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NFL: simulação e análise de um draft bem ‘maluco’…

por Thiago Perdigão em 24.abr.2013 às 20:32h

O primeiro grande evento da temporada de 2013 da NFL começa nesta quinta-feira, em Nova York. É tão grande que a Liga faz todo um “mistério”. Nos últimos anos, dividiu o draft em vários dias. E o primeiro round de escolhas tem um dias só para ele.

As especulações para o Draft começam desde o meio da temporada anterior. O futebol americano universitário é muito forte nos Estados Unidos e toda a comunidade da NFL (torcedores, jornalistas, clubes e etc) analisa todos os futuros jogadores profissionais a toda hora.

Nos últimos anos, o draft até que foi “fácil”. As primeiras escolhas já pareciam definidas bem antes do dia de fazê-las. Ano passado, Andrew Luck e Robert Griffin III já estavam “garantidos” no Indianapolis Colts e Washington Redskins meses antes do evento. O garantido vai entre aspas porque os times não podem divulgar suas escolhas com antecedência. Ou melhor, a primeira geral até pode, mas não muito tempo antes.

É claro que quando quarterbacks estão nos topos das listas o draft gera mais comoção. Foi assim com Sam Bradford, por exemplo. E esse não é o caso desta temporada…

Tanto é verdade que o Kansas City Chiefs foi para o mercado de olho em um quarterback titular. Ficou com Alex Smith, ex-San Francisco 49ers. Acho que até vai ser uma boa opção para uma franquia que sofreu muito nos últimos anos, principalmente, no último. Antes de a temporada começar, o Chiefs parecia ser um time bem melhor do que era. Foi um fiasco, que culminou na contratação do técnico Andy Reid, ex-Philadelphia Eagles. Um grande treinador, em minha opinião.

Com o QB definido, Kansas deve ir atrás de um homem de linha ofensiva. E nem isso é consenso entre os jornalistas: o favorito para a primeira escolha é Luke Joeckel, da Universidade Texas A&M. Mas Eric Fisher, da Central Michigan, também pode ser o escolhido.

Em alguns mock drafts (algo como simulação), nenhum quarterback acabou escolhido na primeira rodada. Algo que seria bem diferente do usual. Geno Smith, que jogou pela Universidade de West Virginia, é até um jogador interessante, mas não o vejo como titular a curto prazo.

Nenhum running back também se destacou muito nesta classe. É raro um jogador da posição não sair na primeira rodada. Mas também não duvidaria…

Fiz acima um resuminho do que esperar para o evento. Mas há mais coisas.

À convite do site 10 jardas (http://www.10jardas.com), parceiro de longa data, participei de um mock draft bem legal. Além de mim e do JP, um dos administradores do site, participaram o Ricardo Saad (que também é do 10 jardas), o Kanguru (também do 10 jardas) e o Rafael, gerente do NFL de Boteco (www.nfldeboteco.com.br).

Cada um dos cinco participantes ficou com alguns times. Este que vos escreve, selecionou os jogadores para Philadelphia Eagles, New York Jets, Carolina Panthers, New York Giants, Indianapolis Colts e New England Patriots.

O “engraçado” é que os três primeiros têm algo incomum neste draft: precisam reforçar quase todos os setores do campo. o Eagles vai escolher alguém para a linha. Pode ser ofensiva ou defensiva, mas duvido que saia disso.

No Jets, principalmente, qualquer reforço seria muito “bem vindo”. É um time com muitos defeitos e sem comando. O Panthers é mais “pronto”, mas precisa defender muito melhor.

O Giants precisa de reforços mais pontuais. No corpo de linebackers, na linha ofensiva e na secundária. Colts e Patriots precisam mais de qualificação (sobretudo o último) do que de jogadores para “resolverem”.

No Twitter (@thiago_perdigao), postei algo que me chamou muita a atenção: vi 11 jogadores diferentes que seriam escolhidos pelo Giants em vários mocks de jornalistas americanos.

Um número bem interessante para um draft “mais do que maluco”.

Abaixo, o link do mock draft. Sugiro que escutem – é longo, mas bem completo – para saberem mais das minhas previsões (claro que vou errar todas):

NFL: Minha previsão sobre o Super Bowl. Vai dar…

por Thiago Perdigão em 03.fev.2013 às 14:07h

O dia mais esperado, véspera do dia menos desejado, para o fã da NFL finalmente chegou: neste domingo, Baltimore Ravens e San Francisco 49ers se enfrentam no Mercedez Superdome, em Nova Orleans, à partir das 21h30 (de Brasília), com transmissão da ESPN e Esporte Interativo.

O Super Domingo agita não apenas os torcedores dos dois times envolvidos. É claro que é bem mais legal ter seu time em campo, mas poucas finais geram tanto interesse só pelo fato do jogo em si.

O único problema do Super Bowl é que ele é o último jogo da temporada, que só volta em setembro. Uma longa e dolorosa espera.

Começamos pelo final da minha análise: apesar do favoritismo do 49ers, acho que o Ravens vai levar o Super Bowl. Os motivos, claro, estão abaixo.

Este deve ser um dos jogos mais equilibrados dos últimos tempos – mesmo com o equilíbrio dos últimos Super Bowls. O duelo de irmãos (mais neste post), que comandam ótimas defesas e têm ataques em evolução.

Uma coisa que me deixa muito feliz é ver o Superdome sendo usado para a Super Final. Depois de 2005, quando o Katrina destruiu Nova Orleans e matando muita gente, o estádio que salvou tantas outras vidas, merecia essa “homenagem”.

Na minha opinião, o duelo será decidido pelo ataque do Baltimore. Em franco crescimento, o setor tem conseguido ser a grande arma deste Ravens. É até curioso, já que nos acostumamos a ver a defesa dominando para a franquia.

Foi a defesa que “ganhou” o Super Bowl de 2000, o único conquistado pelo time, quando o Ravens fez 34 a 7. Isso mesmo, em um jogo com 34 pontos, os defensores foram os protagonistas.

E, agora em sua “última balada”, Ray Lewis foi o destaque dentro dos destaques. Ganhou o MVP ali. E, se Baltimore levar o título neste domingo, já é um belo candidato ao prêmio.

O setor defensivo do Ravens está longe de ser ruim. Continua muito forte. E é um dos mais inteligentes da NFL. Consegue ler as jogadas dos rivais com uma qualidade absurda. E pouco muda, o quê mostra a “durabilidade” de seus jogadores. Lewis é um dos melhores de todos os tempos. Ed Reed comanda a secundária, que também tem muita qualidade. E ainda tem Terrel Suggs, Haloti Ngata…

O duelo contra o ataque do 49ers será bem interessante. Colin Kaepernick, em seu segundo ano na Liga, assumiu a titularidade na décima semana da temporada regular de 2012. Pouca experiência, é verdade, ainda mais contra uma defesa tão calejada.

Ray Lewis e companhia vão tentar “entrar na mente” de Kaep de qualquer forma. Em alguns momentos do jogo, vão conseguir. Mas o camisa 7 de San Francisco me parece bem preparado para se recuperar no jogo. Como fez contra o Green Bay Packers e o Atlanta Falcons neste playoff.

O ataque corrido do San Francisco, que era muito bom em 2011, melhorou com Kaepernick. Ou seja, o 49ers vai conseguir correr com a bola e Baltimore terá que lidar com isso.

Mas o grande ganho foi na parte aérea. Ano passado, na final da Conferência Nacional (perdida para o New York Giants), o San Francisco conseguiu jardas insignificantes com seus wide receivers. E, com isso, ninguém consegue ser campeão. Michael Crabtree tem feito um excelente trabalho. Randy Moss, um dos melhores de todos os tempos (e longe de ser o melhor como ele disse nesta semana), voltou da aposentadoria e continua atraindo a atenção dos defensores. Se ficar livre, vai pegar a bola, não tem jeito. Mario Manningham, que no Super Bowl passado fez uma recepção maravilhosa e decisiva no último quarto, poderia ser importante, mas está fora por conta de uma grave lesão.

O tight end Vernon Davis voltou a produzir neste playoff após uma apagada temporada regular. Talvez, de “propósito”. Jim Harbaugh pode ter “esquecido” o TE para fazer com que as defesas também o esquecessem. E, quando apertasse, a bola voltaria a ser jogada para ele… Como tem sido.

As “bombas” de Kaepernick mostram que ele pode decidir o jogo com seu braço, que é muito forte. Digno de um arremessador de beisebol (ele até foi draftado pelo Chicago Cubs). Mas a arma é a formação “Pistol”, um braço da Shotgun, que além dos recebedores abertos, deixa um running back atrás do quarterback. Difícil saber se será um lançamento, um chute ou se o próprio QB irá correr. Além do “option”, que também confunde muito as defesas.

É um ataque bem talentoso, contra uma defesa muito boa. O 49ers vai marcar pontos, é verdade, mas acho que o Ravens vai conseguir mantê-los em um nível “aceitável”.

É aí que entra a explicação para a minha percepção que o ataque de Baltimore irá decidir. Joe Flacco está em uma grande fase. E o Ravens, que ano passado também parou na final da Conferência (perdeu para o New England Patriots) percebeu que precisava qualificar o setor. A “neura” era tamanha que o time trocou de coordenador ofensivo no meio da temporada.

O time começou muito bem, teve uma queda – principalmente após a contusão de Ray Lewis, que só voltou para o playoff -, mas voltou a jogar bem. Desde o penúltimo jogo da temporada regular está em um nível muito bom. O running back Ray Rice é uma arma muito importante, já que também recebe passes com muita qualidade. Wide receivers consistentes e tight ends bons.

A boa linha ofensiva terá que parar a ótima defesa de San Francisco, a melhor da Liga hoje. Espero o Ravens em um ataque “mais tradicional”, com Flacco no pocket e explorando a secundária em um primeiro momento. Depois, Rice puxa o jogo corrido.

Flacco vai apanhar, mas parece bem tranquilo quanto a isso. E vai conseguir as “big plays” como tem feito neste playoff. E aí está a (pequena) vantagem do Ravens.

Outro “duelo” que chama a atenção é nos Special Teams. Os dois times têm ótimos retornadores. O Ravens já mostrou que tem dificuldades em cobrir chutes. Ou seja, deve chutar a bola longe dos recebedores do 49ers. E não duvido que o rival use a mesma tática.

Em relação aos kickers, David Akers assusta o torcedor do Niners. Depois de uma ótima temporada e o recorde de mais longo, perdeu totalmente a consistência e a confiança. Um grande problema. O Ravens, que ano passado foi eliminado, por conta de um chute “fácil” perdido, investiu no setor e melhorou com Justin Tucker.

Então, as coisas estão bem equilibradas. Sinceramente, espero que seja decidido em uma posse de bola. E em três pontos. Talvez com um chute de Tucker certo. Por mais irônico que possa parecer…

Como tenho feito neste playoff, vou fazer comentários do jogo no meu Twitter (@thiago_perdigao). Volto a este espaço na segunda, para a minha análise do jogo.

E aí, quem leva?

Jogadores do Manchester City ‘disputam’ o Super Bowl

por Thiago Perdigão em 03.fev.2013 às 11:22h

O futebol americano faz muito sucesso na Inglaterra. Há seis anos, um jogo da temporada regular da NFL é disputado no país. Em 2013, serão duas partidas em Wembley.

É verdade que o México e o Canadá também já foram sedes de jogos da NFL. E ainda houve a NFL Europa que, infelizmente, naufragou. Mas a Inglaterra é, hoje, a “sede” do futebol americano fora dos Estados Unidos.

O comissário Roger Goddell nunca escondeu a vontade de ampliar a força da NFL na “terra da Rainha”. Até um time em Londres já entrou na pauta. Sinceramente, não duvido dessa “aventura”. Para ir de Nova York para a Inglaterra, por exemplo, se gasta quase o mesmo tempo do que ir para San Francisco.

Mas, se para os times da Costa Leste seria uma viagem “normal”, os da Oeste sofreriam muito… Enfim, a NFL ainda precisa acertar isso.

Mas aproveitando-se da popularidade da NFL no país, o Manchester City também não escondeu a expectativa pelo Super Bowl deste domingo entre Baltimore Ravens e San Francisco 49ers.

O zagueiro Jonh Lescott, com a camisa do Ravens, e o volante James Milner, com a do 49ers, duelaram em um animado desafio. Mas engana-se quem pensa que eles usaram os pés: a disputa era para acertar a bola no travessão do gol do futebol, como se fossem um quarterback. E podemos ver até uns lançamentos decentes.

É claro que o bom humor é a grande sacada do vídeo, que tem até o zagueiro/lateral Micah Richards como o árbitro do duelo. E devidamente trajado como uma “zebra” da NFL.

Diferentemente do Madden (veja mais no post abaixo), neste duelo, deu 49ers.

E, para você, quem leva o Super Bowl?

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Ravens vence o 49ers no fim e leva o Super Bowl

por Thiago Perdigão em 30.jan.2013 às 18:33h

Assim como o jogo propriamente dito, a simulação do Super Bowl já virou tradição. Todos os anos, desde 2004, a Eletronic Arts faz o jogo na semana da final da NFL. Para isso, utiliza o Madden, famosa franquia de videogames.

Ano passado, o Madden “previu” que o New York Giants venceria o New England Patriots por 27 a 24. O jogo seria decidido nos últimos segundos, com um field goal.

Para quem assistiu ao jogo, a simulação ficou bem perto da realidade. O Giants ganhou no fim, com um touchdown “dado” – o Patriots preferiu abrir espaço para ter tempo de tentar uma virada. O “erro” ficou no placar, que acabou 21 a 17.

O Super Bowl deste ano também será definido nos momentos finais, segundo a simulação. E mais, um field goal decidiria a parada.

Indo para a “realidade”. Sinceramente, espero que o jogo seja decidido realmente nos momentos finais. Apesar do favoritismo do San Francisco 49ers, acho que ela não é tão grande. Ainda não quero fazer a minha análise, mas sinceramente acredito em uma vitória do Baltimore Ravens.

No Madden, deu Baltimore. E com “requintes de crueldade”. O time abriu 24 a 10 e o 49ers conseguiu o empate faltando dois minutos para o fim da partida. Depois, o Ravens conseguiu um field goal vencedor, com 50 segundos para o encerramento.

Levando outra vez para a “realidade”: o 49ers tem começado mal seus jogos neste playoff. Conseguiu as viradas contra o Green Bay Packers e o Atlanta Falcons (sensacional, diga-se), mas duvido que o Ravens perderia uma vantagem tão grande.

A boa notícia para o torcedor de Baltimore é que esta simulação de Madden é feita desde 2004,no Super Bowl XXXVIII, quando Patriots venceu o Carolina Panthers.

Em nove anos, foram sete acertos. Os dois erros foram: em 2011, quando o Green Bay Packers venceu o Pittsburgh Steelers e três anos antes, quando justamente o Giants venceu o Pats, na maior zebra da história do Super Bowl.

E, para você, quem leva?

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Super HarBowl só será ruim para a família dos técnicos

por Thiago Perdigão em 21.jan.2013 às 19:00h

E aquele jogo que todos esperamos, mas lamentamos, já está definido: o San Francisco 49ers irá enfrentar o Baltimore Ravens, no próximo dia 3 de fevereiro, no Mercedez Superdomme, em Nova Orleans.

Nenhum evento de dia único gera mais dinheiro que o Super Bowl. Em interesse, a final da Liga dos Campeões da Uefa, é um competidor a altura. Acho que o futebol “normal” gera mais comoção.

A parte ruim é que depois da final, são longos sete meses sem futebol americano. Sendo legal, seis meses, já que a pré-temporada é em agosto. Mas os “amistosos” só são vistos para matar a saudade, porque mais se arrastam do que são bons jogos.

Baltimore e San Francisco são dois grandes times. Ano passado, ambos foram derrotados nas finais de Conferência. Na Americana, o New England Patriots bateu o Ravens. Na Nacional, deu New York Giants (que acabou campeão).

As duas equipes mudaram pouco neste ano. Então, ao contrário de alguns colegas, não acho surpresa nenhuma estarem na decisão da NFL. O Ravens, aliás, está batendo na porta há algumas temporadas. Em 2011, teve um touchdown “tirado” pelo Patriots – em uma grande jogada defensiva – e aquele famoso field goal perdido de 31 jardas.

Baltimore teve problemas para manter a consistência durante a temporada regular, é verdade. Perdeu Terrel Suggs, antes mesmo do começo dela por conta de uma lesão no tendão de aquiles. Depois, Ray Lewis também se machucou com gravidade. Uma lesão no cotovelo que poderia ter encerrado a temporada e carreira do defensor.

Sem os dois, fica difícil para qualquer equipe. Sem Lewis, ainda mais. Ele é a alma deste Ravens. Desde sempre. E isso não é uma figura de linguagem. O camisa 52 chegou ao clube em 1996, no ano que o Cleveland Browns original mudou para Baltimore. Desde então, jogou todas as temporadas e quase todos os jogos. E foi campeão em 2000.

Lewis voltou só para os playoffs e dizendo que esta seria sua última “balada” na NFL. A festa está durando um bom tempo, o que é ótimo para nós fãs do futebol americano. Mesmo com a limitação no braço, ainda não totalmente recuperado, tem ido muito bem.

Mas desde aquele jogo contra o Giants, na vitória por 33 a 14 (penúltimo jogo da fase de classificação), o Ravens mostrou que poderia chegar longe. Perdeu do Cincinnati Bengals na semana posterior, mas ali já estava classificado como campeão da divisão.

Nos playoffs, bateu o Indianapolis Colts. Era favorito. Depois, ganhou do Denver Broncos, em Denver. O Broncos era favorito. Foi o melhor time da temporada regular e estava jogando muito bem. Foi uma “zebra”. Entre aspas, porque nesta fase não dá para acreditar em surpresas muito grandes.

O 49ers foi muito mais consistente. Teve alguns poucos baixos – como as “goleadas” sofridas contra Giants e Seattle Seahawks – e muito mais altos – com a vitória sobre o Patriots.

San Francisco já tinha uma grande defesa em 2011. Ela continua muito forte. O ataque corrido era a grande “estrela” do ano passado. Agora, o jogo aéreo também tem entrado bem.

Colin Kaepernick “agarrou” a sua chance como titular. Alex Smith até jogou bem como quarterback ano passado. Mas era claro que Smith não era a solução. Na final de Conferência passada, não conseguiu completar nenhum bom passe para wide receivers. E só com o jogo corrido e a defesa, fica bem mais difícil ganhar…

“Copérnico”, como nós do #BotecoLive a mesa redonda sobre NFL da internet (todas as terças-feiras às 21h15 no www.nfldeboteco.com.br), dá uma dinâmica diferente ao ataque. É daqueles quarterbacks que correm muito e bem com a bola. Mas me “assusta” a força dos seus lançamentos. São muito fortes e rápidos. Uma ótima arma.

O 49ers contratou Randy Moss, que não jogou a temporada passada mas é um dos melhores dos últimos anos, e Mario Manningham, ex-Giants, que se machucou durante a temporada. Michael Crabtree está jogando agora o que se esperava dele há alguns anos. Ótimo para o ataque aéreo. O terrestre continua muito bem, obrigado.

San Francisco jogou duas vezes neste playoff. Curiosamente, teve inícios lentos nos dois. E virou contra o Green Bay Packers com certa facilidade. Sofreu, tomou 17 pontos de desvantagem, mas foi valente e brigou para ganhar do Atlanta Falcons, que joga muito bem em casa, como foi o caso.

Há um problema que o 49ers precisa resolver: o kicker David Akers perdeu de vez a consistência. E um Super Bowl vencido por conta de um field goal não seria uma novidade. Nem uma aberração.

Dentre tantas boas histórias, há de se destacar o encontro dos irmãos Harbaugh no Super Bowl. Inédito e inesquecível para a família. Os dois são muito unidos e quando se enfrentaram no Dia de Ação de Graças do ano passado, foi um duelo marcado por muita emoção. Deu Ravens.

John faz um grande trabalho no Ravens há cinco anos, desde que assumiu o time. Foram cinco playoffs, três finais de Conferência, e agora um Super Bowl. Números bem chamativos em uma liga tão competitiva.

A notícia “ruim” é conseguir disputar a sonhada e merecida final justamente contra o seu irmão.

Jim reconstruiu o 49ers. Há tempos, o multicampeão San Francisco tinha se enfraquecido. Melhorou há poucos anos, mas em 2010, quando parecia ser o favorito em sua divisão, fez uma campanha pífia e a franquia decidiu mudar tudo. Escolheu o Harbaugh mais novo e deu certo.

Em dois anos, duas finais de Conferência e um Super Bowl. Difícil saber qual irmão está melhor. Claro que John leva vantagem pelo tempo do trabalho. Um título não muda tudo, mas é uma grande “cereja para o bolo”.

A verdade é que são dois grandes treinadores. Dos melhores da atual NFL. Baltimore melhorou muito seu ataque neste ano. Tem, como eu já escrevi no Twitter, um ataque melhor do que as pessoas pensam e uma defesa pior do que elas falam. Isso não quer dizer que o setor defensivo seja ruim, mas tem menos dominância do que já teve. Mas é ainda muito forte.

E acho que o Super Bowl será decidido justamente neste duelo. O 49ers tem uma boa defesa. Que sofre com corridas laterais e tem algumas panes na secundária. Ravens terá que contar com a força de Ray Rice. E Joe Flacco, inspirado, tem feito grandes jogadas profundas. Vou voltar para uma análise mais profunda nos próximos dias, mas esse é o “trailer”.

Enfim, o Harbaugh Bowl é um ótimo duelo para um Super Bowl. Essa temporada da NFL foi das mais equilibradas dos últimos anos. E dois times fortes e muito físicos estão na final. E além de grandes equipes tecnicamente, são fortes mentalmente. O psicológico foi muito importante nesta pós-temporada. E é difícil ver times mais “pilhados” no bom sentido da palavra, claro, do que Ravens e 49ers. E Baltimore tem ainda Ray Lewis, ótimo nesta função.

A minha visão, este Super Bowl será muito equilibrado. E com times bem parelhos. Que podem fazer grandes jogadas, que se defendem bem. Que jogam em alto nível. Como se fosse a “última jogada”.

O Harbaugh Bowl vai ser ótimo para todo mundo. Só será ruim para a família, que ficará dividida…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Griffin III ficou em campo machucado porque tinha mesmo que ficar

por Thiago Perdigão em 07.jan.2013 às 17:30h

Robert Griffin III acabou sendo o protagonista da primeira semana dos playoffs da NFL. Infelizmente, não pelo lado positivo. Uma lesão no ligamento do joelho direito, que já existia, claramente foi agravada durante a derrota do Washington Redskins para o Seattle Seahawks, por 24 a 14. Derrota que eliminou o time da capital americana.

RG3 começou o jogo com tudo. Em pouco minutos, o Redskins abriu 14 a 0. E justamente pouco antes do segundo touchdown, quando o quarterback se deslocou para o lado direito para lançar uma bola e forçou o joelho ao apoiar a perna no chão, as coisas pioraram. Claramente perdeu mobilidade e boa parte da sua força ofensiva.

O Seattle, na minha opinião um time bem melhor, demorou para reagir. E quando o fez, não foi com a volúpia de semanas anteriores, quando o ataque passou por cima dos rivais, inclusive do ótimo San Francisco 49ers. Mas jogou com competência.

A discussão ficou por conta da saída ou não de Griffin III do time. Que claramente não estava em sua melhores condições físicas. Mas que é o titular do Washington, que não ganhava a sua divisão como o fez este ano, desde 1999.

Abaixo é a minha opinião:

O treinador Mike Shanahan questionou se o quarterback estava bem. Ele respondeu que sim, que havia uma diferença entre estar machucado e “ferido”. RG3 disse que estava só “machucado”.

Como, lembremos, estava desde o dia 9 de dezembro, quando teve o problema no joelho durante a partida contra o Baltimore Ravens. Depois, descansou contra o Cleveland Browns – só porque o Browns é fraco – e voltou. Contra o Dallas Cowboys, na semana passada, ele ainda tinha essa lesão no joelho. E venceu a decisão contra o rival. Lesão que piorou agora, é verdade.

Há algumas “leis” dos jogadores da NFL. Todos sabem que vão jogar machucados. O quarterback, como líder da equipe, sabe que terá que aguentar a dor até mais que alguns outros. Por ser o “cara” e para ser o “cara”. Jogar ferido dá status ao QB.

Quem não se lembra quando Jay Cutler, do Chicago Bears, saiu de um jogo do playoff contra o Green Bay Packers em 2011? Sofreu muitas críticas, questionando sua “paixão pelo jogo”. Eu, sinceramente, não sei quanta dor Cutler estava sentido, então não posso dizer que ele fez o certo ou não. Mas Philip Rivers, do San Diego Chargers, jogou sem ligamento. Porque era o titular e precisava jogar na decisão.

Brett Favre, lendário quarterback, cansou de jogar machucado. E ganhar jogos assim. Sempre adjetivado como “herói” ou sinôminos após façanhas deste tipo.

Griffin III disse que poderia ficar no jogo. E nenhum técnico do mundo iria tirá-lo de campo. RG3 “transformou” a franquia. E queria estar em campo no jogo mais importante do ano até o fim.

“Ah, mas o Kirk Cousins jogou bem quando entrou…” Sim, é verdade. Mas lembramos que era um jogo contra o Browns. E umas três jogadas contra o Baltimore Ravens. Muito pouco para avaliar alguma coisa.

É claro que uma contusão mais séria poderia afetar a continuidade da carreira de Griffin III. Mas vejamos: Adrian Peterson teve uma grave lesão no joelho ano passado e fez a melhor temporada da vida em 2012. “Mas as pessoas são diferentes.” São mesmo. Mas hoje em dia uma lesão de ligamento não acaba com carreira de nenhum atleta. O volante Wellington, do São Paulo, teve uma lesão destas no Carnaval de 2012 e voltou antes do fim do ano. Jogando em bom nível.

Sei que posso parecer “sem coração”, mas não acredito que a decisão de deixar o quarterback em campo foi difícil. O cara quer jogar, estava conseguindo correr, então ele vai continuar jogando.

É diferente de uma concussão, que impede a volta do jogador a campo. Isto está na regra da NFL e não pode ser violada.

Trent Dilfer, ex-quarterback e atualmente comentarista da ESPN americana, disse que no futebol americano há duas análises: dos que estão dentro e dos que estão fora de campo. É normal que quem veja de fora ache que simplesmente tinha que tirar RG3, já que ele estava mancando. Entendo essa análise. E há a análise de quem está no campo: o atleta quer jogar, o time dele quer que ele jogue, porque sabe que ele é a melhor opção da equipe para vencer, e ele precisa mostrar que está com eles até o “fim”. É o tal exemplo. E bons exemplos são seguidos.

Não há esporte sem dor. E Griffin III jogará com muita dor até o fim de sua carreira. Que será bem longa, espero eu.

Quanto ao jogo. A pequena crítica que eu faço é que o quarterback não conseguiu ajustar seu jogo. Ele percebeu que não conseguiria correr, algo que dá uma grande dimensão ao seu setor ofensivo. Mas não foi eficiente no pocket. Normal para um calouro, que não tinha passado pela situação, e que possivelmente dedicou a maior parte do seu ano para “aprender” e comandar o “ataque móvel”. Nem é uma grande crítica, é algo que RG3 conseguirá fazer em breve, porque sabe e consegue lançar bem. Algo que Michael Vick, do Philadelphia Eagles nunca conseguiu fazer.

No presente, acho que poderemos ver esse Seahawks ainda mais longe. É uma defesa forte, que começou com problemas, e um ataque bem diversificado. Contra um time mais tradicional, como é o Atlanta Falcons, acho que o setor defensivo de Seattle vai ser ainda mais dominante. O running back Marshawn Lynch já ligou o “modo besta” e fez estragos em Washington.

É a equipe mais “quente” da NFL. E isso faz muita diferença nesta fase. Atlanta não é uma moleza, fez uma grande campanha, mas é um time que ainda não provou em pós-temporada. Tem capacidade de fazê-lo agora, mas Seattle é muito bom time. E mostrou isso contra o Redskins.

Como o assunto contusão tomou boa parte deste post, falemos agora sobre Ray Lewis. Muita emocionante as homenagens da torcida do Ravens para o maior ídolo da história da (jovem) franquia, que se “despedia” de casa. Em seu último jogo em Baltimore, o linebacker jogou muito, mesmo com a limitação no braço – que impediu uma interceptação fácil. Ele foi o atleta que mais deu tackles na vitória sobre o Indianapolis Colts. Uma estatística bem interessante.

A defesa do Ravens jogou bem. Foi competente ao marcar o bom ataque do Indianapolis Colts.

O ataque de Baltimore teve altos e baixos. Como quase sempre, aliás. Joe Flacco é o primeiro quarterback da história a vencer em playoffs por cinco temporadas consecutivas. Um grande número. o quarterback fez uma partida razoável e mostrou que a dupla com Anquain Boldin – o melhor do ataque, na minha opinião – está afiada. E isso pode ser a diferença, mesmo com um desafio muito duro contra o Denver Broncos nesta semana.

Ray Rice sofreu dois fumbles. Os dois únicos da temporada. E olha que Rice carrega muito a bola, além de dar opção ao jogo aéreo. Aposto que não vai acontecer de novo, o quê é mais uma boa notícia para o Ravens.

Ao Colts, muito a comemorar. Depois de um ano pífio, apostou em Andrew Luck no lugar de Peyton Manning. O calouro foi muito bem. E parece ser o futuro da franquia. Um ótimo futuro, aliás.

Aos amigos, uma boa notícia: 100% de aproveitamento nos palpites até aqui. Esta semana tem mais.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Minnesota ‘Peterson’ leva um baile do Packers; tudo dentro do esperado…

por Thiago Perdigão em 06.jan.2013 às 10:53h

Dois jogos previsíveis neste sábado. O playoff não começou com a emoção esperada por muitos, mas é até natural. Apesar de a classificação para a pós-temporada ser difícil, algumas equipes um pouco mais fracas sempre acabam passando.

Como era o caso do Minnesota Vikings. O time fez uma campanha surpreendente, muito por conta do fantástico ano do running back Adrian Peterson, mas não parecia que poderia fazer muita coisa. Como realmente não fez. Aquela velha metáfora do elefante em cima da árvore: ele está lá mas não subiu, alguém o pôs lá.

O “Minnesota Peterson” ainda teve um desfalque importante de última hora: o quarterback Chrstian Ponder foi vetado para a partida com uma lesão no cotovelo. “Apostei” que ele jogaria até sem braço, mas a lesão realmente era muito grave. Joe Webb, o substituto, teve um desempenho para lá de pífio.

O jogo começou com o Vikings no ataque. Como esperado – e os maldosos de plantão chamaram a tática de “ataque Kobe Bryant”, lembrando do astro do Los Angeles Lakers da NBA -, o time apostou nas corridas e não deu nenhum passe na primeira campanha. Webb, um quarterback daqueles que correm com a bola, parecia que daria uma dimensão diferente ao ataque, com a opção de corrida. Só parecia…

Peterson foi bem, Webb conseguiu algumas jardas, mas Minnesota saiu de campo apenas com o field goal. Pouco para confrontar o ataque do Green Bay Packers. Que até começou lento. Mas só começou, já que o quarteback Aaron Rodgers lançou para dez (!!!) alvos diferentes na partida.

Aí começou o show de lambanças de Joe webb. Sem maldade, chegou a dar pena de alguns (péssimos) lançamentos do quarterback. Alguns fracos, outros muito longe do alvo. Ficou claro que os recebedores não estavam em sintonia com o QB. Recebedores, que aliás, não são muito eficientes. Aí a receita já estava desandada…

A defesa do Packers, que foi surpreendida na primeira campanha – o time só assistiu aos vídeos de Webb no dia da partida – logo se acomodou. E fez uma marcação perfeita em Peterson. O running back do Vikings, muito eficiente nas corridas pelas laterais (com mais de dez jardas por carregada) ficou marcado pela secundária, que acertou quase todos os lances que sobraram após o Peterson passar pela linha defensiva.

Pelo meio, Clay Matthews – que protagonizou um sack “de carrinho” em Webb – e companhia jogaram mais compactos que das outras duas partidas da temporada regular, quando o RB de Minnesota conseguiu mais de 400 jardas.

Anular a principal arma do rival foi uma tarefa difícil, mas o Packers a fez com perfeição. E seguir o plano de jogo é fundamental nesta fase do campeonato. O ataque de Green Bay é sabidamente muito forte e ainda conseguiu evoluir no jogo corrido, a grande deficiência da equipe.

A vitória por 24 a 10 pareceu até pequena tamanha a superioridade do Pachers.

Se mantiver o mesmo espírito, tem tudo para ganhar do San Francisco 49ers na próxima semana. Duelo maravilhoso, “adiado” em um ano, já que era o mais esperado da temporada passada. Que só não aconteceu porque o New York Giants “atrapalhou”. Ainda é cedo para uma análise, mas dá para imaginar que será divertido.

O jogo será em San Francisco, o quê pode até ajudar Rodgers em seus lançamentos. Já que apesar do frio, a temperatura no Candlestick Park será bem mais agradável do que a geladeira Green Bay.

No outro jogo, um show de defesas. Houston Texans e Cincinnati Bengals fizeram um jogo bem chato. Ataques que em alguns momentos pareciam até estarem em pré-temporada.

O Bengals não é o melhor time da NFL, mas esperava um desempenho bem melhor. Ainda mais por conta da revanche, já que ano passado o mesmo Texans o eliminou dos playoff. E olha que Cincinnati não vence um jogo de pós-temporada há 22 anos…

Andy Dalton e AJ Green, que para alguns é a dupla de melhor sintonia da NFL, não fizeram nada. O wide receiver recebeu um bom passe. A única jogada de ataque “lembrável” do Bengals no jogo todo. É claro que há muitos méritos para a defesa de Houston. Sobretudo para o ótimo defensive end JJ Watts, que chega com facilidade ao QB adversário e bloqueia passes com a mesma tranquilidade.

A defesa do Bengals fez um jogo razoável. Conseguiu uma interceptação que resultou em um touchdown. O time fez 7 a 6 no Texans, quando tinha – 17 jardas aéreas conquistadas. A NFL é muito legal por isso, uma jogada pode mudar tudo.

O ataque de Houston está longe do começo da temporada. É, com razão, muito apoiado no jogo corrido de Arian Foster. O tigh end Owen Daniels faz um trabalho bom no meio de campo e ainda tem o wide receiver Andre Jonhson, que não está no melhor momento de sua carreira (longe disso), mas é um alvo importante. Mas o quarterback Matt Schaub (que venceu no sábado seu primeiro jogo de playoff) precisa aparecer mais. Sobretudo na zona de pontuação.

Os field goals, que no sábado deram a vitória ao time, não serão suficientes para passar pelo New England Patriots, o próximo rival.  Quase não foi suficiente para vencer o Benglas, já que apesar do domínio, o time ganhou por 19 a 13, opu seja, menos de uma posse de bola.

Como escrevi acima, ainda é cedo para qualquer previsão. Mas o plano de jogo do Houston para vencer o Patriots parece ser somente um: a defesa chegar muito forte no quarterback Tom Brady e o incomodar. A principal estrela de New England cai de produção quando é incomodado. JJ Watts pode fazer isso. Mas o ataque precisará ficar mais tempo em campo. E, para isso, Schaub terá que aparecer. Isso quando Foster não fizer o “trabalho” sozinho…

Já dei meus palpites para os jogos deste domingo no post abaixo.

E no Twitter (@thiago_perdigao) comentarei os jogos da rodada. Olho neste Washington Redskins x Seattle Seahawks!

NFL: mais palpites para os playoffs!

por Thiago Perdigão em 05.jan.2013 às 17:27h

Antes do post, um convite: vou comentar os jogos dos playoffs no meu twitter (@thiago_perdigao). Claro que terá uns posts analíticos, mas o microblog é bom para comentários ao vivo. E prometo que não será uma narração…

Agora valendo (abaixo os palpites para sábado).

Depois de dar os palpites para os jogos de sábado, hora de escrever sobre os dois duelos deste domingo. Dos quatro times que estarão em campo, três têm quarterbacks calouros (Indianapolis Colts, Washington Redskins e Seattle Seahawks).

O que “sobrou” (Baltimore Ravens) é uma equipe que já viveu essa situação e com um estreante na posição, venceu dois jogos de playoff em 2008. Joe Flacco foi o primeiro quarterback a conseguir dois triunfos em pós-temporada. Recorde “igualado” por Mark Sanchez no mesmo ano.

Com a evolução do jogo, a posição de quarterback é cada vez mais fundamental para se vencer campeonatos. O último campeão com um QB mediano foi justamente o Ravens, em 2000, quando Trent Dilfer comandava o ataque.

De lá para cá, muita coisa mudou. As franquias “gastam” tudo por um bom quarterback. O Colts não fez muito esforço ano passado e não chorou por ter tido a pior campanha e, por consequência, a primeira escolha do draft de 2012. Tudo para ficar com Andrew Luck, já que o time tinha decidido que Peyton Manning, hoje no Denver Broncos, não continuaria.

O Redskins trocou “tudo” para ter Robert Griffin III. Em um post antigo, comentei sobre o negócio (veja aqui). Mas desde ali, estava claro que o time não poderia perder o negócio. Ainda é cedo para se ter a certeza que foi ótimo. Mas o Washington, que não conquistava a divisão Leste da Conferência Nacional desde 1999, pôde finalmente ficar à frente dos seus rivais. Algo bem positivo, para uma equipe que teve uma década de “saco de pancadas”.

Colts e Redskins arriscaram e colheram frutos nesta temporada. Sinceramente, não acho que passarão pelos seus rivais nos playoffs, mas já há muito o quê comemorar. Uma evolução evidente nos dois times.

O Seahawks tem Russell Wilson no comando de seu ataque. E esse nem parecia o plano, já que a franquia gastou bastante para ficar com Matt Flyn, ex-reserva de Aaron Rodgers no Green Bay Packers. Enquanto Luck e Griffin foram a primeira e segunda escolhas gerais respectivamente, Wilson foi escolhido na posição 75, no terceiro round do draft.

Mas o calouro entrou na equipe e convenceu. Venceu jogos – até mesmo aquele controverso contra o Packers, que adiantou a volta dos árbitros principais – e classificou Seattle para a pós-temporada. E o time é o mais “quente” do momento, com um ataque arrasador.

É difícil escolher quem teve mais impacto neste ano de estreia. Acho que dos três times, o Redskins era o pior e ainda joga na divisão mais difícil. Por isso, daria o prêmio para Griffin. Mas por muito pouco.

Luck é um QB “clássico”. Quebrou cinco recordes de calouros. Inclusive de mais jardas, viradas e campanhas da vitória. Números bem consideráveis.

Wilson terminou a temporada regular com rating 100. O maior de um primeiro-anista na história da Liga. Empatou com Peyton Manning em passes para touchdowns (26).

Griffin III é o primeiro quarterback titular nascido na década de 1990. O primeiro jogador do esporte americano a ter um numeral romano em sua camisa, que aliás foi uma das mais vendidas do ano. É um garoto propaganda nato e um ótimo jogador. Sofreu uma concussão e teve uma lesão no joelho. Ficou fora de jogos, mas teve uma grande temporada, tanto que foi o único calouro (sem ser especialista) convocado para o Pro Bowl. Foi o jogador mais jovem da história a conseguir um “jogo perfeito”, com rating de 158.3 (o máximo possível).

Ou seja, todos têm números bem expressivos. E condições para vencer… E serem estrelas!

Agora os palpites (todos os jogos com transmissões do Esporte Interativo e ESPN):

Baltimore Ravens x Indianapolis Colts (domingo, as 16h):

Já escrevi bastante do Colts e seu ótimo ataque. Luck tem juventude e pode contar com a experiência de Reggie Wayne, tipo de wide receiver que pega qualquer bola. Algo importante em um jogo que vai ser apertado.

O Baltimore começou o ano “diferente”. O ataque era melhor do que as pessoas achavam e a defesa pior do que as mesmas pessoas achavam que era. Flacco e, principalmente, Ray Rice foram muito bem na primeira parte. O quarteback caiu de produção e o running back continuou muito bem. E deve fazer a diferença na pós-temporada.

O Ravens foi muito “machucado” neste ano. Terrel Suggs começou a temporada no estaleiro. Depois, o maior baque: Ray Lewis também se machucou e só deverá voltar agora.

Já escrevi aqui sobre Lewis. Foi com o camisa 52 que “aprendi” o que era uma defesa. No Super Bowl de 2000, contra o New York Giants, Lewis promoveu um massacre. Fez de tudo e ganhou o título. Eu, que sou torcedor do Giants, não acreditava no que estava vendo. Mas, ao fim daquela partida, só pude admirar o show dado pela defesa do Ravens. Claro que com uma boa dose de tristeza…

Lewis volta agora para a sua “última balada” como profissional. Sua aposentadoria é muito ruim para todos os fãs da NFL. E ainda mais para o torcedor de Baltimore. Desde que a franquia saiu de Cleveland e foi para a cidade, Ray esteve em todos os anos no time.

E, líder como é, Lewis não vai desistir tão cedo. E aposto que esse gás será fundamental para o Ravens neste duelo.

Na minha opinião, este será o duelo mais equilibrado desta fase, mas vai dar Baltimore…

Washington Redskins x Seattle Seahawks (domingo, 19h30):

Os destaques, claro, são os dois ataques. Que são até parecidos. E bem apoiados por running backs. O também calouro Alfred Morris jogou muito por Washington. Marshawn Lynch é um monstro e deve roubar a cena neste duelo.

O melhor jogo corrido da Liga é do Washington. Mas Lynch é, empatado com Adrian Peterson, o melhor corredor da NFL.

E o Seattle cresceu muito nas últimas rodadas. Marcou 40 pontos como se fosse algo tranquilo. “Destruiu” o ótimo time do San Francisco 49ers há três semanas. É, neste ano, como o Giants foi em 2011 e o Packers em 2010. Time que “esquenta” na reta final costuma se dar bem.

A defesa do Seahawks também é muito boa. A secundária rouba bolas com certa frequência. A dificuldade é fazer com que Griffin III tenha menos opções que as habituais. O complicado é que a tática de manter um QB com as características mais móveis dentro do pocket (algo que sempre funcionou contra o Michael Vick, por exemplo) não dá muito certo contra o Redskins, já que o camisa 10 lança muito bem.

Emfim, mesmo com duas equipes “interessantes”, acho que Seattle ainda é superior neste confronto.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: playoffs começam neste sábado. E com palpites…

por Thiago Perdigão em 04.jan.2013 às 19:40h

Espaço morto, mas não posto. Vamos voltar ao BLOG após mais um longo período de ausência. É claro que a NFL não para, que os comentários continuam no Twitter, mas este espaço ficou sem atualização por conta da imensa correria nos últimos meses. Sim, meses.

Pretendo fazer um balanço da temporada até aqui. Decepções, surpresas, destaques… Enfim, muita coisa aconteceu em 2012 na NFL.

Mas agora é ano novo (mas temporada “velha”). Os playoffs começam neste fim de semana com quatro jogos. E todos eles bons, na minha opinião.

Abaixo uma análise de cada confronto – todos com transmissões ao vivo no Esporte Interativo e na ESPN, com palpites, é claro:

Houston Texans x Cincinnati Bengals (sábado, 19h30):

Houston começou com tudo. Jogou para ser apontado, com justiça, como favorito até a conquistar o Super Bowl. Mas o time caiu de produção na reta final. Nas derrotas para o Green Bay Packers (a primeira) e New England Patriots, duas equipes fortes, o Texans foi “humilhado”. Derrotas que já deixaram a “pulga atrás da orelha” do torcedor. Com justiça.

A coisa piorou um pouco e o Texans acabou perdendo a folga com uma derrota na última semana. Folga que é bem importante neste período, principalmente para times que não estão “quentes” como é o caso.

O curioso é que as duas equipes duelaram na mesma fase no ano passado. O Bengals era a maior surpresa da pós-temporada e o Texans, com seu T.J. Yates (à época seu terceiro quarterback), venceu por 31 a 10. Houston foi eliminado pelo Baltimore Ravens na semifinal da Conferência Americana após uma derrota por 20 a 13. Mesmo assim tirou boas lições da primeira aparição nos playoffs na história da franquia.

O Texans tem uma defesa bem forte. J.J. Watts ficou perto do recorde histórico de sacks em uma temporada (marca pertence ao ex-defensive end Michael Straham, que marcou história no New York Giants). Além de chegar no quarterback adversário, o camisa 99 é muito bom defletindo passes. A secundária é decente. A perda do linebacker Brian Cushing, lesionado, foi ruim para a equipe, é verdade, mas no geral Houston foi bem.

O ataque poderá contar com Matt Schaub. Não é o melhor quarterback do mundo, mas pode fazer um bom papel. Ainda mais se Arian Foster correr bem com a bola e “tirar a pressão”. O meio do campo, com o tigh end Owen Daniels, parece ser o ponto chave para Houston vencer.

O Bengals é um time bem interessante. Está em uma fase muito boa. Cresceu muito durante a temporada. A defesa é forte e o ataque tem, talvez, a dupla mais afiada da NFL: Andy Dalton e AJ Green.

Cincinatti, antes de 2011, parecia uma equipe em reconstrução, que perdera o QB Carson Palmer e o wide receiver Chad Ochocinco, à época as estrelas do time.

Foi para o playoff contra todos os prognósticos. Parecia ali apenas “sorte”. Com a vaga de novo este ano, consolidou-se como uma força na enfraquecida AFC.

Poderia ir até mais longe, mas ainda acho que Houston pode jogar como no começo da temporada. E deve levar esse jogo.

Green Bay Packers (11-5) x Minnesota Vikings (10-6) (sábado, 23h):

Curiosamente, as duas equipes se enfrentaram na última semana e deu Vikings. Mas, sinceramente, não acho que o jogo passado será nem ao menos parecido com o desta semana.

Ali o Packers, apesar da chance de folgar na primeira rodada, estava “descansando”. E ainda ajudou a eliminar o Chicago Bears, seu grande rival. Não acho que Green Bay entregou o jogo, mas também não faz lá grande esforço. Mas o jogo foi duro, dirão alguns. Concordo. Por isso afirmei acima que ninguém entregou.

O Vikings é a grande surpresa deste playoff. Muito grande, aliás…

As equipes têm ataques diametralmente opostos. Packers passa muito e o Vikings corre absurdamente.

O Vikings mereceu um post neste espaço no começo da temporada (veja aqui). Era ali, a maior surpresa da temporada. Percy Harvin, que sofreu uma lesão e só voltará no próximo campeonato, era o melhor do time.

Adrian Peterson, que era uma grande icógnita por conta de uma grave lesão no joelho, está jogando melhor do que nunca. E isso é muita coisa, já que o running back sempre foi um dos melhores da Liga. Chegou a 2096 e ficou a nove jardas do recorde histórico da NFL. E em uma época que o jogo está cada vez mais aéreo…

A fórmula do ataque deve ser a mesma: passes curtos de Christian Ponder e muita correria de Peterson. Em janeiro, no frio do Lambeau Field, pode dar certo.

Na minha opinião, a defesa do Vikings tem tudo para fazer um bom trabalho também.

Mas o Packers é ainda muito mais time. Não tem mais a mesma força de anos anteriores,é verdade, mas isso não muda muito.

Aaron Rodgers ainda é um dos melhores da NFL. O ataque tem boas armas. A defesa perdeu um pouco do rendimento, mas mesmo assim é forte.

Sinceramente, acredito que o Packers é muito favorito neste confronto.

Como este post ficou muito grande, volto neste sábado para projetar os duelos de domingo.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: análise sobre o Eagles e palpites para a semana

por Thiago Perdigão em 01.nov.2012 às 19:43h

A correria da semana não me permitiu escrever um post com algum fato que tenha chamado a atenção na NFL.

Mas resolvi divulgar aqui neste espaço um podcast muito bom. Para quem não conhece, vale a pena ouvir o Boteco Live, mesa redonda sobre NFL da internet. Talvez a única em português sobre o assunto.

Já escrevi aqui outras vezes sobre o programa, que acontece às terças-feiras e começa às 21h15, sempre com transmissão ao vivo via internet. A ideia e o comando ficam por conta do Rafa, o gerente do Boteco, e do ótimo NFL de Boteco (www.nfldeboteco.com.br). Quem quiser acompanhar, entre no site que vale a pena.

A discussão dessa semana foi muito boa. Não vou contar tudo, é claro. Além de mim e o Rafa, o programa contou com o Ricard Saad, do Tackledown (www.tackledown.com), Renato Lazzarini (www.giantsbrasil.com.br), Antony Curti (www.theconcussion.com.br) e o Lucas Rossetti, técnico do Lusa Rhynos.

Mas uma das grandes discussões foi sobre Michael Vick. Antes de a temporada começar, escrevi um post sobre minhas expectativas do Philadelphia Eagles para 2012. E apesar de a temporada estar na metade, a verdade é que elas não foram alcançadas.

Assim como no ano passado, o time faz uma temporada pífia. A campanha com três vitórias e quatro derrotas não é a pior do mundo, mas os problemas só se acumulam. Turnovers atrás de turnovers e desempenhos ruins. Um time que não tem muitas perspectivas de classificação para o playoff.

A equipe é ruim? Sinceramente, não acho. Mas é claro que o técnico Andy Reid está mais do que desgastado e não deve ficar mais um ano no comando do time. Há bons jogadores que não estão bem e outros que jogam menos do que acham, como o wide receiver DeSean Jackson, que brigou muito por uma renovação de contrato e a conseguiu.

Vick ainda será o titular do Eagles. Mas não é um quarterback para o futuro. Entendo que ele ficará como titular e essa é a opção correta. Por toda a pressão que a franquia vive, por o novato Nick Foles para comandar o time seria assinar a desistência da temporada. Uma decisão precipitada, é claro.

Michael Vick até teve um ano bom pelo Eagles, mas o corpo dele já cobrou o preço. Ele nunca lançou muito bem e tinha o grande diferncial de correr com a bola melhor até que alguns running backs. Tirar Vick do pocket era fatal muitas vezes. No passado. Atualmente, não é. E agora o quarterback continua lançando mal e correndo mal. Não é uma equação muito positiva.

No podcast fizemos também nossas previsões para o fim de semana. Vou adiantar apenas um: o San Diego Charges ganha do Kansas City Chiefs, o segundo pior time da NFL deste ano.

Os outros palpites? Baixe o podcast neste endereço: http://nfldeboteco.com.br/botecolive-33/

Twitter: @thiago_perdigao