Era Neymar. É tri. Será muito mais
O árbitro apitou o fim de Santos 4 x 2 Guarani. Todo o time santista estava no campo de defesa e quase toda a equipe se ajoelhou no gramado celebrando o tri. Apenas Neymar estava no campo de ataque. Ele celebrou sozinho no apito final. A imagem do título. Do tri. De Neymar. “Sozinho”, ele fez o Santos ainda mais Santos. E, meia hora depois do título, ele ficou driblando repórteres e fotógrafos aos gritos de “olé” no gramado do Morumbi. Gênio até na celebração e no marketing.
O time de Pelé só não ganhou três títulos estaduais entre 1958 e 1969. Com Pelé em campo, e ao menos duas gerações brilhantes, começou a ficar sem graça a justa lógica dos pontos corridos no Paulistão. Desde então foram criadas fórmulas para deixar a disputa “mais emocionante”. Ou, quem sabe, menos santista naqueles dias dourados do futebol brasileiro tricampeão mundial.
Mesmo com os perigos do regulamento besta do inchado e chato SP-12, o Santos entrou em campo na finalíssima no Morumbi para enfrentar o bravo Bugre como o maior favorito da história do Paulistão. Em nenhuma outra decisão se viu tamanha vantagem técnica e regulamentar. Mais ainda. Com tamanho Neymar.
O time de Muricy fez em 2012 uma campanha do tri típica de um time inspirado por um gênio da órbita do planeta de onde veio Pelé. E de um Ganso voltando a ser um armador digno do Santos Dele – Pelé -, e, também, de Antoninho, Del Vecchio, Jair Rosa Pinta, Pita e Diego. Um Santos com uma defesa discutível como bobeou na partida decisiva, com laterais nem sempre consistentes, com centroavantes em fase irregular.
Nas primeiras três partidas era o time reserva. No primeiro clássico, derrota para o Palmeiras, de virada. Mas, depois uma sequência de sete vitórias (três goleadas), até a derrota para o Mogi Mirim (campeão do interior em 2012). Derrota para o São Paulo no Morumbi com arbitragem polêmica, e partidas em que o time alternava o brilho de Neymar com a má fase de Borges e a inconstância de Ganso.
Mas talvez fosse o inferno astral do centenário. O primeiro dos gols dos próximos 100 anos foi obra prima de Ganso. E ele não parou mais. O Santos, também não. Vitória consistente sobre o Mogi, show de Neymar contra São Paulo e Guarani, e a confirmação do título com oito gols da Joia em quatro decisões. Repetindo 1969. E, se Neymar quiser, indo além em 2013.
Parabéns aos tricampeões paulistas.
Só pode ser tricampeão estadual em 2012 quem escalou Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca; Elano e Ibson; Ganso; Alan Kardec e Neymar. E Aranha, Fucile, Maranhão, Crystian, Bruno Rodrigo, Vinicius Simon, Rafael Caldeira, Leo, Emerson, Pará, Paulo Henrique, Adriano, Alan Santos, Anderson Carvalho, Felipe Anderson, Breitner, Tiago Alves, Tiago Luís, Borges, Renteria, Dimba, com Tata e Muricy Ramalho no comando.
Só pode ser tricampeão paulista quem foi bicampeão em 2011 com Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Leo; Adriano; Elano e Arouca; Ganso; Zé Eduardo e Neymar. E Aranha, Vladimir, Danilo, Pará, Crystian, Bruno Rodrigo, Vinicius Simon, Alex Sandro, Emerson, Charles, Rodrigo Possebom, Rodriguinho, Moisés, Anderson Carvalho, Alan Patrick, Robson, Felipe Anderson, Maikon Leite, Tiago Alves, Keirrison, Diogo e Dimba, dirigidos por Adilson Batista, Marcelo Martelotte e Muricy Ramalho.
Só pode ser tricampeão estadual quem foi campeão em 2010 com Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Leo; Arouca e Wesley; Marquinhos, Ganso e Neymar; Robinho. E George Lucas, Maranhão, Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Luciano Castán, Serginho, Wesley Santos, Roberto Brum, Rodrigo Mancha, Germano, Rodriguinho, Breitner, Marquinhos, Madson, Alan Patrick, Giovanni, Zé Eduardo, Marcel, Maikon Leite, Zezinho, dirigidos por Dorival Júnior.














