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Arquivo de novembro de 2010

Barcelona 5 x 0 Real Madrid

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Real Madrid entregou. Não tem outra explicação. Não é possível um time com esse elenco, esse treinador, aquela campanha, e uma rivalidade absurda nada jogar no Camp Nou, e ainda deixar a zaga tão alta em campo para ser carcomida pelos baixinhos com pés gigantes e com a manita aberta.

O Barcelona goleou. É possível uma equipe com esse Messi, aquele Xavi, o tal do Iniesta, o Villa, o Pedro, o toque de bola, o tiki taka, a camisa blaugrana não fazer da segunda-feira espanhola um dia de blanco. Porque só deu Barça. E só vai dar Barça se esses caras seguirem jogando o mais lindo futebol da terra.

A qualidade, a intensidade, a vontade de atacar, a técnica, tudo foi um exagero. A ponto de o Barça buscar tanto o gol que Daniel Alves foi quase um ponta pela direita, no início, com Di María obrigado a segui-lo como se fosse o segundo lateral pela esquerda, numa linha de cinco defensiva. Ou o primeiro lateral, pela má partida, de Marcelo.

Se você só puder ver um lance, assista ao quarto gol catalão. Messi acertou seu zilionésimo drible na carreira, e lançou por trás da zaga seu bilionésimo passe para Villa enfiar entre as pernas de Casillas.

Não foi um golaço. Foi um jogaço do melhor Barcelona que vi. Para não dizer um dos times mais fascinantes da história do futebol.

P.S.: Ah, sim: disse no Magazine da Liga, da Band, que havia mudado meu palpite para a liga. Que daria Real Madrid, não mais Barcelona…

Palmeiras 1 x 2 Fluminense

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

 

A falha de Leandro Euzébio, que deu a bola para Dinei acertar seu maior lance pelo Palmeiras, se fosse do outro lado, causaria mais suspeitas que o placar final. Com  a justa vitória do melhor e mais focado time não apenas em Barueri, mas em qualquer outro estádio da penúltima rodada.

Depois veio o massacre esperado, parecido com o da semana passada. Como no 4 a 1 sobre o São Paulo, o goleiro evitou uma tragédia. Deola fez ao menos três grandes defesas. Mas foi ameaçado por torcedores fanfarrões, ou por alguns meros infelizes que não torcem por um clube, torcem contra tudo. Até vira compreensível a falta de interesse pela vitória quando se cobra e se ameaça como fizeram torcedores presentes. O profissional pode temer pela integridade física. Tanto quanto muita gente pode discutir a integridade profissional de quem não se entregou à disputa leal e justa. E pode discutir ainda mais torcedores-cartolas que falam e fazem o que têm feito os palmeirenses.

O Fluminense não tem nada com isso. A não ser a felicidade de enfrentar dois figadais rivais corintianos com sangue doce e/ou pé-mole. Desinteressados e/ou desanimados. Com razão para não estar muito aí. Com paixão para estar muito longe de onde deveria estar.

Depois do gol da virada de Tartá, como aconteceu no Pacaembu, não houve mais jogo em Barueri. Para alguns, não houve embate em momento algum. Não sei se é por aí. Só sei que cada profissional do futebol precisa assumir a bronca. E aturar a bronca alheia.

Ah, sim. E se fossem os interesses distintos, dava para discutir a sacola de gols perdidos pelo Flu, mais uma vez. Ai se o time de Fred não estivesse nem aí… É muito gol perdido para um candidato ao título. A felicidade tricolor é que os rivais não conseguiram derrubá-lo. E o título caminha para  o time mais eficiente. Ou que errou menos.

Corinthians 2 x 0 Vasco – Visão de jogo

domingo, 28 de novembro de 2010

 

++ ESCALADO PELO LANCE! E PELA RÁDIO BANDEIRANTES NA CABINE DO PACAEMBU. AINDA NÃO VI OS DEMAIS JOGOS ++

 

Corinthians fez o dever de casa, ganhou do desanimado Vasco por 2 x 0, e agora precisa torcer para que o rebaixado Guarani faça o milagre que o Palmeiras não conseguiu fazer em Barueri. Mais uma atuação melancólica vascaína que só felicitou o vascaíno que não quer o Fluminense campeão

 

O Vasco, no BR-10, foi esse time sem muita qualidade e pegada, ainda que organizado. O Corinthians pintou como favorito, se perdeu no meio do caminho, reencontrou-se, mas parece tarde. Agora, só se o rebaixado Guarani, no Rio, jogar com a vontade e futebol que faltaram a São Paulo, Palmeiras e Vasco nas últimas duas rodadas, e a Corinthians e Grêmio, no final do BR-09, para o Tricolor não conquistar o bi brasileiro.

Tite armou o Corinthians num 4-2-3-1: Dentinho desambientado como centroavante, com Danilo, Bruno César e Jorge Henrique armando, e Roberto Carlos passando pela esquerda contra Allan, o volante que não soube marcar. Rômulo e Renato Augusto ainda deram conta da marcação contra o rival que, afobado,  pouco fez na primeira etapa. Animou-se aos 5 minutos, quando Dinei (não aquele) fez o gol contra o Fluminense, em Barueri. O Vasco não conseguia fazer a bola chegar a Éder Luiz à esquerda. Mas melhorou – coincidentemente – quando o Flu empatou, aos 20 minutos do jogo no Pacaembu.

O clássico se arrastava até Bruno César arriscar da direita, Dedé desviar mal, a bola passar por entre as pernas de Prass, e colocar o Corinthians na ponta, aos 39. O Pacaembu se incendiou. Aos 12, bela tabela entre Roberto Carlos e Bruno César deixou o lateral colocar na cabeça de Danilo o segundo gol. Alegria que durou menos de um minuto, com o gol da virada tricolor em Barueri. O Fluminense voltava à ponta. Para não largar mais até o final dos clássicos que, na prática, terminaram ali. O Vasco teria uma chance até o final, o Timão outra. “Emoção” só com Zé Roberto fazendo três faltas em menos de três minutos até ser tardiamente expulso.

O que era tensão e emoção virou amistoso de luxo. Ou de lixo. Não por culpa dos pontos corridos. Talvez pela tabela. Certamente pelo desânimo de alguns. Ou pela pouca qualidade de muitos.

E Pelé disse “lave, lave, lave”… Ou seria “lobby, lobby, lobby”?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

 

Em outubro de 1977, quando Pelé parou de vez de jogar futebol, no Cosmos de Nova York, disse no Giants, para o mundo ouvi-lo, que o planeta precisava de “Love, love, love”.

Em novembro de 2010, Edson afirmou com todas as letras e alguns números, que apoia Ricardo Teixeira na presidência da Fifa.

Talvez tenha repensado em tudo. Faz parte. Ele ajudou Teixeira a chegar à CBF em 1989, brigou feio em 1993. Como ministro, a partir de 1995, teve suas diatribes e alguns diabinhos. Em 1999, não podia ver Teixeira pintado de verde-amarelo-ouro. Em 2001, tocaram as mãos na bola de um pacto que nós pagamos o pato. Depois, honestamente, e há como pensar assim, não sei quantas vezes foram e voltaram.

Só sei que, agora, não tem volta. Pelo visto, nem veto., só voto. Já vimos tudo. Ou mal vimos nada.

O Rei Pelé está com o imperador da CBF que quer conquistar o mundo.

Até quando, não sei.

Até quanto, menos ainda.

Só sei que nada ataca Pelé. Nem o Edson.

Porque o Edson acredita no lave, lave, lave. No leva, leva, leva. Ou no lobby, lobby, lobby

É fundamental, cada vez mais, separar a pessoa extraterrestre de Pelé da pessoa jurídica de Pelé.

Pacaembuzazo: Palmeiras 1 x 2 Goiás (2 x 2 no agregado, Goiás classificado pelo gol marcado fora)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

 

Rebaixado por antecipação no domingo ao ser goleado em casa pelo Santos, classificado brilhantemente ao vencer de virada o Palmeiras num Pacaembu que fez uma belíssima festa antes, seguiu até o belo gol de Luan aos 33 (num lançamento sensacional de Edinho), e começou a ruir quando Carlos Alberto fez um gol carambolado, e empatou aos 47.

O intervalo foi de 15 minutos de silêncio no Pacaembu. O Palmeiras voltou nervoso como se o gol de fato valesse dois. Como se cada palmeirense já soubesse o que poderia acontecer com uma equipe limitada como a rival. O time que atuara bem nos primeiros 30 minutos sentiu a pressão. O Goiás voltou melhor. Arthur Neto sacou Douglas, nervoso e amarelado, deslocou Carlos Alberto para fazer uma espécie de ala pela direita (dentro do 3-4-1-2), adiantou Felipe para atacar com Rafael Moura, recuou um tanto Otacílio Neto para articular com Marcelo Costa.

Mas os primeiros bons 10 minutos no silêncio palmeirense foram sendo minados pela fragilidade do Goiás – mal explorada pelo Verdão paulista. Ainda que com Kléber pouco produtivo (e isolado), com Lincoln definhando, Luan pouco fazendo e só Tinga criando algo diferente, o Palmeiras cresceu. Em silêncio, mas cresceu. A torcida voltou a apoiar a partir dos 10 minutos. As chances apareceram. Mas nem Marcos Assunção desequilibrou.

O Goiás tentou o abafa final. À base da sua jogada forte: a bola lançada para Rafael Moura por cima. E foi mais ou menos assim, numa falha de Márcio Araújo, que Marcão foi ao fundo, e a jogada bem trabalhada chegou a Rafael Moura (outra vez um exemplo), dele para Ernando virar o placar, aos 36.

O Palmeiras e o Pacaembu se calaram até o fim. Quando acabou o jogo, o palmeirense saiu em silêncio do estádio. Não acreditando no que via. Mesmo tendo visto o XV de Jaú-85, a Inter de Limeira-86, o Bragantino-89, a Ferroviária-90, a Mercosul de 2000 contra o Vasco, o ASA-02, a derrocada no BR-09.

E, sim, em casa, a virada sofrida para um recém-rebaixado no BR-10. Mas que foi grande contra Grêmio, Peñarol, Avaí e Palmeiras.

Uma virada história esmeraldina. Um silêncio histórico esmeraldino.

Rodada 36 – Fluminense volta a ser favorito

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SÃO PAULO 1 X 4 FLUMINENSE – O Flu jogou muito. O São Paulo marcou pouco. O Flu se entregou com tudo, como era de esperar. Mas o São Paulo entregou o clássico para prejudicar o Corinthians, como se esperneia? Pelas grandes defesas de Rogério, é irresponsabilidade cogitar. Pelo terceiro gol do novo-velho líder do BR-10, há como cornetar. As duas expulsões são discutíveis: mas se foi falta na interpretação de Héber Lopes, era para expulsar o atrapalhado Xandão; não marcaria a falta de Richarlyson que o levou a provavelmente xingar o árbitro. E, convenhamos, expulsão de Richarlyson é como erro de arbitragem.

Não acho que o São Paulo entregou. Talvez não tenha se entregue ao jogo como deveria. Carpegiani entrou com formação muito aberta para enfrentar rival tão qualificado. Mas já havia atuado assim. O Flu é que não tinha jogado tão bem com Conca e Deco, Fred e Washington juntos. E poderia ter ganho de muito mais, não fosse Ceni, não fossem três gols bizarros desperdiçados por Fred, Washington e Rodriguinho, na segunda etapa.

O desespero do torcedor tricolor (seja carioca ou paulista) em Barueri era tamanho que parecia que mesmo com 11 contra 9, o placar ficaria igual (e favorável ao Corinthians) até o último dos tempos. Mas, então, apareceu quem sempre aparece, quem sempre joga, e quem joga demais. Conca. Fez o segundo, chutou a bola do terceiro, fez o quarto. Fez tudo. Vai fazendo o Flu campeão.

ERRATA – Ricardo Berna foi o goleiro, não o Fernando Henrique

VITÓRIA 1 X 1 CORINTHIANS – Ronaldo deixou Jorge Henrique livre, mas Viáfara salvou. Na segunda bola, Danilo não desperdiçou. O problema foi que, quatro minutos depois, R9 sentiu a parte posterior da coxa. E Tite plantou o Timão na parte posterior do campo. Ficou todo em sua área esperando o Vitória que só chegou numa bola na mão que virou pênalti que eu não marcaria. Como também não marcaria como tal o lance entre Júlio César e Adaílton no segundo tempo (mas acredito que os mesmos que marcariam o pênalti de Gil em Ronaldo interpretaram do mesmo modo).

Discutível o lance de impedimento de Júnior, que o assistente marcou, quando o bom atacante baiano poderia ter feito o gol da virada que seria justa pela melhor atuação rubro-negra. Discutível como foi a troca de Jorge Henrique por Paulinho. Se o Timão passou a ter mais a bola (e Tite não tinha grandes alternativas técnicas para o ataque no banco), a rigor só teeve um lance com Danilo, no segundo tempo, que o meia jogou longe. Quase nada para quem só dependia dele. E não depende mais. A não ser de um milagre de tropeços tricolores contra os reservas palmeirenses e os condenados bugrinos.

CRUZEIRO 3 X 1 VASCO – Conca e Deco, Roger e Montillo. Há como jogar, e muito bem, com dois articuladores de qualidade e ótima chegada à frente. E não há como um grande ser defensável quando todas as bolas cruzadas na área são perigo como foram para o Vasco, em Sete Lagos. A ótima vitória celeste confirma a força do time de Cuca, que tem grandes condições de conquistar mais duas vitórias e chegar na cola de Fluminense e Corinthians.

GRÊMIO 3 X 1 ATLÉTICO PARANAENSE – Neuton fez um golaço de atacante,  e cometeu um pênalti de zagueiro em Guerrón. Depois o Grêmio fez o que dele se espera no Olímpico, manteve a ponta do returno, e tem tudo e bola e jogos para se garantir no G-4. Mais uam recuperação espantosa tricolor. Outro excelente trabalho de Renato Gaúcho, bandeira tricolor no Sul e, este ano, na Bahia.

AO VIVO – Brasil 0 x 1 Argentina – Jogo 4 Mano Menezes

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

 

Jogo para empate com gols entre brasileiros e argentinos. Sem o lesionado Pato, Brasil enfrenta Argentina sem Tévez e Diego Milito.

15H – COMEÇOU NO KHALIFA STADIUM, EM DOHA, NO CATAR -

4min – Neymar vai para cima e sofre a falta. Brasil no 4-3-1-2 esperado, Argentina no 4-2-1-3 anunciado.

5min – Zanetti, de canhota, bem Victor.

6min – Romero aos pés de Neymar, depois de bela enfiada de Ronaldinho. Jogo bom e aberto, não estudado.

8min – Brasil tem mais a bola, sai fácil pela esquerda, mas cobertura de André Santos não está legal. Elias precisa ficar mais esperto.

18min – Daniel Alves de sem-pulo manda no travessão, depois de passe de David Luiz. Jogo cai um pouco, e Argentina espera o Brasil, um pouco melhor.

20min – David Luiz cabeceia por cima falta cruzada por Daniel Alves. Brasil sai bem pelos lados, mas os volantes ainda presos.

21min – Ronaldinho toca de calcanhar, Romero defende. Brasil  bem, Argentina lenta na marcação e no contragolpe não consegue jogar.

22min – Messi, ainda discreto, da direita para a esquerda, bate fraco para fora. David Luiz, por ora, ganha todas dele e também do apagado Higuaín.

26min – Elias faz bem a cobertura de André Santos, a avenida que o Brasil não consegue fechar. Argentina pode e deve forçar por ali.

28min – Victor faz dois milagres. Mas um só valeu. Higuaín cabeceou, o gremista defendeu, e, no rebote, o bandeirinha foi nosso, porque o mesmo Higuaín finalizou para fantástica defesa. Pena que não havia brasileiro algum por perto de dois argentinos.

30min – Argentina cresce com a queda de produção brasileira, e os passes errados no meio-campo.

34min – Neymar cai na área. Não foi falta.

35min – Higuaín impedido. De novo  às costas de David Luiz e André Santos.

36min – Belo lance de Neymar até ser derrubado. Ele não sente o peso da camisa. Joga muito mais que o apagado capitão Robinho.

37min – Ronaldinho bate falta, Romero faz boa defesa.

38min – Messi emenda sem-pulo que bate na trave direita. Lindo tiro em belo lance argentino.

39min – Argentina toca mais a bola. Mas, até agora, não se ouviu a expressão “toco y me voy”.

43min – Belo corte do Neymar em Pareja em bom contragolpe brasileiro. Mas ainda falta algo ao time num primeiro tempo equilibrado.

44min – Daniel Alves nem cruza e nem chuta em novo contragolpe brasileiro.

INTERVALO – 3 chances Brasil, 3 chances Argentina. Bom e equilibrado jogo. Laterais bem no apoio, mas André dando espaço no contragolpe. Argentina muito tímida e respeitosa. Neymar, o melhor brasileiro; Robinho, o mais apagado.

RECOMEÇA – 16H05 – LAVEZZI X HIGUAÍN (apagado e isolado, nota 5). Muda um pouco o jeito de atacar o time cohermano.

5min – Galvão observa bem. Robinho vai para a esquerda, Neymar se mexe mais, a partir da direita. Jogo volta morno.

6min – Ronaldinho cruza e Romero se antecipa a Neymar.

10min – ANDRÉ ROCHA observa bem. Messi tem de atuar cada vez mais centralizado. Brasil tem mais a bola e quer mais jogo. Mas poderia finalizar mais. Lavezzi pela direita cresce para cima de André.

10min – Argentina chega bem pela direita às costas de André Santos. Victor faz boa defesa, e a bola ainda reboteia na zaga. Argentinos pedem pênalti de Thiago Silva, por mão na bola. Eu não marcaria.

11min  – Daniel tenta de longe. Só ele chuta no Brasil. E só ele marca na lateral.

13min – Brasil cria mas desperdiça ótimo contragolpe.

17min – Robinho vira de canhota e Romero faz ótima defesa.

18min – Mano, Phillipe Coutinho para dar velocidade e criatividade daqui a pouco?

24min – D´ALESSANDRO X PASTORE (sumido). Argentina deve ser mais incisiva.

27min – DOUGLAS estreia X RONALDINHO – Bom primeiro tempo. Como todos, caiu depois. NOTA 6. Brasil tem mais um articulador de qualidade.

21min – Ronaldinho bate falta rasteira e fraca no meio do gol. Jogo chaaaaato.

31min – ANDRÉ X NEYMAR – Eu trocaria o Robinho. E não sei se colocaria o André.

34min – Enfim alguém corre no gramado. um estúpido torcedor que invadiu o gramado. Policiamento é ainda mais lento que os times para prendê-lo.

36min  - Messi resolve jogar, mas Daniel Alves, em grande fase, o desarma.

38min – Robinho isola, da meia esquerda, depois de bom passe de Douglas.

39min – JUCILEI X RAMIRES – Alguém para marcar ainda mais. Jucilei vai para a esquerda, Elias para a direita. Jogam, agora, exatament como têm atuado pelo Corinthians de Tite.

46min04s – GOL. 0 X 1 ARGENTINA. MESSI. CANHOTA. DENTRO DA ÁREA. Bobagem de Douglas, xingado ao fundo por Mano Menezes, depois de perder bobamente bola para o time argentino. Ela chegou a Messi que passou por David, Thiago, e bateu o suficiente para tirar de Victor.

FIM DE JOGO – Um jogo chato que uma infelicidade de Douglas definiu. Ninguém sai incinerado. Nem incensado.

PLACAR VIRTUAL – BRASIL 4 X 5 ARGENTINA

Atlético Paranaense 2 x 1 Grêmio Prudente

terça-feira, 16 de novembro de 2010

 

Não deu para o Grêmio que era Barueri em janeiro, virou Prudente logo depois, e começou a temporada na Série A e terminou rebaixado para a B, ainda em novembro.

Pode dar muitas coisas ótimas para o Atlético que parecia que jogaria o BR-10 só para não cair. Na 9a. rodada, depois da parada da Copa, era o penúltimo colocado. Chegou a voltar ao G menos 4 na 14a. rodada. Mas, desde então, é quase só alegria. Agora, ao final, se suportar o Grêmio desfalcado de Jonas no Olímpico, um empate por exemplo, tém ótimas chancs de ficar no G-4.

Se não der Libertadores, já foi uma das mais tocantes recuperações dos Brasileiros por pontos corridos.

Apesar do sufoco que foi vencer um Prudente com 10 jogadores, a maneira como o time de Paulo Baier foi buscar mais uma vitória no fim foi emocionante. Mérito do elenco, de Sérgio Soares e ainda de Carpegiani. E de uma Arena que joga mais que muitos times no Brasil.

Bahia. O ABC do tricolor

terça-feira, 16 de novembro de 2010

 

ECB. Esporte Clube Bahia. Na Séria A. Nem mais B, muito menos C. É A. Baheaaaaaaa!

Mas precisava sofrer tanto o campeão da Taça Brasil de 1959 que venceu o Santos de Pelé? Precisava sofrer tanto o tricolor campeão brasileiro de 1988? Precisava sofrer tanto um clube com o capital humano do Bahia?

O retorno é mais que saudável para o futebol baiano, nordestino e brasileiro. É um exemplo. De como as coisas podem voltar a dar certo. E mesmo de como as coisas podem dar errado como deram tão errado desde 2003. Lanterna do BR-03, quarto colocado na Série B em 2004, um dos seis rebaixados da B para a C em 2005. Na Terceira divisão, em 2006, o Fluminense foi apenas o sexto colocado no octogonal decisivo. No ano seguinte, em 2007, o vice-campeonato da Série C garantiu o acesso à Série B. Foi apenas o 11o. na Segundona em 2008, e 12o. em 2009. Até voltar, agora, em 2010.

Quanto tempo ficará, não sei. Quase todos já caíram, ou irão cair num futebol tão nivelado e maluco. Nada dá mais garantia para nada no futebol.

Mas uma coisa dá para garantir. A Série A em 2011 estará mais rica, colorida, iluminada, alegre. Estará mais Bahia.

AO VIVO – Fluminense 1 x 1 Goiás

domingo, 14 de novembro de 2010

 

Mais um resultado para provar que a gente não sabe nada de futebol e de palpite. Goiás melhor na primeira parte, Flu muito melhor no segundo tempo, mas perdendo os gols que um líder não pode perder diante de um vice-lanterna. Por mais que possa reclamar de um lance no primeiro tempo em que Conca é puxado dentro da área (pênaltis de TV mais que de estádio), e também há como discutir o pênalti sofrido por Rodriguinho, o Fluminense precisa reclamar de si próprio no primeiro tempo, e dos gols perdidos na segunda etapa.

Agora, o Fluminense não depende mais dele.  E, no Engenhão, quando dependeu só dele, se deu mal. 

 

10min – O Fluminense enfim quase completo tenta atacar um Goiás que não se limita a ficar atrás. Flu num 4-2-3-1, com Deco, Conca e Tartá na linha de três, e Fred no comando de ataque. Arthur Neto se segura no 3-4-1-2. Mas sem ficar enfiado em sua área.

13min – Grande público no Engenhão um tanto inquieto pelos erros de passe do Flu. Goiás melhor quando explora Rafael Moura, em boa fase.

17min – Tartá aberto pela esquerda não encosta em Fred, que sai bastante da área. Flu afunila e Conca erra passes. Deco amuado e encaixotado pela marcação esmeraldina. Flu nervoso.

19min – GOL. 1 X 0 GOIÁS. RAFAEL MOURA. CABEÇA. Cruzamento da direita de Jones, o artilheiro se antecipou a André Luiz e fez justiça ao time mais eficiente e que erra menos.

24min – Deco faz o primeiro bom lance e manda à direita de Harlei. Ainda é pouco para o Tricolor, por tudo que precisa fazer, e por aquilo que o Goiás, mesmo jogando bem, não fez no BR-10.

27min – Goiás recua e aceita pressão tricolor, que só agora começa a errar menos passes, embora Mariano acabe de errar até a cobrança de um lateral.

29min – “Diguinho” é o pedido da torcida no Engenhão. Valencia não tem marcado bem e tem errado todos os passes. É jogo para articular melhor com Diguinho, até pelas partidas sumidas e não assumidas até agora por Conca e Deco.

32min – Não só está nervoso o Fluminense em campo. Também o torcedor na arquibancada. Deco bate falta rasteira, toda a marcação da arbitragem é discutida.

32min – Pela imagem da TV, pênalti fora do lance de bola de Carlos Alberto em Conca. Puxão pelo pescoço. Pela TV, é sempre fácil. No estádio, bem mais complicado. Mas foi pênalti.

35min – Carlos Alberto muito bem na cola de Conca. Amaral bem sobre Deco, que parece sentir a falta de ritmo, e o ótimo trabalho de marcação esmeraldino.

39min – Conca só não empata na raça por conta de Harlei, que fez defesa de raça e evitou o gol. Flu enfim chegou tabelando, depois de arrancada de Leandro Euzébio. Ainda é muito pouco futebol e ideias para um time tão qualificado.

41min – Douglas pisa bisonhamente na bola e perde ótimo – e raro – contragolpe goiano.

42min – Fernando Bob arrisca de absurdamente longe e isola. Além de chutar pouco, chuta mal o Tricolor, em pavoroso primeiro tempo.

45min – Deco dá um passe de três dedos bisonho nos pés do rival. Atuação pífia do Fluminense obriga Muricy a mudar tudo para tentar ao menos o empate.

INTERVALO – Arthur Neto mudou o Goiás da lama para o vinho. Organizou defensivamente o time, e, com a juda do momento inspirado e iluminado de Rafael Moura, fez 1 a 0 e se fechou, contra um Flu nervoso até a medula, errando tudo e arriscando nada. Placar justo, apesar de um lance que, pela TV, foi pênalti de Carlos Alberto em Conca, aos 32min. Se sou Arthur Neto, rezo para acabar assim; se sou Muricym volto com Diguinho no lugar de Valencia, e adianto Tartá para jogar com Fred, ou mesmo mais à direita, explorando Marcão com Mariano mais avançado.

RECOMEÇA – Muricy troca dois: DIGUINHO X DECO; WASHINGTON X TARTÁ. A princípio, teria sacado Valencia e apostado em Diguinho, adiantando um pouco Mariano e Carlinhos. Mas já com 22s, Carlinhos dá ânimo e manda bem de canhota. No lance seguinte, Mariano vai ao fundo. Como explicou Muricy ao PFC, ele quer os laterais agora como alas. Como funcionaram melhor em 2010.

1min – Conca quase faz de cabeça! Flu, de fato, volta melhor. Com alas quase como pontas.

4min – Tricolor volta mais vivo, encorpado, mais animado. Mas Goiás também não fica atrás, e nem mais atrás. Essencial para Arthur Neto é que Douglas e Wellington Saci marquem mais do que nunca os dois alas tricolores.

7min – A princípio, não gosto de Fred + Washington. Mas o jogo impõe. E Fred cabeceia para fora bom cruzamento de Mariano.

9min – Lindo chute de Fred de sem-pulo em lance de Mariano. Melhor o Tricolor. E pelas pontas pouco usadas com os laterais presos, Tartá entregue à marcação, e Deco flutuando sem função e sem ritmo.

11min – JONILSON X CARLOS ALBERTO (lesionado). O volante precisa repetir o ótimo trabalho na contenção a Conca.

14min – Grande defesa de Harlei. É outro Flu. Ainda que não jogue aquele futebol, agora parece um time que luta pelo título, que ainda só depende dele, dependendo do resultado de hoje.

19min – Carlinhos vai ao fundo e Marcão salva. Goiás se supera na defesa, mas as bolas que nem chegavam perto da área esmeraldina agora estão cada vez mais próximas. Melhora o Flu.

22min – WENDEL SANTOS X DOUGLAS – Melhora a marcação goiana no setor em que o Flu cresce com a passagem de Carlinhos. Mas o ritmo tricolor já não é o mesmo de antes.

23min – Fluminense muito nervoso com Carlos Eugênio Símon. Mas, até agora, só um lance de fato para reclamar.

24min – Segue a zica de Washington, limpou dois, mas jogou por cima. Belo lance, mais um de Fred.

25min – Mesmo mal, muito mal, Deco ainda poderia ser recuado para organizar melhor o jogo que o discreto Valencia. Até porque Rafael Moura está isolado com o recuo exagerado de Jones e Marcelo Costa.

27min – Valmir Lucas quase faz de cabeça. Mas contra.

27min – Fred manda de bicicleta, Washington desvia de peito, e a bola bate na trave esquerda de Harlei. Na origem do lance, houve falta não marcada de Leandro Euzébio.

28min – FELIPE X JONES – Para recuperar o contragolpe goiano e não deixar Rafael Moura tão isolado.

29min – Fred cabeceia bonito por sobre o gol, em belo lance de Mariano. Enfim o Flu se esforçado e jogando e merecendo a sorte com quem brincou no primeiro tempo.

30min – Quatro companheiros como opção, Diguinho isola.

32min – Sensacional arrancada de Rafael Moura. Certamente, a sua melhor exibição pelo Corinthians, e a pior partida que fez pelo Fluminense (ainda mais infeliz que os 17 jogos e apenas um gol marcado em 2007 pelo Tricolor)

33min – RODRIGUINHO X FERNANDO BOB – É o que o Flu precisa. Mais gente à frente, e menos um volante.

37min – Pênalti de Ernando em Rodriguinho. O zagueiro empurra o atacante tricolor. Mas há como discutir.

38min – GOL. 1 X 1 FLUMINENSE. CONCA. PÊNALTI. Uma bomba no meio do gol, passou por baixo do Harlei. Merecido.

43min – Flu em cima, mas dá o contragolpe ao Goiás que sai mais. Mais 4min de acréscimo.

44min – Leandro Euzébio vira quase um ponta pela direita. Toda bola é perigo cruzada na área que conta com Fred e Washington.

46min – Felipe perde a bola do jogo. Dentro da área isola e perde a chance do segundo gol goiano.

48min40s – ACABOU.