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Corinthians 3 x 0 Vasco

por Mauro Beting em 30.jul.2015 às 13:55h

O primeiro tempo foi mais equilibrado que o imaginado para o time de pior defesa com problemas técnicos, táticos e anímicos, e na casa do rival que é vice-líder do Brasileirão.

Com um minuto da segunda etapa, tudo voltou ao normal. O Corinthians abriu a contagem com Renato Augusto. E o jogo fluiu. Não só pela saída de Vagner Love e pela entrada de Luciano. Não só pelo retorno da dinâmica de Elias e Renato Augusto.

Também por aquilo que se chama fase.

Gil foi tentar levantar uma bola na área e marcou um golaço, o segundo. Meio sem querer querendo. Diferente do belo gol que foi o terceiro, em grande jogada coletiva.

Mas volto ao segundo gol que mostra que o Vasco, mais do que eu imaginava, está correndo sérios riscos de voltar à Segunda. Com Riascos, com Guiñazú, com Dinamite no campo, Eurico no banco, com o Expresso da Vitória voltando, ainda assim seria difícil quanto tudo dá errado – e tudo dá certo para o adversário.

Foi assim contra o Palmeiras. Foi assim contra o Corinthians. Tem sido assim em muitos jogos.

Ainda mais quando o Corinthians volta a ser um time mais eficiente. Mais efetivo. Ainda mais competitivo. E que vai continuar na luta pelo título.

Desde que se atenha à conquista do Brasileirão, e não de uma vaga na Liga dos Campeões. Desde que a imprensa (nós todos) não caia na pilha de um novo Milan de Sacchi. Desde que o time siga na mesma pegada que permite ganhar mesmo com o atual Love na frente.

Coritiba-85. Parece que foi ontem. Parece que é sempre amanhã

por Mauro Beting em 30.jul.2015 às 13:34h

São 30 anos do primeiro brasileiro paranaense. Do primeiro paranaense brasileiro. Não parece que foi ontem. Mas parece que para o coxa será sempre amanhã.

Rafael. André. Gomes. Heraldo. Dida. Almir. Marildo. Tobi. Lela. Índio. Édson. Onze nomes curtos. Onze gigantes grafados no Alto da Glória. Do primeiro jogo em Ponta Grossa em 1909 à partida da vida coxa-branca em 1985 no Maracanã tem toda uma história. Toda uma torcida que sabe como foi duro ganhar jogos, campeonatos, respeito e admiração. Como é complicado ganhar manchetes no Sudeste.

Aquele tiro longo de Índio no gol nos 90 minutos pareceu levar um século. Vieram dores, desamores, derrubadas. Rebaixamentos no tapetão, puxadas de tapete do Clube dos 13, quedas no campo. Acessos no gramado, acessos de raiva por desatinos e destinos mal traçados e bolados. Barreiras que puderam ser superadas com fé. Com coração. Nas coxas bravas e brancas.

O Coritiba de campanha irregular, de saldo de gols negativo, que tinha de enfrentar o colosso do Maracanã como zebra. Como um time que superara rivais melhores – ou mais “qualificados” nas manchetes, não no gramado. Um time que venceria nos pênaltis mais um “favorito”. Calando mais uma vez os gritos contrários. O “quinta-coluna” dos anos 1940 de guerra mundial era o primeiro do Brasil na redemocratização da Nova República em 1985.

São 30 anos amanhã do primeiro título nacional do futebol paranaense. Do time de Ênio Andrade que eliminou o favorito Galo com atuação acrobática de Camarotta na semifinal. Venceu nos pênaltis na finalíssima o Bangu que era o Rio em 1985. Era o favorito para o Brasil jogando no Maracanã. Foi um bravo vice-campeão brasileiro.

Merece os elogios tanto quanto o campeão.

Parece que foi ontem. Mesmo. Parece que amanhã tem festa do Coritiba. Mesmo.

E ser campeão, então, era ainda mais difícil para quem não fosse carioca, paulista, mineiro e gaúcho.

Ainda que os regulamentos permitissem um campeão com saldo negativo, era mais difícil vencer e superar quem o Coxa venceu e conquistou.

São 30 anos do maior título em mais de 100 anos.

Parece que foi ontem. Parece que amanhã será eterno.

 

 

Noite de Galo – Atlético Mineiro 3 x 1 São Paulo

por Mauro Beting em 30.jul.2015 às 8:25h

O Mineirão completa 50 anos em setembro e vai ter muita gente lembrando que, em 100 anos de Seleção, não teve derrota como os 7 a 1. Justo. E também injusto para estádio com tanta história.

E com jogos como o de ontem.

O São Paulo poderia, com um pouco mais de pontaria ou tranquilidade ou sorte ou técnica ou humildade ou melhor fase ter feito uns três ou quatro no melhor time do BR-15 só nos primeiros emocionantes e excelentes 45 minutos. Para não reescrever que o grande favorito ao título venceu bonito o primeiro tempo por 3 a 0. E venceria lindo uma belíssima partida ao final dela por 3 a 1. Um jogo que o Atlético mereceu vencer mais uma. Mas o São Paulo não merecia perder.

O Galo de Pratto. O artilheiro que, nas sete finalizações atleticanas na primeira etapa, guardou a primeira meio de cabeça e meio de joelho, depois de grande defesa de Rogério; o goleador que, na segunda bola limpa entre três zagueiros, guardou como artilheiro que se preza e que faz gols com qualquer parte da anatomia; matador que, na terceira bola, depois de passe errado cheio de pose de Hudson, recebeu para bater rasante a pelota que lambeu a trave de Ceni, em outro lance difícil para o assistente definir se havia ou não impedimento.

3 a 0 Galo. E se fosse 4 a 3 Tricolor não seria absurdo. Seria do jogo. E que jogaço. Mas é da fase. E que fase do Atlético! Quando joga bem, goleia. Quando é pressionado e sofre assédio pelos lados e por dentro da zaga que gosta de jogar alto, também faz sofrer seu torcedor. Mas tem Victor para fazer 2019 defesas difíceis. 2019 como a bizarra numeração da camisa que celebra (com justiça) o contrato renovado. Outra grande contratação atleticana. Investimento que se paga.

Algo que, até agora, jogando na dele, jogando mais atrás, mais à frente, pelo lado, por cima, ainda não se vê com Ganso. E mesmo com Pato. Este ainda faz os dele. Ganso não os faz, pouco os cria, mesmo dando a bola para o gol de Pato, ele ainda deve. Até quando o São Paulo joga bem, o 10 ainda joga pouco pelo nível dele. E, sim, o São Paulo jogou bem, mesmo perdendo de três no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o gol saiu, do mesmo modo como ótimas oportunidades mineiras na melhor partida do BR-15. E das melhores no Brasil nos últimos anos.

Existem jogos que são assim de vez em quando. A bola não entra. Ainda mais contra o Galo nessa fase (que meio que dura desde 2013…). A bola agora entra a favor do time atleticano. Tudo que teimava em não dar certo desde 1971 virou o jogo. E tá virando cada jogo bacana do Galo!

E, dever dizer, deste Brasileirão cada vez mais emocionante. Mesmo com o Atlético não dando sopa e nem bola aos rivais.

Saber sair do jogo

por Mauro Beting em 28.jul.2015 às 15:16h

Quero sempre no meu time jogador que quer jogar como Messi, que não quer ser substituído nunca como Pelé, que não admite ser poupado de partida alguma como Neymar, que quer treinar como quem está jogando como Zico. O que não significa que ele não possar ser sacado da equipe, que ele não possa não ser escalado vez e outra, que ele não possa dosar o ritmo dos treinamentos.

O problema brasileiro, ou um dos tantos problemas da nossa incultura esportiva, é que muitas primas donnas de segunda classe com terceiras intenções mandam pro quinto dos infernos os treinadores que os tiram de campo, não os escalam sempre, ou fazem o rodízio natural pela exigência pouco natural física dos últimos anos.

Nenhum jogador no Brasil aceita na boa quando não é escalado.

Nenhum boleirão brasuca admite quando é substituído – ainda que jogando pedrinhas, ou mesmo por questões táticas, técnicas e físicas.

Para não dizer que a boleiragem brasileira só aceita mesmo as mudanças antes e durante as partidas quanto atuam fora do país. Ou mesmo lá fora não sacam que podem ser sacados a qualquer hora.

Não sei se é falta de humildade. Unidade. Sobra de presunção. Ou ausência mesmo de respeito e educação. De entender que ninguém tem camisa cativa numa equipe, ou mesmo cadeira cativa no banco. O time deve estar sempre acima de todos, e mesmo do treinador que é o encarregado de escalar e de mexer na equipe – mesmo que ela esteja vencendo.

O que sei é que, na média, ou abaixo dela, nenhuma grande liga nacional tem tanta cara feia, bico virado, nariz torcido e dedo em riste quanto a brasileira. Diretores de televisão já sabem o que fazer quando alguma estrela (ou mesmo nebulosa e buraco negro) vai ser substituída: todas as trocentas câmeras da TV sobre a celebridade que vai sair imprecando contra o diabo e o planeta bola. O único momento em que eles fazem questão de não tapar os lábios com a mão. Fazem questão de xingar mesmo. De não dar a mão ao treinador no banco. Se bobear, falam ainda para a câmara que não-sei-quem-é-uma-vergonha…

Vergonha é não saber que a regra três é para ser usada (e deveria até ter mais gente substituída durante os jogos). Falta de tudo é não saber que existe respeito. Hierarquia. E um mínimo de consideração pelo companheiro que vai para o jogo.

Também esse jogo precisamos mudar no Brasil.

Rodada 15: Os cariocas

por Mauro Beting em 27.jul.2015 às 18:00h

ESCREVE DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Goiás 0 x 1 Flamengo

Em Goiânia, no estádio Serra Dourada, o Flamengo venceu a terceira partida seguida. E mais uma vez com a participação de Paolo Guerrero. O atacante peruano participou bastante do jogo, se movimentando, saindo da área, fazendo o pivô, buscando o jogo, abrindo pelos flancos e ainda serviu Marcelo Cirino, que marcou o único gol do jogo.

O Fla jogou mal, há de se ressaltar. O Goiás foi melhor, criou mais, mas a estratégia de Cristovão deu certo. A roubada de bola para o contra-ataque rubro-negro era a arma mortal do time, que falhava muito na organização defensiva. César salvou o Fla em diversas vezes. E aos 44min da etapa final, a trave também salvou a equipe rubro-negra.

O Fla começou dominando o jogo, com mais posse de bola, mas não achava os espaços para a criação. No típico 4-3-3 de Cristovão, o tripé de meio-campistas era formado por Cáceres, Márcio Araújo e Canteros. No ataque, Éverton, Guerrero e Marcelo Cirino se movimentavam bastante, porém sem sucesso.
Julinho Camargo aproveitava as fragilidades do sistema defensivo carioca, apostando nas investidas ofensivas do lateral Diogo Barbosa e do atacante Murilo, que aproveitavam os espaços deixados por Ayrton, quando o mesmo apoiava ao ataque. Se não fosse o goleiro rubro-negro, o Goiás tinha feito pelo menos 3 gols.

O intervalo veio e Cristovão mexeu. Tirou os três volantes. Ufa! Que alívio!!! O time pouco criou na primeira etapa, apesar de ter tido mais posse de bola. Canteros saiu para a entrada de Alan Patrick. Ayrton, a mina de ouro do Goiás, saiu para a entrada de Pará. E os espaços diminuíram.

Até que aos 27min da segunda etapa, Alan Patrick iniciou a jogada no meio, achou Guerrero na intermediária ofensiva, que serviu Cirino, cara a cara com o goleiro Renan, escolheu o canto e não titubeou. Fla 1 a 0. Vitória sofrida e muito importante, pulado de 14º para 11º, a melhor colocação da equipe nas 15 rodadas.


CHAPECOENSE 2 x 1 FLUMINENSE

Na Arena Condá, em Chapecó, o Flu perdeu a segunda partida seguida. Apesar de dominar e controlar o jogo, o Flu cometeu algumas falhas defensivas e, no final do jogo, sofreu o segundo gol.

O jogo começou movimentado, com as duas equipes criando oportunidades. O Flu apostava na movimentação do quarteto ofensivo, com Oswaldo pela direita, Marco Junior na esquerda e Scarpa na meia central. Fred era o capitão. Edson e Jean formavam a dupla de volantes.

A Chapecoense apostava nas investidas pelo flanco direito com Apodi, buscando Bruno Rangel na área. Ananias era o outro atacante. Organizada no 4-4-2, fechadinha e compacta, a Chape investia nos contra-golpes. Quase todas as jogadas ofensivas catarinense passavam pelos pés de Cléber Santana que, junto com Tiago Luis, eram os armadores da equipe de Chapecó.

O Flu articulava bem as jogadas, mas falhava no último passe e na conclusão das jogadas. No sistema defensivo, muitos erros na transição defesa-ataque, erros de passe e até de posicionamento. Aos 26min da primeira etapa, Edson errou passe na intermediária defensiva, Dener lançou Bruno Rangel, que dominou, ajeitou e bateu bem. Chape 1 a 0.

O Flu não se abalou. E logo aos 28min, Oswaldo cruzou, o goleiro Danilo espalmou para a entrada da área e Edson, que tinha acabado de falhar, acertou belo chute no canto esquerdo. 1 a 1.

O Flu ainda teve um gol anulado, de Marcos Junior. Após cruzamento de Breno Lopes pelo lado esquerdo, Fred tentou desviar, mas a bola sobrou para o jovem atacante do Flu, que cabeceou e a bola tocou na bola dele. O juiz marcou o gol, mas voltou atrás e anulou.

O Flu voltou melhor para a etapa final, marcando em cima, sufocando a Chape, criando mais oportunidades, mas falhando na conclusão. Fred sentiu a coxa e saiu para a entrada de Magno Alves.

Aos 41 da segunda etapa, Antonio Carlos e Bruno Rangel disputaram a bola na entrada da área, Bruno Rangel caiu e o juiz marcou falta. O auxiliar Daniel Zioli informou ao árbitro que havia sido pênalti. Bruno Rangel cobrou firme no meio do gol, Cavalieri ainda tocou na bola, mas a Chape fez o segundo e venceu. Com a derrota, o Flu caiu de 3º para 7º.


 

VASCO 1 X 4 PALMEIRAS

Em São Januário, a torcida do Vasco até compareceu (recorde de público em São Janu: 13.775 pessoas), mas o time não fez valer o mando de campo. O Verdão não tomou conhecimento da equipe carioca e aplicou 4 a 1 e entrou no G-4, pulado de 6º para 3º colocado.

Em São Januário, a torcida do Vasco até compareceu (recorde de público na Colina: 13.775 pessoas), mas o time não fez valer o mando de campo. O Verdão não tomou conhecimento da equipe carioca e aplicou 4 a 1 e entrou no G-4, pulado de 6º para 3º colocado.

As coisas começaram bem para a equipe paulista. E, quando a fase não é boa, a coisa não fica boa para as equipes da parte debaixo.

Arouca dominou no meio-campo, logo aos 3min da primeira etapa, fez boa jogada e tocou para Leandro Pereira, que chutou de fora da área. A bola desviou em Aislan e foi entrando calmamente no gol de Martin Silva, que estava vendido no lance. 1 a 0.

Após jogada pela esquerda, a defesa cruzmaltina se atrapalhou, Dudu marcou o segundo. Isso com 17 minutos do primeiro tempo.

A partir daí, o Vasco pareceu que acordou. Tentou colocar a bola no chão e jogar, mesmo com o placar adverso. Mas só parece.

O Palmeiras aproveitou a velocidade e intensidade dos contra-ataques e ampliou. Egídio cruzou, Martín Silva saiu muito mal, não achou nada, a bola bateu em Aislan e sobrou para Victor Ramos só empurrar para o gol. 3 a 0 com 34’min na primeira etapa.

Antes do primeiro terminar, Herrera ainda protagonizou um lance INACREDITÁVEL. Sozinho no campo de ataque, ele conduzia a bola após erro de passe da defesa alviverde, driblou Fernando Prass, ajeitou e bateu: NO TRAVESSÃO!!!! INACREDITÁVEL.

No intervalo, Celso Roth queimou as tres substituições: Jordi no lugar de Martin Silva, Serginho no lugar de Aislan, Riascos no lugar de Dagoberto. Mas nada mudou. O Vasco estava apático e muito desorganizado, tanto ofensiva quando defensivamente. A equipe não incomodava o goleiro alviverde, Fernando Prass. Ainda deu tempo de Leandro Pereira ampliar a goleada: 4 a 0. E aos 23min da etapa final, Riascos fazer o gol de honra. 4 a 1.

Com o resultado, o Palmeiras entrou no G-4 enquanto o Vasco, atropelado em casa, segue na zona do rebaixamento, na vice-lanterna.

 

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Grêmio 1 x 1 Sport

por Mauro Beting em 27.jul.2015 às 16:04h

É bom esse Pedro Rocha. Tem honrado o nome e os gols de um dos maiores armadores que o mundo viu jogar, o uruguaio de brilho no Peñarol e no São Paulo.

Mas só dele não podem viver os gols do Grêmio. Um time mais consistente e até contundente com Roger. Só que vive de tomar gols bestas, como a saída errada de Tiago que deu em gol do ex-tricolor Diego Souza.

Um Sport que não sabe vencer longe do Recife. Mas que só perdeu para o grande líder Galo. Um time bem armado, muito arrumado defensivamente, aprumado na velocidade da transição para a frente. Um projeto de equipe que a direção do clube deu ao seu treinador – quem está há mais tempo no cargo na Série A.

Não é acaso. É caso bolado e pensado para muita gente seguir. Como seguirá forte o Sport com o sonho real de Libertadores. Algo que o Grêmio tem capacidade para chegar. Desde que não perca pontos tolos.

Coritiba 1 x 1 Corinthians

por Mauro Beting em 27.jul.2015 às 12:48h

Evandro, 18, artilheiro da Dallas Cup. 

Era o currículo dele há uma semana quando Ney Franco o chamou para compor o elenco na partida decisiva contra a Ponte Preta, pela Copa do Brasil. 

Na estreia pelo Coxa, fez o gol que levou aos pênaltis e para a classificação. Na estreia no Couto Pereira, empatou aos 47 minutos o jogo contra o vice-líder Corinthians. 

Evandro, 18. Dois gols em dois jogos pelo Coritiba que não vence há 6 jogos no BR-15. Há uma semana quem o    conhecia? Há meses não se reconhece o Coritiba que há 30 anos ganhou o Brasil.

Do nada está pintando Evandro. Quem sabe? Como mais nada se poderia esperar de Negueba, que fazia número até dar a bela bola para Rafhael Lucas dar o gol de empate. 

Negueba foi grande. Evandro foi enorme. O Coritiba não está sendo. O Corinthians pode ser mais. Fez um gol com Felipe do jeito que o zagueiro sobe muito. E do jeito que os times em má fase tomam, com um calcanhar que tirou o goleiro da jogada.  

Depois não conseguiu nem ampliar e nem administrar. Não recuou tanto como tantas oportunidades. Mas não foi eficiente e cirúrgico como muitas vezes. E como muitas vozes detonam demais. 

Atlético Mineiro 1 x 0 Figueirense

por Mauro Beting em 27.jul.2015 às 12:04h

Levir Culpi não apenas está dirigindo o melhor time que também é líder do BR-15 (nem sempre as duas situações ocorrem ao mesmo tempo). Ele tem dado as mais divertidas entrevistas. 

Quando fala que goleou o Figueirense por 1 a 0 ele tem toda razão. O time bem montado por Argel Fucks poderia ter feito estragos  contra o Galo não fosse Victor, não fosse o Horto, não fosse a bela campanha atleticana. Quando a fase é boa, a bola não entra de jeito algum. 

Do outro lado, porém, não é tão simples. Não foi fácil. Mas tem sido menos complicado com a qualidade do Galo. E a tal intensidade tão falada e pedida, mas que poucas equipes demonstram tão bem quanto o Atlético desde 2013. Até fazer o gol de pênalti sofrido por Marcos Rocha e convertido por Pratto, o Galo chutou de tudo quanto é lugar. É time como o artilheiro argentino. Pintou brecha, chuta. Não pintou, procura achar. Manda na trave. Bate outra na trave.  Mas uma hora entra. 

E a hora tem sido agora. 

Quem entra tem jogado bem como Rafael Carioca. Quem vem do banco tem qualidade como Carlos e Guilherme. 

Quem vem para encarar?

Tigres 3 x 1 Internacional

por Mauro Beting em 23.jul.2015 às 13:50h

Rafael Sobis até que tentou, batendo mal o pênalti que Alisson, mais uma vez, defendeu, com toda a categoria que transborda na meta sul-americana.

Rafael Sobis mais uma vez preparou, finalizou, e fez quase tudo com o novo parceiro tão bom e tão entrosado que parece velho – Gignac. Como Aquino, mais uma vez, fez de tudo, e muito bem. Como esse Tigres é bom. É ótimo. Mereceu a classificação e fará grande decisão contra o recuperado River Plate.

Quem não merecia a dor e o erro era Geferson, que fez um golaço se não fosse contra, encobrindo Alisson. Quem não merecia a tristeza era o colorado, que marcava alto, e bem, até levar o primeiro gol de Gignac, de cabeça, em infelicidade defensiva gaúcha. Potencializada por um meio-campo muito aberto, em escolha infeliz de Aguirre.

Quando tomou o terceiro gol, de peixinho, e de Arévalo Rios (!?), a viola mariachi estava ensacada – o cielito poderia ter sido mais lingo ainda para o time amarelo e preto.

O gol de Lisandro López no fim enervou um tanto o time mexicano. Mas não havia colorado que pudesse acreditar na equipe depois daquilo que o Tigres fez em casa, e o que os garotos gaudérios nada fizeram. Mas deles não se pode cobrar por aquilo que não têm ainda – e talvez não tenham. O problema é que gente experiente e de qualidade como D’Alessandro e Nilmar também parecia sub-10. Jogando uma bola abaixo do nível colorado.

Se não foi a pior atuação em 2015, foi a mais dolorida derrota.

Ainda assim, pelo que foi feito antes, não se podem caçar bruxas e bagres colorados.

Deu até onde dava para ir.

Mas ainda pode mais.

 

HISTÓRIA EM JOGO – Copa-66 – Brasil 1 x 3 Hungria

por Mauro Beting em 22.jul.2015 às 13:58h

GOODISON PARK, LIVERPOOL.

15 de julho de 1966. 19h30

Ken Dagna (Inglaterra)

51.387 pagantes


 

Brasil no 4-2-4 com a bola, e 4-4-2 sem ela; Hungria no 4-2-4 com a pelota, e no 4-4-2 sem ela, mas com mais dinâmica

– Brasil no 4-2-4 com a bola, e 4-4-2 sem ela; Hungria no 4-2-4 com a pelota, e no 4-4-2 sem ela, mas com mais dinâmica


 

PRÉ JOGO – Vicente Feola mudou dois jogadores para a segunda partida do Brasil em Liverpool, em Goodison Park, estádio do Everton, depois da estreia com vitória sobre a Bulgária por 2 a 0. Preferiu poupar Pelé, que não estava 100% com o joelho direito, e apostou no cruzeirense Tostão, de apenas 19 anos, como meia-atacante; no mei0-campo, Gerson toma o lugar de Denilson. Brasil, na teoria, mais leve e também mais técnico, e um pouco menos marcador contra a Hungria, que na partida inaugural perdeu para Portugal por 3 a 1. Portugueses e brasileiros lideram com dois pontos o grupo (duas seleções se classificam). A Hungria só pode pensar em atacar. Empate pode ser ótimo para o Brasil.

Djalma Santos é o único remanescente em campo do Brasil derrotado pela Hungria oito anos antes, na Copa de 1954, na Suíça. A última derrota brasileira em Copas.


 

 

 


 

blog mais memoria net

Brasil na segunda partida em 1966: Bellini (São Paulo), Gilmar (Santos), Altair (Fluminense), Djalma Santos (Palmeiras), Lima (Santos), Garrincha (Corinthians), Jairzinho (Botafogo), Tostão (Cruzeiro), Paulo Henrique (Flamengo), Alcindo (Grêmio) e Gerson (Botafogo). O time de Vicente Feola que perdeu por 3 a 1 para a Hungria. Com o amarelo e o azul tão esmaecidos como o time tão mal preparado fisicamente em 1966. Na estreia da Copa, ALCINDO FOI O PRIMEIRO JOGADOR QUE NÃO ATUAVA OU EM SÃO PAULO OU NO RIO QUE ATUOU PELO BRASIL EM UMA PARTIDA DE COPA. BAIRRISMO AINDA IMPERAVA


 

COMEÇOU – Primeira chance brasileira. Lima pega bem de fora da área para boa defesa de Gelei. Apenas 27s. Lance está no vídeo acima.

1min – Segunda chance do Brasil. Tostão aparece sozinho para cabecear escanteio batido por Garrincha. Bola sai à direita da meta húngara.

GOL. 1 A 0 HUNGRIA. 2min. BENE. Recebe às costas de Paulo Henrique, vai cortando para dentro Altair e Bellini, e manda sem defesa para Gilmar, de canhota.

FERENC BENE. Atacante e ponta-dieita da Hungria, de 1962 a 1979. Medalha de ouro em 1964, em Tóquio, marcando 12 gols em 5 jogos

FERENC BENE. Atacante e ponta-direita da Hungria, de 1962 a 1979. Medalha de ouro em 1964, em Tóquio, marcando 12 gols em 5 jogos

5min – Tostão começa bem fazendo a mesma função mais centralizada de Pelé. Buscando a bola mais atrás também que o Rei. Jairzinho muito mais ativo e aceso que na partida de estreia.

6min – Muita ligação direta e muito chutão do Brasil contra a Hungria que se fecha mais, recuando inclusive os pontas, especialmente Rakosi, o camisa 11. Para um time que tem Lima e Gerson para armar, e mais Tostão recuando, é inadmissível tanto balão.

9min – Bela pancada do móvel meia-atacante Farkas para boa defesa de Gilmar. Lima perdido na marcação, Gerson errando os passes que sempre acertou e muito distante de Lima, abrindo buraco para Farkas e até para Bene flutuarem. Albert também recua para articular pelo bom time húngaro.

gerson 1966

GERSON, o CANHOTA, não foi bem. Foi quase tão detonado quanto seria Dunga, em 1990. Em 1970,  como o capitão do tetra em 1994, Gerson respondeu pela bola. E com a mesma camisa 8 de Dunga na Copa dos EUA – embora com outra qualidade

12min – O futebol era muito mais jogado que marcado – até esta Copa. Era muito mano a mano. Lima jogava e também deixava jogar. Mas estava dando muito espaço a Farkas, que começava a fazer a diferença. O volante polivalente não estava 100%.

13min – Gelei larga a bola e Tostão não aproveita jogada com Alcindo. Brasil vai equilibrando.

14min – Brasil pressiona e Rakosi fecha o campo pela esquerda. Apenas Bene e Albert ficam no ataque, sem a bola. Hungria varia do 4-2-4 com a bola ao 4-4-2 sem ela. Brasil também joga sem a bola do mesmo jeito.

GOOOOOL. 1 A 1. BRASIL. TOSTÃO. PÉ ESQUERDO. 14min. Mão na bola tola e desnecessária cometida por Rakosi. Lima bate a falta da meia direta, a bola desvia na zaga e, no rebote, sobra para o artilheiro celeste, livre, bater sem chance para o goleiro. Gol que, hoje, dificilmente aconteceria. Demoraria mais tempo para bater a falta, e mais gente chegaria dentro da área húngara.

daily mail

TOSTÃO pega o rebote e empata o jogo, observado por Alcindo, Gerson e Jairzinho. O PRIMEIRO GOL MARCADO PELA SELEÇÃO EM COPAS POR UM ATLETA QUE NÃO FOSSE DE UM TIME DO RIO OU DE SÃO PAULO

16min – Tostão é o melhor brasileiro. Locutor da BBC o chama de “Little Coin”. Gerson segue mal.

brazil of all world cups

Djalma Santos, Garrincha, Lima, Tostão, Jairzinho e Bellini celebram o gol de empate

18min – Quinta chance brasileira. Bela tabela Alcindo, Garrincha e Tostão.

18min – BRASIL é o grito da galera que acompanha a melhora do time de Feola.

19min – Garrincha bate escanteio bisonho na ponta esquerda. A bola sai rasteira pela linha de fundo. Partida ruim de Mané, apesar de o Brasil mandar em campo.

20min – Chance deles. Linda tabela de cabeça até Bene finalizar e Gilmar fazer defesa espetacular. A segunda grande defesa do veterano goleiro santista.

22min – Mais uma boa chance deles, bola sai à direita de Gilmar. Jogo mais equilibrado. Hungria perigosa no contragolpe.

23min – Chance deles. Paulo Henrique salva sobre a linha enorme oportunidade rival. Brasil segue marcando mal também a bola parada.

25min – Ótima partida de Tostão e Jairzinho. Muita movimentação da dupla. Tostão sai da direita e cai pela esquerda. Jairzinho entra em facão da esquerda para dentro.

jairzinho 1966

JAIRZINHO jogou mal a primeira partida, e muito bem a segunda

25min – Garrincha chuta para boa defesa de Gelei.

26min – Primeiro lançamento de Gerson (digno) de Gerson para Djalma Santos. Ainda é muito pouco para  tanto craque.

26min – Mais um lance de Farkas com liberdade pela esquerda, lançando à direita para Bene.

27min – Mathesz, o volante pela direita húngaro, chega muito à frente. Muito bom jogador.

32min – Chance húngara, mais uma com Farkas. Às costas de Lima, para cima de Bellini, e boa defesa de Gilmar. Ele vai desequilibrando o jogo.

34min – Como o brilhante Hidekguti, um verdadeiro falso 9 da grande Hungria dos anos 1950, o excelente Albert sai da área e vem lá no meio armar. Por isso levou chanfrada feia de Lima. Houvesse cartão amarelo em 1966, seria lance para tal. Lance raro em partida muito boa, pouco faltosa se comparada a Brasil 2 x 0 Bulgária, e a muitos jogos do Mundial de 1966. E nada comparável à Batalha de Berna, Hungria 4 a 2 no Brasil, na Copa de 1954.

FLORIAN ALBERT. O Imperador húngaro. Melhor jogador da Europa em 1967, atuou pela seleção magiar de 1959 a 1974. Excelente centroavante, sabia sair da área, com extrema elegância e faro de gol

FLORIAN ALBERT. O Imperador húngaro. Melhor jogador da Europa em 1967, atuou pela seleção magiar de 1959 a 1974. Excelente centroavante, sabia sair da área, com extrema elegância e faro de gol

37min – Segunda reposição errada de Gilmar dá em mais uma boa chance húngara de gol.

39min – Alcido perde chance inacreditável, em lance armado pela esquerda por Tostão.

40min – Grande chance desperdiçada por Alcindo, em belo lance de Tostão pela esquerda.

40min – Farkas sempre no mano a mano contra Bellini e Altair, e às costas de Lima e Gerson.

albumdosesportes

Jairzinho tromba com goleiro Gelei, que foi bem contra o Brasil, e muito mal na eliminação para URSS, nas quartas-de-final

41min – Grande chance brasileiro. Sensacional lançamento de Gerson para Garrincha desperdiçar de cabeça, mandando por cima. Ninguém da Hungria o acompanhou. Uma pena. Seria o último gol de Mané em Copas.

41min – Farkas agora cai às costas de Paulo Henrique. É o ponto mais fraco do Brasil, desde a estreia – embora estivesse relacionado na seleção dos melhores atletas da Copa.

42min – Tostão recua cada vez mais para começar o jogo. Jairzinho bem, tentando entrar em diagonal, quase faz belo lance. Alcindo não está legal. Mané disperso.

43min – Jogadores brasileiros escorregam demais no gramado de Liverpool. Time rifando muito a bola e muito afobado com o empate que era ótimo, então.

44min – Seleção dá muito espaço e não sabe como acompanhar Albert e Farkas, que se mexem muito bem.

44min – Lima desarma bem no meio-campo, arranca em belo contragolpe de 4 x 3 húngaros, mas também é desarmado. Equipe erra passes e toma as decisões infelizes. Húngaros já parecem melhor preparados fisicamente.

44min – Vaia de bola recuada para Gilmar por Paulo Henrique. Estádio torce muito mais pelos europeus. Ou contra os então bicampeões mundiais.

44min – Irreconhecível, Gerson inverte mal a bola e arma contragolpe com Bene.

1966. BRASIL 1 X 3 HUNGRIA_SEM A BOLA

SEM A BOLA, Brasil se posicionou no usual 4-4-2, com Tostão um tanto mais atrás do apagado Alcindo, e Garrincha e Jairzinho pelos lados. Gerson fechava o meio com Lima. Embora mal tecnicamente, GERSON, nas palavras de Tostão, FOI O MELHOR MEIO-CAMPISTA DE MARCAÇÃO QUE ELE VIU JOGAR

FIM DO PRIMEIRO TEMPO – Jogo muito bom, dos melhores da Copa. Lá e cá. Hungria mais organizada e perigosa, muito mais coletiva, solidária e melhor preparada fisicamente


PLACAR VIRTUAL – BRASIL 7 X 7 HUNGRIA.


 

RECOMEÇOU – Baleado, puxando a perna direita, Alcindo faz número na ponta direita. Ou na intermediária. Jairzinho assume o comando de ataque. Garrincha às vezes vai tentar algo na ponta esquerda.

1966. BRASIL 1 X 3 HUNGRIA_SEGUNDO TEMPO

MACHUCADO DESDE O REINÍCIO DE JOGO, Alcindo ficou ali fazendo número, na intermediária, pelo lado direito. Garrincha foi jogar algumas vezes no recomeço do jogo pelo lado esquerdo, mas ficou mesmo como homem de frente, com Jairzinho definitivamente centralizado

 

44s. GOL ANULADO DO BRASIL. Belo peixinho de Jairzinho em cruzamento da esquerda de Garrincha. Mas estava impedido.

1min – Djalma Santos tenta da intermediária e manda por cima. Brasil começa melhor na segunda etapa, mesmo com Alcindo fora de combate, se arrastado pelo lado direito, puxando a perna direita. AINDA ERA PROIBIDA A SUBSTITUIÇÃO EM COPAS. SÓ NO MÉXICO A REGRA TRÊS FUNCIONARIA, COM DÉCADAS DE ATRASO.

3min – Bom lance brasileiro, apesar de um jogador a menos. Jair recebe mais uma vez impedido.

4min – BRASIL grita a torcida, ainda timidamente.

6min – Kaposzta, o lateral-direito, bate por cima. Hungria vai equilibrando mais uma vez a partida.

8min – Chance Brasil. Tostão dá linda enfiada de pé direito para Jair ganhar na corrida de três húngaros e bater na rede direita da meta europeia. Brasil perigoso no contragolpe, com 10 jogadores e meio.

9min – Jogo aberto, bem jogado, emocionante, sem pancada, sem mimimi.

9min – Chance deles. De novo Bene venceu Paulo Henrique e cruzou. Farkas apareceu livre e perdeu a ótima oportunidade, pegando o rebote de sem-pulo.

10min – PRIMEIRO REPLAY AO VIVO DO FUTEBOL. Ou melhor: esse lance é o ensaio do que seria o segundo gol húngaro. Jogada pela direita para cima de Paulo Henrique e toque para Farkas (livre) mandar à esquerda de Gilmar. Brasil abrindo o bico. Sem a bola, agora, fica praticamente só Garrincha na frente, com Alcindo quebrando o galho.

11min – Tostão segura muito a bola e, quando solta a Garrincha, ele está impedido. Hungria adianta a linha de zaga e manda no jogo, com um a mais.

12min – Albert manda uma bomba da meia direita à direita de Gilmar. Brasil erra muitos passes.

12min – BRASIL é o grito da torcida.

14min – Mario Américo tem tanto prestígio que, mais uma vez, o locutor da BBC cita a entrada do massagista brasileiro para atender Jairzinho, na primeira entrada feia do jogo, no tornozelo direito.

15min – PÊNALTI NÃO MARCADO PARA A HUNGRIA. Em lance infantil para tanta categoria e experiência, Djalma Santos derruba Albert dentro da área, depois de outro grande lance de Farkas, pela esquerda. MAIS UMA VEZ O BRASIL BENEFICIADO PELA ARBITRAGEM EM COPAS. Na sequência, Garrincha parou dentro do gol. Mas não estava valendo nada.

altair 1966

ALTAIR. Reserva de Nilton Santos em 1962, não fez uma boa Copa na zaga esquerda em 1966

17min – Matrai sente o braço direito. Albert já havia saído mancando. Jogo mais pegado. Lima não está legal, também por não estar 100% fisicamente. Era até mesmo dúvida antes do jogo.

18min. GOL. 2 A 1 HUNGRIA. FARKAS. PÉ DIREITO. Mais um lance pra cima do lateral esquerdo brasileira, e, mais uma vez, Farkas faz o gol que quase havia marcado oito minutos antes. Belo gol. Só Djalma Santos, aos 36 anos, chegou perto do 10 húngaro, que honrou no gol e na partida a mítica camisa de PUSKAS.

E0XEF4 Jul. 07, 1966 - World Cup Football Hungary beat Brazil 3-1: Photo shows Farkas of Hungary raises his arms in joy after scoring H

JANOS FARKAS. Ponta-de-lança húngaro, de 1961 a 1969. O dinâmico e técnico armador celebra o golaço que marcou, o segundo da vitória por 3 a 1. Pouco antes poderia ter feito igualzinho contra Gilmar, que nada pôde fazer, como Djalma Santos

19min – Djalma Santos tenta o tradicional lance de puxar a bola do gramado, dar uma bolinha e tocar por cima e manda direto pra lateral… Irreconhecível Brasil..

20min – Djalma Santos tenta sair jogando na entrada da área e perde de novo. Brasil mal de tudo. Sobretudo animicamente e, também, fisicamente.

21min – Albert sai da área, vem buscar no meio-campo, e não é molestado por brasileiro algum.

22min – Ninguém do Brasil chega na área. Hungria perde outra chance. Só Gilmar salva.

Gilmar fez ótima partida. Nada poderia fazer nos três gols húngaros, e evitou ao menos mais dois - fora mais um gol muito mal anulado no final dos 3 a 1

Gilmar fez ótima partida. Nada poderia fazer nos três gols húngaros, e evitou ao menos mais dois – fora mais um gol muito mal anulado no final dos 3 a 1

23min – Brasil não marca mais ninguém. Locutor da BBC diz que parece o jogo do EVERTON x BRASIL. Toda a torcida em Goodison Park apoia o melhor futebol húngaro.

23min – Jairzinho e Tostão fazem bela tabela. Mas dá em nada.

24min – Albert mais uma vez pega a bola atrás e passa por três brasileiros. Quando ele sai da área, Farkas aparece como  centroavante. Mal-bem comparando, é o que faziam Hidekguti e Puskas nos anos 1950.

25min – Gerson talvez esteja fazendo sua pior partida pelo Brasil. Perdido e sumido. E, ENTÃO, ABSURDAMENTE COBRADO DEPOIS DA PÉSSIMA ATUAÇÃO. FOSSEM OS CORNETAS VENCEDORES, GÉRSON NÃO TERIA SIDO O BRILHANTE CAMPEÃO DO MUNDO EM 1970.

27min – Toda a bola cruzada da lateral esquerda é deles. Só Gilmar aparece. E não consegue afastar da área brasileira.

paulo henrique 1966

PAULO HENRIQUE era bom lateral. Mas, como muitos, não fez uma boa Copa

28min – Garrincha não acerta um drible. Brasil não rouba uma bola. Time dá todo o espaço para eles.

28min  – Albert dando show. Assim como Farkas.

28min – PÊNALTI MARCADO. PAULO HENRIQUE DERRUBA BENE NA PONTA DIREITA. Altair tentou fazer a falta e não conseguiu. Paulo Henrique acertou uma depois de errar o primeiro bote e derrubou Bene. Bem marcado. NENHUM JOGADOR BRASILEIRO RECLAMOU DA MARCAÇÃO.

28min. GOL. 3 A 1 HUNGRIA. MESZOLY. PÉ DIREITO. Gilmar nem foi na bola, forte no canto direito. Dois húngaros nem olharam para a cobrança.

 

getty images

Hungria 3 a 1. Meszoly bate o pênalti sem chances para Gilmar. E poderia ter sido mais

 

30min – WE WANT FOUR. O grito do torcedor em Goodison Park. E é só forçar.

31min – Grance chance húngara. Mesmo com dor nas pernas, Bene vai ao fundo e cruza. Zaga brasileira erra mais uma vez. Rakosi perde grande chance.

32min – GOL MAL ANULADO ABSURDAMENTE DA HUNGRIA. Albert passa por todo mundo, e toca pro Farkas fazer o quarto gol. Não há impedimento em hipótese alguma – até 1991, mesmo linha era impedimento. Mas não era o caso. POSIÇÃO LEGALÍSSIMA. Jogadores húngaros ficam loucos – ou tão lunáticos quanto o árbitro. Torcida vaia. Um esbulho.

33min – Rakosi corta por dentro e bate à direita de Gilmar. Brasil entregue.

34min – Meszoly cai no chão depois de choque com Alcindo. Lesiona o ombro esquerdo. Treinador põe a mão na cabeça. Mas ele segue na raça, com tipoia parecida com a que Beckenbauer usaria na semifinal da Copa de 1970, contra a Alemanha.

39min – Alcindo livre no segundo pau não faz o segundo gol por conta de bela defesa de Gelei, depois de cruzamento de Garrincha.

42min – Mais uma vez prejudicada a Hungria. Mais uma bola nas costas de Paulo Henrique só não dá em lance de gol por outro impedimento absurdo marcado. Gilmar estava cara a cara contra dois atacantes rivais.

44min – Albert passa pela zaga, por Gilmar, e manda na rede lateral esquerda. Exausto e com as pernas pesadas, ele ainda corre e joga mais que o Brasil.

44min – Último lance de Garrincha em Copas foi um cruzamento torto para fora.

FIM DE JOGO – 3 A 1 HUNGRIA. E FOI POUCO. NÃO APENAS PELA DIFERENÇA ENTRE AS EQUIPES.

Brasil precisa vencer Portugal e ainda torcer pela Bulgária na terceira partida.


 

PLACAR VIRTUAL – BRASIL 9 X 12 HUNGRIA

 


 

NOTAS DO BRASIL (nota 4)

GILMAR (6) – Não fosse o goleiro que também se despedia dos Mundiais teria sido ao menos de cinco.

DJALMA SANTOS (4) – Provavelmente a pior partida em quatro Copas. Um pênalti infantil não marcado e dificuldade para marcar o ponta húngaro que ia e voltava.

BELLINI (4) – Ruim pelo alto e sempre batido por baixo pelo dinâmico Albert.

ALTAIR (4) – No mesmo nível do companheiro, ainda sofreu com a má jornada de Paulo Henrique.

PAULO HENRIQUE (3) – Não apoiou e sofreu demais com Bene.

LIMA (5) – Não estava 100% fisicamente e também sofreu com a irreconhecível jornada do Canhotinha Gerson.

GERSON (4) – Não armou, não lançou, não marcou. Não.

GARRINCHA (4) – Triste atuação do craque da Copa de 1962.

TOSTÃO (8) – O melhor em campo com a amarelinha, na estreia dele em Copas – e do primeiro mineiro em campo em um Mundial. Armou e ainda atacou e fez o gol.

ALCINDO (4) – Não estava bem e se lesionou.

JAIRZINHO (7) – Muito melhor que na partida inicial, correu por Alcindo na segunda etapa.

VICENTE FEOLA (4) – Não foi feliz na montagem do elenco e ainda pior na do time.


 

NOTAS DA HUNGRIA – NOTA 8

GELEI (7)

KAPOSZTA (5)

MATRAI (7)

MESZOLY (6)

SZEPESI (6)

SIPOS (6)

MATHESZ (7)

BENE (7)

ALBERT (9)

FARKAS (9)

RAKOSI (7)

LAJOS BAROTI (7)

A seleção húngara de 1966

A seleção húngara de 1966


 

VICENTE FEOLA – “Jogamos muito mal”.

GILMAR – “Os húngaros jogaram maravilhosamente”


A partida só foi ser vista pelos paulistanos no dia seguinte, 22h, pela TV Excelsior, Canal 9.

Transmissão ao vivo, apenas em 1970.

Colorida, só em 1974 (e para alguns locais do país, já em 1970)


 

HISTÓRIA EM JOGO é uma série inspirada por ANDRÉ ROCHA, com o acervo de GUSTAVO ROMAN (@guroman)