar espuma do convés, pode tirar a lama do porão, não tem jeito. É hora apenas de escapar da tempestade para afundar em mares mais amigos.

Ainda vai dar para chegar do outro lado do mundo. O caminho não é tão longo, os perigos, menores. Na pior das hipóteses, uma escala lá pela Oceania N.R.-2009 – se não se classificasse direto, o Brasil teria de enfrentar a Austrália na repescagem para a Copa-02 . Parada menor para quem cruzou o Oceano, mas a maior vergonha para quem era senhor de todos eles.

Uma vez em terra firme, o transatlântico irá a pique. Tempo de mudar tudo e quase todos. Afogar as mágoas. Afundar os erros. E, com eles, os errados. Os senhores do leme. Gente que, se tiver uma gota de dignidade, deve seguir com a barca até o fundo. Até o fim. Só com os ratos como companhia.

PS: o novo chefe N.R.-2009 – Scolari conhece a tropa, dorme de coturno, sabe manejar o canhão, não hesita em mandar gente para o trampolim, e coloca coisas e coisos nos lugares. Veste o uniforme sobre a camisa social, e é o único a chamar o dono do barco furado de “Ricardo”, e não de “doutor (?) Ricardo Teixeira”.

Para uma Copa do Mundo, nada melhor que um copeiro como Felipão. Um técnico que sabe treinar o time, o clube, o gandula, a torcida, a imprensa, e até a alma. Respeitado fora de campo, Felipão faz respeitar no gramado. É o chefão que arruma a bagunça, é o paizão que dá o relho no lombo ou o conselho no ouvido. Felipão arma bons times com elencos medianos, e grandes times com grupos acima da média. Defende bem, e é mais ousado e inventivo que seus detratores.

Mas Felipe também briga com quem não deve, elogia quem não merece, nem sempre joga bonito, não tem paciência, e não dá privilégios aos privilegiados.

15 de junho de 2001

N.R.-2009 – Novo 2 x 2, nova vitória do Boca Juniors sobre o Palmeiras, nos pênaltis, desta vez no Palestra

Ri por último quem o Riquelme tem

Cento e oitenta minutos de Riquelme na decisão, 90 minutos de (R)Ubaldo Aquino na Bombonera, 20 minutos de descontrole defensivo no Palestra, e mais três pênaltis perdidos numa série de cinco. Foi o fim.

O Palmeiras não foi enorme como na Argentina, mas deixou o coração na grama. Apertado pelo cerco do Boca, desarmado pela marcação inteligente dos argentinos, desarticulado pela escalação infeliz de Roth, e destronado pela atuação pavorosa de toda a defesa, o Verdão quase perdeu tudo em 20 minutos. Só foi se achar quando Juninho achou Fábio Júnior, e ele, o gol. Reação perdida por um quadrúpede que deu uma tesoura no bandeirinha, e por uma entrada animal de Alexandre. Violências que violentaram a recuperação verde.

Nem todos os erros do time e os acertos do toureiro Riquelme derrubaram o Palmeiras. O Verdão tirou força das fraquezas, driblou as limitações como Riquelme finta o mundo, e tomou a bola do Boca como se fosse o 10 argentino. Empatou na raça e na sorte dos que trabalham, e quase venceu no suor e no sangue dos que sabem. Mas ficou mesmo no 2 a 2 igual ao da Argentina, igual a tantas decisões nos pênaltis.

E, como em 2000, Córdoba sabia (quase) todos os cantos dos cobradores. O Palmeiras, nenhum. Mesmo se soubesse, o Verdão continuaria errando, como Alex bateu no mesmo canto esquerdo de sempre. Lopes e Muñoz bateram diferente e fizeram seus gols. Arce também mudou a cobrança. Mas bateu errado como Basílio.

O Palmeiras não perdeu para o Boca (como não venceu o Cruzeiro, e nem o São Caetano). Foi derrotado pelo apito de Aquino. E pelo talento de Riquelme.

16 de junho de 2001

Se não tem você, então vai tu mesmo

Tu. A segunda pessoa do singular. Felipão é a primeira pessoa a dirigir a seleção a falar tu – Falcão só vai de “tu” em papo amigo. Felipão vai com tu na coletiva, no cantão com o jogador, até na conversa com o “Ricardo”, o presidente da CBF que ele não chama de “doutor”. É o jeito do homem que veste a camisa (e o agasalho) dos times que dirige, que bebe o guaraná do patrocinador, mas que não engole qualquer coisa.

O melhor de Felipão é que ele sabe o que tem de pior. Autêntico, ele põe para fora tudo que pensa e que faz. Só não consegue, por ironia, transmitir o sujeito legal e justo que é. O seu jeito bronco impede que a pessoa amiga e fiel também apareça.

Esse é o comandante do Brasil até a Copa. O chefe dos “32” que ele já fechou. Se sou contra “grupos fechados” como a seleção lazarenta de 90, também não gosto de grupos escancarados como os 116 de Luxemburgo, ou os 62 de Leão. A Argentina de Bielsa é esse timaço aí também por ter convocado apenas 35 atletas para as eliminatórias, contra os 72 (!) chamados por Luxemburgo, Candinho, Leão e Felipão (!%$?).

Fechar um elenco com 32 opções não é o fim do mundo. É o início para reconquistá-lo. O que faltou ao Brasil até agora foi definir uma base (seja qual for), e nela insistir. Nela teimar. Tentar fazer dessa seleção um time competitivo, equilibrado, eficiente. Um time de Felipão. Nem sempre agradável de ver. Quase sempre lindo de torcer.

Uma equipe, aliás, simples como o discurso do chefe. Sem frase feita, sem marketing, sem neurolinguista, sem profissionalismo de bravata e gravata. Mas com amadorismo de agasalho no corpo e pé no chão.

BASES

Manter a base é corrigir erros e melhorar acertos. O Brasil campeão de 94 tinha 10 jogadores da seleção 9a. colocada na Itália, em 90.

A Itália bicampeã mundial em 1938 tinha 4 campeões de 34. O Brasil campeão de 58 tinha de 54 os craque Didi, Nilton Santos, Djalma Santos, Mauro e Castilho. A Argentina campeã de 78 escalou apenas 3 jogadores que fracassaram na Alemanha em 74. Mas um deles, Mario Kempes, foi o melhor da Copa. O Brasil bicampeão em 62 usou 14 jogadores campeões na Suécia, em 58. Nenhum outro campeão repetiu tanto o time. E que time! O Brasil de 70 tinha 6 que fracassaram em 66 (Pelé, Gérson, Tostão, Jairzinho, Brito e Edu). A Inglaterra campeã em 66 tinha 10 dos jogadores eliminados por nós em 62. A Alemanha-74 tinha 7 do time de 70; a Itália-82 vinha com 11 de 78; a Argentina-86 teve 4 de 82; a Alemanha de 90 jogou com 7 vices em 86.

AO VIVO – URUGUAI 0 X 4 BRASIL

sábado, 6 de junho de 2009

Centenarazo!

Uruguai pressiona, perde gols, Júlio César faz os milagres usuais, o Brasil fica acuado, mas, no contragolpe, faz 4 x 0. Vitória típica da Seleção de Dunga. A primeira em Montevidéu em 33 anos. A maior do Brasil no Uruguai

Trinta e três anos é muito tempo. Sete partidas (quatro derrotas e três empates), nem tanto. 0s 4 a 0 do Brasil sobre o Uruguai foram históricos. A atuação, nem tanto. O melhor ataque das Eliminatórias, o uruguaio, teve ao menos dez chances de gol. O Brasil, mais uma vez no contragolpe, teve oito. E marcou a metade. Com dois gols dos representantes da melhor defesa da competição – Daniel Alves (que ainda salvou na boca da meta mais dois gols uruguaios) e Juan (que fez de cabeça, e ainda ajudou a anular o artilheiro europeu da temporada – Diego Forlán).

Belíssimo placar. Atuação, nem tanto. Típica partida do Brasil de Dunga. Os laterais presos (Kléber não apoiou e não marcou), e Daniel Alves avançando pouco para uma Seleção brasileira. Mas, quando ele foi, ganhou um gol de Viera, num chute de 40 metros, o primeiro brasileiro, aos 11, que quicou no horroroso gramado, e traiu o goleiro.

O Uruguai seguiu martelando, também pelo recuo excessivo dos três do meio brasileiro. Gilberto Silva era quase um quinto zagueiro, com Elano e Felipe Melo mais volantes que armadores pelos lados, afundados em nossa área. Kaká distante deles, e sem o brilho usual. Robinho apenas aberto pela esquerda, e só Luís Fabiano brigando demais com a zaga. A ponto de sofrer, aos 32min, um pênalti de Váldez não marcado pelo árbitro que deixou o jogo correr.

O 1 a 0 Brasil já era muito quando, aos 35, num escanteio, Juan cabeceou e Viera defendeu. A bola foi parar de novo à direita, desta vez para o passe preciso de Elano na cabeça de mais um zagueiro-artilheiro: Juan, 2 x 0 Brasil. Pronto. O Uruguai saiu ainda mais para o jogo, e Júlio foi ainda mais o excepcional goleiro que é.

O Uruguai voltou do intervalo com três atacantes, mais Forlán recuado como meia, e abriu-se de vez para o contragolpe brasileiro. Algo que não se pode fazer jamais: numa bela trama, Luís Fabiano fez 3 a 0, aos 6. O Uruguai ainda lutou, mas o Brasil acertou o pé no contragolpe. O árbitro errou ao expulsar Luís Fabiano, aos 19. E, mesmo com um a menos, dez minutos depois, Kaká fez o quarto, no pênalti infantil que ele mesmo sofreu.

Na maior vitória brasileira no Uruguai em 93 anos de clássico.

Numa partida para celebrar pela felicidade suprema que é ter a meta defendida por um goleiro como Júlio César.

Numa goleada para louvar a capacidade ofensiva do ataque, ou melhor, do contragolpe brasileiro.

Mas num jogo que merece debate: o Brasil só funciona no contra-ataque? Nosso contra-ataque é a melhor defesa?

ABAIXO, o minuto a minuto escrito DURANTE a goleada brasileira.

FAIXA DA TORCIDA URUGUAIA – “1950-2014 – A história deve continuar”

MACHUCADOS – Maicon

SUSPENSOS – Lugano e Cristián Rodríguez.

URUGUAI – 4-4-2. Viera-1; Maximiliano Pereira-16, Valdez-2, Godín-3 e Cáceres-11; Martinez-5, Perez, Eguren-8 e Alvaro Pereira-14; Suárez-9 e Forlán-10 (capitão) – TÉCNICO – Oscar Tabarez

BRASIL – 4-3-1-2. Júlio César-1; Daniel Alves-2, Lúcio-3 (capitão), Juan-4 e Kléber-6; Gilberto Silva-8; Elano-7 e Felipe Melo-5; Kaká-10; Luís Fabiano-9 e Robinho-11. – TÉCNICO – Dunga.

BANCO – Gomes; Ramires; Nilmar

ÁRBITRO – Saul Laverni (Argentina) – Guistavo Esquivel (Argentina) e Ariel Bustos (Argentina)

COMEÇOU – 16h02.

5min – Jogo de estudos, logo, chato. Brasil aposta na bola longa, Uruguai tenta jogar.

8min – Juizão deixa o jogo seguir, e não marca falta dura de Kléber em Martínez.

10min – Forlán sai bastante da área, e tenta armar no gramado muito ruim do Centenário.

11min – Uruguai assume o ataque. Brasil, o contragolpe.

11min20s – GOOOOOL. 1 X 0 BRASIL. DANIEL ALVES. DA MEIA-DIREITA. PÉ DIREITO. GLUGLUGLUGLUGLU. Bomba de longe, a bola bateu no gramado horroroso, e matou Viera, que foi muito mal no lance.

12min – Uruguai responde em jogada de fundo, em falha da zaga brasileira.

13min – Gol caiu do céu, e das mãos do goleiro uruguaio. Hora de trocar a bola, e não recuar ainda mais, dando campo e bola pro rival.

14min – Martinez, impedido, faz gol. Mas de novo passou como quis por Kléber.

18min – Daniel Alves agora salva o empate, em mais um lance de bola parada charrúa, antecipando-se a Alvaro Pereira. PLACAR VIRTUAL 1 X 1.

20min – AMARELO. L.Fabiano. Falta dura e tola na lateral do campo. Está fora do jogo contra o Paraguai…

21min – Mais uma bola cruzada que passa pela área brasileira.

21min – Adivinhe: Daniel Alves salva o segundo gol dos homens, sobre a linha, em boa jogada pela direita. Na sequencia, bomba de longe, a zaga bobeia. Tá difícil. Recuamos demais. PLACAR VIRTUAL – 2 x 1 URUGUAI.

26min – Eguren, de cabeça, à direta de JC. Cruzamento da direita, ninguém acompanhou o volante. PLACAR VIRTUAL 3 x 1.

29min – Segue a pressão. Os caras em cima da gente, e não conseguimos sair. Kaká distante dos três do meio, e esses três muito enfiados em nossa área.

31min – Bela arrancada de Felipe Melo, que serviu L.Fabiano, que chegou tarde.

32min – Pênalti que o argentino não marca. Kaká lança e L.Fabiano cai na área, derrubado por Valdéz. Nada. Brasil dá uma aliviada na pressão. Apenas por fazer o meio sair de trás.

34min – Belo calcanhar de Robinho pra D.Alves, Cáceres salva. Equilibramos o jogo.

35min – Juan de cabeça, bela defesa de Viera, depois de escanteio da direita.

35min – GOOOOOOOL. 2 X 0 BRASIL. JUAN. CABEÇA, DENTRO DA ÁREA. No rebote do goleiro e do bico de Eguren, a bola sobra para Elano, pela direita, que cruza bem no primeiro pau para o zagueiro, que se antecipa e faz o segundo gol. PLACAR VIRTUAL – 3 X 2.

38min – Alvaro Pereira sozinho toca no canto direito de JC, que faz espetacular defesa. Na sequencia, Suárez divide com o goleiro, que alivia com os pés. PLACAR VIRTUAL – 4 x 2 URUGUAI.

40min – Bela arrancada de Kaká pela esquerda. Brasil vai bem no contragolpe contra um Uruguai que segue se mandando à frente. E Kléber continua sem marcar bem pela lateral. Toda bola é cruzada na área brasileira.

43min – Suárez, cara a cara, bate: JC, pra variar, fecha o ângulo e defende. Na sobra, Suárez bate, a bola vai pra fora. Que fase a do goleiro. E já dura uns três anos. PLACAR VIRTUAL – 5 x 2 URUGUAI.

INTERVALO – Típica partida do Brasil de Dunga. Contragolpe, recuado, Júlio fazendo milagre, aproveitamento total das chances: 2 x 0 Brasil. Mas é preciso jogar mais.

RECOMEÇOU – 17h07

MUDOU URUGUAI – Saiu o volante-direito Pérez e entrou o centroavante Loco Abreu-13. Eles trocam o 4-4-2 pelo 4-3-3. Suárez abre como ponta pela direita, Abreu fica centralizado, Alvaro Pereira abre pela esquerda, e Forlán recua um pouco. É algo mais próximo ao 4-2-1-3, com Martínez e Eguren com os volantes.

6min40s – GOOOOL. GOLAÇO. 3 X 0 BRASIL. LUÍS FABIANO. PÉ DIREITO. DA PONTA DIREITA. Os caras dão mole, dão espaço, dão contragolpe, a seleção nem precisa jogar muito. Belo contragolpe puxado por Robinho, com Kaká, com o passe final de Elano para Fabiano estufar a rede. Definitivamente: não se pode atacar o Brasil. Qualquer Brasil. PLACAR VIRTUAL – 5 x 3 URUGUAI.

9min – Robinho pela mal na bola e joga à esquerda bom contragolpe nacional. PLACAR VIRTUAL 5 x 4 URUGUAI.

10min – Zurdazo de Forlán, uma bomba de canhota, boa defesa de JC. PLACAR VIRTUAL – 6 X 4 URUGUAI.

12min – AMARELO. Valdéz.

13min – Luís Fabiano perde ótima chance, em grande defesa de Viera. PLACAR VIRTUAL – 6 x 5 URUGUAI.

15min – Desta vez é Godín que faz falta na entrada da área sobre o imparável L.Fabiano e o árbitro nada marca. No contragolpe, o Brasil faz a festa. Não tem jeito: para enfrentar a Seleção Brasileira, qualquer que seja nosso time, qualquer que seja nosso técnico, é dever não dar o espaço que foi dado ao contragolpe brasileiro. É pedir para perder feio. E nem precisa o Brasil jogar bonito.

17min – Maximiano Pereira manda o zurdazo à esquerda de JC. PLACAR VIRTUAL 7 X 5 URUGUAI.

18min – L. Fabiano aparece livre e bate para ótima defesa de Viera. PLACAR VIRTUAL 7 x 6 URUGUAI.

19min – VERMELHO. L.Fabiano pula para não se chocar com o goleiro, e não simulou pênalti. Caiu na área porque a Lei da Gravidade é anterior a do futebol. Menos para o árbitro, que deu o segundo amarelo, e o expulsou injustamente. Brasil fica no 4-3-2, com Kaká e Robinho à frente, G.Silva à frente da zaga, Ramires e F.Melo pelos lados.

20min – MUDOU – Saiu Alvaro Pereira, e entrou Fernández, no Uruguai.

20min – MUDOU – Saiu Elano, e entrou Ramires. É o caso de Dunga poupar gente para o jogo duríssimo contra o Paraguai.

24min – Ramires recebe livre pela direita e mandou mal, à direita, na sua estreia pelo Brasil. PLACAR VIRTUAL 7 x 7.

26min – PÊNALTI! Kaká derrubado na área em pênalti infantil de Godín. Desnecessário, em belo passe de Daniel Alves.

29min12s – GOOOOOOL. 4 X 0 BRASIL. KAKÁ. PÉ DIREITO. MEIA ALTURA, CANTO ESQUERDO. Goleiro do outro lado. Que coisa. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 8 X 7. E com um jogador a menos.

MUDOU URUGUAI – Saiu Suárez, entrou Cavani no ataque.

34 – E o Uruguai segue no ataque. Mas já é a maior vitória brasileira no Centenário. Apenas quarta na história.

35min – Mais duas defesas impressionantes de JC, no mesmo lance. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 8 X 8.

38min – NO TRAVESSÃO! Bomba de Abreu na frente de JC. PLACAR VIRTUAL – URUGUAI 9 X 8.

40min – MUDOU – Sai Robinho e entra Júlio Baptista; sai Kaká e entra Josué. Demorou a mexer Dunga.

41min – VERMELHO. Maximiliano Pereira chuta Ramires. Bem expulso. 10 x 10 em campo.

44min – Adivinhe. Espetacular defesa de Júlio César. Já perdeu a graça. PLACAR VIRTUAL – URUGUAI 10 X 8.

45min – AMARELO. Eguren. Falta dura.

ACABOU – A maior vitória da história do Brasil em 93 anos de clássico no Uruguai.

NOTAS -

JÚLIO CÉSAR – Seis estupendas defesas. Ou maravilhosas. Ou sensacionais. Que fase! E fase que já dura meses! Nota 10.

DANIEL ALVES – Cresce nas decisões da Seleção. Levou sorte no primeiro gol, e salvou mais dois no primeiro tempo. Se teve problemas com Alvaro Pereira, mais não merece ser cobrado. Nota 8.

LÚCIO – Rebateu quase tudo, e teve problemas no jogo aéreo. Salvo por JC – 6.

JUAN – Melhor que o companheiro, sofreu com Abreu e com a movimentação de Forlán. Salvo por JC, mas fez um gol – 7.

KLÉBER – Apoiou pouco e sofreu muito com Martínez. Deixou várias bolas serem cruzadas na área – 5.

GILBERTO SILVA – Eficiente demais, teve de atuar quase como um quinto zagueiro. Mas ainda queria um Brasil mais aberto, mais brasileiro, mais leve no meio – 6.

ELANO – Belo passe para o gol de Juan, muita luta e trabalho para fechar o lado direito – 6.

[RAMIRES - ótima movimentação para uma estreia. Se jogar mais vezes como volante no Cruzeiro, pode ser titular - 6]

FELIPE MELO – Discreto como sempre, teve mais trabalho para ajudar Kléber – 6.

KAKÁ – Para o jogador que é, pareceu cansado e sem muitas ideias. Ainda assim, sofreu o pênalti e articulou o terceiro gol – 7.

[JOSUÉ - sem nota]

LUÍS FABIANO – Sofreu um pênalti não marcado, recebeu dois cartões discutíveis, fez um belo gol, e esteve muito isolado – 8.

ROBINHO – Apagado, muito aberto pela esquerda, poucos lances objetivos ou de efeito – 6.

[JÚLIO BAPTISTA - sem nota]

DUNGA – A maior vitória brasileira no Uruguai, a primeira em 33 anos, 4 x 0? Ainda assim, há como discutir um Brasil muito recuado, que só funciona quando o rival dá o campo e o mole que deu a defesa uruguaia. Mas não há como rebaixar a nota do treinador – 8]