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Arquivo de novembro de 2011

NFL: quinta é dia do peru com bola oval!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Esta quinta é um dia especial para o fã da NFL. Três jogos agitam a rodada da liga de futebol americano: Detroit Lions x  Green Bay Packers; Dallas Cowboys x  Miami Dolphins; e Baltimore Ravens x San Francisco 49ers.

Há anos os fãs da NFL não tinham tanta sorte no Dia de Ação de Graças. Cinco dos seis times que jogam nesta quinta estariam classificados caso a temporada já tivesse acabado. O único “eliminado” seria Miami.

O Ação de Graças é o feriado religioso mais importante dos Estados Unidos – apesar de o Natal também ser comemorado no país, a celebração desta quinta é equivalente ao 25 de dezembro no Brasil. Além da vasta ceia, com destaque para o peru, outra tradição marca o feriado: a rodada do futebol americano.

Torcedores do Dallas geralmente passam o Ação de Graças aí, de olho em seu time (Foto: Reuters)

Desde a fundação da NFL, em 1920, há jogos no feriado. A tradição envolve dois times: o Detroit Lions e o Dallas Cowboys. O primeiro atua no “Dia do Peru” desde 1934 – entre 1939 e 40 os jogos não foram disputados no feriado por decisão do presidente Franklin Roosevelt e entre 41 e 45 por conta da Segunda Guerra Mundial -; o segundo a partir de 1966.

A primeira partida do dia é Lions x Packers, às 15h30 (de Brasília, todas com transmissões da ESPN e ESPNHD). Green Bay é a melhor equipe desta temporada, com dez vitórias em dez jogos. Comandado pelo quarterback Aaron Rodgers, melhor jogador disparado desta temporada, a equipe repete as campanhas de 1929 e 1962, que terminaram com títulos.

O Packers tem uma remota chance de garantir a vaga no playoff já nesta semana. Precisa de uma vitória e torcer para uma das três combinações: derrotas do Cowboys e do Atlanta Falcons (pega o Minnesota Vikings no domingo); derrotas de Cowboys e New Orleans Saints (pega o New York Giants na segunda); ou derrotas de Falcons e Giants.

Após até ter seu jogo de Ação de Graças cancelado após várias temporadas pífias, Detroit (sete vitórias e três derrotas) tenta voltar à pós-temporada após 12 anos de ausência. O time melhorou muito. A vitória de virada sobre o Carolina Panthers, na semana passada, credencia ainda mais a equipe.  O quarterback Matthew Stafford, mesmo com um dedo quebrado, tem conseguido jogar.

Às 19h15, o Cowboys, que assumiu a ponta da divisão leste da Conferência Americana na última rodada, tenta aumentar a vantagem na ponta e enfrenta o Dolphins, que venceu as últimas três partidas – as únicas até agora em 2011. Dallas está em uma boa situação para vencer a sua divisão. Está à frente do Giants, que pega na sequência Saints e Packers, e tem duas partidas contra o rival. Miami melhorou, é verdade, mas está fora da briga por uma vaga nos playoffs.

A última partida, às 23h20, está sendo chamada de “Harbaugh Bowl”, A ceia de Ação de Graças da família Harbaugh será em uma casa especial: o M&T Bank Stadium, em Baltimore. Este será o palco do duelo entre os irmãos John e Jim, técnicos de Baltimore Ravens e San Francisco 49ers, respectivamente.

– Nem parece real. Não poderia estar mais orgulhoso por nossos pais – afirmou John, o mais velho.

Jack e Jackie Harbaugh, pais dos técnicos, estarão no estádio nesta quinta-feira. Estarão por lá para documentar este momento histórico para a família. Curiosamente, na sexta-feira, é o 50º aniversário de casamento do casal.

Em seu primeiro ano como técnico, Jim está perto de uma vaga nos playoffs. Uma vitória do 49ers, combinada a uma derrota do  Seattle Seahawks para o Washington Redskins, no domingo, garantirá o título da divisão leste para o 49ers. Só cinco outras equipes conquistaram uma divisão em 11 jogos desde 1978.  (Indianapolis Colts em 2009, New England Patriots em 2007, Philadelphia Eagles em 2004, 49ers em 97 e Chicago Bears em 85).

– Não existirá só aquele clima de lembranças. Haverá um trabalho a ser feito – disse o caçula Jim.

John tenta a quarta vaga nos playoffs em quatro anos pelo Ravens, que lidera a sua divisão com sete vitórias em dez jogos.

O Ação de Graças é o dia em que mais se consome comida nos EUA. O segundo nesta estatística é o Super Bowl. Futebol americano e comida, tudo para agradar aos fãs!

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: quarterbacks sofrem e Cutler é mais uma vítima do ‘hospital’

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Chicago Bears tem um desfalque importante para o restante da temporada: o quarterback Jay Cutler quebrou o polegar da mão direita, vai passar por cirurgia, e não tem previsão de retorno. Na mais otimistas delas, é que el volte a atuar pouco antes dos playoffs, isso se sua equipe se classificar.

Cutler em lance contra o Chargers (Foto: Reuters)

O lance que causou a contusão do camisa 6 aconteceu na segunda etapa da vitória do Bears sobre o San Diego Chargers, por 31 a 20, triunfo que deixou Chicago em boa posição na briga por uma vaga nos playoffs (atualmente seria o quinto na classificação, com seis vagas disponíveis).

Ao tentar evitar um touchdown após ser interceptado por Antoine Mason, o quarterback acabou se machucando. Mesmo assim, continuou a jogar.

Curiosamente, em janeiro, Cutler foi questionado por não ter ficado em campo após ter machucado seu joelho na derrota para o Green Bay Packers, por 21 a 14, na final da Conferência Nacional. Na minha opinião, foram palavras injustas. Não acho que dá para mensurar se dava ou não para o camisa 6 ficar ou não na partida. A dor é subjetiva. Uns aguentam mais que os outros.

Nesta segunda, após mais uma contusão, acabou ganhando o apoio dos companheiros de equipe.

–  A contusão dele foi devastadora. E ainda me sinto pior por tudo o quê ele fez por nós. Ele é nosso líder – afirmou o defensor Brian Urlacher.

Agora, Caleb Hanie, que completou apenas oito passes em quatro anos de carreira na reserva, será o titular. Ruim para Chicago, já que o titular fazia uma grande temporada, com 2.319 jardas lançadas e 13 touchdowns.

Cutler é mais um dos jogadores da posição que sofreu em 2011. Nenhum jogador de futebol americano é mais protegido do que o quarterback. Em treinos e jogos, possuem “regalias” que impedem contatos mais fortes, que gerariam uma lesão grave no “cara” das equipes.

Durante os treinamentos, os quarterbacks usam camisas vermelhas que indicam que eles não podem ser tocados pelos defensores. Nas partidas, não podem ser atingidos após lançarem a bola e mesmo correndo podem optar por escorregar, em jogada semelhante ao carrinho do futebol. Quando o jogador faz esse movimento, nenhum defensor pode tocá-lo, sob pena de ser punido com faltas. Os árbitros também podem, a seus critérios, punir qualquer tackle mais forte recebido pelo quarterback com faltas pessoais.

Mas nem isso tem evitado as lesões. Além de Cutler, outros dois tiveram graves lesões nos últimos dias: Matt Schaub, do Houston Texans, e Matt Cassel, do Kansas City Chiefs, este fora da temporada. Chad Henne, do Miami Dolphins, e Jason Campbell,do Oakland Raiders, também não jogam mais este ano.

Mais quatro já perderam, ao menos, um jogo: Michael Vick (Philadelphia Eagles), Sam Bradford (Saint Louis Rams), Kevin Kolb (Arizona Cardinals), e Tarvaris Jackson (Seattle Seahawks). Matt Hasselback, do Tennessee Titans, teve que deixar o jogo por conta de lesão.

De todas as equipes que perderam seus titulares, apenas Texans e Bears fazem ótimas campanhas em 2011 – o Raiders também, mas a equipe “trocou de titular”, já que pegou Carson Palmer para a função e não usou o reserva. Mas ambos ainda não jogaram sem eles. Agora, é a hora da verdade!

Mesmo que nem todas as lesões tenham sido causadas por choques, a NFL ainda estuda medidas para protegerem, ainda mais, os quarterbacks. O objetivo é evitar o que aconteceu com Michael Vick, que teve duas costelas quebradas em um colisão com defensores do Cardinals.

A polêmica Tebow: vale mais a técnica ou ser vencedor na NFL?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A minha resposta é rápida: um vencedor. Claro que não são somente as vitórias que definem um jogador, mas qual torcedor não troca um craque por um título? E deve ser justamente este o pensamento do torcedor do Denver Broncos, que acordou nesta sexta-feira animado com a sua equipe.

Não, o Broncos não será o campeão da NFL. Pelo menos, não por enquanto… Mas a verdade é que o torcedor estava “certo”.

Tebow comemora a vitória sobre o Kansas City Chiefs (Foto: EFE)

Antes do começo desta temporada, muitos foram os que protestaram contra decisão da equipe de manter Kyle Orton como o quarterback titular da franquia, que fez a segunda pior campanha do ano passado e há anos perdeu destaque.

A torcida queria ver Tim Tebow em ação. Um dos maiores jogadores da história do futebol americano universitário, o camisa 15 nunca foi uma unanimidade entre jornalistas, técnicos, general managers… A pergunta sempre foi: ele poderia jogar na NFL com sua mecânica estranha e seus lançamentos nem sempre precisos?

Para muitos, a resposta imediata foi “não”. Era esperado que Tebow fosse draftado em alguma rodada tardia do draft de 2010. Denver apostou alto e escolheu logo na primeira. Talvez por ter tido a “sorte” de ter duas escolhas nela.

Tim Tebow foi reserva em boa parte de seu primeiro ano no Broncos, que fez péssima temporada. Começou este ano brigando até pela vaga de reserva. Mas acabou “ganhando” o cargo a partir da semana 7. Denver tinha uma campanha de uma vitória e quatro derrotas.

Pouco antes da “estreia” do camisa 15, a franquia trocou o wide receiver Braylon Lloyd por uma escolha de sexta (que pode virar quinta) rodada no draft de 2012 com o Saint Louis Rams.

A única boa notícia para Tebow era que o seu primeiro jogo como titular seria em Miami. O quarterback ainda tem muitos fãs na cidade e no estado já que brilhou pelo Florida Gators durante seus anos universitáios. O desempenho contra o Dolphins foi péssimo. Quer dizer, péssimo até os 5 minutos finais de partida. O Broncos perdia por 15 a 0, quando o camisa 15 comandou suas duas boas campanha da partida e conseguiu um improvável empate. Na prorrogação, um field goal “salvou” a estreia.

Na comemoração, sobraram lágrimas e abraços… E é nesse ponto que me apego. Dá para ver de longe que Tim é um líder nato. Os outros jogadores “acreditam” nele. E isso é mais do que importante. O acompanhei de perto no período do Florida Gators e isso era evidente lá também.

Ernie Accorsi, ex-general manager do New York Giants, Cleveland Browns e Baltimore Colts, costumava dizer que uma equipe é centrada em um quarterback (foi ele quem draftou Jonh Elway, por exemplo, maior ídolo da história do Broncos, vencedor de dois Super Bowls). E que para isso o jogador precisa ter mais do que técnica, um bom braço, ser preciso nos lançamentos… É preciso ter “mágica”.

É difícil definir mágica, mas outra afirmação dele deixa mais fácil: “imagine a seguinte situação: pouco mais de dois minutos para o fim do Super Bowl, com seu time perdendo por quatro pontos e o campeonato em jogo. O seu quarterback é capaz de ir lá e vencer? Se sim, ele tem a ‘mágica’”

Contra o Dolphins, não era o Super Bowl, mas a situação era mais ou menos essa. A segunda partida de Tebow foi uma derrota humilhante diante do Detroit Lions por 45 a 10, com a defesa do Lions esmagando o quarterback do Broncos.

Tim não tem uma boa técnica de arremesso. Por muitas vezes, segura demais a bola e lança muito mal em movimento. Quando a linha ofensiva falha, são inevitáveis os sacks (já foram 15, mesmo com uma boa proteção) e as pressões dos defensores. Não são só esses os problemas em sua mecânica. Ele mesmo já admitiu que precisa se aprimorar muito.

Só completou 56 passes em oito jogos (aí contados os como reserva) para 709. Foram sete touchdowns lançados e outros três correndo. Números baixos para um quarterback titular. Correndo, é impressionante, com média de 6.9 jardas por carregada. Para efeito de comparação, o calouro Cam Newton, sensação da temporada, já lançou para 2.605 jardas, completou 197 passes e lançou 11 touchdowns e dez interceptações. Tem números parecidos com Tim nas corridas.

Newton é celebrado como um bom quarterback. E tem sido mesmo. Com alguns defeitos normais em um calouro. Tem ido bem e o Carolina Panthers, pior time do ano passado, melhorou em 2011.

Mas aí chego em um ponto crucial. O Panthers pode até ter tido uma tabela mais dura, mas ganhou apenas dois jogos em nove. O Broncos, segundo pior em 2010 e que começou 1-4, ganhou quatro com Tebow e já está 5-5, com chances até de playoff, atualmente é o segundo colocado, atrás do Oakland Raiders, que também tem cinco vitórias, mas só jogou nove vezes.

Nos confrontos diretos em sua divisão, ganhou uma e perdeu outra contra o Raiders (a vitória foi com Tebow e a derrota com Orton), venceu o Kansas City Chiefs (com Tebow) e perdeu para o San Diego Chargers (com Orton). Se vencer a outra contra o Chiefs, terá vantagem contra este rival no desempate, já que o confronto direto é o primeiro critério.

Nesta quinta, venceu o New York Jets – para muitos, favorito até a uma vaga no Super Bowl -, de virada, nos últimos segundos de jogo. Com uma campanha de 95 jardas, comandada e muito corrido por Tim Tebow, que inclusive marcou o touchdown em uma corrida de 20 jardas, com 58 segundos para o fim do jogo, quando ele saiu no shotgun, percebeu a blitz do Jets, fugiu dela e decidiu a partida .

A partida terminou 17 a 13. Foram apenas nove passes acertados – um fundamental na última campanha – e 104 jardas. Números modestos, mas decisivos.

- Você sabe que ele vai conseguir fazer as coisas nestas situações. É o que ele faz. Você vai deixar a bola nas mãos de quem decide. Este garoto (Tim Tebow) é um competidor e faz grandes jogadas quando o jogo está para ser decidido – elogiou o técnico do Jets, Rex Ryan.

- Ele é um competidor. Ele é muito competitivo. Ele nunca baixa a guarda. Ele vai lutar contra você até a morte. É a sua natureza. Ele é um grande garoto – concordou o treinador do Broncos, John Fox.

A defesa foi parte fundamental da vitória do Broncos, é verdade, mas quem marcou os pontos decisivos foi o ataque. Triunfo contra uma equipe muito forte, com um setor defensivo muito agressivo. Resultado que dá moral ao Broncos!

Ele não é o melhor da NFL. Bem longe disso. Mas tem vencido…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: em busca de vaga inédita, Texans sofre grande baixa

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Dos 32 times que disputam o campeonato da NFL apenas um  nunca esteve nos playoffs: o Houston Texans. Equipe mais nova da Liga, começou a jogar na temporada de 2002. Por “azar”, na mesma divisão do Indianapolis Colts que tem dominado a divisão sul desde então. Foram sete títulos em nove anos. Os outros dois foram do Tennessee Titans.

Matt Schaub só volta a jogar na próxima temporada (Foto: EFE)

Para efeito de comparação, as três últimas franquias a entrarem na Liga entre 95 até agora, o Jacksonville Jaguars, Carolina Panthers e o Cleveland Browns (que voltou a operar em 99), todas se classificaram em bem menos tempo do que Houston. O Jaguars e Panthers (que até já esteve em um Super Bowl) disputaram o playoff já em 96, segundo ano das esquipes, e o Browns quatro temporadas após sua volta, em 2002.

Mas o Texans agora tem a chance de quebrar essa “maldição”. Com sete vitórias e três derrotas, tem a melhor campanha da Conferência Americana, à frente do Pittsburgh Steelers nos critérios de desempate. Não tem a sombra do Colts, que perdeu todas as partidas até aqui. O Jacksonville Jaguars, com apenas três triunfos, está longe de brigar por alguma coisa. O Titans, que venceu cinco vezes, é muito irregular…

Parecia tudo bem para o Texans, que mesmo sem poder contar o wide receiver Andre Johnson – um dos melhores da NFL – com um problema no adutor até, provavelmente, a semana 12, o time continuou a vencer. Muito por conta do trio de running backs Arian Foster (o jogador com mais jardas na temporada passada), Ben Tate e Derrick Ward (este mais atrás), além do tight end Owen Daniel, um alvo consistente para o quaterback Matt Schaub.

Tranquilidade para o torcedor? Não! O time, que já tinha perdido o linebacker Mario Williams por conta de uma lesão no músculo peitoral, agora não terá mais seu quarterback titular até o fim da temporada por conta de uma grave lesão no pé.

A boa notícia é que mesmo sem Williams, um de seus principais jogadores, a defesa de Houston é a melhor nas estatísticas da NFL. Wade Phillips, ex-treinador do Dallas Cowboys, assumiu como coordenador defensivo da equipe nesta temporada. E ele é muito bom nesta função.

Sem Schaub, caberá a Matt Leinardt a função de quarterback titular. E isso causa calafrios em boa parte da torcida. Leinardt foi a décima escolha geral do draft de 2006, mas nunca convenceu no Arizona Cardinals. Vencedor do Troféu Heismann, de melhor jogador universitário em 2005, não fez nada na NFL e acabou perdendo espaço para o veterano Kurt Warner, hoje aposentado. Com Warner, o Cardinals chegou ao Super Bowl em 2008.

Leinardt não é titular desde 2007. Em 2008 perdeu a vaga para Warner e quando ele se aposentou após a temporada seguinte, também não recuperou a posição. Foi dispensado pelo Cardinals em 2009 e no ano seguinte passou a temporada toda na reserva de Schaub em Houston.

Agora, terá a missão de comandar o Texans nesta dura briga por uma inédita vaga nos playoffs. Em seis temporadas, lançou para 3.893 jardas, 14 touchdowns e 20 interceptações. Números pouco impressionantes.

Mas o quarterback agora tem uma boa chance de provar seu valor. Com uma equipe bem estruturada e com bons corredores, não precisará vencer os jogos com o seu braço. Vai ter que cuidar da bola e lançar só quando realmente precisar.

Na minha opinião, o Texans vai para o playoff. Mas sem Schaub, perde uma grande chance de brigar por mais coisas. Com a Conferência Americana sem um grande destaque, Houston estaria na briga até por uma vaga no Super Bowl. Com Leinardt, as chances são bem pequenas.

Se a torcida do Houston está preocupada, a do Kansas City Chiefs também está com a pulga atrás da orelha. Matt Cassel, seu quarterback titular, também deve ficar fora do resto da temporada por conta de uma lesão na mão.

É, não foi um domingo bom para os jogadores de nomes Matt…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Bengals e 49ers são as surpresas de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Com pouco mais de meia temporada já disputada, somente o Green Bay Packers continua invicto. É o melhor time da Conferência Nacional e o melhor da NFL. Favoritaço a uma vaga no Super Bowl e ao bicampeonato. Agora, do lado Americano, não há uma equipe muito superior às outras. Mas há a mais surpreendente de 2011 pelo lado americano: o Cincinnati Bengals.

Os prognósticos eram sombrios. A equipe, que já não era boa, perdeu o seu quarteback titular (Carson Palmer), o wide receiver principal (Chad Ochocinco) e o mais produtivo em 2010 (Terrel Owens). Antes da temporada, nos meus palpitões, apostei que teria uma das cinco piores campanhas da NFL.

Apostou no quarterback calouro Andy Dalton, selecionado na segunda rodada do draft deste ano. Uma ótima escolha vindo da TCU. Se esperava dificuldades no começo por conta de sua altura 1,83m e peso 97,5kg. Pequeno para alguns padrões da NFL, pelo menos essa foi a impressão passada no treino combinado antes do draft. Não faz uma temporada dos sonhos, mas tem sido importante.

O melhor recebedor do Bengals também veio do draft deste ano. A.J. Green, primeira escolha, já recebeu 599 jardas e marcou cinco touchdowns. Números bem interessantes. Um ataque razoável, que está em posição intermediária nas estatísticas da NFL.

Mas a força deste Bengals vem mesmo da defesa. Quarta melhor em pontos cedidos (17,5) e jardas totais cedidas (301,2) e a segunda em jardas corridas cedidas (84,5). Números bem interessantes. Não rouba muitas bolas, mas tem um saldo positivo de turnovers de quatro. Outro número importante.

Não vai chegar aos playoffs. Afinal, este espaço é também para (errar) palpites. Tem quatro jogos muito duros daqui para frente: dois contra o Pittsburgh Steelers e outros dois contra o Baltimore Ravens, rivais de divisão e favoritos a vagas nos playoffs.

Mas esta tabela pode ser o que o time precisará para conseguir uma vaga na pós-temporada. Uma vitória contra um destes rivais pode significar a classificação. Repito: Ravens e Steelers estão, nesta ordem, bem à frente.

Antes da temporada escrevi que o Bengals deveria liberar o Palmer e pensar na reconstrução do time. Fez isso. E por um preço muito bom, já que ficou com a primeira escolha do draft do Oakland Raiders de 2012 e a segunda (que pode ser a primeira) de 2013. Se escolher bem como nesta temporada, ficará muito forte.

(Foto: EFE)

Mas a “surpresa” de fato é o San Francisco 49ers, que realmente faz uma campanha excelente. Apostava em Saint Louis Rams ou Arizona Cardinals na divisão, mas a equipe da Califórnia já está praticamente classificada. Com uma campanha maiúscula de 7 vitórias e uma derrota. Venceu o Detroit Lions e o Philadelphia Eagles, postulantes a classificações.

A diferença entre Cincinnati e San Franciso é que o segundo já é uma realidade. É um time que estará nos playoffs. E que precisará dar um salto de qualidade. Ano passado fez uma campanha pífia quando se esperava uma vaga na pós-temporada. Na minha opinião, esta “herança” fez com que a campanha da equipe chamasse a atenção.

Frank Gore é um dos melhores e mais versáteis corredores da NFL. Alex Smith, muito criticado, tem feito uma temporada impecável até aqui. Apenas duas interceptações, rating próximo de 100… A defesa também é forte. Uma equipe interessante. Além de tudo, é muito tradicional. Será interessante ver o 49ers de volta à pós-temporada.

Do Bengals, não se esperava nada… por isso me espanto cada vez que vejo ele como líder da Conferência Americana.

Twitter: @thiago_perdigao

Eli-TE Manning brilha e Giants vence o Patriots… de novo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Eli Manning causou polêmica antes do começo da temporada ao declarar que estava na mesma classe de Tom Brady. A elite entre os quarterbacks da NFL. Entrevista que rendeu uma chuva de críticas, ironias e defesas ao atleta. Valeu um post neste espaço, defendendo a declaração do jogador.

Com a primeira metade da temporada já disputada, Eli finalmente acabou com a polêmica, na vitória do New York Giants por 24 a 20 sobre o New England Patriots (curiosamente o time de Tom Brady), em reedição do Super Bowl XLII, quando o camisa 10 do Giants foi escolhido o MVP da partida, após um playoff impecável.

Manning não é o melhor quarterback da NFL. Mas, seguramente, está entre os cinco melhores.

Eli Manning comemora touchdown decisivo contra o Patriots (Foto: EFE)

Contra o Patriots, um candidato ao título, o ataque jogou sem o seu center titular (David Baas), seu melhor wide receiver (Hakeem Nicks) e o melhor corredor da equipe (Ahmad Bradshawn). Além das grandes mudanças feita na linha ofensiva antes da temporada, a perda de dois pilares do ataque (Steve Smith, que foi para o Philadelphia Eagles, e Kevin Boss, que foi para o Oakland Raiders)…

E conduziu duas campanhas para touchdowns com menos de cinco minutos para o fim do jogo. Para o torcedor mais saudosista, todos os flashbacks daquele Super Bowl no Arizona. Com direito a duas recepções feita por um outro camisa 85 (David Tyree ficaria orgulhoso)!

Foi a primeira derrota em casa do Patriots em quase três anos (a última tinha sido para o Pittsburgh Steelers em 30/11/2008, quando Brady estava lesionado). Brady estava invicto no Gillete Stadium há 31 jogos. Um time da NFC não vencia em Foxboro desde 2002…

Foi uma vitória maiúscula, otimamente conduzida por Eli Manning, que lançou dois TDs e uma interceptação. Méritos também para o tigth end Jake Ballard, os wide receivers Victor Cruz e Mario Manningham e o running back Brandon Jacobs. Além da defesa, que foi praticamente perfeita, interceptando Brady duas vezes e ainda forçando um fumble.

“Você não consegue soletre elite sem passa por eli. E é isso que ele é”, afirmou o defensive end Justin Tuck, via twitter, após a partida. E foram muitos os jogadores do Giants que elogiaram o quarterback.

Peter King, colunista da revista Sports Illustrated e um dos principais analistas dos EUA, escreveu em sua coluna publicada nesta segunda-feira que Eli é mais “finalizador” (clutch, que não tem uma boa tradução para português) que o irmão Peyton. A verdade é que o camisa 10 do Giants é um dos melhores em campanhas rápidas, aquelas nos finais dos segundos e quartos quartos.

Mas Peyton está em outro nível, isso é inegável também. Faz tanta falta que o Indianapolis Colts, que teve “vaga cativa” nos playoffs nos últimos anos, atualmente tem nove derrotas em nove jogos, a pior campanha da NFL.

E, na minha opinião, é por conta do sobrenome Manning que Eli foi tão pressionado. O irmão mais velho é um gênio, um craque. O mais novo, é “só” um grande quarterback. Ambos têm um título, mas Peyton tem números muito melhores na carreira.

Mas analisando a temporada 2011, Eli está mesmo na elite. Fora Aaron Rodgers, que está em um nível acima dos demais e tem o melhor desempenho de um quarterback em todos os tempos levando-se em conta as nove primeiras semanas, o quarterback do Giants está em pé de igualdade com Dreew Brees, Tom Brady e Matthew Stafford, os cinco melhores do ano.

Eli, que sofreu muitas interceptações em 2010 (25 ao total), está cuidando muito melhor da bola. Foram seis (três em uma mesma partida) nesta temporada até aqui.Tem o melhor rating entre todos da Liga contando apenas o quarto quarto. E é nele que as partidas se decidem. Principalmente as do Giants, que não conseguiu deslanchar em nenhuma delas.

Na minha opinião, o Giants ainda tem um longo caminho para conseguir uma vaga nos playoffs, apesar da boa campanha até aqui. Ainda enfrentará, nesta ordem, o San Francisco 49ers (7-1), Eagles (3-4), New Orleans Saints (6-3), Green Bay Packers (8-0), Dallas Cowboys (4-4), Washington Redskins (3-5), New York Jets (5-3) e volta a pegar o Cowboys.

Uma tabela nada fácil… Mas com Eli inspirado, o torcedor poderá sonhar. Como foi em 2007!

Veja este vídeo interessante da comemoração dos jogadores do Giants:  http://www.nfl.com/videos/auto/09000d5d823dcaf2/Giants-celebrate-comeback-win-vs-Patriots

Peço desculpas aos amigos pela longa ausência neste espaço. Tirei aquelas merecidas férias anuais neste meio tempo e pouco tempo tive para escrever. Justificativa não muito boa, mas foi o que de fato ocorreu. Por conta nas novas tecnologias, pude acompanhar aos jogos via celular. Agora, de volta, este BLOG terá a devida atenção. Obrigado a todos!