Arquivo de abril de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O 3 a 0 contra o Vélez foi uma atuação para reprisar. O primeiro tempo contra o Nacional, também. Mas, em um só lance, aos quatro minutos, Leonardo Silva levou bola nas costas, Elicarlos foi empurrado pelas costas, e Regueiro trouxe o time uruguaio de volta à luta.
Mas, há muito tempo, os três volantes, os dois laterais e os dois zagueiros celestes não tinham atuação tão consistente. Os espaços foram menores. E os lançamentos de Diego Renan, Fabrício e Henrique para Thiago Ribeiro (não apenas letal como costuma ser ao bater de primeira, mas essencial no combate aos rivais) definiram uma baita vitória de o time que, quando quer, joga o melhor futebol entre os brasileiros na Libertadores – o que não tem sido necessariamente um elogio.
Tags:Cruzeiro; Nacional; Libertadores
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Cleiton Xavier bateu o pênalti de um time que ainda não bate bem a bola, não bate necessariamente bem o coração, e, muitas vezes, não bate bem da cabeça. Perde-se com facilidade, irrita-se demais, irrita ainda mais a torcida que foi bem melhor que o ainda desarrumado Palmeiras de Lincoln, no Palestra.
Vitória que só veio num pênalti discutível contra um bom time do Atlético, que poderia ter sido mais ousado desde o início com Elias, e que ainda pode reverter em Goiás. Desde que o Palmeiras se repita na inconstância.
Tags:Atlético-GO; Palmeiras; Copa do Brasil
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
Fred fez muita falta, apesar do gol de André Lima. Conca fez muita falta, ainda mais para uma estreia como a de Muricy, que sempre confiou no argentino.
Mas, de fato, no Maracanã, mais sobrou o Grêmio que faltou Fluminense. Com Douglas não só articulando mas aparecendo na área, com Leandro correndo e jogando por todos, com Jonas cada vez melhor, e Borges ainda letal, o Grêmio mostrou como se joga Copa do Brasil. E como o time tem jogado melhor a cada partida.
Tags:Copa do Brasil; Grêmio; Fluminense
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Um belo jogo no Barradão. A vitória de quem soube finalizar melhor na Bahia.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Era para ser uma quarta-feira balofa de futebol (sem alusão a quem quer que seja). Mas só uma partida honrou a expectativa. A grande vitória atleticana sobre o Santos. Um placar reversível na Vila pela bola que a turma de Robinho pode jogar. Mas complicado pelo jogo cada vez melhor e consistente do Galo.
Um chute errado virou assistência de Carlos Alberto para Diego Tardelli ser o Olic do dia. Bastou para o Santos acordar e mandar bola no travessão. Mas era dia de ataque. Daquilo que Luxemburgo prometera: “Meus times só querem saber de jogar futebol”. E jogou como um time do treinador, com o espírito do Galo ótimo de briga.
Ricardinho mais solto, protegido e ajudado por Correa e Fabiano, deram consistência ao meio-campo. Uma bobeada na linha de impedimento diminiu o placar no primeiro tempo, tanto quanto as chances atleticanas com o gol de Shao-Lin de Edu Dracena.
Mas a partidaça das duas equipes, ainda mais do time vencedor, não permitem prognósticos fáceis para a Vila. O Atlético melhora a olhos e jogos vistos. E se o Santos ainda oscila como tantos, como nenhum sabe fazer gols. E basta um, em casa, para seguir adiante.
Tags:Copa do Brasil; Atlético-MG; Santos
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Quem conta é Rogério Lourenço, vice-campeão mundial pelo Brasil Sub-20 no ano passado, treinador interino (como todos) do Flamengo:
- Sou eu mesmo, professor?
A frase é do volante Rômulo, quando chamado a treinar com o time principal rubro-negro. Se não foi um dos destaques, foi um dos volantes-zagueiros que liberaram Leo Moura e Juan para armarem por um Flamengo ainda desprovido de grandes ideias, também pela prematura expulsão de Michael, no biribol no piscinão do primeiro tempo.
Mas foi ele mesmo quem ajudou a construir a heroica vitória.
* Um absurdo ter jogo naquele tempo e circunstância. Ainda mais absurdo um Corinthians jogar tão pouco, e só ter criado um lance decente aos 37 do segundo tempo, ainda com um mais, embora com um Ronaldo deprimente. Ainda assim o único que criou algo para Iarley e Jorge Henrique se atrapalharem e desperdiçarem a única jogada criada pelo Corinthians em todo o jogo.
Quase nada. Ainda pior pelo pênalti sub-5 cometido por Moacir em Juan. Bem executado por Adriano. Que só não executou de vez o rival paulista por Júlio César ter feito grande defesa na cabeçada imperial, aos 36. Quando o Flamengo, valentemente, mais uma vez acossou um Timão acovardado em campo. Sem inspiração no meio-campo. Sem inteligência para superar o gramado impraticável e um rival em reconstrução, e com um atleta a menos.
Mas ainda Flamengo. Como foi Flamengo demais no Maracanã. Como o Corinthians foi pouco Corinthians no Rio. Para não dizer que Ronaldo teve a mais patética atuação da brilhante carreira.
Qualquer um não conseguirá estar em ponto de bola em uma semana para a dureza da volta. Mas como estamos falando de Ronaldo, é dever aguardar. Ele pode se superar, pela zilionésima vez. Mas precisa reencontrar a forma, pela bilionésima vez.
Comente o biribol do primeiro tempo e a vitória dos 10 rubro-negros contra os 11 amuados corintianos desfalcados do onipresente Ronaldo.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Comente o pavoroso jogo de um Universitário que levou bomba e de um São Paulo que não quis atacar e vencer.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
Comente a derrota doída, mas ainda reversível, do Inter que precisa jogar muito, mas muito mais em 2010.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
* Não existe time imbatível no futebol. Nem o melhor que vi nos últimos 15 anos, este impressionante e encantador Barça. A equipe que não vi no Meazza, mesmo que tenha perdido para uma não menos entusiasmante Inter (mas com um gol irregular). no jogo de ida.
* Para o bem do futebol, melhor seria uma equipe abusada e ofensiva ser bicampeã europeia. Mas o futebol permite o jogo da Inter de Mourinho. Uma equipe vibrante no Meazza, e pragmática no Camp Nou. Excessivamente recuada depois da expulsão de Thiago Motta, aos 28 minutos – excessivo o vermelho direto, mas compreensível o segundo amarelo – não mostrado.
* Mil vezes ver uma bela partida do Barça a uma atuação tática como a da Inter. Mas isso também é futebol. Aquilo que o time de Messi e Xavi não conseguiu jogar, na partida de volta. Se teve o gol de Milito em impedimento, na Itália, na Espanha, o zagueiro Piqué estava impedido, ao receber mais um belo passe de Xavi (outro que deveu bola), no único gol do jogo amarrado. Mas eu não teria anulado o lance que daria no gol de Bojan, logo depois. Para mim, bola no braço de Touré. Só isso.
* Mourinho é mala. Mas é o melhor do mercado. E não inventa tanto como Guardiola pareceu se seduzir pelas mudanças. O treinador do Barça foi infeliz ao tentar jogar com Gabi Milito na lateral esquerda, com Busquets, Xavi e Keita (quanta falta faz Iniesta!) armando para Messi, Ibrahimovic e Pedro. Xavi não saiu tanto, e Messi não esteve livre. Pelo esquema do Barça. E pela Inter que de novo marcou demais.
* Na primeira etapa, só aos 22 o Barça chegou, com Pedro mandando pra fora um cruzamento de Daniel Alves. Aos 32, o outro lance blaugrana, a única arrancada de Messi, que JC salvou com a categoria usual. Já com a Inter com um a menos. Embora parecesse ter 17 menos, pelo recuo excessivo em toda partida.
* Wanderley Luxemburgo entende que contra um time talentoso como o Barça, a saída é fazer o que fez Mourinho. Embalar e encaixotar o rival com as duas linhas de quatro, e só um à frente. A questão é que faltou Sneijder, o encarregado de ser a referência, jogar além do meio. Toda a Inter ficou atrás, muito atras. Diego Milito e Eto’o foram marcadores de laterais, apenas. Não era o caso.
* Mas acabou sendo perfeito para travar um Barça pesado e tenso como o Camp Nou. Tudo que a torcida da Inter ajudou em Milão, a culé não deu mão na Espanha. Para o treinador do Atlético Mineiro, também faltou o drible que tanto encanta no Barça. “Contra times tão fechados quanto a Inter, a saída é o drible. E o Barcelona não tentou nada disso”.
* Fato. Além de chutar pouco, quase nada, o Barça não driblou. Não apenas por mais uma atuação individual e coletiva abaixo da excelente média. Também por excepcionais atuações como a de Cambiasso, à frente dos zagueiros, e mesmo de Chivu, improvisado como um volante pela esquerda, no 4-3-1-2 de Mourinho. Com um a menos, ele quase virou um quinto na zaga, revivendo o catenaccio célebre de Helenio Herrera, pentacampeão europeu. Um esquema com um zagueiro na sobra de uma linha de quatro, dois homens no meio, e três atacantes.
* Tão pouco fez o Barça que, na segunda etapa, a primeira chance real só saiu aos 36, quando Messi botou na cabeça de Bojan para cabecear para fora. Era o único lance até então. Chuveiro. E sem Ibra (ou o bancário Henry) para tentar algo. era jogo para Jeffren e Pedro pelas pontas, Xavi mais próximo de Messi por dentro. Não para Keita o tempo todo. E, se era para chuveirar, os baixinhos catalães não eram solução.
* Depois do gol de Piqué, muito bonito, aos 38, embora impedido, o Barça chegou num chute longo de Xavi, aos 42 (a primeira defesa de JC no segundo tempo!!!), e no lance mal anulado de Bojan. Pouco, quase nada para um timaço que. contra o Arsenal, em Londres, havia criado 8 chances de gol em 20 minutos. E não mais que 5 em 90, precisando vencer a Inter, em casa, por dois de diferença.
* A arbitragem não foi boa. O ambiente estava lindo, mas não com o fervor esperado. E o jogo, na ótima, foi bem chato. Não por causa da classificação do time menos vistoso. Mas porque a equipe que desequilibra foi mal escalada, esteve mal tecnicamente, e muito pressionada. Mereceu, nos 180 minutos, ser eliminada por uma Inter que, se a decisão fosse na semana que vem, chegaria mais forte que o Bayern.
* Eram oito sul-americanos na Inter no início do jogo. E foram oito argentinos e brasileiros jogando como se estivessem na Libertadores. Segurando a partida, fazendo cera, fazendo milonga, irritando um Barça amuado e preso também por isso.
Tags:Barcelona; Internazionale; Liga dos Campeões
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
* O jogo foi ontem à tarde, mas só agora, por absurda carga de trabalho, passo por aqui para escrever. Mas fico menos cansado quando penso que o croata Olica deve ainda estar correndo pelo Gerland depois de marcar os três gols pelo Bayern que eliminaram o pior Lyon dos últimos anos – e o que foiu mais longe na UCL.
* Em 1998, no mesmo estádio, a Croácia meteu 3 a 0 na Alemanha, abrindo caminho para a França campeão mundial. Doze anos depois, um croata eliminou um francês e botou o Bayern na busca do quinto título. Sem Ribéry também na final em Madri. Mas com uma equipe redondinha, que foi melhor em Munique contra um acanhado Lyon, e muito melhor na França, contra um rival com dois volantes que só volantam, três meias-atacantes mais atacantes que meias, e um centroavante isolado.
* Sem Ribéry, Van Gaal abriu Altintop pela esquerda e, mais uma vez, o turco mandou bem. Robben abusou do individualismo, compensado por boa atuação de Muller no típico 4-2-3-1 do Bayern, e impressionante partida do Olic que corre, marca, ataca, e goleia.
* Van Bommel e Schweinsteiger fizeram o jogo que não havia visto fazerem como volantes. Mesmo com um deficiente lado esquerdo composto por Badstuber e Contento, mandaram muito bem.
* Cris vinha fazendo bela UCL até ser bestamente expulso. Michel Bastos foi meia pela direita no 4-2-3-1 inicial do Lyon. Depois foi à esquerda. Virou lateral no segundo tempo até a expulsão de Cris. Acabou como terceiro zagueiro pela esquerda. E, mesmo com Lahm e Robben por ali, e sem a ajuda de Makoun, mandou bem.
Tags:Liga dos Campeões
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