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NFL: Griffin III ficou em campo machucado porque tinha mesmo que ficar

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Robert Griffin III acabou sendo o protagonista da primeira semana dos playoffs da NFL. Infelizmente, não pelo lado positivo. Uma lesão no ligamento do joelho direito, que já existia, claramente foi agravada durante a derrota do Washington Redskins para o Seattle Seahawks, por 24 a 14. Derrota que eliminou o time da capital americana.

RG3 começou o jogo com tudo. Em pouco minutos, o Redskins abriu 14 a 0. E justamente pouco antes do segundo touchdown, quando o quarterback se deslocou para o lado direito para lançar uma bola e forçou o joelho ao apoiar a perna no chão, as coisas pioraram. Claramente perdeu mobilidade e boa parte da sua força ofensiva.

O Seattle, na minha opinião um time bem melhor, demorou para reagir. E quando o fez, não foi com a volúpia de semanas anteriores, quando o ataque passou por cima dos rivais, inclusive do ótimo San Francisco 49ers. Mas jogou com competência.

A discussão ficou por conta da saída ou não de Griffin III do time. Que claramente não estava em sua melhores condições físicas. Mas que é o titular do Washington, que não ganhava a sua divisão como o fez este ano, desde 1999.

Abaixo é a minha opinião:

O treinador Mike Shanahan questionou se o quarterback estava bem. Ele respondeu que sim, que havia uma diferença entre estar machucado e “ferido”. RG3 disse que estava só “machucado”.

Como, lembremos, estava desde o dia 9 de dezembro, quando teve o problema no joelho durante a partida contra o Baltimore Ravens. Depois, descansou contra o Cleveland Browns – só porque o Browns é fraco – e voltou. Contra o Dallas Cowboys, na semana passada, ele ainda tinha essa lesão no joelho. E venceu a decisão contra o rival. Lesão que piorou agora, é verdade.

Há algumas “leis” dos jogadores da NFL. Todos sabem que vão jogar machucados. O quarterback, como líder da equipe, sabe que terá que aguentar a dor até mais que alguns outros. Por ser o “cara” e para ser o “cara”. Jogar ferido dá status ao QB.

Quem não se lembra quando Jay Cutler, do Chicago Bears, saiu de um jogo do playoff contra o Green Bay Packers em 2011? Sofreu muitas críticas, questionando sua “paixão pelo jogo”. Eu, sinceramente, não sei quanta dor Cutler estava sentido, então não posso dizer que ele fez o certo ou não. Mas Philip Rivers, do San Diego Chargers, jogou sem ligamento. Porque era o titular e precisava jogar na decisão.

Brett Favre, lendário quarterback, cansou de jogar machucado. E ganhar jogos assim. Sempre adjetivado como “herói” ou sinôminos após façanhas deste tipo.

Griffin III disse que poderia ficar no jogo. E nenhum técnico do mundo iria tirá-lo de campo. RG3 “transformou” a franquia. E queria estar em campo no jogo mais importante do ano até o fim.

“Ah, mas o Kirk Cousins jogou bem quando entrou…” Sim, é verdade. Mas lembramos que era um jogo contra o Browns. E umas três jogadas contra o Baltimore Ravens. Muito pouco para avaliar alguma coisa.

É claro que uma contusão mais séria poderia afetar a continuidade da carreira de Griffin III. Mas vejamos: Adrian Peterson teve uma grave lesão no joelho ano passado e fez a melhor temporada da vida em 2012. “Mas as pessoas são diferentes.” São mesmo. Mas hoje em dia uma lesão de ligamento não acaba com carreira de nenhum atleta. O volante Wellington, do São Paulo, teve uma lesão destas no Carnaval de 2012 e voltou antes do fim do ano. Jogando em bom nível.

Sei que posso parecer “sem coração”, mas não acredito que a decisão de deixar o quarterback em campo foi difícil. O cara quer jogar, estava conseguindo correr, então ele vai continuar jogando.

É diferente de uma concussão, que impede a volta do jogador a campo. Isto está na regra da NFL e não pode ser violada.

Trent Dilfer, ex-quarterback e atualmente comentarista da ESPN americana, disse que no futebol americano há duas análises: dos que estão dentro e dos que estão fora de campo. É normal que quem veja de fora ache que simplesmente tinha que tirar RG3, já que ele estava mancando. Entendo essa análise. E há a análise de quem está no campo: o atleta quer jogar, o time dele quer que ele jogue, porque sabe que ele é a melhor opção da equipe para vencer, e ele precisa mostrar que está com eles até o “fim”. É o tal exemplo. E bons exemplos são seguidos.

Não há esporte sem dor. E Griffin III jogará com muita dor até o fim de sua carreira. Que será bem longa, espero eu.

Quanto ao jogo. A pequena crítica que eu faço é que o quarterback não conseguiu ajustar seu jogo. Ele percebeu que não conseguiria correr, algo que dá uma grande dimensão ao seu setor ofensivo. Mas não foi eficiente no pocket. Normal para um calouro, que não tinha passado pela situação, e que possivelmente dedicou a maior parte do seu ano para “aprender” e comandar o “ataque móvel”. Nem é uma grande crítica, é algo que RG3 conseguirá fazer em breve, porque sabe e consegue lançar bem. Algo que Michael Vick, do Philadelphia Eagles nunca conseguiu fazer.

No presente, acho que poderemos ver esse Seahawks ainda mais longe. É uma defesa forte, que começou com problemas, e um ataque bem diversificado. Contra um time mais tradicional, como é o Atlanta Falcons, acho que o setor defensivo de Seattle vai ser ainda mais dominante. O running back Marshawn Lynch já ligou o “modo besta” e fez estragos em Washington.

É a equipe mais “quente” da NFL. E isso faz muita diferença nesta fase. Atlanta não é uma moleza, fez uma grande campanha, mas é um time que ainda não provou em pós-temporada. Tem capacidade de fazê-lo agora, mas Seattle é muito bom time. E mostrou isso contra o Redskins.

Como o assunto contusão tomou boa parte deste post, falemos agora sobre Ray Lewis. Muita emocionante as homenagens da torcida do Ravens para o maior ídolo da história da (jovem) franquia, que se “despedia” de casa. Em seu último jogo em Baltimore, o linebacker jogou muito, mesmo com a limitação no braço – que impediu uma interceptação fácil. Ele foi o atleta que mais deu tackles na vitória sobre o Indianapolis Colts. Uma estatística bem interessante.

A defesa do Ravens jogou bem. Foi competente ao marcar o bom ataque do Indianapolis Colts.

O ataque de Baltimore teve altos e baixos. Como quase sempre, aliás. Joe Flacco é o primeiro quarterback da história a vencer em playoffs por cinco temporadas consecutivas. Um grande número. o quarterback fez uma partida razoável e mostrou que a dupla com Anquain Boldin – o melhor do ataque, na minha opinião – está afiada. E isso pode ser a diferença, mesmo com um desafio muito duro contra o Denver Broncos nesta semana.

Ray Rice sofreu dois fumbles. Os dois únicos da temporada. E olha que Rice carrega muito a bola, além de dar opção ao jogo aéreo. Aposto que não vai acontecer de novo, o quê é mais uma boa notícia para o Ravens.

Ao Colts, muito a comemorar. Depois de um ano pífio, apostou em Andrew Luck no lugar de Peyton Manning. O calouro foi muito bem. E parece ser o futuro da franquia. Um ótimo futuro, aliás.

Aos amigos, uma boa notícia: 100% de aproveitamento nos palpites até aqui. Esta semana tem mais.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: mais palpites para os playoffs!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Antes do post, um convite: vou comentar os jogos dos playoffs no meu twitter (@thiago_perdigao). Claro que terá uns posts analíticos, mas o microblog é bom para comentários ao vivo. E prometo que não será uma narração…

Agora valendo (abaixo os palpites para sábado).

Depois de dar os palpites para os jogos de sábado, hora de escrever sobre os dois duelos deste domingo. Dos quatro times que estarão em campo, três têm quarterbacks calouros (Indianapolis Colts, Washington Redskins e Seattle Seahawks).

O que “sobrou” (Baltimore Ravens) é uma equipe que já viveu essa situação e com um estreante na posição, venceu dois jogos de playoff em 2008. Joe Flacco foi o primeiro quarterback a conseguir dois triunfos em pós-temporada. Recorde “igualado” por Mark Sanchez no mesmo ano.

Com a evolução do jogo, a posição de quarterback é cada vez mais fundamental para se vencer campeonatos. O último campeão com um QB mediano foi justamente o Ravens, em 2000, quando Trent Dilfer comandava o ataque.

De lá para cá, muita coisa mudou. As franquias “gastam” tudo por um bom quarterback. O Colts não fez muito esforço ano passado e não chorou por ter tido a pior campanha e, por consequência, a primeira escolha do draft de 2012. Tudo para ficar com Andrew Luck, já que o time tinha decidido que Peyton Manning, hoje no Denver Broncos, não continuaria.

O Redskins trocou “tudo” para ter Robert Griffin III. Em um post antigo, comentei sobre o negócio (veja aqui). Mas desde ali, estava claro que o time não poderia perder o negócio. Ainda é cedo para se ter a certeza que foi ótimo. Mas o Washington, que não conquistava a divisão Leste da Conferência Nacional desde 1999, pôde finalmente ficar à frente dos seus rivais. Algo bem positivo, para uma equipe que teve uma década de “saco de pancadas”.

Colts e Redskins arriscaram e colheram frutos nesta temporada. Sinceramente, não acho que passarão pelos seus rivais nos playoffs, mas já há muito o quê comemorar. Uma evolução evidente nos dois times.

O Seahawks tem Russell Wilson no comando de seu ataque. E esse nem parecia o plano, já que a franquia gastou bastante para ficar com Matt Flyn, ex-reserva de Aaron Rodgers no Green Bay Packers. Enquanto Luck e Griffin foram a primeira e segunda escolhas gerais respectivamente, Wilson foi escolhido na posição 75, no terceiro round do draft.

Mas o calouro entrou na equipe e convenceu. Venceu jogos – até mesmo aquele controverso contra o Packers, que adiantou a volta dos árbitros principais – e classificou Seattle para a pós-temporada. E o time é o mais “quente” do momento, com um ataque arrasador.

É difícil escolher quem teve mais impacto neste ano de estreia. Acho que dos três times, o Redskins era o pior e ainda joga na divisão mais difícil. Por isso, daria o prêmio para Griffin. Mas por muito pouco.

Luck é um QB “clássico”. Quebrou cinco recordes de calouros. Inclusive de mais jardas, viradas e campanhas da vitória. Números bem consideráveis.

Wilson terminou a temporada regular com rating 100. O maior de um primeiro-anista na história da Liga. Empatou com Peyton Manning em passes para touchdowns (26).

Griffin III é o primeiro quarterback titular nascido na década de 1990. O primeiro jogador do esporte americano a ter um numeral romano em sua camisa, que aliás foi uma das mais vendidas do ano. É um garoto propaganda nato e um ótimo jogador. Sofreu uma concussão e teve uma lesão no joelho. Ficou fora de jogos, mas teve uma grande temporada, tanto que foi o único calouro (sem ser especialista) convocado para o Pro Bowl. Foi o jogador mais jovem da história a conseguir um “jogo perfeito”, com rating de 158.3 (o máximo possível).

Ou seja, todos têm números bem expressivos. E condições para vencer… E serem estrelas!

Agora os palpites (todos os jogos com transmissões do Esporte Interativo e ESPN):

Baltimore Ravens x Indianapolis Colts (domingo, as 16h):

Já escrevi bastante do Colts e seu ótimo ataque. Luck tem juventude e pode contar com a experiência de Reggie Wayne, tipo de wide receiver que pega qualquer bola. Algo importante em um jogo que vai ser apertado.

O Baltimore começou o ano “diferente”. O ataque era melhor do que as pessoas achavam e a defesa pior do que as mesmas pessoas achavam que era. Flacco e, principalmente, Ray Rice foram muito bem na primeira parte. O quarteback caiu de produção e o running back continuou muito bem. E deve fazer a diferença na pós-temporada.

O Ravens foi muito “machucado” neste ano. Terrel Suggs começou a temporada no estaleiro. Depois, o maior baque: Ray Lewis também se machucou e só deverá voltar agora.

Já escrevi aqui sobre Lewis. Foi com o camisa 52 que “aprendi” o que era uma defesa. No Super Bowl de 2000, contra o New York Giants, Lewis promoveu um massacre. Fez de tudo e ganhou o título. Eu, que sou torcedor do Giants, não acreditava no que estava vendo. Mas, ao fim daquela partida, só pude admirar o show dado pela defesa do Ravens. Claro que com uma boa dose de tristeza…

Lewis volta agora para a sua “última balada” como profissional. Sua aposentadoria é muito ruim para todos os fãs da NFL. E ainda mais para o torcedor de Baltimore. Desde que a franquia saiu de Cleveland e foi para a cidade, Ray esteve em todos os anos no time.

E, líder como é, Lewis não vai desistir tão cedo. E aposto que esse gás será fundamental para o Ravens neste duelo.

Na minha opinião, este será o duelo mais equilibrado desta fase, mas vai dar Baltimore…

Washington Redskins x Seattle Seahawks (domingo, 19h30):

Os destaques, claro, são os dois ataques. Que são até parecidos. E bem apoiados por running backs. O também calouro Alfred Morris jogou muito por Washington. Marshawn Lynch é um monstro e deve roubar a cena neste duelo.

O melhor jogo corrido da Liga é do Washington. Mas Lynch é, empatado com Adrian Peterson, o melhor corredor da NFL.

E o Seattle cresceu muito nas últimas rodadas. Marcou 40 pontos como se fosse algo tranquilo. “Destruiu” o ótimo time do San Francisco 49ers há três semanas. É, neste ano, como o Giants foi em 2011 e o Packers em 2010. Time que “esquenta” na reta final costuma se dar bem.

A defesa do Seahawks também é muito boa. A secundária rouba bolas com certa frequência. A dificuldade é fazer com que Griffin III tenha menos opções que as habituais. O complicado é que a tática de manter um QB com as características mais móveis dentro do pocket (algo que sempre funcionou contra o Michael Vick, por exemplo) não dá muito certo contra o Redskins, já que o camisa 10 lança muito bem.

Emfim, mesmo com duas equipes “interessantes”, acho que Seattle ainda é superior neste confronto.

Twitter: @thiago_perdigao

A NFL ‘inteira’ agradece e vibra com a volta definitiva de Peyton Manning

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Nunca antes na história da NFL um time virou um jogo como aconteceu na partida entre San Diego Chargers e Denver Broncos, na noite da última segunda-feira. Para ser mais “justo”, nunca antes na era Super Bowl. Até houve viradas, mas não por uma diferença de dígito duplo como os 11 pontos, na vitória por 35 a 24.

É difícil mesmo pensar em uma virada tão maiúscula. O Chargers, jogando bem, abriu 24 a 0 no primeiro tempo. Uma diferença de, forçando muito, três posses de bola. Quatro para ser mais correto. Pensando friamente, é possível, claro. Mesmo porque, como aconteceu neste jogo, um touchdown pode vir em uma campanha de menos de um minuto.

Mas é improvável pensar em um time amplamente dominado em meio jogo conseguir se recuperar assim como fez o Denver. É improvável se não tivermos na mesma partida o Chargers – “comandado” por Philip Rivers – e Peyton Maning “mordido”.

Rivers não é um dos melhores quarterbacks da Liga. Pelo menos essa é minha opinião há um tempo. É muito inconstante, comete erros infantis e se perde muito fácil. Mal comparando é o que acontece com Tony Romo, do Dallas Cowboys. Ambos conseguem números expressivos, mas não ganham jogos decisivos. E isso faz muita diferença…

Peyton Manning é um dos maiores quarterbacks de todos os tempos. E precisava mesmo de uma atuação dessas para marcar seu retorno. Daquelas que a gente assiste em pé, correndo ao lado da televisão (sim, eu faço essas coisas). Todo mundo vibrou (menos o torcedor do Chargers, que hoje já até deve estar elogiando o camisa 18) com os ótimos lances protagonizados pelo quarterback, que ainda gerava dúvidas para a comunidade da Liga.

Depois de jogar todos os seus jogos desde a estreia na NFL, Peyton ficou fora ano passado inteiro por conta de um problema no pescoço. Saiu do Indinapolis Colts, seu único time até então, e depois de uma novela envolvendo várias franquias decidiu-se pelo Broncos.

Denver esteve nos playoffs ano passado. Fez uma grande temporada, apoiada, sobretudo, em sua forte defesa. A fórmula foi quase sempre a mesma: placares baixos e decididos em uma ou duas boas campanhas conduzidas por Tim Tebow, atualmente no New York Jets. Ainda ganhou do Pittsburgh Steelers na primeira partida da pós-temporada. Ou seja, Manning entrou em um time com alguma qualidade.

Assisti a todos os jogos dele neste ano. Alternou boas e más atuações. Lançamentos horríveis e claros erros de falta de comunicação. Na minha opinião, problemas normais para alguém que chega a uma equipe com um ataque montado e ainda em recuperação física.

Contra o Atlanta Falcons, três interceptações em lançamentos bizarros. Fracos, com a bola “pendurada” muito tempo… Não sou médico e nem especialista em mecânica, mas é claro que o problema no pescoço limita o desempenho do quarterback.

Sinceramente, não espero um arremesso tão forte como já foi um dia. Mas o camisa 18 ira se ajustar a isso.

Foi o quê ele fez contra o Chargers. E além da qualidade técnica, há a experiência e a liderança. Veja o Colts: ano passado, sem Manning, foi o pior time da NFL. E antes dele, também era… E essa dominação não tem a ver apenas com o talento do camisa 18. A forma como ele se porta em campo faz toda a diferença.

Talvez ninguém saiba ajustar um jogo na linha de scrimmage como Peyton Manning. Às vezes, chegam a ser “irritantes” as seguidas mudanças de jogadas feitas por ele pouco antes do início dela. E para tudo isso ficar perfeito, leva-se tempo. No primeiro tempo do duelo contra o Chargers, em uma interceptação esse problema ficou claro: combinou um ajuste de rota, não feito, que terminou com a bola nas mãos do defensor rival, que ainda marcou o touchdown.

A virada dá moral a Manning e ao Broncos. O Chargers é um rival direto pelo título da divisão e tem uma tabela mais fácil. Na minha opinião, Denver está muito a frente das outras equipes da AFC Oeste (além dos dois, Oakland Raiders e Kansas City Chiefs). Parece inconstante, mas o Chargers é ainda mais. Começou, diferentemente dos últimos campeonatos, até que bem, mas já caiu de novo. Não acredito que vá brigar até o fim…

E o bom desempenho de Peyton vai abrir, tranquilamente, uma boa discussão. Foi boa a “troca” do Colts de Manning por Andrew Luck? Acho que a resposta só teremos daqui a alguns anos. Assim como no primeiro ano da era Manning, Indianapolis não deve ir para o playoff neste ano. E isso, mesmo com boas atuações de seu quarterback titular. (aqui minha opinião escrita antes do draft deste ano)

O primeiro argumento é que o Colts trocou dois ou três anos por possíveis 12 ou mais anos em alto nível. Isso pode ser verdade, se Luck fizer algo nessa próxima década. Sinceramente, duvido que no mesmo nível de Peyton, mas isso seria cobrar demais também. Nem o Peyton de hoje faz o que o de antigamente fez.

Mas se o Broncos for campeão, essa discussão será cruel… para Luck, é claro.

Está claro que o Colts fez uma escolha racional. Apostou que Andrew Luck será o que ele promete ser. É claro que isso é uma aposta. Não acredito, mas o jovem quarterback pode se tornar um “fracasso”. Não vejo como tal. Mas é um risco. Mesmo que pequeno.

Essa pergunta só irá ser respondida daqui a muitas temporadas. Hoje, não sei se trocaria. Mas eu não tenho acesso aos exames de Manning, nem aos relatórios do Colts.

Nem sempre alguém precisa se dar melhor que o outro em um negócio. Este pode ser o exemplo disso: foi bom para o Colts, para o Broncos, para Luck, para Manning, para a NFL, para os torcedores.

Alguém ainda vai lamentar? Provável! Mas sempre alguém reclama mesmo…

Twitter: @thiago_perdigao

P.S.: Que secada eu dei no Minnesota Vikings com o meu último post, hem?!

NFL: Boa ‘Sorte’, Indianapolis Colts!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O título do post é um (pobre, mas inevitável) trocadilho com o nome Andrew Luck (sorte, em inglês).  O quarterback, que jogou por Stanford durante seu período universitário, será escolhido pelo Indianapolis Colts no draft da NFL, que começa nesta quinta-feira. Pelas regras da Liga, o dono da primeira escolha pode avisar o seu “alvo” com antecedência. Para ajudar, também, no marketing.

A segunda e terceiras rodadas serão nesta sexta e assim vai até o fim das sete rodadas.

Para muitas franquias, os títulos são decididos em abril, justamente por conta do draft. Apesar de o mercado para os jogadores sem contrato ser aberto em março, são os “jovens” quem mais têm peso para as equipes. Mesmo os “vencedores” do mercado sabem disso.

O Denver Broncos, que ficou com Peyton Manning, o melhor jogador da história do “free agency”, qualificou muito a sua defesa, umas das melhores da Liga, no draft do ano passado. O Tampa Bay Buccaners, que também contratou muito bem neste ano, procurou armas para Josh Freeman, quarterback escolhido na primeira rodada de 2009.

Todos os jogadores profissionais precisam passar pelas faculdades. E por isso o draft é a “única” porta de entrada. Jogadores que não são draftados, ao menos, foram candidatos a isso. E como o futebol americano profissional é basicamente jogado nos Estados Unidos, quase todos os jogadores passam por ele.

Alguns kickers e punters, buscados em outros países como Inglaterra e Austrália, são as únicas excessões a esse modelo. Mas são bem poucas…

Imagine, por exemplo, ter Tom Brady a sua disposição. Todas as equipes tiveram cinco chances de ficar com o quarterback, tricampeão do Super Bowl, em 2000. Mas o deixaram passar. E, talvez, quase todas as 31 franquias se arrependam disso. Arian Foster, melhor running back do ano passado, não foi escolhido por nenhuma equipe e fechou com o Houston Texans depois. Victor Cruz, um dos principais destaques do Giants, atual campeão, também não foi escolhido. Só fechou com o clube por ter ido bem em um teste privado para jogadores das universidades da região de Nova York. Toda franquia pode fazer teste com atletas das universidades de suas regiões.

Luck é um grande prospecto. Para muitos, o melhor quarterback disponível no draft desde Peyton Manning. E é justamente contra a sombra de Manning que Andrew terá de jogar.

A torcida já deu seu recado. Os ingressos para a temporada do Colts “encalharam”. A franquia já fez promoções para tentar aumentar as vendas. É claro que o pífio desempenho em 2011 pesa. Mas a saída de Manning também é um fator. O ex-camisa 18 é o maior ídolo da história da organização desde a mudança para Indianapolis, em meados da década de 1980. De saco de pancadas à presença constante nos playoffs. Temporadas com mais de dez vitórias em sequência, vagas “cativas” nas pós-temporadas, dois Super Bowls e um título desde a chegada do agora quarterback do Denver Broncos ao clube em 1998.

Mas o Colts resolveu “mudar”. Dispensou vários jogadores daquela equipe e sonha com novos tempos. E essa nova era passa muito pela chegada de Luck. Uma pressão absurda para um jovem, que, repito, parece ser muito bom jogador. Mas é jovem. Vai errar. Vai precisar de um tempo para “conhecer” o jogo.

A NFL é muito diferente do universitário. E não somente pelo dinheiro envolvido. O jogo muda muito. É muito mais rápido, mais conversador, mais complexo…

Na minha opinião, Andrew Luck não causará um impacto imediato no Colts. É claro que eu espero muito mais do que as duas vitórias da temporada passada, mas ainda é cedo para pensar em playoff. Mesmo em uma divisão fraca com Houston Texans (grande favorito), Tennessee Titans e Jacksonville Jaguars (o pior dos quatro).

A direção de Indianapolis já deu seu recado também: na última terça, mandou retirar o gigantesco banner com a foto de Peyton Manning do Lucas Oil Stadium. Começo simbólico da era Luck no clube. Já dei minha opinião sobre a “troca” aqui.

A segunda escolha do draft será do Washington Redskins, que ficará com Robert Griffin III. E depois das últimas semanas, esse é o jogador que mais espero para ver na NFL em 2012. É também um atleta com grande futuro, que sofrerá muita pressão já que o Redskins “gastou muito” para ficar com ele (recomendo a todos que leiam este post para entenderem).

Griffin também se destacou muito durante o período universitário, mas tem um estilo diferente. Parece mais com Steve Young ou Michael Vick, por exemplo. Bem versátil e com um ótimo braço. Chamou tanto a atenção durante o Combine (período de treinos para jogadores universitários) e nos treinos de Baylor, que deixou até o Colts com a “pulga atrás da orelha”. Muito para quem deixou Peyton Manning ir para ficar com Luck. Indianapolis chegou a pedir um teste privado a Griffin, que recusou.

A última vez que dois QBs foram escolhidos nas primeira e segunda gerais foi em 1999. Naquela ocasião, foram três jogadores da posição. Tim Couch, pelo Cleveland Browns, Donovan McNabb, pelo Philadelphia Eagles, e Akili Smith, pelo Cincinnatti Bengals. Somente o segundo fez sucesso, chegou ao Super Bowl, mas, para mim, nunca esteve na elite dos quarterback. Um razoável, no máximo, bom jogador. Muito menos do que o Hall da Fama “pedido” por ele neste ano.

A coincidência é que a última vez que o Colts escolheu um quarterback na primeira posição geral, em 1998 com Manning, o segundo draftado também foi um jogador da posição: Ryan Leaf, que acabou no San Diego Chargers. Leaf, que foi preso duas vezes neste ano, naufragou na NFL.

Desde então, 11 quarterbacks foram escolhidos na primeira posição geral. Destes, somente os de sobrenome Manning – os irmãos Peyton e Eli – chegaram e venceram Super Bowls. Mas há outros bons nomes nesta classe: Michael Vick e Carson Palmer, já são veteranos, e têm alguma qualidade. Vick mais, é claro. Não foi bem em 2011, mas teve uma grande temporada um ano antes.

Alex Smith, sempre contestado, foi bem com o San Francisco 49ers ano passado, mas está longe de ser elite. É melhor que Palmer, mas não para estar entre os melhores. Tanto que a franquia buscou Peyton. Mas, se jogar pelo menos no mesmo nível do que em 2011, é bem provável que o 49ers esteja na luta por uma vaga no Super Bowl.

Matthew Stafford e Cam Newton têm muito futuro. O primeiro, longe das contusões, levou o Detroit Lions para os playoffs depois de longa ausência. O segundo foi o melhor calouro de 2011 e ainda irá evoluir muito.

David Carr é reserva de Eli Manning no New York Giants, atual campeão. Nunca conseguiu se destacar. JaMarcus Russel é outro número 1 que não chegou nem perto de brilhar. Escolhido em 2007, assinou um contrato de 60 milhões de dólares, com 32 milhões garantidos. Foi dispensado em 2010 e nunca mais jogou na NFL.

Mas os números mostram que os quarterbacks ganham cada vez mais importância no futebol americano. Há 20 anos, as equipes privilegiavam as corridas, as “trincheiras”. Hoje, todo um time é centrado em um QB. O jogo aéreo é cada vez mais “protegido” pelas regras e é justamente ele que é o preferido do público. Portanto, o preferido da Liga.

No meu Twitter (@thiago_perdigao) vou acompanhar o draft ao vivo nesta quinta. Depois, volto a este espaço para contar os principais destaques do evento em Nova York.

NFL: Peyton Manning e o fim de uma era!

terça-feira, 6 de março de 2012

Nesta quarta-feira deve ser anunciada o fim de uma era na NFL. Peyton Manning, um dos melhores jogadores de todos os tempos, será dispensado do Indianapolis Colts, segundo a imprensa americana.

Manning não jogou em 2011 por conta de um problema no pescoço. O Colts, com presença “cativa” nos playoffs desde a estreia do quarterback em 1998, fez a pior campanha da Liga.

Peyton foi titular em todos as 227 partidas de Indianapolis entre 98 e 2010. Quebrou recordes e mais recordes de estatísticas da NFL. Não vou listar todas. Está no top cinco da história em touchdowns lançados (399), passes completados (4.682) e jardas lançadas (54.828).

Números absurdos e que dão parte da dimensão da qualidade de Manning.

Que sofreu com as críticas. Principalmente em jogos de playoffs. Não foi bem na pós-temporada muitas vezes, é verdade. Não gosto de colar o rótulo “amarelão” em nenhum atleta e, realmente, não acho que Peyton está nesta “classe”. Não foi brilhante várias vezes, mas teve um rival muito difícil por muitos anos: o New England Patriots.

Disputou dois Super Bowls: foi campeão em um e vice em outro. O irmão Eli, que não tem a mesma qualidade, venceu dois. Seu “rival” Tom Brady ganhou três e ficou em segundo mais duas vezes. Ben Roethlisberger também tem dois anéis e um vice.

Mas Peyton é o melhor em sua geração, não há dúvidas. Nenhum jogador é tão bom sem conferência como ele. Poucos conseguem ler uma defesa como o camisa 18. Talvez nenhum atleta tenha a liderança e a capacidade de exercê-la que Manning tem.

Quatro vezes MVP da temporada regular, Peyton teria 28 milhões de dólares para receber no dia 8 de março. Muito dinheiro, mesmo para uma liga rica como é a NFL. E, caso ele não esteja em condições de atuar, seria um dinheiro jogado no lixo.

E é por esse “detalhe” que acho que a carreira de Peyton Manning esteja no fim. O Colts não iria dispensar o grande jogador da franquia desde a mudança para Indianápolis, nos anos 1980, por “besteira”. Nem mesmo com a chance de draftar o quarterback Andrew Luck, o “novo Peyton”, em abril.

Mesmo com todas as chances de Luck ser um grande jogador na NFL, não acho que uma franquia trocaria alguém consolidado como Manning, que tem 36 anos e a chance de jogar mais dois ou três, por uma promessa. Outros universitários “com futuro” naufragaram na NFL. E isso é comum.

Quem não se lembra de JaMarcus Russell, por exemplo? Primeira escolha do draft pelo Oakland Raiders, uma “promessa” que hoje é considerada a maior piada dos últimos anos. Luck parece muito melhor. Mas parece. É uma promessa.

Muitos são os times que devem estar de olho em Manning. Dá para listar vários. Alguns, segundo colegas americanos, como San Francisco 49ers, Arizona Cardinals, Seattle Seahawks, Minnesota Vikings, Washington Redskins, New York Jets, Miami Dolphins… São muitas especulações.

Destes todos, não acredito que Cardinals e Jets façam grandes movimentos por Manning. Mesmo com um jogador melhor que Kevin Kolb e Mark Sanchez, os seus respectivos titulares, disponível, essas franquias pagaram caro por estes atletas e há pouco tempo. Arizona seria um destino interessante, ainda mais com Larry Fitzgerald, e a contratação de Frank Reich, ex-treinador de Manning no Colts.

Jerry Rice, um dos maiores wide receivers da história e ídolo do 49ers, faz campanha pelo jogador no clube, que fez a segunda melhor campanha da Conferência Nacional em 2011 e só parou no New York Giants na final dela. Realmente, Manning transformaria o ataque de San Francisco, que foi até bem na última temporada, mas que está longe da qualidade da defesa, o principal pilar deste time.

É um ótimo destino para Peyton. E, na minha opinião, é, ao lado do Redskins – uma das franquias mais ricas da NFL – e do Seahawks – com um elenco bom e jovem – os dois “favoritos” nesta briga. São os três que podem gastar muito pelo quarterback.

Mas repito: duvido que o Colts dispensaria Peyton Manning se ele tivesse a mínima condição de jogar em alto nível. Alguns podem lembrar que o 49ers fez isso com Joe Montana, que já tinha sido campeão quatro vezes com o time. Mas não dá para comparar: Steve Young já era um jogador consolidado, já tinha experiência. Não era um garoto como Luck.

Vi Luck em ação por duas vezes, muito pouco para analisar um jogador. Seu talento é nítido. E confesso que me impressionei com ele. Mas também gostei muito do Robert Griffin III, vencedor do Troféu Heisman, e que deve ser o segundo quarterback escolhido no próximo draft.

E isso não quer dizer que Peyton não jogará em 2012. No fim de semana, vazaram alguns vídeos dele lançando bolas na Universidade de Duke. É bem verdade que não dá para ter certeza que é ele, mas parece. Ele pode jogar, mas não deve ter a mínima condição de atuar em alto nível.

Para os torcedores do Colts, meus “pêsames”. É triste quando um jogador da grandeza de Peyton Manning deixa o clube. Algo que a franquia sofreu, quando ainda estava em Baltimore, no dia da aposentadoria de Johnny Unitas, outro lendário quarterback.

O Colts, que já perdeu o 19, agora não tem mais o 18…

Uma pena! Não sou torcedor de Indianapolis, mas sou a do Peyton, como era do Brett Favre. Ídolos eternos, que sempre farão falta.

Twitter: @thiago_perdigao

Abaixo o último TD lançado por Manning no Colts:

NFL já começa com jeito de final

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A espera de pouco mais de sete meses, com direito a uma greve que chegou a ameaçar o campeonato, finalmente acabou. A temporada regular da NFL começa nesta quinta-feira, às 21h30, com transmissão da ESPN e ESPNHD.

E a temporada já começa com tudo, com o duelo entre os dois últimos campeões do Super Bowl e favoritos ao título deste ano. Em Green Bay, o Packers, último vencedor da NFL, enfrenta o New Orleans Saints, campeão em 2009.

Duelo que pode se repetir nos playoffs, já que Packers e Saints são dois dos melhores times da Conferência Nacional. Nestes últimos dias, fiz várias simulações de campanhas para este ano. Ainda vou publicar um post completo sobre isso, mas na minha opinião, esta será a final da Conferência, o jogo que decidirá quem estará no Super Bowl. Eagles e Falcons, nesta ordem, “correm por fora”.

Para os mais supersticiosos, a primeira partida da temporada tem um ingrediente a mais:  em 37, dos 45 anos do Super Bowl, o times campeões triunfaram na estreia. O último a perder na rodada inicial e ser campeão foi o New York Giants, em 2007, quando levou 45 a 35 do Dallas Cowboys, em Dallas.

As duas equipes que jogam nesta quinta têm estilos muito parecidos. No ataque, a principal opção é o jogo aéreo. Os quarterbacks Aaron Rodgers, MVP do Super Bowl passado, e Drew Brees, vencedor do prêmio em 2010, se destacam pelos lançamentos e têm bons alvos para isso. São ataques bem dinâmicos e dois quarterbacks que estão entre os dez (talvez cinco) melhores da NFL.

Para 2011, os times apostaram em bons running backs, as suas deficiências ofensivas nos últimos anos.

Rodgers comemora o título deste ano (Foto: EFE)

O Packers tem o reforço de Ryan Grant, que só jogou uma partida ano passado por conta de uma lesão no tornozelo direito sofrida logo na abertura do campeonato contra o Eagles. James Starks, que era reserva e se destacou, principalmente nas finais, agora é mais uma opção de qualidade.

Green Bay não fez grandes contratações , mas nem precisava. Não só porque é o atual campeão. Isso, por si só, já seria importante. Mas a franquia terá a volta de muitos dos 14 jogadores que ficaram fora da temporada por contusões. Um número absurdo, que prova a profundidade deste elenco.

O Saints contratou dois running backs. Mark Ingram, eleito melhor jogador universitário em 2009, foi draftado pelo time, que trouxe também Darren Sproles, ex-San Diego Chargers. Pierre Thomas, melhor RB do time ano passado, se recuperou e vai jogar.

New Orleans tinha chances de ter ido muito melhor ano passado. A derrota para o Seatle Seahawks, na minha opinião, foi a maior zebra da NFL deste a vitória do Giants sobre o Patriots no Super Bowl de 2007. Não acredito que o time vá vacilar de novo.

Drew Brees comemora o título do Super Bowl (Foto: Reuters)

Nesta semana, o Saints renovou o contrato do técnico Sean Payton até 2015. O treinador chegou ao clube em 2005, logo após o Furacão Katrina ter arrasado a cidade. De saco de pancadas, a equipe foi campeã em 2009. E Payton teve muito mérito naquele título. Na época, escrevi que ele tinha sido o verdadeiro MVP daquele Super Bowl.

Manning fora

Uma das principais estrelas da NFL atual está fora da primeira rodada da temporada 2011. O quarterback Peyton Manning, do Indianapolis Colts, que se recupera de uma cirurgia no pescoço, está fora da partida contra o Houston Texans, em Houston.

Desde que estreou em 1998, Manning jogou todas as 227 partidas (incluindo playoffs) do Colts.

–  A verdade é que não estou saudável o suficiente para poder jogar. O time vai conseguir jogar sem mim – disse.

Peyton é considerado um dos melhores de todos os tempos. Quatro vezes MVP da temporada regular, 11 vezes no Pro Bowl, escolhido para o time da década de 2000, o oitavo do ranking dos melhores de todos os tempos segundo votação no site oficial da NFL. Foram dois Super Bowls (venceu um), oito títulos de divisão e 11 classificações para playoffs em 13 anos.

Com a ausência de Peyton, o irmão Eli Manning terá agora a maior sequência de jogos consecutivos: 110.

NFL: Colts vai quebrar a ‘maldição’ do Super Bowl?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A temporada mal começou mas 32 dos 32 times da NFL já pensam no dia 5 de fevereiro de 2012. Este é o dia do Super Bowl. Em 45 edições, nunca um time da cidade jogou a final do futebol americano em sua casa. Agora, a chance de se quebrar essa escrita é do Indianapolis Colts.

Fica a pergunta, o Colts pode mesmo chegar ao Super Bowl? Se eu fosse apostar, diria que as chances são baixas…

Peyton Manning em ação pelo Colts (Foto: Reuters)

Muito por conta do físico do quarterback Peyton Manning. O camisa 18 passou por uma cirurgia no pescoço durante o período sem jogos e sua recuperação continua lenta. Ninguém confirma, mas as chances de ele estar pronto para a primeira partida da temporada, marcada para o dia 11 de setembro contra o Houston Texans, em Houston, são baixas.

O Texans não é favorito. É um time razoável, que deve evoluir muito, principalmente em sua defesa, com a chegada do coordenador defensivo Wade Phillips, um dos melhores neste cargo. Mas é um rival de divisão, o único que pode tirar o título dela do Colts. As outras equipes são o Jacksonville Jaguars e o Tennessee Titans.

Por conta do problema com Manning, o Colts já estava a procura de um quarterback veterano para jogar caso fosse preciso. O dono do time, Jim Irsay, esteve em Hattiesburg, cidade de Brett Favre, no último fim de semana, e brincou no Twitter:

“Brett, estou em Hattiesburg… viro à esquerda ou à direita no bombeiro?”, escreveu. Foi a senha para o começo das especulações.

Mas a franquia acertou nesta quarta-feira a contratação do veterano Kerry Collins, que no começo do ano havia anunciado a sua aposentadoria. Collins, de 38 anos, disputou a última temporada pelo Titans. Já esteve em um Super Bowl, o de 2000, pelo New York Giants. Teve uma atuação pífia, lançando para quatro interceptações, e acabou derrotado pelo Baltimore Ravens por 34 a 7.

Alguns lembrarão da temporada de 2008 pelo Titans, quando a franquia fez a melhor campanha da primeira fase e acabou eliminada no playoffs, e a de 1996 pelo Carolina Panthers, quando o time chegou à final da Conferência e só perdeu para o Green Bay Packers, campeão daquele ano.

Mas, na minha opinião, a carreira de Collins foi mais de baixos do que de altos.

O Colts terá uma tabela complicada: jogará contra o Atlanta Falcons, New Orleans Saints, Pittsburgh Steelers, New England Patriots e Baltimore Ravens, todos candidatos a playoffs. Ainda terá duelos interessantes contra o Texans (dois), Tampa Bay Buccaneers e até os outros dois contra o Titans podem entrar nesta lista.

Os outros jogos são contra: Kansas City Chiefs, que em 2010 foi bem, Panthers, que deve evoluir, e as babas ficam por conta dos com o Cincinnati Bengals, Cleveland Browns e os dois contra o Jaguars.

Desde a estreia de Manning, em 1999, o Colts esteve nos playoffs em todas as temporadas, menos a de 2001. Ganhou o Super Bowl de 2006 e perdeu o de 2009. O quarterback, por muitas vezes (inclusive por este que vos escreve), foi criticado por seu mau desempenho nas pós-temporadas.

Mas Indianapolis perde muito de sua força sem ele. Peyton gosta muito do ataque sem conferência. O que cansa e confunde muito as defesas adversárias. É mestre em mudar as jogadas segundos antes delas começarem. É completo. Líder. No começo da temporada, até virou notícia neste espaço por aceitar ganhar menos do que foi cogitado (veja aqui). Um dos maiores, se não, o maior de todos os tempos.

Mesmo com Manning, vejo o Colts atrás do Patriots e Steelers na Conferência Nacional. Até o Jets e o Ravens estão um pouco melhores.

Mas não tem como descartar Indianapolis. Com o camisa 18, é claro. O futebol americano é um dos jogos mais coletivos que existem. Mas, ao mesmo tempo, é um dos mais dependentes também. Liderança e confiança são fundamentais. Sem um quarterback de qualidade, elas somem (veja aqui).

A festa do Super Bowl não deve ter o anfitrião nela. Mais uma vez…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Dinheiro não é problema para a maior estrela

sábado, 30 de julho de 2011

Na sexta-feira escrevi um post sobre jogadores que aceitaram ganhar menos para ver seus times mais fortes ou irem para equipes mais competitiva. Usei alguns exemplos, que você pode ler aqui.

Neste sábado, a, talvez, maior estrela da NFL, entrou neste grupo. O quarterback Peyton Manning, para alguns o melhor da história, acertou um novo contrato com o Indianapolis Colts. Um acordo de cinco anos, que dá a entender que o camisa 18, já com 35 anos, deve passar sua carreira inteira no Colts.

Peyton Manning deve ficar no Colts até o fim de sua carreira (Foto: Reuters)

Pelos cinco anos, Manning receberá 90 milhões de dólares. Menos do que era esperado. Ano passado, o Colts chegou a negociar um acordo que renderia 20 milhões de dólares por ano, o que o tornaria o jogador mais bem remunerado da história da NFL. Ficou sem 10 milhões e acabou “empatado” com Tom Brady, do New England Patriots.

A decisão de Peyton tem a ver com as chances do Colts voltar a disputar um título. Quatro vezes nomeado o MVP, o camisa 18 “só” tem um título, em dois Super Bowls. Com menos dinheiro à sua principal estrela, Indianapolis poderá renovar com o wide receiver Reggie Wayne e com o defensive end Robert Mathis, que querem novos contratos. Além disso, ficará mais fácil renovar com o running back Joseph Addai, que está livre.

Apesar da renovação, Peyton Manning ainda não voltou a treinar. O quarterback operou o pescoço durante o período sem jogos e sua recuperação está mais lenta do que o projetado. Ainda não está fora do primeiro jogo da temporada regular, mas é bem possível que não jogue na pré-temporada.

Atualmente, Manning tem a maior sequência de jogos, com 227 seguidos. Desde o universitário, quando jogou por Tennessee, o camisa 18 esteve em todos os jogos envolvendo seus times. São 13 anos só na NFL, uma marca mais do que respeitável. o recordista desta estatística é o, agora, ex-jogador Brett Favre, com 297 partidas.

É, os grandes ganham muito dinheiro, mas querem mesmo é títulos…

Atualizando: Marion Barber, ex-running back do Dallas Cowboys, fechou com o Chicago Bears. Fará dupla interessante com Matt Forte. Mais do mercado da NFL no Twitter, na barra ali do lado direito.

Twitter: @thiago_perdigao

Zebra, novidade e rivalidade na NFL… também tem palpite para domingo!

domingo, 9 de janeiro de 2011

A época dos playoffs da NFL é estranha. Seus times podem nem estar na fase final, mas mesmo assim os fanáticos por futebol americano (eu incluso) ficam apreensivos. As listas de machucados são conferidas dia a dia, para sabermos se os melhores vão para o jogo, entrevistas são lidas e ouvidas com mais atenção e os momentos antes das transmissões já são nervosos, com os olhos e ouvidos atentos aos últimos detalhes antes das partidas.

O jogo também muda. E quem palpita, pode (quase sempre) errar. Neste sábado, acompanhei aos jogos como faço há anos. Mas desta vez, foi um pouco diferente.

Marshawn Lynch corre para marcar o touchdown mais espetacular do jogo (Foto: Reuters)

Como a primeira partida era uma “barbada”, aceitei o convite da minha mãe para um jantar em casa. Aretha, minha namorada, não sabia, mas teria que pagar uma “promessa” feita antes mesmo de começarmos o nosso relacionamento, a de assistir futebol americano ao meu lado.

Assisti, sozinho, a algumas partes de Seattle Seahawks x New Orleans Saints, com a certeza que os atuais campeões levariam. Mas quem não simpatiza com uma zebra, não é mesmo? O jogo foi passando, e o time da casa, inflamado pela sua torcida, foi mostrando que a supresa poderia e iria acontecer em Seattle.

Matt Hasselbeck leva a bola do jogo como recordação (Foto: Reuters)

Matt Hasselbeck brilhou. E para quem o conhece, não foi a primeira vez – em 2005 levou o time ao Super Bowl, sendo derrotado pelo Pittsburgh Steelers. O (bom) veterano quarterback lançou para quatro (!!) touchdowns. E o mais impressionante, é que foram apenas 272 jardas passando a bola, contra 406 do rival Drew Brees, que mesmo com o ataque aéreo funcionando, parece ter sentido falta do seu jogo corrido, desfalcado sem Chris Ivory e Pierre Thomas, lesionandos.

Mas não poderia esquecer do último touchdown do Seahawks. Marshawn Lynch foi íncrível no lance, conseguiu quebrar vários tackles, mostrou garra, força, técnica e sorte ao correr 67 jardas. Para mim, o resumo de um jogo de playoff da NFL. Final: 41 a 36.

Esta foi a maior zebra dos playoffs desde o Super Bowl válido pela temporada de 2007, quando o New York Giants bateu o, até então, invicto New England Patriots por 17 a 14.

Refeito do “susto”, me preparei para assistir ao segundo jogo. Já com a companhia da minha namorada, que não conhecia o esporte. Ou melhor, continua sem conhecer muito. Tentei explicar algumas coisas, mas o futebol americano “assusta” à primeira vista.

Logo no primeiro punt, Santonio Holmes quase fez uma grande lambança ao deixar a bola passar por entre suas pernas e o New York Jets “perdeu” uma fã: “Não gostei deste moço que deixou a bola passar por entre as pernas, vou torcer pelo outro time”, decretou Aretha.

Mas engana-se quem pensou que o Indianapolis Colts ganhara uma torcedora. Ela dormiu na jogada seguinte… e acabou perdendo uma partida emocionante (quer dizer, emocionante para nós que somos fanáticos). Já disse em outro post que sou fã de defesas, principalmente nesta fase do campeonato. E acertei meu palpite: o Jets controlou Reggie Wayne, principal recebedor do rival. Em algumas jogadas, somente um ou dois jogadores da primeira linha defensiva estavam em campo, o resto eram linebackers e defensive backs. Como o jogo corrido de Indianapolis não é muito forte, foi uma boa estratégia.

O ataque do Jets tem problemas. Principalmente quando Mark Sanchez precisa usar o braço. Quando conseguiu correr com a bola, o time ficou muito mais perigoso. E LaDainian Tomlinson marcou dois touchdowns. Para quem dava o running back como acabado, ele mostrou que tem lenha para queimar…

Nick Folk, camisa 2, comemora o fiel goal da vitória do Jets (Foto: Reuters)

E que final de jogo, hem?! Um field goal de 52 jardas do ótimo  Adam Vinatieri, o kicker mais decisivo de todos os tempos, a poucos segundos do fim da partida, e a resposta de Nick Folk, de 32 jardas, com o cronômetro zerado, depois de uma boa campanha de Mark Sanchez e Braylon Edwards, após um excelente retorno de Antonio Cromartie. Devidamente ajudados por um pedido de tempo horroroso feito pelo Colts, que deu a chance do rival se posicionar melhor para o chute. Final: 17 a 16.

E o Jets “devolveu” a derrota para o Colts na final da Conferência Americana do ano passado, também no Lucas Oil Stadium…

Nos EUA, costumam dizer que “ataques ganham  jogos e defesas ganham campeonatos”. E isso costuma funcionar mesmo. Pior para o New England Patriots, que agora terão que enfrentar os rivais de Nova York na semifinal da Conferência. Nesta temporada, os times já se enfrentaram duas vezes, com uma vitória para cada lado. Mas a do Pats, em casa (como será o duelo deste playoffs), foi simbólica: 45 a 3, com o Jets humilhado.

Agora meus palpites para este domingo:

Kansas City Chiefs x Baltimore Ravens: 16h (de Brasília)

Não sabia como uma defesa poderia dominar um jogo até ver a do Baltimore no Super Bowl de 2000, contra o Giants. Ray Lewis já estava em campo e o Ravens não deu chances ao rival, levando o anel sem dificuldades. Desde então, sempre fico de olho nesta equipe.

A deste ano é muito boa. Além da defesa sempre eficiente, o ataque melhorou muito com a chegada de Anquain Boldin, um wide receiver daqueles diferentes. Joe Flacco, depois de brilhar nos playoffs há duas temporadas, não evoluiu como o esperado, mas sabe vencer partidas decisivas e já mostrou isso mais de uma vez.

O Chiefs, para mim, é a maior surpresa desta pós-temporada. É claro que o Seahawks é o time mais fraco, apesar da vitória na primeira rodada, mas em sua divisão não há grandes rivais e a classificação não seria um absurdo. Na do Chiefs, o San Diego Chargers era favorito, mas Kansas foi bem e conseguiu uma boa campanha.

Com medo de errar após o vexame na partida de Seattle, aposto em vitória tranquila do Ravens. Como escrevi em outro post, tenho uma “pulga atrás da orelha” com esse time, que na minha opinião, pode surpreender e conseguir uma viagem ao Texas, para a disputa do Super Bowl. É cedo, mas…

Philadelphia Eagles x Green Bay Packers: 19h30 (de Brasília), com transmissão do Bandsports

Talvez a partida mais equilibrada deste Wild Card. Aposto no Packers. Apesar da brilhante temporada de Michael Vick, a defesa do Packers é muito boa e sabe que se manter o quarterback no pocket pode ganhar o duelo. Além dos problemas na defesa do Eagles, que perdeu peças fundamentais nesta reta final.

E o Packers ainda tem Aaron Rodgers, um dos QBs mais potentes da NFL. O ataque de Philadelphia é explosivo, mas seus jogadores ainda cometem erros bobos e isso pode fazer muita diferença. Não que o Eagles seja uma equipe fraca, muito pelo contrário, mas acho que o momento, hoje, é de Green Bay, mesmo fora de casa.

Twitter: @thiago_perdigao

E o favorito da NFL é… veja os palpites!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A temporada deste ano começou equilibrada, como há muito não se via, mas da metade para a parte final, o New England Patriots dominou e é o maior favorito para o título do Super Bowl deste ano. Seria o quarto da equipe na década, já que os playoffs são disputados em 2011, mas valem por 2010.

Saints comemora o título de 2010: quem terá a honra neste ano? (Foto: Reuters)

Saints comemora o título de 2010: quem terá a honra neste ano? (Foto: Reuters)

E quem pode parar o Pats? Na minha opinião, Pittsburgh Steelers e New Orleans Saints têm chances. O primeiro seria também disputa a Conferência Americana e duelaria contra New England em uma eventual final de Conferência. O segundo, somente no Super Bowl.

Ah, e eu tenho uma “pulga atrás da orelha” sobre o Baltimore Ravens…

Mas antes de Super Bowl, é hora de falar dos duelos do Wild Card, que abrem a pós-temporada. Neste primeiro post, vou detalhar os confrontos do próximo sábado. Mais tarde, ou na manhã deste sábado, dou meus pitacos sobre os duelos de domingo.

Seattle Seahawks x New Orleans Saints: sábado, 19h30 (de Brasília), com transmissão da ESPN

Antes de chegar a final, porém, os atuais campeões “estreiam” o playoff desta temporada. Por conta da regra da NFL, que premia os campeões de divisões, o Saints terá que enfrentar o Seattle Seahawks, fora de casa. New Orleans ganhou 11 jogos, enquanto que o rival só ganhou sete vezes e perdeu nove (!!).

O Seahawks joga na pior divisão da NFL atualmente, juntamente com o outrora multicampeão San Franciso 49ers, o também campeão Saint Louis Rams e o Arizona Cardinals, que esteve no Super Bowl há duas temporadas, mas que desmontou toda a equipe neste ano.

E mesmo assim, Seattle não se destacou, só conseguindo a vaga no último jogo da temporada regular. Tomou surras do Denver Broncos (31 a 14), Rams (20 a 3), Oakland Raiders (33 a 3), New York Giants (41 a 7), Saints (34 a 19), Kansas City Chiefs (42 a 24), 49ers (40 a 21), Atlanta Falcons (34 a 18) e Tampa Bay Buccaners (38 a 15). Seis times que não chegaram aos playoffs.

O Saints deve sobrar neste jogo. Mesmo sem Chris Ivory e Pierre Thomas, os melhores running backs da equipe e que não jogarão este ano, o experiente time comandado por Drew Bress é muito melhor do que o rival.

Indianapolis Colts x New York Jets: sábado, 23h (de Brasília), com transmissão da ESPN

Reedição da final da Conferência Americana do ano passado. Os mesmo times, no mesmo estádio… mas “Peyton Manning não é mais o mesmo”, diriam os analistas mais detalhistas. É bem verdade que o quarterback não faz uma de suas temporadas mais brilhantes. Mas duvido que a (ótima) defesa do Jets não está tendo pesadelos com o camisa 18 do Colts, que em 2010 lançou para 377 jardas e três touchdowns naquela partida.

Este que vos escreve, já provou deste “veneno”: ano passado, não apostei no time nem nos playoffs e a equipe chegou ao Super Bowl… mas mesmo assim não vou fugir dos palpites (até para os leitores deste espaço poderem me cornetar à vontade).

Aposto (sem muita certeza) no Jets. Não só pela melhor campanha, que também não é tão melhor, já que teve apenas uma vitória a mais. Mas por acreditar que nesta fase as melhores defesas se sobreassem. E a do time de Nova York é uma das melhores da Liga. Mark Sanchez é instável, mas o jogo corrido deve ser a aposta da equipe e LaDainian Tomlinson tem condições assumir esse fardo.

O Colts teve muitos problemas com contusões em seu ataque. Principalmente sem Dallas Clark, que se lesionou no começo da temporada, um dos principais alvos de Manning, principalmente em terceiras descidas e bolas no meio do campo. Joseph Addai, mais uma vez, tem sofrido com contusões, mas vai para o jogo e pode tirar a pressão do quarterback, que terá que tomar cuidado com Antonio Cromartie e Darrelle Revis, dois dos melhores jogadores de secundárias da NFL, e que ficarão de olho em Reggie Wayne e Pierre Garçon.