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Arquivo da Categoria ‘Arbitragem’

Nem pênalti, nem escândalo

domingo, 14 de novembro de 2010

Tem quem, como eu, que gosta do Brasil de Telê, em 1982, vencedor sem ter sido vitorioso. Tem quem prefere sempre, de qualquer modo, a vitória a qualquer modo, como o Brasil de Parreira, de 1994. São jeitos distintos de ver a vida e a bola. Quem está certo? Quem está errado?

Tem quem, como eu, que gosta de ver um jogo mais corrido e menos corroído, mais jogado com a bola, não se jogado dentro da área. Tem quem prefere a partida mais pegada, a faltinha no jogador que cai toda hora, e todo árbitro brasileiro cai na queda do canastrão.

Mas, no Brasil, quem não gosta do que se atira no campo é atirado aos leões. É o quinta-coluna. O vendilhão do templo. O safado. O ladrão. Quando, de fato, é apenas mais uma teoria. Uma filosofia, porém, que privilegia quem sabe jogar e não se atirar.

Tem quem, como eu, que adoraria falar da bela atuação do Cruzeiro na derrota para o Corinthians. Nas variações táticas de Cuca, do 4-2-2-2 que vira 4-3-1-2 e passa a 3-4-1-2. Da proposta mais retraída de Tite, que atrai o rival para tentar detoná-lo nos contragolpes, como bem fez contra o São Paulo, e não soube fazer contra o Cruzeiro.

Mas é dever falar da arbitragem. Diga-se, do melhor árbitro que pintou na área nos últimos anos. Mas que deu de marcar todos os pênaltis à moda da casa. Incluindo o que Montillo perdeu contra o Galo, quando nada fez Werley para cometê-lo; incluindo um que eu também não marcaria de Gil em Ronaldo, por mais que tenha marcado bobeira o cruzeirense ao trombar nas costas do Fenômeno, num lance que pode ser interpretado como tranco de ombro nas costas, logo, pênalti, por imprudência. Falta que eu não marcaria em área alguma. E a arbitragem, em regra que foge a ela, não marcaria na grande área do mandante. Lance duro de jogo. Daqueles que acontecem em todos os momentos. E não merecem perder o tempo de jogo para marcá-los.

Mas essa é apenas mais uma opinião em lance realmente polêmico. Discutível.

Indiscutível é apenas que não existe uma só interpretação para ele. Qualquer um que diga que “foi muito pênalti” ou que “não foi nada pênalti” estará exagerando. Como tudo é quase sempre exagerado envolvendo o Corinthians. O anticorintianismo é tão fanático quanto o corintianismo.

Não importa (por mais importante que seja) o beneficiado e o prejudicado nessa rodada. Até porque, para mim, não foi pênalti, nem escândalo. Não marcaria esse pênalti, mas entendo quem interprete como Sandro Ricci.

Só que entendo que, ao marcar faltas como essa, a arbitragem ajuda a disseminar a indústria dos pênaltis. Mudando a própria estratégia do jogo.

Foi o que fez Thiago Ribeiro, no primeiro tempo. Tinha tudo, como ótimo atacante que é, para tocar na saída de Júlio César e abrir o placar. Preferiu driblar o ótimo corintiano e deixar a perna para ser atingido pelo goleiro. Trocou um gol quase certo por um pênalti incerto, caindo na tese de que quase toda queda é pênalti no Brasil, quase todo esbarrão é falta, quase todo grito da torcida da casa é  infração a favor do mandante. E, desta vez, para mim, no lance de Thiago Ribeiro, a arbitragem acertou. A mesma que, no fim do jogo, marcou falta quando Ronaldo foi atingido pro Gil. E, para mim, errou.

A regra é interpretativa. Toda ela é válida. Pelas fotos, o zagueiro abre os braços contra o corintiano. Como em toda foto, tudo é falta. Mas aí entra o árbitro para interpretar cada lance. E, no Brasil, infelizmente, em vez de se jogar a bola que se sabe, parece que preferimos nos jogar dentro da área. Cavarmos faltas e covas.

Por essas e por outras tantas que  Thiago Ribeiro tentou cavar o pênalti. Pelo lance marcado a favor do Corinthians outros cairão na área (junto com o nosso nível) pedindo mais pênaltis.

Respeito os tantos que acham que foi pênalti. Mesmo sendo um desrespeito a um jogo de contato físico que deveria primar pela beleza de quem joga em pé. E ganha e perde do mesmo modo. Em pé.

Para pensar na grama

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Escreve ANDRÉ ROCHA

http://blogs.abril.com.br/futebolearte

As imagens chocantes da contusão de Aaron Ramsey do Arsenal, na vitória fora de casa dos Gunners sobre o Stoke City por 3 a 1, além de trazer à tona a memória do drama vivido por Eduardo da Silva no próprio clube londrino há pouco mais de dois anos, também fazem refletir sobre um estranho paradoxo do futebol jogado na Inglaterra.

Apesar da edição 2009/10 da Premier League ser a menos forte tecnicamente das últimas cinco temporadas, a intensidade, a dinâmica e, principalmente, a velocidade continuam estonteantes. E como os árbitros deixam o jogo seguir e não marcam qualquer falta mesmo prezando a lealdade, a grande maioria dos jogo é disputada num ritmo que tira o fôlego até de quem assiste.

Com cada palmo de terreno sendo cobiçado e dividido de forma cada vez mais vigorosa, em meio a tanta correria, quando um jogador erra a bola ou chega atrasado e acerta a perna do adversário, o impacto fortíssimo é capaz de romper ossos e proporcionar cenas como a que entristeceu a todos no Brittania Stadium.

As lágrimas de Shawcross na saída do campo após a justa e óbvia expulsão são a prova de que não houve a mínima intenção do suposto agressor em sequer machucar Aaron. Ele apenas queria a bola, mas chegou no lance como em todos os demais: no limite. A velocidade desproporcional acaba gerando uma violência assustadora.

O texto não é uma defesa do jogo mais lento e com muito mais faltas anotadas de outros campeonatos, em especial os disputados no Brasil. A EPL deve ser, sim, a referência de um futebol mais jogado e interessante de se ver. Porém, embora esses acontecimentos infelizes sejam exceções, já seria o momento de pensar em equipamentos modernos mais resistentes que aumentem a proteção dos atletas.

Ainda que não garanta plenamente a integridade física – e uma espécie de “armadura” seria solução exagerada, inviável e até ridícula -, qualquer iniciativa que evite ao máximo o desespero do jovem meia, de seus companheiros de time e de profissão e dos torcedores no estádio que consternaram o planeta bola será mais que bem-vinda.

Escreveu ANDRÉ ROCHA

Paradinha, árbitro atrás da meta, expulsão de quem impede um gol…

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

* Paradinha? Não se pode beneficiar jamais o infrator. Mas está parecendo festa de Carnaval de BBB a interpretação do lances nestes felizes trópicos. Melhor proibir de vez.

* Manter a expulsão do atleta que impede a marcação de um gol com o uma falta ou tocando a mão deliberadamente na bola? Sim. Pelo mesmo critério

* Árbitro atrás da meta, como vemos no futebol do Rio? Mais do que sim. Um atrás de cada gol.

Manobras desastradas

terça-feira, 22 de setembro de 2009

* Wellington Silva meteu a mão esquerda na bola e marcou o único gol de Ceará 0 x 1 Paraná, aos 42min.

* A assistente 2 viu a irregularidade e alertou o árbitro alagoano Charles Hebert. Mesmo assim, ele confiou no que havia visto. Ou pior: no que não viu.

* O erro foi grosseiro como a prepotência dele ao não admitir a posição contrária – e correta – da assistente, melhor colocada no lance.

* Ele vai ficar um tempo na geladeira – talvez fosse melhor a tundra congelada… Mas, e o autor da manobra?

* Wellington admitiu, meio como um joão-com-braço, a irregularidade, ainda no intervalo. Não teria sido melhor, porém, levantar a mesma mão para dizer que havia cometido a irregularidade? Em vez de ganhar um gol e três pontos, teria ganho manchetes pelo mundo. E seria imenso candidato para o prêmio Fair-Play 2009 da Fifa.

* Sem contar que dormiria muito melhor.

* Mas quem quer dormir tranquilo no futebol?

Para quê?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Para que pressionar ainda mais a pressionável e mais que falível arbitragem? Para que levar para outro lado uma belíssima final como a do Beira-Rio?

Fernando Carvalho é o melhor dirigente dos últimos anos do futebol brasileiro. Ajudou a fazer o Internacional ainda maior desde 2003. Não precisava disso. Por mais que eu concorde com muitas das interpretações coloradas apresentadas no DVD-dossiê, o que muda das práticas medievais de criar clima contra o apito é que, agora, é um DVD. Apenas isso.

(Sim. Quem escreve é o mesmo que bolou o tal do “bota-teima”. Mas essa é uma análise pontual de lances de um mesmo campeonato, sem a pretensão de ser a “verdade verdadeira” – sic dos sics – a respeito do tema).

Não combina com tudo de ótimo que tem sido feito no Beira-Rio essa jogada mal ensaiada. Como também não combinaria se o chororô prévio fosse corintiano. Até porque os grandes campeões como Corinthians e Internacional normalmente têm os melhores elencos, treinadores, profissionais, cartolas e, sim, também, as melhores arbitragens. Não conheço campeão azarado. Nem campeão que tenha sido severamente prejudicado pelo apito.

Sim. O futebol paulista é mais forte no bastidor. Sim. Historicamente, os clubes paulistas são menos prejudicados que os gaúchos. Sim. A mídia ama Ronaldo e os índices de audiência do Corinthians.

Mas um choro antecipado não ajuda o Internacional, não auxilia o espetáculo, não permite um trabalho tranquilo da arbitragem, não facilita a atuação do policiamento. Apenas abre mais um racha onde já existem fissuras que não fecham. Se duvidarmos da arbitragem desse modo, melhor todos ficarmos em casa.

Num momento de intolerância profunda, não é legal, não pega legal, em nada ajuda criar dossiês (de todos os lados). Só nos últimos dias pululam denúncias (com e sem aspas) de lado a lado, e sobretudo contra a pessoa de Fernando Carvalho. Num movimento criado pelo cartola que, aliás, só ajuda a alimentar as esperanças corintianas, mais animadas para responder na bola às acusações e insinuações.

Dossiê que não coloca mais gás na equipe gaúcha. Apenas infla a sanha rival.

BOTA-TEIMA – RODADA 2

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A intenção deste tira-teima (além de pedir para ser xingado mais que árbitro…) é discutir a arbitragem – sem martirizar ou santificar apitadores.

Esta é apenas uma lista subjetiva de lances em que interpretei DIFERENTE ou IGUAL ao árbitro – e sempre com a ajuda da TV, o que facilita meu trabalho, e a sua crítica.

E, se mesmo assim, eu ainda erro, imagine os mortais que apitam…

O espaço é livre para detonar este que escreve, outros que blogam e, claro, os próprios árbitros.

Não é a primeira, não será a última, e espero que não seja a única palavra a respeito do tema interpretativo. Logo, subjetivo. Logo, passional, clubista, bairrista, etc.

O BOTA-TEIMA é apenas um jeito de tentar evitar chororôs desmedidos, teorias conspiratórias, jogadas ensaiadas, achismos e outros chutes imaturos. Ou maduros até demais.

Ao final das contas e dos supostos erros, faço um saldo dos erros IMPORTANTES que tiraram – ou botaram – pontos dos times. Sempre tentando fazer um saldo de erros e acertos, com o devido – ou indevido – modo de tentar equilibrar as contas e critérios. Isto é: um pênalti marcado indevidamente ou um não marcado “valeria” como um gol, que “poderia” mudar um resultado e uma tabela.

Sempre lembrando que, nessa conta AINDA MAIS SUBJETIVA, uma equipe pode superar até a arbitragem adversa, ganhando o jogo mesmo sendo “prejudicada”. Algo que necessariamente não mudaria a classificação real.

Reiterando que tudo isso sem a pretensão de ser a única fonte a respeito de inesgotável assunto.

P.S: Lances de expulsão “justa ou injusta” não estarão contabilizados no BOTA-TEIMA.

Lances polêmicos em que entendo que a arbitragem “acertou” estão comentados no texto referente a cada partida.

Para critério de “pontuação”, um pênalti não marcado vale o mesmo que um gol anulado.

Boa corneta e bom apito!

· Os jogos que estiverem destacados em amarelo significam que tiveram o placar “alterado” por decisões da arbitragem. Isto é, os pontos foram “modificados”por conta de supostos erros de interpretação.

LANCES

São Paulo 2 x 2 Atlético Paranaense

Atlético Paranaense prejudicado; São Paulo ajudado – Wilton Sampaio (DF) não marca pênalti de Miranda em Marcinho. Estava 0 x 0.

Atlético Paranaense prejudicado; São Paulo ajudado – O assistente 1 Marrubson Freitas (DF) e o árbitro Wilton Sampaio (DF) validam gol em impedimento de André Lima. Estava 2 x 1 para o Atlético-PR.

Santos 3 x 3 Goiás

Goiás prejudicado; Santos ajudado – O assistente 2 Jair Félix (MG) e o árbitro Ricardo Ribeiro (MG) validam gol em impedimento de Kleber Pereira. Estava 0 x 0.

Santos prejudicado; Goiás ajudado – O assistente 2 Jair Félix (MG) e o árbitro Ricardo Ribeiro (MG) validam gol em impedimento de Rafael Tolói. Estava 3 x 2 Santos.

Goiás prejudicado; Santos ajudado – Ricardo Ribeiro (MG) não dá pênalti de Fabão em Jael. Estava 3 x 3.

Atlético Mineiro 2 x 1 Grêmio

Grêmio prejudicado; Atlético Mineiro ajudado – Wilson Seneme (SP) marca mão na bola de Joílson, aos 46min do segundo tempo. O ala não pareceu ter a intenção de meter o braço na bola. Faz até a menção de tirar o braço da frente, tentando dominar a bola com o peito. Árbitro estava encoberto pelo jogador gremista. Como todo lance de mão na bola/bola na mão, é bastante discutível. Eu, até por não ter convicção, não marcaria. Como também não teria marcado a bola que bateu no braço de Welton Felipe, aos 12 do segundo tempo. Estava 1 x 1.

Botafogo 0 x 0 Corinthians – Minha opinião a respeito dos dois pênaltis discutíveis a favor do Corinthians está no post da partida. Para mim, em ambos, nada: houve falta antes do Chicão sobre Juninho, no lance com Ronaldo puxado por Fahel; no segundo tempo, a bola bateu no braço de Eduardo, no segundo lance reclamado. Leia o texto para análise mais detalhada.

SALDO TOTAL – RODADA 2

PREJUDICADOS

2 pontos a menos – Botafogo, Atlético Paranaense, Goiás

1 ponto a menos – Grêmio

BENEFICIADOS

2 pontos a mais – Atlético Mineiro

1 ponto a mais – Santo André, São Paulo, Santos

NÚMERO DE VEZES EM QUE FORAM AJUDADOS OU PREJUDICADOS:

PREJUDICADOS –

Atlético Paranaense prejudicado 2 vezes

Palmeiras prejudicado 2 vezes

Goiás prejudicado 2 vezes; ajudado 1 vez

Botafogo prejudicado 1 vez

Fluminense prejudicado 1 vez

Grêmio prejudicado 1 vez

BENEFICIADOS –

São Paulo ajudado 3 vezes

Coritiba ajudado 2 vezes

Santo André ajudado 1 vez

Atlético Mineiro ajudado 1 vez

Santos ajudado 2 vezes; prejudicado 1 vez

SALDO ZERADO –

Flamengo prejudicado 1 vez; ajudado 1 vez

Cruzeiro prejudicado 1 vez; ajudado 1 vez

PLACAR DOS ERROS (somando todos os lances, quem foi mais beneficiado: o time mandante ou o visitante)

CASA 8 X 5 VISITANTE

BOTA-TEIMA – RODADA 1

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A intenção deste tira-teima (além de pedir para ser xingado mais que árbitro…) é discutir a arbitragem – sem martirizar ou santificar apitadores.

Esta é apenas uma lista subjetiva de lances em que interpretei DIFERENTE ou IGUAL ao árbitro – e sempre com a ajuda da TV, o que facilita meu trabalho, e a sua crítica.

E, se mesmo assim, eu ainda erro, imagine os mortais que apitam…

O espaço é livre para detonar este que escreve, outros que blogam e, claro, os próprios árbitros.

Não é a primeira, não será a última, e espero que não seja a única palavra a respeito do tema interpretativo. Logo, subjetivo. Logo, passional, clubista, bairrista, etc.

O BOTA-TEIMA é apenas um jeito de tentar evitar chororôs desmedidos, teorias conspiratórias, jogadas ensaiadas, achismos e outros chutes imaturos. Ou maduros até demais.

Ao final das contas e dos supostos erros, faço um saldo dos erros IMPORTANTES que tiraram – ou botaram – pontos dos times. Sempre tentando fazer um saldo de erros e acertos, com o devido – ou indevido – modo de tentar equilibrar as contas e critérios. Isto é: um pênalti marcado indevidamente ou um não marcado “valeria” como um gol, que “poderia” mudar um resultado e uma tabela.

Sempre lembrando que, nessa conta AINDA MAIS SUBJETIVA, uma equipe pode superar até a arbitragem adversa, ganhando o jogo mesmo sendo “prejudicada”. Algo que necessariamente não mudaria a classificação real.

Reiterando que tudo isso sem a pretensão de ser a única fonte a respeito de inesgotável assunto.

P.S: Lances de expulsão “justa ou injusta” não estarão contabilizados no BOTA-TEIMA.

Boa corneta e bom apito!

· Os jogos que estiverem destacados em amarelo significam que tiveram o placar “alterado” por decisões da arbitragem. Isto é, os pontos foram “modificados”por conta de supostos erros de interpretação.

LANCES

Palmeiras 2 x 1 Coritiba

Palmeiras prejudicado; Coritiba ajudado – Arilson Anunciação (BA) erra ao marcar pênalti discutível de Jefferson em Márcio Gabriel, aos 31. Para mim, no máximo, tiro livro indireto por lance perigoso, dentro da área. Estava 0 x 0.

Palmeiras prejudicado; Coritiba ajudado – Arilson Anunciação (BA) poderia ter marcado pênalti de Rodrigo Mancha em Ortigoza, aos 6 do 2o. tempo. O atacante palmeirense é agarrado dentro da área. Lance discutível, e difícil de árbitros marcarem. Estava 1 x 0 Coritiba.

Coritiba prejudicado? Palmeiras ajudado? – O assistente 2 Adson Leal (BA) e Arilson Assunção validam gol discutível de Keirrison, o da virada e da vitória palmeirense. Lance muito discutível. Pela posição da câmera do Sportv, dá a impressão de o atacante estar pouco à frente. Mas, na dúvida, daria o prosseguimento ao lance.

Santo André 1 x 1 Botafogo

Botafogo prejudicado; Santo André ajudado – Wilson Souza de Mendonça (PE) não marca pênalti claro de Pablo Escobar em Jean Coral, aos 5min do 2º. Tempo. Estava 1 x 0 Santo André.

Fluminense 1 x 0 São Paulo

Fluminense prejudicado; São Paulo ajudado – O assistente 2 Paulo Ricardo Conceição (RS) e Sandro Ricci (DF) marcam erradamente impedimento que anulou o que viria a ser o segundo gol carioca. Maicon não estava impedido ao cabecear a bola, aos 46. Edcarlos, em posição de impedimento, não participou efetivamente do lance. O assistente estava muito mal colocado, desatento, e não acompanhava a linha do penúltimo defensor são-paulino. Estava 1 x 0 Fluminense.

Cruzeiro 2 x 0 Flamengo

Cruzeiro prejudicado; Flamengo ajudado – Paulo César de Oliveira (SP) marca pênalti discutível de Jancarlos por ter metido o braço direito na bola em cabeçada de Emerson de queimar a camisa e a pele do lateral cruzeirense, aos 14. Estava 0 x 0. A praxe brasileira é de marcar sempre bola na mão em lances próximos ao gol. Mas seria Jancarlos “The Flash” para ter tamanho reflexo? Eu não marcaria o pênalti e, logo, não expulsaria o lateral por ter impedido com a mão lance claro de gol. E, certamente, eu seria ainda mais crucificado por isso. Fica muito mais fácil fazer o que fez PC,

Flamengo prejudicado; Cruzeiro ajudado – Paulo César de Oliveira (SP) marca pênalti discutível de Wellinton em Wágner, aos 28. Para mim, o meia se atirou. E, se foi falta, foi fora da área.

SALDO TOTAL – RODADA 1

PREJUDICADOS

2 pontos a menos – Botafogo

BENEFICIADOS

1 ponto a mais – Santo André

NÚMERO DE VEZES EM QUE FORAM AJUDADOS OU PREJUDICADOS:

PREJUDICADOS –

Palmeiras prejudicado 2 vezes

Botafogo prejudicado 1 vez

Fluminense prejudicado 1 vez

BENEFICIADOS –

Coritiba ajudado 2 vezes

Santo André ajudado 1 vez

São Paulo ajudado 1 vez

SALDO ZERADO –

Flamengo prejudicado 1 vez; ajudado 1 vez

Cruzeiro prejudicado 1 vez; ajudado 1 vez

PLACAR DOS ERROS (somando todos os lances, quem foi mais beneficiado: o time mandante ou o visitante)

CASA 3 X 4 VISITANTE

Cartão laranja?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Se o tal cartão laranja for utilizado para punir com 5 ou 10 minutos um atleta que comete 5 faltas individuais numa só partida, aprovo.

Mas se for usado como um meio-termo entre o cartão amarelo e o vermelho, isto é, mais uma, digamos, instância de interpretação para o árbitro, será ainda pior.

Se já cornetamos os árbitros pelas escolhas entre amarelo e vermelho, imagine mais uma.

Adriano não é Pelé: gol legal

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pelé, e só Pelé, talvez tivesse bolado um lance em que cabecearia propositadamente a bola no braço, só para tirar de vez o goleiro da jogada.

Mas como só Pelé foi Pelé, ele tentaria fazer o gol de cabeça. Não de carambola no braço.

Todo lance de mão na bola/bola na mão é interpretativo. TODA INTERPRETAÇÃO É VÁLIDA. Mas, na minha, Adriano não quis meter a mão na bola. Nem ao abrir o braço direito ele teve a intenção de usufruir de maior área corporal para ober vantagem. NA MINHA OPINIÃO.

O que não pode é inventar a regra ou reescrevê-la. NÃO EXISTE “desviar a trajetória da bola” em lance de mão na bola. Não existe “imprudência” em mão na bola. Só a intenção. Que, por definição, é discutível.

INDISCUTÍVEL é que não devemos reinventar a regra.

VEJA O LANCE NO LANCENET!

http://www.lancenet.com.br/multimidia/campeonato-italiano/

Transparência

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Oficialmente, “oficialmente”…, foi o quarto árbitro que viu a cabeçada de Zidane em Materazzi, na final da Copa-06. Não foi o ponto eletrônico, não foi a orelha eletrônica, não foi o Big Brother…

Oficialmente…

No domingo, no Morumbi, não pareceu haver interferência indevida de uma quinta voz na arbitragem que expulsou Túlio. A reclamação exacerbada de Mano Menezes não procede.

Mas que foi o olho eletrônico que anulou o “gol” do botafoguense Alessandro, no início do RJ-09, isso foi.

O melhor é a Comissão de Arbitragem da FPF abrir o jogo, a mala e o equipamento. Fazer uma demonstração, juntamente com a Motorola (fornecedora) do material, de que não há possibilidade técnica de haver a interferência de um quinto elemento na decisão da arbitragem. Ou de qualquer pessoa de fora.

Fala o Coronel Marinho, da Comissão de Arbitragem, a respeito da tese de Mano de que haveria gente vendo pela TV e ajudando o quarteto do apito:

- Não há fundamento no que ele está falando. Não há chance disso acontecer [interferência externa]. Temos dez maletas para o Paulistão, cada uma com 5 rádios digitais. São 4 rádios criptografados no campo, e um de reserva que fica dentro da mala, no vestiário, que fica fechado. Por mim, não tenho problema algum em fazer algum teste para que as pessoas possam ver a lisura do procedimento. Se a FPF autorizar, não há problema algum. Não temos que esconder nada.