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Arquivo de janeiro de 2010

Gre-Nal 379 – Inter 1 x 0

domingo, 31 de janeiro de 2010

* Ligação direta também merece respeito. Bola longa para Edu, deste a Alecsandro, e mais uma vitória colorada. Desde 2001 o Grêmio não sabe o que é vencer o clássico pelo campeonato estadual. Mesmo campeão com dois empates, em 2006, não venceu. E, desta vez, poderia ao menos ter empatado.

* Com mais entrosamento, elenco, preparo e descanso, deu Inter. Um time quase pronto, definido, e com potencial de crescimento. Algo que ainda não se pode dizer do Grêmio. Silas parece longe de encontrar o time e um modo de jogar.

* Tudo que Mário Fernandes vai se achando como zagueiro, o meio-campo segue se perdendo sem fluência e criatividade. Apenas Souza era pouco. E será ainda pior. Era jogo para Hugo, em Erechim.

* Giuliano. O cara segue jogando demais. Sem D’Alessandro, e mesmo com o gringo, o guri que veio do Paraná é o homem para criar para um ataque repleto de opções. É só Fossati as usar.

* Andrezinho continua entrando bem com a bola rolando, e não tanto desde o apito inicial. Não é o que foi o saudoso Escurinho, dos gloriosos anos 70 colorados. Mas a imagem é sempre boa.

Silas, pelo que jogou, pelo que sabe de bola, pelo que fez na vida, não parece treinador de time pequeno. Não é o perfil dele. Mas, até agora, fez bem menos do que prometia.

* Na fase atual, melhor seria apostar em Jonas até o fim. E em Hugo desde o início.

* Até a conta do celular de Silas se discute no Grêmio. Não é o caso. Mas para o sossego do treinador, melhor deixar o radinho desligado. Ele “teria falado demais no aparelho” durante o Gre-Nal.

* O chute de Maílson, no travessão, no último lance do clássico, ajuda a entender um tabu.

Flamengo 5 x 3 Fluminense

domingo, 31 de janeiro de 2010

* Quando o clássico mais charmoso do Brasil tem oito gols é dia para não criticar, apenas enaltecer. Quando a equipe campeã do país vira do jeito que virou contra o time que mais encantou o futebol brasileiro nos últimos meses de 2009, é imperioso apenas elogiar. Ainda mais quando o assim chamado Império do Amor faz o que fez.

* O Flu mandou no primeiro tempo e fez 3 x 1. O Flamengo retrucou na segunda etapa e ganhou por 5 x 3, com Álvaro a menos, a partir dos 17 minutos. O que era Tricolor com talento, objetivo e velocidade no contragolpe virou Rubro-Negro na segunda etapa com as mesmas armas. E sem Rambo para usá-las.

* O contragolpe pode ser o melhor caminho para uma derrota se não forem tomados os devidos cuidados defensivos. Foi um dos erros do Fluminense na segunda etapa. Não se pode deixar Adriano e Love livres e soltos. E não se pode deixar de enaltecer Vinícius Pacheco quando entra do jeito que tem jogado.

* Willians ajudou a fechar um meio ainda aberto, que desagua num sistema defensivo longe do ideal para o Flamengo. Maldonado já!

* Júlio César tem sido o melhor tricolor em 2010. Não há o que explique a saída dele no Fla-Flu.

* Conca segue essencial, como os garotos Maicon e Alan mandam bem. Só que Fred fez uam falta danada.

* Petkovic? Eu conversaria pela zilionésima vez. Faz parte do combo Pet o fato de os erros e mau-humor dele não serem recicláveis. Como o Flamengo historicamente sabe perdoar – até demais -, eu tentaria estender a mão mais uma vez. Ou a última.

Corinthians 1 x 0 Palmeiras

domingo, 31 de janeiro de 2010

este texto estará editado na edição de segunda-feira, do LANCE!

Saravá, São Jorge Henrique!

Com um a menos, Jorge Henrique em todos os lugares, Felipe na meta, Corinthians vence o Palmeiras por 1 a 0 e encerra tabu de sete Dérbis sem vitória contra o fragilizado time de Muricy

Jorge Henrique não é Romário. Mas foi fenomenal no Dérbi vencido com um gol digno do Baixinho. O Palmeiras martelou, mas pregou o próprio caixão pelas limitações técnicas e pelas mãos de Felipe.

Sem Ronaldo, Mano repetiu o 4-2-3-1: Iarley isolado à frente (pouco ambientado à função), Tcheco, Jorge Henrique e Danilo armando uma intermediária de pouca velocidade. Sem Diego Souza e Leo, Muricy lotou o meio com os volantes Edinho, Márcio Araújo e Pierre. Pelos lados, com João Arthur e Cleiton Xavier abertos, e Robert na frente, a opção era o contragolpe.

A saída seria pelos lados. Aos 6 minutos, Armero fez mais uma falta tola na lateral. Daquelas que ajudaram o Palmeiras, no BR-09, a empatar o dérbi de Prudente por 2 a 2. Desta vez, o Corinthians deu o troco. Tcheco colocou na cabeça de Jorge Henrique, às costas de Edinho. Do baixo de seu 1m69, 1 a 0 Corinthians. Depois de 651 minutos, o primeiro gol alvinegro contra o rival sem ser de Ronaldo. Mal deu para celebrar: outra falta tola, e muito dura. A tesoura de Roberto Carlos mereceu vermelho, aos 8.

Mano recuou ainda mais o Timão: Danilo se virou muito bem como lateral, Ralf seguiu Cleiton, e só Iarley sobrou, num 4-2-2-1. Aos 20, Danilo virou volante, porque Mano mandou Ralf colar no dez verde. O Palmeiras ficou com a bola, sem saber o que fazer. Aos 28, Muricy entrou com o fraco Daniel Lovinho pela direita (Edinho foi para a zaga), o promissor João Arthur pela esquerda, e centralizou CX10. Adivinhe onde foi jogar Ralf… Aos 32, Armero saiu antes de ser expulso, e Wendel foi improvisado na lateral-esquerda.

Foram apenas duas chances de gol verdes, num fraco primeiro tempo.

Mano reposicionou o Timão no 4-1-3-1, adiantando Elias, mantendo Danilo na lateral, e Jorge Henrique jogando por todos. Muricy manteve o time aberto com três na frente. Mas Cleiton se enfiou demais e não pensou o jogo. E acabou perdendo a cabeça de vez aos 43 minutos – expulso. Depois de o Palmeiras perder cinco gols em belas defesas de Felipe, mais dois imperdíveis, e não conseguir superar um rival que soube se fechar. E aproveitar-se do que falta ao time verde: elenco. Grupo que deixou o Timão na liderança do SP-10.

Santos 2 x 0 Oeste

domingo, 31 de janeiro de 2010

* O maior problema do Santos 2010 pré-Robinho é a mania de querer fazer golaço. A maior solução da equipe é exatamente essa: como está bonito de ver a bola entrando nas metas rivais com lances de qualidade. É só golaço. Foi assim contra o Oeste, num jogo mais difícil que o esperado.

* Também pelo exagero em alguma firula, pela filigrana exagerada em algum tipo de lance. Mas, antes, um zilhão de vezes um time que se perde na busca do belo do que tantos que não ganham querendo jogar feio. Sigam assim, meninos da Vila. Até porque vem vindo um marmanjo de apenas 26 anos que tem tudo para ensinar o que deve ser feito. E o que deve ser evitado.

* O sistema defensivo de Dorival Júnior, até pela fragilidade dos rivais, ainda não está plenamente testado. Por tabela, longe de ser aprovado. Mas a ideia geral é interessante. E tem a ver com a história gloriosa do clube, e com aquilo que pensa o treinador. O Santos-10 promete espetáculo. Vitórias e títulos são outra história. O final dela depende não apenas do time.

* O passe de Neymar para Marquinhos, e dele para André, no primeiro gol, mostra talento de quem gosta tanto da bola quanto de futebol. Ele não é um onanista do drible. Neymar sabe ver (ou “ler”, como adoram por estes dias) o jogo.

Fluminense! Vasco! São Paulo!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Júlio César entrou na grande área do Duque de Caxias como se fosse o patrono do Exército brasileiro e concluiu uma das tantas jogadas de gol tricolores. Nesse confronto de nomes históricos e famosos pela inteligência bélica, sobrou no terreno minado mais uma boa impressão da volúpia ofensiva do Fluminense.

Como a do time de P.Coutinho. Joga demais o menino. E o Vasco, também, independente da fragilidade do Macaé (e daquela do Botafogo de domingo), merece os mesmos elogios do Flu. Não rasgados, que início de temporada é essa água, e muitos times pequenos são ainda menores. Mas que, por vezes, está dando gosto de ver, não há como negar.

Para fechar o comentário curto (por conta de problemas alheios à vontade), só enaltecer Dagoberto. Não foi expulso, expulsou dois rivais, fez dois belos gols, e fez de tudo, em Barueri, nos 3 a 0 no Paulista. Time de Jundiaí que até havia criado mais que o Tricolor até levar o golaço de Dagoberto. Depoism, acabou feliz por ter levado só de três do São Paulo.

3967 metros 1 x 1 Cruzeiro

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

* Poderia ter sido muito melhor e mais fácil. Bastaria um ótimo e experiente jogador como Gilberto não perder mais uma vez a cabeça por nada, e com apenas 20 minutos. Ser atuar na altitude é jogar “com dois a menos”, como definiu de véspera Adilson, imagine com “oito”. Ainda assim, 1 a 1, lá no inferno do céu, está ótimo. O Real Potosí não tem como aprontar no Mineirão.

* Falta tudo na altitude. Falta oxigênio. O que até justifica a bobagem de Gilberto. É possível perdoar. Mas quase perde muito mais o Cruzeiro, que teve atuação melhor que o esperado onde pouco se pode aguardar. E com a ousadia de pressionar o rival, numa bem bolada e feliz blitz inicial.

* Insisto. Na altitude, relevo tudo por conta do relevo imponente. Com qualquer time. Mas o Cruzeiro tem tomado gol demais no fim. Para não ir longe, no BR-09, levou do gremista Herrera, aos 46min. Cristian, do Avaí, no mesmo minuto, havia feito o mesmo estrago. Ramón, aos 40, Roger, aos 43, pelo Vitória, em agosto. Carlinhos Bala, do Náutico, aos 53…

* Uma explicação? Desatenção é a mais fácil. Mas pode estar na origem de tudo, e desde 2008: o Cruzeiro é um dos times que menos desarmam no país, Números do Footstats. É preciso sanar isso. Algo que, historicamente, Adilson reconhece a deficiência celeste. E ainda não conseguiu sanar, apesar do ótimo desempenho em dois anos.

* Elicarlos fez uma boa partida. É uma opção interessante em algumas circunstâncias. Como Jonathan atuando mais à frente.

Santos!!! Palmeiras. Corinthians…

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

* O bacana do Santos-10 é que tem jogado boas partidas (ou parte delas) com inegável vocação ofensiva, com gosto pelo gol. E com belos gols. Alguns belíssimos. Contra o desfigurado Barueri, os cinco foram bonitos. Até o de pênalti, de Neymar.

* Parando de perder tatá gente machucada no sistema defensivo, Dorival Júnior terá como mexer e solidificar o time. Independente de Robinho.

* Pênalti discutível em Ribeirão Preto. Eu marcaria. Só não assistiria mais uma vez ao jogo. Belíssima edição do “Globo Esporte” de hoje, ágil e divertida – tudo que não foi a partida. Aliás, ótimo trabalho usual de edição e de pauta. Tem melhorado demais o programa. A ousada inovação deu mais que certo. Parabéns ao Tiago.

* Jogo chato e chocho. Mas o desfalcado Palmeiras mereceu o resultado e a liderança. Como o torcedor merece reforços. Até pela zica que abate a equipe carente de bom e grande elenco.

* Gabriel Silva ainda está verde. Mas é melhor opção que Armero.

* No Pacaembu, onde estive comentando pela Rádio Bandeirantes, e sem a internet para postar, o jogo teve mais chances que em Ribeirão Preto. Mas o empate foi tão ruim quanto. Como até as ervas daninhas sabiam, o Timão ficou lento com Tcheco e Danilo. Mesmo com Mano corretamente usando o 4-2-3-1, com Dentinho mais recuado.

* O Corinthians poderia começar a evitar tomar tantos gols bobos. Não há pré-temporada que explique tantas falhas grosseiras. Mais grossas que falhas.

Inter!!! Grêmio

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

* Kléber é dos melhores e mais rodados laterais brasileiros. Dos poucos que sabem ser alas (até mesmo um meia) e ainda um bom lateral na marcação. Por ele, Fossati pode atuar com dois na zaga ou com três na área. Pela direita, sem opção interessante no apoio, é que são elas.

* 5 a 0 no Juventude. E poderia ter sido mais na estreia do time principal colorado. O Ju tem um grupo fraco. Não tem sido páreo. Não serve de melhor análise. Mas Giuliano não poderia e não pode ficar de fora do time. Ainda mais com a lamentável contusão de D’Alessandro. Coisa para mais de 30 dias parado.

* Não se pode reclamar da “irregularidade” do Grêmio em 2010. Joga mal. Mas vira o placar. Três vezes foi assim. Até quando? Nem Silas sabe. Só sei que, pela formação inicial no 2 a 1 contra o Santa Cruz, ficava difícil um time mais solto e criativo. Não pelos três na zaga, apesar do bom papel de Mário Fernandes saindo. Mas pela valente volantada do meio.

* Jonas segue fazendo os seus gols. E não poucos seguem pegando nas chuteiras dele. É um daqueles que nem sempre você gosta de ver atuando pelo seu time. Mas, certamente, prefere que não jogue contra. Talvez o melhor exemplo atual desse tipo de centroavante seja o são-paulino Washington.

Flamengo. Botafogo. Seco.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

* Love. Adriano. Love. Adriano. Love. Gol. Golaço. 3 x 2 no Americano. O placar, de novo, apertado. Maldonado e Aírton fazendo falta na defesa ainda vulnerável. Mas o golaço, o terceiro, é para emoldurar. E mostrar que Love e Adriano dão samba. Ainda mais com Petkovic bem pertinho e disposto.

* Não está legal o futebol. Mas o desempenho é 100%. Tudo que o Flamengo precisa para poder, se tudo der ainda mais certo, tirar o time da reta na Taça Rio para pensar no que importa e exporta – Libertadores. É ganhar a Taça Guanabara e seguir o planejado. Mas, para tanto, é preciso derrubar Fluminense e Vasco. Que pintam estar melhores que o esperado.

* Lúcio Flávio. Alessandro. Eduardo. Fahel. Nomes do índex da torcida do Botafogo. Como jogar – ou tentar jogar – com tamanha cobrança, com ou sem razão? O Botafogo venceu o Tigres do Brasil poir 2 a 1 para poucos gatos pingados em São Januário. E não voltará tão cedo a atuar bem com tamanha cobrança.

* Joel Santana parece um acerto exatamente pela capacidade de, na conversa, driblar as dificuldades do elenco, e tentar reparar as fraturas entre a arquibancada e o grupo.

Meu novo livro – “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos”

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Em fevereiro chega às livrarias meu novo rebento.

Saiba mais sobre ele neste link da Editora Contexto.

http://www.youtube.com/watch?v=dQb1B7fcaMU

Depois eu conto mais.

E agradeço eternamente ao trio de ataque composto por André Rocha, Dassler Marques e Gustavo Roman.