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Arquivo de dezembro de 2009

FÉRIAS!!!! Volto 23 de janeiro

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Saudades de todos.

Mas a gente se vê e se lê quando a bola voltar em 2010.

Ótimas festas a todos.

HISTÓRIA EM JOGO – ALEMANHA 2 X 1 HOLANDA – COPA 74

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Só a Alemanha poderia derrotar a Laranja Mecânica. Como havia feito em 1954, em Berna, contra a Hungria de Puskas. Em Munique, em casa, mais ainda. E com um time melhor qualificado que o de então. Não poderia ser fraca uma equipe com Maier, Beckenbauer, Breitner, Overath e Muller. Não era. Não foi. foi melhor que a Holanda menos Holanda daquela Copa. Também porque a Alemanha nunca foi tão Alemanha como naquela tarde em Munique. Mas teria sido assim em outro palco não fosse a campeã de 1974 a mandante?

Quem sabe. Só sei que, mais uma vez, na decisão, a Alemanha costuma saber mais que as rivais europeias. E soube vencer o jogo que aqui está descrito lance a lance.

E muito mais e melhor será analisado por mim no meu próximo livro. Em breve mais explicações.

No blag, na sessão HISTÓRIA EM JOGO, vamos contar o que vi então, e o que estou revendo agora, com a inestimável ajuda de Gustavo Roman (www.futebolpitacos.blogspot.com), que disponibilizou as imagens, e de André Rocha (http://blogs.abril.com.br/futebolearte), que inspirou a série.

PARA VER OS GOLS – http://www.youtube.com/watch?v=H16ofliLHF8

PARA VER MELHORES MOMENTOS EM HOLANDÊS – http://www.youtube.com/watch?v=kd8zi-DZSnQ&feature=related

OUTROS JOGOS: Clique ao lado em “HISTÓRIA EM JOGO”

ONDE? QUANDO? QUANTOS? POR QUÊ? – Estádio Olímpico, Munique. 7 de julho de 1974. 16h00 locais. Final da Copa-74. 75.200 presentes.

PLACAR VIRTUAL 1o. TEMPO – HOLANDA 2 X 5 ALEMANHA

PLACAR VIRTUAL 2o. TEMPO – HOLANDA 6 x 0 ALEMANHA

PLACAR VIRTUAL FINAL – HOLANDA 8 x 5 ALEMANHA

HOLANDA – 4-3-3 – TÉCNICO – Rinus Michels.

Jongbloed (8);

Suurbier (20), Haan (2), Rijsbergen (17) e Krol (12);

Jansen (6), Neeskens (13) e Van Hanegem (3);

Rep (16), Cruyff (14) e Rensenbrink (15).

BANCO – Schrijvers-18 (goleiro), Israel-5 (volante), De Jong-7 (meia), Keizer-9 (atacante), e Renée van der Kerkhof-10 (meia-atacante).

ALEMANHA – 4-3-3 – TÉCNICO – Helmut Schon
Maier-1 (Bayern, 30);

Vogts-2 (Borussia M., 27), Schwarzenbeck-4 (Bayern-26), Beckenbauer-5 (28) e Breitner-3 (20);

Bonhof-16 (Borussia M, 22), Hoeness-14 (Bayern-22) e Overath-12 (Colonia, 30);

Grabowski-9 (Eintracht F, 29), Müller-13 (Bayern-28) e Holzenbein-17 (Eintracht-28)

BANCO – Nigbur-21 (goleiro),Hottges-6 (zagueiro), Cullmann-8 (meia), Flohe-15 (meia) e Heynckes-11 (atacante)

COMEÇOU – A Holanda de camisas laranjas, calções brancos e meias laranjas dá início à decisão da primeira Copa que disputou.

54s – Depois de 42 toques na bola dados, 17 passes trocados sem que a Alemanha relasse na pelota, com oito jogadores de laranja participando da jogada, Cruyff parte do meio-campo, dribla dois rivais (o primeiro é Vogts) até ser derrubado pelo Hoeness. Veja na foto abaixo a síntese da Laranja Mecânica. O “líbero-centroavante” Cruyff partiu com a bola desde o meio. Quando ele avançou em direção à área alemã, os nove companheiros estavam à frente dele, todos projetados no campo alemão. Era usual Cruyff recuar para armar. Mas em nenhum outro instante da brilhante participação holandesa em 1974, todo o time ficou à frente de Cruyff. Apenas nesse momento histórico.

FOTO 1

1m29s – GOOOOL. 1 X 0 HOLANDA. NEESKENS. PÊNALTI. Pé direito. Bomba no meio do gol. Sepp Maier caiu no canto direito. Apenas 44 segundos depois da falta, o pênalti já foi cobrado. Só o capitão Beckenbauer discutiu algo com o árbitro inglês. Era outro futebol. Era a Holanda de sempre em 1974. Mas também havia a Alemanha de costume do outro lado. E atuando em casa…

1min55s – O primeiro alemão toca na bola com ela em jogo. É Gerd Muller que dá a saída. É a Alemanha tendo de correr atrás do placar, como já acontecera em 1954 contra outra espetacular seleção, a da Hungria. Desta vez, porém, os alemães estão ainda mais em casa que na Suíça. E têm um senhor time de futebol.

2min – Alemanha tem cinco dentro da área laranja no primeiro ataque. É o primeiro time que ataca com tanta gente a equipe de Michels. No primeiro lance, o espetacular Overath dá uma solada horrorosa no caído Rijsbergen. Teremos a mesma carnificina de Brasil x Holanda?

3min – Falta feia de Vogts em Rensenbrink… Xiii… Na sequencia, ele de novo dá outra pernada em Cruyff. O árbitro inglês estanca a hemorragia e mostra o primeiro amarelo ao cérbero marcador alemão, futuro treinador da Nationalmanschaaft.

3min – AMARELO. Vogts. Conjunto da obra. Com três minutos… Problema ainda maior por ser o mastim encarregado de marcar individualmente Cruyff… Breitner e Rep se pegam (ou não) pelo lado esquerdo. Franz Beckenbauer é o líbero. Aliás, O Líbero. Ponto final.

4min – Falta dura em Bonhof, volante alemão encarregado de cercar Rensenbrink. É quase o lateral-direito, alternando com Schwarzenbeck. O lance começou com lindo lançamento do canhoto Overath, que inicia o jogo alemão. Boa movimentação alemã no início da partida. Holanda responde com a marcação esperada: Rijsbergen pega o centroavante – Gerd Muller; Suurbier acompanha o ponta-esquerda Holzenbein; Krol pega o ponta-direita Grabowski. Jansen cola em Overath. Haan fica na sobra da zaga.

6min – Saindo jogando com Overath ou Beckenbauer, a Alemanha sempre procura a bola longa para o rápido Grabowski, auxiliado por Hoeness, meio-campista de muito fôlego e boa técnica, que é seguido por Van Hanegem. A Copa toda a dupla pela direita alternou o posicionamento, confundindo os rivais.

7min – Holanda mais recuada que o usual, também pela natural pressão dos donos da casa que saíram perdendo. Abusa da bola longa para os pontas Rep e Rensenbrink o que obriga o zagueiro-direito Schwarzenbeck sair bastante da área para a cobertura.

8min – Breitner escapa bem pela esquerda, corta para dentro e manda por cima, de pé direito, o ótimo. Jogada difícil de marcar. Sobretudo porque Rep está dando mole para Breitner, que normalmente sai da lateral esquerda para armar por dentro. Estilo idêntico ao do Júnior do grande Flamengo dos 80.

10min – Holanda troca a bola e tira a pressão. Alemanha tira o time de campo, ficando toda atrás nos últimos 40 metros de campo. Impressiona a movimentação dos alemães, também. Jogo equilibrado.

Foto 2

16min – Holanda consegue tirar a velocidade do jogo, mas também não sai mais para o contragolpe. Grabowski mais marca Krol que dá opção pela direita. Jogo a caráter para os holandeses.

22min – Pênalti? Muller tenta o tradicional giro sobre o rival e cai dentro da área. De fato, para mim, ele dá o corpo para Rijsbergen e cai na área. Lance difícil. Eu não marcaria o pênalti. Na sequência, depois de discutir com o árbitro, o goleador conversa com Van Hanegem, que o empurra pelas costas, do tipo “sai daqui”. Pronto. Muller cai no gramado feito um saco de batatas…

24min – Pênalti! Jansen derruba Holzenbein. Foi. E, de novo, faltou cobertura pelo lado direito holandês. Rep marcou por dentro e, pela enésima vez, deixou Breitner sozinho. Ele e o ponta-esquerda Holzenbein partiram juntos para dentro da área laranja, como fizeram na semifinal contra a ótima Polônia. Também faltou melhor cobertura do sistema defensivo. Suurbier estava lá na frente, na meia, sem função, desnecessariamente num momento de jogo tranqüilo, controlado, e com a vantagem de um gol. Haan e Rijsbergen tiveram de se virar. E foram “ajudados” pela entrada abrupta de Jansen.

25min34s – GOOOOOL. 1 X 1. ALEMANHA. BREITNER. Pênalti. Pé direito. Rasteiro, canto direito. Jongbloed nem foi.

28min – Jansen escapa pela direta. Overath dá o combate. Alemanha marca muito e melhor que a Holanda, que já esteve muito mais compenetrada e focada na Copa.

29min – O lance que define o espírito dos finalistas: Vogts parte do seu campo, tabela com Hoeness, limpa bonito o zagueiro que aparece na corrida e Jongbloed consegue evitar o golaço. Vogts está marcando Cruyff e ainda jogando. Cruyff está jogando menos e não marcando. Segunda real chance de gol alemã.

31min – Lindo lance de Grabowski pela ponta direita. Alemanha cresce, e árbitro inglês opta por não marcar mais a as faltas que acontenciam.

32min – A Alemanha é atacada e sente a pressão. Rijsbergen temta avançar e Gerd Müller o acompanha até a meia-esquerda da Holanda. Rensenbrink vem para a ponta direita e Scwarzenbeck o acompanha.

33min – Arrancada do impressionante e incansável Hoeness pela esquerda, Ganha fácil de Haan na corrida, a zaga salva o cruzamento, Apesar de mais desfalcada pela fase anterior e por gramados mais pesados, parece que fisicamente definha a Holanda 74. Até porque os jogadores titulares jogaram mais minutos, em média, que os alemães… Hoeness, quando sai da direita pra esquerda, confunde a marcação. Jansen não foi atrás. A Alemanha roda em campo como se fosse a Holanda. Os holandes não estão se parecendo com os carrossel.

34min – Rep e Rensenbrink tentam dar mais opções. Schwarzenbeck e Breitner não deixam. Este, excepcional lateral no apoio, terminou a Copa-74 com funções mais defensivas. Ainda assim, marcou três gols na Copa.

35min – Beckenbauer bate falta com o lado de fora do pé direito, como costumava fazer Cruyff. Jongbloed espalma para escanteio. Quarta chance alemã. A Holanda, só o gol.

36m – Rep bate de canhota, Maier fecha o ângulo e faz grande defesa. Um belíssimo contragolpe às costas de Vogts, que saiu oara armar, perdeu a bola e a Holanda ficou no 2 x 1 contra a zaga alemã.

38min – Neeskens pega pesado em Holzenbein. Juiz nada faz.

Foto 3

Mais uma linha de impedimento holandesa, com 39 minutos

40min – Muller no seu campo dando bico. Além de marcar melhor, a Alemanha sai mais rápida no contragolpe.

42min46s – GOOOOL. 2 X 1 ALEMANHA. MULLER. Pé direito. Bonhof escapou lá de trás, num pique, sem marcação, como costumava fazer, mas pela primeira vez realizou na final. Nenhum holandês o seguiu. Ele foi pela direita, Grabowski atraiu Krol por dentro e tocou no espaço vazio pra Bonhof. Rijsbergen esqueceu um pouco Muller. Quando Krol chegou, Muller já havia dado o bote para se transformar, naquele gol, no maior artilheiro de Copas, com 14 gols (10 em 1970). Recorde que só seria batido em 2006, na Alemanha, por Ronaldo, em Dortmund, contra Gana. O zagueiro de espera Haan já havia sido batido pelo excelente Bonhof, achado de Schön durante a Copa.

INTERVALO – A Alemanha só tocou na bola depois de levar o gol holandês. Mas, depois, foi sempre melhor. Porque atacou como grande, e se defendeu como time pequeno.

RECOMEÇOU. TROCA A HOLANDA – ENTRA RENÉ VAN DER KHERKOFF-10, ponta-direita do PSV; SAI RENSENBRINK, machucado. Já não estava 100%. Um dos gêmeos que seriam titulares na Copa-78 entra torto pela esquerda, na posição que seria de Keizer. Holanda ainda mais enfraquecida.

AMARELO – No intervalo, Van Hanegem, passe qualificado e milimétrico, foi devolver a bola ao árbitro logo depois do apito final e meteu longe dele, deliberadamente. Taylor não gostou e, enquanto discutia com o meia holandês, Cruyff entrou na jogada, gesticulou demais, e levou o amarelo na saída de campo.

1min – Era para ser cartão amarelo para Suurbier por pegada feia em Overath. Nada.

2min – Bonhof cabeceia sozinho à direita de Jongbloed depois de escanteio batido da esquerda por Hoeness. Falha total da zaga holandesa.

3min – Vogts é o primeiro homen ofensivo na Alemanha. Isso porque vai atrás de Cruyff. Time de Schön recua demais.

5min – Chutico de Suurbier nas mãos de Maier, que recebe carrinho desnecessário de Cruyff. Além de apagada em campo, Holanda está muito irritada.

6min – Krol avança como se fosse ponta direita e vai ao fundo. Hoeness está nele e manda a escanteio. A Holanda volta a se mexer. Mas a Alemanha, germanicamente, não desiste e corre atrás. Quando não chega antes.

6min – Rep bate escanteio, Maier sai mal (maior deficiência do goleirão alemão), Breitner salva de cabeça sobre a linha. Terceira chance holandesa.

7min – Reversão de arremesso lateral de Cruyff… Mas a bola nunca foi tão laranja na decisão como agora.

8min – Van Hanegem cabeceia para boa defesa de Maier, depois de falga da zaga alemã. Quarta chance laranja. Cruyff recua para armar e chamar o jogo. Mas fica faltando mais uma vez o artilheiro na área. Embora três ou quatro holandeses sempre apareçam por ali: os dois pontas, Neeskens cada vez mais liberado, e também Van Hanegem. É quase um 4-2-4 holandês.

10min – Os pontas alemães Grabowski e Hölzenbein jogam atrás da linha do meio-campo, esperando o apoio de Suurbier e Krol. Müller fica isolado. É um 4-3-2-1. Sobra espaço para o excelente Bonhof se mandar, sem se descuidar da cabeça de área alemã.

19min – Impedimento alemão. Mas o time está esperto quanto a isso, Suurbier ataca pela meia esquerda, o ponta-esquerda alemão Holzenbein o acompanha. Cruyff começa a definhar fisicamente. E até tecnicamente. Mas não foge do jogo e da luta.

23min – TROCA HOLANDA – ENTRA DE JONG-7, volante, SAI RIJSBERGEN, zagueiro machucado. Jansen é improvisado na zaga. Perde na marcação e na qualidade do passe a Holanda.

24min – Bomba de Neeskens de sempulo, da ponta direita, depois de cruzamento de René. A bola explode na barriga de Maier e vai a escanteio. Quinta chance holandesa.

26min – De Jong arrisca de longe. Bem Maier. Falta a Holanda arriscar mais de média e longa distância. Porque a zaga alemã está muito bem, com a ajuda de todo o time.

28min – Só chutão e balão holandês para frente. Num sensacional contragolpe, Hoeness correu todo o campo como costumava fazer, mas foi fominha, e não serviu Grabowski.

30min – Pegada feia de Vogts por trás em Cruyff. Hoje, vermelho direto. À época, nem o segundo amarelo mais que merecido.

31min – Depois de um rebote demais um chuveirinho holandês, Haan isolou a bola. Xii…

32min – Sexta chance holandesa. Suurbier cruza da direita, Rep chega tarde no carrinho.

33min – Seria um lance pra guardar pela vida. Na raça, Cruyff dá um megacarrinho, desarma Grabowski na imternediária, lança de trivela para Rep, às costas de Breitner. O ponta passa por Schwarzenbeck e bate cruzado, à direita de Maier. Mais ou menos do mesmo ponto onde, 14 anos depois, Van Basten faria aquele magnífico gol na decisão da Eurocopa-88 contra a URSS. O gol que faltou em 1974. O goleador Van Basten que sobrou em 1988. No mesmo estádio. Na mesma meta. Com o mesmo Rinus Michels no banco. Mas não era para a Holanda ser campeã. Até porque a Alemanha jogou demais na final. Foi a sétima chance holandesa na partida.

37min – Jongbloed divide com Hoeness fora da área. Jogo de raça e superação de lado a lado. Tudo aberto.

39min – Krol investe pelo meio e dá um bico para fora. Holanda desesperada.

40min – Neeskens manda o tamanco de fora da área, à direita de Maier, raspando a trave. Oitava chance holandesa. Alemanha faz cera braba.

43min – Alemanha tenta algo no contragolpe. Banco começa a fazer festa. Torcida também.

Foto – Não é a celebração de gol e nem de fim de jogo. Mas é quase como se fosse.

45min – ACABOU. Alemanha campeã do mundo de 1974. Holanda para sempre na história.

NOTAS HOLANDA

JONGBLOED – 6 – Algumas boas defesas. Nada poderia fazer nos gols. Mas não passada confiança.

SUURBIER – 5 – Não apoiou como de costume e teve sérios problemas com Holzenbein e os apoios precisos de Breitner.

HAAN – 5 – Vendido nos gols, sofreu com a falta de marcação de toda a equipe na decisão.

RIJSBERGEN – 6 – Marcou o implacável Müller. A única concessão foi o gol do título mundial. Saiu machucado.

[DE JONG – 5 – Entrou tarde. Pouco pôde fazer como o único volante na pressão holandesa.]

KROL – 5 – A pior partida na Copa. Bem marcado por Grabowski, marcou pouco, apoiou mal. Tentou se mexer. Mas não foi feliz tecnicamente. Parecia pregado.

JANSEN – 5 – Sofreu com o craque do jogo Overath. Poderia ter evitado o pênalti em Hölzenbein. Acabou o jogo quebrando o galho na zaga direita.

NEESKENS – 6 – Fez o gol de pênalti. Foi quase um centroavante no segundo tempo. Mas pouco fez para quem quase tudo jogou nas partidas anteriores. Anulado por Bonhof e pelo espírito alemão.

REP – 5 – Teve a bola do empate e perdeu. Não marcou Breitner no lance que originaria o empate, dispersivo.

CRUYFF – 6 – Pela genialidade e forma, deveu bola. Mas não se escondeu. Não pode ser cobrado além da conta. Tentou organizar a Holanda no desespero. Fez a jogada genial do gol. O melhor holandês. Para variar.

RENSENBRINK – 5 – Pelo esforço, cinco. Não estava 100%. E foi bem cercado por Schwarzenbeck e Bonhof.

[R.VAN DER KERKHOFF – 5 Estreou na fria. Era ponta. Mas ponta-direita. Na esquerda, não saiu jogo.]

RINUS MICHELS – 6 – Não sacou do banco a solução. O time pregou. Faltou turn-over. Ou rodar o elenco como rodava o time em campo. Mas isso era prática pouco usual. E só aconteceu com a Alemanha porque Schön só acertou a mão e achou o time no final.

NOTAS ALEMANHA –

MAIER – 8 – Tinha os holandeses do Ajax engasgados depois de um 4 a 0 em Amsterdã, um ano antes. Fez grandes defesas e as poucas falhas não foram determinantes.

SCHWARZENBECK – 7 – Foi quase o lateral-direito, já que Vogts marcava Cruyff pelo campo. E foi bem. Apoiou pouco – e ele sabia atacar.

BECKENBAUER – 8 – O maior dos líberos, pouco avançou. Na sobra, teve só uma falha. E o trabalho facilitado por Vogts correr atrás de Cruyff, que ainda ficou o segundo tempo longe da área.

VOGTS – 8 – Como não foi expulso como deveria, fica com a ótima nota. Além de impedir Cruyff de ser Cruyff, quase fez um golaço. Só não precisava ter batido tanto.

BREITNER – 8 – O maior lateral-esquerdo da Copa e do mundo nos anos 70. Para não dizer um dos melhores meias, também. Ele soube atacar, fazer gols, e ainda evitá-los, num belo duelo com Rep. Espetacular.

BONHOF – 8 – Grande sacada tática, técnica e física alemã. Volante moderno, marcava e apoiava com qualidade. Um monstro na decisão.

HOENESS – 8 – Outro incansável,. Apagava incêndios e fazia fumaça. Era um fundista e um velocista. Tudo junto. E ainda batia bem na bola.

OVERATH – 9 – Havia sido o melhor na semifinal contra a Polônia. Foi o melhor em campo da decisão. Fez de tudo no meio-campo. Técnico, hábil, canhota precisa, fôlego impressionante para os 30 anos, um craque. Que marcava como bagre. Brilhante.

GRABOWSKI – 8 – Dribla, finalize, corre, cruza, marca. Troca de funções com Hoenesse. E ainda marcou Krol na segunda etapa. Outrofaz-tudo alemão.

GERD MULLER – 9 – Com o gol que marcou que deu a virada e o título alemão, utrapassou Just Fontaine como o maior artilheiro de mundiais – até ser ultrapassado por um cert(íssim)o Ronaldo, em 2006. Um monstro. Ainda ajudou no combate atrás.

HOLZENBEIN – 8 – Cavou o pênalti do empate. Marcou Suurbier. Driblou e combinou com Breitner. Outro que ganhou posição durante a Copa e ajudou demais a Alemanha a ganhar o título.

HELMUT SCHÖN – 9 – Teve a coragem de deixar – corretamente – Netzer no banco. Soube consertar os buracos defensivos pelos avanços de Breitner e Beckenbauer. Foi feliz na marcação individual de Vogts em Cruyff. Arrumou lugar no time para Bonhof e Holzenbein. Teve a capacidade de fazer toda a equipe entender que era preciso marcar toda a Holanda. Um grande comandante.

ÁRBITRO

JOHN TAYLOR – Inglês – nota 5.

Mais-Menos do BR-09 – Passe, posse, finalização…

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Menos driblou Fluminense (9 por jogo)

Pior finalizou Atlético-PR (32% de aproveitamento)

Menos finalizou Atlético-PR (10 conclusões por jogo)

Menos escanteios a favor Santos (1,2 por jogo)

Pior lançou bolas Atlético-PR (34% de aproveitamento)

Menos lançou bolas Atlético-PR (14 por jogo)

Menos virou o jogo Atlético-PR (3 por jogo)

Pior virou o jogo Coritiba (82% de aproveitamento)

Menos ficou com a bola Sport (11min29s por jogo)

Menos trocou passes Náutico (214 por jogo)

Pior passou a bola Santo André (85% de acerto)

Mais perdeu a bola São Paulo (48 por jogo)

Mais driblou Palmeiras (18 por jogo)

Melhor finalizou Internacional (44% de aproveitamento)

Mais finalizou Botafogo (17 por jogo)

Mais escanteios a favor Cruzeiro,Atlético-MG (2,9 por jogo)

Melhor lançou bolas Cruzeiro (46% de aproveitamento)

Mais lançou bolas Flamengo (43 por jogo)

Mais virou o jogo Cruzeiro (7 por jogo)

Melhor virou o jogo Fluminense (92% de aproveitamento)

Mais ficou com a bola Palmeiras (16min04s por jogo)

Mais trocou passes Internacional (324 por jogo)

Melhor passou a bola Flamengo (89% de acerto)

Menos perdeu a bola Sport (36 por jogo)

O campeão passou melhor a bola e fez mais lançamentos.

O lanterna perdeu menos a bola, e ficou menos tempo com ela.

Mais-Menos do BR-09 – Faltas, desarmes, cartões…

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O campeão brasileiro desarmou mais que todos. É uma das chaves de muitos vencedores.

O lanterna Sport foi o time mais indisciplinado. O que abre qualquer defesa.

Mais cartões amarelos Náutico (3,7 por jogo)

Mais cartões vermelhos Sport (1 a cada 2 jogos)

Mais cartões Sport (1 a cada 21 minutos)

Mais faltas cometidas Atlético-PR (21 por jogo)

Menos sofreu faltas São Paulo (17 por jogo)

Menos desarmou Cruzeiro (23 por jogo)

Mais cometeu pênaltis Flamengo (10)

Menos pênaltis a favor Sport (2)

Menos cartões amarelos Avaí (2,4 por jogo)

Menos cartões vermelhos Flamengo (1 a cada 9 jogos)

Menos cartões Avaí (1 a cada 34 minutos)

Menos faltas cometidas Corinthians (16 a cada jogo)

Mais sofreu faltas Fluminense (21 por jogo)

Mais desarmou Flamengo (33 por jogo)

Menos cometeu pênaltis Atlético-PR (2)

Mais pênaltis a favor Náutico (12)

Vasco, campeão da Série B 2009

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A festa foi belíssima. No Maracanã, em São Januário, por quase todo o Brasil. Mas poderia ter sido sem a queda. Poderia ter sido menos complicado o início da Série B. Mas, no final das contas, todas elas fecharam. E o Vasco voltou a abrir o sorriso do torcedor.

Mas, obrigação feita, é hora de voltar a pensar e jogar grande.

O Vasco foi o quinto time que menos cartões recebeu.

O time que mais driblou. O segundo goleiro que menos defesas praticou. A defesa menos vazada. O segundo que mais desarmou. O time que menos lançou bolas. O melhor passe (89% de acerto). Time que mais venceu (22 jogos), menos perdeu (6), e o melhor saldo de gols (29).

Mas apenas o quarto melhor ataque. É pouco para tradição tão goleadora.

Saldo de pênaltis foi uma goleada: 16 a favor e apenas 3 contra. Quem teve mais pênaltis a favor, e menos contra.

APROVEITAMENTO: 66% (35% na Série A em 2008)

A BASE: Fernando Prass; Paulo Sérgio, Vilson, Gian e Ramón; Nilton e Amaral; Carlos Alberto e Alex Teixeira; Adriano e Elton.

(nenhum jogador da base de 2008)

OS 38 do campeão da Série B
GOLEIROS: Fernando Prass (36), Tiago
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Paulo Sérgio (24), Fagner
LATERAIS-ALAS-ESQUERDOS: Ramón (30), Ernani, Pará
ZAGUEIROS: Vilson (30), Gian (20), Titi, Fernando, Dedé, Leonardo, Rafael Morisco
VOLANTES: Nilton (32), Amaral (27), Souza, Matheus, Milton Benítez, Paulinho, Bruno Gallo
MEIAS: Carlos Alberto (26), Alex Teixeira (22), Enrico, Leo Lima, Philippe Coutinho, Fumagalli, Jefferson, Magno
ATACANTES: Elton (30), Adriano (24), Robinho, Aloísio Chulapa, Rodrigo Pimpão, Alan Kardec, Edgar, Willien, Allan

(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)


O ASSISTENTE – Paulo Sérgio (4 passes para gols)
DESARMES – Ramón (4,3 em média)
DRIBLADOR – Carlos Alberto (4,3 por jogo)
O FALTOSO – Ramón (2,7 por jogo)
A VÍTIMA – Carlos Alberto sofreu 5,3 faltas por partida.
O FINALIZADOR – Adriano acertou 60% das conclusões.
PASSE CERTO – Gian acertou 96% dos passes.
DONO DA BOLA – Paulo Sérgio a dominou por 1min37s em média, a cada jogo.

MELHOR DO TIME – Carlos Alberto
REVELAÇÃO – Philippe Coutinho
DECEPÇÃO – Leo Lima

EXPECTATIVA PARA O BR-09 – Campeão antecipado da série B. Confirmou

GOLEADORES PRINCIPAIS –

Elton (17 gols; média 0,5);

Carlos Alberto (9 gols; média 0,3);

Alex Teixeira (5, média 0,2).

Adriano (5, média 0,2)

MAIS MENOS – BR-09 – Jogadores: passes, chutes, dribles…

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Menos driblou André Luiz-BAR (0 em 27 jogos)

Pior finalizou Apodi-VIT (25% acerto)

Menos finalizou Rafael Souza-AVA (0 em 25 jogos)

Pior lançou bolas Valencia-ATPR (16% acerto)

Menos lançou bolas William-AVA (2 em 26 jogos)

Menos virou o jogo Roger-VIT (0 em 31 jogos)

Pior virou o jogo T.Ribeiro-CRZ (72% de acerto

Menos ficou com a bola Val Baiano-BAR (25s por jogo)

Menos trocou passes Neto Berola-VIT (6,4 por jogo)

Pior passou a bola Ariel-COR (72% de acerto)

Mais perdeu a bola Fred-FLU (8,3 por jogo)

Mais driblou Diego Souza-SEP (4,4 por jogo)

Melhor finalizou Guiñazú-INT (66% acerto)

Mais finalizou Marcelinho PB-COR (4 por jogo)

Melhor lançou bolas Marquinhos PR-CRZ (66% acerto)

Mais lançou bolas André Luiz-BAR (9,3 por jogo)

Mais virou o jogo Fabrício-CRZ (1,9 por jogo)

Melhor virou o jogo Marquinhos PR-CRZ (97% acerto)

Mais ficou com a bola Leo Moura-FLA (2min03s por jogo)

Mais trocou passes Guiñazú-INT (50 por jogo)

Melhor passou a bola Aírton-FLA (94,9% de acerto)

Menos perdeu a bola Luiz Alberto-FLU (0,7 por jogo)

DADOS FOOTSTATS, adotando o critério de listar apenas os que atuaram 20 ou mais jogos

MAIS-MENOS BR-09 – Jogadores: faltas, desarmes…

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mais cartões amarelos Willians-FLA (17 em 31 jogos)

Mais cartões vermelhos Vágner – NÁU (4 em 27 jogos)

Mais cartões Willians-FLA (19 em 31 jogos)

Mais faltas cometidas Pierre-SEP (3,3 por jogo)

Menos sofreu faltas M.Vinícius-AVA (0,2 por jogo)

Menos desarmou Reinaldo-BOT (0,2 por jogo)

Mais cometeu pênaltis Leandro Euzébio-GOI (4 em 27 jogos)

Menos cartões amarelos Cicinho-SAND (0 em 18 jogos)

Menos cartões vermelhos L.Guerreiro-BOT (0 em 37 jogos)

Madson-SAN

Bruno-FLA

Magrão-SPO

Menos faltas cometidas Petkovic-FLA (0,3 por jogo)

Mais sofreu faltas Muriqui (4,6 por jogo)

Mais desarmou Willians-FLA (6,7 por jogo)

Mais pênaltis sofridos Gilmar-NÁU (4 em 21 jogos)

A.Lima-BOTA (4 em 22 jogos)

DADOS FOOTSTATS, adotando o critério de listar apenas os que atuaram 20 ou mais jogos

Fluminense, 16o. colocado no BR-09

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Segundo goleiro que mais defesas praticou. Time que menos driblou. Segundo time que menos finalizou. Marcou apenas 1,2 gols por jogo, e sofreu 1,4. Saldo negativo de sete gols. A pior defesa em 21 rodadas. O quarto pior passe. Quarto time que mais perdeu bolas, mesmo driblando pouco.

Os números são sabidamente ruins. A campanha pavorosa até outubro. O time salvava match-points (ou celebrity death matchs) a cada rodada. Até só saber de ganhar tudo, fazer a maior sequência de vitórias do BR-09, e conseguir a mais tocante recuperação da história do BR-09, terminando o campeonato em 16º. lugar. Depois de ficar 27 rodadas desenganado na turma do funil, 13 delas na lanterna.

Foi o quinto time com menos cartões. Ainda assim, o time que mais faltas sofreu. Não era para ter sofrido tanto com o elenco que tinha. Mas Fred demorou a jogar, e jogar muito, como Conca. A torcida tomou o time no colo e fez emocionante virada. Tamanha que muita gente que torcia contra se comoveu e torceu junto, até no vice da Sul-Americana.

Tudo começou com Carlos Alberto Parreira. Deixou o clube na 18ª. posição, em 10 rodadas. Vinícius Eutrópio ficou um jogo como efetivo, outro como interino (?), e caiu como vice-lanterna, depois de duas derrotas. Assumiu Renato Gaúcho, perdeu 6 em 10 jogos, virou lanterna, e saiu na 22ª. rodada. Cuca reassumiu o clube onde trabalhara por 9 jogos, no BR-08, repetindo a mesma sucessão da temporada passaa . Desta vez, saiu da lanterna para a 16ª. posição.

Saldo zerado de pênaltis: 4 a favor, 4 contra.

APROVEITAMENTO: 40% (foi de 39% no BR-08)

RODADAS NO G MENOS4: 27

RODADAS NA LANTERNA: 13

BASE: Rafael; Gum, Dalton e Cássio; Mariano, Diogo, Diguinho e Marquinho; Conca; Maicon e Fred (1 da base do BR-08)

TREINADORES – Renato Gaúcho, Vinícius Eutrópio, Renato Gaúcho, Cuca.

OS 41 DO FLUMINENSE NO BR-09:

GOLEIROS: Rafael (19), Fernando Henrique (11), Ricardo Berna
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Mariano (20), Ruy, Wellington Monteiro, Paulo César, Eduardo Ratinho
LATERAIS-ALAS-ESQUERDO: Marquinho (31), Dieguinho, João Paulo, Augusto
ZAGUEIROS: Luiz Alberto (27), Gum, Dalton, Edcarlos, Cássio, Digão
VOLANTES: Diogo (20), Diguinho (23), Fabinho, Maurício, Urrutia, Carlos Eduardo, Fábio Santos, Romeu
MEIAS: Conca (36), Thiago Neves, Equi González, Fábio Neves
ATACANTES: Alan (23), Maicon (21), Fred (20), Tartá, Kieza, Roni, Adeílson, Leandro Amaral, Raphael Augusto, Everton Santos

(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)
O ASSISTENTE – Conca (11, em 33 jogos – mais que dobrou o desempenho do BR-08)
DESARMES – Diogo (4,5 em média)
DRIBLADOR – Conca (1,6 por jogo –inferior à média de 2008)
O FALTOSO – Diguinho (3,2 por jogo)
A VÍTIMA – Fred sofreu 4 faltas por partida.
O FINALIZADOR – Fred 53% das conclusões.
PASSE CERTO – Luiz Alberto acertou 92,9% dos passes (menos que no BR-08)
DONO DA BOLA – Conca a dominou por 1min30s em média, a cada jogo.

MELHOR DO TIME NO BR-08 – Conca
REVELAÇÃO – Maicon
DECEPÇÃO – Leandro Amaral

EXPECTATIVA NO BR-09 – Sul-Americana. Decepcionou.

GOLEADORES PRINCIPAIS –

Fred (12 gols; média 0,6);

Conca (7 gols, média 0,1);

Alan (6, média 0,2)

Botafogo, 15o. colocado no BR-09

domingo, 20 de dezembro de 2009

Não se esperava muito do Fogão em 2009. O vice do RJ-09 foi ótimo. Mas o BR-09 foi um terror contínuo, fritura debelada de modo emocionante apenas na última rodada. Muito, também, pela pior arbitragem contra um clube em uma só temporada nos últimos anos. O Botafogo tem mais que o direito de reclamar pelos tantos erros de apito que podem ter tirado quase dez pontos da campanha.

Só que o elenco era esse mesmo. Clube que sonhava ao máximo com a Sul-Americana, passou 19 rodadas na turma do funil. A última vez, na penúltima rodada. Ney Franco deixou o cargo na 15ª. posição, na 18ª. rodada. Estevam Soares assumiu então e manteve a colocação.

A metamorfose ambulante alvinegra se expressa em alguns poucos números. Foi uma campanha tão mediana que dificilmente o clube apresenta pontos positivos ou negativos. Tudo na média. Mas um deles salta da tela e do campo: o Fogão foi o time que mais finalizou – 17 vezes por jogo; mas teve o quarto pior desempenho. Acertou apenas 35% das conclusões.

Teve a sexta pior defesa (1,5), e o ataque marcou 1,3 gols por jogo. Saldo negativo de seis gols, mesmo com o segundo goleiro que menos defesas praticou. Foi o terceiro time que menos virou o jogo. Mas o segundo que menos perdeu a bola. Também por ter sido o segundo que menos driblou.

Teve cinco pênaltis a favor, e sete contra.

APROVEITAMENTO NO BR-08: 41% (foi de 42% no BR-08)

BASE: Jefferson; Alessandro, Juninho, Wellington e Diego; Leandro Guerreiro e Fahel; Renato e Lúcio Flávio; Reinaldo e Victor Simões. (1 da base do BR-08)

RODADAS NO G MENOS4: 19

RODADAS NA LANTERNA: 1

OS 36 DO BOTAFOGO NO BR-09 (foram 33 em 2008)

GOLEIROS: Jefferson, Castillo, Renan, Flávio
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Alessandro (32), Tiaguinho (22), Alex Lopes
LATERAIS-ALAS-ESQUERDO: Eduardo (21), Diego, Michael, Gabriel
ZAGUEIROS: Juninho (34), Wellington (25), Émerson, Teco
VOLANTES: Leandro Guerreiro (37), Fahel (25), Jonatas, Batista, Leo Silva, Túlio Souza
MEIAS: Lúcio Flávio (34), Renato (22), Rodrigo Dantas, Lucas Silva, Júnior
ATACANTES: Victor Simões (32), Reinaldo (23), André Lima (22), Jobson, Tony, Laio, Jean Coral, Ricardinho, Diego, Marquinho

(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)
O ASSISTENTE – Lúcio Flávio (8, em 33 jogos)
DESARMES – Leandro Guerreiro (4 em média)
DRIBLADOR – Eduardo (1,5 por jogo – Jobson teve 3,7, em 12 jogos)
O FALTOSO – Fahel (2,7 por jogo)
A VÍTIMA – André Lima sofreu 2,8 faltas por partida
O FINALIZADOR – André Lima acertou 43,3% das conclusões – Jobson, em 12 jogos, conseguiu 58%.
PASSE CERTO – Juninho acertou 93,3% dos passes.
DONO DA BOLA – Alessandro a dominou por 1min30s em média, a cada jogo.

MELHOR DO TIME NO BR-08– Jefferson
REVELAÇÃO – Jobson
DECEPÇÃO – Jonathas

EXPECTATIVA NO BR-09 – Sul-Americana. Decepcionou

GOLEADORES PRINCIPAIS –

André Lima (8 gols; média 0,3);

Victor Simões (8 gols, média 0,2);

Juninho (7, média 0,2).

Santos, 12o. colocado no BR-09

sábado, 19 de dezembro de 2009

O vice-campeonato paulista iludiu a direção santista. Imaginou ter o elenco que não tinha. O 12º. lugar no BR-09 refletiu a realidade de um grupo limitado, que sentiu demais a ausência de Ganso no Sub-20, e a queda técnica de Kléber Pereira e Madson, e tantas contusões.

Luxemburgo assumiu no lugar de Mancini como 11º. colocado. Perdeu uma posição até o final, mas ainda conquistou um lugar na Sul-Americana. O reflexo da irregularidade é o desempenho de ataque x defesa. Fez e levou 58 gols (média de 1,5). Por quatro rodadas foi o melhor ataque do BR-09; em três, a pior defesa. No fim, apenas a média. Medíocre na acepção original da palavra. Foi a equipe com o quarto melhor desempenho nas finalizações (40% de acerto), e a sétima que mais concluiu lances.

Em casa, foram apenas 8 vitórias. Pouco. Se foi o terceiro time que menos cartões recebeu, teve também o sexto pior índice de desarmes. Por tabela, cometeu menos faltas também. Em média, 17 por jogo. É a quinta equipe menos faltosa do BR-09.

O terceiro pior índice nos lançamentos. E mesmo sendo a segunda equipe que mais trocou passes, teve apenas o 9º. melhor aproveitamento deles. Muito melhor o desempenho nas viradas de jogo: o segundo melhor aproveitamento.

Nos pênaltis, saldo positivo – sete a favor, seis contra.

APROVEITAMENTO: 42% (melhor que os 39% do BR-08)

BASE: Felipe; Pará, Fabão, Eli Sabiá e Leo; Rodrigo Souto e Germano; Madson, Paulo Henrique Ganso e Neymar; Kléber Pereira (2 da base do BR-08)

OS 36 DO SANTOS-09 (foram 46 no BR-08):

GOLEIROS: Felipe (26), Fábio Costa, Douglas
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Pará (33), Luizinho, George Lucas, Wagner Diniz
LATERAIS-ALAS-ESQUERDOS: Leo (24), Triguinho
ZAGUEIROS: Fabão (25), Eli Sabiá (22), Astorga, Domingos, Fabiano Eller, Adaílton, Paulo Henrique
VOLANTES: Rodrigo Souto (35), Germano (23), Rodrigo Mancha, Roberto Brum, Emerson
MEIAS: Madson (37), Paulo Henrique Ganso (31), Róbson (23), Felipe Azevedo, Molina, Alan Patrik
ATACANTES: Kléber Pereira (32), Neymar (33), André, Jean Carlos, Roni, Maikon Leite, Tiago Luís, Gil, Alan

(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)
O ASSISTENTE – Madson (11, em 37 jogos)
DESARMES – Rodrigo Souto (4 em média)
DRIBLADOR – Madson (3,1 por jogo)
O FALTOSO – Germano (2,3 por jogo)
A VÍTIMA – Madson sofreu 3 faltas por partida.
O FINALIZADOR – Kléber Pereira acertou 54% das conclusões – mais que em 2008
PASSE CERTO – Eli Sabiá acertou 93% dos passes.
DONO DA BOLA – Leo a dominou por 1min36s em média, a cada jogo.

MELHOR DO TIME – Paulo Henrique Ganso
REVELAÇÃO – Neymar
DECEPÇÃO – Emerson (pelas contusões)

EXPECTATIVA PARA O BR-08 – Sul-Americana. Confirmado.

GOLEADORES PRINCIPAIS –

Kléber Pereira (14 gols; média 0,4 – menor que a de 2008);

Neymar (10 gols, média 0,3);

Paulo Henrique Ganso (8, média 0,2).