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Arquivo de novembro de 2011

Emocionante, não brilhante BR-11

domingo, 27 de novembro de 2011

 

* Pelo que não jogaram Corinthians e Vasco em muitas partidas do BR-11, talvez o título pudesse ficar acumulado para 2012. Mas pela emoção das últimas rodadas, quem sobreviver será um campeão inesquecível. Não pela qualidade e/ou intensidade de jogo, mas pela emoção/desespero na luta até o fim.

* O Corinthians teve duas chances em Florianópolis e venceu o bem armado Figueirense, que foi um pouco melhor num fraco primeiro tempo. Alex deveria ter substituído Danilo, não Willian, e não entrou bem. Mas foi dele a jogada e o passe preciso na cabeça de Liedson no gol que garantia o penta paulista até o gol de Alecsandro, 13 minutos depois, no Engenhão. Lance de posição discutível, mas que me pareceu legal.

* No Rio, traves, arbitragens, goleiros e defesas impediam a abertura do placar até a linha de passe que resultou no gol carambolado do impressionante e tocante Vasco, que, como o Corinthians, supera as limitações dos pés com um coração ilimitado.

* Aos 42 minutos no Orlando Scarpeli, Wellington Nen, das boas revelações do campeonato, chegou tarde em bom lance do Figueirense que pressionava. Mas, quase ao mesmo tempo, Fred empatava o clássico no Rio, superando o quase insuperável Dedé. O título voltava antecipadamente aos pés paulistas.

* O jogo acabou antes em Santa Catarina. Teve corintiano celebrando antes da hora até ser alertado que ainda faltava o apito final no Engenhão. Até porque Bernardo apareceu livre para desempatar em lance de Alecsandro e recolocar o Vasco na luta e na disputa, minutos depois.

* A questão é que o Vasco vem se superando em jornada dupla. No meio de semana tem tarefa duríssima no Chile. Pernas que ainda podem faltar na ainda mais complexa tarefa de vencer o Flamengo. Justamente o Flamengo tão aziago ao Vasco. Como também é o Palmeiras para o ainda líder Palmeiras.

* Para complicar a vida e as contas corintianas e vascaínas, o Flamengo luta pela Libertadores depois da ótima vitória contra o Internacional. E o Palmeiras, se está na Sul-Americana e não cai mais, quer mais que tudo impedir o penta do maior rival.

* Ainda é o Corinthians, que joga pelo empate, o maior favorito. Mas por méritos e deméritos gerais, mais uma vez fica difícil chutar qualquer coisa. A não ser que o BR-11 vai ser decidido como esta rodada. Nos últimos lances.

Corinthians 2 x 1 Atlético Mineiro

domingo, 20 de novembro de 2011

 

VISÂO DE JOGO A SER PUBLICADA no LANCE! DESTA SEGUNDA-FEIRA

 

Proclamação do Império

 

Se ele quiser, é o maior centroavante do Brasil. Ele ainda não quer. Mas os deuses da bola querem que ele seja mais uma vez campeão brasileiro. Como quis o destino que Leandro Castán (rebaixado pelo Galo em 2005) dividisse uma bola para o primeiro bom lance de Emerson no Pacaembu, servindo o Imperador da Nação para fazer um corintianíssimo gol que manteve a ponta e o sonho do penta cada vez mais real. Por mais surreal que pareça o Corinthianas de Adriano. E, cada vez mais, o Adriano do Corinthians.

Cuca armou o Galo num 4-2-3-1 que se transformava num 4-1-4-1 pela dinâmica de Carlos César, que abria pela direita, como Bernard (muito bem) pela esquerda. Pierre anulava Danilo, mas faltava Daniel Carvalho, outro talento peso-pesado, arrumar o ataque. O Corinthians errava o último e o penúltimo passe, e só Willian parecia querer jogo num primeiro tempo equilibrado e morno.

Equipes no 4-2-3-1, e Galo variando para o 4-1-4-1 no início.

Na segunda etapa, o Galo voltou melhor, mais ofensivo, e abriu o placar com Leo Silva, aos 9, em jogada bem trabalhada, e assistida pela zaga corintiana. Alex enfim entrou no lugar de Danilo, aos 11. Mas o Timão não entrava na área mineira. Por isso Adriano veio ao jogo, aos 21. Mas o jogo e o Corinthians não se acertavam. Como Tite parece ter errado ao manter o baleado Liedson e sacar o guerreiro Willian.

O Corinthians cresceu, o Atlético se apequenou e desperdiçou contragolpes. O árbitro poderia expulsar Alessandro. Preferiu manter as equipes com 11. E foi do lateral o passe preciso para o empate de Liedson, aos 32, quando parecia que o Corinthians não seria mais Corinthians no Pacaembu e no BR-11. Mas aí o Timão da virada ressurgiu. E Adriano foi Adriano. E o título vai ficando mais perto de quem mais venceu e liderou o campeonato.

Corinthians 2 x 1 Atlético Paranaense

domingo, 13 de novembro de 2011

 

VISÃO DE JOGO PARA O LANCE! DESTA SEGUNDA-FEIRA, ESCRITA DA CABINE DA RÁDIO BANDEIRANTES, NO PACAEMBU

Nos quatro minutos iniciais o Corinthians mostrou por que é o líder do BR-11 e maior favorito ao título. Nos mesmos minutos em que o Atlético Paranaense mostrou por que é um dos maiores candidatos ao rebaixamento em 2011. Paulinho chegou como quase sempre para abrir o placar aos 2 minutos, livre pela marcação frouxa de Deivid; mais dois e Emerson ampliou, em belo lance com Danilo, em mais uma falha de Wagner Diniz, desatenção de Wendel, e complacência do miolo de zaga. Mas, nos 45 finais, o Furacão mostrou que ainda pode delirar com a salvação, e o corintiano que ainda deve se preocupar com um Timão que oscila – como todos.

Antonio Lopes chegou a trocar de lado Guerrón e Marcinho, passou o equatoriano para o comando do ataque inerme e recuou Adaílton como terceira meia de seus 4-2-3-1, mas pouco adiantou. O Corinthians voou no primeiro tempo. Tite escalou Emerson aberto pela esquerda aproveitando a marcação pavorosa de Wagner Diniz. Danilo foi centralizado e fez o Timão variar do 4-2-3-1 para o 4-2-1-3 com a mesma facilidade concedida pelo rival. Foram oito chances paulistas e nenhuma paranaense no primeiro tempo.

Nieto voltou comandando o ataque do Furacão no segundo tempo. No primeiro lance, aos 3, armou boa jogada para o artilheiro dos pontos corridos Paulo Baier marcar seu 91º. gol desde 2003 [ADENDO: PELA QUE INFORMA A REDAÇÃO, BAIER ESTAVA IMPEDIDO. NÃO VI AQUI NO ESTÁDIO. PERDÃO]. O gol paranaense incendiou o Pacaembu. Mas não acordou o Corinthians. O Furacão mandou na segunda etapa. Nieto e Baier balançaram as traves. O argentino ainda teve mais uma chance com a melhora tática na marcação e e a chegada mais forte da linha de frente que acossou um Corinthians que não soube contra-atacar, não conseguiu organizar o jogo, e sofreu demais para garantir a justa vitória. Típica do Corinthians atual, para não dizer de um campeonato onde potenciais campeões e potenciais rebaixados não são muito diferentes.

1981. Flamengo. O meu livro e o de André Rocha

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

No blog de Mauricio Stycer, a crítica do meu novo livro.  Abaixo, a minha resposta.

11.11.2011 – 15:42

Quatro livros, um só título, muita festa e pouca reflexão crítica

Mauricio Stycer

Fato raríssimo, quatro livros sobre o mesmo assunto e com o mesmo título estão sendo publicados este mês. Todos se chamam “1981” e celebram o melhor ano da história do Flamengo. A coincidência na data de publicação se explica pelo fato de que, em 13 de dezembro, o clube e sua torcida vão festejar 30 anos de um jogo histórico, a vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool, em Tóquio, que valeu o título intercontinental à equipe rubro-negra.

Como escrevi no UOL Esporte, os livros são diferentes e se destinam a públicos variados. Dois são escritos por jornalistas e dois são obras de pesquisadores. Os quatro reconstituem, cada um à sua maneira, as principais partidas disputadas pelo Flamengo no ano e os percalços enfrentados pela equipe, dentro e fora do campo.

Como toda obra de comemoração, os quatro “1981” privilegiam as conquistas, os feitos heróicos e a superação das dificuldades. Não são, por este motivo, livros críticos. E, infelizmente, não contribuem para uma reflexão mais séria sobre o futebol brasileiro.

Só o livro de Eduardo Monsanto manifesta alguma preocupação em olhar atrás das cortinas e embaixo dos tapetes. O jornalista da ESPN levanta alguns temas interessantes em seu relato. Descreve, por exemplo, a suspeita de um dos técnicos do time, Dino Sani, de que foi sabotado por dirigentes e jogadores antes de ser substituído por um de seus comandados (e hoje ex-amigo), Paulo Cesar Carpegiani.

Monsanto também relata a ajuda de João Havelange, então presidente da Fifa, ao Flamengo, fazendo uma “embaixada” no Confederação Sul-Americana. O livro menciona, ainda, o calendário maluco do futebol brasileiro, a suspeita de suborno de árbitros e o papel de jornalistas-torcedores na saga da equipe em 1981.

Nenhum destes temas, porém, é aprofundado ou merece uma reflexão crítica de Monsanto. A ótima pesquisa que realizou e o texto de ótima qualidade que produziu resultam num livro leve, que vai agradar aos fãs, mas que desperdiça uma ótima oportunidade de pensar sobre velhos e reincidentes vícios do futebol brasileiro.

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Comentários

1 comentário para “Quatro livros, um só título, muita festa e pouca reflexão crítica”

  • Mauro Beting disse:

    Caro Stycer, obrigado pelo espaço e pela crítica construtiva, características do colega.
    Espero que você realmente tenha lido o meu livro e o de André Rocha, o editado pela Maquinária, o único que tem o escudo do Flamengo na capa. É o livro oficial. O que não o torna melhor e nem pior. O que não o torna mais ou menos oficial.
    Ainda não li o de Antonio Carlos Meninéa (companheiro que quase escreveu o livro com a gente) e nem o de Maurício Neves (outro que quase esteve no mesmo projeto). Mas praticamente acabei de ler o excelente do não menos Eduardo Monsanto. Um show de detalhes antes e depois de a bola rolar, conforme o interesse do autor.
    O meu livro e o de André Rocha preferiu, por uma questão de espaço (não tínhamos tantas páginas), estilo e escola, ser mais futebolístico. Tratando mais da bola rolando que da bola enlameada – ou supostamente enlameada.
    Optamos por não tratar do jogo brusco e duro de bastidores em algumas oportunidades, e nem das muitas e deliciosas histórias de treinos e concentrações. Outros livros e tantas entrevistas já trataram do tema, e com igual sabor, nem sempre com tamanha riqueza como fez Monsanto.
    Nós resolvemos ser mais, digamos, futebolísticos – sem nos arvorar na pretensão de ser mais “jornalísticos”.
    É o livro que mais analisa técnica e taticamente aqueles todos times do Flamengo do período – até porque vamos além de 1981. Discutimos (sim, discutimos, porque mostramos muitas opiniões dos protagonistas, e não apenas Zico e Júnior, e não somos tidos e metidos a donos dos fatos) o legado indiscutível da qualidade daquela equipe. Analisando o avanço inegável que olhos da época e, pelo visto, os de hoje, também não enxergaram. Ou não querem ver.
    Mais: é o livro que mais ouviu adversários daquela equipe. Dinamite, Leão, Dario Pereyra, entre outros. Fernando Morena, do Peñarol que venceu o Flamengo na Libertadores de 1982. E, mais que tudo, o único que ouviu o outro lado. Falamos com José Roberto Wright e com Palhinha. Citamos lance a lance, sim, lance a lance, o que achamos de erros e acertos das polêmicas arbitragens de 1980 e 1981 contra o Atlético Mineiro.
    E, como todos os entrevistados rivais, sim, TODOS eles, dissemos que a arbitragem errou (e, algumas vezes, para os dois lados). E que, como TODOS eles também afirmaram, muitas vezes acabaram beneficiando o melhor time – o Flamengo.
    Com a bola rolando, o nosso livro é para ser lido e discutido não apenas por rubro-negros. Não é uma ode. Nem um odeio. É um livro de futebol para quem gosta de futebol, e não apenas para quem gosta da perfumaria da vida ou das profundezas podres do fútbol.
    Quem lê um livro a respeito de um grande time de futebol quer saber mais a respeito dos motivos que o levaram a ser um grande time de futebol. Ele jogava no 4-2-3-1 (ou seria 4-1-4-1)? Por que a entrada do Lico foi tão importante? Como aquele time foi montado por Coutinho? Como ele marcava? Como ele atacava?
    Isso é mais futebol e o mote do livro que intrigas novelísticas de vestiário (que também tratamos, ao menos as que realmente achamos importantes)…
    (Stycer, a propósito, e na ótima: destacar em sua análise o possível “complô” que teria derrubado Sani e o final de uma longa amizade entre ele e Carpegiani como algo realmente transcendental é ser levado mais pelas intrigas dos reality-shows que você adora acompanhar que pela real importância do fato.)
    E como não ficamos apenas em 1981 – começamos em 1976 e chegamos até o hexa de 2009, passando por uma eventual comparação com o Barcelona atual -, não tivemos espaço para questões que achamos menores pelo menor espaço que tínhamos. E que são infinitamente menores quando se compara a grandeza de um time que, sim, diferentemente da sua análise, caro Stycer, foi questionado e contextualizado criticamente.
    Também discutimos o calendário (fizemos da mesma forma que Monsanto) e a qualidade das arbitragens – e quando falo “qualidade”, não entro na honestidade. Elas estão implícitas em alguns questionamentos e passagens que você não quis citar, mas lá se encontram no nosso livro. Como também estão as menções a algumas histórias de outros caros colegas jornalistas rubro-negros (não necessariamente nessa ordem).
    Concordo que, dentro do possível, devemos repensar (ou mesmo pensar pela primeira vez) muitas coisas no futebol, não apenas o nosso. Mas um relato de uma história tão rica abre o espaço para a reflexão natural do leitor. Nosso livro com a bola rolando, somado ao de Monsanto com ela parada, são dois painéis bastante completos e complexos a respeito daquele timaço e daquele tempo do futebol carioca, brasileiro, sul-americano e mundial. Como tenho certeza, por conhecer Meninéa e Maurício, que os deles também honram os nossos perfilados e, claro, homenageados.
    Qualquer outra reflexão maior não teria espaço e cabimento – literalmente – naquele momento. Nosso livro optou por ficar nos treinamentos, nas pranchetas e no gramado. Sem extrapolar bastidores, tribunas ditas de honra e de imprensa, e nem caravanas de torcedores. Nosso livro falou de futebol mais que qualquer outro. Porque era futebol que aquele time tinha mais que qualquer outro então, e desde que vejo futebol no Brasil. O que disse, aliás, o uruguaio Morena. Um dos tantos adversários que foram ouvidos pelo único dos quatro livros que ouviu os outros tantos lados. Como você, Stycer, sabe muito bem fazer e quase sempre reconhecer quando é feito.
    O nosso livro é crítico dentro do que pode ser crítica uma história de um enorme vencedor como aquele Flamengo. Querer achar mais pelos nas bolas é querer ser ainda mais chato do que já somos críticos – todos nós.
    Tentamos ser críticos dentro da paixão inerente ao futebol, claro. E, dentro do possível, sem o clubismo e bairrismo que muitas vezes empobrecem a discussão e levam a um denuncismo barato e inconsequente. Que acha que tudo está sendo vendido e/ou comprado no futebol. Até mesmo a capa de um livro.
    Nosso livro não foi feito exclusivamente para rubro-negros. Mas para os que também gostam do futebol bem jogado como você, Stycer, que, como eu, não é rubro-negro. Também é um livro para os que acham que sempre têm algo escondido. Ainda que seja apenas uma ponta de inveja.

    Grande abraço, sempre lendo, sempre aprendendo contigo.
    Mauro Beting

Portuguesa: o maior amor do mundo da minha aldeia

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

 

Muita gente que saiu do Canindé na terça-feira com o título antecipado da Série B não sabia o que era ser campeã. E nem precisava disso para saber ser tão ou mais feliz e orgulhosa que alguns que torcem por best-sellers, campeões de audiência e de campo.

É fácil torcer pelo melhor ou pelo maior. Pode causar raiva em muitos, inveja em tantos, discussão sempre. Mas admitir torcer por um clube de menos títulos, torcida, dinheiro e poder é quase encerrar a discussão e iniciar a galhofa. Ou, muito pior, o que há de mais nefasto, e o que há de mais podre e pobre para o nosso coração rico de paixão: o desprezo. A comiseração.

Pior que ser gozado na derrota é não ser zoado. Melhor aturar uma segunda-feira ainda mais perdida que a partida de domingo que aquele olhar de deixa-pra-lá-que-não-vou-zoar-o-infeliz-que-não-sabe-o-que-é-ser-campeão. Algo que muitas vezes o torcedor campeão da Série B por antecipação e com imensos méritos sabe muito mal o que é.

Mas tem algo que muitos que não foram campeões na terça-feira (mas foram muito mais vezes outros tantos dias) podem não saber sentir. Ou não ter a menor ideia mesmo. Não é o prazer de ser campeão. É o prazer de ser. Simplesmente isso: ser.

Quem é Portuguesa é. Ponto final. Algumas vezes pontos ganhos. Muitas vezes pontos e partidas perdidas. Mas quem é Portuguesa quis. E quer muito mais mais que outros mais queridos pela bola. Quem é Portuguesa pode amaldiçoar o avô, o pai, a mãe, Madredeus, a namorada, o bairro, Portugal, a camisa rubro-verde, o caldo verde, o pastel, o fado, os fardos, o Roberto Leal, a Amália Rodrigues, o coração, o Tejo, Camões, Julinho Botelho, Djalma Santos, Ivair, Enéas, Edu Marangon, Dener, Zé Roberto, Cabral, Caminha, os caminhos, as caravelas, os caras velhos que não dão as caras, os caras pintadas que cobrem o rostos, os euros, os escudos, os brasões, os barões assinalados, os plebeus apunhalados, as armas, as almas, os Desportos, a Portuguesa, a Lusa, a luz que não acende às margens do Tietê ainda mais marginalizado no Canindé.

Mas quem viu aquela gente toda ali contra o Sport. Quem vê não tanta gente por aí neste esporte que vai muito além de ser campeão, sabe que um torcedor rubro-verde precisa se respeitar mais que o próprio clube pelo qual ele torce.

Não sou Lusa. Mas queria que mais gente no meu Palmeiras amasse tanto a Portuguesa como essa turma ótima do Jorginho. Gente de primeira linha que não importa a divisão ou multiplicação. Não importa se é primeira ou última colocada. O que importa é ser. Portuguesa!

Vamos à luta, ó, campeões!

Embolou geral

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

 

O Botafogo que pintava muito bem perdeu um jogo para a melhor surpresa do BR-11 (O Figueirense, de notável desempenho como visitante) e ficou a três pontos do ainda líder Corinthians. No sábado, no Engenhão, uma vitória por 1 a 0 bastaria ao ainda vivo time de Caio Júnior para ficar à frente da equipe de Tite pelo quarto critério de desempate (empatariam em pontos, vitórias, saldo de gols e apenas no número de gols marcados o Fogão levaria vantagem diante do alvinegro paulista).

Não se pode usar o termo uma vitória “simples” porque cada vez mais parece difícil ganhar um jogo. Como aconteceu em Uberlândia, com torcida a favor, calor e gramado fofo para todos, e 33 pontos antes de a bola rolar de diferença entre as equipes. No resultado final, mais erros de arbitragem (como também aconteceram na Vila Belmiro contra o Vasco), mais uma rodada indefinida pela irregularidade normalíssima do futebol atual.

O BR-11 embolou como jamais havia acontecido. Nem tanto por méritos da turma de cima. Muito pela inconstância gritante de equipes que não sabem administrar placares e vantagens. Claro, também há momentos de brilho, como a excelente atuação do Flamengo no segundo tempo contra o preocupante e agora definitivamente ameaçado e destrambelhado Cruzeiro; BR-11 que pode ter um bicampeão também pela vitória no Beira-Rio do Fluminense que perde quase tanto quanto o lanterna América (15 derrotas mineiras em 33 jogos, 15 cariocas até agora). Mas um Fluminense que sabe vencer como nenhum outro no BR-11: são 18 vitórias, e apenas dois empates.

Pode até não ser (bi)campeão. Mas o time de Abelão é quem melhor representa este perde e ganha brasileiro. Equipe que passa da euforia de um grande resultado como o conquistado em Porto Alegre à depressão de algumas derrotas difíceis de serem explicadas. Se é que ainda existe alguma coisa que assombre ou assuste no futebol brasileiro.

Ao menos o Flu dá o mote. Na dúvida, melhor arriscar o ataque e o jogo. Num campeonato tão equilibrado, exatamente as tantas vitórias tricolores podem definir o título.