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Arquivo de maio de 2009

Inter 100%! Palmeiras e Barueri empatam

domingo, 31 de maio de 2009

INTERNACIONAL 2 X 1 AVAÍ – Desta vez, nem precisou de Taison. Bastaram dois titulares – Lauro e Kléber – para vencer um dos cinco até então invictos. 2 a 1 que deveria ser 2 a 0, não fosse o pênalti mal marcado a favor do time catarinense.

* Mas é dever dizer que, mais uma vez, um dos titulares fez a diferença. Que fase do Lauro!

* Tite disse em titês claro que o Inter já tem uma identidade clara e muito bem definida. O que garante 100% mesmo atuando três dos quatro jogos com reservas.

* Bacana a atitude de Tite de assumir que prejudicou Giuliano ao escalá-lo como meia-atacante em Goiás. Melhor manter a identidade da equipe com Talles Cunha, que entrou bem, com boa velocidade à frente, e um belo gol. E até perdeu um gol parecido com o de Taison, no Pacaembu.

* Maicon não deveria ser expulso. Emerson, também não.

* Andrezinho e Alecsandro seguem muito bem. Só não são titulares por excesso de contigente.

* No placar virtual, 6 x 4 Inter.

* BOTA-TEIMA – Nielsen Dias errou ao marcar pênalti sobre o atacante Lima. A “falta” foi fora da área. E não foi falta, no pênalti convertido pelo Avaí.

BARUERI 2 X 2 PALMEIRAS – Esqueça o primeiro tempo. Lembre-se do primeiro gol de Obina desde novembro, o belo gol de Keirrison, mais um gol estranho de Pedrão, outro gol de oportunismo do artilheiro, e do segundo tempo interessante de um jogo igual.

* Desta vez, Luxemburgo sacou um volante (Mozart, que iniciou o gol de Obina), recuou Cleiton Xavier, colocou Marquinhos na meia direita, e deixou o Palmeiras mais ofensivo até a falha de Marcos (com Marcão) que deu no gol de empate. Mas, como botou o time teoricamente mais à frente, não foi cornetado como havia sido na quinta-feira.

* O Barueri teve mais chances de gol (4 x 3) e alguns bons jogadores como Pedrão, Thiago Humberto e Fernandinho. Mas ainda falta mais rodagem na Série A.

* O 4-3-1-2 usado em Barueri é o esquema de cabeceira para Luxemburgo até o final do BR-09. Quando puder escalar Edmílson, ele voltará a variar o sistema de acordo com o rival.

* Com a chegada acertada do chileno Figueroa, ele vai usá-lo como lateral, assim como Armero. Dois serão os zagueiros (e eles ainda podem mudar, embora não haja grandes nomes dispoíveis. No meio, Edmílson e Pierre, Cleiton e Diego Souza. À frente, Willians e Keirrison.

* BOTA-TEIMA – Paulo César Oliveira não marcou pênalti de Pierre em Fernandinho, aos 17. O meia forçou pela esquerda, mas Pierre o obstruiu com o braço. Obstrução com contato físico é falta. Dentro da área, pênalti.

Santos 3 x 1 Corinthians

domingo, 31 de maio de 2009

*** escalado pela Rádio Bandeirantes e pelo LANCE!, escrevo do clássico paulista. A edição condensada deste texto estará na edição de segunda-feira do LANCE! ***

O mar está pra Ganso!

Paulo Henrique Ganso marcou dois, Madson fez de tudo e mais um gol, e, não fosse o goleiro Júlio César, os reservas do Corinthians poderiam ter sofrido mais que os 3 a 1 no clássico da Vila Belmiro

Antes do jogo, Mano Menezes disse que ficaria “surpreso” se o time reserva do Corinthians conseguisse vencer o Santos, na Vila Belmiro. Ao final do clássico, até que foi surpreendente a atuação paulistana, melhor que a encomenda. Mas não superior ao mandante. Depois dos 3 a 1, o santista Léo não quis nem saber: “Se viesse completo, o Corinthians perderia do mesmo jeito. Não é soberba; é acreditar num trabalho que é sério”. Pela boa atuação santista, o veterano lateral não deixa de ter muitas razões, além de ter muita emoção ao voltar o vencer o principal rival.

Era o melhor Santos disponível. Era o Corinthians possível para se poupar para a Libertadores. O Santos não estava nem aí com o rival, embora o começo tenha sido equilibrado. Souza tinha a companhia dos meias Lulinha, Boquita e Morais bem à frente, com a chegada do volante Jucilei. A marcação adiantada empacou o Santos no início. Mas bastou o primeiro dos 171 atropelamentos e ultrapassagens por Saci para Luizinho construir para Paulo Henrique o gol, aos 16.

Os três meias santistas começaram a fazer a diferença. Molina, Paulo Henrique e Madson não guardaram posição e também jogaram (e muito) à esquerda. Foi numa saída errada de Lulinha que se armou o lance do segundo gol de Ganso, aos 29.

No intervalo, Mano mandou bem ao apostar no estreante Marcinho aberto pela esquerda, com Boquita recuado para fazer as funções de Jucilei. O problema foi apostar tanto em Lulinha. O Timão diminuiu com Renato, em posição legal, aos 4. Morais, em lindo lance, quase empatou, aos 18. Mas, um minuto depois, Lulinha foi expulso com o rigor excessivo que faltou aos 10, quando Jean quase operou o joelho esquerdo de Madson.

Com um a mais, com o inspirado Madson aberto para cima de Saci, o Santos só não goleou porque Júlio César fez quato belas defesas. Só não poderia fazer nada aos 44, quando Madson ficou livre, com a condição dada pelo estreante (mais um) Bruno Bertucci.

Vitória que foi pequena para um Santos que jogou grande. Derrota que pode ser compensada pelo Corinthians se voltar a ser o que é contra o Vasco, pela Copa do Brasil.

São Paulo! Flamengo! Vitória! Náutico e Fluminense empatam

domingo, 31 de maio de 2009

Enquanto não escrevo, comente, cornete, detone as partidas deste domingo.

SÃO PAULO 3 X 0 CRUZEIRO – Possivelmente a melhor partida tricolor em 2009, e não necessariamente a pior atuação celeste na temporada. O que aumenta ainda mais o mérito paulista.

* Uma das melhores estreias recentes de um atleta são-paulino. Marlos organizou o ataque, caiu pelos dois lados, bateu com as duas, buscou o gol e, desde o primeiro lance, conseguiu ser diferente. É cedo para tanto elogio. E ainda mais cedo para jogar tão bem.

* O 3 a 0 doeu demais para o Cruzeiro. Serve como alerta para a decisão do dia 17. Mas não um desespero. O Cruzeiro criou e perdeu muitas chances.

* São Paulo soube administrar muito bem a bronca de Borges com Muricy. O atacante respondeu como deve. Na bola.

* Washington marcou seu centésimo gol em campeonatos nacionais num gol de raça e sorte, típico de centroavante, aos 12. No lance seguinte, Magrão mandou na trave. Era o Cruzeiro não se entregando.

* Golaço o segundo, aos 31. Falta bem cobrada por André Dias para Marlos, aberto pela direita, se livrar de Henrique, combinar com Zé Luis para este cruzar nos pés de Borges. Marlos armou pelos cantos e para cima dos rivais como não vinham fazendo Hernanes e Jorge Wágner – o que não impede Marlos de atuar com os dois.

* Tudo que fez Marlos, Ramires nem sombra imaginou, nem 10% jogou. Mas se faz o gol de letra que tentou, aos 36, em belo lance de Kléber, o lance seria outro.

* Kléber lutou e jogou. Mas fica difícil contra André Dias em grande fase, em Miranda de novo preciso, e Renato Silva eficiente e sério.

* Não vi – ainda – a posição de Dagoberto no momento do lançamento do terceiro gol tricolor.

* Leo Fortunato e Thiago Heleno não garantem o sono cruzeirense. Não por acaso Adilson quase sempre reforça o sistema defensivo. Sobretudo com a ausência de Leonardo Silva.

* Espetacular público no Morumbi. Que fez festa encomendada pela escolha da cidade de São Paulo como uma das sedes, ainda possivelmente com o estádio tricolor como seu palco. Mesmo espírito que deve ser repetido dia 17, na volta pela Libertadores

* Hernanes pode jogar onde atuou Eduardo Costa. Jorge Wagner pode voltar a fazer a de Júnior César. Mas já há como questionar a titularidade deles. Um chá de banco nem sempre tem contraindicações.

* Kléber apanhou mais que bateu. Mas ele mesmo disse que houve lealdade, apesar de um lance feio de André Dias e outro de Renato Silva. E outra braçada feia dele em Marlos.

* BOTA-TEIMA – No primeiro gol, Washington puxa a camisa de Henrique. Lance difícil para o árbitro Evandro Roman (PR) e para a assistente.

NÁUTICO 1 X 1 FLUMINENSE – O Timbu teve 5 chances de gol contra 3 do Tricolor. E tem um time interessante para seguir mantendo a surpreendente campanha no BR-09. O Flu mostrou fibra e esboços de um desempenho melhor.

* Tão linda quanto a camisa retrô com a faixa diagonal, a jogada do gol de Fred, aos 9. Belo passe de Diogo para o artilheiro voltar a dialogar com o gol.

* Veloz e incisivo o Náutico. Ainda melhor quando entra Anderson Lessa no final dos jogos.

* Três vezes salvou a meta o reserva tricolor Ricardo Berna. Bela partida.

* Eduardo e Anderson Lessa criticaram o gramado do próprio clube. Não é desrespeito algum ao Náutico. É exigir respeito à integridade do atleta e à qualidade da partida.

* BOTA-TEIMA – Melhor árbitro doSP-09. Wilson Seneme começou mal o BR-09. No 2o.tempo, não deu vantagem que ajudou o infrator. Marquinho partia livre em direção à meta de Eduardo quando o árbitro marcou a falta.

Aos 41, Gladstone divide com Alan e, com o pé direito, manda a bola para escanteio. Mas, a perna esquerda, na sequencia, acerta por trás Alan. Lance para simpósio. Num primeiro momento, jogada normal, para mim. Depois, pênalti.

Aos 47, na bobeada de Alan, Maicon puxou Anderson Lessa. Pênalti.

VITÓRIA 1 X 0 GRÊMIO – Golaço de Leandro Domingues no fim fez justiça ao time que mais buscou o gol. Foram 4 boas chances rubro-negras, e três tricolores.

* Victor garantiu o placar mais magro.

* Apodi só sabe jogar pelo Vitória?

* É realmente o caso de mudar o esquema tático gremista?

FLAMENGO 2 X 1 ATLÉTICO PARANAENSE – leia acima um post específico da partida

(MAIS PITACOS EM BREVE)

As 12 da Copa-14

domingo, 31 de maio de 2009

15h35 – Direto de Bahamas, Sepp Blatter abriu o jogo já bastante aberto por gente ótima da imprensa:

Por ordem alfabética,

Belo Horizonte – Não havia o que discutir, e ainda pode sediar até a partida inaugural. No mínimo, brigar por uma semifinal.

Brasília – A capital poderia ficar de fora? Não e sim. Bonn, na Copa-74, não foi sede do Mundial alemão.

Cuiabá – O Pantanal merecia uma sede. Não sei se é Cuiabá, não sei se seria Campo Grande. Só sei que torço pela que invistam em infra-estrututa o que gastaram na campanha.

Curitiba – Pela bola, pela cidade e pelo Estado, indiscutível.

Fortaleza – O Nordeste merece sempre muitas cidades.

Manaus – Estava uma bola e muitas amizades à frente de Belém, que também seria uma bela cidade para a Copa.

Natal – Belíssima cidade com um belo projeto privado.

Porto Alegre – Situação idêntica a de Belo Horizonte.

Recife – Uma das capitais futebolísticas, com o capitais necessários para uma Copa.

Rio de Janeiro – Capital futebolística do futebol pentacampeão mundial.

Salvador – Jamais poderia ficar de fora.

São Paulo – Merece fazer o jogo inaugural.

Como Florianópolis e Goiânia poderiam fazer parte desta festa.

Só não me pergunte no lugar de quem.

MENU DO DIA – Sedes da Copa, Skank, rodada de domingo do BR-09

domingo, 31 de maio de 2009

O maitre Mendes quer os palpites de domingo: quem vence no BR-09, quem vira sede da Copa-14

- Seu Mário Betti, bom lugar para os caras da Fifa decidirem quais vão ser as sedes da Copa: Bahamas! Já não basta o pessoal da F-1 em dia de GP, agora até os velhinhos da Fifa? Que assanhados…

- Mendes, Mendes… Bahamas o país, não a casa noturna paulistana famosa por sua generosidade… Que é isso, amigo? A turma da Fifa não é disso. Mas que vai ter muita gente achando que é, que foi e que vai ser sacanagem, não tenha dúvida. Doze sedes já é para fazer média e política. Pela CBF, seriam 64 sedes. Uma para cada jogo.

- Essa turma vai com muita sede ao bote, né seu Mário. É sede ao bote, né? Tanto faz… Quer capuccino com nutella?

- Não, não… Parece pergunta do Noir, Mendes? Eu sei que a Marílua Ruiz, amiga querida, vai postar aqui que eu tomo capuccino com nutella. Mas eu assumo minha condição. Não tomo não. Voltando a falar das sedes, realmente tem muita gente sedenta no Brasil. E não vou arriscar o que todos já arriscaram em relação às cidades escolhidas. Mas se não der Florianópolis, como não deve dar, é um absurdo. A única que tem um projeto para a iniciativa privada pagar as contas será privada da Copa… Coisa de almas privadas.

- É o que você disse outro dia, né? A Copa-14 vai ser uma festa para muitos e uma farra para poucos, né?

- Vai, Mendes. Vai sim…

- Vamos lá, então, para eu fazer o bolão, seu Mário: Náutico x Fluminense?

- Sem convicção em nenhum jogo, fico com o Timbu. 1 a 0. E, se sou o presidente do Flu, mantenho o Parreira. E se fosse alguma coisa na direção tricolor, demitiria o presidente.

- Santos contra os reservas do Corinthians é o jogo que você vai comentar na Bandeirantes e escrever pro LANCE!… Você já disse que é o Santos… São Paulo x Cruzeiro você também apostou empate.

- Vitória perde para o Grêmio. Aquele jogo tão caro para o tricolor no ano passado pode ser resgatado no Barradão. 2 x 1 pro Grêmio. Eu acho… a única certeza que tenho é que a minha margem de erro é de 97%.

- O Flamengo eu acho que vence o Furacão. Mesmo Vasco, eu acho que dá Flamengo.

- Também, Mendes. O Atlético não vem bem, e o Flamengo começa a crescer ofensivamente. Eu acho… Como tenho certeza que o Inter ganha suado e acaba com a invencibilidade do Avaí. Acho…

- Soube que você vai lançar mais uma vez o seu novo livro lá em Piracicaba, no restaurante Tre?

- Isso. No dia 13, a partir das 12 horas, num restaurante novo de Piracicaba. Estão todos convidados. Depois passo o endereço certinho. E o Palmeiras, hoje, ganha apertado do Barueri por 2 x 1.

- É… Só se for lá. Porque soube que o senhor foi lá na Academia do Palmeiras jogar uma partida contra o time do Skank e levou uns perus…

- Sim. Foi uma honra levar uns gols do Samuel Rosa e da turma do Skank, dos amigos Japinha do CPM 22 e do grande parceiro André Bicudo – esse, porém, não consegue fazer gol em min. Mas, de fato, só tomei três. Os outros goleiros levaram mais. E perdemos por 10 x 3! Além de excelentes músicos, os caras do Skank jogam muito e são gente finíssima.

- Que beleza, seu Mário! Não cata nada e ainda culpa os outros. Que espírito de equipe!

- É só pra você ver que jornalista é que nem jogador. Tudo igual, Só o salário é diferente. Eu acho…

- Pô, seu Mário. Você só acha e parece perdido?

- Como bom jornalista, quem se acha se perde, Mendes…

POST DE LUZ – Atlético-MG 0 X 0 Santo André; Botafogo 2 x 2 Sport; Coritiba 1 x 3 Goiás

domingo, 31 de maio de 2009

Comente. Cornete antes do blogueiro.

ATLÉTICO-MG 0 X 0 SANTO ANDRÉ – Galo decepciona e Ramalhão arranca belo empate em Minas.

BOTAFOGO 2 X 2 SPORT – Nem Lúcio Flávio bota o time em forma contra Leão sem treinador.

* Mas vá perder gols lá no Engenhão. Talvez a equipe que tenha mais criado chances nas rodada. Foram 11 x 3.

* BOTA-TEIMA – Aos 36, bola na mão dentro da área rubro-negra. Nada. Segue o jogo.

CORITIBA 1 X 3 GOIÁS – Sinal amarelo no Couto Pereira com a derrota para Goiás que volta a fazer três.

MENU DO DIA – Atlético-MG, Cruzeiro, São Paulo, Santo André, Botafogo, Sport, Santos, Corinthians, Coritiba, Goiás

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Idiamin, o atleticano, celebra no boteco do Mendes o novo reforço do Galo

- Mário Betti, meu amigo, agora temos um goleiro. Não é um Joào Leite, não é um Mazurkiewicz, não é um Kafunga. Mas, pelo menos, é um goleiro.

- Idiamin, o Juninho, de fato, é um bom reserva. Mas não é melhor que o Aranha, que demorou a explodir na carreira. Mas há um ano e meio joga bem. E chega num momento bom do Galo. Para mim, favorito contra o Santo André. Time que merece respeito, e é perigoso fora de casa. Mas não a ponto de atrapalhar o bom momento atleticano. Jogo para 1 a 0.

- Mário, o melhor é que não só chegou o Aranha. Saiu o Lopes. O cara não é ruim. Mas por ser quase-bom, ele virou uma porcaria, no bom sentido, né?

- Claro… No sentido bíblico… Baita desperdício o Lopes. Uma pena. Ele foi o Lenílson de 2009.

- O Mendes, por favor, traz aquela coxinha da hora. Mas desta hora, viu? A última que você me trouxe tinha sido feito no dia em que o outro time lá da minha terra venceu um jogo fora de casa pelo Brasileirão. Seu Mário, como é que pode vocês encherem a bola deles e os caras não conseguem ganhar desde setembro fora de casa? Aliás, não só ganhar. São seis derrotas seguidas como vistante. Que seleção é essa? Que timaço é esse?

- Idiamin, pro elenco do Cruzeiro, de fato é pouco. Mas há como entender. E há como se recuperar em breve. Só não sei, claro, se será contra o São Paulo. O Tricolor precisa de um resultado legal em casa. Sobretudo contra o rival de Libertadores. Meu palpite é para empate.

- Vai ser um jogo de marcação, muito pegado, seu Mário. Não vai ter show. Então, pelo que disse lá em Santos, o presidente do Corinthians não irá precisar levar os filhos para o Morumbi… Eles disse que só irá lá no estádio do Tricolor em shows musicais. E pedindo ingressos pro pessoal do São Paulo. Esses cartolas… Os caras falam um monte um pro outro e depois dão pra trás…

- Idiamin, qual a novidade? Os estádios cada vez mais são para quem pode pagar mais. Nada contra ganhar dinheiro com bilheterias mais ricas. Desde que os que não têm tanto dinheiro tenham direito a um espaço decente, com tratamento decente. Os estádios estão mudando. Muitos, para melhor. Não necessariamente o torcedor que o visita segue o nível.

- É o que a torcida do Corinthians gritou para o presidente deles: “Andrés, Timão não é burguês!”. Essa foi ótima. Das melhores rimas já feitas em estádio.

- De fato, Idiamin, seu conterrâneo Drummond, que proseou e poetou bem demais sobre futebol, ficaria com os poucos cabelos em pé ao ouvir tantas rimas “ricas” nas arquibancadas…

- Mário Betti, como você disse, arquibancada não é para coisas ricas. É para o povão. Mas, vamos lá, me deixe mais rico: palpite outros jogos da rodada:

- Idiamin, no máximo, eu pago o café. Porque com meus palpites, continuaremos do mesmo jeito… Vamos lá, sem falar de todos: falando do Corinthians, com os reservas, na Vila, contra o Santos sedento, e o mais completo possível, dá Peixe. Tipo 2 x 1. No Couto Pereira, o Coritiba dividido com a Copa do Brasil, empata por 2 x 2 com o Goiás.

- O Coxa não pode só pensar na Copa do Brasil se não leva fumo no Brasileirão. Olha só o Sport… De tanto só pensar num torneio, caiu fora da Libertadores, e agora perdeu o Nelsinho, o Paulo Baier. Que coisa!

- Ótima chance para o Botafogo se recuperar na tabela. Muito estranha a saída do Nelsinho. Mais uma, aliás. Como também costumam ser pouco normais as do Paulo Baier. Os dois farão falta nesse momento conturbado do Sport. Mas não acredito em queda acentuada de produção do time, não. Tem tudo para sair dessa. É só apagar o incêndio antes.

- O Mário Betti, você que é da imprensa, não sabe mais coisa dessa história do Nelsinho e do Paulo Baier?

- “Ouvir”, ouvi muito. Ler, também. Mas não gosto de fofoca, mesmo sendo jornalista. Tem um monte de versões. Possivelmente, um monte de razöes, não apenas uma. Algumas verossímeis, outras não. Mas até as que parecem improváveis podem ser as reais. Em todo caso, prefiro ficar com as palavras oficiais, nem sempre as mais reais. Apenas por questão de respeito. Até porque, Idiamin, a imprensa não sabe nem 10% do que se passa num clube de futebol.

- Seu Mário, a imprensa não sabe nem 5% do que se passa na própria empresa dela… E fica metendo o bedelho e se fazendo de pentelho na casa dos outros.

- Estamos de acordo, Idiamin. Deixa eu ir. E te espero na festa do Simoninha, na terça, em São Paulo. Vou ser DJ de MPB! Agora, eu até pagaria a sua conta, mas o meu cartão de débito não tá passando. O Mendes disse que a maquininha está rejeitando…

- É, seu Mário… Agora eu tenhio certeza que jornalista não sabe nem 1% do que se passa na própria conta bancária…

DJ Mauro Cabeleira rides again na festa de Simoninha e Jair Oliveira

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Espero os amigos. Farei um setlist de 40 minutos. Paulo Bonfá também.

WILSON SIMONINHA E JAIR OLIVEIRA RECEBEM PAULO BONFÁ E MAURO BETING NA FESTA O BLOCO NO STUDIO SP

Projeto quinzenal tem residência do DJ e pesquisador de música brasileira Tutu Moraes,
DJs convidados e intervenções ao vivo de cantores e instrumentistas

A dupla de anfitriões formada por Jair Oliveira e Wilson Simoninha recebe dois DJs convidados do universo dos esportes na quinta edição da festa quinzenal O Bloco, realizada sempre às terças-feiras no Studio SP. A noite do dia 02 de junho conta com as discotecagens de Simoninha e Jair e dos DJs convidados Paulo Bonfá e Mauro Beting , além de intervenções ao vivo de outros artistas. A residência é do DJ e pesquisador de música brasileira Tutu Moraes, o preferido do público admirador do estilo nacional.



O Bloco é uma celebração da boa música brasileira que surge no coração da Augusta, no epicentro da boemia paulistana. Uma festa que pretende reunir a alegria e a informalidade dos tradicionais blocos de carnaval com o espírito cosmopolita da noite de São Paulo em torno da música brasileira. No melhor estilo Girl Talk, DJ sensação de Nova Iorque, o público não se limita à pista de dança e pode usar o palco para dançar. Os melhores DJs de música brasileira, músicos consagrados e convidados especiais comandam o som em todas as edições da festa.

O BLOCO NO STUDIO SP
DIA 02 DE JUNHO (TERÇA-FEIRA), ÀS 23H
DJS CONVIDADOS PAULO BONFA’ E MAURO BETING
ANFITRIÕES JAIR OLIVEIRA E WILSON SIMONINHA
DJ RESIDENTE TUTU MORAES
R$ 25 e R$ 15 (com nome na lista obloco.sp@gmail.com ),
STUDIO SP
Rua Augusta, 591 – Centro
Tel.: 11 3129 7040
Estacionamentos conveniados R$ 15
www.projetoobloco.com.br
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HISTÓRIA EM JOGO – HOLANDA 2 X 0 ALEMANHA ORIENTAL – COPA-74

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A Alemanha Oriental também era caloura em Copas do Mundo – como os notáveis holandeses de 1974. Debutava justamente na vizinha (irmã) Alemanha Ocidental. Mas sem complexos: na fase inicial, uma bela vitória por 1 a 0 no clássico alemão a classificou em primeiro lugar – justo no grupo da sensação laranja.

Teriam os alemães anfitriões tirado o time de campo só para não enfrentar no quadrangular semifinal o poderio holandês? Ou foi mesmo uma bela vitória da DDR?

O fato é que, agora, a Alemanha Oriental não tinha mais o que fazer. No primeiro jogo, perdeu para o Brasil, num jogo equilibrado, definido por um gol de genialidade e treino de Rivellino e Jairzinho.

Na segunda partida, a Alemanha Oriental entrou para perder de pouco. A Holanda, para ganhar de pouco, e garantir a vantagem de atuar pelo empate no jogo decisivo contra o Brasil.

Resultado final: todos satisfeitos, menos os amantes da Laranja Mecânica. Num jogo chato e pragmático – porém compreensível – , os holandeses fizeram dois gols e criaram apenas quatro chances. Pouparam-se. Para alegria deles, dos orientais, e para tristeza da bola que não viu a alegria laranja em campo.

No blag, na sessão HISTÓRIA EM JOGO, vamos contar o que vi então, e o que estou revendo agora, com a inestimável ajuda de Gustavo Roman (www.futebolpitacos.blogspot.com), que disponibilizou as imagens, e de André Rocha (http://blogs.abril.com.br/futebolearte), que inspirou a série.

PARA VER OS GOLS – http://www.youtube.com/watch?v=H16ofliLHF8

PARA VER MELHORES MOMENTOS EM HOLANDÊS – http://www.youtube.com/watch?v=kd8zi-DZSnQ&feature=related

OUTROS JOGOS: Clique ao lado em “HISTÓRIA EM JOGO”

JOGO DE PALAVRAS -

Fala, Johan Cruyff – “Tenho de ser sincero. Jogamos muito mal. Nossos rivais amontoaram oito jogadores no campo deles e não nos deixaram jogar. Nem eles quiseram nos atacar. Eles formaram na entrada da área uma teia de aranha, uma malha espessa, um fluido viscoso… A crítica nos foi generosa, exaltando a perfeição de nossa engrenagem, a força de nossa técnica. Mas não foi nada disso. Jogamos mal. E os alemães também não quiseram jogar. Foi uma partida feia.

Fala, Georg Buschner, treinador alemão-oriental – “Não podemos jogar de igual com os holandeses. Só podemos aprender com eles. Não há outra saída para nós além de testar um esquema ultradefensivo. É nossa única chance na partida: não dar espaço, não permitir que eles se movimentem. Com a posse de bola, então, devemos jogar muito para superá-los”.

LOCAL: Parkstadion, em Gelsenkirchen, Alemanha. 30 de junho de 1974. 16h locais. 67.148 pagantes.

PLACAR VIRTUAL 1o. TEMPO – HOLANDA 2 x 0 ALEMANHA ORIENTAL

PLACAR VIRTUAL 2o. TEMPO – HOLANDA 2 x 0 ALEMANHA ORIENTAL

PLACAR VIRTUAL FINAL – HOLANDA 4 x 0 ALEMANHA ORIENTAL

HOLANDA – 4-3-3 – Jongbloed (8); Suurbier (20), Haan (2), Rijsbergen (17) e Krol (12); Jansen (6), Neeskens (13) e Van Hanegem (3); Rep (16), Cruyff (14) e Rensenbrink (15). TÉCNICO – Rinus Michels.

ALEMANHA ORIENTAL - 4-3-3 – Croy (1, 31 anos, Sachsensiring Zwickau); Kische (18, 22 anos, Hansa Rostock), Schnuphase (6, 30 anos, Rot-Weiss Erfurt), Bransch (3, 29 anos, Carl Zeiss Jena) e Kurbjuweit (2, 23 anos, Carl Zeiss Jena); Weise (4, 22 anos, Carl Zeiss Jena), Pommerenke (7, 21 anos, Magdeburg) e Lauck (13, 27 anos, Dynamo Berlim)[Kreische, 10, 26 anos, Dynamo Dresden]; Löwe (8, 31 anos, Lokomotiv Leipzig) [Ducke, 9, 31 anos, Carl Zeiss Jena], Sparwasser (14, 26 anos, Magdeburg) e Hoffmann (20, 22 anos, Magdeburg). TÉCNICO – GEORG BUSCHNER

COMEÇOU – Holanda ataca à esquerda, de camisa laranja de manga curta, calções branco, meias laranjas. Gramado pesado pela chuva de todo o dia.

1min – Laranja mecânica um pouco mais atrás que o usual no gramado escorregadio de Gelsenrkirchen. Suurbier segue o atacante Hoffmann (camisa 20). Krol acompanha o camisa 8 Löwe. Rijsbergen cola no ótimo goleador Sparwasser (14, como Cruyff).

2min – Cruyff deixa a bola molhada escapar sob os pés e ela se perde pela lateral. CRIIIIIIIISE!!!!!

Cruyff sente o campo pesado

Cruyff sente o campo pesado

3min – O lateral-esquerdo Kurjuweit pega por trás Cruyff, lá na ponta direita. Falta para cartão.

* Por que toda a Holanda usa camisa, calção e meias com três listas, e o camisa 14 só tem duas? Porque Johan Cruyff é atleta Puma; a seleção holandesa, equipe da Adidas. O 14 mandava tanto que tinha um fornecedor de uniforme exclusivo. Um dos motivos que, quatro anos mais tarde, o tirariam da Copa-78.

A fera era Puma; a Laranja, Adidas

A fera era Puma; a Laranja, Adidas

7min – Iria escrever que o volante Jansen estava mais uma vez bem aberto pela direita, dando apoio ao ponta Rep. Quando Jansen apareceu como lateral pela esquerda, articulando o lance com o lateral-esquerdo Krol, que cortava em diagonal como se fosse o meia-direita (!?). Como descrever um time como esse? Como marcá-lo? Que preparo físico desses laranjas que não parecem jamais ficar no bagaço!

8min – GOOOOOOL. 1 X 0 HOLANDA. NEESKENS. PÉ DIREITO. DENTRO DA ÁREA. Escanteio armado em belo lançamento de trivela de Jansen para Suurbier. Na cobrança, da direita, deram mole para Rensenbrink, que cabeceou livre. Em cima da linha, Pommerenke salvou. Mas, no bate-rebate, da virada de canhota de Rensenbrink, a Holanda deu sorte, e a bola sobrou para o belo voleio de Neeskens. Desta vez, a Holanda nem precisou forçar muito para abrir rapidamente o placar.

10min – Por quase um minuto, a Holanda troca bola entre os dois zagueiros e os dois laterais. Sem pressa, descansando, e cansando o rival, a Laranja Mecânica faz o que quer. Até Cruyff cumprir o ritual e vir até a zaga para tentar coordenar o jogo e pensar a partida. Ele jamais se escondia. Até exagerava na vontade de jogar.

Cruyff era o centroavante que começava o jogo holandês

Cruyff era o centroavante que começava o jogo holandês

11min – Van Hanegem bate cruzado para fora, depois de belo lance de Krol pela ponta esquerda. Ninguém parece marcar a Holanda, e só a Holanda marca. Superioridade tática e sobretudo física sobre os rivais.

14min – Parece que os alemães orientais não viram a Holanda jogar. Lentos, tentam inverter uma bola da esquerda para a direita, como que chamando o arrastão e a linha de impedimento laranja.

20min – Holanda fez o dela e fica mais atrás, com menos imposição física, sabendo o que é preciso fazer para ganhar dos alemães e jogar pelo empate contra o Brasil.

23min – Jansen dá na maldade em Pommerenke, em bola morta. Eles também sabem bater. Chuva dá uma apertada.

26min – Além de jogar com menor intensidade, tecnicamente a Holanda erra mais passes e dribles. Jogo chocho e, por vezes, até muito duro.

* Guarda-chuvas abertos em Gelsenkirchen. Ótimos tempos em que dias de tempo ruim poderiam ser cobertos por guarda-chuvas, que não eram as armas de hoje.

Guarda-chuva ainda existia em estádio

Guarda-chuva ainda existia em estádio

32min – Festival de entradas feias, passes errados e lançamentos bisonhos. Era tudo lindo no futebol de antigamente?

34min – Zzzzzzz.

35min – Aleluia! Um tiro que passa perto de Croy. Lance bem holandês: Cruyff bateu o lateral para o zagueiro Haan finalizar como se fosse um meia esquerda!?!

36min – Rensenbrink quase amplia, de cabeça, em lance de escanteio, bem defendido por Croy. Apenas a segunda chance de gol holandesa. Ainda é muito pouco.

37min – Lateral que Jansen bate pela esquerda. Só neste jogo chocho, o carrossel holandês já teve pelo menos cinco jogadores executando arremessos laterais pela esquerda. Até nisso eles rodam!

41min – A Alemanha até melhorava no jogo e tentava sair pelo lado esquerdo da defesa, contra a Holanda que só deixara Cruyff no campo de ataque… Em menos de dois segundos, 9 (!?) holandeses deram o arrastão abaixo, num espaço de campo inferior a dez metros.

Nove holandeses em dez metros de campo

Nove holandeses em dez metros de campo

INTERVALO – A Holanda fez um gol e esperou. A Alemanha Oriental não foi e o jogo foi um pé.

RECOMEÇOU – Vamos jogar bola, ô-ô-ô!

5min – Jongbloed divide com Hoffmann. Não precisava ter saído tanto da meta. Mesmo sendo quase um líbero, ele exagerava nas saídas de meta. Uma das questões sem resposta de Michels.

8min – Quarta vez na partida que Jongbloed é obrigado a dividir a bola longe da meta. A Holanda piora, mas a Alemanha não melhora.

9min – MUDA ALEMANHA ORIENTAL: Entra DUCKE (9), SAI LÖWE (8). Agora vai!!!

10min – Rep manda a bola na rede lateral esquerda do bom goleiro Croy. Lindo contragolpe armado por Cruyff, que trabalhou com Jansen quase como meia-atacante (invertendo o posicionamento com Neeskens).

11min – Hoffmann troca de lado e joga mais aberto pela direita. Como a marcação defensiva é individual, Suurbier o segue, agora, como se fosse um lateral-esquerdo. É o mandamento tático de Michels, extremamente discutível: marcação individual na turma de frente do rival. Nem sempre efetiva. Porém, a Holanda, em toda a Copa, só havia sofrido um gol até o quinto jogo. E gol contra… Desse modo, Krol trabalha como uma espécie de zagueiro pela esquerda, com Haan sobrando à direita, Jansen pegando mais como lateral pela direita, Rijsbergen como o volante-central, e Neeskens começando o jogo pela meia direita.

14min – GOOOOOOL. 2 X 0 HOLANDA. RENSENBRINK. Canhota. Krol escorregou ao lançar a bola da lateral esquerda para a entrada em diagonal de Neeskens. Ele se livrou rápido do marcador, pegou uma zaga que saía, deixou a bola na ponta esquerda para Cruyff, que só rolou para a chegada do ponta-esquerda, como se fosse o centroavante. Belo gol. Agora, os holandeses podem tirar ainda mais o pé do acelerador e das divididas. Ótimo para eles, ruim para o espetáculo.

18min – Fora uma ou outra variação de ritmo de Cruyff, coisa de craque, o jogo estagnou. Também porque a Holanda sabia trocar a bola como poucas.

19min – MEXE A ALEMANHA ORIENTAL: ENTRA KREISCHE (10), SAI LAUCK (13).

26min – Sossegada no placar e no campo, a Holanda espera no próprio campo uma Alemanha que não vem. E não vai a lugar algum.

28min – A Holanda corretamente não força o ritmo no gramado pesado. Mas, se precisasse, estaria ligada em 220. Rensenbrink retoma bola na lateral esquerda e parte rumo ao ataque. Fisicamente, era uma geração privilegiada.

Jongbloed precisa sair lá na lateral esquerda. Por vezes o goleiro exagerava nas saídas. Demérito dele e de uma linha de zaga bastante alta. Um goleiro como Van der Sar não teria saído de qualquer jeito, e ainda com gente na cobertura. O lance deu em nada.

Jongbloed era o ponto mais frágil da Máquina holandesa

Jongbloed era o ponto mais frágil da Máquina holandesa

31min – Cruyff recebe de Haan e inicia o jogo, como se fosse volante. Ele era o “centroavante”. Na prática, era ponta, era meia, era volante. Foi tudo. O melhor peladeiro que vi. Assim como Beckenbauer aperfeiçoou o líbero defensivo, há como dizer que Cruyff criou o líbero criativo. A função de “Cruyff”. Que só Cruyff jogou e brilhou, diga-se.

38min – Depois de uma cobrança de falta alemã, mais um arrastão impressionante.

38 minutos! Que pique é esse para marcar assim?!

38 minutos! Que pique é esse para marcar assim?!

39min – Horrorosa falta por trás, com uma tesoura, de Rep sobre Kurbjuweit. Nada faz o árbitro, nada rola no gramado o alemão, nada. Hoje, lance para passar no STJD e no programa do Ratinho.

41min – Linda troca de bola até Neeskens chegar ao fundo e a zaga rebater. Uma aula de como fazer o tempo passar. Com inteligência, categoria e mesmo beleza.

42min – Van Hanegen, de falta, bate à esquerda de Croy.

ACABOU – Nenhuma chance de gol alemã, apenas quatro holandesas. O mais chato jogo laranja na Copa-74.

PRONÚNCIAS HOLANDESAS:

Jongbloed IÓNGBLUD

Suurbier SÍ-IRBIÊR

Rijsbergen RRAIJISBÉR-REN

Haan RRÁN

Krol Q-RÓL

Jansen IÁNSSEN

Neeskens NÊXKENX

Van Hanegen VAN RRÁNE-RAM

Rep H-RÉP

Cruyff KRÁIF

Rensenbrink RRÊNSENBRINQ

NOTAS:

HOLANDA –

Jongbloed – 7 – A bola não chegou com perigo. Mas ele teve de sair mais vezes que o usual com os pés, fora da área.

Suurbier – 7 – Marcou bem, foi acompanhar Hoffmann até na lateral esquerda. Mas não apoiou tanto. Como toda a Holanda, resguardou-se.

Haan – 7 – Nem o usual abafa e arrastão precisou fazer. Partida taticamente tranqüila. Outro que ajudou Jongbloed a pouco trabalhar.

Rijsbergen – 7 – Marcou individualmente o perigoso Sparwasser com categoria. Quando preciso, iniciou o jogo.

Krol – 7 – Como todo o time, mais discreto no apoio. Teve ainda menos problemas na marcação, pelo recuo do homem que precisava seguir.

Jansen – 6 – Mais uma vez alternou entre a cabeça da área e a saída como meia pela direita. Fez o básico. Deu para o gasto.

Neeskens – 8 – Foi centroavante. Foi meia. Foi volante. Foi quase sempre tudo. Mas foi menos que nos outros jogos. Não precisou.

Van Hanegem – 6 – Alguns belos lançamentos. Mas sem precisar jogar e pensar e passar tanto, ficou na dele.

Rep – 7 – Perigoso por dentro, pelos dois lados, e à frente. Ainda ajudou atrás.

Cruyff – 8 – O de sempre. Um craque técnico e tático, e impressionante fisicamente, sobretudo para um fumante inveterado. Poupou-se em quase todos os 90 minutos.

Rensenbrink – 8 – Melhora a cada jogo. Também no aspecto tático. Entra bem em diagonal e compõe melhor a marcação pelo lado esquerdo.

Rinus Michels – 8 – Pelo que vinha fazendo a Laranja Mecânica, o jogo foi um bagaço. Mas, estrategicamente, a atitude da equipe foi irretocável.

ALEMANHA ORIENTAL

[1] Juergen CROY – 7 – Bom goleiro, nada pôde fazer nos gols. E, a rigor, pouco preciso fazer nos demais lances.

[18] Gerd KISCHE – 4 – Rensenbrink deitou e rolou. Ao menos não apelou.

[6] Ruediger SCHNUPHASE – 5 – Cruyff apareceu pouco, mas Neeskens apavorou. Como todo o time oriental, até que se salvou de algo que poderia ter sido pior.

[3] Bernd BRANSCH – 5 – Problemas para conter as incursões em diagonal de Rep.

[2] Lothar KURBJUWEIT – 5 – Sofreu com Rep. Bom na marcação, restrito taticamente no apoio.

[4] Konrad WEISE – 5 – Jovem de potencial, tentou organizar o sistema defensivo. Não conseguiu.

[7] Juergen POMMERENKE – 6 – Apenas 21 anos, mas maturidade de veterano. Dos poucos que se salvaram e quiseram jogo.

[13] Reinhard LAUCK (-64′) – 4 – Demorou para entrar no jogo e ainda mais para sair dele. Assistiu ao passeio de Jansen e Neeskes pelo setor dele, mais à esquerda do meio-campo.

{[10] Hans-Juergen KREISCHE (+64′) – 5- O jogo já estava decidido. Nada pôde fazer. Nem pareceu apto para tanto}

[8] Wolfram LOEWE (-54′) – 5 – Entrou para conter Krol por dentro e ainda fazer uma linha de quatro no meio-campo. Nem uma coisa, nem outra.

{[9] Peter DUCKE (+54′) – 5 – Correu. Só}

[14] Juergen SPARWASSER – 5- Fez história ao marcar o gol da vitória sobre a Alemanha Ocidental, na primeira fase. Neste jogo, nem história conseguiu fazer no comando de ataque.

[20] Martin HOFFMANN – 6 – Apenas 20 anos, enorme e inteligente movimentação por todo o ataque, atrapalhou um pouco Suurbier.

TÉCNICO – GEORG BUSCHNER – 5 – Fez o que poderia. Administrou a derrota.

ÁRBITRO – Ruedi Scheurer (Suíça) – Jogo tranquilo, apesar do gramado pesado. Nota 7.

Palmeiras 1 x 1 Nacional Uruguai

sexta-feira, 29 de maio de 2009

* O Palmeiras teve surtos de bom futebol, e momentos de irritar santos como Marcos. Saiu com empate mais que decepcionante. Mas reversível pelo que a equipe tem feito na Libertadores-09.

* Luxemburgo deveria ter começado com um time mais ofensivo com Cleiton Xavier no meio e mais um atacante ao lado de Keirrison. Poderia ter apostado desde o início com Marquinhos na ala direita. Deveria ter apostado em Obina mais à frente no jogo, não tão cedo. Deveria sacar Keirrison, mas provavelmente seria melhor com Ortigoza segurando o rival atrás, e não mais um volante – sobretudo Jumar, aos 29 do 2o.tempo.

* Tudo isso é discutível. O Nacional fez um gol de canela. Indiscutível é que um treinador tão capacitado como Luxemburgo, tão experiente, tão calejado, não pode perder minutos discutindo com UM TORCEDOR atrás do banco de reservas, logo após a entrada de Jumar. Treinador não é pago para isso. Ainda mais alguém tão bem preparado, tão bem pago.

* Foram os primeiros 10 melhores minutos palmeirenses no Palestra na Libertadores. Nacional muito atrás, com um 4-4-2 muito afundado na área.

* Mas o time uruguaio foi tomando gosto pelo jogo, escorregando menos que a equipe brasileira (que não era visitante…), e cavando as faltas tolas que o Palmeiras foi cometendo, chamando o promissor zagueiro Coates (1m96) para a área.

* Aos 28, o Nacional melhor, Luxemburgo fez o que deveria ter feito 26 minutos antes: sacou o segundo volante desnecessário (Souza) e não deixou em campo Fabinho Capixaba.

* Cleiton Xavier virou o segundo volante que deveria ser desde o início, pensando o jogo com Diego Souza, que deixou de ser o companheiro de Keirrison para articular o ataque. K9 ganhou a guarida de Obina, importante como referência na área e no combate ao forte jogo aéreo ofensivo uruguaio.

* O Palmeiras melhorou. Até porque a torcida vibrou com Obina desde que ele foi para o banco, gritou por ele dois minutos antes de entrar (aos 26), e o astral foi outro. Mas o Nacional sabe o que fazer com a bola do meio para a frente, mesmo com uma zaga irregular.

* Na segunda etapa, o melhor reinício verde, com Marquinhos espetado, Armero acertando mais que errando, o Palmeiras fez 1 a 0 aos 10, com um golaço de Diego Souza, numa bomba de fora da área que deslizou no gramado molhado e venceu o goleiro Muñoz.

* A partida ficou a caráter para o contrgolpe verde. O Nacional tentou buscar o ataque, não achou o jogo, e o Palmeiras poderia ampliar. Mas sentiu a falta de velocidade na frente, a presença de Obina, e mais uma jornada infeliz de Keirrison.

* Tanto que aos 29, quando ele foi substituído para a entrada de Jumar para fechar o meio e evitar o gol uruguaio, boa parte do estádio aplaudiu a saída de Keirrison – não necessariamente a entrada de Jumar. Havia Ortigoza. Parecia melhor alternativa para evitar a chegada uruguaia, melhor com a entrada de Matute Morales no meio.

* Aos 36, Morales chutou torto, sem a marcação de nenhum dos volantes, Morro García enfiou a canela na bola às costas de Danilo, e empatou aos 36.

* O Palmeiras murchou, a torcida também, e o empate foi encarado como derrota pelo palmeirense, e como goleada pelos uruguaios, que celebraram demais no gramado e no vestiário.

* Eles estão na dele. Mas o Palmeiras ainda não está fora. Ficou bem mais difícil. Mas não impossível para o que esse time tem feito. Sobretudo quando há Marcos para garantir nos pênaltis. O placar que hoje, a 3 semanas da decisão, parece provável. Como qualquer outro.