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Arquivo de junho de 2009

Para quê?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Para que pressionar ainda mais a pressionável e mais que falível arbitragem? Para que levar para outro lado uma belíssima final como a do Beira-Rio?

Fernando Carvalho é o melhor dirigente dos últimos anos do futebol brasileiro. Ajudou a fazer o Internacional ainda maior desde 2003. Não precisava disso. Por mais que eu concorde com muitas das interpretações coloradas apresentadas no DVD-dossiê, o que muda das práticas medievais de criar clima contra o apito é que, agora, é um DVD. Apenas isso.

(Sim. Quem escreve é o mesmo que bolou o tal do “bota-teima”. Mas essa é uma análise pontual de lances de um mesmo campeonato, sem a pretensão de ser a “verdade verdadeira” – sic dos sics – a respeito do tema).

Não combina com tudo de ótimo que tem sido feito no Beira-Rio essa jogada mal ensaiada. Como também não combinaria se o chororô prévio fosse corintiano. Até porque os grandes campeões como Corinthians e Internacional normalmente têm os melhores elencos, treinadores, profissionais, cartolas e, sim, também, as melhores arbitragens. Não conheço campeão azarado. Nem campeão que tenha sido severamente prejudicado pelo apito.

Sim. O futebol paulista é mais forte no bastidor. Sim. Historicamente, os clubes paulistas são menos prejudicados que os gaúchos. Sim. A mídia ama Ronaldo e os índices de audiência do Corinthians.

Mas um choro antecipado não ajuda o Internacional, não auxilia o espetáculo, não permite um trabalho tranquilo da arbitragem, não facilita a atuação do policiamento. Apenas abre mais um racha onde já existem fissuras que não fecham. Se duvidarmos da arbitragem desse modo, melhor todos ficarmos em casa.

Num momento de intolerância profunda, não é legal, não pega legal, em nada ajuda criar dossiês (de todos os lados). Só nos últimos dias pululam denúncias (com e sem aspas) de lado a lado, e sobretudo contra a pessoa de Fernando Carvalho. Num movimento criado pelo cartola que, aliás, só ajuda a alimentar as esperanças corintianas, mais animadas para responder na bola às acusações e insinuações.

Dossiê que não coloca mais gás na equipe gaúcha. Apenas infla a sanha rival.

BOTA-TEIMA – Rodada 8

terça-feira, 30 de junho de 2009

A intenção deste tira-teima (além de pedir para ser xingado mais que árbitro…) é discutir a arbitragem – sem martirizar ou santificar apitadores.

Esta é apenas uma lista subjetiva de lances em que interpretei DIFERENTE ou IGUAL ao árbitro – e sempre com a ajuda da TV, o que facilita meu trabalho, e a sua crítica.

E, se mesmo assim, eu ainda erro, imagine os mortais que apitam…

O espaço é livre para detonar este que escreve, outros que blogam e, claro, os próprios árbitros.

Não é a primeira, não será a última, e espero que não seja a única palavra a respeito do tema interpretativo. Logo, subjetivo. Logo, passional, clubista, bairrista, etc.

O BOTA-TEIMA é apenas um jeito de tentar evitar chororôs desmedidos, teorias conspiratórias, jogadas ensaiadas, achismos e outros chutes imaturos. Ou maduros até demais.

Ao final das contas e dos supostos erros, faço um saldo dos erros IMPORTANTES que tiraram – ou botaram – pontos dos times. Sempre tentando fazer um saldo de erros e acertos, com o devido – ou indevido – modo de tentar equilibrar as contas e critérios. Isto é: um pênalti marcado indevidamente ou um não marcado “valeria” como um gol, que “poderia” mudar um resultado e uma tabela.

Sempre lembrando que, nessa conta AINDA MAIS SUBJETIVA, uma equipe pode superar até a arbitragem adversa, ganhando o jogo mesmo sendo “prejudicada”. Algo que necessariamente não mudaria a classificação real.

Reiterando que tudo isso sem a pretensão de ser a única fonte a respeito de inesgotável assunto.

P.S: Lances de expulsão “justa ou injusta” não estarão contabilizados no BOTA-TEIMA.

Lances polêmicos em que entendo que a arbitragem “acertou” estão comentados no texto referente a cada partida.

Para critério de “pontuação”, um pênalti não marcado vale o mesmo que um gol anulado.

Boa corneta e bom apito!

· Os jogos que estiverem destacados em amarelo significam que tiveram o placar “alterado” por decisões da arbitragem. Isto é, os pontos foram “modificados”por conta de supostos erros de interpretação.

LANCES

Barueri 4 x 2 Atlético Mineiro

Barueri prejudicado? Atlético Mineiro ajudado? – Péricles Cortez (RJ) marcou pênalti discutível sobre Alessandro, aos 30 do segundo tempo. Estava 2 x 1 Barueri.

Atlético Mineiro prejudicado; Barueri ajudado – Péricles Cortez (RJ) marcou falta inexistente de Werley no lance que originou o terceiro gol paulista, aos 38. E, se não foi falta, o zagueiro mineiro não merecia o segundo amarelo, logo a expulsão. Mas pelo critério adotado pelo árbitro, ao menos foi coerente ao marcar duas infrações discutíveis. Estava 2 x 2.

(DEMAIS LANCES POLÊMICOS COMENTADOS NO POST DO JOGO)

SALDO TOTAL – RODADA 8

PREJUDICADOS

2 pontos a menos – Botafogo, Fluminense, Barueri, Internacional, Goiás

1 ponto a menos – Grêmio, Palmeiras, Atlético Paranaense, Sport

BENEFICIADOS

2 pontos a mais – Atlético Mineiro, Santos

1 ponto a mais – Náutico, Avaí, Santo André

NÚMERO DE VEZES EM QUE FORAM AJUDADOS OU PREJUDICADOS:

PREJUDICADOS –

Cruzeiro prejudicado 6 vezes; ajudado 3 vezes

Fluminense prejudicado 2 vezes

Internacional prejudicado 2 vezes

Palmeiras prejudicado 5 vezes; ajudado 4 vezes

Goiás prejudicado 3 vezes; ajudado 2 vezes

Flamengo prejudicado 2 vezes; ajudado 1 vez

Barueri prejudicado 2 vezes; ajudado 1 vez

Botafogo prejudicado 1 vez

Sport prejudicado 1 vez

BENEFICIADOS –

São Paulo ajudado 6 vezes; prejudicado 2 vezes

Santos ajudado 4 vezes; prejudicado 2 vezes

Coritiba ajudado 2 vezes

Avaí ajudado 2 vezes

Santo André ajudado 2 vezes; prejudicado 1 vez

Corinthians ajudado 2 vezes; prejudicado 1 vez

Atlético Mineiro ajudado 3 vezes; prejudicado 2 vezes

SALDO ZERADO –

Vitória prejudicado 2 vezes; ajudado 2 vezes

Atlético Paranaense prejudicado 2 vezes; ajudado 2 vezes

Náutico prejudicado 1 vez; ajudado 1 vez

Grêmio prejudicado 1 vez; ajudado 1 vez

PLACAR DOS ERROS (somando todos os lances, quem foi mais beneficiado: o time mandante ou o visitante)

CASA 24 X 15 VISITANTE

Flamengo 0 x 0 Fluminense

domingo, 28 de junho de 2009

* Adriano discreto. Fred discreto. E nem há como dizer que foi uma vitória, digo, um empate dos sistemas defensivos. Foi uma partida pálida dos armadores (Thiago Neves e especialmente Conca; Ibson e os alas rubro-negros). A bola chegou pouco. O Fla-Flu foi chocho.

* O futebol tudo admite. Mas é quase “inadmissível” o Fluminense, com o ataque que tem (vá lá… como os nomes que escala) produzir tão pouco. Não apenas em gols marcados, mas em chances criadas.

* O Flamengo não foi o dos 4 a 0 sobre o Inter e nem o dos 0 x 5 para o Coritiba. Nem é tudo aquilo, nem nada daquilo. É mais um entre tantos. Ainda mais quando Ibson e Adriano rendem pouco.

Palmeiras 1 x 1 Santos

domingo, 28 de junho de 2009

* Um tempo verde, um tempo mais alvinegro, e um empate justo num clássico morno no fim de tarde frio paulistano. De duas equipes que admitem (ou não) esperar Muricy. O nome (quase) de consenso do Palmeiras.

* Muito atrás, esquecendo Kléber Pereira, com pouca movimentação dos três meias, e atuações apagadíssimas de Madson e Neymar no primeiro tempo alvinegro. Subtraia o lado esquerdo reserva com Domingos e Pará, o retrato cinza do Santos no Palestra.

* Diego Souza foi enfiado à frente para o Palmeiras chegar na bola longa. Por vezes, foi só ligação direta. Quando o time botou no chão, fez a diferença com a boa chegada dos laterais, a ótima partida de Souza, e o oportunismo de Obina, que fez justiça ao melhor tempo verde.

* O Santos voltou mais ligado com Robson no lugar de Neymar, e com o avanço natural – como o recuo do mandante. Mas pouco criou até o gol do próprio Robson, aos 35, em belíssimo lance de Rpberto Brum. Quando o Palmeiras havia melhorado com a entrada do estreante meia-atacante Felipe.

* Empate justo porém ruim para ambos. Mas se fosse Luxemburgo o treinador verde, as vaias que não foram ouvidas seriam até agora repercutidas.

* Dois lances marcantes. Uma saída errada com os pés que P.Henrique quase fez um golaço; uma defesa monstruosa nuam virada de Robson, aos 36 do 2o. tempo.

AO VIVO – BRASIL 3 X 2 EUA

domingo, 28 de junho de 2009

APITA MARTIN HANSSON, sueco.

BRASIL – 4-2-3-1 – Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos; Gilberto Silva e Felipe Melo; Ramires, Kaká e Robinho; Luís Fabiano. TÉCNICO – DUNGA.

EUA – 4-4-2 – Howard-1; Spector-21, Demerit-15, Onyewu-5 e Bocanegra-3; Dempsey-8, Clark-13, Feilhaber-22 e Donovan-10; Davies-9 e Altidore-17. TÉCNICO – BOB BRADLEY.

COMEÇOU – 15h33. CHUTE INICIAL. BRASIL, NA PRORROGAÇÃO.

5min – Brasil começa em cima, usando o 4-2-3-1 solidificado com Ramires aberto à direita. Kaká se mexe bem buscando o espaço pela esquerda, com a companhia de A.Santos.

9min27s – GOOOOOOOL. 1 X 0 EUA. DEMPSEY. PÉ DIREITO. DENTRO DA ÁREA. CRUZAMENTO DIREITA DE SPECTOR. André Santos deixou cruzar às costa de Luisão, entre Lúcio, o winger norte-americano entrou em diagonal e bateu cruzado. O que que é isso, minha gente? PLACAR VIRTUAL – 1 X 0 EUA

12min – Robinho bateu, espalma Howard para escanteio. PLACAR VIRTUAL – 1 X 1.

13min – Depois do segundo escanteio, quase os EUA chegam lá… Vamos jogar bola, ooooo! PLACAR VIRTUAL – 2 X 1 EUA.

16min – Norte-americanos repetem a blitz inicial que deu jogo e deu gol contra a Espanha. Ótimo teste para o Brasil sair atrás do marcador. Que tenha um final feliz… Estaria pintando a Grécia-04 da Copa das Confederações?

18min – AMARELO. BOCANEGRA. Agarrou Kaká.

19min – A.Santos arrisca de longe, na zaga. Tá difícil entrar, é bom chutar de longe. Mas não tanto… Para piorar, tecnicamente, por ora, todo o time parece abaixo do usual. Um certo nervosismo também transparece. É cedo para tudo. Sobretudo para o desespero.

23min – Os wingers (meias abertos pelos lados) Dempsey e Donovan impedem bem a saída dos laterais brasileiros. Feilhaber (nascido no Rio, que entrou no lugar do suspenso Bradley, o filho do treinador) marca muito bem Kaká. Clarke também dá um pé legal atrás, por vezes um quinto zagueiro por dentro. EUA repetem estratégia e desempenho das semifinais.

24min – F.Melo manda a bota, Howard faz bela defesa. PLACAR VIRTUAL – 2 X 2.

24min – AMARELO. FELIPE MELO. Fala em Demetit.

25min – Maicon cruzou-chutou, Howard bem, bela letra de Kaká. PLACAR VIRTUAL – 3 X 2 BRASIL.

26min47s – GOOOOOOOL. 2 X 0 EUA. DONOVAN. CANHOTA. DENTRO DA ÁREA. Maicon tocou errado num escanteio, EUA fizeram o que o Brasil havia feito na primeira fase, no segundo contra os próprios norte-americanos. Então, Beasley perdeu a bola também na ponta direita que acabou no belo gol de Robinho. Agora, a mesma história. Lindo contragolpe, belo gol de Donovan. Xiiii. PLACAR VIRTUAL – 3 X 3.

32min – Ramires mal… Felipe Melo mallll… Kaká não está bem… Robinho mal… Luís Fabiano perdido no meio dos zagueiros… Laterais mal… XIIIIIIII…….

34min – André Santos sozinho e recua para grande defesa de Howard. Linda enfiada de Robinho. Depois, L/Fabiano cabeceia por cima… PLACAR VIRTUAL – 4 X 3 BRASIL.

35min – Que tal J.Baptista ou Elano no lugar de G.Silva no segundo tempo, recuando Ramires?

35min – AMARELO. ANDRÉ SANTOS. Falta em Altidore.

40min – Robinho arrisca de longe, boa Howard para escanteio.

45min – L.Fabiano chega atrasado no cruzamento de Maicon…

INTERVALO – Mais uma surpreendente e cirúrgica atuação norte-americana, uma decepcionante partida brasileira. Não faltou aviso na semifinal. Faltam muitas coisas do Brasil. Agora, 70% de chances de não termos nem prorrogação. Mas é Brasil. Dever respeitar.

RECOMEÇOU – 16H35.

39s – GOOOOOOOOL. 1 X 2 BRASIL. LUÍS FABIANO. CANHOTA. DENTRO DA ÁREA. PASSE DE MAICON. Belo lance pela direita entre Ramires e Maicon e uma senhora virada indefensável no canto baixo esquerdo do ótimo Howard. Golaço. Vai, Brasil!

6min – Eles não querem nem saber. Tomaram o gol e vieram para cima. O ótimo do belo gol é que a equipe brasileira ao menos parece readquirir a confiança e tentar um pouco mais os lances individuais.

12min – Lúcio de cabeça, espalma o goleiro, G.Silva isola, depois de escanteio da esquerda… Tá difícil… PLACAR VIRTUAL – 6 X 3 BRASIL.

14min – EU mudaria com Nilmar ou Pato no lugar de Robinho. Em breve, Júlio Baptista no de Gilberto Silva, recuando Ramires.

14min – Kaká cabeceia cruzamento de A.Santos e Howar defende. Dentro do gol? Parece que sim PLACAR VIRTUAL – 7 X 3 BRASIL. Aliás, não parece. FOI GOL. A BOLA ENTROU. Já há o que reclamar. Foi gol.

20min – Dempsey chuta e JC espalma.

20min – MUDA. ANDRÉ SANTOS sai, DANIEL ALVES; sai Ramires, entra ELANO. Não gostei.

24min – AMARELO. Lúcio.

25min – Howard sai bem e defende legal na chegada de L.Fabiano. PLACAR VIRTUAL – 8 X 4 BRASIL.

28min23s – GOOOOOOL. 2 X 2 BRASIL. LUÍS FABIANO. CABEÇA. CRUZAMENTO ESQUERDA KAKá. Robinho perdeu o gol e jogou no travessão. No rebote, na pequena área, L.Fabiano fez. Na raça. PLACAR VIRTUAL – 9 X 4 BRASIL.

31min – Merecido empate. Daniel Alves pela esquerda, Elano pela direita, ajudam o Brasil a crescer em campo. Impressionante o preparo físico norte-americano – como em qualquer esporte.

36min – Robinho, uma bomba, por cima.

38min – Luís Fabiano. Uhhh.

38min53s – GOOOOOOOOL. LÚCIO. 3 A 2. ESCANTEIEO PELA DIREITA. NO SEGUNDO PAU. ELANO (NOA ASSISTÊNCIA NO BRASIL DE DUNGA). Bela cabeçada. PLACAR VIRTUAL – 10 X 4 BRASIL.

42min – MUDA EUA: Casey x Clarke. Sai um volante, entra um atacante.

ACABOU – CAMPEÃO BRASIL. TRICAMPEÃO DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES O BRASIL. DE VIRADA. MUITO MAIS GOSTOSO. MUITO MAIS SOFRIDO NESSE FUTEBOL CADA VEZ MAIS MALUCO. AINDA SEMPRE BRASILEIRO. SEMPRE CAMPEÃO.

Goiás! Cruzeiro!

domingo, 28 de junho de 2009

BOTAFOGO 1 x 4 GOIÁS

* Letal no contragolpe, o Goiás teve quase 100% de aproveitamento nos lances e conseguiu uma vitória muito maior que a encomenda. Também pelo momento horrível do Fogão.

* Rafael Tolói. O moleque realmente promete. Bem atrás, e melhor à frente.

* O golaço de Victor Simões merecia melhor atuação dos companheiros. Mas quando a fase é ruim, a defesa fica ainda pior. Errando lances bisonhos.

* Batista ainda tentou algo além de suas capacidades e fez bons lances. Há como imaginar dias e jogos melhores no Engenhão.

* A direção do Botafogo tem trabalhado bem. E melhor ainda ao manter Ney Franco.

* Bela homenagem ao time e ao espírito de 1989. Que ilumine os próximos passos e dias botafoguenses.

* Lúcio Flávio (que está) e Zé Roberto (que pode vir) foram os mais cornetados no Engenhão. A história se repete como tragédia – ao menos por hora.

CRUZEIRO 1 x 0 AVAÍ

* Da série de pênaltis tolos do sábado, o do Ferdinando concorre no top-3. Empurrão despropositado em Dudu que eu no gol de Zé Carlos.

* Silas desde março de 2008 trabalha na Ressecada. O resultado se vê em campo. Equipe bem montada e competitiva.

* Bernardo já se sabe que vai dar jogador. Se ganhar mais corpo (altura) além do 1m65, do baixo de seus 17 anos, o meia-atacante Dudu é outro que promete demais na Toca da Raposa.

* Melhor que a vitória foi Adilson saber que pode puxar gente da base celeste. Também porque o treinador a acompanha de perto, caso raro no futebol do Brasil.

Barueri! Furacão! São Paulo

domingo, 28 de junho de 2009

BARUERI 4 X 2 ATLÉTICO MINEIRO

* Fernandinho. Anote a placa. O insinuante e incisivo homem pela esquerda (e mais Pedrão e Thiago Humberto) têm feito a diferença a favor da surpreendente equipe paulista. Mais uma bela vitória.

* Caiu o último invicto do BR-09. Com apenas oito rodadas. É o que será o campeonato até o fim. Um perde-ganha notável.

* Da série de pênaltis tolos, o do zagueiro Xandão é dos mais bobos. Ele começou a ajudar o Galo a reagir em Barueri com a infantil mão na bola.

* Discutível o pênalti a favor do Atlético, o segundo. Se ele marcou a falta, há como entender a que marcou sobre Werley, e deu no terceiro gol, e na expulsão do zagueiro atleticano. Mas eu não marcaria nenhuma das duas faltas. Nem expulsaria, claro, o zagueiro mineiro.

* Júnior, na lateral, não funciona como tem atuado pela meia. E o Galo perde ainda mais com Evandro, que não consegue mostrar em campo o que costuma fazer nos treinos.

* Aranha falhou no segundo gol do Barueri. Mais ou menos como o palmeirense Marcos no empate por 2 a 2 na Arena.

* Não merecem tantas críticas os atleticanos depois da primeira derrota. Nem achar que “a coisa voltou ao normal” na Cidade do Galo. É cedo para tudo.

* Celso Roth também não precisa achar que exista um “complô” para ajudar o Barueri como insinuou no vestiário. Justo o Barueri?

ATLÉTICO PARANAENSE 1 X 0 CORINTHIANS

* A primeira vitória do Furacão em casa teve um belo gol de Paulo Baier de falta, e não muito mais que isso contra os reservas corintianos.

* Ainda tem faltado muito ao Atlético. Mas os 4 pontos conquistados contra Corinthians e Palmeiras na Arena podem ser um início de recuperação. Não é time para sofrer tanto na rabeira da tabela.

* A molecada alvinegra mostrou qualidades além da evidente falta de entrosamento. Quando a fase é boa, dá tudo certo. Ou quase tudo isso.

SÃO PAULO 2 x 0 NÁUTICO

* Ricardo Gomes estreou vencendo como Muricy: Jean Rolt fez de cabeça em cruzamento de Hernanes; o capitão tricolor bateu a falta desviada que definiu o placar justo.

* Gilmar, do Náutico, continua mandando muito bem. Quase fez dos belíssimos gols que a trave tricolor salvou.

*Ricardo plantou o São Paulo no 4-1-3-2: Eduardo Costa próximo a Renato Silva e Jean Rolt, com Zé Luís e Júnior César como laterais (mas espetados à frente). Uma linha de três meias (Marlos, Hernanes e Richarlyson – bem em campo); Washington e Borges.

* Antes de tudo: Hernanes e Richarlyson atuaram como meias. No fim, o capitão ainda voltou para dar um pé a Eduardo Costa. Mas atuaram como meias. Mais ou menos como faziam com Muricy.

* A diferença básica foi a movimentação contra um Náutico que respeitou demais o São Paulo. Do meio para frente, todos buscaram o jogo, ofereceram soluções.

* Quando os atletas vão parar de cometer faltas desnecessárias que chamam os zagueiros rivais para dentro da área – sobretudo contra um time como o São Paulo? O primeiro gol nasceu assim.

Depois eu pitaco.

Wanderley Luxemburgo – 18/12/07 – 26/06/09

sábado, 27 de junho de 2009

Felipão, Luxemburgo e Brandão. O trio dos técnicos da história do Palmeiras.

O primeiro de passagem gloriosa saiu sempre querendo que voltasse(m). O último conseguiu a proeza de ser querido nos dois parques paulistanos. O do meio consegue ser discutido em ambos com a mesma paixão que desperta o futebol. Isso ninguém discute e nem “descorda” (ah se fosse o twitter do Joel Santana…).

Não interessa quanto recebe de salário um profissional. Só precisa saber quem paga, quem recebe, e o Leão (não o Emerson, claro, um dos tantos desafetos do ex-técnico do Palmeiras). Mas a famosa relação custo-benefício, essa, sim, pode ser colocada sobre a mesa do boteco. Para o que o Palmeiras paga, para o que a Traffic investe (e depois tira), Luxemburgo não era barato. Nunca foi. E, sim, vinha sendo caro. Apenas um título paulista era pouco – mas já era muito para o Palmeiras que não o conquistava desde 1996 (quando montado pelo próprio, com o dinheiro da parceira de então – a Parmalat).

Poderia ter sido um BR-08 se parte do elenco não tirasse o pé de campo – responsabilidade do treinador? Poderia ter sido um SP-09 não fossem o Santos e a Libertadores dificílima que o time foi conquistando com recuperações históricas e erros caseiros histéricos. Mas era um time “projetado” (palavra cara ao não menos Luxemburgo) para agora, para o segundo semestre. Com Keirrison… Agora, sem K9, sem Luxa. Certamente sem luxo do cinto mais apertado da Traffic.

Vender Keirrison para o Barcelona é excelente para a parceira e para o atacante, é ótimo para o clube espanhol, e péssimo para o Palmeiras. Perder o (ainda) melhor entre os técnicos brasileiros também não é bom. Mas o desgaste era gigantesco. Não apenas com a Mancha Alviverde. Outros alviverdes de oposição e de situação, de vuvuzellas a vovozinhas, de turmas do amendoim ao pistache, muitos e todos eles verdes já não queriam Luxemburgo por muitos motivos. Certos ou não. O desgaste era enorme, também pelo combo que vem com a marca Luxemburgo.

O time, é bom lembrar, ainda é quarto colocado. Ainda estaria na Libertadores-10. Ainda está entre os favoritos. Mas vivia uma roleta italiana de emoções. Difícil apostar nessa mesa de poker que vicia como o Palmeiras. Poderia subir. Poderia cair. Poderia ficar rigorosamente como está. Capaz de encantar e comover, capar de irritar e demover.

A Traffic já havia deixado claro que andava apenas aturando Luxemburgo – também porque não tinha mais onde espetá-lo, pelas amarras próprias do negócio com o clube. Só Belluzzo e Cipullo seguravam o treinador – “só” os que mandam no futebol do clube. Agora, até pelo modo como se posicionou, ficou difícil. Também porque mesmo os que defendiam o treinador estavam tentando blindá-lo (ou cercá-lo ou cerceá-lo) para que não mandasse mais do que poderia. Queriam cortar asinhas – ou mesmo custos, como todos os departamentos do clube.

Quando vem Luxemburgo e fica uma arara ao – oficialmente – não saber da negociação de Keirrison. E fica fera ao dizer pelos quatro cantos que, com ele, o atacante não joga mais. Ponto. Pronto! “Próximo!” gritam os que mandam no Palmeiras.

E, pelo clima, mandaram bem.

Como treinador, ele merecia mais tempo. Mas, pelo clima, pelo ambiente, com erros de todos os lados, ficou difícil. E poderia ficar insuportável.

PAUTA DO DIA – Internacional x Corinthians

sábado, 27 de junho de 2009

—–Mensagem original—–

De: Mauricio Oliveira

Enviada em: sexta-feira, 26 de junho de 2009 11:21

Para: Mauro Beting

Assunto: INTER X LDU

Mauro,

Preciso transportar a análise de Internacional x LDU Para a final da Copa do Brasil.

Proponho uma análise das finais com duas perguntas (o espaço para a resposta é a seu critério)

1) O que o Inter precisa corrigir ou tomar cuidado para a final contra o Corinthians?

2) Que falhas o Inter cometeu que pode ser explorado e decisivo para o Corinthians conquistar o tri da Copa do Brasil?

Abraços, Mauricio.

O PEDIDO DA CHEFIA É UMA ORDEM. VAMOS AO TEXTO.

A cada jogo e a cada minuto que passa fica mais difícil para o Internacional. Primeiro pela dureza regulamentar da tarefa. Segundo pela qualidade corintiana, uma equipe que parece ter atingido o equilíbrio que o próprio Inter tinha há um mês (ou se achava que teria no estadual…).

Tecnicamente, Felipe, Cristian, Elias, Chicão, Alessandro e Jorge Henrique vivem o auge de produção (para não falar das próprias carreiras). Ronaldo é um fenômeno, ainda mais Ronaldo em decisões.

A vantagem colorada é que joga em casa, onde a torcida faz melhor que o time até em péssimas exibições como a de quinta-feira contra a LDU. O colorado cantou além do jogo, e até depois da horrorosa exibição. Mas só isso não basta. É preciso readquirir o “olho do tigre”, clássico de “Rocky 2″. O Inter já não marca mais tão à frente, já não marca tantos gols, já não marca no meio, na defesa… Cria pouco. Arma pouco. Joga muito pouco.

Tite tateia e não acha o time. Parece perder o que tinha. Também pela série de contusões e desfalques. Nilmar e Kléber voltam da Seleção. Mas sem ritmo de jogo (estão no banco), sem ritmo de Inter. Como D’Alessandro retornou contra a LDU. Falta a “coordenação”, no titês. E, agora, há um outro jogo. Sem Magrão (que não vinha bem como tantos), o treinador optou por recuar Guiñazú para marcar ao lado de Sandro. Desfez o losango do 4-3-1-2 e optou pelo quadrado intermediário do 4-2-2-2, com dois volantes e dois meias. Pode dar liga. Mas precisa todo o time ligar na tomada. No caso, na retomada do desempenho.

O destemperado (em todas as acepções) jogo contra a LDU não fez o time recuperar o foco e o astral. Piorou. Cansou o time e o torcedor cansado de oscilação. A alternativa tática não funcionou com desempenho individual tão pífio. Em todos os aspectos foi um desastre. Mas o chip pode ser trocado para a Copa do Brasil. No caso, melhor é jogar fora e usar um novo.

Porque a zaga esteve muito mal. Danny Morais merece a titularidade. Deixa a zaga mais leve. Mas a preocupante fase de Bolívar é perigo. No contragolpe leve e insinuante paulista, ainda mais. O Timão sabe se fechar em seu 4-2-3-1 com engenho, e tem talento para atacar em velocidade. Na outra lateral, que precisa apoiar, não se sabe como voltará Kléber. No meio, só Deus sabe se D’Alessandro se recupera – tecnicamente – em tempo. E como irá ser o retorno da dupla Taison e Nilmar. O primeiro segue jogando e brigando. Mas as bolas que entravam estão passando longe. Isso quando o Inter finaliza, o que não aconteceu na Recopa.

Mudar tudo não é o caso para Tite. Até porque, por exemplo, mudar poderia significar Leandrão em campo – o que já não vai acontecer porque o centroavante está suspenso, felizmente. Mexer demais na estrutura e nos nomes pode desestabilizar um grupo abalado. Talvez seja o momento de fechar o vestiário (como a grande área) e apostar no grupo. Ao menos para readquirir a confiança perdida que, do jeito que está, fará a Copa do Brasil ser igualmente perdida.

Ainda há o Beira-Rio. É essa força e essa história que podem contar demais. Mas só contar com ela não funciona se o time não voltar a funcionar.

8 ou 80 – 17 a 23 de junho de 2001

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Toda terça-feira, o blag faz uma sessão de regressão. Volta oito anos aos meus textos publicados à época nos veículos onde trabalhava.

Em junho de 2001, escrevia uma coluna diária no “Agora São Paulo”, uma coluna semanal no portal PSN.com, canal a cabo onde também trabalhava como comentarista, além de também comentar futebol na Band.

Notas que contam um pouco da bola que rolava então, com palpites e pitacos de época. Com todos os erros e raros acertos deste que vos tecla.

Por que oito anos? No futebol, é o tempo exato entre duas Copas do Mundo. Tempo mais que suficiente para tentarmos entender onde erramos.

17 de junho de 2001

NOTA DO REDATOR-2009 – Prévia da finalíssima da Copa do Brasil, no Morumbi. No Olímpico, Grêmio 2 x 2 Corinthians

Um favorito, e um que não sabe disso

O Corinthians tem melhores jogadores. Um treinador mais experiente e obstinado pela remissão em campo dos pecados conhecidos (e supostos) fora dele. Vai ter quase todo um Morumbi jogando junto. Tem uma considerável vantagem regulamentar, ampliada pelos gols marcados no Olímpico como critério de desempate. Se não pode perder de jeito algum, o Corinthians é campeão se empatar sem gols, ou por apenas um gol. Até o 2 a 2 pode dar pé.

O Corinthians não tem Luizão, não vai ter André Luiz. Mas tem tido Gil no segundo tempo, vai ter que ter Marcos Senna todo o tempo. Tem na alma a tocante recuperação técnica, tática, física e mental no Paulistão-01. Tem o caneco na estante como prova. Tem a decisão de hoje como diploma de graduação.

Tem como rival um Grêmio que sabe que o dono da casa tem melhores e maiores condições de título. Mas é esse Grêmio, como quase todos os Grêmios, o que sabe de mais coisas. É daqueles poucos times que são campeões com pouco time. E essa equipe de Tite não é pouco time, não. Tite armou muito bem esse grupo de campeoníssimos como Zinho, Mauro Galvão e Danrlei, e de aspirantes como o ausente Eduardo Costa, o reaparecido Marcelinho Paraíba, e Tinga.

O Grêmio sabe das limitações, mas joga como se não as conhecesse. É quase sempre assim. Tem sido sempre assim com essa equipe de Tite. Parecia entregue em Porto Alegre, e achou um empate perdido. Um resultado que deixa o Grêmio vivo. Confiante. Respeitável e perigoso até depois do último minuto.

O Timão ainda é o favorito. Se, claro, souber das coisas que o Grêmio sabe. E não conta.

O Tricolor que calou o Morumbi e ganhou o tetra da Copa do Brasil

O Tricolor que calou o Morumbi e ganhou o tetra da Copa do Brasil

18 de junho de 2001

N.R.-2009 –O Grêmio foi brilhante no Morumbi e venceu por 3 a 1. Abriu o placar com Marinho. Depois deu um show sobre um Corinthians que não se achou e começou a se perder na madrugada, numa conturbada concentração

Azul é Marinho, campeão é Zinho

O Grêmio pode. Ele sabe. Parece que só os adversários do Sudeste não sabem que, quando o tricolor gaúcho chega, eles não podem cantar vitória e contar taças. O Grêmio é daqueles times que ganham mesmo quando tem menos time que o rival.

Tinha menos qualidades individuais, sim. Mas não tinha menos equipe. Muito pelo contrário. Não há time mais ajustado por estes campos. Joga certo para fazer o adversário atuar errado – e como errou o Corinthians em quase toda a decisão! Joga no erro para acertar o gol, como mais uma vez João Carlos deu para trás (e, desta vez, nenhum gol a 16 segundos salvou, nenhum Botafogo de Ribeirão Preto facilitou).

O Grêmio mina as forças do rival no campo dele. Rouba as bolas e a alma alheia na trincheira contrária. Mesmo sem grandes craques, mesmo sem um artilheiro de fato, o Grêmio está mais perto do gol por entender que não há campo do adversário, nem dele mesmo. Todo o gramado está à disposição de quem estiver mais disposto. E ninguém esteve mais disposto, e cada um no seu posto, que o Grêmio desse jovem craque chamado Tite. Comandante de velhinhos como vinho, como Galvão, como Zinho.

Como esse velho e novo Grêmio. Uma vez mais campeão. Uma vez mais contra tudo e contra todos. Deixando a pé o rival, com o torcedor indo a pé para onde for. Para mais uma Libertadores.

O Timão pode reclamar de um discutível pênalti de Roger em Gil. Pode lamentar a ausência de André. Só não pode reclamar da imensa superioridade gremista. Uma derrota de 3 a 1 foi pouco para quem faz pouco caso de um Grêmio campeão pela quarta vez.

Só não viu quem não quis o que o Tricolor vinha fazendo na Copa do Brasil fora de casa. Só não querem ver paulistas e cariocas. O Grêmio continua sendo “azarão”, mesmo tendo levado muito mais “sorte” desde 1981 contra “nós” – e “eles”. O Grêmio de Tite não deixa o adversário respirar. Transpira em todo lance. Marca os melhores do rival, e ainda marca os gols. Faz um, busca outro. Força o erro, não espera que ele caia do céu na grama.

O Grêmio não surpreendeu. Diferente, mesmo, ele foi no Olímpico, quando tomou um gol estranho de Marcelinho, e sofreu cinco minutos de blitz até o golaço de Muller. Estranho ele foi no jogo de ida. Na partida de volta ele foi igual ao que vinha sendo. De tão parecido, tão “previsível” que foi, o Grêmio foi mais igual que todos os times. Logo, diferente.

Ah! E para os chatões que têm aversão aos esquemas “europeus” – ou não querem mesmo é aprender: o Grêmio atua num 3-4-1-2, que pode variar para um 3-4-2-1, ou um mais ortodoxo 3-3-2-2. Um time que deu show com três zagueiros. Foi equilibrado – e ofensivo – com três atrás. Do jeito que dá para ser o Brasil de Felipão.