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Arquivo de março de 2009

Sport Club Internacional, 100

segunda-feira, 30 de março de 2009

***Nesta sexta-feira, 10h30, no Bandsports, no Beting & Beting, uma singela homenagem aos 100 anos do Internacional, na voz de Walker Blaz. Faça como o Inter no Japão: não perca ***

Naquela última noite, nos Eucaliptos, Tesourinha e Carlitos viram as luzes se apagando no estádio. Foram até as goleiras, retiraram as redes do velho campo colorado, e deixaram nuas as traves naquelas trevas do entrevado 1969 brasileiro. Era a última cerimônia antes da inauguração do Beira-Rio. Onde iniciaria o ciclo vitorioso e virtuoso que começou com um Falcão imperial nos anos 70 e acabou num Gabiru iluminado na noite japonesa e mundial, em 2006.

Tudo ficara escuro nos Eucaliptos no último ato da velha cancha naquele fim de verão de 1969. Pouco antes do verão de 1975, tudo parecia cinza naquela tarde de 14 de dezembro, em Porto Alegre. Até um raio de sol iluminar a grande área onde o ainda maior Figueroa subiu para anotar o gol do primeiro dos três Brasileiros da glória do desporto nacional naqueles anos 70. O maior time do país em uma das nossas melhores décadas. O melhor campeão brasileiro por aproveitamento, no bicampeonato, em 1976. O único campeão invicto nacional, em 1979.

O Internacional centenário. O clube da família italiana Poppe que deixou São Paulo e Rio para fazer a vida em Porto Alegre, em 1909. Dizem que tentaram jogar bola no clube alemão – e não teriam deixado; tentaram jogar tênis, remar, dar tiro – também não deixaram. Então, juntaram um time de estudantes e comerciários para fazer um clube que deixasse entrar gente de todas as cores e credos. Dois negros assinaram a ata. O primeiro “colored” da Liga da Canela Preta (Dirceu Alves) atuou pelo clube em 1925, enquanto o rival só foi aceitar um negro em 1952 – justamente o Tesourinha, glória gaudéria nos anos 40, na década do Rolo Compressor que durou 11 anos, e dez títulos estaduais.

Inter que ergueu estádios com o torcedor que vestiu a camisa, arregaçou as mangas, e construiu arquibancadas de cimento armado e amado. Inter que apagou as luzes dos Eucaliptos para acender um gigante na Beira-Rio e ascender aos maiores lugares de pódios brasileiros, sul-americanos e mundiais. Superando potências e preconceitos, fincando a bandeira colorada da terra gaúcha no gramado do outro lado da Terra, vencendo um gaúcho genial como Ronaldinho e um Barcelona invencível aos olhos da bola.

Mas quem ousa duvidar da pelota que peleia? Dizem que o futebol gaúcho só é duro, só é viril. Diz quem não viu o Inter de Minelli, fortaleza técnica, tática e física. O Rolo Compressor inovador no preparo atlético e no apetite por gols. O futebol que ganhou o mundo em 2006 marcando como gaúcho, e contra-atacando como o alagoano Gabiru. Campeão com gringos como Figueroa, Villalba, Benítez, Ruben Páz, Gamarra, Guiñazú e D’Alessandro; com forasteiros como Fernandão, Valdomiro, Manga, Falcão, Bodinho, Dario, Larry, Lúcio, Nilmar, Mário Sérgio e Pato; gaúchos como Tesourinha, Carlitos, Oreco, Nena, Taffarel, Carpegiani, Chinesinho, Batista, Mauro Galvão, Dunga, Flávio, Paulinho, Claudiomiro, Jair e Rafael Sóbis.

Tantos de todos. Nada mais internacional. Poucos como o Internacional centenário. Aquele time de excluídos que, em 100 anos, já tem o sétimo maior número de sócios do planeta. São mais de 83 mil que têm mais que uma carteirinha. Eles têm um clube para amar que não depende de documento. Números e nomes não sabem contar o que uma bandeira vermelha pode fazer à sombra de um eucalipto.

Uma bandeira rubra pode ensolarar um estádio apagado, uma tarde cinzenta, e o mundo na terra do Sol Nascente. Aquele que iluminou Figueroa, aquele que inspirou Gabiru, aquele que neste quatro de abril vai nascer mais vermelho.

P.S – No Rio Grande do Sul, MAURO BETING torce pelo Palmeiras.

Cruzeiro 1 x 0 Tupi

segunda-feira, 30 de março de 2009

Bernardo joga fácil. Difícil será Adilson tirá-lo do time, até pela incostância de Wagner na criação celeste.

Leonardo Silva tem sido na Toca o zagueiro que não foi em nenhum outro clube. Até quando, não se sabe.

O Tupi é time de algumas qualidades. E com um gramado pesado, o jogo não poderia ser à altura.

Kléber bate e apanha na mesma proporção. Ou melhor: tem apanhado além da conta, sem a proteção da arbitragem.

Marquinhos Paraná segue merecendo mais manchetes. Fez o gol da vitória justa, e ajustou a marcação no restante da partida mais complicada que o esperado.

Uberaba 0 x 1 Atlético Mineiro

segunda-feira, 30 de março de 2009

Twittando:

O ótimo é que o Galo venceu e mais que encaminhou a classificação para as semifinais. O péssimo é que outra vez não fez uma boa partida. O bom é que o elenco e a comissão técnica entendem que ainda é preciso melhorar muito.

Marcos joga fácil onde atuava Welton Felipe. Mas apesar da excelente campanha defensiva, e das oito vitórias seguidas, a equipe ainda não parece pronta.

Renan Oliveira não está conseguindo a sequencia necessária para mostrar a bola que tem.

Twitter – Juventude 3 x 3 Internacional

segunda-feira, 30 de março de 2009

Veja. Reveja. Grave. Copie. Baixe. Queime. Envie. Download. Spam. O golaço de Nilmar no 3 x 3 do Inter contra o Juventude. Que gol! Que jogo! Que empate!

A bola é cada vez mais leve e sinuosa. Difícil para o goleiro, e também para o atacante. Mas fica mais fácil quando se tem o talento de Nilmar para fazer o que fez.

Andrezinho, quando joga, corresponde. Mas é Taison quem continua incendiando a equipe. É ele quem faz a bola correr muito e seguir redonda no ataque colorado.

Dois gols pelo alto sofreu o Inter contra o Juventude. No segundo, eram dois rivais livres dentro da área. Não há equipe que se sustente falhando tanto atrás.

Twitter da rodada paulista

segunda-feira, 30 de março de 2009

O Santos pode reclamar da arbitragem na Arena pelo gol mal anulado. O Barueri pode discutir um pênalti. Mas, na dúvida, o Santos tem sido o grande mais prejudicado pelo péssimo apito.

A vitória da Portuguesa sobre o Marília foi indiscutível. Mas o pênalti sobre Edno pode ser debatido. A Lusa, pela primeia vez em séculos, não pode reclamar dos árbitros.

O Santo André não é figurante do SP-09 e fará bela figura do BR-09. Sérgio Guedes entende. Além dos inacabáveis Marcelinho e Fernando, Júnior Dutra joga.

Palpite de quem passa? O Santos ganha da Lusa em jogo duro na Vila Belmiro, e acaba se classificando para as semifinais em Campinas, contra a Ponte Preta.

Se passar, se Neymar e Madson renderem, é time para atrapalhar a vida do Palmeiras que estará com a cabeça na Libertadores. Mas é preciso passar.

O Corinthians é outro que tem tido arbitragens mais felizes contra as equipes de Campinas. O oitavo empate no SP-09 tem as impressões digitais do apito infeliz.

O Timão segue invicto, e pode tirar a Taça dos Invictos do Morumbi. Mas precisa de mais time e mais jogo quando Ronaldo não pode resolver.

Fala Adilson Durante Filho, diretor de futebol santista: – Como pode o Cel. Marinho escalar estagiários num momento decisivo do SP-09?

São Paulo 1 x 0 Palmeiras tem um post inteiro para comentar e cornetar. E já é muito pelo pouco de futebol visto. Digno do pequeno público presente no Morumbi.

Volta Redonda 3 x 5 Vasco

segunda-feira, 30 de março de 2009

ESCREVE ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Aos poucos, o treinador vascaíno vai conhecendo melhor o seu elenco novo e pouco rodado. E gradativamente também vai descobrindo as melhores opções para as trocas, quando elas são necessárias.

Escaldado pela péssima atuação no primeiro tempo contra o Mesquita e sem poder contar com Fernando e Nilton, suspensos, e Carlos Alberto, contundido, Dorival Jr. apostou em Leonardo Silva na defesa, Mateus no meio-campo e, para suprir a vaga de seu capitão e grande destaque individual, Dorival teve a sua grande sacada: colocou Enrico como o volante pela esquerda e avançou Jéferson como meia-atacante pelo mesmo lado. Além disso, abriu Pimpão pela direita e, com Élton enfiado, armou novamente a equipe no 4-3-2-1 que não deixa a movimentação do ataque previsível.

É óbvio que, com o time mexido em peças fundamentais e sem os seus líderes em campo, o Vasco poderia sofrer um pouco até encaixar o jogo. Para complicar, o Volta Redonda começou muito bem com seu time repleto de jogadores experientes, como Júnior Baiano, Robson Luiz, Paulinho (ex-Flamengo) e Fábio Bala, o ex-atacante do Flu que abriu o placar no Raulino de Oliveira.

Mas depois que a equipe cruzmaltina encontrou na esquerda o melhor lado para atacar, ficou bem mais fácil e, após a virada ainda no primeiro tempo com o belo gol de Mateus de fora da área e a conclusão precisa de Titi após rebote do escanteio, o time sobrou e os gols saíram naturalmente no segundo tempo, com o artilheiro Elton marcando pela sexta vez na competição e Enrico, sempre chegando de trás pela esquerda, anotando os outros dois e mostrando ao seu treinador que, na preocupante ausência de Carlos Alberto, é a sua entrada a melhor opção para que a equipe continue veloz e contundente.

Leo Lima, que entrou no segundo tempo, mais uma vez abusou da displicência e parece sepultar de vez as remotas chances de se tornar titular ou, pelo menos, ser uma alternativa viável para o meio-campo. Na defesa, por incrível que pareça, Fernando fez falta e o time penou na retaguarda, apesar dos gols dos bons Dedé e Robinho terem saído mais pelo relaxamento vascaíno do que por méritos do time da Cidade do Aço.

Agora são quatorze jogos de invencibilidade (um pela Copa do Brasil) e a vaga para as semifinais da Taça Rio garantida. Mas a grande notícia para Dorival Jr. é que ele começa a ter domínio do seu elenco e aprimora ainda mais um trabalho bem melhor do que as previsões mais otimistas poderiam projetar.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Flamengo 4 x 0 Resende

segunda-feira, 30 de março de 2009

ESCREVE ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Não houve revanche, nem show no Engenhão. E muito menos um novo “carrossel” de Cuca, apesar do 3-4-3 do Fla. O time rubro-negro novamente se complicou contra o Resende, mas construiu a goleada no melhor preparo físico dos jogadores, beneficiados pela injusta expulsão do volante Márcio Gomes aos 28 do primeiro tempo.

O árbitro William Nery parecia carregar nos ombros a atuação lamentável do colega Felipe Gomes da Silva na semifinal da Taça GB e, além de exagerar no cartão vermelho, beneficiou o Flamengo em alguns lances de jogo e deixou de expulsar Ibson que, com cartão amarelo, reclamou, fez faltas duras e ainda simulou descaradamente um pênalti no segundo tempo.

Sobre o jogo, Cuca manteve Erick Flores no time e montou uma equipe ultraofensiva, com Everton Silva e Angelim se revezando no apoio pelos lados, Léo Moura voltando à ala direita, Zé Roberto fazendo companhia a Juan pela esquerda e Josiel mais enfiado. E novamente o time se embolou no ataque com tanta gente e escancarou a defesa, que só não sofreu mais porque o time do técnico Roy, com Viola no ataque, começou muito recuado e, quando planejava explorar os contragolpes de forma mais incisiva, foi prejudicado pela arbitragem. Ainda assim, teve uma boa chance no primeiro tempo com Bruno Meneghel, o que mostra a fragilidade do sistema defensivo rubro-negro.

Na frente, Josiel tropeçou menos na bola e marcou mais dois gols, se igualando a Meneghel na artilharia do Estadual. O camisa 9 já está na página principal de todos os sites especializados e amanhã certamente será capa de todos os jornais.

Mas o destaque do jogo foi Léo Moura.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Fluminense 2 x 1 Botafogo

segunda-feira, 30 de março de 2009

ESCREVE ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Não foi uma vitória que valeu título, mas não dá para deixar de se impressionar em como a combinação Parreira + Fluminense rende boas coisas, tanto na competência quanto na sorte.

No primeiro tempo, o veterano treinador trabalhou certo. Com o Botafogo repetindo a formação da semifinal da Taça Guanabara na esperança de encaixar novamente a marcação, o Flu entrou com Conca mais recuado pela esquerda e Maurício avançando pela direita, armando um losango no meio-campo. Com Leandro Guerreiro encarregado de combater Conca e Fahel vigiando Thiago Neves, a movimentação tricolor abriu um clarão na intermediária alvinegra.

A superioridade só não terminou em gols porque Thiago Neves não estava com o pé calibrado e, quando acertou o chute, Renan fez defesa espetacular. Faltou também ao Tricolor a presença de área de Fred que Roger não consegue reproduzir nem fisicamente. Nas boas jogadas combinadas pela direita entre Mariano, Everton Santos e Maurício, o camisa 9 nunca estava na segunda trave para concluir.

O Alvinegro, que só teve dez minutos de bom futebol no primeiro tempo e apenas uma oportunidade em que Maicosuel não conseguiu desviar de Fernando Henrique, voltou bastante mexido na escalação, embora mantendo o 3-4-1-2 habitual. Gabriel entrou na vaga de Léo Silva indo para a ala esquerda e Thiaguinho passando para o meio-campo; Diego entrou no ataque, com Maicosuel voltando a atuar na ligação do meio com o ataque e Leandro Guerreiro recuando para a zaga pela esquerda, saindo Wellington.

As mudanças surtiram efeito e o time de Ney Franco cresceu substancialmente na partida, com mais movimentação e presença de área. Maicosuel passava como queria por Jaílton e criava as melhores jogadas alvinegras.

Preocupado com a marcação no meio, Parreira primeiro recuou Maurício e liberou Conca para armar junto com um apagado Thiago Neves. Depois colocou Fabinho para dar proteção à zaga. Só que a substituição acabou de matar a saída de bola do Flu e fez o oponente tomar conta da partida. Sem conseguir chegar ao ataque pelos problemas atrás, Parreira resolveu mexer na frente, trocando seus avantes pelos meninos Maicon e Alan.

O pênalti de Leandro em Maicosuel e o gol na cobrança com paradinha absurda do camisa 10 deixaram o jogo à feição para o Botafogo. Ainda mais depois da expulsão pelo segundo amarelo de Edcarlos, após falta dura em Thiaguinho. Só que o Bota, talvez relaxado pela posição relativamente cômoda no segundo turno e a vaga garantida na final, ficou indolente demais em campo, considerando a vitória garantida. O meio-campo afrouxou a marcação e expôs demais o lento Juninho, que só funciona atuando na sobra.

Do lado tricolor, a desvantagem numérica resolveu um problema: Fabinho foi para a zaga e Conca voltou a recuar para armar as jogadas. Mais organizado e com velocidade na frente, o Flu, em 13 minutos, empatou com Alan, após giro rápido deixando Juninho para trás, teve um pênalti de Renan sobre o mesmo Alan não marcado pelo árbitro Gutemberg Fonseca…

E aos gritos de “É agora!” de Parreira, Conca, o jogador praticamente “ressuscitado” pelo treinador, bateu a falta que desviou na barreira mal armada e “matou” o goleiro Renan, definindo a partida aos 45 minutos e levando a torcida tricolor ao delírio por mais uma virada, pela manutenção dos 100% no segundo turno, a presença nas semifinais assegurada, e, principalmente, pelo fim da sequência de seis partidas sem vitórias sobre o rival.

À beira do campo, o técnico experiente e multicampeão vibrava, como o torcedor que é, pela fantástica e inesperada reação e, talvez, por perceber que, na bola, na tática ou na sorte, a parceria com seu time de coração tem boas chances de acabar em taça mais uma vez.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

AO VIVO – EQUADOR 1 X 1 BRASIL

domingo, 29 de março de 2009

EQUADOR – 4-4-2 – Cevallos (1); Reasco (18), Iván Hurtado (3), Espinoza (17), Ayovi (15); Guerrón (7), Valencia (16), Méndez (8) e Castillo (14); Benítez (11) e Caicedo (10). TÉCNICO – SIXTO VIZUETE

BRASIL – 4-2-3-1 – Júlio César (1); Maicon (2), Lúcio (3), Luisão (4) e Marcelo (6); Gilberto Silva (8) e Felipe Melo; Elano (7), Ronaldinho (10) e Robinho (7); Luís Fabiano (9). TÉCNICO – DUNGA

RESERVAS – Doni (12), Daniel Alves (13), Miranda (14), Josué (15), Julio Baptista (16), Alexandre Pato (17) e Adriano (18).

AUSENTES – Kaká (machucado). Thiago Silva, Kléber e Anderson de fora do banco.

ÁRBITRO – Carlos Chandia (CHI)

CHUTE INICIAL – EMPATE. 1 X 1.

PLACAR VIRTUAL PRIMEIRO TEMPO – 4 X 1

PLACAR VIRTUAL SEGUNDO TEMPO – 8 X 3

18h01 – COMEÇOU.

1min – Como esperado, os hombres vêm pra cima. Brasil, de azul, apenas marca.

3min – Marcelo. Bateu bem de canhota em lindo lance de Robinho, de calcanhar. Era escanteio, pela bela defesa do ruim Cevallos. Mas o juizão não viu.

8min – Valencia. Belo lance, ainda melhor defesa de JC. Que fase do goleiro brasileiro! Aliás, que goleiro.

11min – Guerrón joga às costas de Robinho, entre Felipe Melo e Marcelo e cria os melhores momentos do time da casa. Brasi\l muito acuado em seu campo.

14min – JÚLIO CÉSAR. Duas grandes defesas. Uma na falta de Méndez, outra no rebote que ele defendeu com os pés. Equatorianos senhores do jogo, com um time bem organizado e de bom nível.

16min – Guerrón segue no mano a mano contra Marcelo. Felipe Melo, é pra isso que você está em campo…

18min – Valencia e Méndez chegam forte e bem pelo meio. Os três meias brasileiros não armam e não combatem.

19min – Maicon chega pela primeira vez ao fundo e cruza mal. Porque sentiu a perna direita e terá de ser substituído… Que coisa… Daniel Alves virá aí. É ótimo lateral. Mas é mais ala. Apoia melhor. E o Brasil precisa de alguém que marque melhor – Maicon.

21min – NA FORQUILHA. Valencia. Que bomba. Lance para derrubar cordilheira. Deus é brasileiro.

22min – Benítez no segundo pau cabeceia mal. Em cima de Luisão.

23min – DANIEL ALVES ENTRA. SAI MAICON.

25min – Caicedo vira e a bola passa rente à trave esquerda de JC. Marcamos mal, jogamos ainda menos. Os três meias passeiam e não compactam a armação. Volantes não conseguem conter os meias rivais. Lúcio e Luisão salvam o Brasil com a ajuda inestimável de Júlio César.

32min – Benítez, no segundo pau, desta vez pela direita, aparece sozinho para cabecear e mandar à direita do JC. Benítez tem 1m69. E o Brasil continua dando bico na bola sem retomá-la, sem armá-la.

33min – Luisão trava Guerrón em passe horrível de Elano na saída de jogo. Melhor deixar nossos meias longe também da nossa área…

34min – Se é para o Brasil apenas marcar, melhor voltar com Júlio Baptista. E adiantar Robinho para não deixar Luís Fabiano tão isolado. O 4-4-2 equatoriano funciona muito bem.

37min – Luisão derruba Guerrón. Falta e para cartão amarelo. Juizão nada marcou. O árbitro também é nosso, como Deus que vai garantindo o empate.

38min – Daniel Alves pega de longe. E mal.

38min – Ayovi bate, JC vai esquisito na bola, mas manda a escanteio.

39min – Benítez, pela terceira vez, sozinho no segundo pau. Que coisa…

40min – Zona na área brasileira. Não ganhamos uma por baixo e nem por cima. O empate já é goleada para o Brasil.

42min – Um lance, enfim, com a aproximação de Robinho e Ronaldinho com LFabiano. Já é alguma coisa. Mas ainda é pouca.

43min – AMARELO. ELANO. Falta tola.

INTERVALO – Fosse 4 a 1 para os hombres, nenhum exagero. Brasil mal na marcação, ainda pior na criação, com L.Fabiano isolado, meio-campo inerme, laterais presos, volantes desatentos, apenas JC e os dois zagueiros bem. Equador jogou bem e só não finalizou melhor. Troca de lado de Guerrón e movimentação dos 4 do meio é ótima. Voltaria com Anderson no lugar de Felipe Melo. Mas como ele não está no banco…

RECOMEÇOU – 19H06

1min – Guerrón isolou a bola. Mas o Equador ao menos chuta. E joga. E marca. E corre…

5min – Caicedo, de peixinho, ganha de G.Silva, antecipa-se a Lúcio, mas JC faz boa defesa.

4min – Tudo como dantes. Brasil acuado, amuado, errando passes.

5min – Lúcio falha feio na bola longa, e o bom atacante Benítez mais vez finaliza mal e isola. Foi a sexta grande chance de gol rival.

6min – Marcelo chega ao fundo pela segunda vez.

8min – Prepararia Júlio Baptista para entrar no lugar de Robinho. Adiantando um pouquinho Robinho.

9min – Guerrón praticamente se fixa na ponta direita, travando Marcelo, e abrindo o jogo equatoriano. Luís Fabiano muitas vezes se coloca atrás da linha de meio-campo.

11min – Daniel manda um traque da intermediária. Ao menos alguém “chuta”.

12min – Benítez acerta no contrapé de JC. Mas a bola passa perto. Foi a 19a. conclusão equatoriana. Juan Ramón Altitud continua mandando muito bem em Quito.

13min – Espinoza manda bala, JC espalma pra escanteio e derruba até o Galvão Bueno que achou que havia sido gol.

14min – Vem aí Josué no lugar de Elano. Mais ou menos isso deu certo contra o Uruguai…

15min – L.Fabiano manda o sapato, Cevallos defende.

16min – JOSUÉ ENTRA. SAI ELANO. BRASIL TROCA O 4-2-3-1 PELO 4-3-1-2. G.SILVA FICA NA CABEÇA DA ÁREA. JOSUÉ E F.MELO PELOS LADOS. RONALDINHO COMO MEIA-ATACANTE. EU TERIA SACADO RONALDINHO E COLOCADO J.BAPTISTA.

17MIN – Guerrón recebe sozinho e só não abre o placar porque JC faz mais um milagre com os pés. VAMOS JOGAR BOLA, pô!!!

19min – Méndez fura mais um gol certo. Ou incerto pela excepcional atuação de JC.

20min – Josué realmente vai ajudar a recuperar a bola jogando tão enfiado dentro da área brasileira?

23min – AMARELO. GILBERTO SILVA. FALTA EM BENÍTEZ. MAS RECEBE PELO CONJUNTO DA OBRA.

25min – ENTRA JÚLIO BAPTISTA. SAI RONALDINHO GAÚCHO. BOA MEXIDA. COM UNS 25 MINUTOS DE ATRASO.

26min56s – GOOOOOL. JÚLIO BAPTISTA. 1 X 0 BRASIL. DEUS É NOSSO. DEUS É BRASILEIRO. A TRAVE TAMBÉM. NA SEGUNDA BOLA, NO PRIMEIRO LANCE, RECEBEU DENTRO DA ÁREA, CHUTOU NA TRAVE ESQUERDA, A BOLA VOLTOU NAS COSTAS DE CEVALLOS, E ENTROU NA META EQUATORIANA. OS CARAS TIVERAM DEZ CHANCES E NÃO FIZERAM – OU JC NÃO DEIXOU. O BRASIL CHEGOU TRÊS VEZES E FEZ 1 X 0. NUM REBOTE DE BOLA NA TRAVE…

29min – ENTRA NOBOA (6). SAI GUERRÓN (7). NÃO ERA O CASO.

30min – Equador começou a definhar fisicamente a partir dos 20min. Mas ainda era muito mais time em campo. A entrada de Josué não melhorou o Brasil. Também não piorou. O gol de JB, sim, devastou os rivais.

31min – Daniel bate falta forte, Cevallos faz boa defesa.

32min – AMARELO. MARCELO. FALTA EM AYOVI.

35min – Falta. Ayovi bate mal. Segunda falta perigosa em três minutos. Brasil mais bate que marca.

36min – AMARELO. DANIEL ALVES. FALTA EM BENÍTEZ.

36min – Sozinho, pela quarta vez, Benítez cabeceia mal. Do baixo de seu 1m69.

38min – Luís Fabiano (!)), nosso milionésimo volante, faz falta tola na entrada da área… Dunga meu!!!!

39min – Ayovi isola….

40min – Castillo fica como único volante equatoriano. É um 4-1-2-3.

42min – L.Fabiano manda a bomba, Cevallos defend; no rebote, tirambaço na trave esquerda.

43min44 – GOOOOOOOL. NOBOA. 1 X 1 EQUADOR. DEUS É BRASILEIRO. MAS É JUSTO. LIIIINDO LANCE DE MÉNDEZ, PASSOU POR TODO O BRASIL, CRUZOU PARA CAICEDO SÓ NÃO MARCAR PORQUE JC FEZ A QUINTA GRANDE DEFESA. NO REBOTE, PORÉM, NOBOA EXPLODIU A REDE E A TORCIDA EM QUITO. JÚLIO CÉSAR NÃO MERECE PERDER O JOGO. MAS O EQUADOR, AINDA MENOS.

46min – ENTRA PALACIO. SAI CAICEDO.

46min – Mais um gol perdido. Mais uma falha da nossa zaga.

UFAAAAAA! ACABOU!!!!!! UMA GOLEADA PROS HOMBRES VIROU EMPATE. FOSSE 4 X 1, NENHUM EXAGERO. O EQUADOR MERECE LUTAR POR UM LUGAR NA COPA. O BRASIL SOFREU COM A ALTITUDE. E NÓS, COM O CHAVÃO E COM A RIMA.

NOTASJúlio César (9) – Só duas defesas impressionantes com os pés já valeriam estátua. Não fosse ele, teria sido de quatro para cima.

Maicon (5) – No único avanço, machucou-se sério.

(Daniel Alves (5) – Ao menos arriscou alguma coisa, e superou-se na marcação).

Lúcio (6) – Sobrecarregado pelos volantes, teve problemas no jogo aéreo.

Luisão (5) – Júlio César e os gols perdidos por Benítez o salvaram.

Marcelo (4) – Tem atuado no meio, e levou um baile de Guerrón.

Gilberto Silva (4) – Pelo brilhante passado, merecia ser poupado.

Felipe Melo (4) – Não marcou, não ajudou Marcelo, não jogou.

Elano (3) – Nada fez do muito que costuma jogar pelo Brasil.

(Josué (5) – Superou-se como volante pela direita. Mas não pode ser solução para uma Seleção).

Ronaldinho (3) – Em respeito à história.

(Júlio Baptista (7) – No primeiro lance, um gol de sorte.)

Robinho (4) – Pouco como meia pela esquerda, pouco como atacante.

Luís Fabiano (6) – Isolado, ainda assim perigoso.

São Paulo 1 x 0 Palmeiras

sábado, 28 de março de 2009

[[[[[escalado pela Rádio Bandeirantes e pelo LANCE!, estou no Morumbi, sem imagens de outros jogos]]]]]

São Paulo vence Palmeiras por 1 a 0, detona a série do rival de 19 jogos sem derrota no Paulistão, e mantém no Morumbi a Taça dos Invictos da FPF

De tanto jogar no erro alheio, as equipes esquecem como jogar certo. O São Paulo foi o melhor num clássico ruim com apenas quatro chances de gol – duas nascidas de erros na saída de bola. Poucas ideias, muita marcação e passes errados. Mas um vencedor que teve o mérito de errar menos para vencer.

O São Paulo repetiu o que tem dado certo contra o Palmeiras. Marcação opressiva na saída da bola. Em 2 minutos, Washington marcou o 13º. no ano (o sétimo de cabeça dos 22 sofridos em 2009 pela defesa verde), em belo cruzamento de canhota do ambidestro Hernanes (que deveria estar em Quito, não no Brasil).

O São Paulo não sentiu os desfalques de Miranda e Borges. O Palmeiras penou sem a saída de Armero pela esquerda e sem a bola de Diego Souza para acionar o ataque.

O saudável clima amistoso apregoado pelas direções contagiou o time de Luxemburgo. Com Marcão como terceiro zagueiro para seguir Washington, Jumar em Jorge Wágner e Pierre colado em Hernanes (bem aberto pela direita), o Palmeiras não marcou bem e passou ainda pior (até arremesso lateral errou). Os três meias (Willians, Cleiton Xavier e Marquinhos) ficaram muito distantes de Keirrison – além de dispersos. Muricy adotou um 4-2-2-2 com boa pegada, com Arouca e Jean marcando e jogando, e os laterais mais atacando que marcando o amuado Palmeiras. Um time que entrou para marcar e jogar no contragolpe. E nada disso fez no primeiro tempo.

No intervalo, Luxemburgo fez o esperado. Deu companhia ao esquecido Keirrison (Ortigoza) e mais um articulador (Evandro). Marcão deixou a zaga e virou lateral, e as duas equipes ficaram espelhadas no 4-2-2-2. O Palmeiras cresceu, o São Paulo recuou demais e não deu velocidade ao contragolpe. Ortigoza saiu machucado com 20 minutos, Lenny deu mais velocidade, mas o jogou seguiu ruim. Muricy fechou mais o time com Renato Silva na lateral, Zé Luís como volante, e Hugo na frente ajudando a combater. O jogo se arrastava até os 42min, quando Cleiton Xavier mandou de longe um tiro na trave direita, que voltou para os pés dormentes de Keirrison recuarem para Rogério.

Aquele time insinuante e leve de Luxemburgo não se viu no choque-rei. Enquanto o São Paulo voltou a ganhar como o time de Muricy. Não é bonito de ver. Mas é lindo de torcer.