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Arquivo de dezembro de 2008

FÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉRIAS

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Elas dignificam o homem.

Voltamos a bater bola, bater papo e bater boca em 26 de janeiro.

Até lá.

Ótimas festas a todos.

Ou, se bater saudade, até um pouco antes disso.

PS – Se o seu comentário demorar um pouco para ser aprovado, não me xingue mais que o usual. Vou demorar um pouco para acessar estas blagues.

São Paulo 2008-09

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Washington (artilheiro com melhor média do BR-08, e maior algoz do São Paulo em 2008); Wágner Diniz, ala que mais sofre os pênaltis pouco marcados a favor do tri-hexa no BR-08; Júnior César, dos melhores alas-esquerdos da competição; Eduardo Costa, bom e experiente volante; Renato Silva, que não compromete, e deve crescer em clube e elenco tão estruturados. O São Paulo terminou 2008 melhor que a concorrência. E inicia 2009 ainda melhor. Feliz ano velho.

Chegou a ter 1% de chance de título depois de perder para o Grêmio, no returno, e ficar a 11 pontos do líder. Quase ninguém no elenco acreditava no tri. Muitos desacreditavam na volta a Libertadores. Só Muricy parecia ter esperança. Ou tentava parecer. Os rivais foram definhando, o São Paulo foi chegando, e, a partir da 32ª. rodada, tomou a ponta, gosto pela coisa, e pelo caneco. O mais fraco desempenho do tri. Mas como pode ser frágil quem conquista pela primeira vez um tri nacional? E um primeiro hexa? Campeão na última rodada, com três pontos de vantagem sobre o vice, invicto desde a segunda rodada do returno (18 jogos), o São Paulo de Muricy ganhou tanto quanto Grêmio e Cruzeiro (21 jogos). Perdeu apenas 5 jogos. Foi o segundo melhor ataque e a segunda melhor defesa (ambas com diferença de um gol). Mas, como todos os campeões por pontos corridos, teve o melhor saldo (30 gols). Recebeu apenas 4 vermelhos (um das 3 equipes mais disciplinadas). Rogério, mais uma vez, foi um dos três goleiros menos acionados – mas, quando chamados, manteve a excelência. Foi a equipe que mais desarmou (36 bolas por jogo, nas contas do Footstats – duas a mais que o Flamengo). O terceiro que mais driblou. O terceiro que menos escanteios conquistou. A quarta equipe que menos faltas sofreu. O time que mais finalizou – 17,2 bolas por jogo – porém, o que menos concluiu certo – apenas 35,4%, o que não o impediu de ter ótimo ataque. Foi o segundo que mais lançou – também pela qualidade de Rogério no fundamento. Foi a terceira equipe que mais passou – mas apenas a sexta na qualidade do passe. O segundo que mais perdeu bola – também por ter sido o segundo que mais ficou com ela aos pés.

APROVEITAMENTO: 65%BASE: Rogério Ceni; Rodrigo, André Dias e Miranda; Jean; Zé Luís, Hernanes, Hugo e Jorge Wágner; Dagoberto e Borges

OS 41 DO SÃO PAULO NO BR-08:
GOLEIROS: Rogério Ceni (35), Bosco
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Zé Luís (29), Joílson (29), Jancarlos, Éder, Rafael
LATERAIS-ALAS-ESQUERDO: Jorge Wágner (36), Júnior, Alex Cazumba
ZAGUEIROS: André Dias (32), Miranda, Rodrigo, Anderson, Alex Silva, Juninho, Aislan
VOLANTES: Hernanes, Jean, Fábio Santos, Richarlyson (29), Bruno Formigoni, Wellington, Bruno
MEIAS: Hugo (33), Sérgio Mota
ATACANTES: Dagoberto (29), Borges (27), André Lima, Aloísio Chulapa, Éder Luís (27), Pablo


(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)
O ASSISTENTE – Jorge Wágner (11, em 36 jogos)
DESARMES – Joílson (5 em média)
DRIBLADOR – Dagoberto (3,4 por jogo)
O FALTOSO – Hugo (2,7 por jogo)
A VÍTIMA – Dagoberto sofreu 2,7 faltas por partida.
O FINALIZADOR – Borges acertou 46,3% das conclusões.
PASSE CERTO – André Dias acertou 93,7% dos passes.
DONO DA BOLA – Jorge Wágner a dominou por 1min37s em média, a cada jogo.

MELHOR DO TIME NO BR-08– Hernanes
REVELAÇÃO – Jean
DECEPÇÃO – Éder Luís
GOLEADORES PRINCIPAIS –

Borges (16 gols, média 0,5);

Hugo (14 gols; média 0,4);

Dagoberto (6, média 0,2).

Grêmio 2008-09

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Alex Mineiro, Ruy e Fábio Santos. Em alguns clubes brasileiros, o torcedor poderia dizer que os reforços tricolores para 2009 seriam “refugos”, mesmo que injustos. Mas, no Grêmio, mais que em qualquer clube brasileiro, é dever esperar. Eles podem render mais do que sabem. Como o próprio time em 2008. Na Libertadores, o Grêmio merece mais do que respeito. Mas é preciso reforçar.

Se perdesse na estréia do BR-08 para o (então) bicampeão São Paulo, Celso Roth teria sido demitido ainda no Morumbi. Já perdera feio o RS-08 e a Copa do Brasil. A direção andava perdida depois de demitir o invicto Wágner Mancini. Mas uma boa vitória garantiu a sobrevida de Roth. E uma das melhores campanhas da história tricolor. Foi o melhor desempenho de turno dos pontos corridos (71%). Vencendo novamente o São Paulo, no início do returno, 11 pontos foram abertos sobre o futuro tri. A liderança só foi perdida na 27ª. rodada – para o Palmeiras. o Tricolor retomou a ponta na 29ª. Perdeu novamente na 32ª., e para sempre, com o São Paulo faturando os pontos e arrancando para o hexa. Mas, pelo elenco gremista, todo o campeonato foi muito melhor que a encomenda. Victor foi o goleiro menos acionado do BR-08 – mesmo com apenas o 10º. melhor desarme. O time de Roth foi o mais faltoso – 22,8 faltas por partida. O Grêmio foi o segundo time que menos cometeu pênaltis. Um dos três que mais venceram. O segundo que menos perdeu. O quarto melhor ataque. A melhor defesa. E o segundo saldo do BR-08

APROVEITAMENTO: 63%

BASE: Victor; Léo, Pereira e Réver; Paulo Sérgio, William Magrão, Rafael Carioca e Hélder; Tcheco; Perea e Marcel

OS 33 DO GRÊMIO NO BR-08:
GOLEIROS: Victor (38)
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Paulo Sérgio (27), Felipe Mattione
LATERAIS-ALAS-ESQUERDO: Hélder, Anderson Pico, Bruno Teles
ZAGUEIROS: Réver (35), Pereira (27), Leo (25), Jean, Thiego, Anderson, Héverton
VOLANTES: Rafael Carioca (37), William Magrão (28), Eduardo Costa, Amaral, Orteman, Makelele, Rudnei, Adilson
MEIAS: Tcheco (25), Souza, Douglas Costa, Roger, Rodrigo Mendes, Maylson
ATACANTES: Marcel (29), Perea (27), André Luiz, Morales, Soares, Reinaldo, Jonas


(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)
O ASSISTENTE – Paulo Sérgio (9, em 27 jogos)
DESARMES – Paulo Sérgio (4 em média)
DRIBLADOR – Souza (2,6 por jogo)
O FALTOSO – Paulo Sérgio (2,5 por jogo)
A VÍTIMA – Tcheco sofreu 2,8 faltas por partida.
O FINALIZADOR – Perea acertou 40,0% das conclusões.
PASSE CERTO – Pereira acertou 91,3% dos passes.
DONO DA BOLA – Paulo Sérgio a dominou por 1min25s em média, a cada jogo.

MELHOR DO TIME NO BR-08– Victor
REVELAÇÃO – Rafael Carioca
DECEPÇÃO – Orteman

GOLEADORES PRINCIPAIS –

Reinaldo (9 gols, média 0,4);

Marcel (9 gols; média 0,3);

Perea (8, média 0,3).

Mata-mata BR-08

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

ESCREVE MAURÍCIO VARGAS

De volta com o mata-mata!

http://jornalismoesporteclube.blogspot.com/2008/12/de-volta-com-o-mata-mata.html

Não, este não é um post para discutir pontos corridos versus mata-mata. É apenas uma brincadeira, que o amigo Filipe Lima iniciou no ano passado e dou continuidade agora. E se o Campeonato Brasileiro 2008 fosse decidido no mata-mata, como seria? Acompanhe a brincadeira.

A regra é simples: pega-se a classificação final do campeonato e arranja-se os oito primeiros na chave que era utilizada até 2002: 1º x 8º, 2º x 7º e assim por diante. Para sabermos os resultados, basta pegar os placares do primeiro e do segundo turno. Em caso de empate, prevalece a melhor campanha.

E aí, como seria?

Quartas-de-final

São Paulo (1º) x Goiás (8º)

Após uma arrancada espetacular, o São Paulo garantiu a primeira colocação e o direito de decidir todos os duelos em casa. No jogo de ida, polêmica pelo local do jogo, já que o Goiás havia perdido o mando de campo. Debaixo de muita chuva em Brasília, Borges apareceu, impedido, e deu a vantagem ao Tricolor. Na volta, Zé Luís abriu o placar logo a dois minutos de cabeça. Iarley empatou de pênalti aos 15 e já nos acréscimos da primeira etapa, em uma cobrança de falta na intermediária, Rodrigo chutou forte, a bola fez uma curva, foi no canto e Harlei não conseguiu alcançar. O São Paulo passou no sufoco, já que o Goiás pressionou muito durante o segundo tempo.

Goiás 0×1 São Paulo
São Paulo 2×1 Goiás

Grêmio (2º) x Botafogo (7º)

O Grêmio liderou boa parte do campeonato, mas acabou ultrapassado pelo São Paulo no fim. No primeiro jogo, no Engenhão, o Tricolor sentiu a saída repentina de Roger e foi derrotado por 2 a 0, com gols de Túlio e Zé Carlos, um em cada tempo. Na volta, o Bota abriu o placar aos 30 minutos e o garoto Douglas Costa empatou logo depois, batendo de fora da área. Aos 18 do segundo tempo, Réver aproveitou o escanteio e virou. Os donos da casa precisavam de mais um gol para se classificar, mas a partida seguiu em ritmo lento até o final.

Botafogo 2×0 Grêmio
Grêmio 2×1 Botafogo

Cruzeiro (3º) x Internacional (6º)

O Cruzeiro esteve na parte de cima da tabela o tempo todo, enquanto o Inter se dedicou também à Sul-Americana, terminando campeão. No primeiro jogo, vitória de um remendado Inter por 1 a 0, com gol de Gustavo Nery. Mas, no Mineirão, prevaleceu a qualidade do time azul e Gérson Magrão, que substituía Wagner, fez 1 a 0 logo a três minutos, passando por Clemer. Nilmar desperdiçou pênalti aos 39, para defesa de Fábio, e o gol da classificação saiu no início da segunda etapa, logo a dois minutos: Sorondo tentou cortar cruzamento de Guilherme e marcou contra.

Internacional 1×0 Cruzeiro
Cruzeiro 2×0 Internacional

Palmeiras (4º) x Flamengo (5º)

O duelo das equipes mais próximas da tabela foi o mais emocionante. Com grande atuação de Ibson e Kléberson, o Flamengo aplicou uma goleada de 5 a 2 no primeiro jogo e praticamente assegurou a passagem às semifinais, mas o Palmeiras pressionou muito no Parque Antárctica buscando três gols. Só conseguiu um, com Sandro Silva, aos 6 minutos do segundo tempo, e Luxemburgo saiu irritado de campo.

Flamengo 5×2 Palmeiras
Palmeiras 1×0 Flamengo

Semifinais

São Paulo (1º) x Flamengo (5º)

Se o Flamengo goleou nas quartas, foi goleado em pleno Maracanã na semifinal. O Flamengo pressionou desde o início, empurrado pela grande torcida, mas Borges novamente foi decisivo, marcando dois gols. Ibson também jogou bem, anotando os dois tentos Rubro-Negros, e o Fla foi para cima, mas Éder Luís fez o quarto já nos acréscimos. O jogo da volta foi tranqüilo para o SP, apesar da pressão carioca, que teve um gol bem anulado no começo. Aos 44min, Zé Luiz cruzou da direita e a bola sobrou livre para Dagoberto marcar para a equipe tricolor. O Fla se entregou e Hugo fechou o placar no segundo tempo, de cabeça.

Flamengo 2×4 São Paulo
São Paulo 2×0 Flamengo

Cruzeiro (3º) x Botafogo (7º)

O Botafogo continuou surpreendendo os favoritos e venceu apertado, na primeira perna, por 1 a 0: em um jogo fraco tecnicamente, Giuliano Bozzano marcou pênalti discutível de Thiago Heleno sobre Wellington Paulista e Lúcio Flávio converteu. Na volta, muita retranca de um Bota repleto de desfalques e o Cruzeiro fez o mínimo, vencendo por 1 a 0 também graças a um pênalti, convertido por Guilherme após falta de Leandro Guerreiro em Wagner.

Botafogo 1×0 Cruzeiro
Cruzeiro 1×0 Botafogo

Final

São Paulo (1º) x Cruzeiro (3º)

O São Paulo chegou à final como grande favorito, após a melhor campanha e quatro vitórias em quatro jogos no mata-mata. No Mineirão, o Cruzeiro começou pressionando, mas logo o São Paulo tratou de equilibrar o jogo. Aos 32, Jonathan recebe na área, em velocidade, e cruza para trás. Guilherme domina e bate de perna esquerda, a bola desvia e engana Rogério Ceni antes de entrar. O São Paulo voltou com duas mudanças para o segundo tempo. Richarlyson e Éder Luís entraram nos lugares de Zé Luís e Aloísio, que estavam com cartão amarelo. A mudança surtiu efeito. Com 36 segundos, Richarlyson achou Borges na área. O atacante driblou Leo Fortunato e tocou na saída de Fábio. A partir daí, o jogo ficou equilibrado e as duas equipes tiveram oportunidades para marcar mais gols.

Na volta, antes mesmo do jogo, o técnico Muricy Ramalho teve uma complicação de última hora para escalar o time. Ele não pôde contar com o goleiro Rogério Ceni que sofreu uma lesão muscular no treino do último sábado e teve de ser substituído por Bosco. Os são-paulinos se mostravam apreensivos, mas os 15 primeiros minutos de jogo foram completamente tricolores. Se o 0 a 0 no intervalo era preocupante, o início do segundo tempo foi desesperador, já que o Cruzeiro pressionava. Após muita tensão, a torcida pôde finalmente explodir: com 35min, após cobrança de escanteio de Jorge Wagner, o zagueiro André Dias subiu mais que a defesa do Cruzeiro para cabecear e marcar o gol que abriu a vitória. Já nos acréscimos, em cobrança de falta, Jancarlos deu números finais ao placar e a festa do hexa foi completa.

Cruzeiro 1×1 São Paulo
São Paulo 2×0 Cruzeiro

ESCREVE MAURÍCIO VARGAS

Assumindo o bicho

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

***ESCREVE FERNANDO GALLO***

“Somos bambi, sim senhor”

Já que ninguém fala, direi eu.

Está na hora de nós, são-paulinos de fina estirpe, tricolores de quatro costados, assumirmo-nos: somos bambis, sim senhor! Por que não?

Depois de muito ruminar o assunto, agora, pondo em perspectiva, creio que o Vampeta prestou um grande serviço quando nos colocou o apelido.

Jocoso, pra dizer o mínimo.

Vamos falar claramente.

Funciona assim: chamo alguém de bambi querendo associá-lo à homossexualidade, de forma a diminuí-lo ou desvalorizá-lo, como se isso diminuísse ou desvalorizasse quem quer que seja.

E nós, tricolores, temos nos sentido ofendidos, sem lembrarmo-nos de que a ofensa só acontece quando o ofendido se dá por ofendido.

Pleno 2008, quase 2009, século 21!

Se futebol é coisa de macho, amigo, é também de mulheres e homossexuais, e de qualquer outra classificação em que se encaixe quem ama esse esporte.

Tricolores hetero e homossexuais, são-paulinos civilizados, hexacampeões que querem ver cada vez mais distantes a barbárie e a selvageria que assolam este mundão de meu Deus, vamos assumir em coro: somos bambis, sim, senhor! Somos bambis!

Vamos fazer como fez no passado o Palmeiras, que adotou o porco, e hoje faz lindas festas no chiqueiro.

Ou o Flamengo, que assumiu o urubu, e atualmente tem torcida organizada que leva seu nome.

Sugiro à torcida que teça uma enorme bandeira com um bambi muito másculo sentado à mesa, devorando os restos de um porco e de um gavião!

Que ela invente cânticos divertidos sobre isso.

Proponho à diretoria que encampe essa idéia, e siga indicando que somos um time moderno, um espaço para o qual convirjam pessoas de toda sorte, independentemente de suas preferências sexuais.

Vai fazer um bem danado para a imagem e para os cofres do clube.

Inclusão é palavra que deve nos orgulhar, não nos envergonhar.

A Terra será um planeta muito mais habitável à medida que aprendamos a soletrar a palavra igualdade.

Nós, tricolores, devemos dar o exemplo.

Que ele seja dotado de bom-humor.

Em coro, nos estádios país afora, ou onde quer que estejamos, gritaremos: bambis, bambis sim senhor!

***ESCREVEU FERNANDO GALLO***

(E AÍ, PERGUNTO EU, MAURO BETING: VOCÊ CONCORDA, VOCÊ DISCORDA? EU, PESSOALMENTE, FICAVA SEM PALAVRAS QUANDO OUVIA O “POOOOOOOOORCO”, DE 1976 A 1986. O PALMEIRAS PODERIA ESTAR GANHANDO POR 13 X 0 QUE A TORCIDA FICAVA QUIETA SE A RIVAL BERRASSE DO OUTRO LADO. QUANDO O TORCEDOR ASSUMIU O SUÍNO, GRITEI “POOOOOORCO” COMO JAMAIS IMAGINAVA BERRAR. É O MESMO CASO? A CONOTAÇÃO SEXUAL REALMENTE ATRAPALHA? OPINE. MAS, POR FAVOR, SEM BAIXAR O NÍVEL.)

Cruzeiro 2008-09

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Cruzeiro vende. Não segura. Isso sabe Adilson Baptista (que fez muito bem o Perrella da vez ao segurá-lo). Por isso a qualquer momento o clube pode perder Guilherme. Pode perder Ramires. Pode (re)perder Wágner. Pode fazer o que sabe como ninguém no Brasil, desde Ronaldo, em 1994. Todos vendem. O Cruzeiro, um pouco mais. E melhor que todos. Também por isso se mantém tão bem. Como favorito em 2009 para o estadual. Como um dos tantos favoritos ao título brasileiro. Mas precisando de algo mais para tentar o tri sul-americano.

O MG-08 valeu pela retumbante goleada no centenário rival, devolvendo o vexame do MG-07. Na Libertadores, perder para o Boca, neste século, não é demérito. No BR-08, o time mais “irregular” (ao menos para a própria torcida) foi o Cruzeiro. Justamente o mais regular. Só na 14ª. rodada a boa equipe de Adilson não esteve no G-4. Para treinadores como Muricy e Mário Sérgio, foi o time mais técnico do campeonato. Mas, uma vez mais, pecou pelas falhas na marcação. Mesmo com Adilson tentando reforçar o sistema defensivo, ele deu para trás. E o bom elenco ficou pelo caminho. Ou melhor: dele não saiu, e voltou à Libertadores, como terceiro colocado do BR-08. Foi o melhor mandante do campeonato. Mas, fora, só ganhou 35% dos pontos. Um dos três times que mais venceram. O time que menos empatou – apenas 4 jogos. Terceiro melhor ataque, terceira melhor defesa. Teve o quarto goleiro menos exigido do BR-08 – apesar da defesa usualmente indefensável. Foi a segunda equipe com menos cartões amarelos. A quarta que mais desarmou e a quarta que menos faltas cometeu – o que seria prova de excelência defensiva… Teve o segundo melhor passe do BR-08. Foi a segunda equipe que menos apanhou.

APROVEITAMENTO: 58%
BASE: Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Espinoza e Jadilson; Fabrício e Marquinhos Paraná; Ramires e Wágner; Thiago Ribeiro e Guilherme

OS 34 DO CRUZEIRO NO BR-08:
GOLEIROS: Fábio (38)
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Jonathan (25), Apodi, Maurinho
LATERAIS-ALAS-ESQUERDO: Jadilson, Fernandinho, Carlinhos
ZAGUEIROS: Thiago Heleno (32), Espinoza (25), Léo Fortunato, Thiago Martinelli
VOLANTES: Marquinhos Paraná (34), Ramires (25), Henrique (26), Fabrício (26), Charles, Elicarlos, Zé Eduardo
MEIAS: Wágner (28), Bruno Ferraz, Gérson Magrão, Camilo, Maicossuel, Marcinho
ATACANTES: Guilherme (32), Thiago Ribeiro, Marcelo Moreno, Jajá, Rômulo, Wanderley, Weldon, Reinaldo Alagoano, Fabinho, Jonathas


(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)
O ASSISTENTE – Fabrício (6, em 26 jogos)
DESARMES – Thiago Heleno (3,9 em média)
DRIBLADOR – Jadílson (4,4 por jogo)
O FALTOSO – Guilherme (2,0 por jogo)
A VÍTIMA – Wágner sofreu 2,6 faltas por partida.
O FINALIZADOR – Guilherme acertou 66,0% das conclusões.
PASSE CERTO – Thiago Heleno acertou 94,0% dos passes.
DONO DA BOLA – Jadílson a dominou por 1min51s em média, a cada jogo.

MELHOR DO TIME NO BR-08– Ramires
REVELAÇÃO – Marquinhos Paraná (apesar da idade)
DECEPÇÃO – Espinoza
GOLEADORES PRINCIPAIS –

Guilherme (18 gols; média 0,5);

Ramires (6 gols, média 0,2);

Wágner (5, média 0,1).

Jaílton

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Jaílton é um volante que foi zagueiro pela direita no 3-4-1-2 de Caio Júnior. Roubou 5,7 bolas por jogo. Foi quem mais desarmou pelo Flamengo, no BR-08. Mais: foi quem mais desarmou em todo o Brasileirão.

O melhor desarme da competição. Um dos menos reconhecidos pela torcida, crítica e pela bola.

Não é craque. Não é ídolo. Ninguém vai ao estádio por causa dele. Mal lembramos deles – ou apenas lembramos mal. Mas muitos companheiros gostariam de tê-lo ao lado, correndo e suando e recuperando as bolas.

Jaílton merece mais respeito – carinho é pedir demais.

Mas ele acabou sendo personagem da melhor sacada do Orkut em tempos:

“Flamengo e Vasco vencem briga por Jaílton. Atleta vai para o Fluminense.”

Autoria de Bráulio – Doentes por Futebol.

Dispensa comentários.

PS – Ele acerta 89,5% dos passes. Parece menos.

PS2 – VULGO ERRATA – Pierre, Palmeiras, desarmou mais. Obrigado aos que me alertaram. Estes espumantes…

Rosa Branca

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Uma linha de silêncio por Rosa, ala bicampeão mundial pelo basquete brasileiro.

Uma linha de barulho por tudo que conquistou pelo esporte nacional

Anos de silêncio pelo que não tem sido feito pelo nosso basquete, mais fora que dentro da quadra.

Algo inimaginável nos tempos de Rosa Branca e de notável geração. Um passado glorioso que se perdeu em alguma cesta – de lixo – de nosso esporte.

Fair-play 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pelas contas do Footstats:

CARTÕES AMARELOS –

+ DISCIPLINADO Atlético-MG: 85 (2,2 média/jogo)

+ DISCIPLINADO Éder Luís, atacante do São Paulo (27 jogos sem cartão amarelo)

- DISCIPLINADO Atlético-PR: 119 (3,1 média/jogo)

- DISCIPLINADO Martinez, volante-zagueiro do Palmeiras (0,58 por jogo)

(o campeão foi o quinto mais disciplinado; o lanterna foi o quarto)

CARTÕES VERMELHOS –

+ DISCIPLINADO Santos: 2 (um a cada 14 jogos)

- DISCIPLINADO Botafogo: 13 (um a cada 2,9 jogos)

- DISCIPLINADO Diego Tardelli, atacante do Flamengo (3 cartões em 16 jogos)

(o campeão só teve 4 expulsos; o lanterna, seis)

FALTAS COMETIDAS –

+ FALTOSO Grêmio de Celso Roth (22,9 por jogo)

+ FALTOSO Carlos Alberto, meia do Botafogo (3,5 por jogo)

- FALTOSO Flamengo de Caio Jr. (15,8 por jogo)

- FALTOSO Júnior, ala do São Paulo (não cometeu faltas em 7 jogos)

(o campeão foi o nono menos faltoso; o lanterna foi o oitavo)

FALTAS SOFRIDAS –

+ APANHOU Botafogo (23,8 por jogo)

- APANHOU Atlético-MG (16,3 por jogo)

+ APANHOU Kléber, atacante do Palmeiras (5,4 por jogo)

- APANHOU Aderaldo, zagueiro da Lusa (nenhuma falta em 7 jogos)

(o campeão foi o quarto que menos apanhou; o lanterna foi o quinto que mais sofreu faltas)

Palmeiras 2008-09

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pelo futuro zero de um passado recente, 2008 foi ótimo. Mas poderia ter sido excelente. A Traffic e Luxemburgo devem seguir em 2009. A moderna Arena deve sair do papel. Mas quem assume no lugar do presidente que pretendeu se perpetuar no poder? E quando o clube vai parar de perder titulares? Se Marquinhos e Keirrison (a partir de abril) mais que prometem, o Palmeiras ainda é uma incógnita a partir de fevereiro.

O Palmeiras não ganhava um Paulista desde 1996 – venceu goleando a Ponte, e eliminando o São Paulo. Perdeu Valdivia, mas continuou com elenco dos melhores, com a ajuda da Traffic. Negociou Henrique, o promissor zagueiro David se machucou (como Pierre), Jéci e Gladstone foram pedras que felicitaram os rivais, na zaga. Diego Souza demorou a jogar. Ainda assim assumiu a liderança na 28ª. rodada. Perdeu pontos incompreensíveis, Luxemburgo perdeu respeito a comentar jogo pela TV, e, embora na Libertadores, saiu vaiado pela torcida na última rodada, derrotado pelo Botafogo, obrigado a ir a Potosí para, então, entrar no grupo mais difícil da Libertadores, contra o campeão LDU e o Sport que o eliminou da Copa do Brasil-08. O que poderia dar em penta virou hexa são-paulino, e quase deu em nada. Foi o time que mais (341 por jogo) e melhor (89% de acertos) passou a bola no BR-08. Teve o maior tempo de posse de bola (16min35s, 2 minutos a mais que o segundo colocado). Foi a equipe que mais cruzou bolas. A terceira que mais desarmou. A que mais driblou. A segunda que mais apanhou – mas foi a terceira que mais cometeu faltas. Foi o quarto time mais amarelado, e o segundo mais avermelhado. Foi a quarta equipe que menos empatou.

APROVEITAMENTO: 57%
BASE: Marcos; Élder Granja, Gustavo, Gladstone e Leandro; Pierre; Sandro Silva e Martinez; Diego Souza; Kléber e Alex Mineiro

OS 29 DO PALMEIRAS NO BR-08:


GOLEIROS: Marcos (37), Bruno
LATERAIS-ALAS-DIREITOS: Élder Granja, Fabinho Capixaba
LATERAIS-ALAS-ESQUERDO: Leandro (34), Jefferson
ZAGUEIROS: Gustavo, Gladstone, Roque Júnior, Jéci, Maurício, David, Henrique
VOLANTES: Sandro Silva (27), Martinez (26), Leo Lima (26), Pierre, Jumar, Wendel
MEIAS: Diego Souza (33), Valdivia, Evandro, Maicossuel
ATACANTES: Alex Mineiro (35), Kléber (30), Denílson (30), Lenny, Jorge Preá, Thiago Cunha

(levando em conta os que jogaram ao menos 20 jogos, pelas contas do Footstats)
O ASSISTENTE – Leandro (8, em 34 jogos)
DESARMES – Pierre (5,9 em média)
DRIBLADOR – Kléber (5,4 por jogo)
O FALTOSO – Kléber (2,9 por jogo)
A VÍTIMA – Kléber sofreu 5,4 faltas por partida.
O FINALIZADOR – Alex Mineiro acertou 50,0% das conclusões.
PASSE CERTO – Gustavo acertou 94,7% dos passes.
DONO DA BOLA – Leandro a dominou por 1min56s em média, a cada jogo.

MELHOR DO TIME NO BR-08– Kléber
REVELAÇÃO – Henrique
DECEPÇÃO – Wanderley Luxemburgo
GOLEADORES PRINCIPAIS –

Alex Mineiro (19 gols; média 0,5);

Kléber (8 gols, média 0,2);

Diego Souza (6, média 0,1).