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Arquivo de outubro de 2009

BOTA-TEIMA – RODADA 32

sábado, 31 de outubro de 2009

A intenção deste tira-teima (além de pedir para ser xingado mais que árbitro…) é discutir a arbitragem – sem martirizar ou santificar apitadores.

Esta é apenas uma lista subjetiva de “erros” e “acertos” de lances interpretados por mim – e sempre com a ajuda da TV, o que facilita meu trabalho, e a sua crítica.

E, se mesmo assim, eu ainda erro, imagine os mortais que apitam…

O espaço é livre para detonar este que escreve, outros que blogam e, claro, os próprios árbitros.

Não é a primeira, não será a última, e espero que não seja a única palavra a respeito do tema interpretativo. Logo, subjetivo. Logo, passional, clubista, bairrista, etc.

O BOTA-TEIMA é apenas um jeito de tentar evitar chororôs desmedidos, teorias conspiratórias, jogadas ensaiadas, achismos e outros chutes imaturos. Ou maduros até demais.

Ao final das contas e dos supostos erros, faço um saldo dos erros IMPORTANTES que tiraram – ou botaram – pontos dos times. Sempre tentando fazer um saldo de erros e acertos, com o devido – ou indevido – modo de tentar equilibrar as contas e critérios. Isto é: um pênalti marcado indevidamente ou um não marcado “valeria” como um gol, que “poderia” mudar um resultado e uma tabela.

Sempre lembrando que, nessa conta AINDA MAIS SUBJETIVA, uma equipe pode superar até a arbitragem adversa, ganhando o jogo mesmo sendo “prejudicada”. Algo que necessariamente não mudaria a classificação real. Conta que acaba sendo diluída pela maior ou menor capacidade técnica de uma equipe. Um time melhor poderá acabar sendo menos lesado por supostos “erros” de arbitragem por ter conseguido vencê-los dentro de campo; uma equipe inferior acabará perdendo mais pontos por já os perder naturalmente no gramado.

Reiterando que tudo isso sem a pretensão de ser a única fonte a respeito de inesgotável assunto.

P.S: Lances de expulsão “justa ou injusta” não estarão contabilizados no BOTA-TEIMA.

Lances polêmicos em que entendo que a arbitragem “acertou” estão comentados no texto referente a cada partida.

Para critério de “pontuação”, um pênalti não marcado vale o mesmo que um gol anulado.

Boa corneta e bom apito!

Os jogos que estiverem destacados em amarelo significam que tiveram o placar “alterado” por decisões da arbitragem. Isto é, os pontos foram “modificados” por conta de supostos erros de interpretação.

LANCES

Botafogo 1 x 0 Náutico

Náutico prejudicado? Botafogo ajudado? – Assistente 2 Marcelo Barison (RS) – bem colocado – e Leonardo Gaciba marcam impedimento discutível de Tuta, que partia livre para a meta de Jefferson, e finalizou em gol com o goleiro botafoguense parado. Para mim, mesma linha. Lance difícil. Estava 0 x 0.

Náutico prejudicado; Botafogo ajudado – Leonardo Gaciba marca pênalti inexistente de Johnny em Diego, que caiu sobre o volante do Timbu. Estava 0 x 0.

Cruzeiro 3 x 2 Santo André

Santo André prejudicado? Cruzeiro ajudado? – Assistente 1 Carlos Berkenbrock (SC) e Célio Amorim validam gol discutível mineiro: Bernardo pareceu pouco à frente quando recebeu passe de Marquinhos Paraná, aos 46 finais. Depois passou a Jonathan que cruzou para o gol de Thiago Ribeiro. Lance discutível. Estava bem colocado o assistene. Estava 2 x 2.

Barueri 2 x 0 Flamengo

Barueri prejudicado; Flamengo ajudado –Heber Roberto Lopes (PR) não marca pênalti duplo: Aírton agarrou Leandro Castán e Álvaro agarrou Val Baiano na bola cruzada sobre a área rubro-negra.

Flamengo prejudicado; Barueri ajudado – Assistente 1 Gilson Coutinho (PR) e Heber Roberto Lopes gol irregular de Val Baiano. Thiago Humberto estava impedido antes de passar a bola. Estava 0 x 0.

Corinthians 0 x 1 Cruzeiro

Cruzeiro prejudicado; Corinthians ajudado – Assistente 1 Hilton Rodrigues (RJ) e Péricles Cortez (RJ) marcam ao menos dois impedimentos em lances em que cruzeirenses partiriam livres contra a meta corintiana. Estava 1 x 0 Cruzeiro.

SALDO TOTAL – RODADA 32

PREJUDICADOS

COMENTÁRIO – Como tudo é discutível no futebol… Pelos critérios do BOTA-TEIMA, o terceiro clube mais “prejudicado” por “erros” de apito é o Cruzeiro. No saldo entre lances em que teria sido “beneficiado” ou “prejudicado”, só Botafogo e Internacional tiveram mais problemas.

Porém, os “erros” a favor do Cruzeiro foram mais determinantes nos placares finais. Por isso o time mineiro aparece sendo um dos mais “beneficiados” pelas discutíveis decisões de arbitragem…

10 pontos a menos – Botafogo

4 pontos a menos – Internacional

4 pontos a menos – Barueri

3 pontos a menos – Grêmio, Santo André

2 pontos a menos – Sport, Atlético-PR, Náutico

1 ponto a menos – Flamengo, São Paulo

BENEFICIADOS

5 pontos a mais – Santos, Cruzeiro

4 pontos a mais – Atlético Mineiro

3 pontos a mais – Goiás, Vitória

2 pontos a mais – Coritiba, Corinthians

1 ponto a mais – Avaí, Palmeiras

NÚMERO DE VEZES EM QUE FORAM AJUDADOS OU PREJUDICADOS:

PREJUDICADOS –

Botafogo prejudicado 13 vezes; ajudado 7 vezes

Flamengo prejudicado 12 vezes; ajudado 8 vezes

Cruzeiro prejudicado 14 vezes; ajudado 11 vezes

Atlético Paranaense prejudicado 6 vezes; ajudado 3 vezes

Palmeiras prejudicado 12 vezes; ajudado 10 vezes

Barueri prejudicado 5 vezes; ajudado 4vezes

Sport prejudicado 2 vezes; ajudado 1 vez

Fluminense prejudicado 2 vezes; ajudado 1 vez

BENEFICIADOS –

Corinthians ajudado 11 vezes; prejudicado 7 vezes

Vitória ajudado 6 vezes; prejudicado 3 vezes

Santos ajudado 6 vezes; prejudicado 3 vezes

São Paulo ajudado 11 vezes; prejudicado 9 vezes

Goiás ajudado 7 vezes; prejudicado 5 vezes

Avaí ajudado 4 vezes; prejudicado 2 vezes

Coritiba ajudado 3 vezes; prejudicado 1 vez

Grêmio ajudado 6 vezes; prejudicado 5 vezes

Atlético Mineiro ajudado 4 vezes; prejudicado 3 vezes

SALDO ZERADO –

Internacional prejudicado 7 vezes; ajudado 7 vezes

Náutico prejudicado 6 vezes; ajudado 6 vezes

Santo André prejudicado 4 vezes; ajudado 4 vezes

PLACAR DOS ERROS (somando todos os lances, quem foi mais beneficiado: o time mandante ou o visitante)

CASA 73 X 51 VISITANTE

28 ou 280?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ESCREVE ALMIR MOURA

Com vocês, um mistério.

Um enigma com nome, grau, gênero, número e definição.

Um mistério chamado Obina.

Seria gênio?

Ou mero perna-de-pau?

Pelo jeito, nem uma coisa, nem outra.

Talvez um meio termo.

Tem noite, que Obina (Eto’o?) só falta fazer chover.

Faz um, dois, três gols, dá passe genial, dribles desconcertantes.

Simplesmente acaba com o jogo.

Em outras, no entanto, consegue a proeza de conseguir ser pior do que o enésimo reserva de Eto’o.

Perde gols feitos, penalidades máximas, com direito a passar praticamente um semestre inteiro sem marcar.

Como explicar tamanha oscilação?

Obina teria explicação?

Talvez não fosse má idéia fazer um estudo científico a respeito do atleta palmeirense visando desvendar as múltiplas vertentes e facetas de um ser humano.

Pensando bem, melhor não.

Simplesmente porque Obina não tem explicação.

No máximo, alguma definição.

Que seria algo muito próximo de um fenômeno da natureza que se manifesta de vez em quando (ou quase nunca), mas que quando resolve aparecer….

Sai de baixo!!!

Pois com Obina é assim, ou é oito ou oitenta.

Ou melhor, 28…

ESCREVEU ALMIR MOURA

Inquisição da redação- rodada 32 – quem ganha o BR-09?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

BATE-PRONTO comigo, repetindo as perguntas da redação de nosso jornal, que foram feitas a vários companheiros:

LANCE! – Quem ganha o BR-09?

MAURO BETING – É a manchete da coluna de minha coluna de sexta-feira, no LANCE!: “Não tenho a menor ideia”. Mas, talvez, tenha ideias mais paulistas, digamos. Está mais para São Paulo e Palmeiras. Matematicamente, pelo saldo atual e pelos gols, mais para o penta que para o hepta. Pelos rivais futuros, a vantagem, porém, é ligeiramente tricolor. Pelo elenco, também. Pela experiência em decisão, idem. Mas o modo como o Palmeiras ganhou, goleou e jogou contra o Goiás, se não tropeçar diante do Corinthians que vai para uma final de Mundial em Presidente Prudente, dá uma baita equilibrada. E retorna ao meu comentário inicial. Sei ainda menos o que vai dar. Sempre lembrando: a margem de erro de qualquer chute é de 66,6% (não por acaso, o número da besta); com três pontos por vitória, um só erro de chute muda tudo isso. O campeão dificilmente passará dos 70 pontos – se não for 69; e poderá ser hepta, ou penta, ou tetra, ou hexa, ou bi até pelo número vitórias, ou saldo, ou gols marcados!

LANCE! – Quem estará no G-4?

MAURO BETING – Só não dou a ordem. Mas fico, agora, com São Paulo, Palmeiras, Internacional e Flamengo. A derrota do Galo para o Fluminense vai (ou deve, pelos meus chutes) fazer falta nessa reta final. Não por um suposto abalo psicológico. Mas pela queda matemática. Até porque, do jeito que a coisa vai, ou não vai, surpresa será não haver mais surpresas até o fim.

LANCE! – Quem será decisivo até o fim do BR-09?

MAURO BETING – Petkovic, de fato, foi ausência mais que sensível em Barueri. Hernanes cresceu demais junto com o São Paulo. Obina foi de tirar a boina no Palestra. Love deve seguir como titular. Muricy não entra em campo. Mas pode ser campeão de qualquer jeito. Ou pelo Palmeiras, ou pelos primeiros jogos feitos pelo São Paulo.

LANCE! – O treinador do campeonato?

MAURO BETING – Ganhando ou não, Andrade. Celso Roth mais uma vez merece todas as manchetes que não recebe. Mas insisto no fator Muricy. Campeão pelo Palmeiras ou tetra pelo São Paulo, se der o que parece que vai dar, ele será campeão. Direto ou indireto.

LANCE! – A decepção? Quem amarelou – ou vai dar para trás?

MAURO BETING – Não gosto do termo. Na segunda-feira, estava com Palmeiras e Inter. Depois da rodada que passou, o Palmeiras, pela enésima vez, se recuperou. E o Inter, mesmo perdendo, jogou bem contra o São Paulo. Na rodada que passou, o Atlético Mineiro é quem mais perdeu. O que não significa que não vire o jogo agora. Aproveito para reiterar que, a cada rodada, vou repetir este questionário-inquisição formulado pela redação. Para mostrar quanto eu mudo de opinião. Ou pior: quanto eu sou forçado a mudar.

Palmeiras 4 x 0 Goiás

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

* José Paulo de Andrade, bandeira do radiojornalismo brasileiro, já “sofreu” dois gols quando entrou nos tantos túneis paulistanos. O São Paulo do coração dele foi vazado duas vezes quando estava passando por uma dessas vias e o sinal da Rádio Bandeirantes voltou com José Silvério ou Ulisses Costa gritando gol dos rivais. Fez-se a sina: se o Zé Paulo está no carro, e o São Paulo está em campo, ele faz o caminho que for. Mas não entra pelo túnel para o Tricolor não entrar junto pelo buraco e levar um gol. Não por mérito do rival, ou culpa são-paulina: por absoluta irresponsabilidade do torcedor que não respeitou a superstição. Com zica não se brinca.

* Superstição, você sabe, explica mais o futebol que tantas coisas que nós não sabemos. Sobretudo nós, jornalistas esportivos. Pagos para tentar escrever e descrever o indescritível como uma baita vitória palmeirense no Palestra sobre o Goiás. Um 4 a 0 com três gols de Obina (e mais um passe de calcanhar para o golaço de Deyvid Sacconi) que mantém o time na ponta pela 18ª. vez a apenas seis rodadas do final do indecifrável e indefinido BR-09.

* Mas já sei por onde começar: o Palmeiras voltou a ganhar, e jogar uma de suas melhores partidas em 2009, porque lembrei do Zé Paulo quando entrei pelo túnel da Juscelino Kubitschek.

* O primeiro tempo, depois de muito tempo, pude ver em casa, com meu caçula Gabriel vestido de Cleiton Xavier, ausência sensível no meio-campo (como Love, como Pierre, como Maurício Ramos, como tantos no Palmeiras). Vi um Goiás mais uma vez com um bom time, mas saindo pouco pela direita torta, chegando bem com o ótimo Júlio César, e criando bons lances com Iarley, apesar de um instável Fernandão. Vi um Palmeiras saindo bem pelos alas Figueroa (que cria e bate bem na bola) e Armero (irregular), armando bem com Diego Souza, se matando à frente com Obina e Ortigoza. Mas errando passes com Edmilson e Souza. Levando sustos com os três zagueiros à frente do pavilhão Marcos. Um bom primeiro tempo. Com um injusto placar em branco. Era jogo para gols.

* No intervalo, fui pegar o filho mais velho, o Luca, na balada de Halloween. Ele já está naquela de trocar o time incerto pelo namoro certo. Mas com o coração no rádio. Como eu, ouvindo os amigos e colegas de Bandeirantes Ulisses Costa e Claudio Zaidan comentando o início de segundo tempo ainda melhor do Palmeiras. Eram quatro minutos e eu entrei no túnel. Na hora lembrei do que o Zé Paulo havia comentado ontem, no “Beting & Beting”, no Bandsports. A tal história do gol do túnel. Que ele evitava túnel para o time dele não sofrer gol. Eu não tive dúvida. Se vinha duvidando do Palmeiras, como jornalista e, mais ainda, como palmeirense, não tive um segundo de hesitação: vai sair o gol do Verdão. “Tá na cara”! A minha superstição – que não existia – será entrar no túnel! Que a bola vai entrar no gol do Goiás! Vai ser o contrário do Zé Paulo! Vai ser gol do Palmeiras!

* Segundos depois, o som da Rádio Bandeirantes voltou no fim do túnel. Não havia uma luz no fim dele. Havia um som. Um gol. O primeiro áudio compreensível era “…rdor da partida / transf…” do hino do maestro Totó. Ulisses Costa gritando “Obinaaaaaa”. O celular tocando com a minha paixão Helen berrando de casa com o Gabriel e anunciando a ótima nova. Gol de Obina. 1 a 0 Palmeiras. Em bola tomada pelo Souza que vinha errando tudo. O Palmeiras ganhava o jogo. Eu ganhava uma superstição para o BR-09.

* Na boa: nem falo do pênalti sofrido pelo Ortigoza e bem executado por Obina – quase defendido por Harlei; nem falo do golaço que Obina deu a Deyvid Sacconi; e deveria falar um parágrafo inteiro do gol que Marcão – sim, Marcão – deu a Obina para ele fechar o placar e manter o velho líder na ponta do BR-09. Deveria fazer mais um texto para a imagem de Marcos batendo nas velhas veias e na placa de metal do antebraço esquerdo, e logo depois batendo na Cruz de Savóia pioneira e eterna. Deveria fazer como o time que agradeceu no fim do jogo ao apoio incondicional da torcida que não cobrou – cantou e vibrou com o time como muitas vezes deveria fazer. Um show da arquibancada e da equipe. Deveria, como jornalista, não como palmeirense, escrever outras coisas.

* Mas não há tempo para tanto. Preciso abrir o Google Maps e descobrir todos os túneis de todas as cidades do Brasil.

Fluminense 2 x 1 Atlético Mineiro

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

* O Fluminense ganhou um jogo que há muito não ganhava. Não apenas pelos três pontos. Mas pelo modo como obstinada e organizadamente os conquistou. Ainda é muito difícil se salvar. Só que parece haver um projeto de time. Uma concepção para parar de errar. É um alento. E um desencanto a derrota mineira.

* As chances e chegadas à meta eram mais atleticanas que tricolores no início. Mas parecia faltar algo ao Galo. Aquilo que enfim tem aparecido nos últimos jogos do Fluminense. O que não se explica, nem se mede. Mas pode ser notado, quase tocado. O Flu trocou os parafusos faltantes. Mariano acredita pela direita. Fred voltou a ser Fred. O Flu, aos poucos, e ainda faltam muitos, vai virando Fluminense. E voltou a vencer um jogo que o Atlético não poderia ter perdido.

*Pênalti tolo de Jorge Luiz. Expulsão tola de Jorge Luiz. A defesa segue um problema mineiro, que nem a solução uruguaia de nome Carini pode consertar sempre. Embora, Benítez, mesmo fora de forma, pudesse ser mais aproveitado por Roth.

* Conca ficou livre para marcar aquele gol que foi definitivo no clássico. Nos bons e nos tantos maus momentos no BR-09, o armador argentino se salvou. Pode até não salvar o time. Mas tem crédito.

* O gol impressionante que Evandro perdeu e não fez falta contra o Vitória, Eder Luiz perdeu aos 43min finais, fechando com chave e pé de chumbo má partida atleticana. Má produção técnica que afetou a questão tática, vencida por boa partida do Fluminense.

* Boa partida de Maicon. Dalton bem na zaga. Os Wellingtons com potencial no Sub-17. Xerém faz bem. Mas quem faz bem com o Flu? O importante foi mais uma participação positiva do tricolor que foi ao Maracanã ver o time salvar mais um match point.

Sport 1 x 1 Coritiba

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Comente o empate que dá tranquilidade ao Coxa e pode condenar o Sport.

Barueri 2 x 0 Flamengo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

* Petkovic fez falta. Aírton e Álvaro fizeram faltas num só lance dentro da área do Barueri. O assistente faltou com a atenção no primeiro gol irregular do time da casa, quer dizer, do dono do campo – porque a arquibancada era rubro-negra. Outras coisas faltaram ao Flamengo, além de companhia mais próxima a Adriano, e uma saída de bola melhor com Aírton e Maldonado no meio. Mas tantas sobraram nas dez partidas anteriores que o saldo ainda é positivo. Mas ainda falta. Agora, é torcer a favor do bom Barueri. Que não é de Fernandinho. Também é de Flavinho, e do ótimo Thiago Humberto. E foi de taaaaaaanta gente contra o Flamengo…

ESCREVE ANDRÉ ROCHA

http://blogs.abril.com.br/futebolearte

O Flamengo pode lamentar muito a ausência de Petkovic e o gol irregular de Val Baiano, pelo impedimento de Thiago Humberto, no final do primeiro tempo, que praticamente resolveu a partida ao dar o contragolpe ao Barueri na etapa final.

Mas o fato é que o time mandante foi superior durante todo o jogo e, independente da presença da sempre lamentável “mala branca”, mereceu os 2 a 0 que podem alijar o time rubro-negro da luta pelo título em caso de vitórias de Palmeiras e Atlético-MG no complemento da rodada.

Sem muitas opções, Andrade escolheu Zé Roberto para substituir o meia sérvio pelo centro e abriu Willians pela esquerda com a manutenção de Fierro pelo lado direito no 4-2-3-1 que vinha dando certo desde o empate com o Internacional. Mas sem o principal articulador e os laterais presos, as ações ofensivas eram bloqueadas com facilidade por uma marcação adiantada e muito bem organizada pelo estreante técnico Luis Carlos Goiano. O time visitante só ameaçou na primeira etapa em chute de longe de Adriano e na cabeçada torta de Willians, que só não rende mais como um meia aberto pelos muitos erros em cruzamentos e conclusões.

Mesmo sem Fernandinho, o Barueri manteve o volume de jogo que faz da equipe paulista a que mais finaliza e a detentora do quarto melhor ataque da competição. Pela esquerda, Márcio Careca e Thiago Humberto criavam as melhores jogadas e se aproveitavam da frágil marcação de Léo Moura e Fierro. Mas foi pela direita que surgiu o lance capital: após rebatida a esmo do hesitante Aírton, a bola foi levantada para Thiago Humberto, impedido, que deu belo chapéu em Álvaro pela direita e serviu de cabeça para Val Baiano chutar forte, sem chance para Bruno, e acabar com jejum de nove partidas sem marcar gols.

Denis Marques voltou do intervalo no lugar do inócuo Fierro. Uma substituição óbvia, mas que teve pouco efeito, já que o atacante pouco rende aberto pelo lado esquerdo. Ainda assim, o time de Andrade ocupou o campo de ataque e empurrou o oponente para a defesa. Mas os contragolpes puxados pelo ótimo Thiago Humberto e o rápido Flavinho, municiando Val Baiano, continuavam perigosos e a impressão era que o segundo gol do Barueri parecia mais próximo.

A entrada de Erick Flores na vaga de Maldonado expôs a zaga rubro-negra e o gol “de coletivo” marcado pelo bom volante Ewerton matou qualquer chance de reação. Mas é difícil assegurar que Andrade tenha errado na mexida, já que o time só conseguia ameaçar nas bolas aéreas e a estatura de Aírton não podia ser desprezada. A verdade é que falta elenco ao Flamengo para sonhar mais alto.

O G-4 ainda é possível e os pontos perdidos para o Barueri que devem ser lamentados foram os do empate em 1 a 1 no Maracanã pelo primeiro turno. Na Arena, nem mesmo as defesas de Bruno e os gritos da torcida que encheu o estádio conseguiram compensar a falta de seu craque veterano e, principalmente, a atuação inspirada de um adversário que não tem camisa, tradição e popularidade, mas jogou muita bola em seu estádio e, se equacionar os problemas políticos com a prefeitura da cidade, pode permanecer por mais tempo na “elite” do futebol brasileiro, mesmo contrariando aqueles que acham que a tradição é mais importante do que o mérito.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

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Cruzeiro 3 x 2 Santo André

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

* Um colega querido e celeste, dos maiores conhecedores do esporte e do Cruzeiro, e também corneta assumido, espantou-se com o gol de Thiago Ribeiro: “O Cruzeiro não é de fazer gol no fim. Tem algo de bom no ar”. Teve muito de ótimo o modo como o Cruzeiro foi buscar o placar contra o bravo Santo André. Ainda candidato sério ao rebaixamento por aquilo que deixou de fazer no meio do BR-09. Não pelo futebol que recupera.

* O Cruzeiro segue na ponta do returno. E, pelo tropeço do Flamengo, e pela derrota do Internacional, pode sonhar, sim, com Libertadores.

MELHOR ESCREVE ANDRÉ ROCHA

http://blogs.abril.com.br/futebolearte

O Cruzeiro sofreu além da conta para conquistar uma vitória que parecia questão de tempo na primeira etapa, tamanha a superioridade do time de Adilson Batista, que ataca bem com os laterais Jonathan e Diego Renan e tem em Gilberto o grande organizador das ações ofensivas. Mas a equipe padecia sem um homem de área que empurrasse para as redes as chances desperdiçadas por Guerrón e a falta de pontaria nos chutes de fora da área.

O Santo André mostrou claras dificuldades com o tamanho do campo do Mineirão e cedeu muitos espaços, até pela manutenção da formação ofensiva da vitória sobre o Palmeiras. No 4-2-2-2, com Marcelinho Carioca e Elvis encostando em Pablo Escobar e Nunes. O time do ABC só cresceu depois que o Cruzeiro abriu o placar no segundo tempo em conclusão atrapalhada de Guerrón.

O empate na bela jogada de Nunes tornou a partida aberta e eletrizante e, depois da virada do Ramalhão no gol de Júnior Dutra, o Cruzeiro partiu com fúria para o ataque e o jovem atacante Eliandro, formado na base do time mineiro, incendiou a partida com o empate de cabeça aos 38. Já nos acréscimos, Bernardo, que substituiu Gilberto, recebeu em impedimento e tocou para Jonathan cruzar e Thiago Ribeiro, de cabeça, decretar a vitória que colocou o time celeste na quinta posição e manteve o aproveitamento excepcional no returno.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

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Grêmio 3 x 1 Avaí

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Comente a vitória do melhor ataque do BR-09 contra o Avaí no Olímpico.

Vitória 0 x 1 Corinthians

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Comente a bela vitória alvinegra com gol de Defederico na Bahia. E o Vitória que vinha bem e tropeçou em casa.