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Arquivo de junho de 2012

Romaria – Boca 1 x 1 Corinthians

quinta-feira, 28 de junho de 2012

É de sonho e de pó o destino de um só. Um sonho que caiu no pé de Romarinho, na primeira bola que o atacante recebeu, com quase um tempo de atraso (ele deveria ter substituído Jorge Henrique, que fez muita falta ao sair lesionado, aos 38 minutos do primeiro tempo, dando mais espaço para o crescimento xeneize na segunda etapa).

Feito eu perdido em pensamentos sobre o meu cavalo. Feito fiéis ganhando a noite em sentimentos sobre o cavalo de São Jorge, branco como o uniforme corintiano na Bombonera que pulsou. Mas não fez o pior Boca finalista deste século superar suas limitações. E vencer o Corinthians de Tite. Um time duro de ser superado pelo que faz. E pela fortuna de um vencedor que não toma gol de nenhum jeito. Nem na bolada no travessão e o rebote perdido na pequena área no último lance em Buenos Aires.

É de laço e de nó, de gibeira o jiló, dessa vida cumprida a só. Dessa romaria alvinegra que deixou o Brasil para fazer história na Argentina. Não eram tantos dos loucos do bando. Mas eram muitos que não se sentiram sós. Até porque esse é time solidário. Sem rei-Sol. Sem alguém que decide só. Com um time de fato. Com um Timão. Com espírito de equipe. Com alma de Corinthians.

Sou caipira, Pirapora Nossa Senhora de Aparecida. O caipira de Palestina. Não a pátria sem território. É uma terra paulista. Como o Corinthians que nunca esteve tão perto de fazer a América. Um time que ilumina a mina escura e funda. O trem da minha vida. E da vida de milhões.

O meu pai foi peão, minha mãe solidão. Meus irmãos perderam-se na vida em busca de aventuras. Esse time e seus irmãos de fé não se perderam na Boca e na aventura argentina. Cássio defendeu quase tudo e, quando não deu, a sorte ajudou. Paulinho foi tudo. Ralf, nem sempre. O time caiu no final. Mas faz parte do jogo e da vida.

Descasei, joguei, investi, desisti. Se há sorte eu não sei, nunca vi. Mas o corintiano está vendo desde a estreia. Não existe campeão azarado. E, desde 1978, se der Corinthians, como pinta dar, vai dar o primeiro invicto da Libertadores desde então.

Me disseram porém que eu viesse aqui. Na Bombonera. Pra pedir de romaria e prece paz nos desaventos. Pra pedir Romarinho sendo Romário no empate com vento de vitória. Pra tocar por cobertura na saída escorregadia do goleiro.

Como eu não sei rezar, só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar. O de esperança. O de fé. O de Corinthians.

O time de Romarinho. Aquele que eu achava que não valia a pena apostar tanto quando chegou ao Parque São Jorge. Aquele que fez o que fez contra o Palmeiras. Fez o que calou o Boca. Fez o que pode soltar da garganta o grito de campeão.

P.S: Agradeço ao amigo e ídolo Renato Teixeira pela inspiração e pela letra de “Romaria”, das mais belas canções brasileiras, das mais bonitas preces em qualquer língua, de qualquer religião.

Não sei por qual time torceu o imenso coração santista de Renato na primeira decisiva na Libertadores. Não sei se ele foi Corinthians como disseram ser Neymar e o craque-propaganda da Libertadores — Pelé. Só sei que o tanto que Renato sabe de música ele conhece de futebol.

E quem sabe dos dois tem ciência que o coração pode pender para qualquer lado. Como a final ainda está aberta. O Boca tem sido melhor fora da Bombonera. Mas ninguém tem sido melhor que o Corinthians nesta Libertadores.

 

(O TEXTO ESTÁ EDITADO NO LANCE! DESTA SEXTA-FEIRA)

Alemanha 4 x 2 Grécia

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O JOGO: Só a Alemanha para sacar três dos quatro de frente depois de campanha 100% na primeira fase no Grupo da Morte e ainda melhorar o desempenho do time. Foi o que fez o treinador. Foi o que acabou fazendo o time ainda melhor contra os gregos. 4 a 2 foi pouco. Reus e Schurrle dominaram o jogos pelos cantos, Ozil pensou e passou tudo, e Klose foi Klose. Ainda melhor, continuou sendo.

 

JOGADA: O toque de bola e a entrada em diagonal dos meias.

 

O CARA: Ozil. 

 

OS BAMBAS: Todo o time alemão. Sem exceção, um time de exceção.

 

AS BOMBAS: O sistema defensivo grego

 

OS ESQUEMAS: Alemanha no 4-2-3-1; Grécia encolhida no 4-1-4-1.

 

CHUTE INICIAL: Alemanha 2 x 0 Grécia

 

PLACAR VIRTUAL: Alemanha 16 x 4 Grécia (9 x 1 1º tempo).

 

NOTA DOS TIMES: Alemanha 8 x 4 Grécia

 

NOTA DO JOGO: 8

 

GOLS:

 

1×0 ALEMANHA. 38min28s. LAHM. Pé direito, fora da área. Golaço. Uma curva impressionante.

 

1×1 GRÉCIA. 9min09s. SAMARAS. Pé direito, bela assistência de Salpingidis.

 

2×1 ALEMANHA. 15min45s. KHEDIRA. Pé direita. Cruzamento da direita do Boateng, outro golaço.

 

3×1 ALEMANHA. 22min23s. KLOSE. Cabeça. Cruzamento da direita de Ozil, o artilheiro fez de cabela.

 

4×1 ALEMANHA. 28min20s. REUS. Pé direito. Rebote depois de bela jogada, grande pancada.

 

2×4 GRÉCIA. SALPINGIDIS. Pênalti. Pé direito. Canto esquerdo do goleiro.

 

BOTA-TEIMA (na opinião desta que vos bloga):

43Min. Bola na mão que virou pênalti pra Grécia.

 

NO FRIGIR DAS BOLAS: A Grécia mais uma vez se superou, marcou dois gols na fortíssima Alemanha, e foi muito além do sonho na Euro. Diferentemente do time vencedor, cada vez mais favorito.

República Tcheca 0 x 1 Portugal

quinta-feira, 21 de junho de 2012

 

 

O JOGO: A R.Tcheca buscou o ataque no início e expôs sua pesada linha de zaga. Portugal acabou criando mais chances no contragolpe até o fim do primeiro tempo. Na segunda etapa, o eixo inverteu. Os tugas atacando, os tchecos se defendendo, e definhando fisicamente até o belo (e merecido) gol de Cristiano, que já mandara duas bolas na trave.

 

JOGADA: Muita bola direta da zaga portuguesa para os três atacantes. Incursão em diagonal de Cristiano. Jogadas bem trabalhadas pelos quatro armadores tchecos.

 

O CARA: Cristiano. Há seis anos é o jogador mais vaiado do mundo. E segue sendo dos melhores do planeta. Candidatíssimo ao Prêmio da Fifa em 2012.-

 

OS BAMBAS: Cech-1 fez pelo menos quatro defesas do goleiraço que é. Cristiano-7 buscou o jogo o tempo todo. Veloso-4 garantiu a entrada da área. Jiracek-19 saiu da direita para tentar armar por dentro. Pilar apareceu pouco, mas, quando quis, entortou os rivais. Moutinho e Meireles marcaram e jogaram.

 

AS BOMBAS: Baros pouco fez, mais uma vez.

 

 

OS ESQUEMAS: R.Tcheca repete o 4-1-4-1 desde o segundo tempo da estreia; Portugal mantém o 4-1-4-1 sem a bola, o 4-3-3 no ataque com a posse dela.

 

CHUTE INICIAL: 1 x 1 (0 x 1).

 

PLACAR VIRTUAL: R.Tcheca 1 x 9 Portugal (1 x 2 1º tempo).

 

NOTA DOS TIMES: R.Tcheca 6 x 7 Portugal

 

NOTA DO JOGO: 7

 

GOLS:

 

1×0 PORTUGAL. 33min51s, segundo tempo. CRISTIANO RONALDO. Cabeça. Cruzamento de direita de Moutinho, entrada em diagonal, belo gol.

 

 

NO FRIGIR DAS BOLAS: Portugal foi crescendo no jogo e merecendo técnica, tática e fisicamente a classificação diante de uma equipe que começou bem e caiu. Portugal pode sonhar em ir além na Euro, apesar da excelência do rival que deverá vir pela frente.

Corinthians 1 x 1 Santos – Foi, Corinthians

quinta-feira, 21 de junho de 2012

 

 

Um time com o espírito de Libertadores. E de Corinthians

 

Foi, Corinthians

 

 

Quando Neymar foi Neymar como raríssimas vezes na semifinal da Libertadores e abriu o placar calando o Pacaembu, aos 34 minutos, o corintiano reviu imagens que até nem ele mesmo havia visto. A eliminação para o Internacional de Falcão na primeira fase da Libertadores de 1977 pode ter assaltado os corações mais antigos sobressaltados com a atuação amuada do Corinthians no primeiro tempo. As reles duas oportunidades criadas pelo mandante em 45 minutos podem ter levantado os fantasmas do Boca Juniors de 1991, quando o Timão ficou pelo caminho com erros terríveis defensivos.

 

Foram 14 minutos de bola rolando com o Santos enfim se acertando até o intervalo que durou muito mais que 15 minutos, pela mania do time de Muricy de enrolar no vestiário. E talvez perder ainda mais o ritmo e a confiança. Quando acordou, foi com o então silencioso Pacaembu derrubando a América quando Danilo ficou livre na área, depois de uma falta tola na lateral que deu no empate corintiano. Foram 17 minutos de futebol em que o jogo iria para os pênaltis. Mais uma vez foi uma partida decisiva em 2012 em que o Corinthians não esteve eliminado em nenhum momento. Não teve o desespero de falhas individuais que derrubaram o Timão em 1996 contra o Grêmio de Felipão. Não teve um santo do rival defendendo os pênaltis decisivos em 1999 e 2000 contra o time do mesmo treinador.

 

Quando o Corinthians tinha um elenco bi brasileiro e campeão mundial em 2000. Muito melhor que este. Mas não tão competente e competitivo e copeiro e corintiano. Uma equipe montada por Tite que talvez não seja tão boa tecnicamente como a que caiu em 2003 para o River, e em 2006 para o mesmo rival. Um time que, no ano passado, foi bisonhamente eliminado pelo Tolima. E aprendeu na pancada e na humildade a superar a fissura, a paúra, a obsessão, a palavra que o corintiano quiser dizer para explicar a injustificável pressão que o clube sofre para conquistar o título que ainda falta à rica galeria alvinegra.

 

Mas que em todos os sentidos futebolísticos e espirituais e inexplicáveis nunca esteve tão perto. Porque esse Corinthians é um time que não perde. Não se perde. Pode até parecer que em alguns jogos não tem aquela vontade de ganhar, de atacar, de fazer gol, como em muitos momentos desta Libertadores. Uma escalação que, quando anunciada pelo placar do Pacaembu, arrancou poucos aplausos para craques que não existem no imaginário da arquibancada. Ou que, justamente por isso, sejam nomes corintianíssimos na essência campeã. Um time de equipe. Uma equipe de corintianos. Não de estrelas.

 

Faz sentido. E fez muita emoção. Vai longe esse Corinthians. Vai, Corinthians.

 

 

 

 

Ucrânia 0 x 2 França

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O JOGO: Muito atrás a Ucrânia no início, respeitou demais a maior qualidade francesa para um dono de uma casa festiva, porém molhada, que adiou o reinício do jogo em quase uma hora. A França é melhor e foi melhor num jogo de poucas conclusões no primeiro tempo. Mas definiu a partida com 10 minutos de um ótimo jogo francês. O frágil  sistema defensivo ucraniano pediu a água que caiu no primeiro tempo.

 

JOGADA: infiltração dos meias abertos pelos lados.

 

 

OS BAMBAS: Ribéry assumiu a criação a partir da esquerda. Nasri, mais centralizado, também. Méxes limpou bem a área. Pyatov fez grande defesa em lance de Ménez, aos 28. E mais uma fantástica em cabeçada de Méxes. Cabaye marcou e apareceu bem à frente.

 

AS BOMBAS: Shevchenko ficou muito isolado. Konoplyanka não apareceu para o jogo. Sistema defensivo ucraniano.

 

OS ESQUEMAS: Ucrânia mantém o time e o 4-1-4-1; França muda a equipe mas mantém o 4-1-4-1.

 

CHUTE INICIAL: 1 x 1

 

PLACAR VIRTUAL: Ucrânia 3 x 6 França (1 x 2 1º tempo).

 

NOTA DOS TIMES: Ucrânia 5 x 8 França

 

NOTA DO JOGO: 6

 

GOLS:

 

1×0 FRANÇA. 7mon07s, SEGUNDO TEMPO. MÉNEZ. Pé esquerdo cruzado, belo contragolpe francês.

 

2×0 FRANÇA. 10min06s. CABAYE. Canhota. Bela bola enfiada e um belo gol.

 

 

NO FRIGIR DAS BOLAS: A França tem potencial e pinta de semifinalista. No mínimo. A Ucrânia ainda pode sonhar, mas só se a Inglaterra deixar. No máximo.

 

Espanha 4 x 0 Irlanda

quinta-feira, 14 de junho de 2012

 

O JOGO: Espanha fez a sua melhor exibição em muito tempo. Mostrou a força e a natural arrumação com um homem de frente na área. A Irlanda fez bonita festa fora de campo. E ponto final.

 

JOGADA: Troca de bola dos armadores. Troca de posições.

MELHOR EM CAMPO: A torcida irlandesa. Perdendo por 4 a 0 e cantando. Os 6 pontos que serão tomados dos russos poderiam ser entregues aos torcedores irlandeses que mereciam melhor futebol pelo qual torcer.

 

OS BAMBAS: David Silva-21 é talvez o menos reconhecido entre os grandes jogadores do futebol mundial. Iniesta-6 iniestou o jogo todo. Xavi-8 foi menos do que é, e ainda é mais que quase todos. Torres-9 foi muito bem. Quando a bola chegou, Casillas-1. Sempre. Given-1 evitou uma goleada. Ainda maior.

 

AS BOMBAS: Dunne-6 tem físico de futebol gaélico. O resto do time quase joga o mesmo esporte.

 

OS ESQUEMAS: Espanha no 4-3-3 da estreia, mas com um centroavante de ofício, e variação para o 4-1-4-1 no segundo tempo. Irlanda no 4-4-2, quase um 4-4-1-1.

 

CHUTE INICIAL: 1 x 0

 

PLACAR VIRTUAL: Espanha 16 x 2 Irlanda (9 x 1 1º tempo).

 

NOTA DOS TIMES: Espanha 8 x 4 Irlanda

 

NOTA DO JOGO: 8

 

GOLS:

 

1 X 0 ESPANHA. 3min46s. TORRES. Pé direito. Bomba. Dunne caiu, ficou duas horas e meia para se levantar, El Niño dominou e encheu o pé.

 

2 x 0 ESPANHA. 2min37s. DAVID SILVA. Esquerda. Rebote, belo gol.

 

3X0 ESPANHA. 24min50s. TORRES. Pé direito. Belo passe de Silva para El Niño matar o goleiro na passada.

 

4×0 ESPANHA. 36min02. FÁBREGAS. Pé direito. Uma bomba depois de escanteio cobrado pela direita.

 

 

NO FRIGIR DAS BOLAS: A Espanha foi o time de 2008 e 2010. Vai buscar o bi. A Irlanda foi o time que é desde 1863. Vai voltar para casa.

 

 

Itália 1 x 1 Croácia

quinta-feira, 14 de junho de 2012

 

O JOGO: Uma Itália mais ofensiva que na estreia, e tocando a bola e trocando passes com fluência que há muito não se via contra a Croácia que só acertou o pé quando empatou o jogo que merecia estar perdendo.

 

JOGADA: Aproximação do Marchisio na turma de frente. Bola aérea croata.

 

 

OS BAMBAS: Pirlo-21. Sempre. De Rossi-16 como zagueiro de sobra. Balotelli-9 quis jogo e foi bem. Marchisio-8, mais solto, rendeu mais como meia-atacante.

 

AS BOMBAS: Modric-10, pelo muito que joga, e jogou na estreia, ficou devendo. Jelavic-9 deveu. Chielini-3 teve uma falha – o gol croata.

 

OS ESQUEMAS: Itália solta mais o time. Não é mais apenas o 3-5-2 da estreia. É um mais equilibrado 3-4-1-2; Croácia repete o 4-1-3-2.

 

CHUTE INICIAL:

 

PLACAR VIRTUAL: Itália 9 x 2 Croácia (7 x 1 1º tempo).

 

NOTA DOS TIMES: Itália 7 x 5 Croácia

 

NOTA DO JOGO: 7

 

GOLS:

 

1 X 0 ITÁLIA. 38min24s. PIRLO. Falta. Meia esquerda, pé direito. Belo gol.

 

1 X 1 CROÁCIA. 26min11s. MANDZJUKIC. Pé direito, pequena área, cruzamento da esquerda, falha de Chielini e gol de artilheiro.

 

   

NO FRIGIR DAS BOLAS: A Itália segue se superando e, desta vez, com bom futebol. A Croácia vai ter de jogar muito mais para passar pela Espanha.

Santos 0 x 1 Corinthians – Libertadores-12

quinta-feira, 14 de junho de 2012

 

A exacerbada rivalidade principalmente de Santos x Corinthians mais que Corinthians x Santos pareceu pesar mais que a obsessiva busca alvinegra paulistana pelo título da Libertadores. O Santos sentiu demais a excelente marcação corintiana e se enervou desde o primeiro passe errado. O Corinthians aproveitou-se do nervosismo santista para explorar a má marcação rival e marcar um belíssimo gol com Emerson Sheik, que tirou de Rafael e se aproveitou da bobeada do improvisado Henrique na marcação pela lateral direita.

 

Mais chances reais o vencedor do clássico não teve no jogo. Oportunidades foram criadas pelo Santos na segunda etapa. Cássio mais uma vez foi essencial, ainda que largando bolas que não pode. Mas defendendo outras que poucos conseguiriam defender. O goleiro e o múltiplo Paulinho, todocampista que parece ter franquias espalhadas pelo gramado, definiram o resultado espetacular corintiano. Ainda reversível no Pacaembu para o atual campeão da Libertadores, tri sul-americano. Ainda mais se Neymar jogar parte do nada que apresentou na Vila Belmiro, talvez desgastado por tudo. Ainda mais se Ganso readquirir em dias o ritmo perdido e a forma debilitada pelos problemas e pela operação no joelho. E jogar um tanto mais atrás, como soube servir os companheiros.

 

Mas não basta apenas o Santos jogar mais com seus jogadores desequilibrantes. É preciso superar um time que não toma gol, não dá espaço, não dá mole, não dá bola, e sabe jogar uma competição que o clube ainda não conquistou – e nunca pareceu tão perto, desde o início dela. Mas um elenco que parece de fato ser o atual campeão, e com pinta de bi. Pela competitividade, pelo equilíbrio, pela força para buscar placares ou os manter em condições adversas. Um Corinthians que ainda não sofreu gol no mata-mata da Libertadores. Um time que conseguiu superar um Santos que jogou mal, passou pior, pensou pouco. E que não terá espaço para o contragolpe mesmo jogando na casa do rival. O Corinthians parece pronto para saber fazer o placar em qualquer casa. Contra qualquer adversário. Ainda que um senhor time, com um senhora camisa e rivalidade.

 

O Santos parou diante de um Corinthians que fez da Vila o Parque São Jorge. Ali foi Timão como tem sido nesta Libertadores. Como pode ser muito mais que isso. Quando não acerta o jogo e os jogadores, o jogo vai se acertando e se ajustando. Vai ficando cada vez mais Corinthians. Enfim, como é cada vez mais dito pelo alvinegro, e cada vez mais temido pela imensa torcida contrária, “vai, Corinthians”.

 

Holanda 1 x 2 Alemanha

quarta-feira, 13 de junho de 2012

 

O JOGO: Holanda chegava mais, criava mais… E gol da Alemanha, gol de lance do Bayern, de Gómez. A Holanda sentiu o baque, a Alemanha voltou a ser Alemanha e… gol de Gómez, lance do Bayern, toque do Schweinsteiger… Tudo igual. A Holanda chegou mais com um time ofensivo depois, mas a Alemanha seguiu melhor. Como o esperado.

 

JOGADA: Bola enfiada pelos ótimos volantes em diagonal para o trio de criação alemão. Marcação adiantada.

 

O CARA: Mario Gómez. O melhor pior do mundo tecnicamente. Mas um monstro na área. Também na bola no chão.

 

OS BAMBAS: Schweinsteiger-7. Marca, arma, desarma, cria. Passa e pensa o jogo alemão. Hummel-5. Faz quase tudo isso. Lahm-16. Deu pouco mole para Robben. Ozil-8. Até desarmar tem feito. Mario Gomez-23. O cara. Neuer-1. O goleiro.

 

AS BOMBAS: Sneijder-10 manteve a irregularidade da Inter. Miolo de zaga laranja. Robben-11 jogou na dele, no primeiro tempo, foi pra esquerda no segundo, e ainda está longe do ideal.

 

OS ESQUEMAS: Holanda repete o 4-2-3-1 da estreia; Alemanha igual, com o mesmo esquema.

 

CHUTE INICIAL: 2 x 2

 

PLACAR VIRTUAL: Holanda 7 x 8 Alemanha (2 x 5 1º tempo).

 

NOTA DOS TIMES: Holanda 6 x 8 Alemanha

 

NOTA DO JOGO: 7

 

GOLS:

 

1×0 ALEMANHA. 23min16s. MARIO GÓMEZ. Pé direito. Bela enfiada de Schweinsteiger. Golaço.

 

2×0 ALEMANHA. 36min35. MARIO GÓMES. Pé direito. Bela enfiada de Schweinsteiger. Golaço. E não é repetição de texto. É repetição de lance. No outro ele deu um giro. Neste, só mais um golaço.

 

1×2 HOLANDA. 27min26s. VAN PERSIE. Pé direito. Fora da área.

 

 

NO FRIGIR DAS BOLAS: Alemanha passeia pelo “Grupo da Morte” e segue como maior favorita ao título europeu. A Holanda vai ter de fazer os gols que tem perdido e não tomar os que tem sofrido para ainda sonhar em fazer a diferença contra Portugal.

Dinamarca 2 x 3 Portugal

quarta-feira, 13 de junho de 2012

 

O JOGO: Partida de poucas e más finalizações até o gol de Pepe, numa bola parada. Depois mais um belo gol de Postiga. Coisas do futebol. A Holanda criou 18 chances e não fez contra a Dinamarca. Portugal criou três e fez duas no primeiro tempo. Como também fez o mesmo a Dinamarca, no gol de Bendtner. Perdendo, no segundo tempo, veio para cima, mesmo sem dois titulares substituídos por lesão. Portugal teve o contragolpe aos pés, mas também não teve jeito e nem jogo om Cristiano perdendo dois gols feitos. Castigados pela cabeçada letal de Bendtner. Salvos pelo gol de Varela num jogo de muitos gols e pouco futebol.

 

A JOGADA: Bola longa portuguesa para o ataque sem passar pelo meio-campo. Bola chuveirada na cabeça de Bendtner.

 

O LANCE: Cristiano, aos 33 finais, perdeu outro gol cara a cara absurdo para um craque do excepcional nível dele. Foram dois no segundo tempo.

 

O CARA:  Mikkelsen-23 entrou bem pela direita no lugar do Rommedahl-10. Varela-17 pegou uma sobra e definiu o placar.

 

OS BAMBAS: Coentrão-5 é sempre boa opção pelo lado (mesmo sem ajuda na marcação). Pepe-3 e Bruno Alves-2 fizeram zaga firme e segura (pelo chão). Bendtner fez os gols, mesmo isolado pelo restantes do time.

 

 

AS BOMBAS: Cristiano-7 não foi mal. Mas ainda é pouco. E perdeu dos gols que não se perdem (quem sabe colocá-lo no comando de ataque, abrindo Quaresma na esquerda?). Erikssen-8 não foi o armador que deverá ser um dia. Khron-Dehli-9 também não foi o da estreia.

 

OS ESQUEMAS: Dinamarca manteve o 4-2-3-1; Portugal repetiu o 4-3-3.

 

CHUTE INICIAL: Dinamarca 0 x 1 Portugal

 

PLACAR VIRTUAL: Dinamarca 4 x 7 Portugal (1 x 3 1º tempo).

 

NOTA DOS TIMES: Dinamarca 5 x 6 Portugal

 

NOTA DO JOGO: 7

 

GOLS:

 

1×0 PORTUGAL. 23min45s – PEPE. Cabeça na pequena área. Escanteio pela esquerda no primeiro pau bem batido por João Moutinho.

 

2×0 35min23s. PORTUGAL. POSTIGA. Pé direito, na pequena área. Passe da direita preciso de Nani para o centroavante. Bobeada geral da zaga dinamarquesa.

 

1×2 DINAMARCA. 40min15. BENDTNER. Cabeça. Pequena área, recebeu a bola de Khohn-Dehli. Bobeada lusa na bola cruzada.

 

2×2 DINAMARCA. 34min32s. BENDTNER. Cabeça. Cruzamento da direita de Jakobsen às costas de Pepe, com liberdade dada por Coentrão.

 

3×2 PORTUGAL – 41mi32s. VARELA. Pé direito. Na sobra de um cruzamento da esquerd

 

NO FRIGIR DAS BOLAS: Um dos jogos com menos oportunidades e maior aproveitamento de chancesa da Euro-12. Portugal fez metade das chances que teve. A Dinamarca, também. E pode fazer as malas pelo gol sofrido no final. O time de Cristiano ainda vive – apesar dele.