A maldade é do meu fake oficial, o @mauro_beting: “Ricardo Gomes continua não sendo técnico do São Paulo”.
Maldoso, como de costume. Mas com um pingo de realidade, como toda maldade.
Na ponta do lápis (que adora ser quebrado, e nem sempre resolve quando apontado), foram 38 vitórias, 15 empates e 20 derrotas em 73 jogos. Desempenho de 60%. Não o ideal para quem recebeu um time tricampeão brasileiro. Mas muito bom para quem chegou com esse elenco desmotivado e recém eliminado da Libertadores-09 na 16a. posição do Brasileirão, e o levou ao terceiro lugar, ao final das contas.
Em 2010, com tempo e elenco (por mais discutível que tenha sido sua montagem), pouco acertou a mão. Quando achou o time, com a estreia de Fernandão, a Copa paralisou os campeonatos, e congelou numa tundra o São Paulo, que só voltou a campo em espasmos, e não merecia melhor sorte contra um ótimo e remontado Internacional.
A ousadia que sobrou ao Colorado para trocar o problemático Fossati por Roth faltou ao São Paulo. Agora é facílimo falar. Mas quando a bola parou antes de a vuvuzela roncar, as cornetas tricolores, antes ensarilhadas, estavam caladas. E com toda razão. O São Paulo se achara na Libertadores em duas belas vitórias contra o Cruzeiro que parecia favorito. Como o São Paulo parecia ter achado um jeito para vencer. Para se perder feio desde então. Por responsa do treinador, claro. Mas, mais por tudo, e como quase sempre, dos atletas.
E, sim, também da personalíssima direção do clube, e do departamento de futebol.
É preciso mudar no São Paulo para que as coisas continuem as mesmas.
A saída natural de Ricardo não é o fim. É só o início.
Mas quem assina os cheques também pode começar a pensar em assinar outras cartas de demissão.
Tags: br-10, LIBERTADORES, Ricardo Gomes, São Paulo













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