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Arquivo de janeiro de 2012

NFL: ‘Media Day’ agita a semana do Super Bowl

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A “Super Semana” é bem agitada. Os torcedores dos times que estão no Super Bowl não conseguem parar de pensar no jogo. As torcidas das outras 30 equipes pensam na festa. A imprensa viaja em peso para o local da partida. E não só a esportiva. Ex-jogadores, dirigente, todos estarão em Indianápolis nestes próximos dias.

Vista do Lucas Oil Stadium em Indianápolis (Foto: EFE)Os finalistas também têm as suas agendas completas. O New England Patriots chegou a Indianápolis no último domingo. O New York Giants viajou na segunda. E alguns jogadores e técnicos já correram para as entrevistas.

Já cobri a “Super Semana” duas vezes. E confesso que é uma grande correria mesmo. Bom para os jornalistas, já que matérias e entrevistados não faltam nunca. Esqueça a “frescura” do futebol, quando várias estrelas simplesmente se recusam a falar. Na NFL todos são obrigados a irem para os microfones. Tom Brady e Eli Manning, quarterback de Pats e Giants, deverão falar todos os dias. Ou quase isso.

Nesta terça-feira aconteceu o tradicional “Media Day”, ou dia da imprensa, em tradução livre. O festival de fanfarra é enorme. Jogadores dançando, participando de concursos, brincando… Ali ficam os elencos (53 jogadores) todos à disposição dos jornalistas. É só propor o quê vir a sua cabeça e pedir. Se o atleta aceitar…

É claro que Brady e Eli, por exemplo, não ficam no “meio dos mortais”. Os jogadores mais consagrados e os que estão em grandes fases, ficam em uma espécie de palanque. Mas respondem a todos os questionamentos, mesmo que repetitivos, de todos.

Rob Gronkowski, tight end do Patriots, e principal dúvida para o Super Bowl, tirou a bota de gesso do seu tornozelo. Com uma forte torção, não vai treinar durante a semana, mas deverá jogar. É a principal arma ofensiva de New England.

Chad Ochocinco, que pouco jogou nesta temporada, pelo menos quantitativamente, ainda continua em alta. Pelo menos entre os jornalistas. O wide receiver sempre foi “mestre” na parte fora de campo.

O destaque do Giants é o punter Steve Weatherford. O jogador, que ficou marcado pela comemoração da vitória sobre o San Francisco 49ers que levou o time ao Super Bowl, está dando um show no Twitter. Fotos de bastidores, situações inusitadas. Vale a leitura e, principalmente, ver as imagens (@Weatherford5).

Este ano, uma novidade: a NFL vendeu ingressos para o Media Day. Enquanto os jogadores ficaram no gramado do Lucas Oil Stadium, já totalmente pronto para a final do próximo domingo, os torcedores puderam ficar nas arquibancadas. Como o jogo é em Indianápolis e grande parte da torcida dos finalistas só costuma chegar na quinta ou sexta, sobraram camisas do Colts e de Peyton Manning.

Pior para Brady, eterno rival. Melhor para Eli, que conta com a simpatia dos fanáticos pelo time conduzido pelo seu irmão. Peyton que continua na polêmica se voltará ou não a jogar, depois de ficar a temporada fora por conta de uma cirurgia no pescoço. Uma reportagem do Los Angeles Times garante que o camisa 18 vai se aposentar. O quarterback do Colts, em entrevista a ESPN americana, garantiu que sua recuperação evoluiu e que se reunirá com o time nesta semana para decidir seu futuro.

Twitter: @thiago_perdigao

Abaixo, uma galeria de fotos especiais:

http://www.lancenet.com.br/mais-esportes/NFL-Media-Day-Super-Bowl_5_637786216.html

NFL: Giants bate o Patriots e vence o Super Bowl de novo…

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Essa semana é a mais especial de todas para os fãs do futebol americano. Faltam pouco dias para o Super Bowl e agora é a reta final, após o primeiro domingo de “espera”. Os torcedores de New England Patriots e New York Giants mal conseguem dormir… E esse é apenas um dos reflexos do Super Domingo que se aproxima.

Mas o Super Bowl já tem um vencedor. Pelo menos, o do mundo virtual. Em simulação feita no Madden 2012, famoso jogo de video game de futebol americano e que se caracteriza justamente pelo seu realismo, deu Giants. E daquele modo que o torcedor de Nova York se acostumou: apertado e com um field goal no fim e vitória por 27 a 24.

As circunstâncias são parecidas com a do Super Bowl XLII, quando o Giants também venceu no fim. Mas com um touchdown lançado de Eli Manning para Plaxico Buress, faltando pouco tempo para o fim do jogo, que acabou 17 a 14 para Nova York.

Neste ano, o Patriots também surge como favorito. Mas não tanto como em 2007, quando ganhou todos os jogos da temporada e tinha uma grande equipe, talvez a maior de todos os tempos. O triunfo do Giants foi a maior zebra da história do Super Bowl.

Segundo Madden 2012, a vitória do Giants virá com uma grande atuação do quarterback Eli Manning, que seria escolhido o MVP do Super Bowl pela segunda vez em sua carreira. O rival Tom Brady também fez um bom jogo, lançando para três touchdowns e sendo interceptado uma vez. O terceiro deles marcado no quarto final, com pouco menos de dois minutos para o fim.

Mas estes segundos faltantes foram os suficientes para Eli, que conduziu seu time até a zona de field goal. Com o cronômetro zerado, Lawrence Tynes conseguiu conectar um chute de 40 jardas, dando o quarto título de Super Bowl ao Giants.

A boa notícia para o torcedor de Nova York é que esta simulação de Madden é feita desde o Super Bowl XXXVIII, quando Patriots venceu o Carolina Panthers. Em oito anos, foram seis acertos. Os dois erros foram: no ano passado, quando o Green Bay Packers venceu o Pittsburgh Steelers e em 2008, quando justamente o Giants venceu o Pats.

O alento para o torcedor do Patriots é que a simulação foi feita pelo jornal “New York Post”…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: shows de defesas e as ‘zebras’ fazem a festa no playoff

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

“Ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos.” O ditado é velho, clichê batido, daqueles que irritam a qualquer leitor. Confesso que não gosto de usá-los, mas há alguma definição melhor para o que aconteceu neste fim de semana na NFL? Se há, sinceramente, não conheço.

Foram shows e shows e mais shows de defesas neste fim de semana. Destaques, claro, para San Francisco 49ers e New York Giants, que tiveram desempenhos acima de qualquer média. E o melhor: contra os ataques de New Orleans Saints e Green Bay Packers, dois dos melhores ataques da Liga em 2012. A Conferência Nacional, a mais forte em 2011, foi a protagonista de duas “zebras”. Entre aspas, pois não são duas equipes ruins.

O Baltimore Ravens também foi consistente em seu setor defensivo. Segurou bem o Houston Texans e parece pronto para a final da Conferência Americana contra o New England Patriots, que teve o jogo mais fácil desta fase. O Denver Broncos, que brilhou e “chocou o mundo” contra o Pittsburgh Steelers, não foi nem sombra daquele time, sucumbiu contra o Pats e acabou “goleado”…

O sábado começou com um grande desempenho do 49ers. Forçou seguidos turnovers contra o grande ataque do Saints. Na minha opinião, uma surpresa, já que o setor ofensivo da equipe de New Orleans estava muito “quente”, o melhor da NFL. E San Francisco conseguiu fazer exatamente o certo: venceu a ótima linha ofensiva do time comandado pelo quarterback Drew Brees sem precisar muito de blitzes, com os defensive ends fazendo a pressão necessária.

O resultado foi um domínio completo no primeiro tempo. Mas o 49ers teve problemas para pontuar. E isso pode e costuma ser fatal nos playoffs. No sábado, não foi. A reação do Saints foi boa, é verdade, o time virou o resultado, mas Alex Smith, eterno questionado, conseguiu jogar bem no fim. O quarterback de San Francisco não teve o número de jardas de Brees (462 contra 299), lançou menos touchdowns (quatro contra três). Nem os dois fumbles (um recuperado) diminuíram a boa partida do camisa 11. Vernon Davis, tight end, também brilhou e fez dois touchdowns.

Além da defesa, que sobrou, é preciso elogiar a coragem do novato técnico Jim Harbaugh, que revolucionou esse time de San Francisco, que ano passado foi um desastre. Um bom draft, com boas escolhas para a defesa, e uma equipe corajosa. Receita que deu um grande resultado, para uma franquia vencedora que não ia a um playoff desde 2002. Longo tempo…

Harbaugh foi um “monstro” também contra o Saints. Armou seu time para jogar em nível quase perfeito, para “encaixar” no rival, a única forma de ganhar de um ataque tão poderoso. E no fim, ainda foi muito corajoso. Em uma posição de campo que já lhe permitia um field goal fácil, foi para um lançamento arriscado, no meio do campo, com a defesa de New Orleans bem postado. Vernon Davis pegou a bola (“The Catch III”?) e deu a vitória por 36 a 32, com apenas nove segundos para o fim da partida.

O rival do 49ers no domingo é o Giants, que eliminou o Packers (atual campeão e melhor campanha da temporada regular) de forma categórica. Dominou o placar durante quase todo o jogo e aproveitou as chances quando elas apareceram. A melhora da equipe de Nova York é impressionante. Dos muitos altos e baixos para algo muito consistente. Defesa forte e ataque comandado por Eli (te) Manning, cada dia mais na elite dos quarterbacks da NFL.

O Giants só cedeu 22 pontos em dois jogos nesta pós-temporada (apenas 20 da defesa, já que os outros dois foram graças a um erro do ataque, que gerou um safety). Números interessante para uma equipe que enfrentou dois bons ataques – Atlanta Falcons e Packers. E tem feito um trabalho bem decente. No primeiro jogo, parou o ataque terrestre, principal arma do Falncons. No domingo, cobriu bem o meio de campo e impediu que Jermichael Finley, ótimo tight end, fizesse seu trabalho. As coberturas também foram boas nas laterais. A pressão fica evidente nos números de Aaron Rodgers, que “só” lançou 264 jardas, quarto menor número no ano. É bem verdade que os recebedores deixaram algumas bolas encaparem, mas não foi “apenas” isso.

Além da força defensiva, tão importante nesta fase do campeonato, o ataque de Nova York tem feito a sua parte. Apenas dois punts em um jogo contra o Packers, é algo a se elogiar. O jogo terrestre, muito bem contra o Falcons, foi eficiente mais uma vez. Sobretudo no fim da partida, mas no touchdown “hail mary” no finzinho do segundo quarto que contou com uma ótima recepção de Hakeem Nicks – o melhor recebedor do time neste playoff -, a corrida de Ahmmad Bradshaw foi fundamental, deixou o camisa 10 do Giants em posição de lançar para o incrível TD.

Vai ser uma “revanche” bem interessante neste domingo. As duas equipes já se enfrentaram neste ano e o 49ers venceu em casa, por sete pontos, em duelo equilibrado. O Giants até teve chances de empatar no fim da partida, mas acabou parado pela defesa do time da Califórnia. Nova York reclamou um pouco da arbitragem, mas…

Do outro lado, o Patriots sobrou contra o Denver. Ainda não pude assistir ao jogo completo, tive um compromisso na madrugada de domingo, mas pelos melhores momentos e analisando os números, a diferença em favor dos Pats é evidente. Na minha opinião, New England não é mais a força que já foi um dia, mas não dá para se desprezar uma equipe tão vencedora nos últimos tempos.

O destaque, como pus na minha análise antes do confronto, ficou por conta da dupla Tom Brady/ Rob Gronkowski. O quarterback lançou para seis (!!!) touchdowns, cinco no primeiro tempo. Três deles recebidos pelo tight end… Números que aumentaram a sequência de vitórias do time para nove e quebraram um jejum de três em playoffs.

A defesa também fez bem o seu papel. Cinco sacks e muita pressão. Conseguiu dificultar o jogo corrido e, praticamente, não deu chances ao aéreo, destaque do Broncos contra o Steelers.

O Ravens teve até mais dificuldade do que o esperado contra o Texans. Começou fortemente, mas depois perdeu o pique. Após abrir 17 a 3 ainda no primeiro quarto, com a defesa forçando dois turnovers, o ritmo caiu muito e a partida terminou 20 a 13. O setor defensivo é o destaque desta equipe de Baltimore e é nele que as apostas serão feitas. Ainda acredito que veremos esta equipe no Super Bowl.

Mas, para isso, o ataque terá que fazer mais. Bem mais. Não foi mal contra o Texans, mas terá que melhorar nesta fase do playoff. Contra um time como o Patriots, é preciso pontuar mais.

Vai ser um duelo de “ataque contra defesa”. É claro que o Patriots pode levar vantagem por jogar em casa, afinal nesta temporada apenas o Giants venceu longe de seus domínios, mas não acredito que faça tanta diferença agora. Ainda mais com a previsão de muito frio em Foxboro no domingo, algo que atrapalha o ataque aéreo. Ainda é cedo para uma análise mais profunda, mas dá para adiantar que será um jogo sobretudo estratégico, muito mais “xadrez” do que a outra final de Conferência.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: os papites para os playoffs! Aproveite e deixe os seus…

sábado, 14 de janeiro de 2012

A correria dos últimos dias no LANCENET! não permitiu que eu preparasse um mega-post sobre os jogos dos playoffs da NFL marcado para este fim de semana. Mas, não podemos deixar de fazer um registro neste espaço.

Aos leitores, sintam-se à vontade para darem seus pitacos. Abaixo minhas análises e palpites para as partidas deste sábado, todas com transmissões da ESPN e ESPNHD.

San Francisco x New Orleans Saints: sábado, às 19h30

O Saints é o time mais quente da NFL. Isso é fato. O ataque é muito forte, com muitas opções tanto para o jogo corrido, quanto para o aéreo. Nenhuma equipe na Liga tem o poderio ofensivo da equipe de New Orleans. Bom teste para, a talvez, melhor defesa da temporada regular.

Com o frio e os ventos que deveriam dominar o Candlestick Park, não devem “aparecer”, Drew Brees não terá tantas dificuldades para lançar. Com isso, Darren Sproles, Pierre Thomas & Cia. terão menos pressão contra defesa do 49ers, que teve apenas três touchdowns por chão cedidos, a menor marca da NFL.

O problema é que o ataque de San Francisco não é forte o suficiente para “trocar pontos” com o Saints, mesmo o time de New Orleans não tendo uma grande defesa.

A aposta que é o time visitante continue abusando das blitzes, que já foram motivo de polêmica entre as duas equipes na pré-temporada, já que “ignorando” um acordo de cavalheiros, que impede que essa formação seja usada durante o período de amistosos, o Saints pressionou muito o quarterback Alex Smith.

Na minha opinião, o estilo do 49ers “encaixa” no do Saints. Não deve ser o suficiente para dar a vitória ao San Franciso, mas espero mais dificuldades para New Orleans do que nos últimos tempos.

Meu palpite: Saints

New England Patriots x Denver Broncos: sábado, às 23h

Duelo interessante entre o quarterback mais vencedor em playoffs neste século, Tom Brady, contra a sensação do futebol americano em 2011, Tim Tebow. Dois quarterbacks com estilos totalmente diferente. Brady é o clássico lançador e Tebow o corredor que lança pouco.

Mas o que vai decidir o confronto é o duelo dos tights ends do Pats (Rob Gronkowski e Aaron Hernandez) e a forte defesa do Broncos. Acredito que será no meio de campo que o duelo será decidido.

Denver tem um grande setor defensivo, deve pressionar muito o Brady, que não se sente bem assim e cai de rendimento. E o Broncos só vencerá se conseguir fazer isso. Nos playoffs, são as defesas são ainda mais decisivas. A do Patriots tem problemas, sobretudo contra o jogo aéreo, que não é o forte do rival. Pelo menos, não era até a vitória sobre o Pittsburgh Steelers.

Mas apesar do bom momento do Broncos, New England ainda é uma equipe mais forte. Fez a melhor campanha da Conferência Americana neste ano. Marca que tem de ser respeitado. É também mais experiente.

Meu palpite: Patriots

Twitter: @thiago_perdigao

O esporte ainda ‘cria’ os seus heróis improváveis

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Esta é a coluna que foi publicada no LANCE! da última quarta-feira. Texto escrito no lugar do editor do LANCENET! Valdomiro Neto. Não com o mesmo talento, é claro.

Desta vez, aproveitei para escrever sobre futebol americano, esporte que o colunista titular – que curte férias no momento -  começou a acompanhar e espero que continue.

Abaixo, o texto:

Filmes, novelas, reality shows… Mesmo com toda a programação disponível, o esporte ainda domina a preferência dos telespectadores. No Brasil, o futebol quebra seguidos recordes de audiência e geraram uma grande briga na luta por seus direitos de transmissões. Dos dez programas mais vistos nos EUA em 2011, nove foram o futebol americano, um deles o pré-jogo do Super Bowl. O único “’intruso” foi o Oscar. E, a despeito do dinheiro e do profissionalismo, o esporte ainda cria os seus heróis.

O último a pintar nas terras americanas é Tim Tebow, que joga pelo Denver Broncos, na NFL. Seu estilo de jogo pouco convencional para um quarterback, com uma mecânica de lançamentos ruim, já foi motivo de piadas. Algo que Messi, por exemplo quando garoto, também sofreu por conta de sua baixa estatura. Algo que parecia impossibilitar qualquer chance de o argentino jogar futebol profissionalmente.

Pois bem, Tebow não é um Messi. Dificilmente será escolhido como o melhor jogador de uma temporada da NFL. Três prêmios de melhor do mundo e no hall dos grandes da história não estarão no currículo do americano, como já estão no do argentino.

Mas Tim tem os seus fiéis defensores. Ainda nos tempos de universitário, levou uma multidão a um estádio só para anunciar que jogaria mais um ano na Universidade da Flórida. Sua camisa é a mais vendida do Broncos há dois anos – sendo que na temporada de calouro quebrou o recorde histórico de vendas para um estreante – e ele virou titular apenas na metade de 2011. Seu nome bateu o recorde do Twitter, com mais de 9 mil citações por segundo no último domingo à noite, quando Denver venceu o Pittsburgh Steelers no playoff.

Não gosto de exageros, mas vejo aquela “mágica” em Tebow. Não é um quarterback de elite, mas é um vencedor, um líder, daqueles que transmitem confiança para os seus companheiros. E isso faz toda a diferença em qualquer esporte. É, talvez, o jogador de futebol americano mais controverso de todos os tempos.

A improvável campanha do Broncos, maior zebra do ano, continua contra o Patriots, no próximo sábado. New England é favorito, fez a melhor campanha da Conferência Americana e joga em casa..

Mas Tebow pode “chocar o mundo”… Outra vez!

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: quem são os quarterbacks que podem decidir? Façam as suas escolhas…

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ano passado divulguei meu primeiro ranking de quarterbacks mais decisivos entre os que disputavam os playoffs divisionais. Estamos agora na mesma fase do campeonato de 2011, então aí vai a segunda edição da lista.

Vou aproveitar também para repetir o primeiro parágrafo daquele texto: amante que é amante de qualquer esporte gosta de uma lista ou um ranking dos melhores jogadores ou times. Você, provavelmente, não concordará com os nomes e as posições, mas é exatamente aí que está a graça da coisa.

Este ano, pela primeira vez na história da NFL, quatro quarterbacks que já foram MVPs de um Super Bowl ainda estão na disputa. O ruim para as equipes da Conferência Nacional é que três deles estão nela: Aaron Rodgers (Green Bay Packers), Drew Brees (New Orleans Saints) e Eli Manning (New York Giants). O outro deste seleto grupo é Tom Brady (New England Patriots).

Além dos premiados, há um veterano em playoff: Joe Flacco (Baltimore Ravens). Os outros três titulares da posição são estreantes na pós-temporada: Tim Tebow (Denver Broncos), Alex Smith (San Francisco 49ers) e T. J. Yates (Houston Texans). Este último é calouro.

A minha lista de melhores de 2011 seria essa: Rodgers, Brees, Eli Manning, Brady, Tebow, Flacco, Smith e Yates. Mas este post não é sobre isso. É sobre quem pode ser mais decisivo neste momento da temporada. O jogador que tem mais o “fator decisão”.

O ranking do “Made in USA” leva em conta, além do desempenho nesta temporada, as performances em pós-temporadas dos jogadores. Por isso, um título sempre vai ter um peso maior. A experiência também é importante.

Adianto aos amigos que a escolha do segundo colocado foi a mais difícil. Para mim, há um empate técnico entre o segundo e o terceiro colocados. Mas, para não ser acusado de “ficar em cima do muro”, dei a vantagem ao jogador que, na minha opinião, chegará mais longe neste ano. Apenas este detalhe, já que são dois grandes jogadores e os dois melhores deste ano.

Sintam-se à vontade para fazer as suas listas. Mas lembrem-se: só valem os quarterbacks que ainda estão na disputa da temporada de 2011.

1º lugar: Tom Brady

Brady não é mais o jogador que foi no começo da década passada. O Patriots também não é o mesmo de anos anteriores. Mas quando se olha para a classificação da temporada, New England fez a melhor campanha da Conferência Americana com 13 vitórias e apenas três derrotas. Vendo apenas os números, pode-se creditar muito desta campanha para o ataque, já que a defesa do Pats teve um desempenho até abaixo da média em várias ocasiões.

O camisa 12 já ganhou três títulos e chegou a quatro finais. Somando todos os outros sete QBs deste playoff dá o mesmo número. E uma vantagem ao atleta do Patriots: ele chegou a quatro finais. Por todo este desempenho, não tem como não colocar Tom Brady no topo desta lista. Para se ter uma ideia de como ele cresce nesta fase, a primeira derrota na pós-temporada de Brady aconteceu após três título e dez vitórias consecutivas. Uma marca absurda! A má notícia é que foram três derrotas nos últimos três jogos…

Como já escrevi outras vezes, acho que os grandes times já “aprenderam” a jogar contra o quarterback de New England, que não gosta de ser pressionado e cai muito de rendimento quando precisa se deslocar, sair do pocket, ou quando começa a apanhar um pouco.

As armas de Brady para esta pós-temporada são dois bons tight ends: Rob Gronkowski e Aaron Hernandez. Wes Welker é outro que pode decidir. Muito rápido, é o melhor wide receiver para o slot (algo como meio de campo) da NFL.

No último post, coloquei o Ravens como favorito para uma vaga no Super Bowl Mas, se tem alguém que pode “virar esse jogo”, é Tom Brady.

Rival no sábado às 23h (de Brasília): Denver Broncos

Carreira em playoffs: 14 vitórias e cinco derrotas

2º lugar (ou terceiro?): Drew Brees

Para alguns, Brees é o MVP desta temporada. Quebrou o recorde de jardas lançadas (5.476) que pertencia a Dan Marino desde a década de 1980. E foi além: a marca histórica veio na 15ª partida, uma antes do fim da fase regular.

Não há como pôr Brees muito à frente de Aaron Rodgers. Os dois tem grandes armas ofensivas na parte aérea, mas a vantagem do Saints é que o time possui o melhor jogo corrido entre os que ainda estão na disputa. Além disso, a linha ofensiva de New Orleans tem feito um grande trabalho.

São nove vitórias seguidas e a equipe mais quente da NFL no momento. E o seu quarterback tem grande parte nisso. Está em grande fase, talvez até melhor do que em 2009, quando foi campeão. No primeiro jogo desta pós-temporada, sobrou contra a boa defesa do Detroit Lions.

A precisão de Drew Brees é algo a ser estudado. A técnica de arremesso impressiona até hoje, mesmo o assistindo há muitos anos. Além disso, a liderança do quarterback do Saints é muito grande e admirável.

Rival no sábado às 19h30 (de Brasília): San Francisco 49ers

Carreira em playoffs: cinco vitórias e três derrotas

3º lugar (ou segundo?): Aaron Rodgers

Muito do que escrevi sobre Brees serve para Rodgers. Na minha opinião, não há muita diferença entre os dois e o que podem fazer neste mata-mata. Ambos são grandes jogadores e podem tranquilamente levantarem o seus segundos títulos. A vantagem para o camisa 12 do Packers é que seria o segundo seguido.

Green Bay sobrou na temporada regular, é verdade. Só perdeu uma partida em 16 e ainda poupou grande parte dos titulares no último jogo e ainda venceu o bom time do Lions. E Rodgers jogou em altíssimo nível durante todo o ano. Na minha opinião, daria o MVP a ele pelo desempenho geral.

Rodgers é outro que está em um ano melhor até do que quando foi campeão. O camisa 12 ficou perto da perfeição em 2011. Foram muitos jogos “quase” perfeitos. Mesmo os torcedores de outros times ficaram boquiabertos.

Mas há um “pequeno problema” para o Packers. Já são duas semanas sem jogos para Rodgers. E isso pode pesar. O ritmo do playoff é diferente da temporada regular. O frio está maior. Isso sem falar da pressão. Mas isso pouco afeta o quarterback de Green Bay, que jogou muito na pós-temporada de 2010.

Rival no domingo às 19h30 (de Brasília): New York Giants

Carreira em palyoffs: quatro vitórias e uma derrota

4º lugar: Eli Manning

A temporada de 2011 é a melhor de Eli desde que ele estreou na NFL em 2004. Foram quase 5 mil jardas durante a temporada regular e 29 touchdowns. O número de interceptações despencou de 25 no ano passado para 16 neste ano. Foram 15 TDs em quartos finais, recorde da Liga em todos os tempos. Números que o levaram ao Pro Bowl pela segunda vez na carreira.

Mas as estatísticas são apenas uma parte da “virada” do camisa 10 do Giants. Virada entre aspas, porque Manning, na minha opinião, nunca foi tão ruim como alguns colegas o classificam.

Grande parte da melhora vem da mudança de paradigma de Nova York. Uma das mais tradicionais franquias da NFL, sempre se caracterizou por uma forte defesa e um jogo corrido consistente. Nunca teve um quarterback que acumulou muitas jardas aéreas. Nem Phill Simms, ídolo da torcida e campeão uma vez pelo clube,  conseguiu mudar isso. Mas com Eli, o Giants teve de mudar. E na marra.

Manning tem a seu favor os playoffs de 2007. Após muitas críticas em 2006 e um começo irregular na temporada seguinte, jogou muito na pós-temporada e conduziu o Giants a um improvável título contra o Patriots, até hoje o único time que conseguiu passar todo um campeonato invicto. E Eli conduziu a campanha do título, com um touchdown com menos de um minuto para acabar o jogo em Glendale. Além do ótimo desempenho no Super Bowl, foi bem durante todo o mata-mata, cuidando muito bem da bola e lançando apenas uma interceptação.

Em 2011, o camisa 10 tem boas armas: Hakeem Nicks e Victor Cruz fizeram grandes temporadas, com mais de mil jardas recebidas. Mario Manninghan também é um wide receiver com qualidade. Jake Ballard, recuperado de lesão, pode voltar a ser o tight end que surpreendeu no começo do campeonato. Além do aéreo, o ataque terrestre também tem evoluído. Isso tira a pressão de qualquer quarterback.

Já ganhou uma partida nesta pós-temporada, contra o Atlanta Falcons, jogando muito bem.

Rival no domingo às 19h30 (de Brasília): Green Bay Packers

Carreira em playoffs: cinco vitórias e três derrotas

5º lugar: Joe Flacco

Flacco estreou em 2008 e o Ravens esteve nos playoffs em todas as temporadas desde então. E foi além: a exceção de 2011, já que o time ainda não estreou na pós-temporada, ganhou jogos em todas elas.

É um desempenho excelente. Fato. Mas admito que esperava uma evolução maior de Joe Flacco, afinal ele foi o primeiro quarterback calouro a vencer dois jogos de playoffs. O Ravens melhorou nos últimos anos e ainda espero um algo a mais do seu QB.

Ano passado, o camisa 5 também ficou na quinta colocação do ranking “Made in USA”. Mas, sinceramente, espero um desempenho melhor do Ravens agora. É um time para Super Bowl. Mas muito disso passa por conta da sua defesa, a mais talentosa da NFL.

A boa notícia para Flacco que é o Pittsburgh Steelers, maior rival e eterna pedra no sapato, já está eliminado. Isso, aliado a um ataque terrestre consistente, podem ser fundamentais na luta pelo segundo título de Super Bowl da franquia.

Rival no domingo às 16h (de Brasília): Houston Texans

Carreira em playoffs: quatro vitórias e três derrotas

6º lugar: Tim Tebow

Ta aí o jogador mais controverso da NFL. Aquele que muitos amam e outros odeiam. Nunca um jogador levantou tanta polêmica quanto o quarterback do Broncos. Já dei minha opinião sobre ele algumas vezes, mas sigo o achando melhor do que muitos acham. É um atleta de qualidade, vencedor e já provou isso muitas vezes.

Levando-se em conta a técnica do arremesso, Tebow tem a pior de todas. Mas, um quaterback não é feito apenas disso. Um QB é muito mais do que isso. E é exatamente neste ponto que o camisa 15 se destaca.

Líder, obstinado e vencedor… Estas são características inegáveis de Tebow. Alguns não acreditavam que ele entraria na NFL, nem seria titular. Pois bem, virou titular no meio deste ano, venceu jogos em sequência e ajudou o Broncos (segundo pior time de 2010) a se classificar para um improvável playoff.

E foi além: de seus braços saíram a vitória sobre o Steelers, favoritíssimo no jogo e até a avançar ainda mais. Muitos tratam Tebow como um running back “travestido” de quarterback. Mas a verdade é que o jogo mudou. A NFL hoje permite isso.

Rival no sábado às 23h (de Brasília): New England Patriots

Carreira em playoffs: uma vitória

7º lugar: Alex Smith

Smith foi o primeiro escolhido do draft de 2005. Mas nunca chegou perto de corresponder às expectativas. Ou melhor, não até esta temporada. Longe de jogar no nível dos melhores, o quarterback do 49ers fez um bom trabalho e levou sua equipe de volta aos playoffs pela primeira vez desde 2002.

Ou seja, Smith nunca jogou em uma pós-temporada. Pouco para um QB com tanto tempo de NFL. E neste meio tempo, teve desempenhos sofríveis. Por muitas e muitas foi contestado e teve sua cabeça pedida pela exigente torcida de San Francisco.

Este ano, fez o “feijão com arroz” e foi bem. Apoiado pela forte defesa e com um jogo corrido consistente, não teve que “resolver”. Fez pouco para o quê se pede para um jogador de elite, mas o suficiente para levar o seu ataque. Algo importante, claro. Um quarterback que comete poucos erros, é um quarterback importante.

Rival no sábado às 19h30 (de Brasília): New Orleans Saints

Carreira em playoffs: estreante

8º lugar: T.J. Yates

Yates é estreante na NFL. E até o metade da temporada regular era apenas o terceiro quarterback do Texans. Com as contusões de Matt Schaub e Matt Leinardt, ganhou uma oportunidade. Foi bem.

Como Alex Smith, a aposta é no feijão. E o Texans, apesar de menos qualidade, tem características parecidas com o 49ers. Mas, na minha opinião, tem menos chances de se classificar nesta fase.

A aposta é no jogo corrido. Com Arian Foster bem, a pressão diminui sobre Yates. Só assim o calouro conseguirá jogar. Vejo qualidades no jovem quarterback, mas é cedo para deixar as coisas nas costas dele. T.J. pode sentir o jogo.

Rival no domingo às 16h (de Brasília): Baltimore Ravens

Carreira em playoff: uma vitória

Neste link você pode ver meu ranking do ano passado.

Twitter: @thiago_perdigao

A ‘nova’ NFL começa forte: quem luta pelo título?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sabe aquele campeonato de futebol americano que dura 17 semanas e tem 32 equipes na disputa? Sabe aquele esporte da bola oval, disputado com 11 jogadores em campo e com vários lançamentos e trombadas? Então, ele acabou no último 1º de janeiro…

Calma, caros leitores, este que vos escreve não está louco. A NFL continua, o futebol americano também, mas a verdade é que os playoffs são tão diferentes da temporada regular que parece mesmo outro torneio e até mesmo outro esporte.

Janeiro vem e as finais começam. Além das várias decisões, um fator natural também contribui: apesar de o inverno começar em dezembro, é no primeiro mês do ano que ele atinge seu auge. Frio, muito frio na maioria dos Estados Unidos. E vento, e neve, e chuva…

Os fatores naturais “prejudicam” todos os 12 times que se classificam para as finais. Mas é inegável que uma parte deles está mais acostumada ao frio. Quatro equipes desta pós-temporada jogam em “Domes”, aqueles estádios fechados que o clima tem zero participação: Houston Texans, New Orleans Saints, Detroit Lions e Atlanta Falcons.

O último não jogou em casa e foi amplamente dominado pelo New York Giants, que venceu por 24 a 2. A defesa do time azul cresceu muito nas últimas semanas. No jogo deste domingo, não cedeu nenhum ponto. Marca muito expressiva. E os dois pontos do Atlanta? Veio de um safety – ponto marcado pela defesa – em erros da linha ofensiva do Giants e do quarterback Eli Manning, que mais uma vez, jogou em altíssimo nível. Nova York também melhorou o seu ataque terrestre, que terminou a temporada regular como o pior da NFL. Brandon Jacobs e Ahmmad Bradshaw serão fundamentais na luta do time para a avançar. Os altos e baixos fazem a franquia levar aquela desconfiança. Ganhou de times fortes e perdeu de fracos.

O Falcons ainda precisa evoluir. Fez duas boas temporadas regulares seguidas, mas ainda está longe de qualquer briga por título. Matt Ryan é bom, mas não passa disso. Michael Turner corre muito bem com a bola; Julio Jones e Roddy White são bons wide receiver… Então o quê falta a Atlanta? Consistência e aquele “algo a mais”. Muitos bons atletas, mas nenhum que faz a diferença. E seu corpo técnico nem sempre escolhe as melhores jogadas.

O Lions também jogou fora de seus domínios. Mas também em um estádio fechado. A verdade é que isto pouco importou. Nem as boas performances de Matt Stafford e Calvin Jonhson, quarterback e wide receivers de primeira linha, foram o bastante para segurar o, na minha opinião, melhor time da NFL. O ataque do Saints é espetacular. Além de Drew Brees jogando em nível AAA, bons recebedores, um jogo terrestre muito consistente (o melhor entre os classificados) e uma linha ofensiva que realmente faz o seu papel. O rival até começou melhor, mas quando começou a “trocar ataques”, New Orleans dominou e fez 45 a 28, com um grande desempenho no segundo tempo. Com um setor ofensivo sobrando deste jeito, fica difícil segurar. Difícil, mas não impossível, é claro.

Detroit tem muito a comemorar em 2011. Voltou aos playoffs após 12 anos. Pior time da NFL por anos, agora tem um elenco bem interessante. E jovem. Vai evoluir muito. Tem um técnico jovem e ousado. A promessa é de uma evolução consistente. Dá para sonhar com vitórias em pós-temporada, algo que não acontece desde 1992.

Do lado da Conferência Americana, o jogo “mais fácil” desta rodada. Estreante em pós-temporadas, o Texans sobrou contra o Cincinnatti Bengals, a “ex- maior zebra da NFL” e fez 31 a 10. Com um jogo corrido muito forte, o Houston fez o seu papel com extrema competência. Não é uma grande equipe, mas é bem interessante. Mesmo sem Matt Schaub, seu quarterback titular, o ataque consegue funcionar. E a defesa tem sido uma das melhores desde o começo do ano.

O Bengals surpreendeu muito. De time desfeito a uma vaga nos playoffs. É uma evolução muito boa. Andy Dalton, quarterback calouro, e A.J. Green, wide receiver também calouro, foram muito bem e podem dar muitas alegrias ao torcedor. É cedo, mas quando o resultado vem assim tão rápido, a animação aumenta.

A grande zebra veio em Denver. Segunda pior equipe do ano passado, o Bronco conseguiu uma improvável classificação para os playoffs. Tinha um confronto amplamente desfavorável contra o Pittsburgh Steelers, vice-campeão em 2010, e ainda muito forte, com uma defesa que cedia poucas jogas explosivas. Com o rótulo de péssimo passador estampado desde que começou a ser titular, Tim Tebow parecia ser incapaz de comandar o ataque neste domingo. Algumas informações vindas dos EUA falavam até em Bradd Quinn, quarterback reserva, para as terceiras descidas.

Mas Tebow, mais uma vez, roubou a cena. Ainda não tem o melhor arremesso da NFL. Longe disso. Mas protege bem a bola e corre melhor ainda com ela. E domingo lançou como poucos: quatro jogadas de mais de 30 jardas contra uma defesa que tinha cedido apenas sete na temporada regular inteira. Ótimos passes, com ótimas decisões, e Denver dominou o placar o jogo inteiro. O Steelers equilibrou, é verdade. Ben Roethlisberger, mesmo com o tornozelo muito machucado, foi impecável e ajudou a sua equipe a empatar no fim da partida, levando para a prorrogação. Nela, uma bola lançada por Tebow para Demaryius Thomas em uma jogada de 80 jardas, na jogada mais rápida da história das prorrogações da NFL, e a vaga para a semifinal de Conferência garantida com um 29 a 23.

Jogaço! Daqueles inesquecíveis… Valeu o recorde no Twitter. Este que vos escreve deu um grito após a jogada, mesmo não sendo torcedor do Broncos.

Não gosto disso, mas quando escrevi um post elogiando o quarterback do Denver fui muito xingado e até tive que apagar comentários pela segunda vez na história deste espaço. Não foi um “está vendo, eu tinha razão”. Longe disso. As opiniões diversas são os pilares de qualquer sociedade justa. Mas o respeito a elas fazem parte disto também. Entendo quem não gosta de Tebow. Também não o acho um dos melhores. Talvez nem entre os dez. Mas merece créditos.

Com a definição dos classificados na primeira rodada, promessa de mais grandes jogos já no próximo fim de semana. Sábado tem San Francisco 49ers x New Orleans Saints e New England Patriots x Denver Broncos. No domingo, mais dois: Baltimore Ravens x Houston Texans e Green Bay Packers x New York Giants.

Ainda é cedo para a previsão para estes duelos. Vou fazer dois posts sobres estes jogos. Um será publicado na próxima quinta e o outro na sexta. Até lá as equipes já terão treinado nesta semana e dará para saber melhor quem são os jogadores lesionados, quem volta, quem não joga.. Agora seria muito prematuro, mas convido os leitores para darem os seus palpites.

Como eu sei que os leitores gostam de um palpite, vou dar o meu para o Super Bowl: Ravens x Saints. E os seus? Quem leva esta?

Por último, gostaria de agradecer a confiança e audiência dos últimos dias neste espaço. Na última segunda-feira, o BLOG quebrou o recorde histórico de audiência. Números muito expressivos.

Twitter: @thiago_perdigao

Abaixo, a comemoração do Broncos:

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NFL: as finais já começaram! Uma análise dos playoffs…

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Depois de 17 (longas) semanas, a temporada regular da NFL terminou neste domingo. Dos 32 times, 12 estão garantidos para a fase final da Liga de futebol americano. Para oito destas equipes, não haverá folga: semana que vem já tem a primeira decisão do ano.

New England Patriots e Baltimore Ravens, pela Conferência Americana, e Green Bay Packers e San Franciso 49ers, pela Nacional, fizeram as melhores campanhas da temporada regular e estão garantidos já na segunda fase do playoff.

É cedo para fazer os palpites, que serão publicados mais para o fim da semana, mas vou fazer uma (pequena) análise dos oito times que jogarão neste fim de semana, nos quatro primeiros jogos da pós-temporada. Nos negritos ou sublinhados, pus os links de outros posts que fiz sobre alguns personagens de 2011. Lembrando aos amigos leitores que os textos foram escritos em momentos diferentes da temporada e não necessariamente estão de acordo com os atuais desempenhos.

No sábado, às 19h30 tem Houston Texans x Cincinnatti Bengals. 

É a primeira vez que Houston chega ao playoff da NFL. Sem seu quarterback titular, Matt Schaub, que não joga mais na temporada, as apostas estão no jogo corrido e na forte defesa. O Texans teve um bom desempenho em 2011 e ainda aproveitou o mau momento do Indianapolis Colts, que dominou a divisão na última década, mas naufragou sem o quarterback Peyton Manning. Não é favorito a uma vaga no Super Bowl, mas tem boas possibilidades de passar desta fase.

O Bengals é, na minha opinião, a grande surpresa de 2011. A equipe, que decepcionou na temporada passada, foi reconstruída. Perdeu Carson Palmer, seu quarterback titular, que decidiu não atuar mais pela franquia e foi posteriormente trocado com o Oakland Raiders. Chad Ochocinco e Terrel Owens, wide receivers em 2010, também sairam. A aposta foi em dois calouros: o quarterback Andy Dalton e o receiver A.J. Green. E eles mais do que corresponderam. Candidato a pior time do ano, Cincinnatti brilhou e acabou voltando aos playoffs.

A segunda partida de sábado, marcada para às 23h, é New Orleans Saints x Detroit Lions.

Nenhuma equipe da NFL, incluindo o Packers, tem um ataque em tão boa fase como o Saints. Drew Brees parece estar em uma fase ainda melhor do que em 2009, quando o time foi campeão do Super Bowl. Na minha opinião, New Orleans é, no momento, a equipe mais “quente” da NFL. A diferença deste setor ofensivo é que ele é forte tanto no terrestre, com Darren Sproles, Mark Ingram, Pierre Thomas e etc, quanto no aéreo com Brees, Marques Colston e companhia. Além do tight end Jimmy Grahan sendo excepcional. São 99 recepções e 11 touchdowns, fazendo inveja a qualquer wide receiver de Hall da Fama.

O Lions está de volta à fase afinal após 12 longos anos. Neste meio tempo, Detroit ainda alcançou o recorde negativo de ter perdido os 16 jogos de uma temporada regular, algo único na história da NFL. Mas tudo isso ficou no passado. A reconstrução foi muito bem feita nos drafts após anos ruins. Saudável durante a temporada inteira, pela primeira vez, o quarterback Matt Stafford foi muito bem. Não em 100% do tempo, mas teve uma grande temporada, com mais de 5 mil jardas lançadas. E com um wide receiver do calibre de Calvin Jonhson, tudo ficou “mais fácil”. O jogo corrido é o problema, foram muitas contusões no setor. A defesa é muito forte e, na minha opinião, o ponto forte da equipe.

No domingo, mais dos jogos. O primeiro, às 16h, é New York Giants x Atlanta Falcons (este, o duelo mais imprevisível).

Entre os times que estão nesta pós-temporada, nenhum teve tantos problemas de lesões e contusões como o Giants. A equipe de muitos altos e baixos, jogou bem contra equipes fortes e foi mal quando enfrentou algumas fracas. Perdeu duas vezes para o Washington Redskins, por exemplo. Fez jogo duro contra o Packers e 49 ers e venceu o Patriots, fora de casa – a primeira derrota de New England em casa desde 2008. O ataque aéreo comandado pelo quarterback Eli Manning tem ido muito bem. O camisa 10 bateu o recorde de touchdowns em quarto períodos da NFL. Victor Cruz tem tido uma temporada incrível. O terrestre alterna bons momentos com atuações ruins. A defesa cresceu na reta final. E, em janeiro, as defesas precisam trabalhar. São elas que decidem nesta fase do campeonato.

O Falcons, que fez a melhor campanha do ano passado, continuou em boa forma neste ano, vencendo dez jogos. No draft, fez uma grande manobra para ficar com o wide receiver Julio Jones, que até foi bem. Lutou contra algumas lesões, mas quando jogou, foi uma boa opção para o quarterback Matt Ryan, que assim como Eli, se destaca por sua frieza nos momentos decisivos. Roddy White é um receiver de muita qualidade e o tight end Tony Gonzalez, um dos melhores da história. O ataque terrestre, comandado por Michael Turner, é muito forte também. A defesa é o “ponto fraco”. Assim, entre aspas.

A última partida do wild card é Denver Broncos x Pittsburgh Steelers, domingo às 19h30 (o, teoricamente, mais fácil de prever).

O Broncos surpreendeu. De segundo pior time de 2010 para o título da sua divisão um ano depois. A defesa é o ponto alto deste time. Rouba bola, pressiona o quarterback adversário, não permite muitos pontos… O sonho de 32 entre as 32 equipes da NFL. Não é a melhor da Liga, mas fez um trabalho fabuloso nesta temporada regular. Comandado pelo “polêmico” quarterback Tim Tebow, Denver venceu jogos apertados e conseguiu a vaga, em uma divisão que teoricamente, seria do San Diego Charges, mais uma vez decepcionando muita gente (inclusive a mim).

O Steelers só está no wild card por ter perdido os dois jogos contra o Ravens. Mais uma vez, é favorito até a uma vaga no Super Bowl. Venceu 12 jogos, menos apenas do que o Saints nesta fase. A defesa é, mais uma vez, o ponto alto do time. Que pode ter problemas no ataque. O quarterback Ben Roethlisberger ainda sente dores no tornozelo. Apesar de estar jogando, é nítida a dificuldade do camisa 7 de se movimentar. O running back Rashard Mendehall, o principal da equipe, machucou o joelho e não deve jogar. Ainda nesta semana deve passar por exames, mas segundo as primeiras informações dos colegas americanos, o problema é grave. Mesmo com problemas, é um grande clube, com jogadores experientes e acostumados a disputarem finais.

Passada a pequena análise, duas notícias: os técnicos Steve Spagnolo, do Saint Louis Rams, e Raheem Morris, do Tampa Bay Buccaners, foram demitidos nesta segunda-feira após más campanhas na temporada.

As duas equipes foram realmente muito mal neste ano. O Rams era cotado, inclusive por este que vos escreve, até para os playoffs e acabou com a segunda pior campanha da NFL. Um time que não evoluiu como se esperava, perdeu titulares importantes durante o ano e rendeu muito pouco. Spagnolo foi um grande coordenador defensivo na época do Giants, parte do time campeão de 2007, mas não foi bem. O Buccaners, que ano passado venceu dez jogos e chegou muito perto da pós-temporada, também naufragou e acabou muito longe da fase final.

Twitter: @thiago_perdigao