Mureteiro. Ou Muro Beting.
Foi o melhor elogio que recebi depois de chutar que as semifinais da Taça-GB seriam decididas nos pênaltis. Por obra e desgraça de Deivid, o Vasco virou e está merecidamente em outra decisão. Na quinta-feira, o equilíbrio no clássico levou ao 1 a 1, apesar de ligeira superioridade tricolor. Nos pênaltis, outro artilheiro de caráter e coragem expiou pecados que não são apenas dele (Loco Abreu), um goleiro se fez mais uma vez (Diego Cavallieri), e o Fluminense fará equilibrada decisão contra o Vasco 100%. Outro jogo para empate. Para pênaltis.
Sim. Pênaltis. Empate. Um resultado como qualquer outro. Por que diabos não se pode palpitar um empate num clássico equilibrado? Que muro tem nisso? Que falta de ousadia tem o palpiteiro profissional? O empate é placar como qualquer outro, ora, pelotas! Claro que alguns treinadores parecem pensar mais no empate que na vitória, e também por isso a hipótese é válida. Afinal, a própria vida é muito mais feita de empates que de vitórias ou derrotas. A melhor lição de dia a dia do futebol é o empate. Dos poucos esportes que o admitem. Não por acaso ninguém empata (opa!) com o futebol no gosto popular.
Enfim, chuto empate e pênaltis na Taça Guanabara. E outra vez Diego Cavallieri fazendo a diferença. Embora o Vasco, com um dia a mais de descanso, e pelo melhor momento, tenha mais vantagens contra o Fluminense que não ganha um clássico desde 2009.
(Em São Paulo, o Palmeiras só empatou com o Oeste no Pacaembu e perdeu a ponta. O time de Felipão fez a pior partida em meses. O Verdão passou minutos sem errar passes – simplesmente por não os fazer. Era cada um por si, sem trocar bolas e ideias. Jogadores distantes, defesa distante, a liderança ficou também distante).
(Contas que não fecham há meses para Deivid. Mas não é isso que explica o inexplicável gol perdido. Não cobrem ou não justifiquem o que se passou naquela pequena área por conta do dinheiro. Aquilo não tem preço. O bom atacante não merecia passar e pagar por isso. Do mesmo modo que o rubro-negro que o viu perdendo gols impressionantes contra Santos e Inter no BR-11 também não.)
Foi uma vitória de Grêmio no Beira-Rio contra um Inter que vinha muito melhor no RS-12. Vitória de Roger, de Kleber, de Victor. Coisas do futebol que tem favoritos. Mas não lógica ou zebra. Ainda mais quando o Grêmio resolve jogar tudo que não jogava com Caio Júnior.
(Mas a ausência de bola seria por culpa do treinador de apenas oito jogos?)
Ah, sim. Só perde gol desse jeito quem está lá dentro – por mais que parecesse estar fora. É um gol que Ronaldinho certamente não perderia. Pelo muito que sabe de bola, claro. E, também, por parecer não estar em lugar algum no Engenhão. Em mais uma decisão. Ronaldinho sumiu. Deivid assumiu toda a bronca. Em campo e fora dele.
Foi mais uma jogada de Neymar no golaço que Neymar deu para Ibson, na vitória do Santos contra o Comercial. Mais um lance que, não faz tanto tempo, talvez Neymar preferisse se jogar a jogar o tanto que joga. Mais um lance que mostra o excelente preparo do craque que adora treinar e brilhar. E a gente adora que ele faça tudo isso. Muricy não defende apenas o dele pedindo para não cometerem mais de sete faltas por partida no gênio. Ele defende o Brasil 2012, 2013, 2014…
Foi mais uma vitória do time de Tite no SP-12. Contra a boa Portuguesa que merecia melhor sorte no clássico, e não sofrer mais um gol irregular, o segundo de um Corinthians cada vez mais forte e entrosado.











