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Blog dos Colunistas

  1. 08.fev.2010

    HISTÓRIA EM JOGO - COPA-82 - Brasil 2 x 1 URSS

    por Mauro Beting às 15:38h

     

    Meu irmão ficou dez anos sem ir a estádios depois de 5 de julho de 1982. Como escreveu João Moreira Salles, é indigno de compaixão quem, ao menos uma vez, achou que não valia a pena viver depois da derrota do Brasil na Copa da Espanha. Não apenas a derrota da melhor seleção brasileira desde 1970. A derrota do próprio futebol. Por anos, e ainda se pensa e se age assim, passou a ser preferível jogar feio e ganhar a tentar jogar bonito e, eventualmente, perder. A praga pragmática entrou de sola nos campos planetários. Com a derrota brasileira, perdeu o futebol bem jogado, expulso de campo a pontapés nada gentis, tudo Gentile.

     

    Meu pai, para ficar em família, gosta de dizer que o Brasil perdeu jogando feio em 1974, 1978 e 1990. Perdeu, tentando jogar bonito, em 1982 e 1986. Ganhou, jogando feio, em 1994. Ganhou, jogando bonito, em 1958, 1962 e 1970. Façam as contas. Escolham seus times.

     

    Ou faça como um treinador campeão do mundo. Para o argentino Cesar Luis Menotti, vencedor pela Argentina, em 1978, Telê é o único técnico do mundo que pode reclamar da sorte. Porque merecia tê-la em 1982. Na história que contaremos a partir deste post. A campanha brasileira na Espanha.

     

    Não por acaso, a única equipe nacional que não foi campeã do mundo que está muito bem apresentada no livro de MILTON LEITE, “AS MELHORES SELEÇÕES BRASILEIRAS DE TODOS OS TEMPOS” (Editora Contexto), que será lançado em 16 de março, terca-feira, a partir das 18h30, na Saraiva do Shopping Eldorado, em São Paulo. Lá também estarei, auografando meu novo livro, primo daquele, chamado “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos”.

     

     

    Lançamento em 16 de março, na Saraiva do Shopping Eldorado

    Lançamento em 16 de março, na Saraiva do Shopping Eldorado

     

     

     

     

     

    No blag, na sessão HISTÓRIA EM JOGO, vamos contar o que vi então, e o que estou revendo agora, com a inestimável ajuda de Gustavo Roman (www.futebolpitacos.blogspot.com), que disponibilizou as imagens, e de André Rocha (http://blogs.abril.com.br/futebolearte), que inspirou a série.

     

    PARA VER MELHORES MOMENTOS, com Luciano do Valle, pela Globo –

    http://www.youtube.com/watch?v=MTpPzU4096I

    http://www.youtube.com/watch?v=jaxgnEPAtO0

     

     

    ONDE? QUANDO? QUANTOS? POR QUÊ? – Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilla. 14 de junho de 1974. 21h15 locais. Primeiro jogo do Brasil na Copa-82. Grupo 6. 68.000 presentes.

     

     

     

    PLACAR VIRTUAL 1o. TEMPO – BRASIL 7 X 4 URSS

     

    PLACAR VIRTUAL 2o. TEMPO – BRASIL 8 X 1 URSS

     

    PLACAR VIRTUAL FINAL - BRASIL 15 x 5 URSS

     

     

    BRASIL – 4-2-3-1

    Valdir Peres-1 (São Paulo)

    Leandro-2 (Flamengo); Oscar-3 (São Paulo), Luisinho-4 (Atlético-MG) e Júnior-6 (Flamengo);

    Falcão-145 (Roma-ITÁ) e Sócrates-8 (Corinthians);

    Dirceu-21 (Atlético de Madri-ESP), Zico-10 (Flamengo) e Éder-11 (Atlético-MG);

    Serginho Chulapa-9 (São Paulo).

    TÉCNICO – Telê Santana

     

    BANCO – Paulo Sérgio (Botafogo), Edevaldo (Internacional), Edinho (Fluminense), Renato (São Paulo) e Paulo Isidoro (Grêmio).

     

    O time da estreia contra a URSS

    O time da estreia contra a URSS

     

     

     

     

     

    URSS – 4-3-3

    Dasaev-1 (Spartak Moscou, 25, anos, russo);

    Sulakvelidze-2 (D.Tbilisi, 25, georgiano), Chivadze-3 (D.Tbilisi, 27, georgiano), Baltacha-5 (D.Kiev, 24, ucraniano) e Demyanenko-6 (D.Kiev, 23, ucraniano);

    12-Bal (D.Kiev, 24, ucraniano), Bessonov-8 (D.Kiev, 24, ucraniano) e Daraselia-13 (D.Tbilisi, 24, georgiano);

    Shengelia-7 (D.Tbilisi, 25, georgiano), Gavrilov-9 (Spartak Moscou, 29, russo) e Blokhin-11 (D.Kiev, 29, ucraniano)

    TÉCNICO – Konstantin Beskov (russo)

    [Cinco ucranianos, quatro georgianos, dois russos]

                          

    BANCO – Chanov, Andreev, Oganesian, Brovskiy, Susloparov

     

    COMEÇOU – Brasil ataca à direita.

     

    1min – Sevilla aplaude a bela troca de bola entre Falcão, Dirceu, Leandro e Sócrates, no campo de defesa brasileiro. URSS responde com drible-da-vaca de Shengelia em Luisinho, pela ponta direita.

     

    2min – Zico arranca por dentro, tabela com Chulapa, e bate da entrada da área para boa defesa do excelente Dasaev, que manda a escanteio. Primeiro contragolpe brasileiro. PLACAR VIRTUAL – 1 X 0 BRASIL.

     

    3min – Serginho toca de cocoruto, mas não consegue vencer o goleiro soviético, que saiu mal depois do escanteio cobrado da direita pelo canhoto Éder. Típico lance do time de Telê: escanteio fechado no primeiro pau. Zico sempre por ali, Serginho Chulapa na segunda trave. PLACAR VIRTUAL – 2 X 0 BRASIL.

     

    5min – O excelente Blokhin (melhor jogador da Europa em 1975) escapa pela esquerda, passa por Leandro e cruza no segundo pau para a cabeçada de Bal, que passa à direita de Valdir Peres. Jogo franco e aberto. Excelente. PLACAR VIRTUAL – 2 X 1 BRASIL.

     

    6min – Contragolpe idêntico ao primeiro bom ataque brasileiro. Zico desta vez serve Júnior, que bate para boa defesa de Dasaev. Mais uma saída errada do nervoso time soviético facilita o trabalho nacional. Mas também é mérito da equipe que deixa apenas Chulapa à frente, com Dirceu e Eder abertos pelos lados, Sócrates um pouco mais atrás, e Zico com mais liberdade de ação. É quase um 4-1-4-1, variável para um 4-2-3-1 com o recuo de Sócrates. Falcão, pela ausência do suspenso Toninho Cerezo, é sacrificado como único volante. PLACAR VIRTUAL – 3 X 1 BRASIL.

     

    7min – Serginho recebe às costas de Baltacha, e de canhota, da entrada da área, isola a bola maravilhosamente lançada de trivela por Júnior, em sensacional contragolpe brasileiro. Lindo lance. Mais um. Serginho foi um baita artilheiro. Maior goleador da história são-paulina, maior artilheiro pós-Pelé no Santos… Mas, naquele timaço de Telê, destoava tecnicamente. PLACAR VIRTUAL – 4 X 1 BRASIL.

     

    9min – URSS escapa pela esquerda com o meia Daraselia. É o buraco verde-amarelo. Dirceu, torto pela direita, não o acompanha. A única deficiência do espetacular lateral Leandro era a marcação. Apenas Falcão era volante naquela formação. O Brasil corria risco assumido.

     

    17min – Pênalti não marcado para a URSS. O ótimo atacante Shengelia, veloz e abusado, escapa no mano a mano por dentro, supera Luisinho na corrida, mas é seguro pelo braço pelo excelente zagueiro atleticano. O árbitro espanhol Lamo Castillo nada marca, e é vaiado por boa parte do estádio. PLACAR VIRTUAL – 4 X 2 BRASIL.

     

    17min – Linda tabela de Serginho com Zico. Dentro da área, o bom zagueiro e capitão soviético Chivadze divide com o goleador, e a bola sai longe da meta. PLACAR VIRTUAL – 5 X 2 BRASIL.

     

    19min – Falcão é derrubado na ponta esquerda. Impressionante a movimentação e a volúpia ofensiva brasileira. O único volante apoiou como se fosse ponta, coberto pelo próprio Éder, e também por Sócrates, mais um segundo volante que iniciava o jogo brasileiro que o quarto armador do time de Telê.

     

    20min – Éder manda um canudo da ponta, numa bola que deveria ser cruzada. Era o cartão de visita do grande ponta atleticano.

     

    21min – Brasil exagera nos chuveiros para Chulapa. Dasaev sai bem em quase todas. E a Seleção vai ainda melhor quando apoia com Júnior, mal marcado por Bessonov. Como Leandro, ele arma o time por dentro, não pela lateral. Característica utilizada desde 1980 no enorme Flamengo então campeão mundial, sul-americano e brasileiro.

     

    25min – Sensacional arrancada de Sócrates desde o campo de defesa. Até o Magrão corria!

     

    26min – Chulapa entra na área, divide com a zaga, e quase abre o placar. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 6 X 2. Outra boa jogada brasileira.

     

    29min – Brasil toca de primeira, com qualidade, e arranca aplausos. Mas exagera na filigrana. E corre riscos defensivos desnecessários.

     

    31min – Leandro faz bem a cobertura pela direita e salva contragolpe rápido do ótimo time soviético. Mais uma vez a zaga estava exposta.

     

    32min – Sócrates manda de canhota, por sobre a meta, depois de rebote de mais um escanteio cobrado com violência e efeito por Éder.

     

    33min – GOOOOOOOL. 1 X 0 URSS. BAL. PÉ DIREITO. FORA DA ÁREA. Rápido contragolpe soviético, boa troca de bola e o chute na dividida de Bal. Valdir Peres já pensava no que fazer com a bola e nem se agachou para fazer a defesa correta. Levou um gol que o marcou para sempre. Uma pena, pois foi um baita goleiro. Três brasileiros davam o bote no volante soviético, mas não foram felizes. Uma pena. Mas não uma injustiça – um pênalti não havia sido marcado em Shengelia. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 6 X 3.

     

     

    35min – Juizão espanhol compensa o pênalti não marcado em Shengelia inventando um pé alto na área soviética em vez de marcar mão na bola de Baltacha. Absurdo. Em vez do pênalti, marcou tiro livro indireto para o Brasil.

     

    38min – Shengelia limpa o lance no meio de três brasileiros, pela ponta esquerda. Parte da torcida em Sevilla passa a torcer pelo ótimo time soviético.

     

    39min – Gavrilov dá um rolinho sensacional em Sócrates, no grande círculo. Xiiii…

     

    41min – Leandro pega duro em Shengelia. Era para cartão amarelo, juizinho espanhol fingiu que não era com ele. Xiiii…

     

    42min – Bessonov manda na trave esquerda de Valdir Peres, depois de rolo na atrapalhada grande área brasileira. Diriam os entendidos, “momento psicológico” do jogo para o Brasil. Xiiii… PLACAR VIRTUAL – BRASIL 6 X 4

     

    45min – Serginho receba na meia lua, vira rápido como de costume, e bola passa perto da meta de Dasaev. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 7 X 4

     

    INTERVALO – Brasil melhor contra ótimo rival até levar o gol em falha de Valdir. Sentiu o golpe e terminou o tempo pedindo para acabar logo a partida.

     

    SEGUNDO TEMPO – MUDA BRASIL. PAULO ISIDORO-7 X DIRCEU. A lógica. Torto pela direita, o meia do Atlético de Madri não marcou, não ajudou Leandro, e quase nada criou. Telê deveria ter iniciado com o Tisiu Paulo Isidoro. Para Falcão e Zico, entrevistados por Milton Leite no livro “AS MELHORES SELEÇÕES BRASILEIRAS DE TODOS OS TEMPOS” (Editora Contexto, que será lançado em 16 de março, em São Paulo, juntamente com o meu novo livro, “AS MELHORES SELEÇÕES ESTRANGEIRAS DE TODOS OS TEMPOS”), todo mundo estranhou a entrada inicial de Dirceu no lugar de Paulo Isidoro, que vinha atuando pela direita havia quase dois anos. Mas tinha a ver com a intenção de Telê em preparar o time para o quarteto de meio-campo que seria formado com Toninho Cerezo (Atlético Mineiro) voltasse de suspensão.

    2min – Leandro corta para dentro, bate de canhota, e Dasaev faz mais uma boa defesa. Lance lindo iniciado na defesa, em troca de bola de primeira entre Júnior e Falcão. Não era só um time que criava bastante e que gostava de jogar à frente, com os laterais como se fossem meias (e tinham qualidade técnica para tanto. Era uma equipe que adorava jogar bonito. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 8 X 4

     

    4min – Gavrilov recebe livre, às costas de Falcão, e bate de canhota bola que explode no peito do inseguro Valdir Peres. Brasil se expõe mais. Falcão deixa a entrada da área, Sócrates é cada vez mais o quarto armador brasileiro, por dentro, com Paulo Isidoro e Éder bem abertos, e Zico mais próximo de Serginho Chulapa. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 8 X 5.

     

    5min – Linda tabelinha brasileira até o desvio da zaga soviética. Leandro e Júnior se mandam, Éder começa a articular por dentro. Grande jogo.

     

    6min – Gavrilov deixa o comando de ataque e recua para combater Éder; o ponta vai ao fundo e cruza, Dasaev não só sai bem da meta como lança no campo de ataque, no contragolpe, pela esquerda, o ótimo Blokhin. Que goleiro!

     

    9min – Éder lança Chulapa, que ajeita de cabeça para a tentativa de bicicleta de Zico. URSS começa a recuar demais, sem sair no contragolpe.

     

    10min – Brasil nervoso. Júnior desce até o vestiário para buscar mais rapidamente a bola que caiu no túnel.

     

    11min – Pela segunda vez seguida, Éder arrisca de longe, da meia esquerda, um chute fraco à direita de Dasaev. Não era o caso. O Brasil até pode chutar mais. Mas não demais.

     

    13min – Leandro avança e manda o pé na bola que desvia no capitão Chivadze. Brasil aperta. Já merece o empate. URSS sufocada em seu campo não consegue mais explorar Shengelia e Blokhin pelos cantos. Gavrilov se junta aos três do meio para acompanhar Falcão. É ataque contra defesa.

     

     

    Zico à frente de Bessonov

    Zico à frente de Bessonov

     

     

     

     

     

     

     

    16min – Éder cruza para Luisinho, Chivadze isola. Até os zagueiros brasileiros aparecem lá na frente. Na prática, Valdir Peres fica na meta, Oscar acompanha Shengelia, e o resto se manda, com Paulo Isidoro e Éder bem abertos, Chulapa e Zico dentro da área, Leandro, Sócrates, Falcão e Júnior organizando o jogo brasileiro.

     

    17min – Júnior recua bola marota para Valdir. Estádio faz um “oohhh” de preocupação com a defesa. Infelizmente, o gol de Bal na falha do ótimo goleiro são-paulino baqueou o time e o torcedor.

     

    18min – Escanteio para a URSS. Só quatro deles na nossa área.

     

    19min – Falcão arranca pela esquerda num lance que termina com Chulapa batendo de canhota, à direita de Dasaev. Brasil exagera no chuveiro. Mas tem criatividade para rodar todo o ataque. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 9 X 5.

     

    21min – Bela tabela entre Júnior e Paulo Isidoro, aberto pela esquerda, mas o excepcional lateral flamenguista se atrapalha com a bola. A URSS não destaca alguém para segui-lo. E explora as costas dele até mesmo com Blokhin, que sai da esquerda para a direita.

     

    22min – Éder mete a bomba, da meia esquerda, por sobre a meta rival. Zico sai mais da área para tentar chamar a atenção soviética. Márcio Guedes, comentando pela TV Globo, fala com propriedade: “Zico precisa chutar mais”. Fato. Até pela fase excepcional que vivia o Galinho – o que é quase um pleonasmo.

     

    23min – Zico arranca pela esquerda, mas o incansável Bal o segue e alivia.

     

    24min – Éder avança pela meia e bate firme para Dasaev espalmar para escanteio. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 10 X 5.

     

    25min – Paulo Isidoro quase empata de peixinho, no segundo pau, depois de escanteio pela esquerda. Primeira falha de Dasaev na saída da meta. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 11 X 5. Seguimos criando e perdendo gols. Como torcedor, estava desesperado nesse momento, lá em 1982, do baixo dos meus 15 anos.

     

    26min – Leandro cruza. Dasaev fica com ela. Sócrates se mandou para ficar mais próximo à área, até para aproveitar o 1m91. Ele vinha muito bem no desarme. Mas o Brasil, agora, precisa dele mais próximo de Chulapa. Zico sai da área para articular o time.

     

    27min – Blokhin ganha na velocidade e na categoria sobre Luisinho. Brasil mais exposto.

     

    29min – MUDA URSS – SUSLOPAROV-18 x Gavrilov-9. Um meio-campista para fechar ainda mais a marcação soviética. À época, eram apenas duas alterações. E só cinco atletas no banco.

    29min – GOOOOOOOL. 1 X 1 BRASIL. SÓCRATES. PÉ DIREITO. FORA DA ÁREA. GOLAÇO. Zaga soviética se atrapalhou sozinha, com direito a um balão para cima, e dois na mesma bola. O Doutor dominou a bola na entrada da área, passou pelo primeiro – Susloparov -, desviou do segundo, e emendou um canudo no ângulo direito do gigante Dasaev, que ainda tocou na bola antes de ela raspar o travessão. Um gol espetacular de um jogador idem. O Brasil não merecia perder do bom time soviético. E merecia ao menos o empate com um golaço desse tipo. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 12 X 5.

     

    31min – Zico entra de carrinho e toca à direita. Éder cruzou da esquerda no segundo pau para Chulapa, que ajeitou para o Galinho chegar um pouco atrasado. Segunda vez que deu certo o lance bem ensaiado. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 13 X 5. Maldade ficar só no 1 a 1.

     

    34min – Leandro, como centroavante (?), tenta de bicicleta… Brasil até exagera na volúpia pelo gol e na movimentação.

     

    35min – Pênalti não marcado pela fraca arbitragem espanhola. Mais uma vez Luisinho. Tocou deliberadamente o braço esquerdo numa bola levantada para a ponta direita. Se não deu para o árbitro ver, foi na cara do bandeirinha número um. Não só os deuses da bola são brasileiros. Alguns diabinhos também. Dois pênaltis não marcados para os soviéticos. Parte do estádio vaia o soprador de apito.

     

    37min – Éder cruza pela milésima vez. Dasaev sai bem da meta pela bilionésima. Ele só não bate os tiros de meta, executados por Baltacha. O resto fica tudo nas mãos do goleiro russo da URSS.

     

    39min – Belo lance de todo o Brasil até uma bomba de canhota de Falcão, bem defendida pelo goleiro soviético.

     

    41min – Shengelia recebe livre e teria feito o segundo gol soviético. Aparentemente lance bem anulado pelo bandeirinha. Parece que ele estava adiantado. Mas como essa arbitragem era nossa…

     

    43min – GOOOOOOOOL. 2 X 1 BRASIL. ÉDER. PÉ ESQUERDO. MEIA DIREITA. ASSISTÊNCIA DE PAULO ISIDORO + CORTA-LUZ DE FALCÃO. GOLAÇO. Paulo Isidoro (por que não entrou desde o início?) pegou um rebote rente à linha lateral. Tocou para dentro para Falcão, que abriu as pernas e deixou a bola limpa para Éder. Pela segunda vez no segundo tempo, apareceu pela meia direita para levantar a bola e bater de sempulo, de canhota, à meia altura de Dasaev, que só olhou o golaço da emocionante virada brasileira. Havia três soviéticos em linha à frente do goleiro. Quando ele enxergou a bola, já estava quase dentro da meta. Golaço. Merecido. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 14 X 5.

     

    44min – MUDA URSS. ANDREEV-15 x Shengelia-7.

     

    45min – Falcão apareceu dentro da área e quase ampliou. O único volante estava dentro da área rival depois do gol da virada… Não tinha jeito. Era uma seleção com vocação irrefreável para o gol. Não é que não sabia segurar o jogo. Gostava tanto dele que adorava jogá-lo.

     

    46min – Mais uma vez Falcão se mandou para dentro da área soviética…

     

    47min – Lindo lance de Zico com Chulapa. Serginho bateu cruzado e o Galinho quase fez de carrinho. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 15 X 5.

     

    47min – Balãozinho de Sócrates no grande círculo. E lá vai o Brasil buscar o terceiro gol… Só não fez porque o árbitro terminou a partida com Falcão sozinho à frente de Dasaev… Por três vezes o único volante foi à frente como se não houvesse amanhã. Impressionante. E seria preocupante mais à frente.

     

    FIM DE JOGO – E que jogaço. Tanto do Brasil quanto da URSS. Seleção muito aplaudida ao final da partida.

     

     

     

     

    NOTA PARTIDA – 9

     

    NOTA BRASIL – 8

     

    NOTA URSS - 7

     

     

    NOTAS

     

     

    VALDIR PERES – 4 – Uma falha terrível e uma dúvida por quase toda a Copa.

    LEANDRO – 8 – Problemas na marcação na primeira etapa. Muito melhor quando jogou livre, explorando o imenso talento que tinha, no segundo tempo.

    OSCAR – 8 – Um senhor zagueiro. Veloz, bem posicionado, contra um ótimo ataque rival.

    LUISINHO – 5 – Outro senhor zagueiro, muito mais técnico que Oscar. Mas menos confiável. Cometeu dois pênaltis. E teve dificuldades com os excelentes Shengelia e Blokhin. Como toda a zaga, exposta por um time e um esquema ofensivos.

    JÚNIOR – 8 – Problemas com Blokhin e Shengelia. Mas muitas soluções ofensivas, com parceria com Éder pela esquerda, ou armando por dentro.

    FALCÃO – 8 – Sacrificado como único volante, rendeu mais, como todo o Brasil, quando teve mais a bola. Ainda assim, notável pela elegância rara.

    SÓCRATES – 8 – Irretocável exibição. Um gol magnífico, frieza para conduzir o time como capitão, e o mais sacrificado taticamente, atuando praticamente como um segundo volante. O melhor do Brasil.

    DIRCEU – 4 – Torto pela direita, sem ritmo e entrosamento, teve dificuldades para ajudar Leandro, e foi engolido por Demyanekno e Blokhin.

    (PAULO ISIDORO – 7 – Entrou muito bem, aberto pela direita, se movimentando bastante, e criando o lance do gol da virada).

    ZICO – 6 – Pelo potencial, pela liderança, pelo talento, pela fase que vivia, esperava-se mais. Mesmo quando saiu mais da área, na parte final do jogo, errou mais do que a excepcional média de um gênio.

    ÉDER – 8 – Quem mais chutou. Quem mais cruzou (até demais). Quem mais arriscou. Quem mais assumiu o time quando ele perdia. Recompensando pelo golaço.

    SERGINHO CHULAPA – 6 – Pela luta merece mais pontos. Tática e tecnicamente, a melhor opção para Telê no comando de ataque seria o lesionado Careca. Chulapa se virou e criou bons lances.

    TELÊ – 8 – Tudo de ótimo em suas equipes esteve na estreia em Sevilla. O gosto pelo bom jogo, a vontade de atacar, a sanha em buscar sempre mais e render acima do limite. Mas ainda faltava definir o lado direito do ataque. Uma defesa menos exposta. Uma equipe mais, digamos, copeira, que não passasse tantos sustos.

     

     

    URSS

     

     

    Dasaev-8 – O Brasil merecia vencer. Ele não merecia ser derrotado. Era o melhor goleiro do mundo na época.

    Sulakvelidze-5 – Sofreu demais com Éder e Júnior.

    Chivadze-7 – Um senhor zagueiro, travou grande batalha aérea com Chulapa.

    Baltacha-6 – Batia os tiros de meta. Mas não batia além da conta.

    Demyanenko-6 – Bom primeiro tempo contra Dirceu, quando apoiou mais, e apuros com Paulo Isidoro, depois.

    Bal-7 – Não só pelo gol, mas pela obstinada marcação em Zico, no segundo tempo.

    Bessonov-7 – Sabia armar e também marcar.

    Daraselia-5 – Marcava e jogava menos. Morreu ainda em 1982, num acidente automobilístico.

    Shengelia-8 – Sofreu um pênalti, estava no lance do segundo pênalti, fez um gol bem anulado, e jogou e correu demais.

    (Andreev- sem nota)

    Gavrilov-6 – Muito técnico, também tático, tanto foi o terceiro atacante quanto o quarto homem no meio. Cansou antes pelo calor e pelo ritmo brasileiro.

    (Susloparov – Entrou para fechar o time. No primeiro lance saiu o empate o Brasil…)

    Blokhin-8 – O craque do time armou grandes contragolpes. Faltou apenas finalizar um pouco mais. Como Zico, se esperava um pouco mais. Mas foi melhor que o Galinho.

    TÉCNICO – Konstantin Beskov – 8 - Conseguiu segurar os tantos talentos brasileiros e só levou gols de fora da área.

     

    Árbitro – AUGUSTO LAMO CASTILLO (ESPANHA) – 3 – Ruim na parte disciplinar, ainda pior na técnica. Dois pênaltis não marcou para os soviéticos.

     

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    • 08.fev.2010

      Coritiba 3 x 1; Paraná 0 x 1 Atlético-PR

      por Mauro Beting às 12:09h

       

      * Ney Franco, pelo Atlético Paranaense, há dois anos honrou a gloriosa história do Furacão de 1949. Agora, com um elenco abalado e com o clube debilitado, mantém o Coxa 100%, repetindo as sete vitórias em sete jogos das campanhas históricas de 1976 e 2003. Mas é preciso manter os pés no chão. Ainda falta muito para ser um time confiável.

       

      * Marcos Aurélio participou diretamente dos três gols no Iraty. Não apenas na bola parada faz interessante dupla com Rafinha.

       

      * Paradinha vale ou não? Não pergunte a Marcelo Toscano, que fez a dele, mas não marcou o gol para o Paraná, no clássico vencido pelo Atlético, por 1 a 0, gol de cabeça de Bruno Mineiro.

       

      * Ah, sim: o goleiro atleticano Neto não pulou na bola. Ficou parado. É assim que se faz.

       

      * O calor que deixou o Coritiba no gramado, no intervalo, contra o Iraty, também prejudicou o clássico paranaense tanto quanto o gramado ruim da Vila Capanema.

       

       

       

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      • 07.fev.2010

        Fluminense 0 x 0 Olaria

        por Mauro Beting às 19:39h

         

        * Pelo pouco que vi, pelo muito que li e ouvi, dá na mesma ter assistido ou não à partida para esquecer. Jogo que, também, não altera o produto final. No sábado, semifinal da Taça GB, contra o Vasco. Uma outra história. Para muitos gols. E, acredito, muitos pênaltis.

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        • 07.fev.2010

          Universidade 1 x 5 Grêmio

          por Mauro Beting às 19:33h

           

          * No meu comentário na TVLANCE! falo mais da dupla Jonas e Borges. Dois homens de área que sabem sair dela para fazer a diferença. Foram eles que acabaram com o rival, numa ótima partida de Douglas, que pode fazer algumas das tantas funções de Souza no Tricolor.

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          • 07.fev.2010

            Internacional x Avenida

            por Mauro Beting às 19:22h

             

            * Comente. Cornete.

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            • 07.fev.2010

              Boavista x Flamengo

              por Mauro Beting às 19:21h

               

              * Comente. Cornete.

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              • 07.fev.2010

                Vasco 2 x 2 Madureira

                por Mauro Beting às 19:19h

                 

                * Carlos Alberto e Márcio Careca fizeram falta. O calor atrapalhou a qualidade da partida em São Januário. P.Coutinho e Dodô não jogaram o muito que têm jogado. O 2 x 2 se explica.

                * P.Coutinho vai embora depois do Mundial. Mais ou menos como Robinho, no Santos, é um prazer de ofício acompanhá-lo no tempo que nos resta.

                * A defesa do Vasco teve problemas. E continua não sendo confiável. Ainda mais com improvisações.

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                • 07.fev.2010

                  Botafogo 5 x 2 Resende

                  por Mauro Beting às 19:13h

                   

                  * Coisa de Loco. Abreu. 5 x 2. De virada. Três de cabeça. Ainda está loooooooonge de ser um time confiável. Mas é preciso curtir o momento alvinegro. E, enfim, uma boa partida do atacante uruguaio. Ao menos pelo alto.

                  * “O Loco é melhor que o Dodô!”. O botafoguense sempre teve gritos históricos e muito bem-humorados nos estádios. Este é apenas mais um. Como o que embalava o artilheiro Chicão, dos anos 80: “orelhudo e cabeção”. O mesmo astral poderia ser usado para poupar um pouco Alessandro e Lúcio Flávio, que foram “responsabilizados” pelo gol do Resende, aos 24 segundos. É o caso de azucrinar tanto?

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                  • 07.fev.2010

                    Bragantino 2 x 3 Palmeiras

                    por Mauro Beting às 19:01h

                     

                    * Nem o gol de início deu tranquilidade ao Palmeiras, que sofreu mais do que deveria para vencer um adversário com alguns jogadores de boa qualidade. Mais uma vez, não fosse Marcos, o resultado poderia ter sido muito pior. Mas já é um resultado para dar um pouco mais de tranquilidade.

                    * Lincoln cresceu muito tecnicamente na Alemanha. Nem tanto na Turquia. Desde maio não joga. Mas tem talento e experiência para armar um elenco ainda carente.

                    * Ewerthon jogou apenas dez vezes desde agosto. Só uma vez como titular, e um jogo só inteiro. Fez apenas dois gols - de pênalti. Mas, na segunda divisão espanhola, marcou 28. E quase todos como homem de área, virtude que aperfeiçou em quase dez anos de Europa. É um bom reforço, com potencial para ser titular. Mas ainda falta um homem de área para Muricy.

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                    • 07.fev.2010

                      Atlético Mineiro 1 x 1 Ipatinga

                      por Mauro Beting às 18:57h

                       

                      * Carini é dos melhores goleiros que apareceram no Uruguai nos últimos 20 anos. Mas tomou um frango injustificável. Não se agachar para defender o chute fraco de Jajá é inadmissível. Foi o lance que atrapalhou ainda mais o nervoso Galo no decepcionante empata com o Ipatinga.

                      * Um volante eficiente como Zé Luís. Dois meias que sabem compor o meio-campo e têm experiência como Fabiano e Ricardinho. Uma linha de frente com Muriqui, Obina e Diego Tardelli. Em nomes, e posições, é um time bastante ofensivo. Na prática…

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                      • 07.fev.2010

                        São Paulo 1 x 2 Santos, Neymar & Robinho

                        por Mauro Beting às 18:41h

                        Este texto estará na edição desta segunda-feira do LANCE! 

                         

                        Dorival Júnior não quis começar com Robinho o San-São. Como se Beyoncé só entrasse depois do bis no show de sábado, no Morumbi. Mas havia Ivete Sangalo para abrir o espetáculo. Havia Neymar no primeiro tempo, em Barueri. E pouco mais de 30 minutos no segundo tempo de um dueto com Robinho contra uma zaga cansada para desequilibrar um jogo igual com dois lances sensacionais: um defendido espetacularmente por Rogério, aos 29 minutos, depois de genial tabela entre o 7 e o 17. O outro, fatal, de letra, aos 40, em cruzamento de Wesley. Um gol de Pelé. De Robinho. Do Santos que encanta historicamente pela vontade em jogar pra frente. De jogar bonito como essa molecada abusada armada por outro baita jogador – Ganso.

                         

                        Ricardo Gomes repetiu o time e o 3-4-2-1 que vencera bem o São Caetano. Novamente com Dagoberto e Marcelinho Paraíba pelos cantos, Hernanes saindo um pouco mais como armador, e Jean e Jorge Wagner mais como laterais que como alas. Dorival repetiu o 4-2-3-1, com Arouca sainda mais à direita nas costas de Jorge Wagner, os meias Marquinhos, Ganso e Neymar se mexendo bastante, e André contra os três zagueiros tricolores (bela partida do garoto Xandão). Às costas dos laterais o Santos cresceu. O jogo vinha esfriando pelo calor até o pênalti discutível cometido por Miranda em Arouca, que Neymar bateu aos 38, com paradinha, digo, paradaça que destronou Rogério Ceni.

                         

                         

                        O São Paulo inverteu o posicionamento de Jean e Hernanes, no intervalo. Pela ala, o meia tricolor chegou um pouco mais, e Ganso teve menos liberdade com Jean. O Santos recuou demais e o São Paulo foi crescendo. Aos 10, Robinho entrou para jogar de costas para o gol, de centroavante, fora de ritmo e de posição. Gomes tirou o outro centroavante (Washington), colocou Cléber Santana para pensar o jogo, mas não achou a meta rival. Apostou em outra referência de área (Roger), aos 20, no lugar do apagado Dagoberto. No minuto seguinte, Paraíba colocou na cabeça dele o empate tricolor.

                         

                        Dorival respondeu avançando Neymar para não deixar Robinho isolado. Com o recuo excessivo são-paulino, e o talento que abunda na criação santista, os dois lances antológicos de Neymar & Robinho definiram o clássico. E projetam dias muito felizes para o santista e para quem gosta de futebol abusado.

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                        • 07.fev.2010

                          Corinthians 4 x 0 Sertãozinho

                          por Mauro Beting às 14:32h

                           

                          * O rival era o lanterna do SP-10, e com gosto. Não vale para testar a defesa alvinegra, nem o time como um todo. O primeiro gol corintiano foi doado pelo goleiro. Mas a partida como um todo, e a aplicação geral, deram um bom gosto ao torcedor que foi ao Pacaembu.

                          * Jorge Henrique marcou o segundo gol de fora da área desde que chegou ao Corinthians. E continua fazendo tudo pelo Timão.

                          * Meu time ideal alvinegro? Felipe; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf e Elias; Tcheco, Danilo e Jorge Henrique; Ronaldo.

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                          • 06.fev.2010

                            Cruzeiro 4 x 2 Villa Nova

                            por Mauro Beting às 19:37h

                             

                            * Mais uma boa vitória com muitos gols cruzeirenses contra um fragilizado rival. O que não tira os méritos cruzeirenses.

                            * Roger e Gilberto podem atuar juntos? Claro. Bobagem a história de que muitos canhotos atrapalham uma equipe. Gérson, Rivellino e Tostão atrapalharam o Brasil de 1970? Djalminha e Rivaldo foram mal no Palmeiras do primeiro semestre de 1996 - vencido, diga-se, pelo Cruzeiro, na Copa do Brasil.

                            * Roger soma se entender as características do time e do elenco. Se estiver focado, é reforço.

                            * Leonardo Silva fez a temporada da vida dele em 2009. Será que seguirá bem? Gil chegou com cartaz do Atlético-GO. Até agora, na ótima, mais rateou que mostrou segurança.

                            * Mais do Cruzeiro nesta terça-feira, no LANCE!, em O JOGO DO BETING

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                            • 05.fev.2010

                              Neymar 2010?

                              por Mauro Beting às 15:58h

                               

                              * Em 2008, não lembro para que publicação, me pediram a escalação do Brasil que estrearia na Copa… De 2014! Não lembro do time. Até inventei uns três nomes de jogadores inexistentes. Só lembro direitinho de meu ataque: Neymar e Pato.

                              * Dá para adiantar essa escalação em uma Copa? Claro que dá, pelo talento de ambos. Precisa? Não.

                              * Mas e o Pelé, em 1958… PELÉ É PELÉ. Com maiúsculas.

                              * Ronaldo em 1994? É o Fenômeno. Já era em 1994. E nem entrou em campo.

                              * Kaká em 2002? Desde 2001, fevereiro, jogava, e muito.

                              * Neymar? Não tivesse o próprio Robinho. Ronaldinho Gaúcho. Pato. Nilmar. Luís Fabiano. Aí sim. Porque, com ele, ainda é cedo para tudo, por mais precoce que seja o talento do santista.

                              * Era para escrever de Santo André 1 x 2 Santos. Mas o golaço de Pel, ops, de Neymar. E o passe de Pel, ops, de Neymar para o segundo gol, merecem o destaque. O moleque é demais. Está ganhando corpo. Está ganhando divididas. Está ganhando jogo. Está mais próximo da meta. Está num time legal.

                              Mas não me parece pronto para uma Copa do Mundo. Nem o Brasil ainda o necessita tanto.

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                                ESTADUAIS, Seleção Brasileira
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                              • 05.fev.2010

                                Cadê o Uruguai-50 no meu livro das melhores seleções de todas as Copas?

                                por Mauro Beting às 15:15h

                                 

                                Como é que eu não fui escalar a Celeste Olímpica no meu novo livro, que será lançado em 16 de março, terça-feira, 18h30, na Saraiva do Shopping Eldorado, em São Paulo?

                                Nem o time bicampeão olímpico de 1924 e 1928, nem o primeiro campeão mundial, em 1930?

                                Como deixar de fora a vencedora do Maracanazo, a única derrota irreversível do futebol?

                                E o timaço de 1954, o único que segurou a Hungria até a final?

                                 

                                Livro será lançado em 16 de março, junto com AS MELHORES SELEÇÕES BRASILEIRAS DE TODOS OS TEMPOS, de Milton Leite

                                Livro será lançado em 16 de março, junto com AS MELHORES SELEÇÕES BRASILEIRAS DE TODOS OS TEMPOS, de Milton Leite

                                 

                                Pois é, amigo…

                                Critérios de seleção. Sempre discutíveis. Ainda mais em matéria de futebol.

                                A Editora Contexto me encomedou a obra, prima do livro de Milton Leite, a respeito das seleções brasileiras. Discutimos quais seriam as equipes que estariam relacionadas entre as sete principais.

                                Um critério foi básico: uma seleção de cada país.

                                O que já limitaria o grande futebol uruguaio dos anos 20 aos 70.

                                Seria, então, o time bi olímpico, o campeão de 1930, ou o de 1950.

                                Optamos por restringir o livro aos Mundiais. Logo, a Celeste Olímpica estava eliminada. Uma pena. Mas era preciso.

                                1930, então? Ou 1950, quem sabe?

                                Por eu ter utilizado como fonte de observação teipes completos das partidas, também decidimos deixar de fora do livro o que não tinha sido devidamente gravado. Como a Copa de 1950, por exemplo. Só levaríamos em conta os Mundiais a partir de 1954.

                                Sobrou para o Uruguai…

                                Devidamente referenciado e louvado na minha obra por aquele timaço de 1954. Possivelmente melhor que o de 1950.

                                Uruguai devidamente enaltecido em 1966, com a geração de Pedro Rocha, campeã mundial com o Penãrol, no capítulo que fala da Inglaterra daquela Copa.

                                Poderia citar o ótimo time que foi semifinalista da Copa-70. Outro belo exemplo da garra charrua.

                                Mas só poderíamos falar de campeões a partir de 1954. Ou de grandes vices, como a Hungria daquela Copa, a Holanda de 1974.

                                Por isso o Uruguai ficou de fora do livro. Com dor no coração que pulsa quase tanto quanto o uruguaio em campo.

                                Um país único.

                                Com menos de 4 milhões de habitantes ter sido tetra mundial como foi o Uruguai, contando as duas Olimpíadas, é para poucos. Como são raros os uruguaios. Como parecem muitos dentro de campo.

                                A melhor definição deles talvez seja de Jô Soares, em trecho do livro.

                                Mas isso é para vocês lerem.

                                Comprem o livro.

                                E peguem o meu autógrafo e o de Milton Leite em 16 de março, lá na Saraiva do Shopping Eldorado.

                                 

                                Milton Leite estará autografando a obra em 16 de março, a partir de 18h30, na Saraiva do Shopping Eldorado (SP)

                                Milton Leite estará autografando a obra em 16 de março, a partir de 18h30, na Saraiva do Shopping Eldorado (SP)

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