publicidade


Posts com a Tag ‘NFL’

NFL: simulação e análise de um draft bem ‘maluco’…

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O primeiro grande evento da temporada de 2013 da NFL começa nesta quinta-feira, em Nova York. É tão grande que a Liga faz todo um “mistério”. Nos últimos anos, dividiu o draft em vários dias. E o primeiro round de escolhas tem um dias só para ele.

As especulações para o Draft começam desde o meio da temporada anterior. O futebol americano universitário é muito forte nos Estados Unidos e toda a comunidade da NFL (torcedores, jornalistas, clubes e etc) analisa todos os futuros jogadores profissionais a toda hora.

Nos últimos anos, o draft até que foi “fácil”. As primeiras escolhas já pareciam definidas bem antes do dia de fazê-las. Ano passado, Andrew Luck e Robert Griffin III já estavam “garantidos” no Indianapolis Colts e Washington Redskins meses antes do evento. O garantido vai entre aspas porque os times não podem divulgar suas escolhas com antecedência. Ou melhor, a primeira geral até pode, mas não muito tempo antes.

É claro que quando quarterbacks estão nos topos das listas o draft gera mais comoção. Foi assim com Sam Bradford, por exemplo. E esse não é o caso desta temporada…

Tanto é verdade que o Kansas City Chiefs foi para o mercado de olho em um quarterback titular. Ficou com Alex Smith, ex-San Francisco 49ers. Acho que até vai ser uma boa opção para uma franquia que sofreu muito nos últimos anos, principalmente, no último. Antes de a temporada começar, o Chiefs parecia ser um time bem melhor do que era. Foi um fiasco, que culminou na contratação do técnico Andy Reid, ex-Philadelphia Eagles. Um grande treinador, em minha opinião.

Com o QB definido, Kansas deve ir atrás de um homem de linha ofensiva. E nem isso é consenso entre os jornalistas: o favorito para a primeira escolha é Luke Joeckel, da Universidade Texas A&M. Mas Eric Fisher, da Central Michigan, também pode ser o escolhido.

Em alguns mock drafts (algo como simulação), nenhum quarterback acabou escolhido na primeira rodada. Algo que seria bem diferente do usual. Geno Smith, que jogou pela Universidade de West Virginia, é até um jogador interessante, mas não o vejo como titular a curto prazo.

Nenhum running back também se destacou muito nesta classe. É raro um jogador da posição não sair na primeira rodada. Mas também não duvidaria…

Fiz acima um resuminho do que esperar para o evento. Mas há mais coisas.

À convite do site 10 jardas (http://www.10jardas.com), parceiro de longa data, participei de um mock draft bem legal. Além de mim e do JP, um dos administradores do site, participaram o Ricardo Saad (que também é do 10 jardas), o Kanguru (também do 10 jardas) e o Rafael, gerente do NFL de Boteco (www.nfldeboteco.com.br).

Cada um dos cinco participantes ficou com alguns times. Este que vos escreve, selecionou os jogadores para Philadelphia Eagles, New York Jets, Carolina Panthers, New York Giants, Indianapolis Colts e New England Patriots.

O “engraçado” é que os três primeiros têm algo incomum neste draft: precisam reforçar quase todos os setores do campo. o Eagles vai escolher alguém para a linha. Pode ser ofensiva ou defensiva, mas duvido que saia disso.

No Jets, principalmente, qualquer reforço seria muito “bem vindo”. É um time com muitos defeitos e sem comando. O Panthers é mais “pronto”, mas precisa defender muito melhor.

O Giants precisa de reforços mais pontuais. No corpo de linebackers, na linha ofensiva e na secundária. Colts e Patriots precisam mais de qualificação (sobretudo o último) do que de jogadores para “resolverem”.

No Twitter (@thiago_perdigao), postei algo que me chamou muita a atenção: vi 11 jogadores diferentes que seriam escolhidos pelo Giants em vários mocks de jornalistas americanos.

Um número bem interessante para um draft “mais do que maluco”.

Abaixo, o link do mock draft. Sugiro que escutem – é longo, mas bem completo – para saberem mais das minhas previsões (claro que vou errar todas):

NFL: Ravens vence o 49ers no fim e leva o Super Bowl

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Assim como o jogo propriamente dito, a simulação do Super Bowl já virou tradição. Todos os anos, desde 2004, a Eletronic Arts faz o jogo na semana da final da NFL. Para isso, utiliza o Madden, famosa franquia de videogames.

Ano passado, o Madden “previu” que o New York Giants venceria o New England Patriots por 27 a 24. O jogo seria decidido nos últimos segundos, com um field goal.

Para quem assistiu ao jogo, a simulação ficou bem perto da realidade. O Giants ganhou no fim, com um touchdown “dado” – o Patriots preferiu abrir espaço para ter tempo de tentar uma virada. O “erro” ficou no placar, que acabou 21 a 17.

O Super Bowl deste ano também será definido nos momentos finais, segundo a simulação. E mais, um field goal decidiria a parada.

Indo para a “realidade”. Sinceramente, espero que o jogo seja decidido realmente nos momentos finais. Apesar do favoritismo do San Francisco 49ers, acho que ela não é tão grande. Ainda não quero fazer a minha análise, mas sinceramente acredito em uma vitória do Baltimore Ravens.

No Madden, deu Baltimore. E com “requintes de crueldade”. O time abriu 24 a 10 e o 49ers conseguiu o empate faltando dois minutos para o fim da partida. Depois, o Ravens conseguiu um field goal vencedor, com 50 segundos para o encerramento.

Levando outra vez para a “realidade”: o 49ers tem começado mal seus jogos neste playoff. Conseguiu as viradas contra o Green Bay Packers e o Atlanta Falcons (sensacional, diga-se), mas duvido que o Ravens perderia uma vantagem tão grande.

A boa notícia para o torcedor de Baltimore é que esta simulação de Madden é feita desde 2004,no Super Bowl XXXVIII, quando Patriots venceu o Carolina Panthers.

Em nove anos, foram sete acertos. Os dois erros foram: em 2011, quando o Green Bay Packers venceu o Pittsburgh Steelers e três anos antes, quando justamente o Giants venceu o Pats, na maior zebra da história do Super Bowl.

E, para você, quem leva?

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Griffin III ficou em campo machucado porque tinha mesmo que ficar

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Robert Griffin III acabou sendo o protagonista da primeira semana dos playoffs da NFL. Infelizmente, não pelo lado positivo. Uma lesão no ligamento do joelho direito, que já existia, claramente foi agravada durante a derrota do Washington Redskins para o Seattle Seahawks, por 24 a 14. Derrota que eliminou o time da capital americana.

RG3 começou o jogo com tudo. Em pouco minutos, o Redskins abriu 14 a 0. E justamente pouco antes do segundo touchdown, quando o quarterback se deslocou para o lado direito para lançar uma bola e forçou o joelho ao apoiar a perna no chão, as coisas pioraram. Claramente perdeu mobilidade e boa parte da sua força ofensiva.

O Seattle, na minha opinião um time bem melhor, demorou para reagir. E quando o fez, não foi com a volúpia de semanas anteriores, quando o ataque passou por cima dos rivais, inclusive do ótimo San Francisco 49ers. Mas jogou com competência.

A discussão ficou por conta da saída ou não de Griffin III do time. Que claramente não estava em sua melhores condições físicas. Mas que é o titular do Washington, que não ganhava a sua divisão como o fez este ano, desde 1999.

Abaixo é a minha opinião:

O treinador Mike Shanahan questionou se o quarterback estava bem. Ele respondeu que sim, que havia uma diferença entre estar machucado e “ferido”. RG3 disse que estava só “machucado”.

Como, lembremos, estava desde o dia 9 de dezembro, quando teve o problema no joelho durante a partida contra o Baltimore Ravens. Depois, descansou contra o Cleveland Browns – só porque o Browns é fraco – e voltou. Contra o Dallas Cowboys, na semana passada, ele ainda tinha essa lesão no joelho. E venceu a decisão contra o rival. Lesão que piorou agora, é verdade.

Há algumas “leis” dos jogadores da NFL. Todos sabem que vão jogar machucados. O quarterback, como líder da equipe, sabe que terá que aguentar a dor até mais que alguns outros. Por ser o “cara” e para ser o “cara”. Jogar ferido dá status ao QB.

Quem não se lembra quando Jay Cutler, do Chicago Bears, saiu de um jogo do playoff contra o Green Bay Packers em 2011? Sofreu muitas críticas, questionando sua “paixão pelo jogo”. Eu, sinceramente, não sei quanta dor Cutler estava sentido, então não posso dizer que ele fez o certo ou não. Mas Philip Rivers, do San Diego Chargers, jogou sem ligamento. Porque era o titular e precisava jogar na decisão.

Brett Favre, lendário quarterback, cansou de jogar machucado. E ganhar jogos assim. Sempre adjetivado como “herói” ou sinôminos após façanhas deste tipo.

Griffin III disse que poderia ficar no jogo. E nenhum técnico do mundo iria tirá-lo de campo. RG3 “transformou” a franquia. E queria estar em campo no jogo mais importante do ano até o fim.

“Ah, mas o Kirk Cousins jogou bem quando entrou…” Sim, é verdade. Mas lembramos que era um jogo contra o Browns. E umas três jogadas contra o Baltimore Ravens. Muito pouco para avaliar alguma coisa.

É claro que uma contusão mais séria poderia afetar a continuidade da carreira de Griffin III. Mas vejamos: Adrian Peterson teve uma grave lesão no joelho ano passado e fez a melhor temporada da vida em 2012. “Mas as pessoas são diferentes.” São mesmo. Mas hoje em dia uma lesão de ligamento não acaba com carreira de nenhum atleta. O volante Wellington, do São Paulo, teve uma lesão destas no Carnaval de 2012 e voltou antes do fim do ano. Jogando em bom nível.

Sei que posso parecer “sem coração”, mas não acredito que a decisão de deixar o quarterback em campo foi difícil. O cara quer jogar, estava conseguindo correr, então ele vai continuar jogando.

É diferente de uma concussão, que impede a volta do jogador a campo. Isto está na regra da NFL e não pode ser violada.

Trent Dilfer, ex-quarterback e atualmente comentarista da ESPN americana, disse que no futebol americano há duas análises: dos que estão dentro e dos que estão fora de campo. É normal que quem veja de fora ache que simplesmente tinha que tirar RG3, já que ele estava mancando. Entendo essa análise. E há a análise de quem está no campo: o atleta quer jogar, o time dele quer que ele jogue, porque sabe que ele é a melhor opção da equipe para vencer, e ele precisa mostrar que está com eles até o “fim”. É o tal exemplo. E bons exemplos são seguidos.

Não há esporte sem dor. E Griffin III jogará com muita dor até o fim de sua carreira. Que será bem longa, espero eu.

Quanto ao jogo. A pequena crítica que eu faço é que o quarterback não conseguiu ajustar seu jogo. Ele percebeu que não conseguiria correr, algo que dá uma grande dimensão ao seu setor ofensivo. Mas não foi eficiente no pocket. Normal para um calouro, que não tinha passado pela situação, e que possivelmente dedicou a maior parte do seu ano para “aprender” e comandar o “ataque móvel”. Nem é uma grande crítica, é algo que RG3 conseguirá fazer em breve, porque sabe e consegue lançar bem. Algo que Michael Vick, do Philadelphia Eagles nunca conseguiu fazer.

No presente, acho que poderemos ver esse Seahawks ainda mais longe. É uma defesa forte, que começou com problemas, e um ataque bem diversificado. Contra um time mais tradicional, como é o Atlanta Falcons, acho que o setor defensivo de Seattle vai ser ainda mais dominante. O running back Marshawn Lynch já ligou o “modo besta” e fez estragos em Washington.

É a equipe mais “quente” da NFL. E isso faz muita diferença nesta fase. Atlanta não é uma moleza, fez uma grande campanha, mas é um time que ainda não provou em pós-temporada. Tem capacidade de fazê-lo agora, mas Seattle é muito bom time. E mostrou isso contra o Redskins.

Como o assunto contusão tomou boa parte deste post, falemos agora sobre Ray Lewis. Muita emocionante as homenagens da torcida do Ravens para o maior ídolo da história da (jovem) franquia, que se “despedia” de casa. Em seu último jogo em Baltimore, o linebacker jogou muito, mesmo com a limitação no braço – que impediu uma interceptação fácil. Ele foi o atleta que mais deu tackles na vitória sobre o Indianapolis Colts. Uma estatística bem interessante.

A defesa do Ravens jogou bem. Foi competente ao marcar o bom ataque do Indianapolis Colts.

O ataque de Baltimore teve altos e baixos. Como quase sempre, aliás. Joe Flacco é o primeiro quarterback da história a vencer em playoffs por cinco temporadas consecutivas. Um grande número. o quarterback fez uma partida razoável e mostrou que a dupla com Anquain Boldin – o melhor do ataque, na minha opinião – está afiada. E isso pode ser a diferença, mesmo com um desafio muito duro contra o Denver Broncos nesta semana.

Ray Rice sofreu dois fumbles. Os dois únicos da temporada. E olha que Rice carrega muito a bola, além de dar opção ao jogo aéreo. Aposto que não vai acontecer de novo, o quê é mais uma boa notícia para o Ravens.

Ao Colts, muito a comemorar. Depois de um ano pífio, apostou em Andrew Luck no lugar de Peyton Manning. O calouro foi muito bem. E parece ser o futuro da franquia. Um ótimo futuro, aliás.

Aos amigos, uma boa notícia: 100% de aproveitamento nos palpites até aqui. Esta semana tem mais.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: mais palpites para os playoffs!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Antes do post, um convite: vou comentar os jogos dos playoffs no meu twitter (@thiago_perdigao). Claro que terá uns posts analíticos, mas o microblog é bom para comentários ao vivo. E prometo que não será uma narração…

Agora valendo (abaixo os palpites para sábado).

Depois de dar os palpites para os jogos de sábado, hora de escrever sobre os dois duelos deste domingo. Dos quatro times que estarão em campo, três têm quarterbacks calouros (Indianapolis Colts, Washington Redskins e Seattle Seahawks).

O que “sobrou” (Baltimore Ravens) é uma equipe que já viveu essa situação e com um estreante na posição, venceu dois jogos de playoff em 2008. Joe Flacco foi o primeiro quarterback a conseguir dois triunfos em pós-temporada. Recorde “igualado” por Mark Sanchez no mesmo ano.

Com a evolução do jogo, a posição de quarterback é cada vez mais fundamental para se vencer campeonatos. O último campeão com um QB mediano foi justamente o Ravens, em 2000, quando Trent Dilfer comandava o ataque.

De lá para cá, muita coisa mudou. As franquias “gastam” tudo por um bom quarterback. O Colts não fez muito esforço ano passado e não chorou por ter tido a pior campanha e, por consequência, a primeira escolha do draft de 2012. Tudo para ficar com Andrew Luck, já que o time tinha decidido que Peyton Manning, hoje no Denver Broncos, não continuaria.

O Redskins trocou “tudo” para ter Robert Griffin III. Em um post antigo, comentei sobre o negócio (veja aqui). Mas desde ali, estava claro que o time não poderia perder o negócio. Ainda é cedo para se ter a certeza que foi ótimo. Mas o Washington, que não conquistava a divisão Leste da Conferência Nacional desde 1999, pôde finalmente ficar à frente dos seus rivais. Algo bem positivo, para uma equipe que teve uma década de “saco de pancadas”.

Colts e Redskins arriscaram e colheram frutos nesta temporada. Sinceramente, não acho que passarão pelos seus rivais nos playoffs, mas já há muito o quê comemorar. Uma evolução evidente nos dois times.

O Seahawks tem Russell Wilson no comando de seu ataque. E esse nem parecia o plano, já que a franquia gastou bastante para ficar com Matt Flyn, ex-reserva de Aaron Rodgers no Green Bay Packers. Enquanto Luck e Griffin foram a primeira e segunda escolhas gerais respectivamente, Wilson foi escolhido na posição 75, no terceiro round do draft.

Mas o calouro entrou na equipe e convenceu. Venceu jogos – até mesmo aquele controverso contra o Packers, que adiantou a volta dos árbitros principais – e classificou Seattle para a pós-temporada. E o time é o mais “quente” do momento, com um ataque arrasador.

É difícil escolher quem teve mais impacto neste ano de estreia. Acho que dos três times, o Redskins era o pior e ainda joga na divisão mais difícil. Por isso, daria o prêmio para Griffin. Mas por muito pouco.

Luck é um QB “clássico”. Quebrou cinco recordes de calouros. Inclusive de mais jardas, viradas e campanhas da vitória. Números bem consideráveis.

Wilson terminou a temporada regular com rating 100. O maior de um primeiro-anista na história da Liga. Empatou com Peyton Manning em passes para touchdowns (26).

Griffin III é o primeiro quarterback titular nascido na década de 1990. O primeiro jogador do esporte americano a ter um numeral romano em sua camisa, que aliás foi uma das mais vendidas do ano. É um garoto propaganda nato e um ótimo jogador. Sofreu uma concussão e teve uma lesão no joelho. Ficou fora de jogos, mas teve uma grande temporada, tanto que foi o único calouro (sem ser especialista) convocado para o Pro Bowl. Foi o jogador mais jovem da história a conseguir um “jogo perfeito”, com rating de 158.3 (o máximo possível).

Ou seja, todos têm números bem expressivos. E condições para vencer… E serem estrelas!

Agora os palpites (todos os jogos com transmissões do Esporte Interativo e ESPN):

Baltimore Ravens x Indianapolis Colts (domingo, as 16h):

Já escrevi bastante do Colts e seu ótimo ataque. Luck tem juventude e pode contar com a experiência de Reggie Wayne, tipo de wide receiver que pega qualquer bola. Algo importante em um jogo que vai ser apertado.

O Baltimore começou o ano “diferente”. O ataque era melhor do que as pessoas achavam e a defesa pior do que as mesmas pessoas achavam que era. Flacco e, principalmente, Ray Rice foram muito bem na primeira parte. O quarteback caiu de produção e o running back continuou muito bem. E deve fazer a diferença na pós-temporada.

O Ravens foi muito “machucado” neste ano. Terrel Suggs começou a temporada no estaleiro. Depois, o maior baque: Ray Lewis também se machucou e só deverá voltar agora.

Já escrevi aqui sobre Lewis. Foi com o camisa 52 que “aprendi” o que era uma defesa. No Super Bowl de 2000, contra o New York Giants, Lewis promoveu um massacre. Fez de tudo e ganhou o título. Eu, que sou torcedor do Giants, não acreditava no que estava vendo. Mas, ao fim daquela partida, só pude admirar o show dado pela defesa do Ravens. Claro que com uma boa dose de tristeza…

Lewis volta agora para a sua “última balada” como profissional. Sua aposentadoria é muito ruim para todos os fãs da NFL. E ainda mais para o torcedor de Baltimore. Desde que a franquia saiu de Cleveland e foi para a cidade, Ray esteve em todos os anos no time.

E, líder como é, Lewis não vai desistir tão cedo. E aposto que esse gás será fundamental para o Ravens neste duelo.

Na minha opinião, este será o duelo mais equilibrado desta fase, mas vai dar Baltimore…

Washington Redskins x Seattle Seahawks (domingo, 19h30):

Os destaques, claro, são os dois ataques. Que são até parecidos. E bem apoiados por running backs. O também calouro Alfred Morris jogou muito por Washington. Marshawn Lynch é um monstro e deve roubar a cena neste duelo.

O melhor jogo corrido da Liga é do Washington. Mas Lynch é, empatado com Adrian Peterson, o melhor corredor da NFL.

E o Seattle cresceu muito nas últimas rodadas. Marcou 40 pontos como se fosse algo tranquilo. “Destruiu” o ótimo time do San Francisco 49ers há três semanas. É, neste ano, como o Giants foi em 2011 e o Packers em 2010. Time que “esquenta” na reta final costuma se dar bem.

A defesa do Seahawks também é muito boa. A secundária rouba bolas com certa frequência. A dificuldade é fazer com que Griffin III tenha menos opções que as habituais. O complicado é que a tática de manter um QB com as características mais móveis dentro do pocket (algo que sempre funcionou contra o Michael Vick, por exemplo) não dá muito certo contra o Redskins, já que o camisa 10 lança muito bem.

Emfim, mesmo com duas equipes “interessantes”, acho que Seattle ainda é superior neste confronto.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: playoffs começam neste sábado. E com palpites…

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Espaço morto, mas não posto. Vamos voltar ao BLOG após mais um longo período de ausência. É claro que a NFL não para, que os comentários continuam no Twitter, mas este espaço ficou sem atualização por conta da imensa correria nos últimos meses. Sim, meses.

Pretendo fazer um balanço da temporada até aqui. Decepções, surpresas, destaques… Enfim, muita coisa aconteceu em 2012 na NFL.

Mas agora é ano novo (mas temporada “velha”). Os playoffs começam neste fim de semana com quatro jogos. E todos eles bons, na minha opinião.

Abaixo uma análise de cada confronto – todos com transmissões ao vivo no Esporte Interativo e na ESPN, com palpites, é claro:

Houston Texans x Cincinnati Bengals (sábado, 19h30):

Houston começou com tudo. Jogou para ser apontado, com justiça, como favorito até a conquistar o Super Bowl. Mas o time caiu de produção na reta final. Nas derrotas para o Green Bay Packers (a primeira) e New England Patriots, duas equipes fortes, o Texans foi “humilhado”. Derrotas que já deixaram a “pulga atrás da orelha” do torcedor. Com justiça.

A coisa piorou um pouco e o Texans acabou perdendo a folga com uma derrota na última semana. Folga que é bem importante neste período, principalmente para times que não estão “quentes” como é o caso.

O curioso é que as duas equipes duelaram na mesma fase no ano passado. O Bengals era a maior surpresa da pós-temporada e o Texans, com seu T.J. Yates (à época seu terceiro quarterback), venceu por 31 a 10. Houston foi eliminado pelo Baltimore Ravens na semifinal da Conferência Americana após uma derrota por 20 a 13. Mesmo assim tirou boas lições da primeira aparição nos playoffs na história da franquia.

O Texans tem uma defesa bem forte. J.J. Watts ficou perto do recorde histórico de sacks em uma temporada (marca pertence ao ex-defensive end Michael Straham, que marcou história no New York Giants). Além de chegar no quarterback adversário, o camisa 99 é muito bom defletindo passes. A secundária é decente. A perda do linebacker Brian Cushing, lesionado, foi ruim para a equipe, é verdade, mas no geral Houston foi bem.

O ataque poderá contar com Matt Schaub. Não é o melhor quarterback do mundo, mas pode fazer um bom papel. Ainda mais se Arian Foster correr bem com a bola e “tirar a pressão”. O meio do campo, com o tigh end Owen Daniels, parece ser o ponto chave para Houston vencer.

O Bengals é um time bem interessante. Está em uma fase muito boa. Cresceu muito durante a temporada. A defesa é forte e o ataque tem, talvez, a dupla mais afiada da NFL: Andy Dalton e AJ Green.

Cincinatti, antes de 2011, parecia uma equipe em reconstrução, que perdera o QB Carson Palmer e o wide receiver Chad Ochocinco, à época as estrelas do time.

Foi para o playoff contra todos os prognósticos. Parecia ali apenas “sorte”. Com a vaga de novo este ano, consolidou-se como uma força na enfraquecida AFC.

Poderia ir até mais longe, mas ainda acho que Houston pode jogar como no começo da temporada. E deve levar esse jogo.

Green Bay Packers (11-5) x Minnesota Vikings (10-6) (sábado, 23h):

Curiosamente, as duas equipes se enfrentaram na última semana e deu Vikings. Mas, sinceramente, não acho que o jogo passado será nem ao menos parecido com o desta semana.

Ali o Packers, apesar da chance de folgar na primeira rodada, estava “descansando”. E ainda ajudou a eliminar o Chicago Bears, seu grande rival. Não acho que Green Bay entregou o jogo, mas também não faz lá grande esforço. Mas o jogo foi duro, dirão alguns. Concordo. Por isso afirmei acima que ninguém entregou.

O Vikings é a grande surpresa deste playoff. Muito grande, aliás…

As equipes têm ataques diametralmente opostos. Packers passa muito e o Vikings corre absurdamente.

O Vikings mereceu um post neste espaço no começo da temporada (veja aqui). Era ali, a maior surpresa da temporada. Percy Harvin, que sofreu uma lesão e só voltará no próximo campeonato, era o melhor do time.

Adrian Peterson, que era uma grande icógnita por conta de uma grave lesão no joelho, está jogando melhor do que nunca. E isso é muita coisa, já que o running back sempre foi um dos melhores da Liga. Chegou a 2096 e ficou a nove jardas do recorde histórico da NFL. E em uma época que o jogo está cada vez mais aéreo…

A fórmula do ataque deve ser a mesma: passes curtos de Christian Ponder e muita correria de Peterson. Em janeiro, no frio do Lambeau Field, pode dar certo.

Na minha opinião, a defesa do Vikings tem tudo para fazer um bom trabalho também.

Mas o Packers é ainda muito mais time. Não tem mais a mesma força de anos anteriores,é verdade, mas isso não muda muito.

Aaron Rodgers ainda é um dos melhores da NFL. O ataque tem boas armas. A defesa perdeu um pouco do rendimento, mas mesmo assim é forte.

Sinceramente, acredito que o Packers é muito favorito neste confronto.

Como este post ficou muito grande, volto neste sábado para projetar os duelos de domingo.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: análise sobre o Eagles e palpites para a semana

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A correria da semana não me permitiu escrever um post com algum fato que tenha chamado a atenção na NFL.

Mas resolvi divulgar aqui neste espaço um podcast muito bom. Para quem não conhece, vale a pena ouvir o Boteco Live, mesa redonda sobre NFL da internet. Talvez a única em português sobre o assunto.

Já escrevi aqui outras vezes sobre o programa, que acontece às terças-feiras e começa às 21h15, sempre com transmissão ao vivo via internet. A ideia e o comando ficam por conta do Rafa, o gerente do Boteco, e do ótimo NFL de Boteco (www.nfldeboteco.com.br). Quem quiser acompanhar, entre no site que vale a pena.

A discussão dessa semana foi muito boa. Não vou contar tudo, é claro. Além de mim e o Rafa, o programa contou com o Ricard Saad, do Tackledown (www.tackledown.com), Renato Lazzarini (www.giantsbrasil.com.br), Antony Curti (www.theconcussion.com.br) e o Lucas Rossetti, técnico do Lusa Rhynos.

Mas uma das grandes discussões foi sobre Michael Vick. Antes de a temporada começar, escrevi um post sobre minhas expectativas do Philadelphia Eagles para 2012. E apesar de a temporada estar na metade, a verdade é que elas não foram alcançadas.

Assim como no ano passado, o time faz uma temporada pífia. A campanha com três vitórias e quatro derrotas não é a pior do mundo, mas os problemas só se acumulam. Turnovers atrás de turnovers e desempenhos ruins. Um time que não tem muitas perspectivas de classificação para o playoff.

A equipe é ruim? Sinceramente, não acho. Mas é claro que o técnico Andy Reid está mais do que desgastado e não deve ficar mais um ano no comando do time. Há bons jogadores que não estão bem e outros que jogam menos do que acham, como o wide receiver DeSean Jackson, que brigou muito por uma renovação de contrato e a conseguiu.

Vick ainda será o titular do Eagles. Mas não é um quarterback para o futuro. Entendo que ele ficará como titular e essa é a opção correta. Por toda a pressão que a franquia vive, por o novato Nick Foles para comandar o time seria assinar a desistência da temporada. Uma decisão precipitada, é claro.

Michael Vick até teve um ano bom pelo Eagles, mas o corpo dele já cobrou o preço. Ele nunca lançou muito bem e tinha o grande diferncial de correr com a bola melhor até que alguns running backs. Tirar Vick do pocket era fatal muitas vezes. No passado. Atualmente, não é. E agora o quarterback continua lançando mal e correndo mal. Não é uma equação muito positiva.

No podcast fizemos também nossas previsões para o fim de semana. Vou adiantar apenas um: o San Diego Charges ganha do Kansas City Chiefs, o segundo pior time da NFL deste ano.

Os outros palpites? Baixe o podcast neste endereço: http://nfldeboteco.com.br/botecolive-33/

Twitter: @thiago_perdigao

A NFL ‘inteira’ agradece e vibra com a volta definitiva de Peyton Manning

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Nunca antes na história da NFL um time virou um jogo como aconteceu na partida entre San Diego Chargers e Denver Broncos, na noite da última segunda-feira. Para ser mais “justo”, nunca antes na era Super Bowl. Até houve viradas, mas não por uma diferença de dígito duplo como os 11 pontos, na vitória por 35 a 24.

É difícil mesmo pensar em uma virada tão maiúscula. O Chargers, jogando bem, abriu 24 a 0 no primeiro tempo. Uma diferença de, forçando muito, três posses de bola. Quatro para ser mais correto. Pensando friamente, é possível, claro. Mesmo porque, como aconteceu neste jogo, um touchdown pode vir em uma campanha de menos de um minuto.

Mas é improvável pensar em um time amplamente dominado em meio jogo conseguir se recuperar assim como fez o Denver. É improvável se não tivermos na mesma partida o Chargers – “comandado” por Philip Rivers – e Peyton Maning “mordido”.

Rivers não é um dos melhores quarterbacks da Liga. Pelo menos essa é minha opinião há um tempo. É muito inconstante, comete erros infantis e se perde muito fácil. Mal comparando é o que acontece com Tony Romo, do Dallas Cowboys. Ambos conseguem números expressivos, mas não ganham jogos decisivos. E isso faz muita diferença…

Peyton Manning é um dos maiores quarterbacks de todos os tempos. E precisava mesmo de uma atuação dessas para marcar seu retorno. Daquelas que a gente assiste em pé, correndo ao lado da televisão (sim, eu faço essas coisas). Todo mundo vibrou (menos o torcedor do Chargers, que hoje já até deve estar elogiando o camisa 18) com os ótimos lances protagonizados pelo quarterback, que ainda gerava dúvidas para a comunidade da Liga.

Depois de jogar todos os seus jogos desde a estreia na NFL, Peyton ficou fora ano passado inteiro por conta de um problema no pescoço. Saiu do Indinapolis Colts, seu único time até então, e depois de uma novela envolvendo várias franquias decidiu-se pelo Broncos.

Denver esteve nos playoffs ano passado. Fez uma grande temporada, apoiada, sobretudo, em sua forte defesa. A fórmula foi quase sempre a mesma: placares baixos e decididos em uma ou duas boas campanhas conduzidas por Tim Tebow, atualmente no New York Jets. Ainda ganhou do Pittsburgh Steelers na primeira partida da pós-temporada. Ou seja, Manning entrou em um time com alguma qualidade.

Assisti a todos os jogos dele neste ano. Alternou boas e más atuações. Lançamentos horríveis e claros erros de falta de comunicação. Na minha opinião, problemas normais para alguém que chega a uma equipe com um ataque montado e ainda em recuperação física.

Contra o Atlanta Falcons, três interceptações em lançamentos bizarros. Fracos, com a bola “pendurada” muito tempo… Não sou médico e nem especialista em mecânica, mas é claro que o problema no pescoço limita o desempenho do quarterback.

Sinceramente, não espero um arremesso tão forte como já foi um dia. Mas o camisa 18 ira se ajustar a isso.

Foi o quê ele fez contra o Chargers. E além da qualidade técnica, há a experiência e a liderança. Veja o Colts: ano passado, sem Manning, foi o pior time da NFL. E antes dele, também era… E essa dominação não tem a ver apenas com o talento do camisa 18. A forma como ele se porta em campo faz toda a diferença.

Talvez ninguém saiba ajustar um jogo na linha de scrimmage como Peyton Manning. Às vezes, chegam a ser “irritantes” as seguidas mudanças de jogadas feitas por ele pouco antes do início dela. E para tudo isso ficar perfeito, leva-se tempo. No primeiro tempo do duelo contra o Chargers, em uma interceptação esse problema ficou claro: combinou um ajuste de rota, não feito, que terminou com a bola nas mãos do defensor rival, que ainda marcou o touchdown.

A virada dá moral a Manning e ao Broncos. O Chargers é um rival direto pelo título da divisão e tem uma tabela mais fácil. Na minha opinião, Denver está muito a frente das outras equipes da AFC Oeste (além dos dois, Oakland Raiders e Kansas City Chiefs). Parece inconstante, mas o Chargers é ainda mais. Começou, diferentemente dos últimos campeonatos, até que bem, mas já caiu de novo. Não acredito que vá brigar até o fim…

E o bom desempenho de Peyton vai abrir, tranquilamente, uma boa discussão. Foi boa a “troca” do Colts de Manning por Andrew Luck? Acho que a resposta só teremos daqui a alguns anos. Assim como no primeiro ano da era Manning, Indianapolis não deve ir para o playoff neste ano. E isso, mesmo com boas atuações de seu quarterback titular. (aqui minha opinião escrita antes do draft deste ano)

O primeiro argumento é que o Colts trocou dois ou três anos por possíveis 12 ou mais anos em alto nível. Isso pode ser verdade, se Luck fizer algo nessa próxima década. Sinceramente, duvido que no mesmo nível de Peyton, mas isso seria cobrar demais também. Nem o Peyton de hoje faz o que o de antigamente fez.

Mas se o Broncos for campeão, essa discussão será cruel… para Luck, é claro.

Está claro que o Colts fez uma escolha racional. Apostou que Andrew Luck será o que ele promete ser. É claro que isso é uma aposta. Não acredito, mas o jovem quarterback pode se tornar um “fracasso”. Não vejo como tal. Mas é um risco. Mesmo que pequeno.

Essa pergunta só irá ser respondida daqui a muitas temporadas. Hoje, não sei se trocaria. Mas eu não tenho acesso aos exames de Manning, nem aos relatórios do Colts.

Nem sempre alguém precisa se dar melhor que o outro em um negócio. Este pode ser o exemplo disso: foi bom para o Colts, para o Broncos, para Luck, para Manning, para a NFL, para os torcedores.

Alguém ainda vai lamentar? Provável! Mas sempre alguém reclama mesmo…

Twitter: @thiago_perdigao

P.S.: Que secada eu dei no Minnesota Vikings com o meu último post, hem?!

A surpresa da NFL até aqui é o…

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

… Minnesota Vikings. Ainda não estamos nem na metade da temporada regular. Falta, portanto, muito chão para os playoffs. Mas é inegável que o desempenho do time chama a atenção até aqui.

Antes de a temporada regular, apostava em uma campanha pífia do Vikings. Uma divisão muito forte somado a um elenco em reconstrução não costumam resultar em um ano muito produtivo. Mas minha boca foi “calada”.

Tenho a “mania” de assistir a todos os jogos da NFL via Game Pass. É claro que não vi 100% das partidas por pura falta de tempo, mas vi três das cinco partidas de Minnesota. E gostei do que vi!

Concordo que Minnesota tem bons e ótimos jogadores, mas havia a incerteza sobre a saúde de Adrian Peterson, um dos melhores running backs da NFL, que teve de passar por uma cirurgia em seu joelho ano passado.

Mas, até aqui, o Vikings faz uma campanha impecável. Com direito a uma vitória sobre o San Francisco 49ers – a única até agora -, na minha opinião, o melhor time da NFL em 2012.

Venceu outros três jogos: Jacksonville Jaguars, Detroit Lions e Tennessee Titans. Desses, o segundo contra um rival de divisão. Que disputou o playoff ano passado e que, teoricamente, brigaria por vaga agora. Mas acho que o Lions não vai brigar neste ano.

A única derrota foi para o Indianapolis Colts, que nem é um adversário tão poderoso. A boa notícia é que o Green Bay Packers, rival, e que, teoricamente, é o time mais forte da divisão. Teoricamente apenas, já que o Chicago Bears faz uma campanha melhor e é, atualmente, mais time.

Olhando a tabela de Minnesota, a projeção para playoff ainda é difícil. Além de enfrentar o Lions de novo, tem dois jogos contra o Packers, tem dois contra o Bears, Arizona Cardinals (que também só perdeu um jogo) e Houston Texans, a melhor equipe da Conferência Americana.

Pegará ainda o Seattle Seahawks, que faz uma campanha razoável, o Tampa Bay Buccaners, uma incógnita, o Washington Redskins, provavelmente sem o quarterback Robert Griffin III, e o Saint Louis Rams, outra incógnita.

Mas, sinceramente, mesmo sem uma futura vaga, o torcedor tem muito o quê comemorar. Christian Ponder, em seu segundo ano na NFL e o primeiro como titular, tem números bem regulares. Passes curtos, não muitas jardas, mas cuidando bem da bola. Essa é uma receita que tem funcionado bem e pode render bons frutos. São seis touchdowns lançados e apenas duas interceptações. Mas quase 70% de aproveitamento em seus lançamentos, algo bem interessante.

Além de Ponder e Peterson, há de se destacar o ótimo desempenho do wide receiver Percy Harvin. O melhor da posição da NFL até agora. E, sinceramente, candidato a MVP da temporada. É claro que até o fim da temporada isso vai mudar, mas hoje o WR estaria na briga pelo título de melhor do ano.

A defesa também mostra força. É um time muito mais equilibrado do que já foi nos anos recentes.

Mesmo em comparação ao de 2009, comandado por Brett Favre, que chegou à final da Conferência Nacional e que perdeu do New Orleans Saints – que foi campeão do Super Bowl -, na prorrogação, no jogo que será lembrado como o estopim do Bountygate, que gerou as suspensões aos defensores e técnicos do Saints por pagar recompensas para quem machucasse jogadores rivais.

Enfim, ainda acho que o Chicago Bears leva a divisão. E que o Packers, apesar de titubeante (e ainda com aquela derrota para o Seahawks), fique em segundo e lute por um dos wild cards. O outro ainda é cedo para apontar, mas acho improvável que a Divisão Norte fique com essas duas vagas a mais.

Mesmo assim, o torcedor do Vikings está animado. E com razão!

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: homenagem ‘diferente’ para o fim da ditadura e volta dos árbitros

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Na madrugada desta quinta-feira, a notícia mais aguardada da temporada da NFL finalmente foi dada: a “greve” dos árbitros chegou ao fim e os “oficiais” estão prontos para voltarem aos campos.

Admito que nunca em minha vida vi uma comemoração tão grande para o retorno de árbitros aos gramados. Geralmente, os juízes são xingados e não homenageados.

Enfim, como escrevi anteriormente, não acho que os erros da NFL simplesmente irão acabar. As marcações polêmicas são normais em qualquer esporte. Sempre tem um lance que um árbitro vê uma falta que não existiu. Dá outra polêmica. Acerta aquela que o torcedor tem certeza absoluta que foi um erro. Isso faz parte do esporte e vai continuar existindo.

Mas é claro que a arbitragem dá um peso maior ao campeonato. Agora vamos ver em campo pessoas acostumadas ao jogo profissional. Que é diferente de qualquer outro nível. A velocidade é maior, os contatos mais fortes, até algumas regras específicas… E isso não dá para ficar “nas bandeiras” de semi-profissionais que estavam acostumados a outros níveis de disputa. Alguns até demitidos da Lingerie Football League, aquele campeonato jogado por mulheres em trajes, digamos, “não próprios” para o esporte. Não que isso seja propriamente um problema, é claro!

O presidente americano, Barack Obama, disse que é “um dia histórico para os EUA”. Talvez um pouco carregado, em meio à disputa das eleições presidenciais. Carregado daquele simbolismo, drama e “emoção” típicos de períodos assim.

Fato é que a NFL precisava acertar essa pendência. Depois do erro do último domingo, quando o Seattle Seahawks ganhou do Green Bay Packers no último lance da partida, em um touchdown mal marcado, ficou claro que a pressão seria muito grande.

Segundo o comissário Roger Goodell, esse erro não foi tão determinante. Sinceramente, duvido. Mas a NFL adotou essa postura “está tudo bem” desde o começo da polêmica. E continuou até o fim. Mais um erro, entre tantos outros.

O novo acordo entre árbitros e NFL será o maior da história, com duração de oito anos. Os dois lados puxaram, mas acabaram acertando. Os juízes não ganharão os 20 mil dólares por jogo que queriam. Mas não será os 9 mil dólares atuais. Haverá um aumento gradativo até o fim do contrato.

Outro ponto de polêmica, acabou, em princípio, sendo benéfico aos árbitros. Eles não serão obrigados a se dedicarem exclusivamente ao esporte. Mas a NFL poderá, se quiser, contratar alguns deles para serem “exclusivos”. Mediante a negociação, é claro.

Minha opinião sobre a polêmica toda, já dei no meu post abaixo. Acho que a NFL precisa diminuir o “controle”. Entendo a necessidade do lucro, ainda mais em uma economia em crise, como nos EUA. Mesmo assim, ainda é muita ditadura.

Goodell pediu desculpas aos fãs do futebol americano pelo que aconteceu até aqui. A “crise” até fez bem a audiência do esporte. O Sportscenter da ESPN americana, da última segunda-feira, bateu o recorde histórico de audiência. E olha que o programa existe desde 1979…

Até entendo que esse tipo de discussão gere audiência. Aqui, neste espaço, até que não fez tanto “sucesso”. Por aqui, o pessoal ainda se empolga mais durante os playoffs. Que continue assim! E sem polêmicas.

A arbitragem oficial já volta nesta quinta, no duelo entre Baltimore Ravens e Cleveland Browns. Um jogo “sem riscos” dada a superioridade do primeiro.

No fim de semana, tudo “normal”. O que dá a margem a mais uma interpretação sobre todos esses entraves: estava todo mundo pronto para entrar em campo. E a NFL já estava preparada para o retorno deles, já que os substitutos estão fora da rodada.

O futebol americano voltou de vez agora, amigos! Espero que só com polêmicas esportivas a partir de agora!

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: a ditadura que prejudica o jogo

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aos amigos, finalmente estou de volta. A Olimpíada, emendada com as (merecidas) férias, fizeram com que esse espaço ficasse um pouco “esquecido” neste período. Mas quem me segue no Twitter, pôde acompanhar que eu não esqueci da NFL.

A temporada já começou há três semanas, mas por enquanto não vou falar que o Houston Texans é o melhor time da Conferência Americana. Que o Baltimore Ravens melhorou o ataque em relação ao ano passado, quando só parou na final da AFC quando perdeu para o New England Patriots. Que Peyton Manning ainda tem (normais) dificuldades. Que o Atlanta Falcons está “muito bem, obrigado”. Que o New Orleans Saints sente e vai sentir muita a falta de seu treinador. Que o San Francisco 49ers perdeu para uma equipe fraca, é verdade, mas parece ser o melhor da Conferência Nacional…

O primeiro post desta “volta”, tem que ser obrigatoriamente sobre o extracampo. Assunto, que para quem trabalha com futebol brasileiro como eu, é tão comum e que é raro quando falamos de NFL.

Assim como no ano passado, dinheiro continua sendo o grande gargalo. Em 2011, o problema foi com os jogadores. A Liga protelou o máximo que pôde (usando o trunfo de ser um esporte disputado profissionalmente apenas nos EUA) o novo acordo com eles e o campeonato somente foi oficializado dias antes da primeira semana da pré-temporada.

Acordo feito, temporada “salva”, mas com pequenos problemas na preparação dos jogadores a algumas lesões que poderão ser sempre creditadas à falta dela.

Agora, a NFL endurece com uma parte muito mais fraca do que os jogadores: os árbitros. O acordo venceu após o Super Bowl deste ano. Os juízes, claro, querem mais dinheiro. A Liga cobra exclusividade a seu apitadores. Ou seja, não quer o árbitro se dedicando a outras atividades. Justo. Nobre. Mas precisa pagar mais por isso, claro.

Atualmente, um árbitro principal ganha, em média, 9 mil dólares por partida. Eles pedem 20 mil dólares. Uma diferença grande.

A solução para o impasse foi recrutar novos árbitros. Mas os da Primeira Divisão do futebol universitário ficaram no campeonato, que é muito forte. Os da Segunda, também. Sobrou para o pessoal da Terceira, do futebol americano colegial, dos amadores… E sem qualquer preparação. Simplesmente foram “convidados” de última hora.

Enfim, por mais que todos sonhassem com a oportunidade, ela veio “cedo demais”. Vimos até agora uma enormidade de erros. Alguns idiotas. Outros improváveis.

E polêmicas como a do árbitro afastado momento antes do jogo do Saints após vazarem fotos dele com a camisa da franquia. Ou outro que disse a um jogador para ele ir bem, porque o tinha em seu fantasy. Ou ainda um que apitava treinos do Seattle Seahawks e iria participar de uma partida da equipe…

Somente esses já seriam motivos para uma boa mudança. Mas no fim das contas, o que mais preocupa é em campo. E as coisas não vão bem.

Após a primeira partida, na vitória do Dallas Cowboys sobre o New York Giants, um jogador reclamou que “não era tão segurado desde quando era um bebê”. E segurar é falta. Poucas foram dadas. De lado a lado, por sinal.

São muitos e muitos erros em marcações de faltas.

E aqui cabe uma ressalva: os árbitros “oficiais” NÃO são perfeitos. Eles erram. E erram muito. E já decidiram jogos após erros, como a vitória do Patriots sobre o Oakland Raiders no playoff de 2001. O jogo da “tuck rule”, quando a defesa do Raiders forçou um fumble, a arbitragem, após o replay voltou a atrás e deu passe incompleto.

Enfim, acontece…

O problema é que os árbitros substitutos não estão acostumados ao jogo profissional. Muito mais rápido, muito mais físico, com suas “maladragens”.

E os jogadores profissionais e técnicos profissionais também são muito mais “malandros”. Reclamam, gesticulam, polemizam… E tudo isso com repercussão várias vezes maior.

A NFL tentou proibir qualquer crítica. Baixou uma norma, mas o estrago já tinha sido feito. E pior aconteceu na segunda-feira: quando os inexperientes não anularam o touchdown do Seattle Seahawks após o fim da partida contra o Packers. A crítica começa, é claro, com a interferência clara do atacante sobre o defensor. Falta que não deixaria dúvidas e terminaria a partida ali.

Para mim, ficou claro que foi uma interceptação, mas gerou dúvida. Principalmente sobre uma posse simultânea, que prioriza o ataque. Ou seja, se o árbitro tivesse dado interceptação, duvido muito que tivesse voltado atrás. E ainda acho que pesou o  fato de o jogo ter sido em Seattle, é claro.

A reação foi imediata. Jogadores do Packers pegaram pesado via Twitter. Na rede social, mais indignação: LeBron James e Dirk Nowitzki, da NBA, reclamaram muito. Até o presidente Barack Obama cobrou uma posição da Liga. O Sportscenter, jornal eletrônico da ESPN americana que existe desde 1979, teve sua maior audiência da história. Sim, da HISTÓRIA!

E acho que a reação foi correta. Como escrevi acima, estamos acostumados aos seguidos erros no Brasileirão de futebol, mas mesmo assim foi duro ver o que aconteceu na segunda. Todos querem falar do esporte, é claro, mas não tem como fugir desses problemas.

Sinceramente, acho que esta partida pouco mudará a classificação final. Não vejo o Packers fora do playoff. E pelo o quê a temporada tem mostrado (ainda é cedo, concordo), que Green Bay dificilmente ficaria com uma das folgas na primeira rodada. Hoje vejo 49ers e Falcons à frente. E claro temos que fazer o análise da tabela ao fazermos essa projeção.

Mas será por pouco. Uma vitória vale muito na NFL. São apenas 16 jogos para a classificação. E cada vez menos times conseguem uma vaga “folgada”.

Mas o que fica desta discussão poderemos sentir a curto e longo prazos. Agora, a expectativa é que a greve dos árbitros acabe em breve. Já houve reunião no último domingo. E já se fala em novo encontro nesta quarta. Enfim, é  esperado por novidade nos próximos dias, talvez para a semana 5.

A longo prazo, acho que esse problema do replay deve ser discutido em algum momento da temporada sem jogos. Alguns sugeriram que em lances decisivos de finais de jogos, o lance seja decidido pela central da NFL, como acontece na NHL. Pode ser uma solução interessante. A verdade é que o recurso eletrônico ajuda, minimiza, mas não zera os erros. Isso acho que isso nunca acontecerá.

Agora, é preciso profissionalizar a arbitragem também. Não é possível uma Liga que lucra mais de 9 bilhões de dólares por ano, que tem todos os seus time entre os 50 mais valiosos, que espera duplicar estes valores em breve, que se expandiu por vários países nos últimos tempos, seja tão intransigente. Que exige dedicação exclusiva, mas simplesmente não pague por isso. Não dá para aceitar o comunicado da Liga na manhã de terça “apoiando a decisão dos árbitros”. É preciso assumir os erros, buscar soluções para eles. Mostrar preocupação com o jogo e com quem consome o seu jogo. E isso não aconteceu.

Sinceramente, não gosto desta postura ditatorial da NFL. E em vários aspectos. É preciso melhorar!

No Botecol Live dessa semana, dicutimos muito sobre esse assunto também. Convido aos amigos a entrarem no http://www.nfldeboteco.com.br e procurarem pelo Boteco Live número 28. Ali, mais opiniões sobre a “barbeiragem” da semana. E com este que vos escreve, falando muitas bobagens.

No Twitter: @thiago_perdigao