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Arquivo de maio de 2008

Geninho no Botafogo

sexta-feira, 30 de maio de 2008



Ele é melhor treinador do que acreditam muitos que amam odiá-lo.

Gosta de atacar e do bom jogo mais do que ficou carimbada a imagem de retranqueiro e de mandar “pegar, pegar”.
(Para não ir longe: pelas contas do Footstats, no MG-07, o Atlético-MG de Geninho cometeu pouca coisa mais de faltas que o Cruzeiro – e as sofreu mais que o campeão estadual; desarmou mais bolas, e só finalizou um pouco menos que a equipe de Adilson Baptista).

Sabe armar equipes para atuar com os três na zaga que Cuca usava; mas não irá liberar tanta gente – do meio – para a frente.

Os três na frente podem até ser mantidos – ele foi feliz em 2003, no Corinthians, mantendo o 4-3-3 de Parreira-02; mas, ao perder Vampeta, depois do título paulista, o time desmoronou.

Suas equipes pegam-pegam, por vezes, além da conta.
Mas talvez tenha faltado isso aos bons times de Cuca.

É mais experiente que o promissor Ney Franco.
Talvez tenha sido melhor escolha.

Edmundo…

sexta-feira, 30 de maio de 2008



Ele é titular no melhor Vasco e no melhor Palmeiras dos últimos 40 anos.

Elé é gênio e genioso.

Ele pode te abraçar e te chutar ao mesmo tempo.

Ele é assim. Não pode ser assado por ter perdido (mais) um pênalti (e a bola do pênalti isolado e enluarado).

Ele é de lua. Tem fases cheias. E minguantes.

Mas ainda brilha. Precisa brilhar.

O Vasco precisa dele em 2008. Ele ainda precisa de futebol.

Se Leandro Amaral voltou, por que não Edmundo?

Só não pode o posseiro de São Januário exigir o retorno como tantas vezes fez. Como tantos males cria no clube.

Cuca!

sexta-feira, 30 de maio de 2008


Cuca não é um perdedor.
Com o mais que devido respeito e a enorme admiração, ele foi um vencedor em General Severiano.

Porque com todos os elencos que teve no Botafogo, o mérito foi ter chegado tão longe com grupos tão limitados.

Sobretudo o deste ano.

E, mesmo no passado, cobrar alguém quando se perde nos pênaltis é uma penalidade máxima a quem tão bem trabalhou.

Mas Cuca, como o Botafogo, é sangüíneo até a tampa. Perde a cabeça e o coração como tem perdido as decisões.

E todos acabam perdendo muito com a sua saída.