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Arquivo de fevereiro de 2010

Santos 2 x 1 Corinthians

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Neymar desequilibrou clássico prejudicado por arbitragem ruim, confusa e caseira. Mas o Corinthians foi ainda pior. Perdeu e se perdeu com a facilidade com que o Santos de 2010 ataca e encanta. Ainda que tenha sofrido além da conta nos 20 minutos finais, com dois a mais em campo.

Com Brum e Pará improvisados nas laterais, Mano abriu Dentinho e Jorge Henrique como pontas, até para dar um pé ao Ronaldo longe do peso e da bola ideais. Não deu jogo, porque o passe saiu errado, e o Santos forçou o erro com a excelente marcação de todo o time, incluindo os meias que não guardavam posição. Aos 7, numa dessas mexidas, Roberto Carlos derrubou Marquinhos, em pênalti discutível do lateral, que não precisava ter disputado a bola que estava entre o santista e William.

Felipe fez o segundo dos três milagres no primeiro tempo ao defender o pênalti de Neymar. Mas o moleque é tão bom e abusado que, aos 32, não desperdiçou. Marquinhos fez belo passe para a virada espetacular do camisa 7.

Mano mudou o esquema no intervalo. Recuou Dentinho e Jorge Henrique como meias, no 4-2-3-1 usual. Apostou em Moacir na lateral para pegar Neymar, e Jucilei para marcar Ganso como Ralf não viu nem as penas. Mas, com 3 minutos, Neymar já amarelou Moacir. O Timão reclamava de tudo, com ou sem razão, e se perdia. Quando tentava equilibrar, Marquinhos (em notável atuação) deixou Neymar livre para rolar para André ampliar.

Não é só o melhor ataque e futebol. É o Santos que faz os mais belos gols do SP-10. Mas parou de criá-los. Levou um gol de Dentinho, aos 23. E teve a felicidade de Moacir ser expulso, aos 25, e Roberto Carlos, também, três minutos depois, em outro lance discutível: a Lei da Gravidade é anterior a do futebol. Se Marquinhos esperou para ser derrubado por RC, no lance do pênalti marcado, o experiente lateral tentou o mesmo. E não foi feliz.

O Corinthians perdeu a chance de empatar aos 40, com Tcheco, numa bola que bateu no travessão. Se o Santos não soube golear o maior rival, o centenário clube precisa usar da experiência para descobrir a causa de tantos erros e nervos. Acirrados pelo talento santista, do abusado Neymar, que poderia ter sido expulso pelo infeliz José Henrique de Carvalho pelas seguidas provocações com a bola parada.

(Este texto estará editado no LANCE! de segunda-feira. Como estou na Vila Belmiro, pela Rádio Bandeirantes, levarei mais tempo para postejar).

Não sou eu no twitter

domingo, 28 de fevereiro de 2010

* O perfil mauro_beting, no twitter, não é meu. Embora tenha alguns de meus pensamentos, muitas frases que parecem ser de minha lavra, algumas ótimas sacadas, e outras bobagens que nem eu teria coragem de postejar.

* Até porque algumas são de um gosto extremamente discutível.

* Em todo o caso, mantenho a minha chancela de “fake oficial”. Com todas as restrições possíveis ao que é escrito. Afinal, não concordo nem com tudo que escrevo. E, possivelmente, embora não conheça os autores do perfil falso, sei que são amigos. Muy amigos.

Americano 1 x 3 Botafogo

domingo, 28 de fevereiro de 2010

* Não vou mais abusar do lugar-comum no Fogão 2010. Não vou mais falar que Caio entra melhor que todos no time de Papai Joel. Não vou mais falar que Herrera dá muita raça a qualquer equipe. Não vou escrever mais das boas partidas de Marcelo Cordeiro pela ala esquerda. Não vou mais dizer que Joel sabe rapidamente como armar um time de futebol limitado no Rio de Janeiro.

Macaé 1 x 4 Flamengo

domingo, 28 de fevereiro de 2010

* Vágner Love aproveitou-se, da digamos, meia hora de vontade do Flamengo em jogar bola para assumir a artilharia do RJ-10. Mas, uma vez mais, bola quem jogou foi Vinícius Pacheco.

* Há como escalar Pet e Vinícius juntos? Sim. Desde que o meio-campo se reforce na marcação. E ambos ajudem a recompor, com a ajuda de Adriano e Love… Enfim, quase impossível.

* Pela fase de Pet, técnica e física, melhor apostar mais em VP na armação. Não é só uma questão de marra ou mala. Também é tática. O time de 2010, com dois senhores atacantes, é diferente do 4-2-3-1 campeão do BR-09. Pet deve funcionar por dentro, próximo à turma de frente. Mas precisa da chegada mais qualificada e presente que a atual de Kleberson.

Para pensar na grama

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Escreve ANDRÉ ROCHA

http://blogs.abril.com.br/futebolearte

As imagens chocantes da contusão de Aaron Ramsey do Arsenal, na vitória fora de casa dos Gunners sobre o Stoke City por 3 a 1, além de trazer à tona a memória do drama vivido por Eduardo da Silva no próprio clube londrino há pouco mais de dois anos, também fazem refletir sobre um estranho paradoxo do futebol jogado na Inglaterra.

Apesar da edição 2009/10 da Premier League ser a menos forte tecnicamente das últimas cinco temporadas, a intensidade, a dinâmica e, principalmente, a velocidade continuam estonteantes. E como os árbitros deixam o jogo seguir e não marcam qualquer falta mesmo prezando a lealdade, a grande maioria dos jogo é disputada num ritmo que tira o fôlego até de quem assiste.

Com cada palmo de terreno sendo cobiçado e dividido de forma cada vez mais vigorosa, em meio a tanta correria, quando um jogador erra a bola ou chega atrasado e acerta a perna do adversário, o impacto fortíssimo é capaz de romper ossos e proporcionar cenas como a que entristeceu a todos no Brittania Stadium.

As lágrimas de Shawcross na saída do campo após a justa e óbvia expulsão são a prova de que não houve a mínima intenção do suposto agressor em sequer machucar Aaron. Ele apenas queria a bola, mas chegou no lance como em todos os demais: no limite. A velocidade desproporcional acaba gerando uma violência assustadora.

O texto não é uma defesa do jogo mais lento e com muito mais faltas anotadas de outros campeonatos, em especial os disputados no Brasil. A EPL deve ser, sim, a referência de um futebol mais jogado e interessante de se ver. Porém, embora esses acontecimentos infelizes sejam exceções, já seria o momento de pensar em equipamentos modernos mais resistentes que aumentem a proteção dos atletas.

Ainda que não garanta plenamente a integridade física – e uma espécie de “armadura” seria solução exagerada, inviável e até ridícula -, qualquer iniciativa que evite ao máximo o desespero do jovem meia, de seus companheiros de time e de profissão e dos torcedores no estádio que consternaram o planeta bola será mais que bem-vinda.

Escreveu ANDRÉ ROCHA

Cruzeiro! Flamengo! Corinthians. São Paulo…

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
* Cruzeiro 4 x 1 Colo-Colo. Foi mais difícil que o resultado faz parecer. É bom o time chileno. Mas foi melhor o mineiro. Há como discutir algumas decisões e critérios da arbitragem, sempre caseira em Libertadores, qualquer que seja a casa. Mas não há como discutir a superioridade mineira. Um time quase pronto do meio para frente. Que segue com problemas na recomposição defensiva.
* Flamengo 2 x 0 Universidad Católica. Mais uma expulsão tola de jogador brasileiro em início de partida da Libertadores… Mais uma superação rubro-negra: Leonardo Moura jogou pelo ausente, Andrade fechou bem o time, e o Flamengo fez dois belos gols. Só não fez três porque Vágner Love insiste em bater pênalti como se fosse um kicker de futebol americano. Mas, para estreia, está mais que bom o resultado tranquilo como Lomba na meta rubro-negra.
* Corinthians 2 x 1 Racing-URU – Racing, Timão. Você é tradição. Mas foi muito mais nervosismo pela estreia e pelo gol com menos de um minuto. Elias fez os gols de um time que não fez muito mais contra um rival fragilíssimo. Defederico sumiu, Ronaldo e Souza fizeram algumas coisas boas, mas é ainda muito pouco para tanta expectativa. É preciso baixar a bola no Parque.

* Once Caldas 2 x 1 São Paulo – Pela qualidade do time colombiano, pelos problemas são-paulinos, a derrota era esperada nunm estádio ainda inexpugnável em Libertadores. Mas a boa primeira etapa paulista acabou causando a sensação de decepção. Dava para ter ido além do histórico gol do maior artilheiro tricolor na competição. Mas uma infelicidade de Marcelinho Paraíba e um golaço de Moreno definiram a virada.

Fora do ar

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Por problemas técnicos piores que o Racing uruguaio, o blag esteve fora do ar por mais horas que a bola isolada por Vagner Love no pênalti contra a Universidad Católica.

Por motivo de trabalho mais pesado que os dos grandes clubes na fase inicial da Copa do Brasil, também não pude escrever nada. Estava dando palestra sobre futebol e administração de grupo para funcionários de uma empresa de cartão de credito.

Algo tão virtual e abstrato quanto alguns times goleados na quarta-feira.

O que não tira mérito dos vencedores.

Ainda que todos possam jogar muito mais. Na Libertadores e na Copa do Brasil

(texto enviado por telefone. Seja o que a tecnologia quiser)

Internacional 2 x 1 Emelec

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

* Os cinco clubes brasileiros são favoritos na Libertadores-10. Hoje, o Cruzeiro parece estar um pouco à frente dos rivais. Mas pegou o grupo mais duro. Creio que todos passam. Se fosse um torneio por pontos corridos, os cinco primeiros estariam entre os seis melhores colocados. Mas…

* Libertadores não é conquistada apenas pelo melhor elenco. Tem uma série de fatores que definem um título. Confiança. Paciência. Sorte. Algumas das coisas que faltaram para o Inter na estreia (sempre difícil, ansiosa…) contra o pouco complicado Emelec, dono de uma defesa pior que o BBB-10, de um lado esquerdo propício à festa, e que o lado direito colorado até soube explorar com o ala Nei e o atacante Edu. Mas não soube finalizar no primeiro tempo.

* Os três zagueiros podem ser usados por Fossati. Até por Bolívar e Danilo Silva saberem atuar mais à frente, como laterais que foram no Inter. Só que, no caso, era possível abrir um pouco mais o time. Havia como. Só Giuliano não conseguia armar. Edu e Alecsandro se esforçavam, mas o gol não apenas não saía; faltavam chances para concluir. Sandro e Guiñazú tentaram jogar. Mas não conseguiram.

* E como pode um time com três atrás e mais dois volantes levar o gol que levou o Colorado, às costas de Bolívar, aos 3min do segundo tempo?

* Aos 7min, a torcida estava uma arara com o Inter que tudo errava. Até Nei fazer o que o time pouco fizera: chutar. E chutou como raros. Um golaço. E o canto do White Stripes ecoou no Beira-Rio. Mas ainda era pouco. Só não era pouca a água que começou a cair. E levantar a torcida molhada.

* Mas foi uma noite atrapalhada. Nei saiu machucado, aos 17min. Fossati colocou Taison pela esquerda. Fez a defesa a quatro, com Bolívar e Kléber como laterais, Danilo Silva e Sorondo na zaga. Sandro e Guina marcando mais à frente. Giuliano centralizado, com Edu e Taison pelas pontas, Alecsandro por dentro. Um 4-2-1-3.

* Mas ainda não dava liga. Aos 31, Walter entrou na direita, no lugar de Edu. Aos 35, Giuliano, em má jornada, cedeu lugar a Andrezinho. E os que entraram viraram o placar. Andrezinho achou Walter, que rolou com frieza para Alecsandro. Um belo gol, enfimm aos 42. Uma vitória emocionante. Mas cheia de preocupações pela atuação colorada.

* Quando a Conmebol terá um mínimo de vergonha para impedir os intervalos de 20 minutos em suas competições? Ou isso é mesmo para atender a interesses de outros canais de televisão latinos? E depois ousam querer comparar com a Champions League.

Institucionalizar a intolerância

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Torcida única num campo de futebol em dia de clássico minimiza a violência nos estádios, proximidades, no metrô, nos ônibus, nas ruas, na cidade, até no Estado.

Pode diminuir estatisticamente a barbárie.

Mas não educa. Não erradica. Apenas radicaliza.

Que torcedor a gente vai ver no estádio se ele não sabe que existe outra cor? Que cidadão a gente vai criar se ele não entende que existe gente que pensa diferente?

Pode, num primeiro momento, arrumar a casa.

Mas, num segundo, desestabiliza qualquer lar.

Facções e milícias tomaram de assalto arquibancadas e ruas, mais bancadas contra arquirrivais. Transformar os transtornados estádios em guetos intolerantes é institucionalizar a intolerência.

Por absoluta falência – mais uma – das autoridades.

Não que eu saiba o que fazer.

Mas quem é pago para tanto, por vezes, parece saber ainda menos.

Cadê a Argentina dos anos 40? O Wunderteam austríaco dos anos 30 no meu novo livro?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Estão todos convidados. 16 de março

Estão todos convidados. 16 de março

Por que o Wunderteam austríaco de Mathias Sindelar, dos anos 30, não está no meu novo livro “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos”, pela Editora Contexto, que lanço em 16 de março, em São Paulo, na Saraiva do Shopping Eldorado, juntamente com Milton Leite, autor de “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos”?

Por que só apresentei seleções que pude ver. Ou rever, com a ajuda do acervo de imagens de Gustavo Roman, e com o inestimável auxílio em tudo dos jornalistas André Rocha e Dassler Marques.

Por isso o Uruguai de 1930 e 1950 ficou de fora. Como a Itália de 1934-38.

A maravilhosa Argentina dos anos 40 também não coube. Não houve Copa naqueles dias de luta e de luto.

Por isso grandes equipes estão de fora da minha relação de sete seleções.

Uma de cada país. Outro critério de escolha. Outra discussão eterna.

O que explica a ausência de grandes equipes com a Itália de 1978 – preferi a campeã, a Itália-82.

A França de 1982 – escalei a campeã de 1998.

A Inglaterra de 1970 era melhor que a campeã de 1966 – também pelo entrosamento. Mas ficou a vencedora. E a admiração pelo time que não foi além no México.