Depois de 17 (longas) semanas, a temporada regular da NFL terminou neste domingo. Dos 32 times, 12 estão garantidos para a fase final da Liga de futebol americano. Para oito destas equipes, não haverá folga: semana que vem já tem a primeira decisão do ano.
New England Patriots e Baltimore Ravens, pela Conferência Americana, e Green Bay Packers e San Franciso 49ers, pela Nacional, fizeram as melhores campanhas da temporada regular e estão garantidos já na segunda fase do playoff.
É cedo para fazer os palpites, que serão publicados mais para o fim da semana, mas vou fazer uma (pequena) análise dos oito times que jogarão neste fim de semana, nos quatro primeiros jogos da pós-temporada. Nos negritos ou sublinhados, pus os links de outros posts que fiz sobre alguns personagens de 2011. Lembrando aos amigos leitores que os textos foram escritos em momentos diferentes da temporada e não necessariamente estão de acordo com os atuais desempenhos.
No sábado, às 19h30 tem Houston Texans x Cincinnatti Bengals.
É a primeira vez que Houston chega ao playoff da NFL. Sem seu quarterback titular, Matt Schaub, que não joga mais na temporada, as apostas estão no jogo corrido e na forte defesa. O Texans teve um bom desempenho em 2011 e ainda aproveitou o mau momento do Indianapolis Colts, que dominou a divisão na última década, mas naufragou sem o quarterback Peyton Manning. Não é favorito a uma vaga no Super Bowl, mas tem boas possibilidades de passar desta fase.
O Bengals é, na minha opinião, a grande surpresa de 2011. A equipe, que decepcionou na temporada passada, foi reconstruída. Perdeu Carson Palmer, seu quarterback titular, que decidiu não atuar mais pela franquia e foi posteriormente trocado com o Oakland Raiders. Chad Ochocinco e Terrel Owens, wide receivers em 2010, também sairam. A aposta foi em dois calouros: o quarterback Andy Dalton e o receiver A.J. Green. E eles mais do que corresponderam. Candidato a pior time do ano, Cincinnatti brilhou e acabou voltando aos playoffs.
A segunda partida de sábado, marcada para às 23h, é New Orleans Saints x Detroit Lions.
Nenhuma equipe da NFL, incluindo o Packers, tem um ataque em tão boa fase como o Saints. Drew Brees parece estar em uma fase ainda melhor do que em 2009, quando o time foi campeão do Super Bowl. Na minha opinião, New Orleans é, no momento, a equipe mais “quente” da NFL. A diferença deste setor ofensivo é que ele é forte tanto no terrestre, com Darren Sproles, Mark Ingram, Pierre Thomas e etc, quanto no aéreo com Brees, Marques Colston e companhia. Além do tight end Jimmy Grahan sendo excepcional. São 99 recepções e 11 touchdowns, fazendo inveja a qualquer wide receiver de Hall da Fama.
O Lions está de volta à fase afinal após 12 longos anos. Neste meio tempo, Detroit ainda alcançou o recorde negativo de ter perdido os 16 jogos de uma temporada regular, algo único na história da NFL. Mas tudo isso ficou no passado. A reconstrução foi muito bem feita nos drafts após anos ruins. Saudável durante a temporada inteira, pela primeira vez, o quarterback Matt Stafford foi muito bem. Não em 100% do tempo, mas teve uma grande temporada, com mais de 5 mil jardas lançadas. E com um wide receiver do calibre de Calvin Jonhson, tudo ficou “mais fácil”. O jogo corrido é o problema, foram muitas contusões no setor. A defesa é muito forte e, na minha opinião, o ponto forte da equipe.
No domingo, mais dos jogos. O primeiro, às 16h, é New York Giants x Atlanta Falcons (este, o duelo mais imprevisível).
Entre os times que estão nesta pós-temporada, nenhum teve tantos problemas de lesões e contusões como o Giants. A equipe de muitos altos e baixos, jogou bem contra equipes fortes e foi mal quando enfrentou algumas fracas. Perdeu duas vezes para o Washington Redskins, por exemplo. Fez jogo duro contra o Packers e 49 ers e venceu o Patriots, fora de casa – a primeira derrota de New England em casa desde 2008. O ataque aéreo comandado pelo quarterback Eli Manning tem ido muito bem. O camisa 10 bateu o recorde de touchdowns em quarto períodos da NFL. Victor Cruz tem tido uma temporada incrível. O terrestre alterna bons momentos com atuações ruins. A defesa cresceu na reta final. E, em janeiro, as defesas precisam trabalhar. São elas que decidem nesta fase do campeonato.
O Falcons, que fez a melhor campanha do ano passado, continuou em boa forma neste ano, vencendo dez jogos. No draft, fez uma grande manobra para ficar com o wide receiver Julio Jones, que até foi bem. Lutou contra algumas lesões, mas quando jogou, foi uma boa opção para o quarterback Matt Ryan, que assim como Eli, se destaca por sua frieza nos momentos decisivos. Roddy White é um receiver de muita qualidade e o tight end Tony Gonzalez, um dos melhores da história. O ataque terrestre, comandado por Michael Turner, é muito forte também. A defesa é o “ponto fraco”. Assim, entre aspas.
A última partida do wild card é Denver Broncos x Pittsburgh Steelers, domingo às 19h30 (o, teoricamente, mais fácil de prever).
O Broncos surpreendeu. De segundo pior time de 2010 para o título da sua divisão um ano depois. A defesa é o ponto alto deste time. Rouba bola, pressiona o quarterback adversário, não permite muitos pontos… O sonho de 32 entre as 32 equipes da NFL. Não é a melhor da Liga, mas fez um trabalho fabuloso nesta temporada regular. Comandado pelo “polêmico” quarterback Tim Tebow, Denver venceu jogos apertados e conseguiu a vaga, em uma divisão que teoricamente, seria do San Diego Charges, mais uma vez decepcionando muita gente (inclusive a mim).
O Steelers só está no wild card por ter perdido os dois jogos contra o Ravens. Mais uma vez, é favorito até a uma vaga no Super Bowl. Venceu 12 jogos, menos apenas do que o Saints nesta fase. A defesa é, mais uma vez, o ponto alto do time. Que pode ter problemas no ataque. O quarterback Ben Roethlisberger ainda sente dores no tornozelo. Apesar de estar jogando, é nítida a dificuldade do camisa 7 de se movimentar. O running back Rashard Mendehall, o principal da equipe, machucou o joelho e não deve jogar. Ainda nesta semana deve passar por exames, mas segundo as primeiras informações dos colegas americanos, o problema é grave. Mesmo com problemas, é um grande clube, com jogadores experientes e acostumados a disputarem finais.
Passada a pequena análise, duas notícias: os técnicos Steve Spagnolo, do Saint Louis Rams, e Raheem Morris, do Tampa Bay Buccaners, foram demitidos nesta segunda-feira após más campanhas na temporada.
As duas equipes foram realmente muito mal neste ano. O Rams era cotado, inclusive por este que vos escreve, até para os playoffs e acabou com a segunda pior campanha da NFL. Um time que não evoluiu como se esperava, perdeu titulares importantes durante o ano e rendeu muito pouco. Spagnolo foi um grande coordenador defensivo na época do Giants, parte do time campeão de 2007, mas não foi bem. O Buccaners, que ano passado venceu dez jogos e chegou muito perto da pós-temporada, também naufragou e acabou muito longe da fase final.
Twitter: @thiago_perdigao














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