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NFL: a temporada ‘começou’ e trouxe novidades

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Ando em atraso com este blog. Mas a verdade é que a Olimpíada de Londres tem tomado quase todo o meu tempo. Trabalhando ou apenas assistindo. Para quem não sabe, sou amante de quase todos os esportes e fico “meio louco” durante os Jogos, afinal não é todo dia que podemos ver Hóquei sobre a Grama, Ciclismo, Badminton, Natação, Judô, Atletismo e etc…

Este post também está atrasado, é claro. A temporada da NFL “recomeçou” no último domingo com o jogo do Hall da Fama, em Canton, Ohio, e hoje já é terça-feira. Recomeçou entre aspas porque a pré-temporada é um amistoso bem amistoso mesmo.

Vendo este jogo não dá para saber muito o quê Arizona Cardinals e New Orleans Saints poderão fazer em 2012. Na minha opinião, as análises continuam as mesmas do que as feitas antes da partida…

O Saints tem problemas. Muitos problemas, aliás. Não vou explicitar todos pois já o fiz em outra oportunidade (veja mais aqui). Sean Payton, seu técnico principal, que não poderá comandar o time este ano, fará muita falta. Jonathan Vilma também.

A boa notícia é que o quarterback Drew Brees, após longa novela, renovou seu contrato. No domingo, jogou apenas uma campanha, evitou dar muitos passes – até para se proteger -, mas mostrou estar em sua velha forma. Ótima notícia, já que o camisa 9 bateu o recorde de jardas lançadas na última temporada regular.

Durante o playoff passado, o Saints era, na minha opinião, o time mais forte. Perdeu para a ótima defesa do San Francisco 49ers, que segurou como pôde (e como não pôde) o ataque monstruoso de New Orleans. E ainda viu o seu ataque fazer algo inesperado. E é aí que está a graça da NFL: nem sempre o melhor vence. E o 49ers foi realmente melhor naquele dia…

Mas “apenas” a boa forma de Brees não será suficiente. O ataque continua forte, a defesa, teoricamente, deve melhorar – isso se superar a ausência de alguns jogadores suspensos – com o coordenador defensivo Steve Spagnuolo, campeão pelo New York Giants em 2007.

Mesmo assim a perda do seu treinador e todo o escândalo que a franquia viveu neste ano, ainda vai prejudicar e pressionar muito. Além de Brees, me chamou a atenção a defesa do Saints. REPITO: AINDA É MUITO CEDO, mas deu para ver alguns elementos da defesa de Spagnuolo, que gosta que as linhas pressionem os quarterbacks, usando menos as blitzes. Ainda precisa evoluir, mas se der certo, a defesa conseguirá jogar da melhor forma possível na NFL de hoje, com tight ends usando cada vez melhor os meios dos campos.

Ao Cardinals, uma boa notícia. Com a contusão de Kevin Kolb, que machucou as costelas e ainda teve um problema em seu diafragma, a disputa com John Skelton pela vaga de quarterback titular parece ter chegado ao fim, com “vitória” para o segundo.

Não é necessariamente uma grande coisa, mas Skelton foi superior a Kolb quase sempre. O problema é e o Cardinals gastou muito para ficar com Kolb e, até por isso, ainda quer dar mais chances ao ex-jogador do Philadelphia Eagles.

Larry Fitzgerald ainda é um monstro. Michael Floyd parece ter muito potencial. O jogo corrido também é muito bom. Mas não acredito que Arizona brigará por muitas coisas neste ano. A divisão é fraca e o 49ers ainda é muito superior.

Enfim…

Como escrevi lá em cima, a pré-temporada traz poucas coisas. Ás vezes, alguém chama a atenção, como aconteceu com o wide receiver Victor Cruz antes da temporada de 2010. Jogou muito em um jogo contra o New York Jets, mas ficou fora do campeonato por uma contusão. Voltou em 2011 e se destacou muito, roubando a cena para o campeão New York Giants.

Ainda espero que alguns jogadores “apareçam” até o dia 5 de setembro, quando Giants e Dallas Cowboys abrem a temporada de fato. Mas este jogo do último domingo é o primeiro, uma semana antes da pré-temporada começar de fato. Ou seja, ainda menos tempo para as surpresas entrarem em campo.

Além de ver a bola voar novamente, a partida de domingo trouxe outra novidade. O Esporte Interativo, que já tinha transmitido o último Super Bowl (veja aqui a conversa que tive com André Henning, narrador do canal, antes da final), comprou os direitos de transmissão da NFL pelos próximos cinco anos e irá mostrar três jogos por semana. Já escrevi outras vezes aqui neste espaço que gosto muito da diversidade. Acho o monopólio ruim para o esporte. A ESPN transmite a NFL há muitos anos e com muita qualidade, é inegável. Mas quanto mais gente, melhor… São formas diferentes de mostrar o jogo e que não anulam uma a outra. Bom para o torcedor que poderá escolher. Eu gostei!

Antes de me despedir, convido aos amigos a ouvirem a dois podcasts, com minhas participações. No primeiro, o Overtimecast, discutimos um assunto bem interessante: o esporte olímpico e como o Brasil poderia aproveitar o exemplo do EUA na formação de atletas universitários. Este é um assunto que gosto muito e que conheço um pouco (http://overtimecast.wordpress.com/2012/08/01/overtime67/). O outro é o Boteco Live, do NFL de Boteco. Aqui a discussão é sobre a NFL e algumas “previsões” para 2012: http://nfldeboteco.com.br/botecolive-23/.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL também joga duro com atletas do ‘escândalo Saints’. Bom para o esporte…

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Há pouco mais de um mês, no dia 21 de março, escrevi sobre as punições para os envolvidos no idiota (volto a usar o adjetivo por ainda não ter achado um melhor) “Programa de Milhas” do New Orleans Saints. Aquele que dava dinheiro e bonificava quem machucasse um adversário previamente escolhido.

A minha opinião sobre todas as punições para a comissão técnica do Saints, você pode ler neste link.

Atualmente, até acho que um ano é muito tempo para uma suspensão. Mas entendo o recado da NFL: “nunca mais se poderá cogitar algo parecido nesta Liga”. Justo!

Nesta quarta-feira, passado o draft (que valerá um post na quinta), a NFL divulgou as punições dos jogadores envolvidos no escândalo.

E aviso: se já estava difícil para New Orleans sonhar com algo sem seu (ótimo) treinador Sean Payton, as coisas acabam de piorar muito.

O linebacker Jonathan Vilma, líder da defesa, está fora dos gramados por um ano. Sim, uma punição muito pesada. É péssimo impedir alguém de trabalhar por tanto tempo, mas voltamos ao motivo de a Liga ter feito isso: “dar o recado a todos”.

Foi por conta de um flagrante que começaram as investigações. Alertado pelo leitor Felipe Morais, faço uma retificação baseada em uma nota do jornalista Peter King, da revista “Sports Illustrated”, um dos principais especialistas em futebol americano dos EUA. Segundo ele, um jogador não identificado fala em um microfone no estádio do Saints após acertar e machucar o quarterback Brett Favre, então no Minnesota Vikings, na final da NFC da temporada 2009: “Me paguem! Me paguem! Me paguem!”. Hargrove, também punido, diz: “Favre está fora do jogo!”. Fujita também estava no episódio.

No começo do escândalo, chegou-se a dizer que Vilma foi quem “dedurou” o esquema ao ser flagrado pedindo dinheiro no banco de reservas. Mas essa suspeita não foi confirmada. Mesmo assim, sua punição foi a mais forte. O fato de ele ser capitão do time, deve ter pesado muito na decisão da Liga.

O Saints sabia que a suspensão era iminente e contratou Curtis Lofton, ex-Atlanta Falcons, para a posição. Mas a verdade é que mesmo sendo um bom jogador, Lofton terá muitas dificuldades. Será um começo difícil, em uma posição crucial. O middle linebacker é o “quarterback da defesa”, é ele quem comanda e recebe as ordens dos técnicos. Enfim, a liderança é algo fundamental em qualquer setor de uma equipe de futebol americano.

O outro jogador do Saints que foi suspenso é o defensive end Will Smith, que está fora de quatro partidas.

Anthony Hargrove também teve uma suspensão bem grande. Pegou oito jogos. Pior para o Green Bay Packers, já que o jogador deixou o Saints em 2010 e assinou com o time de Winconsin para esta temporada.

O Cleveland Browns também se deu mal. Perdeu Scott Fujita, também linebacker, por três jogos. Mas, como o time está longe de ser grande coisa, vai ser só mais um problema para a franquia administrar neste começo de temporada.

Os jogadores ainda podem apelar. A associação de jogadores, muito forte na NFL, foi comunicada das punições antes até dos atletas. Por enquanto, nada fez. E acho que não fará nada. A tendência é que as suspensões sejam mantidas.

A reação de outros profissionais, via Twitter, foi instantânea. Mas ficou dividida.

O comissário Roger Godell avisou em seu comunicado oficial:

“É obrigação de todos, inclusive dos jogadores nos campos, assegurar que as regras para promover a segurança dos atletas, o fair-play e a integridade do jogo sejam integralmente cumpridas. O respeito para o homem que joga este jogo começa com a maneira como os jogadores se comportam em relação a cada outro dentro do campo.”

É esperada muita briga na justiça, principalmente da parte dos punidos. Mas, acho, que essa batalha eles perderam. É uma suspensão muito dura, principalmente no caso de Vilma, mas é boa para o esporte. Que é sempre o principal interessado, é claro.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL ‘joga duro’ contra o idiota programa de recompensas do Saints

quarta-feira, 21 de março de 2012

Estava “ensaiando” este post há algum tempo. Desde que o idiota (desculpe caros leitores mas não há outro adjetivo) “programa de milhas” do New Orleans Saints foi desmascarado pela NFL.

Não sejamos ingênuos: o futebol americano é um esporte de contato, os jogadores, por vezes, machucam os outros. É do jogo. As lesões são, infelizmente, inevitáveis. E os atletas sabem que o “fulano” está com um problema em determinado tornozelo. Que o joelho de “sicrano” está baleado. E o ponto fraco acaba sendo mais visado. Acontece mesmo.

Mas daí a se pagar para acertar ou machucar um jogador são “outros quinhentos”. É inaceitável. É para deixar qualquer fã do futebol americano com vergonha. E o torcedor do Saints ainda mais incomodado.

A NFL investigou o programa de recompensa por dois anos. Começou após a final de Conferência entre Saints e Minnesota Vikings, em 2010. Lembro bem deste jogo. O quarterback Brett Favre também. Apanhou muito e se machucou. Disse, agora, que acha “normal”. Mas não foi.

Nada que manche o título de Nova Orleans, muito merecido. Mas não pegou bem.

A “desconfiança” da Liga começou após alguns flagras de defensores cobrando dinheiro de outros após algumas jogadas.

O pior é que todos, ou quase todos, da organização sabiam. O técnico Sean Payton, o general manager Mickey Loomis, o coordernador defensivo Gregg Williams, um dos mentores do projeto, todos sabiam o que acontecia. E não fizeram nada…

Nesta quarta-feira, a Liga divulgou a punição. Pegou mais pesado do que eu imaginava, admito. Mas não foi injusta.

Payton ficará um ano suspenso. Sem poder receber o seu salário, de 7,5 milhões de dólares. E esqueçam o Brasileirão: o treinador não poderá ficar escondido no vestiário, treinar o time durante a semana. Suspenso é ficar longe da equipe. Sem ter nenhum poder.

A suspensão começará a partir do dia 1º de abril. Com isso, o treinador não poderá fazer o draft deste ano. Outra enorme perda.

A justificativa da NFL foi dura: foi comprovado que Payton sabia do programa. E ignorou a solicitação da NFL e dos donos do time para acabar com ele. Foi além, instruiu seus auxiliares para esconderem melhor o esquema e mentiu ao dizer que ninguém recebia dinheiro para machucar um rival.

- Somos todos responsáveis pela saúde dos jogadores, a segurança e a integridade do jogo. Não vamos tolerar essa conduta ou uma cultura com essas prioridades – avisou o comissário Roger Goodell.

Acho que há pouco para acrescentar. O comportamento da Liga foi exemplar. É preciso ser duro. E continuar sendo. A NFL já avisou que os outros 31 times tem até 30 de março para investigar seus elencos. E acabar com qualquer programa parecido. Mesmo que não renda dinheiro a ninguém.

E todo mundo está preocupado. Além da suspensão do treinador, o Saints foi multado em 500 mil dólares e a perda das escolhas de segundas rodadas do draft de 2012 e 2013, o general manager ficará suspenso nos primeiros oito jogos, o assistente técnico Joe Vitt está fora nos primeiros seis. Williams, que está no Saint Louis Rams, foi suspenso por tempo indeterminado.

Todos são réus confessos.

“Para os nossos torcedores, a NFL e o resto de nossa Liga, nós oferecemos nosssas sinceras desculpas e assumiremos todas as responsabilidades por estas graves violações. Não há lugar para recompensas na nossa Liga e reiteramos nossa promessa que isto nunca acontecerá de novo”, informou o time via comunicado oficial.

New Orleans tem um grande elenco, mas perdeu seu grande líder. O peso de Payton nesta equipe é enorme. Na minha opinião, ele foi “o MVP” do Super Bowl XLIV, vencido pelo Saints. “Inventou” um onside kick no começo do segundo tempo, quando ninguém esperava, fez escolhas arriscadas e surpreendentes. Foi ótimo. E é ótimo.

É cedo para qualquer projeção, mas desde já fica claro que a equipe perderá muito. Não vai ser fácil repetir os bons desempenhos de outros anos. E é preciso lembrar que Drew Brees, recebeu o tag este ano e ainda renegocia seu contrato com o Saints. Se não o fizer logo, a negociação sai “das mãos” de Payton. Péssimo.

Brees foi o primeiro a defender o técnico. Via Twitter, foi duro:

“Estou sem palavras. Sean Payton é um grande homem, treinador e mentor. O melhor que há. Preciso escutar uma explicação para esta punição.”

Acho que o quarterback não precisa de nenhuma explicação. A explicação está aí. Não dá para aceitar um comportamento como esse. Mesmo que alguns jogadores da franquia ainda digam que não havia um programa de recompensas. Mas havia.

O jogo é duro. E a Liga também é. Bom para todo mundo. Ótimo para os torcedores…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: as finais já começaram! Uma análise dos playoffs…

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Depois de 17 (longas) semanas, a temporada regular da NFL terminou neste domingo. Dos 32 times, 12 estão garantidos para a fase final da Liga de futebol americano. Para oito destas equipes, não haverá folga: semana que vem já tem a primeira decisão do ano.

New England Patriots e Baltimore Ravens, pela Conferência Americana, e Green Bay Packers e San Franciso 49ers, pela Nacional, fizeram as melhores campanhas da temporada regular e estão garantidos já na segunda fase do playoff.

É cedo para fazer os palpites, que serão publicados mais para o fim da semana, mas vou fazer uma (pequena) análise dos oito times que jogarão neste fim de semana, nos quatro primeiros jogos da pós-temporada. Nos negritos ou sublinhados, pus os links de outros posts que fiz sobre alguns personagens de 2011. Lembrando aos amigos leitores que os textos foram escritos em momentos diferentes da temporada e não necessariamente estão de acordo com os atuais desempenhos.

No sábado, às 19h30 tem Houston Texans x Cincinnatti Bengals. 

É a primeira vez que Houston chega ao playoff da NFL. Sem seu quarterback titular, Matt Schaub, que não joga mais na temporada, as apostas estão no jogo corrido e na forte defesa. O Texans teve um bom desempenho em 2011 e ainda aproveitou o mau momento do Indianapolis Colts, que dominou a divisão na última década, mas naufragou sem o quarterback Peyton Manning. Não é favorito a uma vaga no Super Bowl, mas tem boas possibilidades de passar desta fase.

O Bengals é, na minha opinião, a grande surpresa de 2011. A equipe, que decepcionou na temporada passada, foi reconstruída. Perdeu Carson Palmer, seu quarterback titular, que decidiu não atuar mais pela franquia e foi posteriormente trocado com o Oakland Raiders. Chad Ochocinco e Terrel Owens, wide receivers em 2010, também sairam. A aposta foi em dois calouros: o quarterback Andy Dalton e o receiver A.J. Green. E eles mais do que corresponderam. Candidato a pior time do ano, Cincinnatti brilhou e acabou voltando aos playoffs.

A segunda partida de sábado, marcada para às 23h, é New Orleans Saints x Detroit Lions.

Nenhuma equipe da NFL, incluindo o Packers, tem um ataque em tão boa fase como o Saints. Drew Brees parece estar em uma fase ainda melhor do que em 2009, quando o time foi campeão do Super Bowl. Na minha opinião, New Orleans é, no momento, a equipe mais “quente” da NFL. A diferença deste setor ofensivo é que ele é forte tanto no terrestre, com Darren Sproles, Mark Ingram, Pierre Thomas e etc, quanto no aéreo com Brees, Marques Colston e companhia. Além do tight end Jimmy Grahan sendo excepcional. São 99 recepções e 11 touchdowns, fazendo inveja a qualquer wide receiver de Hall da Fama.

O Lions está de volta à fase afinal após 12 longos anos. Neste meio tempo, Detroit ainda alcançou o recorde negativo de ter perdido os 16 jogos de uma temporada regular, algo único na história da NFL. Mas tudo isso ficou no passado. A reconstrução foi muito bem feita nos drafts após anos ruins. Saudável durante a temporada inteira, pela primeira vez, o quarterback Matt Stafford foi muito bem. Não em 100% do tempo, mas teve uma grande temporada, com mais de 5 mil jardas lançadas. E com um wide receiver do calibre de Calvin Jonhson, tudo ficou “mais fácil”. O jogo corrido é o problema, foram muitas contusões no setor. A defesa é muito forte e, na minha opinião, o ponto forte da equipe.

No domingo, mais dos jogos. O primeiro, às 16h, é New York Giants x Atlanta Falcons (este, o duelo mais imprevisível).

Entre os times que estão nesta pós-temporada, nenhum teve tantos problemas de lesões e contusões como o Giants. A equipe de muitos altos e baixos, jogou bem contra equipes fortes e foi mal quando enfrentou algumas fracas. Perdeu duas vezes para o Washington Redskins, por exemplo. Fez jogo duro contra o Packers e 49 ers e venceu o Patriots, fora de casa – a primeira derrota de New England em casa desde 2008. O ataque aéreo comandado pelo quarterback Eli Manning tem ido muito bem. O camisa 10 bateu o recorde de touchdowns em quarto períodos da NFL. Victor Cruz tem tido uma temporada incrível. O terrestre alterna bons momentos com atuações ruins. A defesa cresceu na reta final. E, em janeiro, as defesas precisam trabalhar. São elas que decidem nesta fase do campeonato.

O Falcons, que fez a melhor campanha do ano passado, continuou em boa forma neste ano, vencendo dez jogos. No draft, fez uma grande manobra para ficar com o wide receiver Julio Jones, que até foi bem. Lutou contra algumas lesões, mas quando jogou, foi uma boa opção para o quarterback Matt Ryan, que assim como Eli, se destaca por sua frieza nos momentos decisivos. Roddy White é um receiver de muita qualidade e o tight end Tony Gonzalez, um dos melhores da história. O ataque terrestre, comandado por Michael Turner, é muito forte também. A defesa é o “ponto fraco”. Assim, entre aspas.

A última partida do wild card é Denver Broncos x Pittsburgh Steelers, domingo às 19h30 (o, teoricamente, mais fácil de prever).

O Broncos surpreendeu. De segundo pior time de 2010 para o título da sua divisão um ano depois. A defesa é o ponto alto deste time. Rouba bola, pressiona o quarterback adversário, não permite muitos pontos… O sonho de 32 entre as 32 equipes da NFL. Não é a melhor da Liga, mas fez um trabalho fabuloso nesta temporada regular. Comandado pelo “polêmico” quarterback Tim Tebow, Denver venceu jogos apertados e conseguiu a vaga, em uma divisão que teoricamente, seria do San Diego Charges, mais uma vez decepcionando muita gente (inclusive a mim).

O Steelers só está no wild card por ter perdido os dois jogos contra o Ravens. Mais uma vez, é favorito até a uma vaga no Super Bowl. Venceu 12 jogos, menos apenas do que o Saints nesta fase. A defesa é, mais uma vez, o ponto alto do time. Que pode ter problemas no ataque. O quarterback Ben Roethlisberger ainda sente dores no tornozelo. Apesar de estar jogando, é nítida a dificuldade do camisa 7 de se movimentar. O running back Rashard Mendehall, o principal da equipe, machucou o joelho e não deve jogar. Ainda nesta semana deve passar por exames, mas segundo as primeiras informações dos colegas americanos, o problema é grave. Mesmo com problemas, é um grande clube, com jogadores experientes e acostumados a disputarem finais.

Passada a pequena análise, duas notícias: os técnicos Steve Spagnolo, do Saint Louis Rams, e Raheem Morris, do Tampa Bay Buccaners, foram demitidos nesta segunda-feira após más campanhas na temporada.

As duas equipes foram realmente muito mal neste ano. O Rams era cotado, inclusive por este que vos escreve, até para os playoffs e acabou com a segunda pior campanha da NFL. Um time que não evoluiu como se esperava, perdeu titulares importantes durante o ano e rendeu muito pouco. Spagnolo foi um grande coordenador defensivo na época do Giants, parte do time campeão de 2007, mas não foi bem. O Buccaners, que ano passado venceu dez jogos e chegou muito perto da pós-temporada, também naufragou e acabou muito longe da fase final.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL já começa com jeito de final

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A espera de pouco mais de sete meses, com direito a uma greve que chegou a ameaçar o campeonato, finalmente acabou. A temporada regular da NFL começa nesta quinta-feira, às 21h30, com transmissão da ESPN e ESPNHD.

E a temporada já começa com tudo, com o duelo entre os dois últimos campeões do Super Bowl e favoritos ao título deste ano. Em Green Bay, o Packers, último vencedor da NFL, enfrenta o New Orleans Saints, campeão em 2009.

Duelo que pode se repetir nos playoffs, já que Packers e Saints são dois dos melhores times da Conferência Nacional. Nestes últimos dias, fiz várias simulações de campanhas para este ano. Ainda vou publicar um post completo sobre isso, mas na minha opinião, esta será a final da Conferência, o jogo que decidirá quem estará no Super Bowl. Eagles e Falcons, nesta ordem, “correm por fora”.

Para os mais supersticiosos, a primeira partida da temporada tem um ingrediente a mais:  em 37, dos 45 anos do Super Bowl, o times campeões triunfaram na estreia. O último a perder na rodada inicial e ser campeão foi o New York Giants, em 2007, quando levou 45 a 35 do Dallas Cowboys, em Dallas.

As duas equipes que jogam nesta quinta têm estilos muito parecidos. No ataque, a principal opção é o jogo aéreo. Os quarterbacks Aaron Rodgers, MVP do Super Bowl passado, e Drew Brees, vencedor do prêmio em 2010, se destacam pelos lançamentos e têm bons alvos para isso. São ataques bem dinâmicos e dois quarterbacks que estão entre os dez (talvez cinco) melhores da NFL.

Para 2011, os times apostaram em bons running backs, as suas deficiências ofensivas nos últimos anos.

Rodgers comemora o título deste ano (Foto: EFE)

O Packers tem o reforço de Ryan Grant, que só jogou uma partida ano passado por conta de uma lesão no tornozelo direito sofrida logo na abertura do campeonato contra o Eagles. James Starks, que era reserva e se destacou, principalmente nas finais, agora é mais uma opção de qualidade.

Green Bay não fez grandes contratações , mas nem precisava. Não só porque é o atual campeão. Isso, por si só, já seria importante. Mas a franquia terá a volta de muitos dos 14 jogadores que ficaram fora da temporada por contusões. Um número absurdo, que prova a profundidade deste elenco.

O Saints contratou dois running backs. Mark Ingram, eleito melhor jogador universitário em 2009, foi draftado pelo time, que trouxe também Darren Sproles, ex-San Diego Chargers. Pierre Thomas, melhor RB do time ano passado, se recuperou e vai jogar.

New Orleans tinha chances de ter ido muito melhor ano passado. A derrota para o Seatle Seahawks, na minha opinião, foi a maior zebra da NFL deste a vitória do Giants sobre o Patriots no Super Bowl de 2007. Não acredito que o time vá vacilar de novo.

Drew Brees comemora o título do Super Bowl (Foto: Reuters)

Nesta semana, o Saints renovou o contrato do técnico Sean Payton até 2015. O treinador chegou ao clube em 2005, logo após o Furacão Katrina ter arrasado a cidade. De saco de pancadas, a equipe foi campeã em 2009. E Payton teve muito mérito naquele título. Na época, escrevi que ele tinha sido o verdadeiro MVP daquele Super Bowl.

Manning fora

Uma das principais estrelas da NFL atual está fora da primeira rodada da temporada 2011. O quarterback Peyton Manning, do Indianapolis Colts, que se recupera de uma cirurgia no pescoço, está fora da partida contra o Houston Texans, em Houston.

Desde que estreou em 1998, Manning jogou todas as 227 partidas (incluindo playoffs) do Colts.

–  A verdade é que não estou saudável o suficiente para poder jogar. O time vai conseguir jogar sem mim – disse.

Peyton é considerado um dos melhores de todos os tempos. Quatro vezes MVP da temporada regular, 11 vezes no Pro Bowl, escolhido para o time da década de 2000, o oitavo do ranking dos melhores de todos os tempos segundo votação no site oficial da NFL. Foram dois Super Bowls (venceu um), oito títulos de divisão e 11 classificações para playoffs em 13 anos.

Com a ausência de Peyton, o irmão Eli Manning terá agora a maior sequência de jogos consecutivos: 110.

NFL: as segundas impressões da pré-temporada

sábado, 13 de agosto de 2011

O segundo dia de pré-temporada da NFL mostrou algo parecido com o primeiro. Ou seja, quase nada. Não é hora de analisar os resultados, os jogadores principais só ficam em campo poucos minutos… mas indo um pouco mais a fundo, dá para se tira alguma coisa.

Drew Bress acertou um passe em quatro tentativas, para seis jardas. Não deu nem para dar uma amostra de seu talento. O quarteback, que está acostumado a levar o time no braço nas últimas temporadas, preferiu descansar e ver o seu  New Orleans Saints vencer o San Francisco 49ers por 24 a 3.

A boa notícia é que o running back Mark Ingram, vencedor do Heisman Trophy em 2009,  marcou um touchdown logo em sua estreia como profissional. E este é um ponto muito importante para o Saints: o jogo corrido. Ano passado, o time acabou eliminado, de forma mais do que surpreendente, pelo Seatlle Seahawks nos playoffs justamente porque não conseguiu correr com a bola de forma consistente. Perdeu Reggie Bush, que também levou o prêmio de melhor atleta do futebol americano universitário, mas pode ganhar com Ingram. Bush é muito talentoso, mas se machuca muito e desfalcou o time em momentos decisivos.

E a briga parece que vai ser muito boa mesmo pelo título da divisão sul da Conferência Nacional, para mim, a mais equilibrada – isso não quer dizer que seja a mais forte – da NFL. Já escrevi em outro post (confira aqui) sobre o Carolina Panthers, que evoluiu muito e deve ganhar alguns jogos. Mas Saints, Atlanta Falcons e Tampa Bay Buccaneers devem travar um duelo bem interessante pelo título da divisão.

O Falcons fez a melhor campanha no ano passado. Até folgou na primeira rodada do playoff, mas acabou eliminado pelo campeão Green Bay Packers. E apostou em melhorar o seu ataque. Fez uma operação ousada no draft para ficar com o wide receiver Julio Jones: trocou com o Cleveland Browns a primeira, segunda e quartas escolhas de 2011 e mais a primeira e quarta de 2012.

Jones e Rody White, excelente wide receiver, devem mesmo fazer uma dupla interessante, bem municiada pelo (bom) quarterback Matt Ryan. O calouro pegou duas bolas na sexta, uma espetacular para 43 jardas. Um cartão de visitas de respeito.

Com os titulares, Atlanta fez 17 a 0 no Miami Dolphins. Depois, levou a virada no fim por 28 a 23. Os torcedores do Dolphins, que já queriam a cabeça do quarterback Chad Henne, agora devem estar babando: o QB lançou para duas interceptações em seus três primeiros lançamentos. Matt Moore deve ficar com a vaga em breve. Nada muito melhor.

Miami, que joga em uma divisão forte com New England Patriots e New York Jets, vai ficar longe dos playoffs…

O Buccaneers também foi bem. E bem comandado pelo jovem Josh Freeman. O quarterback, que vai para a sua terceira temporada, está a cada dia mais consistente. Tampa Bay melhorou muito ano passado, fez uma boa campanha com dez vitórias e seis derrotas, ficou com uma a menos que o Saints, que se classificou.

Este ano, pode evoluir ainda mais e, na minha opinião, até três times desta divisão podem se classificar. É difícil, mas há alguns anos a divisão leste da mesma Conferência teve três times nos playoffs: New York Giants, Dallas Cowboys e Philadelphia Eagles…

Ah, o Bucs venceu o Kansas City Chiefs por 25 a 0. O Chiefs, que ano passado foi bem consistente e conseguiu ganhar a sua divisão, terá que evoluir para ficar à  frente do San Diego Chargers mais uma vez.

Time mais fraco da divisão leste da Conferência Nacional, o Washington Redskins continua seu processo de reformulação. Rex Grossman será o titular deste ano e jogou bastante na sexta: 19 passes acertados em 26 tentativas, para 207 jardas e um touchdown. Muito trabalho para um titular em um primeiro jogo de pré-temporada.

Assisti aos primeiros minutos deste jogo e tenho que registrar um ocorrido: o kicker Shayne Graham perdeu um field goal fácil, logo no começo da partida. Nos últimos anos, Washington sofreu com esses erros e trouxe Graham – que em 2009 perdeu dois FGs na derrota do Cincinnati Bengals para o New York Jets nos playoffs – justamente para tentar minimizá-los. Os chutadores são esquecidos por vezes, mas são mais do que decisivos. Muitos títulos já foram decididos por conta deste três pontos de um field goal.

O Redskins venceu o Pittsburgh Steelers por 16 a 7. Mas nada que alarme os vice-campeões da temporada passada. Alguns dos maiores craques, como Troy Polamalu e James Harrrison, sequer jogaram.

Twitter: @thiago_perdigao

Os outros jogos desta primeira rodada da pré-temporada:

Sábado
20h30
Cleveland Browns x Green Bay Packers
21h
Chicago Bears x Buffalo Bills
Saint Louis Rams x Indianapolis Colts
Tennessee Titans x Minessota Vikings
Carolina Panthers x New York Giants

Segunda-feira
21h
New Yok Jets x Houston Texans (ESPN)

Zebra, novidade e rivalidade na NFL… também tem palpite para domingo!

domingo, 9 de janeiro de 2011

A época dos playoffs da NFL é estranha. Seus times podem nem estar na fase final, mas mesmo assim os fanáticos por futebol americano (eu incluso) ficam apreensivos. As listas de machucados são conferidas dia a dia, para sabermos se os melhores vão para o jogo, entrevistas são lidas e ouvidas com mais atenção e os momentos antes das transmissões já são nervosos, com os olhos e ouvidos atentos aos últimos detalhes antes das partidas.

O jogo também muda. E quem palpita, pode (quase sempre) errar. Neste sábado, acompanhei aos jogos como faço há anos. Mas desta vez, foi um pouco diferente.

Marshawn Lynch corre para marcar o touchdown mais espetacular do jogo (Foto: Reuters)

Como a primeira partida era uma “barbada”, aceitei o convite da minha mãe para um jantar em casa. Aretha, minha namorada, não sabia, mas teria que pagar uma “promessa” feita antes mesmo de começarmos o nosso relacionamento, a de assistir futebol americano ao meu lado.

Assisti, sozinho, a algumas partes de Seattle Seahawks x New Orleans Saints, com a certeza que os atuais campeões levariam. Mas quem não simpatiza com uma zebra, não é mesmo? O jogo foi passando, e o time da casa, inflamado pela sua torcida, foi mostrando que a supresa poderia e iria acontecer em Seattle.

Matt Hasselbeck leva a bola do jogo como recordação (Foto: Reuters)

Matt Hasselbeck brilhou. E para quem o conhece, não foi a primeira vez – em 2005 levou o time ao Super Bowl, sendo derrotado pelo Pittsburgh Steelers. O (bom) veterano quarterback lançou para quatro (!!) touchdowns. E o mais impressionante, é que foram apenas 272 jardas passando a bola, contra 406 do rival Drew Brees, que mesmo com o ataque aéreo funcionando, parece ter sentido falta do seu jogo corrido, desfalcado sem Chris Ivory e Pierre Thomas, lesionandos.

Mas não poderia esquecer do último touchdown do Seahawks. Marshawn Lynch foi íncrível no lance, conseguiu quebrar vários tackles, mostrou garra, força, técnica e sorte ao correr 67 jardas. Para mim, o resumo de um jogo de playoff da NFL. Final: 41 a 36.

Esta foi a maior zebra dos playoffs desde o Super Bowl válido pela temporada de 2007, quando o New York Giants bateu o, até então, invicto New England Patriots por 17 a 14.

Refeito do “susto”, me preparei para assistir ao segundo jogo. Já com a companhia da minha namorada, que não conhecia o esporte. Ou melhor, continua sem conhecer muito. Tentei explicar algumas coisas, mas o futebol americano “assusta” à primeira vista.

Logo no primeiro punt, Santonio Holmes quase fez uma grande lambança ao deixar a bola passar por entre suas pernas e o New York Jets “perdeu” uma fã: “Não gostei deste moço que deixou a bola passar por entre as pernas, vou torcer pelo outro time”, decretou Aretha.

Mas engana-se quem pensou que o Indianapolis Colts ganhara uma torcedora. Ela dormiu na jogada seguinte… e acabou perdendo uma partida emocionante (quer dizer, emocionante para nós que somos fanáticos). Já disse em outro post que sou fã de defesas, principalmente nesta fase do campeonato. E acertei meu palpite: o Jets controlou Reggie Wayne, principal recebedor do rival. Em algumas jogadas, somente um ou dois jogadores da primeira linha defensiva estavam em campo, o resto eram linebackers e defensive backs. Como o jogo corrido de Indianapolis não é muito forte, foi uma boa estratégia.

O ataque do Jets tem problemas. Principalmente quando Mark Sanchez precisa usar o braço. Quando conseguiu correr com a bola, o time ficou muito mais perigoso. E LaDainian Tomlinson marcou dois touchdowns. Para quem dava o running back como acabado, ele mostrou que tem lenha para queimar…

Nick Folk, camisa 2, comemora o fiel goal da vitória do Jets (Foto: Reuters)

E que final de jogo, hem?! Um field goal de 52 jardas do ótimo  Adam Vinatieri, o kicker mais decisivo de todos os tempos, a poucos segundos do fim da partida, e a resposta de Nick Folk, de 32 jardas, com o cronômetro zerado, depois de uma boa campanha de Mark Sanchez e Braylon Edwards, após um excelente retorno de Antonio Cromartie. Devidamente ajudados por um pedido de tempo horroroso feito pelo Colts, que deu a chance do rival se posicionar melhor para o chute. Final: 17 a 16.

E o Jets “devolveu” a derrota para o Colts na final da Conferência Americana do ano passado, também no Lucas Oil Stadium…

Nos EUA, costumam dizer que “ataques ganham  jogos e defesas ganham campeonatos”. E isso costuma funcionar mesmo. Pior para o New England Patriots, que agora terão que enfrentar os rivais de Nova York na semifinal da Conferência. Nesta temporada, os times já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado. Mas a do Pats, em casa (como será o duelo deste playoffs), foi simbólica: 45 a 3, com o Jets humilhado.

Agora meus palpites para este domingo:

Kansas City Chiefs x Baltimore Ravens: 16h (de Brasília)

Não sabia como uma defesa poderia dominar um jogo até ver a do Baltimore no Super Bowl de 2000, contra o Giants. Ray Lewis já estava em campo e o Ravens não deu chances ao rival, levando o anel sem dificuldades. Desde então, sempre fico de olho nesta equipe.

A deste ano é muito boa. Além da defesa sempre eficiente, o ataque melhorou muito com a chegada de Anquain Boldin, um wide receiver daqueles diferentes. Joe Flacco, depois de brilhar nos playoffs há duas temporadas, não evoluiu como o esperado, mas sabe vencer partidas decisivas e já mostrou isso mais de uma vez.

O Chiefs, para mim, é a maior surpresa desta pós-temporada. É claro que o Seahawks é o time mais fraco, apesar da vitória na primeira rodada, mas em sua divisão não há grandes rivais e a classificação não seria um absurdo. Na do Chiefs, o San Diego Chargers era favorito, mas Kansas foi bem e conseguiu uma boa campanha.

Com medo de errar após o vexame na partida de Seattle, aposto em vitória tranquila do Ravens. Como escrevi em outro post, tenho uma “pulga atrás da orelha” com esse time, que na minha opinião, pode surpreender e conseguir uma viagem ao Texas, para a disputa do Super Bowl. É cedo, mas…

Philadelphia Eagles x Green Bay Packers: 19h30 (de Brasília), com transmissão do Bandsports

Talvez a partida mais equilibrada deste Wild Card. Aposto no Packers. Apesar da brilhante temporada de Michael Vick, a defesa do Packers é muito boa e sabe que se manter o quarterback no pocket pode ganhar o duelo. Além dos problemas na defesa do Eagles, que perdeu peças fundamentais nesta reta final.

E o Packers ainda tem Aaron Rodgers, um dos QBs mais potentes da NFL. O ataque de Philadelphia é explosivo, mas seus jogadores ainda cometem erros bobos e isso pode fazer muita diferença. Não que o Eagles seja uma equipe fraca, muito pelo contrário, mas acho que o momento, hoje, é de Green Bay, mesmo fora de casa.

Twitter: @thiago_perdigao

E o favorito da NFL é… veja os palpites!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A temporada deste ano começou equilibrada, como há muito não se via, mas da metade para a parte final, o New England Patriots dominou e é o maior favorito para o título do Super Bowl deste ano. Seria o quarto da equipe na década, já que os playoffs são disputados em 2011, mas valem por 2010.

Saints comemora o título de 2010: quem terá a honra neste ano? (Foto: Reuters)

Saints comemora o título de 2010: quem terá a honra neste ano? (Foto: Reuters)

E quem pode parar o Pats? Na minha opinião, Pittsburgh Steelers e New Orleans Saints têm chances. O primeiro seria também disputa a Conferência Americana e duelaria contra New England em uma eventual final de Conferência. O segundo, somente no Super Bowl.

Ah, e eu tenho uma “pulga atrás da orelha” sobre o Baltimore Ravens…

Mas antes de Super Bowl, é hora de falar dos duelos do Wild Card, que abrem a pós-temporada. Neste primeiro post, vou detalhar os confrontos do próximo sábado. Mais tarde, ou na manhã deste sábado, dou meus pitacos sobre os duelos de domingo.

Seattle Seahawks x New Orleans Saints: sábado, 19h30 (de Brasília), com transmissão da ESPN

Antes de chegar a final, porém, os atuais campeões “estreiam” o playoff desta temporada. Por conta da regra da NFL, que premia os campeões de divisões, o Saints terá que enfrentar o Seattle Seahawks, fora de casa. New Orleans ganhou 11 jogos, enquanto que o rival só ganhou sete vezes e perdeu nove (!!).

O Seahawks joga na pior divisão da NFL atualmente, juntamente com o outrora multicampeão San Franciso 49ers, o também campeão Saint Louis Rams e o Arizona Cardinals, que esteve no Super Bowl há duas temporadas, mas que desmontou toda a equipe neste ano.

E mesmo assim, Seattle não se destacou, só conseguindo a vaga no último jogo da temporada regular. Tomou surras do Denver Broncos (31 a 14), Rams (20 a 3), Oakland Raiders (33 a 3), New York Giants (41 a 7), Saints (34 a 19), Kansas City Chiefs (42 a 24), 49ers (40 a 21), Atlanta Falcons (34 a 18) e Tampa Bay Buccaners (38 a 15). Seis times que não chegaram aos playoffs.

O Saints deve sobrar neste jogo. Mesmo sem Chris Ivory e Pierre Thomas, os melhores running backs da equipe e que não jogarão este ano, o experiente time comandado por Drew Bress é muito melhor do que o rival.

Indianapolis Colts x New York Jets: sábado, 23h (de Brasília), com transmissão da ESPN

Reedição da final da Conferência Americana do ano passado. Os mesmo times, no mesmo estádio… mas “Peyton Manning não é mais o mesmo”, diriam os analistas mais detalhistas. É bem verdade que o quarterback não faz uma de suas temporadas mais brilhantes. Mas duvido que a (ótima) defesa do Jets não está tendo pesadelos com o camisa 18 do Colts, que em 2010 lançou para 377 jardas e três touchdowns naquela partida.

Este que vos escreve, já provou deste “veneno”: ano passado, não apostei no time nem nos playoffs e a equipe chegou ao Super Bowl… mas mesmo assim não vou fugir dos palpites (até para os leitores deste espaço poderem me cornetar à vontade).

Aposto (sem muita certeza) no Jets. Não só pela melhor campanha, que também não é tão melhor, já que teve apenas uma vitória a mais. Mas por acreditar que nesta fase as melhores defesas se sobreassem. E a do time de Nova York é uma das melhores da Liga. Mark Sanchez é instável, mas o jogo corrido deve ser a aposta da equipe e LaDainian Tomlinson tem condições assumir esse fardo.

O Colts teve muitos problemas com contusões em seu ataque. Principalmente sem Dallas Clark, que se lesionou no começo da temporada, um dos principais alvos de Manning, principalmente em terceiras descidas e bolas no meio do campo. Joseph Addai, mais uma vez, tem sofrido com contusões, mas vai para o jogo e pode tirar a pressão do quarterback, que terá que tomar cuidado com Antonio Cromartie e Darrelle Revis, dois dos melhores jogadores de secundárias da NFL, e que ficarão de olho em Reggie Wayne e Pierre Garçon.

O Saints marcha no começo da temporada!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Finalmente a bola voltou a voar na NFL. É bem verdade que a pré-temporada já mostrou algumas coisas, mas só sabemos mesmo quem é quem quando os jogos “para valer” começam.

Festa da torcida no Superdome (Foto: EFE)

Festa da torcida no Superdome (Foto: EFE)

E a Liga foi muito feliz na escolha da primeira partida. New Orleans Saints e Minnesota Vikings são dois dos melhores times da NFL no momento. Decidiram a Conferência Nacional no ano passado e podem repetir neste ano. O Green Bay Packers é outro que está bem na NFC. Dallas Cowboys corre por fora e também deve brigar.

Emocinante a festa em Nova Orleans na quinta à noite. Como foi emocionante em fevereiro. Tive a oportunidade de ver o Superbowl no começo deste ano e a torcida do Saints é muito divertida. E sempre ao som de “When the Saints go marching in”, algo como “Quando os Saints vem marchando”, que virou hino do time.

Banner em comemoração ao título do Super Bowl (Foto: EFE)

Banner em comemoração ao título do Super Bowl (Foto: EFE)

Antes da partida, o tradicional banner de campeão foi pendurado no Louisiana Superdome, conhecido no mundo todo por abrigar as pessoas que perderam tudo com o Furacão Katrina em 2005. Desfile com o Troféu Vince Lombardi, euforia, festa, tudo como manda as tradições de Nova Orleans.

E reconstrução também faz parte das tradições da cidade. Devastada em 2005 e renovada em 2010. Como o time, que nunca foi um vencedor da NFL, e agora é visto como uma das grandes forças, mais uma vez, do ano.

Drew Brees começou como terminou a temporada passada: jogando muito. Em um drive espetacular, o quarterback comandou muito bem a sua equipe que logo abriu 7 a 0. Mas o técnico Sean Payton, genial durante a reta final de 2009, apostou muito nos passes no primeiro tempo e o time parou. O Vikings melhorou, Brett Favre mostrou que ainda pode ser decisivo e a equipe visitante até que apertou. Mas na parte final da partida, o Saints voltou a jogar bem e venceu opor 14 a 9.

Drew Brees tenta a jogada durante partida contra o Vikings (Foto: EFE)

Drew Brees tenta a jogada durante partida contra o Vikings (Foto: EFE)

Foi a vitória com menos pontos desde a chegada de Payton ao clube em 2006, pouco após o Katrina. A partida não teve o nível técnico esperado, mas por ser uma estreia, isso é normal. Assim como o desempenho de Favre, que com quase 41 anos, vai sofrer para se manter em sua melhor forma. Ano passado isso também aconteceu, mas o camisa 4, que começou devagar, logo se recuperou e teve sua melhor temporada em números da carreira.

Infelizmente não consegui publicar meu post sobre os meus favoritos para a temporada. Problemas técnicos e de tempo, acabaram contribuindo para isso. Mas até este sábado, vou por aqui neste espaço meus palpites para a temporada.

Rumo ao Superbowl XLV, em Dallas!

Twitter: @thiago_perdigao

Futebol americano ‘inspira’ campeão Cielo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

(Foto: Reuters)

Cesar Cielo desenhou uma touca especial para o Pan-Pacífico, competição disputada em Irvine (EUA), em homenagem ao New Orleans Saints, campeão do Super Bowl deste ano. A história da cidade, devastada pelo Furacão Katrina em 2005, foi a inspiração.

E a nova touca deu sorte: o brasileiro foi medalha de ouro nos 50 m borboleta nesta quarta-feira, em prova que segundo Cielo era somente para “quebrar o gelo”.

- Não podia usar uma touca dourada e ficar com a prata. Realmente deu sorte – brincou o atleta.

Na minha opinião, Cielo foi muito feliz na escolha. New Orleans é um símbolo para o mundo, por tudo que aconteceu na pobre cidade, abandonada pelas autoridades americanas. No começo deste ano, estive em Miami durante o Super Bowl.

Depois que o time levantou o Troféu Vince Lombardi a emoção no Sun Life Stadium foi indescritível. Jogadores, técnicos e torcedores lembraram da supração da cidade após o Katrina. No retorno à cidade, a comemoração foi especial, uma das mais legais da História dos campeões do futebol americano.

Conversei com alguns cidadãos de Nova Orleans e todos estavam emocionados. “Essa é a cereja do bolo da reconstrução de uma cidade. De um povo”, afirmou um deles para mim. Acho que dificilmente alguém encontraria uma definição melhor…

Parabéns Cielo! Espero que alguém em New Orleans tenha visto (mais) essa homenagem!

Twitter: @thiago_perdigao