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Arquivo de junho de 2011

Rodada 6 – Show do Corinthians. Sobraram dois invictos

domingo, 26 de junho de 2011

 

(MAIS DA RODADA NA TVLANCE!, nesta segunda-feira, comentando alguns dos jogos)

CORINTHIANS 5 X 0 SÃO PAULO – A melhor atuação do BR-11, e contra o líder São Paulo até então 100% em cinco jogos – ainda que desfalcado de sete titulares. Uma das maiores goleadas corintianas em clássicos paulistas. A maior do  Timão sobre o rival na história do Brasileirão. Uma das melhores partidas alvinegras em todos os tempos e campos. Em 15 minutos no segundo tempo, o Timão fez três gols, e teve mais três chances. Foram 14 até o final, contra apenas quatro tricolores. Cinco a zero acabou sendo pouco pela diferença abissal entre as equipes no segundo tempo. Um show de Danilo, Liedson e William. Não necessariamente uma vergonha do São Paulo (MAIS DO MAJESTOSO PAULISTA NA EDIÇÃO DESTA SEGUNDA-FEIRA, NO LANCE!).

FLAMENGO 4 X 1 ATLÉTICO MINEIRO – Esquecendo o primeiro tempo que não foi bom, a segunda etapa foi ótima. O Galo chegou numa bola parada e abriu o placar, com Dudu Cearense, que será muito bom para lances assim. Mas faltou concentração e preparo físico. A defesa ficou exposta. O meio não marcou. E sobrou o Flamengo que saiu do 3-4-2-1 para um 4-2-3-1, ganhou com Negueba e Deivid e, principalmente, com uma ótima partida de um mexido Ronaldinho. Ele resolveu se mexer e reencontrou seu futebol. Agora é preciso ele e o Flamengo acharem ritmo e consistência. E o Galo juntar os cacos, sem o desespero apresentado no segundo tempo para esquecer. Ou recordar sempre pelo destempero.

CRUZEIRO 2 X 1 CORITIBA – Joel enfim trabalha no futebol mineiro. E estreou com o pé direito de Montillo, autor dos gols da apertada vitória sobre o bom Coritiba. Resultado conquistado depois de um pênalti discutível em Dudu, que entrou bem no lugar de um dos três volantes – o lesionado Henrique – para deixar o Cruzeiro mais ofensivo. Ele cavou o pênalti que o argentino marcou. Marcos Aurélio saiu do banco para empatar depois de belíssimo três dedos de Rafinha. O gol da vitória veio dos pés do argentino, em belo lance de Dudu. Típico jogador que não deve ser titular de Joel. Mas pode dar a velocidade que o 4-3-1-2 inicial não deu contra o mais precavido 4-2-3-1 de um Coritiba que já atacou e já jogou mais em 2011.

ATLÉTICO-PR 0 X 2 BAHIA – Ainda tenho dúvidas a respeito do Bahia. Por melhor e maior que seja a capacidade de René Simões de gerenciar vestiários e arrumar equipes, a idade média do elenco é avançada. Pode atrapalhar a campanha tricolor, depois de ótimas vitórias fora de casa. Só não discuto a saída de Adilson Batista. Não deu liga no Furacão. Desta vez, porém, diferentemente do que aconteceu no Corinthians e Santos, a questão não pareceu ser o ambiente com o elenco. Foi dentro de campo, quando um grupo de qualidade técnica discutível e condição física ainda mais questionável definhou em campo. E vai ter de repetir a recuperação inesperada de 2010 para não fazer horroroso este ano.

BOTAFOGO 2 X 1 GRÊMIO – Elkeson está jogando como se tivesse nascido em General Severiano. O primeiro gol, o da bolada em Marcelo Mattos, é daquelas coisas que acontecem, dizem, com o Fogão. Mas foi parecido com o que Fábio Júnior marcou contra o Cruzeiro, na rodada anterior. No mais, foi um Botafogo superior ao 3-3-3-1 inicial de Renato Portaluppi. Que tentou povoar taticamente uma equipe debilitada técnica e taticamente. Grêmio que vai ganhar reforços, mas ainda não sei se qualidade. Algo diferente do time de Caio Júnior, que recuperou o núcleo duro da zaga com Fábio Ferreira e Antonio Carlos, um lateral promissor (mais ala) que Cortês, e promessa de permanência de Marcelo Mattos, que pode fazer meio-campo para lá de bom com Renato.

CEARÁ 2 X  0 PALMEIRAS – O Vozão jogou mais contra o São Paulo de Rogério Ceni que contra o Palmeiras. Merecia melhor sorte contra o Tricolor. Mereceu a vitória contra o Verdão. Washington foi melhor que Iarley, Boiadeiro e principalmente Vicente voaram pelos lados (também pela ausência de Luan e pela nulidade de Wellington Paulista numa função que não sabe executar), e o Ceará mereceu vencer um Palmeiras confuso na marcação no meio, e com problemas no jogo aéreo. Um time que vai crescer com Maikon Leite aberto pela direita, marcando e jogando, e dando suporte ao isolado Kléber.

AVAÍ 0 X 1 FLUMINENSE – Não só a vitória foi merecida contra o lanterna que passou da hora de reagir. Foi uma ótima atuação de Conca, que vinha devendo bola, e pode ter reencontrado o jogo na Ressacada. Conca não fez apenas o gol. Criou as melhores jogadas de um Tricolor que se segurou mesmo com um Rafael Moura a menos, numa expulsão discutível. Bem, mesmo, foi Márcio Rozário, que merece a titularidade na zaga de Abelão e, mais uma vez, Diego Cavallieri.

 INTERNACIONAL 4 X 1 FIGUEIRENSE – D’Alessandro deu um passe de cinema para Oscar e fez as melhores jogadas de um Colorado que nem precisou jogar muito para vencer um Figueirense que vinha melhor que a encomenda no início do BR-11. D’Ale certamente amargurado pelo que Daniel Passarella e péssimas companhias fizeram com o River Plate do corazón do argentino. Mas que respondeu na bola com bons e bem bolados lances numa partida que o Inter devia ao seu torcedor. Ao menos o resultado que ajuda a caminhar melhor. Ainda que o sistema defensivo inspire cuidados.

ATLÉTICO-GO 0 X 1 VASCO – Mais do mesmo. Outra senhora atuação de Fernando Prass garantiu ótima vitória vascaína construída no primeiro chute, e que chutaço, de Felipe. Foi um sufoco. Mas foi outra vitória de um time que apostou em laterais mais ofensivos, mas sem desguarnecer a ótima dupla Dedé e Anderson Martins, das melhores do país. Com o time mais entrosado, e a boa fase da turma da frente, o Vasco não vai disputar o BR-11 só para se preparar para a Libertadores-12. Vai jogar para ir além.

MAIS DOS JOGOS, COM ANÁLISE TÁTICA VIA TACTICAL PAD, NO ENDEREÇO ABAIXO

http://www.lancepedia.com.br/cronistas/mauro-beting/

Santos 2 x 1 Peñarol – TRICAMPEÃO DA LIBERTADORES

quinta-feira, 23 de junho de 2011

 

 

  

Os últimos foram os primeiros campeões da América

 

Na mesma noite de 14 de abril de 1912 era fundado o Santos F.C. e afundava o RMS Titanic, da companhia marítima White Star. “Estrela branca”. Empresa que pensou grande e administrou com enorme irresponsabilidade a única viagem do “insubmersível” que afundou no primeiro iceberg.

O Titanic que morreu em 1912 é metafóra da presunção do Homem. O Santos que nasceu no mesmo dia é exemplo de que é possível conquistar o planeta sem perder a raiz. O clube nasceu para subir a serra, conquistar o mar (e até explorar o espaço com o E.T. Pelé), e tomar e tornar o planeta como se fosse uma rua estreita próxima à Vila Belmiro. Por vezes o clube se perde num provincianismo tacanho, esquecendo que o mar e o Leão dele não podem ficar confinados. O Santos é maior que Santos. Foi o maior da melhor época do futebol brasileiro e mundial – e não apenas por Pelé, pelo amor de Pelé!

 

O Santos não é só dos santistas. É de quem lotou o Maracanã para vê-lo bi mundial. É de quem encheu o Pacaembu para desmontar, como em 1962, os carboneros do Peñarol. A terceira estrela santista brilhou no Pacaembu branco como se fosse a Vila Belmiro de tantos Santos campeões. De tantos meninos de areia. Do Neymar do primeiro golaço, do Danilo-22 do segundo, aos 22 minutos do 22 de junho, que dobrou o 11 do Neymar (que jogou por todos, e por mais alguns companheiros limitados), e fez a mais que merecida festa de um time que criou 17 chances de gol e fez duas. Que superou um início ruim, um planejamento de diretoria torto, venceu as lesões, e ganhou um torneio que os rivais foram tombando, e o Santos foi levando.

Está no estatuto do clube o gosto pelo gol, o apreço pelo apuro sem preço. O Santos virou reverente referência. Patrimônio que ficou por mau tempo tombado, mas que se reinventa e se renova com os Meninos da Vila Reloaded. Um time que mostra que para ganhar Libertadores não precisa bater na canela alheia mais que na bola. Um clube que sabe que não é preciso só grana e gana para vencer na grama e na lama sul-americana.

Um time de Neymar. Que aos 36, ao deixar o pé por sobre a bola que González sempre insistiu ignorar e apenas acertar o craque santista, mostrou naquele lance violento que não é mais menino. É homem. No sentido do macho de futebol. Um sujeito que infelizmente é necessário desde que a bola é redonda. Desde que o Santos é campeão.

Naquela noite de abril de 1912, o sonho de três rapazes que fundaram o clube era real. Mas eu duvido, com toda a razão e emoção, que eles imaginavam o que seu Santos faria. Tenho a certeza que colossos do futebol mundial nasceram sabendo que poderiam conquistar o mundo como Titanics da bola. Mas ninguém foi mais longe que o time de Mário, Argemiro e Raymundo, os fundadores. O time de Neymar, Ganso e Muricy, os reconquistadores da América.

Sim, são todos viúvas de Pelé. E parceiros de Neymar & Ganso, de Robinho & Diego, de Juary e Pita, de outras parcerias que não foram varridas pelo vento e nem pela poeira. Estão lá no vaivém da vida, nas ondas da praia da Vila. Um clube que não precisaria de Pelé para ser quase tudo isso. Uma equipe que foi muitas vezes montada por filhos da terra e das areias vizinhas. Um clube que soube comprar pelo Brasil e pela América craques que fizeram o mundo cheio de gols e de outros Santos. Mas só um Santos Futebol Clube. Só um time de anjos. Só um clube que honrou todos os Santos e todo o futebol brasileiro e mundial.

O time do Pelé do futebol, o próprio Pelé. O clube que mais gols fez no futebol. O único com duas sedes. O maior campeão de uma cidade que não é capital nem da província. O primeiro clube paulista a marcar 100 gols (em apenas 16 jogos), em 1927. O primeiro brasileiro campeão da América. O primeiro bi. O segundo tri. Quem sabe o primeiro brasileiro tetra da Libertadores. Quem sabe?

Eu sei, a América também: o Santos.

Santos no 4-3-1-2, quase num 4-2-2-2, contra o Peñarol no 4-4-2, com Martinuccio mais enfiado, e solto demais com Adriano distante dos zagueiros. Ainda assim, o Santos sempre foi melhor, criando 17 chances contra apenas 4 carboneras

Santos x Peñarol – O que pode ser

terça-feira, 21 de junho de 2011

O time que começou no Uruguai. Mais equilibrado, porém menos técnico e entrosado

O provável 4-3-1-2 santista contra o 4-4-2 uruguaio. Santos pode usar também o 4-2-3-1, com Neymar vindo de trás, Arouca mais próximo a Adriano, e Elano mais adiantado e avançado

A pedido da redação:

SANTOS – Se já treinou bem, Ganso tem de jogar desde o ínicio. Não deve aguentar 90 minutos. Mas é melhor tê-lo mais tempo em campo para evitar que todo o time ature 120 de bola rolando. Escalado Ganso na armação centralizada, o Santos poder manter o 4-3-1-2, com o recuo de Elano, ou pode variar para um 4-2-3-1, com o recuo de Neymar. Melhor que tudo, ganha em qualidade no apoio com Danilo no lugar de Pará na direita, sem perder na marcação.

Se Ganso não iniciar a decisão, Muricy começa com o time que iniciou a disputa, no Centenária. Equipe menos técnica e criativa, mas muito mais marcadora e, quem sabe, competitiva para vencer o Peñarol já nos 90 minutos. Arouca e Danilo, pelos lados, precisarão dar o apoio a Elano na criação dos lados. Com Leo de volta à lateral, o time terá saída menor pela esquerda, mas estará mais equilibrado defensivamente, também pela essencial proteção à zaga proporcionada por Adriano.

PEÑAROL – Time que joga melhor fora de casa que em Montevidéu, depende demais da atuação de Martinuccio para puxar os contragolpes. Se Adriano repetir a excelente atuação do Centenário, blinda o sistema defensivo santista, que só passaria por riscos maiores nas bolas cruzadass pelos armadores pelos cantos Corujo e Mier em busco do aproveitamento no jogo aéreo do centroavante Olivera.

 

 

RODADA 5 – São Paulo 100%, parte 5

segunda-feira, 20 de junho de 2011

 

* Ainda falta Corinthians x Santos, justamente adiado por conta da decisão da Libertadores.

* Mas mesmo uma vitória do favorito ao título da Libertadores ou mais um bom resultado corintiano não vão mudar a liderança são-paulina. Conquistada com esforço no Presidente Vargas, contra o Ceará, por 2 a 0. Gol de Marlos e mais um golaço de Lucas de um Tricolor que chegou a ter em campo nove que cresceram na base tricolor. Contando com o craque da tarde, Rogério Ceni, com pelo menos cinco defesas de cinema, incluindo um pênalti tão bem defendido quanto adiantado.

* O Ceará foi adversário complicado com final infeliz. Diferentemente do Bahia, que voltou a vencer na Série A pela primeira vez, desde 2003. E com imenso mérito contra o campeão brasileiro de 2010, que mais uma vez jogou mal, mais uma vez não teve pernas e nem qualidade para aguentar o tranco e o contragolpe de Jobson, que marcou o gol mais que merecido. Não fosse Diego Cavalieri, de volta à titularidade, o Flu teria sofrido mais que seu torcedor, no Engenhão.

* O tricolor gaúcho também não teve aquela atuação. Mas teria melhor sorte se Fernando Prass não tivesse feito outros milagres além dos pênaltis, e se Bernardo não tivesse acertado aquele cruzamento-chute. Se não teve a intenção, fez um golaço que a bobeada defensiva na sequência cedeu o empate ao Grêmio que ainda precisa de muito mais bola e reforços. Diferentemente do Vasco que parece cada vez mais pronto para fazer um Brasileirão quase tão bom quanto a Copa do Brasil.

* O Internacional deve, depois de muito tempo, o bom resultado contra o ótimo Coritiba ao seu goleiro. Muriel fez milagres até mesmo no gol sofrido, com duas grandes defesas. O Coritiba não foi tão feliz no 4-2-3-1 inicial, como Falcão, mesmo com o golaço de Glaydson, não foi dos mais felizes ao adiantar o volante pela meia direita, e prender Tinga como volante pela direita, no primeiro tempo.

* Não é elenco, camisa e nem mesmo futebol para tão poucos resultados na Toca da Raposa. Cuca já vinha entregando os pontos e o cargo que chega a Joel Santana, que antes mesmo do BR-11 esperava um convite até a quinta rodada. Chegou a sua primeira chance no futebol mineiro. Pode ser feliz com bom elenco. Desse modo, com a demissão de Cuca, Mauro Fernandes segue como o treinador da Série A há mais tempo no comando de um clube. Desde dezembro de 2009. É muito pouco. E explica o pouco de bola que se vê pelo Brasil, e que se viu no sábado, também, em Sete Lagoas.

* Foi a melhor exibição do Palmeiras em meses. Cinco a zero foi pouco. E ainda assim parece demais para um clube que cria crises e futricas do nada, como do nada saiu Luan para, mais uma vez, fazer ótima partida, como Cicinho e Kléber. E como Marcos, por não bater o pênalti quando estava 4 a 0. Provando ser um ídolo  não só palmeirense, mas de todo o futebol. Pelo muito que cata. Pelo muito que é como pessoa.

* Primeiro tempo para esquecer, segundo tempo emocionante. Falhas defensivas, de goleiros, e boas sacadas dos treinadores. Especialmente Dorival Júnior, que apostou em Guilherme e empatou um jogo que o Galo fez força para perder, e que o Dragão mostrou que pode melhorar no BR-11.

* Flamengox Botafogo, desde 2006, eu só tenho um palpite. Dois a dois. Desta vez, mais um empate. Mas sem gols, nem grande futebol. O primeiro empate sem gols do BR-11. Sem Bottinelli, expulso na primeira etapa, há como entender o Flamengo menos criativo e ofensivo. Também por isso poderia se esperar mais do Botafogo. O que pouco se viu, apesar do potencial de crescimento com os reforços que chegam.

Peñarol 0 x 0 Santos

quinta-feira, 16 de junho de 2011

 

Em 1962, o camisa 10 do Santos só jogou na última partida, a terceira, em campo neutro, em Núñez. E como jogou Pelé, ao lado de Coutinho, na vitória de 3 a 0 sobre um grande Peñarol, então campeão mundial, e bi sul-americano. O Rei esteve ausente nas duas primeiras partidas decisivas, em Montevidéu e na Vila Belmiro, pela lesão muscular sentida durante a Copa no Chile, no segundo jogo do Mundial, contra a Tchecoslováquia. Quando voltou ao time, Ele desempatou a série iniciada com um 2 a 1 para o Santos, no Centenário, e empatada com um 3 a 2 para o Peñarol, numa Vila em estado bélico.

Em 2011, o camisa 10 inscrito na Libertadores só deverá estar à disposição para a finalíssima. Ele – e ninguém neste mundo – é, será ou foi Pelé. Mas pelo nível do futebol brasileiro e sul-americano, Ganso é dos melhores projetos de craque dos últimos anos. Alguém que chegou para vestir essa camisa como se fosse a primeira pele. Alguém que pode, se escalado, ainda que sem ritmo e confiança, fazer estragos similares a mais um show de Gilmar, Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Pelé, Coutinho e Pepe. A formação clássica no 4-2-4 que passou por cima do Peñarol de Maidana, Spencer, Sasía, Joya e de um jovem Pedro Rocha.

Ganso pode ser mais um pé para fazer a diferença depois de um jogo igual em Montevidéu. Num gramado ruim, contra uma camisa pesada e uma torcida tocante, o Santos conseguiu grande resultado. Rafael manteve o ótimo nível na meta, Durval (o único titular da defesa) mandou na grande área, Adriano foi muito bem cercando Martinuccio pelo campo, e Neymar, quando não foi derrubado, xingado, ameaçado (e quando não cavou faltas), também foi fundamental para o resultado esperado. E pronto para ser superado no Pacaembu. Em 90, 120 minutos, ou mesmo nos pênaltis.

Mesmo se não atuar, Ganso dará mais opções a Muricy, que pode ser campeão coberto de méritos com um meio-campo menos técnico e inventivo, mas ainda assim superior ao rival. Por mais que o Santos seja muito mais time, não é dando show que se costuma dar volta olímpica em Libertadores. Até porque alguns dos atuais titulares alvinegros não vivem seus melhores jogos. E alguns poucos certamente jamais poderiam se imaginar com as faixas de campeões sul-americanos pelas mais que discutíveis qualidades técnicas que possuem.

Ainda não será fácil, como jamais é uma decisão desse nível. Mas ela será menos complicada pelas fragilidades carboneras, e pela descoberta do pré-sal em Santos. Uma terra que vai jorrar riquezas vindas lá das profundezas. E num futuro muito próximo. E possivelmente brilhante como o passado santista.

Rodada 4 – BR-11 – São Paulo dispara

segunda-feira, 13 de junho de 2011

 

Enquanto a análise da rodada não pode ser escrita por motivos de trabalho maior, a análise tática de alguns dos principais jogos, na TVLANCE!

http://ow.ly/5gRVk

Aproveite e por aqui pitaque

Santos 3 x 0 Peñarol – Decisão da Libertadores-62

segunda-feira, 13 de junho de 2011

 

O Santos só uma vez jogou completo na Libertadores-62. Na finalíssima, em Núñez, cancha do River Plate. Só na terceira partida contra o Peñarol Pelé jogou. Bastou. Dois gols Dele, um de Coutinho que a arbitragem deu para Caetano, contra, e o Santos fez a América pela primeira vez. 3 x 0 no Peñarol então bicampeão sul-americano, e campeão do mundo em 1961.

O 4-2-4 santista para encarar o 4-2-4 carbonero. Os laterais não apoiavam, e os lances fluíam pelos lados com dois pontas de qualidade: Dorval entrava mais em diagonal, embora abrisse com dribles a marcação rival; Pepe recuava um pouco mais, e jogava mais aberto pela esquerda. Pelé e Coutinho infernizavam em tabelas, com o Rei se mexendo por todo o campo, e Coutinho saindo bastante da área; na intermediária, Zito e Mengálvio trocavam bastante de lado, e tanto ajudavam uma defesa fechada em Buenos Aires quanto iniciavam, com a bola no chão, ataques e contra-ataques santistas

 

PRIMEIRA BATALHA - No primeiro jogo, no Centenário, em 28 de julho de 1962, o Santos vencera por 2 a 1, de virada. Lima era o lateral-direito da defesa que sofreu o primeiro gol do equatoriano Spencer (ainda o maior artilheiro da história da Libertadores), aos 18 minutos. Mais não sofreu no jogo de ida. Porque a dupla de zaga Mauro e Calvet manteve o padrão. O primeiro, de futebol refinado que valeu o apelido de Marta Rocha pela elegância comparável a da Miss Brasil 1954, limpou a área santista com a categoria habitual, mas também jogando duro quando preciso contra o excelente ataque carbonero. Do lado esquerdo defensivo, Calvet cobria o lateral Dalmo e pouco concedeu à velocidade, malícia e qualidade do rival. Com gols de Coutinho, o Santos venceu em Montevidéu, de virada, por 2 a 1. E sem Pelé. Mas com Pagão. Desses que fazem qualquer um acreditar em todos os Santos naquele período mágico.

SEGUNDA BATALHA - Na volta, na Vila Belmiro, bastava o empate, em 2 de agosto. Ainda sem Pelé, recuperando-se da mesma lesão que o tirara da Copa-62. Spencer abriu o placar uruguaio, aos 15 minutos, depois de driblar dois santistas. Dorval empatou aos 27, em grande jogada individual. Mengálvio virou o placar, aos 35, num chute longo, no ângulo de Maidana. No segundo tempo, o Santos seguiu em cima, perdeu duas grandes chances, até levar o empate, aos 3. Spencer, mais uma vez. Gilmar reclamou que o meia uruguaio Sasía havia jogado terra nos olhos dele no momento do cruzamento de Joya. O árbitro chileno Carlos Robles nada marcou no lance usual do armador uruguaio. Na confusão, uma garrafa atingiu o bandeirinha Domingo Massaro.

Dada a saída depois de longa paralisação, Sasía virou o jogo. Mais reclamação santista. Desta vez, de suposta falta em Calvet. Quando o jogo recomeçou, Pagão empatou, aos 22. Antes mesmo de dar 45 minutos, Robles terminou o jogo com festa de campeão para o Santos. 3 x 3. O resultado que o time brasileiro precisava.

Pagão empata virtualmente o segundo jogo. 3 x 3. Um gol que valeu num jogo que não valia mais

 

Na prática, havia sido 3 x 3, e o título para o time paulista. No papel, porém, a história era outra. Na súmula entregue no dia seguinte, Robles relatou a baixaria, invasões, ameaças e agressões e afirmou que encerrara o jogo com 3 x 2 para os uruguaios. Temendo o fim do planeta na Vila com a suspensão da partida, além do encerramento da própria vida (ele foi ameaçado e agredido nas confusões), Robles fingiu dar prosseguimento a um jogo já acabado pela violência. O gol de Pagão aconteceu no final de mentirinha. o Santos, oficialmente, perdera o jogo que vencera.

A FINALÍSSIMA – Haveria o terceiro jogo, então, em campo neutro. O Santos não queria. Mas teve de aceitar. Ainda conseguiu adiá-lo para o fim de agosto, dia 30. Com arbitragem europeia (o holandês Leo Horn). Decisão em Buenos Aires. Se a maioria era argentina na arquibancada, só houve o Santos em campo.

O Peñarol manteve o ótimo time no 4-2-4 do treinador húngaro Béla Guttman, campeão europeu pelo Benfica, em 1961, e paulista em 1957, pelo São Paulo. Um dos pais do 4-2-4 que o Brasil adotaria na Suécia, em 1958, com seu auxiliar-técnico no São Paulo, Vicente Feola, comandando a Seleção brasileira na primeira conquista mundial. O time carbonero tinha Maidana na meta, o paraguaio Lezcano e mais Cano, Edgardo González e Néstor Gonçálvez na zaga. No meio, Caetano e Matosas, com Pedro Rocha, Sasía, Spencer e Joya no ataque poderoso blindado por boa marcação santista, e mais uma excelente atuação de Gilmar.

O goleiro bimundial pelo Brasil (e, depois, pelo próprio Santos, em 1962-63), fez pelo duas defesas de Gilmar nos 90 minutos ensolarados em Núñez. O volante multímodo Lima mais uma vez quebrou o galho como lateral-direito e não deixou o ponta peruano Joya fazer ainda mais nome em cima dele.

7min da decisão em Núñez, ainda 0 x 0: Pelé deixa a perna no zagueiro paraguaio Lezcano, que também entrou duro. Maidana reclama de Pelé. O Rei se defendia atacando contra um Peñarol que sabia jogar,e não batia tanto

 

Também no 4-2-4, o treinador Lula armava o Santos com Gilmar; Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval, Pelé, Coutinho e Pepe. Com a bola marrom, os laterais pouco avançavam. Porque bastavam e sobravam pontas como Dorval e Pepe, que driblavam e cruzavam. E, no caso de Pepe, o maior artilheiro terráqueo do Santos, as faltas da intermediária eram batidas em gol. Pelo menos duas vezes tentou no primeiro tempo de domínio santista. Conquistado com o golaço de Coutinho, que recebeu pela esquerda, passou como quis pela zaga rival e bateu de canhota, cruzado. Caetano tentou salvar e acabou mandando para o fundo da rede.

Com a vantagem conquistada aos 9 minutos, o Santos até cedeu terreno. Mas bastava o recuo de Dorval e Pepe na recomposição defensiva para dar espaço ao letal contragolpe armado por Pelé e Coutinho, bem municiados por Zito e Mengálvio, que jogavam, não deixavam jogar e ainda ditavam o ritmo daquelas impressionantes camisas brancas em Buenos Aires.

Mas foi no segundo tempo que a intensa movimentação de Pelé e Coutinho, autores de tabelinhas espetaculares, acabou por demolir o rival. Pelé, aos 3 do segundo tempo, limpou na entrada da área e bateu sem chances para o ótimo Maidana. Ainda faria um lance sensacional, desde o campo santista, até dar a bola para Coutinho chutar para grande defesa do goleiro qiue depois jogaria no Palmeiras.

O Santos merecia mais um gol contra ótimo adversário, porém batido e abatido. Faltando um minuto, Ele recebeu de Coutinho, desde a linha de fundo, ajeitou a bola e venceu muralha uruguaia postada na linha de meta. Nem com toda a banda oriental dentro da área havia como parar aquelas camisas brancas que se abraçavam no gramado invado pelos fotógrafos, como no mês anterior o Brasil fizera a festa bicampeã mundial em Chile.

Estava aberto o caminho para a conquista bimundial santista. E contra um gigante bicampeão sul-americano, vencido sem dó quando o Santos, mais uma vez, só jogou futebol. E não tudo que alguns torcedores jogaram no gramado da Vila, na segunda partida.

Lima (lateral-direito, camisa 4), Zito (volante-5), Dalmo (lateral-esquerdo-3), Calvet (zagueiro-esquerdo-6) , Gilmar (goleiro-1) e Mauro (zagueiro-direito-2); Dorval (ponta-direita-7), Mengálvio (meia-direita-8), Coutinho (centroavante-9), Pelé (ponta-de-lança-10) e Pepe (ponta-esquerda-11)

 

O CAMPEÃO – Um Santos iluminado. De 16 de dezembro de 1961, quando faturou o bi paulista 60-61, até 16 de novembro de 1963, quando venceu o Milan por 1 a 0, no Maracanã, e conquistou o bi mundial, o Santos disputou nove títulos. E venceu todos eles:

Campeão paulista e da Taça Brasil de 1961.

Campeão paulista e da Taça Brasil de 1962.

Campeão da Libertadores e do Mundial de 1962.

Campeão da Libertadores e do Mundial de 1963.

Campeão do Rio-São Paulo de 1963 (não disputou o de 1962).

Campeão de tudo e de todos. E nem sempre com Pelé em campo.

Coritiba 3 x 2 Vasco (3 x 3 agregado, vantagem vascaína no gol fora) – Vasco campeão da Copa do Brasil

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vascaíno, você lembra como acordou em 24 de março de 2003? Se não recorda exatamente o que foi aquela manhã de segunda-feira, saiba que a sensação é praticamente a mesma que você teve ontem ao levantar da cama depois de erguer a Copa do Brasil numa das mais emotivas celebrações de título dos últimos tempos. Também porque o Vasco, entre os grandes brasileiros, era quem há mais tempo não comemorava um caneco de primeira. Desde aquele março de 2003, depois de vencer duas vezes o Fluminense por 2 a 1, no RJ-03.

A sensação é ainda melhor porque parecia muito longe de ser alcançada no ínicio do ano, com um elenco fragilizado. Um time que só soube perder nos primeiros quatro jogos na Taça Guanabara, num começo antológico e de anedota. Só foi ganhar o sexto na estreia de Ricardo Gomes. Só recebeu um reforço de nível como Bernardo (reserva com bola de titular) no oitavo jogo. E, desde então, ganhou Leandro, Elton, Diego Souza, Alecsandro. Recuperou Felipe como comandante da nau-bala. Firmou Anderson Martins e Eduardo Costa. Reafirmou Fernando Prass e Dedé. Liberou Carlos Alberto. Reencontrou Dinamite com a vitória. Com o Vasco.

Vencedor contra um vice-campeão mais campeão que vice. O Coritiba das 24 vitórias seguidas históricas em 2011. Um Coxa que jogou bem em São Januário na outra semana, no domingo goleou os reservas vascaínos até então 100%, e venceu na grande e emocionante decisão no Couto Pereira um Vasco batido em tiros longos, e nas bolas altas que superaram uma escalação infeliz de Marcelo Oliveira. Quando o Coxa voltou a ser o time rápido e incisivo, com dois meias e dois atacantes, fez além do dever de casa, e só parou em Fernando Prass, de história igualmente bonita no clube.

O Coritiba só não ganhou a inédita Copa do Brasil porque o regulamento privilegia quem faz mais gols fora de casa. Algo melhor que uma disputa de pênaltis que só consagra goleiros. Mas não necessariamente define o melhor de uma competição. Algo que merece discussão, ainda mais num esporte com diferenças cada vez menos… diferentes. Não apenas isso se pode ponderar. Até mesmo a “vantagem” da decisão em casa no jogo de volta. Neste século, tirando a decisão carioca de 2006, a volta olímpica só não foi do visitante em 2003 e 2008. Em decisões pautadas algumas vezes pela imperiosa necessidade de fazer muito mais futebol e gols como mandante por um golzão sofrido em casa no jogo decisivo. Um gol dolorido como a falha feia de Edson Bastos no chutelongo de Éder Luiz. O gol do título. Típico de campeão. Típico do Vasco enfim vascaíno.

Encontros e despedidas da Seleção

quarta-feira, 8 de junho de 2011

 

As primeiras e as últimas partidas (para valer) dos principais artilheiros da Seleção Brasileira.

Craque Estreia (*=gol) Despedida (*=gol)
Pelé 1957 – 1×2 Argentina 1971 – 2×2 Iugoslávia
Romário 1987 – 0×1 Irlanda 2005 – 3×0 Guatemala*
Zico 1976 – 2×1 Uruguai* 1986 – 1×1 França
Ronaldo 1994 – 2×0 Argentina 2011 – 1×0 Romênia
Bebeto 1985 – 0×1 Peru 1998 – 0×3 França
Ronaldinho 1999 – 3×0 Lituânia 2010 – em aberto
Jairzinho 1964 – 4×1 Portugal 1982 – 1×1 Tchecoslováquia
Rivellino 1965 – 5×3 Hungria 1978 – 2×1 Itália
Rivaldo 1993 – 1×0 México* 2003 – 3×3 Uruguai
Leônidas 1932 – 2×1 Uruguai** 1946 – 1×1 Paraguai
Tostão 1966 – 1×1 Chile 1972 – 1×0 Portugal
Ademir 1945 – 3×0 Colômbia 1953 – 1×0 Uruguai
Zizinho 1942 – 1×2 Argentina 1957 – 0×3 Argentina
Careca 1982 – 1×0 Alemanha 1995 – 5×1 Venezuela
Gerson 1961 – 2×1 Chile 1972 – 1×0 Portugal
Dinamite 1975 – 1×3 Peru 1984 – 0×0 Argentina
Sócrates 1979 – 6×0 Paraguai 1986 – 1×1 França
Jair Rosa 1940 – 1×6 Argentina* 1956 – 0×0 Paraguai

 

AO VIVO – Brasil 1 x 0 Romênia – Jogo 8 Era Mano – Despedida de Ronaldo

quarta-feira, 8 de junho de 2011

 

Pacaembu, 21h50

SERGIO PEZZOTTA (ARG), HERNÁN MAIDANA (ARG) e ARIEL BUSTOS (ARG)

BRASIL – 4-2-3-1 – Victor-1; Maicon-2, Lúcio-3, David Luiz-4 e André Santos-6; Sandro-5 e Elias-8; Robinho-7, Jadson-10 e Neymar-11. Fred-19.

BANCO – Jefferson-12, Fábio-22, Luisão-13, Adriano-14, Lucas Leiva-15, Henrique-16, Anderson-23, Elano-20, Thiago Neves-25, Lucas-17, Nilmar-21, Leandro Damião-18, RONALDO-9.

DISPENSADOS – Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva e Ramires.

ROMÊNIA 4-4-1-1 – Tatarusani-12; Ripa-2, Papp-13, Gardos-6, Latovlevici-16;

Torje-11, Muresan-8, Bourceanu-15 e Sanmartean-19;

Surdu-17;

Marica-9.

BANCO – Pantilimon-1 (goleiro do Timisoara, de 2m03), Oros-24, Matei-3, Tanase-22, Zicu-7, Giurgiu-20, Antal-14, Alexa-5, Alexe-18, Tucudean-10, Lung-23.

COMEÇOU – 21h53.Brasil ataca para o gol do portão principal do Pacaembu. Como era de se esperare para a imagem ficar mais bonita para Ronaldo.

53s – Primeiro chute em gol de David Luiz. Se é que esse traque foi um chute.

2min – Marica isolado, Surdu é o meia-atacante, duas linhas de quatro bem recuadas esperam o Brasil que se mexe bem com os três meias.

3min – Pênalti no Jadson. Juizão marca fora da área. Pena que Fred isolou a bola na cobrança.

5min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 1 X 0 – Lúcio de voleiro, boa defesa do goleiro. Na sobra, a confusão seguiu. Começa bem o Brasil.

6min – Um torcedor corporativo no Pacaembu. Falta calor com ingressos tão caros e com a chuva que parou há uma hora. Ronaldo é mesmo um fenômeno. Meteorológico. Fez chover em junho como se fosse janeiro.

8min – Elias é quase um quarto meia que o segundo volante. E é melhor que seja muito mais um 4-1-4-1 que o usual 4-2-3-1.

12min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 2 X 0 – Neymar faz belo lance mas chuta por cima, depois de boa enfiada de Robinho. É só forçar um pouquinho contra uma defesa alta, poré, lenta.

14min – Romênia bate muito. E Neymar é a vítima preferencial.

15min – Telão mostra imagens de Ronaldo se aquecendo no vestiário. Torcida começa a gritar o nome do Fenômeno. Bela sacada. Mas, desse jeito, ninguém vai ver o jogo.

18min – Neymar faz grande lance pela direita, cruza lindo para Fred que, de novo, em fase terrível, isola de canela.

19min – RENDA. 30.4000 pagantes. Pouco mais de 4 milhões de renda.

19min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 3 x 0 – Robinho, livre, pela esquerda, chuta na rede lateral direita, depois de grande arrancada de Maicon pela ponta direita.

20min – Belo chapéu de Elias.

21min – Torcida grita que “Ronaldo vem aí, o bicho vai pegar”.

21min24s – GOL. FRED. 1 X 0 BRASIL. Jadson armou bonito para Neymar driblar o goleiro e deixar Fred livre, na pequena área, para abrir o placar. Belo gol. E merecido. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 4 x 0.

 

23min – Fred, de novo, isola um lance bisonho. Não era o caso.

24min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 4 x 1. Muresan mannda a bomba de longe e atinge o travessão de Victor, em belíssima cobrança de falta.

25MIN  – ‘Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amooooooor”.

26min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 5 x 1 – Sozinho, Robinho atrasa a bola para o goleiro.

27min – Ronaldo começa a entrar no túnel.

27min45 – Ronaldo chega ao gramado, com a camisa 9, atrás do gol do tobogã. Chuva de flashs.

29min16s – Ronaldo já está apenas esperando a bola parar para entrar.

29min48s – Ele entrou. Pacaembu em pé. RONALDO-9 X FRED-19

31min53s – RONALDO toca na bola pela primeira vez.

33min – Papp marca Ronaldo. Fenômeno toca outra de primeira.

35min – Neymar, vamos lá: cava um pênalti!!!

35min – Ronaldo, que parecia impedido, quase faz o dele, não fosse o goleiro. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 6 X 1

36min – Lúcio bate, quase gol. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 7 x1

38min – Vamos forçar com Robinho e Neymar!!! Agora é jogo para pênalti.

39min34s – Grande lance, R9 livre, mas isola a bola que quicou pouco antes. Cacilda! PLACAR VIRTUAL – BRASIL 8 x 1. Até ele riu do chute que saiu horrível.

40min – R9 saiu bem mas não tinha como chegar. Melhor que a encomenda o homem.

42min – R9 bate bem, melhor o desgraçado do goleiro, em grande lance de Lúcio com Robinho. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 9 x 1. Alguém precisa avisar o goleiro romeno que o dono da festa que fazê-la.

22h40 – TERMINA O JOGO.

22H41 – Spots em Ronaldo. Árbitro dá a bola para R9. Púlpito

22H42. Corredor dos atletas de Brasil e Romênia muito bacana. “Deixa a vida me levar”, de Zeca Pagodinho, a trilha sonora. R9 anda, não corre na volta olímpica, com estandartes dos gols de Copa atrás dele

22h52 – Começa o discurso simples mas emotivo. Ele lamenta as três chances que teve. gol. E manda muito bem ao dizer  “Obrigado por vocês me aceitarem do jeito que eu sou”. Prometeu um “até breve” com um dilatador nasal garantindo minutos de exposição de tirar o ar e o fôlego.

INTERVALO – Brasil muito bem, e R9 ainda melhor que o esperado.

RECOMEÇOU  – 23h02

MUDA BRASIL – NILMAR-21 X RONALDO-9. Boa oportunidade para o atacante.

MUDA ROMÊNIA – TANASE-22 X SURDU. Um meia-atacante pela esquerda, um winger. Desse modo, Sanmartean vai articular um pouco mais por dentro, ainda no 4-4-1-1.

4min – Jogo começa com cara de que acabou a festa singela para um monstro.

7min – ALEXE-18 X SANMARTEAN – Entra um atacante mais enfiado. Ele é conhecido como Tweet, o personagem Piu-Piu, de Piu-Piu & Frajola. Aquele que “viu um gatinho… Ele vai jogar um pouco mais atrás de Marica, que segue enfiado entre os zagueiros.

7min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 10 x 1. André Santos chega bem e bate forte.

15min – MUDA BRASIL – LUCAS LEIVA X SANDRO, que foi bem. Normal.

15min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 11 x 1. Cruzamento da esquerda, ninguém chega… Jogo mais frio que os camarotes corporativos que tem gente que veio ver o último jogo da carreira de Ronaldo – e o único da vida deles.

17min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 12 x 1. Nilmar vira e goleiro vai bem depois da furada de Jadson.

18min  – PLACAR VIRTUAL – BRASIL13 x 1 – Neymar bate para mais uma boa defesa do goleiro. Brasil, basta forçar…

19min – Jadson por vezes se afoba em vez de dar velocidade, mas faz boa partida.

20min – MUDA ROMÊNIA – GIURGIU X BOURCEANU. Um volante por outro. Sai também o goleiro e entra Pantillimon, talvez o mais alto profissional em atividade no planeta. 2m03. United, Arsenal e Inter estariam de olho nele.

20min – MUDA BRASIL – LUCAS-21 X ROBINHO. Enfim…. Mas Robinho não merecia a vaia recebida. Por mais que o jogo esteja devagar, quase parando, quase como Ronaldo agora.

25min – MUDA BRASIL – LUISÃO X LÚCIO. Maicon é o novo capitão.

26min – MUDA ROMÊNIA – ZICU-7 X MARICA. Zicu chegou a atuar no Parma e esteve envolvido no rolo com a chegada de Adriano, em 2004.

30min – MUDA BRASIL – THIAGO NEVES X NEYMAR – Boa mexida. Thiago precisa jogar.

34min – ALEXA-5 entra na Romênia. O meigo volante tem o singelo apelido de “cirurgião” por já ter mandado para a mesa de operações alguns rivais…

35min – “Olé” da torcida paulista contra a Seleção… O mesmo filme de sempre… Desta vez, não sem alguma razão. Jogo chato e frio como a torcida corporativa.

36min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL   14 x 1 – Lucas chuta por cima.

38min – Torcida vaia troca de bola na defesa brasileira… Alguém precisa avisart alguns jogadores que a lista de convocados para a Copa América sairá logo depois da partida….

41min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 14 X 2 – Torje manda o sapata, boa defesa de Victor.

ACABOU. Ufa. 5 segundos de vaia para o mau segundo tempo. Neymar o mais produtivo. Para não dizer Ronaldo.

Ronaldo se despede do futebol e a Seleção aproveita e também se despede do futebol brasileiro.