Desde 1993 o Fluminense não celebrava (e que festa!) uma Taça Guanabara.
Desde novembro de 2010 não ganhava um clássico.
Desde a penúltima rodada só poderia vencer todos os jogos.
Desde não lembro quando não jogava o tudo que jogou e venceu com autoridade o Vasco 100% – até enfrentar o Tricolor nota 1000 na decisão no Engenhão.
O antes absurdamente ameaçado Abelão botou um time leve e consistente para fazer a diferença, e contou com a leiteria remoçada de Castilho nas traves e nas seguras mãos de Diego Cavallieri. Se o sistema defensivo ainda preocupa, do meio pra frente é sair para abraçar os gols de Fred, aplaudir a ousadia de Wellington Nen, a decisão de Thiago Neves, e a categoria de Deco. A mesma que venceu Fernando Prass no golaço quer viria a decretar o destino da Taça.
O Vasco foi enorme em toda disputa. Teve azar nas finalizações e na blitz final, com Dedé fazendo dupla de área com Alecsandro (e sem ter de socorrer o ainda inconstante Rodolfo). Acontece. Só não pode agora Cristovão ser absurdamente cobrado por manter Fellipe Bastos na equipe, por uma e outra coisa. Do mesmo como era injustifável a pressão sobre Abel. Se inegavelmente o desempenho técnico era pífio no início da temporada, a qualidade de campo e banco do Flu era questão de tempo para encaixar.
Era questão do que se viu no Engenhão. E deverá ser mais visto outras vezes pelo Flu. E também pelo Vasco.

Fluminense no 4-2-3-1 habitual; Vasco no 4-3-2-1 que liberava Juninho para ser, vez e outra, um terceiro armador











