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Arquivo de novembro de 2008

São Paulo 1 x 1 Fluminense

domingo, 30 de novembro de 2008


Houve quem duvidasse na fé do clube de São Paulo quando Washington fez no Rio o gol que eliminou o time de Muricy na Libertadores-08, faltando dois minutos para o fim. Os tantos são-paulinos que lotaram o Morumbi (que vinham deixando vazio com o futebol irregular da equipe no BR-08) pareciam não acreditar mais no título antecipado quando o ótimo Tartá abriu a contagem carioca com 4 minutos do segundo tempo. Mas a fé que move placares levou o São Paulo ao empate oito minutos depois. Do jeito que só o Tricolor paulista parece conseguir: se não errou o chute, Borges também não acertou. O artilheiro não pegou como queria na bola. Mas botou onde os deuses da bola querem: na rede adversária do São Paulo. Empate que ainda não deu o caneco mais do que esperado até por gremistas, palmeirenses, cruzeirenses e rubro-negros. Mas o placar que ainda dá ao São Paulo mais uma chance de só depender dele para ser hexacampeão.

Um dos tantos méritos são-paulinos é não achar que está tudo ganho. E nem que tudo está perdido antes da hora. O próprio Muricy admitia que o time não estava merecendo o apoio pelo pouco que jogava. Como o Fluminense parecia perdido depois de ter se achado mais do que era na brilhante campanha da Libertadores. Até um chute errado perder a América, deixar de conquistar o mundo, e perder jogos, a cabeça, o treinador e o elenco durante o Brasileirão.

O Tricolor que caiu nos pênaltis para a LDU só não caiu no BR-08 porque René Simões não deixou. O discurso dele no vestiário para o seu time foi esse: ”Vamos derrotar os campeões brasileiros”. Ou ao menos não perder e adiar a festa. O Flu já deu as caras e as bolas com 33 segundos, quando Rogério foi Ceni e não deixou Arouca abrir o placar, e Washington passou da linha de bola. Com Maicon e Conca próximos ao goleador, Arouca chegando sempre, o Flu se superou. O São Paulo com o 3-1-4-2 usual, apenas sem Zé Luís do time titular, mas com a marcação mais frouxa que o habitual.

O que deu num jogo emocionante, franco demais para o que gosta de fazer Muricy, e para o que precisava o São Paulo.

Seleção do BR-08

sexta-feira, 28 de novembro de 2008



Se tivesse os 33 finalistas para montar uma seleção para a Copa do Mundo em janeiro, Wanderley Luxemburgo seria o meu treinador (é mais experiente e ofensivo que Muricy). Se eu fosse o treinador, convocaria Marcos e Rogério Ceni para a meta; Léo Moura e Élder Granja (defende melhor que o ala Vítor) para a direita, e Kléber e Leandro (marca melhor que Juan) para a esquerda; na zaga, Thiago Silva, Fábio Luciano, Miranda e André Dias (mais experiente que Réver e mais entrosado com Miranda); Rafael Carioca, o gringo Guiñazú, Ramires e Hernanes, os volantes; Alex, Ibson e Tcheco os armadores; à frente, Nilmar, Kléber, Alex Mineiro, Keirrison e Guilherme.
Os titulares seriam Rogério (mais entrosado com a zaga); Léo Moura, Thiago Silva, Miranda e Kléber; Rafael Carioca; Ramires e Hernanes; Alex; Nilmar e Guilherme.

Agora, se eu fosse montar um time para jogar amanhã, baseado na fase atual, ficaria com Victor; Léo Moura, André Dias, Miranda e Juan; Rafael Carioca; Ramires e Hernanes; Alex; Kléber Pereira e Keirrison.

Mas a idéia é escalar os melhores do BR-08.

O meu time seria Victor (mais pelo turno); Léo Moura, André Dias, Rever e Juan; Rafael Carioca; Hernanes e Ramires; Alex; Keirrison e Kléber Pereira.


Agora, quem definiu os grupos “táticos” da escolha?

É difícil comparar laterais com alas – Élder foi lateral, Léo e Vítor, alas; na esquerda, a mesmo história para os laterais Kléber e Leandro, e para o ala Juan.

Na zaga, Fábio Luciano atuou na sobra no esquema com três atrás de Caio Júnior… André Dias, na maioria dos jogos tricolores, também…

No meio, Pierre é cabeça-de-área. Quando atua com mais um volante, joga à esquerda, não à direita. Como Hernanes, que tem sido muito mais um meia no 3-1-4-2 de Muricy. E pela esquerda…Rafael Carioca, então… Sempre foi volante esquerdo.

Tcheco é um meia-atacante centralizado. Como Lúcio Flávio. Como Diego Souza desde a saída de Valdívia.

À frente, alguém explica o porquê da dupla Alex Mineiro e Kléber concorrer na mesma categoria? E o porquê de Kléber Pereira, centroavante nato, artilheiro, concorrer com Nilmar e Guilherme, que se movimentam mais pelo ataque?

Morumbizazo é improvável

sexta-feira, 28 de novembro de 2008



O Flamengo perdeu para o América mexicano e viveu o primeiro Maracanazo de 2008.

O segundo foi do rival do São Paulo no domingo, o Fluminense, perdendo a Libertadores nos pênaltis para a LDU.

Mas mesmo um fracasso eventual na própria casa parece distante do Morumbi. O São Paulo não costuma perder e se perder na euforia justificada.

Sabe vencer como nenhum outro no Brasil.
Não se perde como os rivais.

Até porque sabe como foi difícil ser campeão, como foi duro ser bi, e como será duríssimo ser tri.

Por mais que o Fluminense esteja engasgado, por mais difícil que historicamente se portou contra o Tricolor paulista, o Flu não é tão forte como foi no primeiro semestre.

Tudo que a torcida celebra antecipadamente, ninguém no Morumbi faz festa antes da hora. Também por isso o clube tem sabido fazer tantas festas recentemente.

Renê Simões já preparou o discurso. Sabe que não irá cair. E vai lutar para ganhar do tri-hexacampeão.

Será um beo jogo.
Mas será o que já foi: São Paulo.

Estudiantes 0 x 1 Internacional

quinta-feira, 27 de novembro de 2008





– Pressão não é jogar futebol num estádio lotado. Pressão é ter de pagar as contas no fim do mês sem ter dinheiro para tanto. Pressão é dar uma vida melhor aos filhos ganhando um salário mínimo. Isso é pressão.

De Viña Del Mar, onde curte a aposentadoria de uma carreira brilhante como um dos 125 maiores jogadores da história do futebol mundial, Don Elias Figueroa disse horas antes da luta em La Plata o que pode ser usado por anos para qualquer atleta em qualquer campeonato.
Craque-bandeira do Internacional de 1971 a 1977, autor do gol iluminado do primeiro título nacional colorado, em 1975, Figueroa sabe o que é ser pressionado.
Sofreu contra o mesmo Estudiantes quando atuava pelo Peñarol, nos anos 60. Grande campeão uruguaio de enormes jóias como Mazurkiewicz, Pedro Rocha, Héctor Silva e Spencer. Time já não tão qualificado que perdeu a Libertadores-70 para o Estudiantes, então tricampeão sul-americano.

Equipe dirigida por Oswaldo Zubeldía, decano da escola bilardista de muita aplicação tática, marcação obsessiva, estudo dos rivais, e várias jogadas de fair-play zero, e ferro nos rivais.
Se o Estudiantes possivelmente foi o primeiro time a trabalhar demais as jogadas de bola parada, os escanteios fechados com o pé invertido, e a se concentrar no futebol argentino, era um time que não deixava jogar. De um jeito ou sem o menor jeito.

Este Estudiantes não bateu muito, em La Plata. Ou menos que Guiñazú, que foi justamente expulso com 24 minutos. Dez minutos antes de Tite formar duas linhas de quatro, isolar Nilmar, e Desábato atropelar o atacante colorado para Alex, o grande, fazer o gol que encaminha o título colorado. Já não celebrado porque um impedimento mal marcado tirou de Nilmar a chance do segundo gol.

Para Zubeldía, ainda nos anos 60, o “futebol é um negócio – a única coisa que importa é ganhar”.

Será? Com Alex, D´Alessandro e Nilmar, o futebol é mais que negócio.
É vitória.
Com qualidade.

Agora, com a alma colorada demonstrada em 60 minutos com um a menos, futebol é algo mais.
Mesmo.
Até pelo espírito de equipe que aflorou ainda no gramado encharcado pela vitória vermelha.

Para Álvaro, entrevistado pelo repórter Cristiano Silva, da Rádio Bandeirantes de Porto Alegre: “Hoje corremos pelo Guiñazú. Afinal, ele sempre corre por nós;
para Índio, “a alma dele esteve presente mesmo quando ele foi expulso”.

Pode ser só discurso. Mas quem viu a vitória em Estudiantes sabe que o Inter não só falou. Fez.

O Inter não jogou com um a menos. Jogou com 10 homens a mais.

Herros

terça-feira, 25 de novembro de 2008


Edmundo isolou a bola em São Januário, com grandes chances de ter definido o rebaixamento vascaíno – e o título tricolor.

Rafael Carioca perdeu gol ainda mais perdido no Barradão, praticamente dando o tri-hexa ao São Paulo.

Não se discute o caráter de cada um.

Mas Símon errou feio no Mineirão.

E se discute a honestidade, a hombridade, a capacidade do árbitro gaúcho.

É injusto.

E não pode continuar a persguição e a suspeição ao apito.

Se não acreditarmos na arbitragem, melhor desacreditarmos o futebol.

Vamos deixar os árbitros errarem em paz.

BOTA-TEIMA – RODADA 36

terça-feira, 25 de novembro de 2008

[[[[[A INTENÇÃO DO BOTA-TEIMA É LISTAR ERROS DE ARBITRAGEM – OU LANCES EM QUE INTERPRETEI, COM A AJUDA DA TV, DE FORMA DIFERENTE;
O ESPAÇO É LIVRE PARA DETONAR O APITO E ESTE QUE VOS BLOGA.
NÃO É A PRIMEIRA, MUITO MENOS A ÚLTIMA PALAVRA A RESPEITO DO TEMA. É SÓ MAIS UMA. SEM PRETENSÃO DE NADA ALÉM DE EVITAR O CHORORÔ, TEORIAS CONSPIRATÓRIAS, E OUTROS ACHISMOS.
AO FINAL DAS CONTAS, FAÇO UM SALDO DOS ERROS IMPORTANTES QUE TIRARAM – OU BOTARAM – PONTOS DOS TIMES.
SEM A MENOR INTENÇÃO DE SER A ÚNICA FONTE A RESPEITO DO INESGOTÁVEL ASSUNTO.
LEMBRO QUE DIFICILMENTE ESTARÃO LISTADOS LANCES DE EXPULSÃO]]]]]


Cruzeiro 3 x 2 Flamengo
ADENDO – Depois de uma imagem exclusiva da ESPN Brasil aparecer quatro dias depois, Carlos Eugênio Símon (RS) ACERTOU ao não marcou pênalti de Léo Fortunato em Diego Tardelli, aos 43 do segundo tempo. Estava 3 x 2 Cruzeiro.





[[[[[SALDO TOTAL DEPOIS DE 36 RODADAS]]]]

[[[PREJUDICADOS]]]:

SEIS PONTOS A MENOS: Grêmio, Figueirense

CINCO PONTOS A MENOS: Botafogo

TRÊS PONTOS A MENOS: Portuguesa

DOIS PONTOS A MENOS: Goiás, Internacional

UM PONTO A MENOS: Ipatinga, Sport, Náutico, Atlético-MG, Vasco, Flamengo

SALDO ZERADO: Palmeiras, São Paulo

[[[BENEFICIADOS]]]:

UM PONTO A MAIS: Fluminense

DOIS PONTOS A MAIS: Atlético-PR

TRÊS PONTOS A MAIS: Vitória, Cruzeiro

QUATRO PONTOS A MAIS: Coritiba

CINCO PONTOS A MAIS: Santos


+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + +
(Pelo critério de lances que beneficiaram ou prejudicaram as equipes, sem considerar o placar final de cada jogo:)

“PREJUDICADOS”:
Ipatinga – beneficiado em 2 lances; prejudicado em 6.
Figueirense – beneficiado em 1 lance capital; prejudicado em 5 lances de partidas.
Atlético-MG – beneficiado em 3 lances; atrapalhado em 7.
Grêmio – beneficiado em 5 lances; atrapalhado em 8.
Palmeiras – beneficiado em 4 lances; atrapalhado em 7.
Botafogo – beneficiado em 5 lances; atrapalhado em 7.
Vasco – beneficiado em 6 lances; atrapalhado em 8.
Goiás – beneficiado em 3 lances; atrapalhado em 4

“ZERADOS”:
Portuguesa – beneficiada em 6 lances; atrapalhada em 6.
Sport – beneficiado em 4 lances; atrapalhado em 4.


“AJUDADOS”:

Cruzeiro – beneficiado em 7 lances; atrapalhado em 2
Coritiba – beneficiado em 7 lances; atrapalhado em 4.
Vitória – beneficiado em 6 lances; atrapalhado em 3.
Atlético-PR – beneficiado em 5 lances; atrapalhado em 2.
Inter – beneficiado em 8 lances; atrapalhado em 6.
São Paulo – beneficiado em 12 lances; atrapalhado em 11
Flamengo – beneficiado em 10 lances; atrapalhado em 9.
Náutico – beneficiado em 7 lances; atrapalhado em 6.
Fluminense – beneficiado em 6 lances; atrapalhado em 5.
Santos – beneficiado em 5 lances; atrapalhado em 4.

Vitória 4 x 2 Grêmio

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Terminasse 7 x 4 para o Tricolor o primeiro tempo, nenhum absurdo. A chance que Rafael Carioca foi dez vezes pior que a desperdiçada por Edmundo, em São Januário.

O Grêmio foi tudo aquilo que se esperava de um candidato ao título. Raçudo, organizado e letal à frente contra defesa indefensável. Nem as chances doadas ao Vitória mereciam senões com o empate no Rio.

Mas, em 90 segundos, tudo ruiu. A horrorosa zaga vascaína concedeu o segundo gol ao Tricolor paulista. A marcação que começava a lacear no Barradão cedeu o empate. No mais, tudo deu errado, como o gol da virada à baiana, carambolada, depois da zaga exposta pela expulsão de Amaral.

O resto foi mais do mesmo quando tudo dá errado. Inclusive o certíssimo chute de Souza, que nada fez contra quem tudo jogou contra o ex-clube.

Baita Vitória. O de Vágner Mancini, que praticamente jogou aos pés são-paulinos o tri-hexa.

Cruzeiro 3 x 2 Flamengo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Os irregulares mais regulares do BR-08 fizeram o jogo básico que deles se esperava: muitos acertos à frente, muitos erros atrás, uma arbitragem ruim, um jogo bom de ver e de torcer.

Mas duas equipes que, como Palmeiras e Grêmio, ainda devem bola e pontos.

Por isso dão tanta pelota e pontos (e tri?) ao São Paulo.

Vasco 1 x 2 São Paulo

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Está por um tri(z)

São Paulo nem precisou jogar muito para manter a série de 16 jogos sem derrota. O Vasco tentou o pouco que sabe e perdeu de novo o jogo e, pro-vavelmente, um lugar na Série A.

Quando Renato tentou abrir um pouco mais o Vasco nas últimas partidas, apostando numa linha de frente com Edmundo e Leandro Amaral, o time se perdeu, expôs a má defesa, e foi goleado pelo Atlético Mineiro. As boas vitórias recentes foram construídas com Alex Teixeira e Madson armando para um só atacante. Foi o melhor modo de preparar um elenco fraco, talvez o pior das últimas décadas em São Januário. Contra apenas um ata-cante, o São Paulo poderia abrir pé do esquema com três na zaga. Até porque Muricy é dos poucos quem mudam a taticamente sem precisar mudar os nomes. Algo que a defesa vascaína, por vezes, dá a impressão de jamais fazer. Não é só uma questão para o treinador resolver. É um pro-blema técnico. Começando pelos dois volantes.

Muricy mudou o posicionamento da zaga. André Dias foi marcar pela di-reita, fazendo a de Rodrigo. Anderson atuou na sobra. O problema são-paulino no primeiro tempo foi ter assistido a Madson atuar com imensa liberdade pelos dois lados. Nos primeiros 10 minutos, o Vasco foi mais ti-me, aproveitando o buraco entre os três zagueiros, Jean e a linha de qua-tro armadores tricolores. Aos poucos, porém, o São Paulo foi acertando o pé, e calibrando o passe. Mais uma bobagem vascaína criou letal cobrança de falta de Jorge Wágner, aos 21. O que parecia o momento ideal para o Tricolor cadenciar o jogo e explorar o contragolpe deu errado. A má mar-cação sobre Wágner Diniz e Madson criou os espaços que o Vasco apro-veitou e empatou aos 30, na infelicidade de Miranda, o único que chegou perto do meia carioca, o suficiente para desviar a bola para longe de Ceni.

No intervalo, o São Paulo soube do gol do Grêmio, na Bahia. Por 18 minu-tos, o Tricolor gaúcho só dependia dele para ser tricampeão brasileiro. Mas torcer pelo Vasco tem sido tão difícil quanto secar o Tricolor: Hugo ficou livre para desempatar, aos 3 minutos. Exatos 90 segundos depois, o Vitória empatou, no Barradão. O São Paulo retomava a ponta. Mais 13 minutos até a virada à baiana, que deixou o Tricolor a uma vitória do títu-lo. E o Vasco pressionando, perdendo chances inacreditáveis com Edmun-do (que substituiu Edu) ou com Rogério defendendo o que o Vasco não soube marcar. À frente e atrás.


Pára com isso, Ronaldo!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Romário falava em parar desde os 24 anos.
Ficou quase o dobro do tempo fazendo gols.

Pelé parou (duas vezes) por cima. Como Pelé.

Van Basten foi parado antes da hora.

Reinaldo demorou para parar, mas, de tanto ser parado na pancada, deixou o gramado cedo demais para talento demais na grande área.

Não é fácil parar.

Não é só dinheiro – o que, graças a Deus e a ele, sobra para o fenomenal Ronaldo.

Não é só começar do zero uma nova vida – tá legal, começar do 9, no caso.

É parar com a adrenalina que jamais será a mesma. É, de um certo modo, parar o assédio infernal, a marcação implacável dentro e fora de campo para quem foi caçado desde os 17 anos pela bola, pela fama, pela grama, pela cama, pela grana.

Como acalmar? Pendurar as chuteiras valiosas, os tendões mais discutidos que os próprios dentões de Ronaldo?

Marcas de um artilheiro que virou uma marca, uma grife, um mito.

Enfim, um fenômeno. Até no nome.

Não é fácil parar.
E, pelo primeira vez, ele parou para falar que pensou em parar.

Não.

Ainda não, Ronaldo.

Você ainda joga quando e quanto quiser.

No Brasil, nem precisa de tanto esforço.

Dá um tempo ao tempo, Fenômeno.

O Brasil te espera de braços abertos.

Você vale quanto pesa.