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Arquivo de agosto de 2010

Corinthians e os Não-Corinthians

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nasci um dia depois do aniversário do Corinthians.

Amigos e familiares alvinegros dizem que, de fato, sou de 1o. de setembro.
E só fui registrado pela famiglia palestrina por motivos óbvios em 2 de setembro.
É brincadeira. Até porque nasci faltando 1 hora e 15 minutos para 3 de setembro.
Mas tem lógica.
Tenho um primo palmeirense que mandou a mulher ficar de repouso absoluto em 1o. de setembro só para que a filha dele não viesse ao mundo na mesma data de fundação corintiana.
E ela nasceu linda e Luna no dia 3.

Sou anticorintiano?
Não. Sou não-corintiano.

Sempre fui.
Ainda mais quando há 20 anos o Jornalismo Esportivo me abraçou com a mesma paixão que tenho pelo meu clube de coração e de alma. Paixão que me paga e que me obriga prazerosamente a não distorcer por quem amo.
O que, muitas vezes, me leva a errar demais só pela ânsia de não ser parcial, clubista e bairrista – mesmo sendo tudo isso muitas vezes, até sem querer; até porque sempre vai ter quem acredita que você é tudo aquilo que a pessoa que acha é mil vez pior.

Não é de parcialidade este post.
É de Corinthians.
O oposto do que eu sou no futebol.

Muitas vezes, mais que meu time, o outro me deu felicidade.
Até porque, no confronto histórico, na disputa de títulos, as vantagens são do meu lado.

Mas não é por isso que gosto do Corinthians.
Até porque tem palmeirense me excomungando só por elogiar o centenário corintiano, como no post da última sexta-feira (ABAIXO REPUBLICADO).
Quem sugere que eu não possa mais apresentar festa de aniversário do meu time, que meus livros do meu clube sejam queimados, que eu lave a boca para falar do meu clube, e outros talibanismos menores. Do tamanho da mentalidade de quem não entende que para vencer algo é preciso haver um vencido.
Um adversário.
Um rival.

Eu gosto do Corinthians porque gosto do São Paulo porque gosto do Santos porque gosto do Flamengo porque gosto do Inter porquer gosto do Cruzeiro porque gosto de outros clubes que você sabe quais são e que eu aqui resumo porque não quero alongar ainda mais o parágrafo dos clubes que gosto porque amo o Palmeiras.

Gosto mais de uns, menos de outros.
Mas gosto de todos porque eles fazem o amor pelo meu clube ainda maior quando ganha. Quando empata. Quando perde. Quando joga.
Quando existe.

E isso, já escrevi e falei tantas vezes, é a maior vitória corintiana sobre os rivais. Um torcedor feliz simplesmente por existir. Por encontrar outro corintiano pela vida. Talvez nem o torcedor do Flamengo, em maior número, tenha essa alegria coletiva.

Ali é Corinthians, mano.
Quem não é, não tem a menor ideia do que é Corinthians.

Por isso, nas próximas horas, o céu estará mais escuro na noite, e o dia mais branco.

E quem não é Corinthians vai saber mais uma vez que não é preciso amá-lo para respeitá-lo como rival.

Em São Paulo, minha terra e do meu clube, verdes e negros só têm uma cor em comum. A branca. A da paz.
A da bandeira que deve ser erguida em todos os palcos e praças por presidentes, treinadores, atletas, jornalistas e torcedores de bom coração. De enorme emoção para aguentar mais um clássico que desde 1917 para a cidade. Qualquer uma. Mais um jogo para corintianos e palmeirenses não se entenderem nem no número. Cada clube faz uma conta diferente para o dérbi. Como o torcedor conta cada clássico do jeito que viu. Se é que viu. Se é que consegue contar o que estas linhas também não saberão.

Palmeiras e Corinthians são um só corpo dividido em duas almas. São pólos diferentes que se atraem por química, são corpos diferentes que ocupam o mesmo espaço na física. São gente desta terra e da terra nostra que se distinguem na história. São paulistanos da Zona Oeste e da Zona Leste que se distanciam pela geografia. São tão diferentes que acabam sendo iguais.

Eles não se odeiam. Respeitam-se. Como duelistas. Todo jogo vai ser dia de vitória. Ou melhor: de derrota. Do outro. O importante não é vencer. O que vale é o outro perder.

Um não vive sem o outro. Um morre se o outro vive. Mas ninguém precisa morrer no duelo onde quem é realmente vivo o vive intensamente. A rivalidade exige o adversário em pé, ainda que derrubado. A graça do clássico é a celebração dupla, da própria vitória, da derrota alheia. Sei que é menor, é mesquinho, é egoísta não se satisfazer apenas com o próprio sucesso, e torcer pelo fracasso alheio. Mas esse é o homem. Ser tão imperfeito e emocionante como um jogo de futebol que premia fracos, que derrota justos, que iguala desiguais. Sobretudo num clássico.

O Santos teve Pelé, o São Paulo tem os troféus. Mas a rivalidade histórica, essa nasceu antes que o craque de Três Corações, antes que o clube das três cores paulistas. É questão de tempo que é senhor da emoção. Corinthians e Palmeiras cresceram juntos, tiveram muitos filhos, e seguem prósperos, apesar de alguns filhos pródigos, impróprios ou infelizes. Seguem fazendo lindo esse casamento jamais consumado. Sempre negado. Mas que a bola sabe que esses dois viverão juntos para sempre. Porque esses amores não morrem. Nem podem matar.

É só o que queremos. Um clássico numa tarde de sol. Uma vitória para contar aos filhos, que contarão aos netos aquilo que realmente conta. Aquilo que os que tomam conta dos clubes estão de parabéns em desarmar espíritos e elevar o futebol àquilo que é: um jogo que vale por uma vida, e não uma vida colocada em jogo por uma cor.

Isso vale para o Dérbi. Para o Majestoso. Para o Choque-Rei. Para qualquer clássico em qualquer lugar do mundo.

Porque em qualquer lugar do mundo, nas próximas horas, haverá um corintiano chorando e dando parabéns a outros e a tantos.
Até você que gostaria que essa data não existisse e o clube também não, sabe, lá no fundo, onde estão as paixões, que clubes como o Corinthians precisam existir.
Para o bem dos corintianos, para o mal dos outros torcedores.

Você pode não ter nada em comum com o aniversariante. Pode querer sempre o mal dele.

Mas vai querer sempre ter o prazer de vencê-lo.

Essa é a força colossal do futebol.
Não basta só o seu time vencer. É preciso que o rival perca para a felicidade ser completa.
Essa é a maior força corintiana.
É o time mais amado. É o time mais querido para ser derrotado.

É Corinthians.

Parabéns pelos cem anos e pelo todos anos de nossa vida.

ABAIXO SEGUE O TEXTO PUBLICADO NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA, NO BLOG:

É amanhã. Foi ontem. É hoje. Será sempre. O Corinthians não precisa de data para celebrar. Só precisa de Corinthians.
Pode parecer mesquinho para os outros, onanista, até. Mas isso é Corinthians para quem de fato importa – o corintiano. Basta existir.
O fiel não precisa de jogo, de estádio, de adversário, de futebol, de campeonato, de gol, de vitória, de título.

O corintiano só precisa do Corinthians para ser feliz.

Só precisa de outro corintiano para fazer festa. Ele se encontra pela rua e confraterniza como se visse um Luisinho, um Marcelinho, um Neco, um Neto, um Rivellino, um Sócrates, um Wladimir, um Cláudio, um Biro-Biro, um Zé Maria, um Basílio, um Gilmar, um Brandão, um ídolo. Um corintiano. Que não precisa ser craque, pode até ser bagre. Desde que saiba que a camisa não é um símbolo. É tudo. É Corinthians.

Não é um bando de loucos. É um corintiano. Definição precisa e perfeita. Completa e complexa. Mas simples como um torcedor que ama o time como ama a família. Se não torce de fato mais pelos 11 que jogam por todos que pelos entes queridos. Afinal, é tudo do ente. É tudo doente. É tudo Timão.

O Corinthians não é a vida de um corintiano.
Antes de ser gente ele é Corinthians.
Por isso tanta gente é Corinthians. Num Brasil imenso e injusto socialmente, o campeão dos campeões paulistas é dos maiores fatores de inclusão, justiça e igualdade no país.

Não por acaso é nação dentro deste continente. Tem regras complicadas, tem razões malucas, tem paixões regradas. Tem de tudo e tem para todos no Parque São Jorge. Na casa por usucampeão Pacaembu. No Morumbi tantas vezes palco das festas. No Maracanã campeão mundial em 2000. Nas tantas praças brasileiras que viraram casas corintianas em títulos e troféus. Até mesmo nas dores que não murcharam amores. Até mesmo nas vergonhas nos gramados e nos sem-vergonhas das tribunas e tribunais, o Corinthians sempre soube ganhar como raros, e até soube perder como poucos. Mesmo perdendo a cabeça e perdendo o juízo. Mas jamais perdendo o coração.

Doutor, eu não me engano, mesmo que meu coração seja o oposto do corintiano, não há nada que bata tanto e por tantos como esse que se diz maloqueiro e sofredor, graças a Deus!

Esse prazer de eventualmente sofrer é exclusividade alvinegra. Esse amor não se explica. É um presente. É um dom. É uma doação, mesmo quando mais parece uma danação. É sina que não se explica, que fascina até quem não é, até quem não gosta. Não sei explicar o Corinthians. Nem os corintianos conseguem.
Mas nada disso é preciso. O que importa é que sempre haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um estado de espírito alvinegro. Um torcedor que acredita sem ter por que; que torce sem ter por quem; que joga sem ter com quem.

Listar os títulos corintianos não é fácil. Mais difícil é compreender um torcedor que até se orgulha dos fracassos. Até na segunda dos infernos. Em 2008, vi gente acreditando como sempre desde 1910. Vi fiel não abandonando. Não parando. Acreditando. Corintianando.
Fiel pode até ser rebaixado – mas não se rebaixa. Raros sabem perder e ganhar como nenhum outro jamais venceu.
Ainda mais raros (embora muitos) nasceram sabendo que quem ama não perde. Podem até ter times melhores. Mas mais amados?
Nestes 100 anos, não conheço igual.
Até porque quarta-feira não será um dia especial.
Desde 1º. de setembro de 1910, todos os dias são especiais.
Todos são dias de Corinthians.

Arena política do Trio de Ferro, ops, de Cimento

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A palavra “arena”, em política brasileira, remete aos piores anos do Brasil.

O termo arena, neologismo de antanho para os Coliseus do brioche & circo destes dias, comporta tudo. Tem cabimento para tantos. Mesmo que não tenham cabimento algumas atitudes e contas a serem pagas por nossos tataranetos. Ainda mais em ano de eleição de presidente. De governador. E até de presidente do Clube dos 13.

Resumindo: o chefe da delegação brasileira na África do Sul ganhou um alvará do presidente da CBF que não conhecia um dos três projetos de estádio do Corinthians; o maior desafeto do presidente da CBF (que coleciona desafetos sacrossantos como o presidente do São Paulo) teve todos os nãos de São Paulo e do Morumbi para os tantos projetos e remendos apresentados pelo clube tricolor.

Para resumir ainda mais: Ricardo Teixeira aprovou um projeto que não viu em Itaquera, e disse não a todos os Morumbis apresentados pela não menos arrogante, prepotente e desastrada direção são-paulina.

Os projetos são-paulinos tinham as suas falhas como tem o Morumbi desde a construção.
E, mesmo se fosse perfeito, se fosse a “casa sacrossanta” que Juvenal se jactancia, ainda assim teria o não rotundo dado pelo dono da CBF e da Copa de 2014.

O projeto corintiano (que originalmente é para 48 mil pessoas, e já foi mudado para acomodar as 65 mil previstas para a abertura da Copa) ainda é incerto e não sabido. Mas já está aprovado pelo prefeito do DEM, pelo governador do PSDB e, claro, pelo presidente do Brasil.
Ou melhor: pelo presidente honorário da República do Corinthians, como torcedor de berço, e conselheiro há anos.
Correligionário do presidente do Corinthians, chefe da delegação, e grande armador de toda a jogada, Andrés Sanchez.

Presidente corintiano coberto de méritos pelo chapéu que deu em Juvenal Juvencio, em termos de Copa.
Mas que levou a questão mais para o lado pessoal-clubístico, fazendo menor uma questão maior. Do tamanho da arena que receberá da Odebrecht. Do tamanho da paixão centenária corintiana.

Como se sabe há muito tempo neste canteiro de obras que é o Brasil, só o amor e a Odebrecht constroem. Pavimentando alianças neste governo que acaba, construindo pontes e um estádio para o novo e provável governo petista.

Faz parte do jogo e de algumas jogadas.

Só é de estranhar tanto mau humor com o São Paulo Futebol Clube.

E tantos freios com outra obra importante, inteiramente financiada pela iniciativa privada, que não consegue sair da prancheta por erros de todos os lados.

Também do Palmeiras que tinha dívidas a pagar. Também da oposição do clube (e ao clube) que criou e ainda vai criar todos os empecilhos de fato e sem muito direito.

E, agora, também do Cades (Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) que entrou em campo para não reformar o Palestra.
Justamente nos dias em que São Paulo terá um grande estádio para a Copa.

Sou tão leigo em construção de estádios quanto Ricardo Teixeira é em futebol.

Mas o reprovado Relatório de Impacto de Vizinhança (RIVI) não faz parte da política de boa vizinhança. É uma declaração de guerra ao bom senso.

Um relatório de impacto sonoro com uso de vuvuzelas e fogos de artifício para liberar as obras do novo estádio palmeirense é de um absurdo incomparável. Melhor, de fato, ser surdo a ouvir os lamentáveis argumentos que impedem o início das obras.

Primeiro porque o estádio já existe. É Stadium Palestra Itália, desde 1933.
Segundo porque será coberto na área dos torcedores. O estádio é barulhento hoje. Será muito menos quando estiver pronto.
Terceiro porque fogos de artifício não são liberados nos campos. É tão ridículo exigir um relatório a esse respeito quanto seria um teste para saber qual seria o impacto sonoro de um rufar de canhões dentro do gramado.

E mais não é preciso dizer pelo risível argumento do Cades.
Aliás, o primeiro comunique-se do órgão em 2010.

E tem mais!

Foi cobrado um estudo para saber quantas pessoas iriam com veículo próprio em dias de shows.

Quem sabe?

Certamente não o mesmo departamento que liberou sem grandes problemas o Shopping Bourbon, vizinho da nova Arena.

Para atrasar ainda mais as obras palestrinas, falta ao clube o mesmo tipo de argumento que sobrou ao presidente corintiano.

Não é amizade com o presidente Lula, que isso Belluzzo tem de longa data, independente de carteirinha do partido, como tem Andrés desde o ano passado.

Faltam, talvez, os mesmos procedimentos, digamos, mais enfáticos.

Aqueles argumentos que liberaram o estádio corintiano a toque de caixa aberto.

E que emperram a arena palmeirense com freio ABS.

No frigir das bolas, o Corinthians cimentou muito bem a sua casa, para felicidade da empreendedora – e empreiteira – Fifa.
O São Paulo desabou sua Copa tanto por jogo político de porão quanto pela soberba de seu presidente encastelado em seu sótão.
O Palmeiras está pagando contas que não são dele. Mesmo que o baixo nível da oposição do clube (e ao clube) também ajude a atrapalhar o início das obras, que não têm a menor guarida dos órgãos públicos.

ADENDO – Aos que se manifestaram APENAS por motivos clubísticos, reitero que aqui não é o melhor local.
E aos que leram e não entenderam, ou não quiseram entender (a maior parte dos casos), ou leram com o fígado (alguns casos patológicos), escreverei em caixa alta:

1. O CORINTHIANS PODE E DEVE FAZER DE TUDO DENTRO DA LEI PARA TER O SEU NOVO ESTÁDIO.
2. O SÃO PAULO IDEM.
3. O PALMEIRAS IBIDEM.

Como cidadão, só não quero pagar pelo que não preciso pagar. Jogo político sempre teve, tem, e sempre terá. Mudam os nomes e meios, mas não os modos – ou a falta deles.

Parabenizo o Corinthians pelo que fez, lamento tudo que o São Paulo não conseguiu fazer, reunir e entender (e a perseguição que sofreu por parte da CBF), e reclamo do tratamento discriminatório que alguns órgãos públicos estão dando à reforma palmeirense.

Perdão aos que entenderam o texto. Pêsames aos que insistem em deturpar o que está escrito aqui.

Atlético-PR 1 x 1 Grêmio

domingo, 29 de agosto de 2010

Comente. Cornete.

Fluminense 2 x 2 São Paulo

domingo, 29 de agosto de 2010

Fase boa é isso. Você enfrenta um rival em má fase, é pressionado nos 10 minutos iniciais, mas faz um gol na primeira chegada, com a categoria de Deco.

No lance seguinte, o São Paulo só não empatou porque Fernando Bob salvou sobre a linha o que o xará Henrique já vinha fazendo.
Mas a fase pode virar em 1min13s. Rogério Ceni marcou seu 90o. gol na carreira, numa falta que passou por onde estava Fernandinho, onde não esteve FH. Em 1min13s, Fernandão cabeceou a bola que Fernando Henrique não defendeu, às costas de Fernando Bob, que bobeou como o lateral-esquerdo que foi na partida.

Sim. Muricy escalou Diogo na direita contra o ótimo Fernandinho, deixou Bob na outra lateral para proteger os discutíveis Leandro Euzébio e André Luís. Tudo pra liberar Mariano e Júlio César como meias, não mais alas. O problema é que Beletti errou tudo que tentou. E o São Paulo acertou o melhor tempo desde a Copa. Num 4-3-1-2 com Renato Silva como lateral, e Marcelinho bem como o 1.

Mas o experiente treinador tricolor foi feliz com Rodriguinho no lugar do até vaiado Belletti. Em 26 segundos só não empatou porque Rogério foi Ceni. E o SP deixou de ter ataque com a lesão de Fernandão, substituído por Cléber Santana. Para dar altura ao Tricolor paulista. Algo que não aconteceu em três cruzamentos seguidos. O último deu em gol de Euzébio, aos 14 minutos. Numa falta que eu não marcaria. Como também não daria o pênalti que Leandro Vuaden marcou de bola na mão de Richarlyson. Pênalti que Washington bateu, e Ceni foi brilhante, mais uma vez.

Baresi não foi feliz ao mudar o time, sacando Fernandinho e colocado Marlos, mais um não-atacante num elenco fragilizado ofensivamente. Mas que conseguiu ainda bons lances para a má fase. E um senhor resultado diante de um líder que sentiu demais a ausëncia de Emerson e a presença de Belleti.
Mas que vai crescer como melhora o entendimento entre Deco e Conca.

O São Paulo mostrou que pode sair dessa fase. Não é time para ficar tão longe da ponta. Lugar onde o Fluminense tem elenco, time e espírito para manter.

Atlético-MG 1 x 2 Palmeiras

domingo, 29 de agosto de 2010

Esqueçamos o primeiro tempo. O Galo tentando algo num 4-3-1-2 com pouca velocidade e quase nada de Diego Souza, Diego Tardelli, Méndez e Ricardinho, apenas correndo e sofrendo faltas com Neto Berola. O Palmeiras mais uma vez ajustando a sua zaga com Fabrício como lateral-esquerdo (e não terceiro zagueiro), com quatro volantes, mas um Valdivia jogando e apanhado como sempre (e Kléber, do mesmo jeito).

Na segunda etapa, o Galo melhorou, chegou mais, fez um belo gol com Neto Berola escapando de um Rivaldo que parou, e perdendo mais uns golzinhos até Felipão colocar Tinga e Luan. Este acertou um chute que Fábio Costa largou para Marcos Assunção empatar no calor de Ipatinga. Volante que foi ainda meia quando descobriu o incansável Kléber para virar o placar e garantir a confortadora vitória paulista, e a mais que preocupante derrota mineira.

O Galo, honestamente, não sei onde vai parar e quando vai começar a jogar.

O Palmeiras, com Kléber, Valdivia e o retorno de Lincoln, tem estofo e pontos para sonhar com algo mais. Por mais que ainda tenha gente de qualidade para lá de duvidosa, ainda está numa situação indiscutivelmente superior à atleticana.

Tema para simpósito.

Psicológico. Técnico. Físico. Técnico.

Guarani 2 x 1 Flamengo

domingo, 29 de agosto de 2010

Um pênalti de Marcelo Lomba que Arilson Bispo da Anunciação e o assistente erraram ao marcar fora da área – embora o árbitro tenha acertado ao não expulsar o goleiro rubro-negro.
Uma falta em Galhardo que o árbitro inverteu absurdamente e marcou o pênalti que Ricardo Xavier bateu para Marcelo Lomba mandar a escanteio.

Ao final das contas, errando tudo, ao menos nisso ficou tudo igual o jogo no Brinco.

O Flamengo já vencia por 1 a 0. Gol de Jean, de cabeça, no fim de um primeiro tempo marcado. De um Guarani que demorou a acreditar na qualidade da turma da frente – diferentemente da falta de aptidão de ataque dos rubro-negros. Zaga bugrina que demorou a marcar o zagueiro que apareceu sozinho para abrir o placar. Resultado que poderia ser ampliado se Val Baiano não fosse o que meu maldoso fake no twitter comentou:

“Há mais entre o gol e a bola do que pode imaginar nosso Val Baiano”, disse Willians Shakespeare, volante do Flamengo e dramaturgo.

Sem tantas divagações vãs e filosóficas, o Guarani cresceu com as mudanças, o Flamengo foi aceitando, e perdendo gols no contragolpe, até levar a virada aos 45 minutos e 47 minutos. Em 1 minutos e 56 segundos, tudo se esvaiu. E sem Rogério Lourenço para culpar.

Corinthians 2 x 1 Vitória – AO VIVO

domingo, 29 de agosto de 2010

++ ESCALADO PELO LANCE! PELA RÁDIO BANDEIRANTES, ESTOU NA CABINE DO PACAEMBU ++

Corinthians no 4-2-2-2, Vitória no 4-3-1-2, mais preocupado com o rival.

10min53s – GOL. 1 X 0. CORINTHIANS. IARLEY. CABEÇA. DENTRO DA ÁREA. Lançamento de um milhão de metros de Roberto Carlos para Iarley que cabeceou como poderia, Viáfara, sempre adiantado, não conseguiu chegar. Um belo e estranho gol. Num jogo igual, com uma grande chance para cada lado.

26min – Timão fez o gol e vai sendo pressionado pelo Vitória, que tem a bola, mas nenhuma grande chance. Renato encosta bem nos 2 da frente, mas os volantres, tímidos. Elias e B.César não brilham tecnicamente, mas ajudam no combate no meio-campo. Ronaldo anda em campo. Mas preocupa demais a zaga baiana apenas pela presença.

36min – Henrique manda um canudo no travessão. Corinthians recuado e lento e errando passes. Melhor momento baiano. Falta só soltar um pouco mais os volantes. Ou voltar com Elkesson na segunda etapa. Iarley vai fazendo seu melhor jogo pelo Timão.

47min07s – GOL. PAULINHO. 2 X 0 CORINTHIANS. PÉ DIREITO, DENTRO DA ÁREA. Numa bola carambolada em belo lance de Elias com Paulinho, um toque infeliz de Gabriel para o volante corintiano ampliou um placar grande demais pelo equilíbrio do primeiro tempo.

INTERVALO – Elkeson é uma ótima para o Vitória. O problema paulista será substituir Ronaldo por Souza. Jogo aberto. Mas o gol no fim deve dar a vitória ao quase aniversariante.

SEGUNDO TEMPO –

Soares x Renato. Mais contundente o Vitória. Bida é adiantado e vira quase um meia num 4-2-2-2 que vira 4-3-3 com Soares mais adiantado. Timão recua um tanto Iarley, passando quase para um 4-2-3-1, isolando Ronaldo.

12min – Ronaldo segue andando em campo. Mas, num só lance, deixou Bruno César e Paulinho com boas chances de gol, bem defendidas pro Viáfara. Vitória melhora com o esquema mais ofensivo. Só que o Timão também chega mais no contragolpe. E impressionante como o menino RC corre, do baixo dos seus 37 anos.

++

26min – Jogo à característica para o contragolpe alvinegro. Vitória mais ofensivo, mas sem chegar com perigo.

++

Toninho abre todo o Vitória. Num 3-3-2-2, com Gabriel na sobra, Eduardo agora na ala direita, Evandro tentando fazer o mesmo pelo outro lado, só um volante, e dois atacantes pelas meias, e dois centroavantes. Mas o Timão ainda mais perigoso, aos 34 minutos.

37min26s – GOL. 1 X 2 VITÓRIA. KLÉBER PEREIRA. Outro gol difícil de saber de quem foi. Só sei que, agora, a partida que era francamente paulista volta a ficar aberta.

FIM DE JOGO – Corinthians mais feliz quando o jogo era mais equilibrado, e Vitória diminuiu quando a partida era corintiana. Vitória justa e apertada, como o esperado.

VISÃO DE JOGO, PUBLICADA NESTA SEGUNDA-FEIRA, NO LANCE!

Qvi Est Un Bando Di Locvs

Em latim ou em português, um bando de quase 40 mil loucos no Pacaembu ajudou o centenário Corinthians a vencer suado o Vitória por 2 a 1, no retorno de Ronaldo por 62 minutos e do bom futebol a Iarley

Corinthians fez 2 a 0 quando jogo era igual, e levou o gol do Vitória quando dominava a partida no Pacaembu

Ronaldo entrou no Pacaembu pesando uma tonelada. Somando os não poucos quilos deles, e os muitos quilos das crianças que o cercavam, ele mais uma vez valia quanto pesava. Quando teve o nome anunciado no placar eletrônico, parecia um gol corintiano. Enquanto andou mais que jogou, por 62 minutos, mereceu todo o respeito fenomenal que inspira até nos rivais. Puxando a marcação que deixou Iarley cabecear sozinho um lançamento quilométrico e centenário de Roberto Carlos, aos 10 minutos, aceito pelo adiantado Viáfara; chamando a atenção da zaga que deixou Gabriel involuntariamente servir Paulinho para ampliar, aos 47 minutos, depois de bela arrancada de Alessandro.

Ronaldo está longe da forma ideal. Até bolada levou numa falta de Bruno César (um que não tem sido o muito que vinha sendo). Mas com um minuto deixou Iarley (em sua melhor exibição corintiana) na cara do gol. Aos 10 do segundo tempo, com o Vitória mais ofensivo com Soares no lugar de Renato, Ronaldo deixou Bruno César e, logo depois, Paulinho livres para ampliarem. Só não fizeram gol porque Viáfara, desta vez, não deixou. E quando o Fenômeno (não há apelido melhor) pediu para sair, aos 17, substituindo quem seria substituído (Iarley era absurdamente o sacado por Adilson para a entrada de William Morais), Ronaldo deixou o Timão ilhado.

Toninho Cecílio ousou mais. Terminou a equilibrada partida com três na zaga, um só volante, Evandro como ala pela esquerda, dois atacantes pelas pontas, e dois centroavantes. Foi Kléber Pereira quem diminuiu, aos 37, às costas do estreante Thiago Heleno. Num momento paradoxal do jogo: quando a partida era igual, o Corinthians abriu 2 a 0; quando o jogo estava a caráter para o Timão, levou o gol.

Mas leva para casa uma vitória justa. A última antes do centenário. A primeira da última volta de um Fenômeno.

Silas, treinador do Flamengo

domingo, 29 de agosto de 2010

De futebol conhece. Do Brasil, Itália, Portugal, Argentina.
De treinador, mostrou muito no Avaí, e não teve paciência suficiente no Grêmio (embora também não tenha sido feliz em algumas das escolhas).
De Flamengo, vai precisar estrear como se estivesse há décadas.

Ele sabe o que é pressão em grande clube. Como atleta dos bons e treinador promissor.

Mas é o momento de assumir o Flamengo?

Não sei.

Como também não sabia se era a hora de Andrade, no BR-09. E foi demais.
Como também nõa sabia se era a hora de Rogério Lourenção. E não foi.

É mais uma aposta. Num sujeito sério, trabalhador, e ótima gente.

Para começo de conversa, começa bem.

Santos 2 x 0 Goiás

domingo, 29 de agosto de 2010

Comente. Cornete

Ceará 2 x 2 Grêmio Prudente

domingo, 29 de agosto de 2010

Comente. Cornete.