Neymar, Neymar, Neymar!
BUSCA DO TRI Santos fez 3 a 1 no São Paulo no Morumbi em mais um show de Neymar, que superou o desgaste e mostrou força do time
Neymar. Ele joga outro esporte no futebol sul-americano. É um gênio de 20 anos que parece enfrentar um time de firma Sub-50. Qualquer que seja o rival. No primeiro tempo, fez oito lances de Neymar. Converteu o pênalti cometido por Paulo Miranda em Alan Kardec, aos três. Aos 31, depois de mais uma saída errada tricolor, Ganso serviu Neymar para passar Paulo Miranda como se fosse um bólido da F-Indy contra um velotrol e fez 2 a 0 Santos. Celebrando o gol como se fosse Juari, que tanto fez pela equipe alvinegra na conquista estadual, em 1978. Aos 35, Neymar driblou Piris cinco vezes até ser levantado pelo lateral tricolor. Agora, o santista homenageou Robinho contra o lateral corintiano Rogério, na final do BR-02.
Firula? Pouca. Provocação (muita) visando ao cartão para o rival. Faz parte do jogo. E que jogo faz Neymar. Ele foi o diferencial do clássico. É o diferencial de qualquer partida no continente. O São Paulo não jogou mal no primeiro tempo. Veio no 4-3-1-2, quase um 3-4-3, ao liberar Cortês pela esquerda e segurar Piris. O Santos o espelhava taticamente, liberando Neymar para encostar em Alan Kardec. As equipes tiveram o mesmo número de chances. Mas o Santos tinha Neymar.
O São Paulo voltou no 3-3-1-3, com Fernandinho na ponta, Cícero na de Jadson. O Tricolor empilhou chances e diminuiu o placar no único erro da arbitragem, aos 18, quando o impedido Willian José diminuiu. Como o fôlego santista. A viagem a Bolívia fez o Santos perder o gás. O São Paulo teve mais chances: 15 contra 8, quatro delas bem defendidas por Aranha, que entrou muito bem na meta. Diferentemente de Dênis, que aceitou um chute forte de Neymar, aos 33, e fechou o placar merecido para quem tem o maior talento dos últimos 15 anos. Para não dizer o maior dos próximos 15.















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