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Fluminense 3 x 0 L.D.U (campeã da Copa Sul-Americana)

por Mauro Beting em 02.dez.2009 às 23:32h

Não deu título. Mas deu gosto. Deu orgulho. Deu fé. João de Deus jogou junto. Deu Flu. Três a zero. Faltou um gol. Mas não faltou suor. Não faltou velocidade. Não faltou sangue. Não faltou tricolor a apoiar. Não faltou festa. Não faltaram aplausos ao final da luta heroica.

Faltou um golzão. Faltou, no fim, o centroavante que tanto reconquistou com o Flu. O matador que perdeu a cabeça na do árbitro Carlos Amarilla. O experiente goleador que foi reclamar de uma falta na linha lateral e perdeu a linha. Perdeu os 15 minutos finais. Perdeu o título.

Lamentável perda de Fred. Gigantesca conquista sem troféu de um Flu recuperado. Desgastado. Mas ainda animado para a mais que possível salvação na Série A. De um time classe A nos últimos tantos jogos tão emocionantes quanto a torcida.

Com 17 segundos, Gum poderia ter sido expulso por uma falta estúpida. Com 13 minutos, Diguinho arriscou, o desvio matou o goleiro Domínguez, e a festa se produziu no gramado. Aos 15, Alan quase ampliou. Aos 17, a falta besta do experiente De La Cruz deixou o Flu de Deus com um a mais em campo, e um a mais no placar.

Mas ainda faltavam mais três. O goleiro os impediu, até Alan deixar Fred na boca e na cara do gol. Golaço antes do fim do tempo. No intervalo, a comovente comunhão da galera com o gramado repleto de tricolores incendiou a segunda etapa. O time jogava com rara combinação de lances pelas pontas, de combinadas ações pelo meio, de rara consistência física.

Aos 17segundos, Adeílson, a aposta pela esquerda do 4-2-1-3 de Conca perdeu mais um gol. Aos 6, pênalti de Larrea que o árbitro não viu. Aos 13, Adeílson saiu para Ruy entrar na meia e quase marcar de cabeção na primeira bola.

Era o Flu redivivo. Jogando o dobro, correndo em triplo. Treze mais 13 dá 26. O dobro. O múltiplo zagueiro-artilheiro Gum subiu tudo e mais um pouco e fez três, aos 26. Só faltava um.

Mas faltaram todos os neurônios de Fred.

Expulsão tola aos 30.

Bobagem inominável.

Nem outra, a do zagueiro Campos, aos 36, compensou. O Flu se enervou. Perdeu gols. Perdeu a referência. O tempo perdido não foi devidamente acrescido.

Aos 50, Rafael foi à área cabecear. A bola não chegou. O título, também não. Mais uma festa da valente LDU de Méndez no Maracanã. Mais um tocante aplauso tricolor no Maraca.

Ainda é pouco. Mas imagine o futuro negro que aparecia em outubro nas Laranjeiras.

Já é demais para o Tricolor.

Sai sem o título. Mas vai para o Paraná ainda mais vivo. Ainda mais vibrante. Ainda mais tricolor.

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77 comentários para “Fluminense 3 x 0 L.D.U (campeã da Copa Sul-Americana)”

  1. Carlos Fernando disse:

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    Atrevo-me, agora, a comentar o que tenho visto no noticiário esportivo. A reta final da Série A tem contornos suspeitos, risíveis e vexatórios. E lições múltiplas de falta de ética, deselegância e falta de profissionalismo como jamais se poderia esperar dessa “era do fair-play” que a FIFA tanto badala. A imprensa, é claro, nada diz. Os repórteres-baba-ovo enaltecem os tiranos; os colunistas Pôncio Pilatos lavam suas mãos para não perderem quorum. Que pena… que peninha… eis a pátria mãe gentil exercendo seu requinte de madrasta à luz do dia, com todos os seus filhinhos degradados fingindo não verem nada!

    Primeiro o jogo assassino do Fluminense, lá nas alturas, contra a LDU, semana passada. Parece que a FIFA e a Sulamericana não se importam que jogadores ganhem as partidas apelando para o ataque fisiológico da altitude contra seus adversários. É bonito ouvir os narradores vendendo suas transmissões na televisão sob os apelos descabelados de “Sulamericana é assim: é guerra! Vale tudo!”.

    Oh, que maravilha! “Viva o povo brasileiro”, querido mestre João Ubaldo!

    Nesse “vale-tudo” das terras dos ditadores latinos, ganhar uma partida por 5×1 com gandulas repondo bola em velocidade de fliperama (ops! das antigas!) para esgotar adversários soa como “diferencial competitivo”. É isso, senhores cartolas internacionais? Expertise, “jogar focado”, “a arte da guerra”… viva os marqueteiros professores-doutores do futebol contemporâneo! Quanto custa mesmo um rabisco de patrocinador???

    Da Sulamericana para a Série A. Semana passada assisti, chocado, a uma entrevista bizarra na televisão. Adriano fez de seu pé feio a maior vedete dos bastidores da Gávea. Motivo: um bolha inflamada o tirou das finais do campeonato. Sabem onde ele diz ter queimado o pé? Numa lâmpada do jardim!!! Deus meu!!! Jardim do Vesúvio? Alguém proteja os anões da Branca de Neve, que podem ser incendiados se frequentarem jardins iluminados!!! E todo mundo acredita… e todo mundo bate palma… e todo mundo tem pena… e todo mundo se compadece! Ah, o coração brasileiro… se comove por pouco. A pátria dos Ronaldos é assim: qem faz gol, pode tudo. Se for campeão, cala os críticos e, mais uma vez, enaltece a malandragem e instituia trapaça como marca nacional.

    Tem mais! Tem mais! Outra entrevista surreal e patética. O jogador Jucilei, do Corínthians, aparecia na sala de imprensa do Corínthians, vestindo a camisa do Corínthians, com todas as logos de patrocinadores do Corínthians ao fundo. Ao assumir o microfone, às vésperas do jogo contra o Flamengo, declarou, com todas as letras, ser torcedor do time carioca, torcer para que o time carioca fosse campeão e, ainda, apontar mais quatro ou cinco jogadores de sua equipe que também tinham o mesmo pensamento! Dentre eles, o famoso craque da marca nefasta – aquele que ainda não sabe discernir moças e rapazes alegres. O jogo era decisivo para a reta final do Campeonato. E como foi o jogo? Logo de início, Ronaldo levou um tombo e pediu para sair por que sentiu… uma “lesão na coxa”. Aliás, ver Ronaldo caindo, hoje, é uma cena mais ou menos digna do filme “2012″: ele não cai, ele desmorona! Parece um arranha-céus desabando ou o Kilimanjaro se dissolvendo! Em se tratando de Ronaldo, tombo parece avalanche! Voltando ao jogo… o primeiro gol rubro-negro nasceu de uma jogada em que um lançamento de longa distância deixou Zé Roberto mano a mano com… Jucilei! Sim, Jucilei! O rubro-negro convicto! O torcedor rubro-negro da coletiva do Corínthians! Jucilei… digamos assim…”perdeu na corrida” para Zé Roberto. E saiu o primeiro gol do Flamengo. Se e não tivesse visto a entrevista de Jucilei, poderia simplesmente achar que foi falha grotesca de um péssimo jogador. Mas como ele abriu a boca e se entregou na véspera…

    A torcida do Grêmio pede e o time corresponde: entrarão em campo com time reserva no jogo decisivo contra o Flamengo em pleno Maracanã. Será que o Jucilei podia ajudar a imprensa e dedurar os flamenguistas que jogam pelo tricolor gaúcho também?

    O Corínthians entregou o jogo para o Palmeiras não ser campeão. O Grêmio quer entregar o jogo para o Inter não ser campeão. Falaí, moçada! Falem aí, senhores jornalistas bem pagos dos debates esportivos nas redes de televisão, com ar condicionado e táxi para levar e trazer pra casa: é isso que vocês chamam de “o campeonato mais disputado dos últimos anos”? É isso que a gente chama de “emoção do futebol”, “caixinha de surpresas”, “emoção pra valer”??? Depois do penta que nunca foi penta, vem aí o hexa que nunca foi hexa?

    Estão achando que todo mundo é trouxa de acreditar numa falsa imagem como se ela fosse verdade.

    E o Botafogo? O “glorioso” corre o risco de se tornar o “glorroroso”. Pode se vangloriar de ter dado o título ao Flamengo, ao vencer o São Paulo. Aliás, há anos o Botafogo tem se especializado em servir o coirmão carioca. Ajudou o urubu e, agora, está na degola do certame. Curiosamente a última rodada trará um clássico dos infernos: Botafogo (aquele que ganha quando não deve) x Palmeiras (aquele que perde quando não pode). Qual será o prognóstico dessa patuscada?

    Lembremo-nos dos pênaltis com paradinha (artimanha sórdida para ludibriar o goleiro que treinou a semana toda e consolidar a trapaça como genialidade), das arbitragens cada vez mais horripilantes desses (impunes) árbitros arbitrários, das declarações hediondas de dirigentes fomentando a violência (até sexual, acreditem!). Somando-se a isso o caso das “malas brancas” (em que os réus confessos ficaram impunes e ainda anunciaram estar dispostos a receberem mais, se preciso fosse) acho que essa Série A do Brasileiro deste ano foi a maior e mais deslavada foto da “síndrome de Macunaíma” que invade nosso povo, nossa gente, nosso futebol.

    E, é claro, a coroa de louros para um campeonato onde a surrupiação e a malandragem falaram mais alto só podia ter mesmo um time símbolo de toda articulação mesquinha do nosso povo como grande favorito ao título.

    Será?

    Por Helio Ricardo.

  2. michael disse:

    Ao Everton .. ateh certo ponto tens razão.. e concordo com o fato de os outros, que estiveram muito à frente do Fla, terem vacilado pra caramba e, inclusive, todos perdendo pontos para o próprio fla …..

    no mais, torço para nosso campeonato domingo e pelas discussões saudáveis e, acima de tudo, lógicas …

    abraços …..

  3. Saba tricolor disse:

    Eu tenho lido vários comentários idiotas e repetitivos a respeito do fluminense. São sempre os mesmos, que o flu subiu no tapetão e tal…algo que ocorreu em 99…e se esquecem dos seus propios clubes… que certamente tem nomes manchados na história :
    Flamengo ( papeletas amarelas em 86 / time da midia sempre ajudado )
    Vasco ( foi convidado para o brasileirão de 84 )
    botafogo ( foi rebaixado em 99 e ganhou os ponto da derrota para o S Paulo 6a1), Corinthians ( campeonato ganho pela máfia e pelo esquema das arbitagens em 2005), Gremio ( foi convidado a subir em 94 a serie A sem disputar a segundona), Santos ( foi convidado a disputar o brasileirão em 83)…e outros clubes que não me recordo agora, mas se pesquizar vou encontrar algo sujo. PORTANTO ANTES DE FALAREM DO FLUMINENSE, VEJAM OS SEU CLUBES PRIMEIRO, POIS COM CERTEZA TODOS TEM TELHADOS DE VIDRO !!!

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