(MAIS DA RODADA NA TVLANCE!, nesta segunda-feira, comentando alguns dos jogos)
CORINTHIANS 5 X 0 SÃO PAULO – A melhor atuação do BR-11, e contra o líder São Paulo até então 100% em cinco jogos – ainda que desfalcado de sete titulares. Uma das maiores goleadas corintianas em clássicos paulistas. A maior do Timão sobre o rival na história do Brasileirão. Uma das melhores partidas alvinegras em todos os tempos e campos. Em 15 minutos no segundo tempo, o Timão fez três gols, e teve mais três chances. Foram 14 até o final, contra apenas quatro tricolores. Cinco a zero acabou sendo pouco pela diferença abissal entre as equipes no segundo tempo. Um show de Danilo, Liedson e William. Não necessariamente uma vergonha do São Paulo (MAIS DO MAJESTOSO PAULISTA NA EDIÇÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA, NO LANCE!).
FLAMENGO 4 X 1 ATLÉTICO MINEIRO – Esquecendo o primeiro tempo que não foi bom, a segunda etapa foi ótima. O Galo chegou numa bola parada e abriu o placar, com Dudu Cearense, que será muito bom para lances assim. Mas faltou concentração e preparo físico. A defesa ficou exposta. O meio não marcou. E sobrou o Flamengo que saiu do 3-4-2-1 para um 4-2-3-1, ganhou com Negueba e Deivid e, principalmente, com uma ótima partida de um mexido Ronaldinho. Ele resolveu se mexer e reencontrou seu futebol. Agora é preciso ele e o Flamengo acharem ritmo e consistência. E o Galo juntar os cacos, sem o desespero apresentado no segundo tempo para esquecer. Ou recordar sempre pelo destempero.
CRUZEIRO 2 X 1 CORITIBA – Joel enfim trabalha no futebol mineiro. E estreou com o pé direito de Montillo, autor dos gols da apertada vitória sobre o bom Coritiba. Resultado conquistado depois de um pênalti discutível em Dudu, que entrou bem no lugar de um dos três volantes – o lesionado Henrique – para deixar o Cruzeiro mais ofensivo. Ele cavou o pênalti que o argentino marcou. Marcos Aurélio saiu do banco para empatar depois de belíssimo três dedos de Rafinha. O gol da vitória veio dos pés do argentino, em belo lance de Dudu. Típico jogador que não deve ser titular de Joel. Mas pode dar a velocidade que o 4-3-1-2 inicial não deu contra o mais precavido 4-2-3-1 de um Coritiba que já atacou e já jogou mais em 2011.
ATLÉTICO-PR 0 X 2 BAHIA – Ainda tenho dúvidas a respeito do Bahia. Por melhor e maior que seja a capacidade de René Simões de gerenciar vestiários e arrumar equipes, a idade média do elenco é avançada. Pode atrapalhar a campanha tricolor, depois de ótimas vitórias fora de casa. Só não discuto a saída de Adilson Batista. Não deu liga no Furacão. Desta vez, porém, diferentemente do que aconteceu no Corinthians e Santos, a questão não pareceu ser o ambiente com o elenco. Foi dentro de campo, quando um grupo de qualidade técnica discutível e condição física ainda mais questionável definhou em campo. E vai ter de repetir a recuperação inesperada de 2010 para não fazer horroroso este ano.
BOTAFOGO 2 X 1 GRÊMIO – Elkeson está jogando como se tivesse nascido em General Severiano. O primeiro gol, o da bolada em Marcelo Mattos, é daquelas coisas que acontecem, dizem, com o Fogão. Mas foi parecido com o que Fábio Júnior marcou contra o Cruzeiro, na rodada anterior. No mais, foi um Botafogo superior ao 3-3-3-1 inicial de Renato Portaluppi. Que tentou povoar taticamente uma equipe debilitada técnica e taticamente. Grêmio que vai ganhar reforços, mas ainda não sei se qualidade. Algo diferente do time de Caio Júnior, que recuperou o núcleo duro da zaga com Fábio Ferreira e Antonio Carlos, um lateral promissor (mais ala) que Cortês, e promessa de permanência de Marcelo Mattos, que pode fazer meio-campo para lá de bom com Renato.
CEARÁ 2 X 0 PALMEIRAS – O Vozão jogou mais contra o São Paulo de Rogério Ceni que contra o Palmeiras. Merecia melhor sorte contra o Tricolor. Mereceu a vitória contra o Verdão. Washington foi melhor que Iarley, Boiadeiro e principalmente Vicente voaram pelos lados (também pela ausência de Luan e pela nulidade de Wellington Paulista numa função que não sabe executar), e o Ceará mereceu vencer um Palmeiras confuso na marcação no meio, e com problemas no jogo aéreo. Um time que vai crescer com Maikon Leite aberto pela direita, marcando e jogando, e dando suporte ao isolado Kléber.
AVAÍ 0 X 1 FLUMINENSE – Não só a vitória foi merecida contra o lanterna que passou da hora de reagir. Foi uma ótima atuação de Conca, que vinha devendo bola, e pode ter reencontrado o jogo na Ressacada. Conca não fez apenas o gol. Criou as melhores jogadas de um Tricolor que se segurou mesmo com um Rafael Moura a menos, numa expulsão discutível. Bem, mesmo, foi Márcio Rozário, que merece a titularidade na zaga de Abelão e, mais uma vez, Diego Cavallieri.
INTERNACIONAL 4 X 1 FIGUEIRENSE – D’Alessandro deu um passe de cinema para Oscar e fez as melhores jogadas de um Colorado que nem precisou jogar muito para vencer um Figueirense que vinha melhor que a encomenda no início do BR-11. D’Ale certamente amargurado pelo que Daniel Passarella e péssimas companhias fizeram com o River Plate do corazón do argentino. Mas que respondeu na bola com bons e bem bolados lances numa partida que o Inter devia ao seu torcedor. Ao menos o resultado que ajuda a caminhar melhor. Ainda que o sistema defensivo inspire cuidados.
ATLÉTICO-GO 0 X 1 VASCO – Mais do mesmo. Outra senhora atuação de Fernando Prass garantiu ótima vitória vascaína construída no primeiro chute, e que chutaço, de Felipe. Foi um sufoco. Mas foi outra vitória de um time que apostou em laterais mais ofensivos, mas sem desguarnecer a ótima dupla Dedé e Anderson Martins, das melhores do país. Com o time mais entrosado, e a boa fase da turma da frente, o Vasco não vai disputar o BR-11 só para se preparar para a Libertadores-12. Vai jogar para ir além.
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