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Brasil 3 x 1 Bielorrúsia

por Mauro Beting em 29.jul.2012 às 14:23h

 

Brasil no ataque, o jogo todo, no 4-2-3-1; Bielorrússia muito defensiva no 5-3-1-1.

 

Uma bola cruzada, desatenção do volante, não chegaram os zagueiros, gol brasileiro. Mas de Renan Bressan, o catarinense que virou bielorusso. Um a zero para eles, aos 7.

 

Uma bola cruzada por Neymar, não chegaram os cinco zagueiros do 5-3-1-1 rival, e Pato mostrou sua qualidade para cabecear e empatar em um dos poucos lances dos primeiros 45 minutos. De um jogo em que o time europeu marcou e só chegou em bolas longas ou cruzamentos tortos contra um Brasil que avançou os laterais, mas pouco criou.

 

Mano montou um 4-2-3-1 mais típico que o da estreia. Voltou com Hulk pela direita, cortando pra dentro, na dele. Com Oscar (o melhor) organizando por dentro. Com Neymar na primeira etapa ainda tímido e individualista, pela esquerda, mais caindo que Diego Hypolito em Olimpíada.

 

Mas, na segunda etapa, o genial santista fez a diferença. Não apenas na bola parada, criada pela habilidade de Pato, que cavou a falta que Neymar jogou no ângulo do bom goleiro bielorrusso, aos 19 do segundo tempo. Também nas arrancadas espetaculares dos últimos 15 minutos. Numa delas, aos 48, fez sensacional lance para Oscar definir o placar e a classificação antecipada, merecida e mais que esperada num grupo onde as maiores encrencas já foram superadas.

 

O Brasil teve paciência para superar a armada adversária. Mano teve inteligência para voltar a usar os três da linha de armadores nas posições em que mais se identificam. Foi feliz ao escalar Ganso no lugar de Sandro para dar mais qualidade na armação pouco antes da virada, trocando um volante por um armador, o 4-2-3-1 por um possível 4-1-4-1. Faltou ainda um pouco mais de movimentação dos três da armação. Um pouco mais de atenção nas bolas cruzadas. Muito mais de Ganso.

 

Mas parece faltar pouco para o sonho dourado. Até por faltar mais aos adversários.

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