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A (boa) obsessão da NFL em se tornar mundial

por Thiago Perdigão em 29.set.2014 às 14:59h

* Coluna publicada no LANCE! desta segunda-feira. Mas em versão extendida…

Arranhada com os recentes casos de problemas extracampo de alguns de seus jogadores, a NFL se mexeu para diminuir os danos e voltar a se mostrar bem para o mundo.

As medidas para evitar prisões ainda são muito vagas, mas a liga sabe que terá de investir  pesado em programas anti-violência. E o fará, já que há dinheiro. Quase sobrando, na verdade.

Para o mercado internacional, as medidas de expansão da NFL continuam em alta. No último domingo, mais um jogo em Londres. A cidade inglesa recebe uma partida da temporada regular desde a temporada de 2007. Ali, a liga se preparou muito para causar boa impressão após o fracasso da NFL Europa na década anterior. Em 2007, foi difícil para a liga. Negociou com times e decidiu que levaria New York Giants e Miami Dolphins para a tentativa europeia.

O Giants fez exigências. Só aceitaria o jogo caso ele fosse fora de casa. Não queria jogar como mandante em Londres. Além disso, que a semana de folga fosse justamente depois dessa viagem. No fim, a NFL aceitou tudo e a partida aconteceu.

E em Wembley. Não seria a NFL se fizesse em outro estádio. Precisava ser em algum lugar grandioso e com história. A liga fará o mesmo quando for a outros países, podem apostar.

Depois do sucesso da primeira tentativa, as coisas evoluíram e se tornaram mais automáticas. Atualmente, as franquias são comunicadas dos jogos e aceitam. Neste campeonato, serão mais dois jogos na capital inglesa. Pela primeira vez, serão três jogos estrangeiros de temporada regular.

Vira e mexe se fala em levar uma franquia para Londres. Assim como Los Angeles, são mercados do sonho para a liga. Mas a capital inglesa ainda é um sonho distante. Mas não impossível pelas distâncias. Uma viagem da Costa Leste americana para a Oeste dura quase o mesmo tempo do que para a Inglaterra. Seria uma logística difícil, é verdade. Mas, repito, longe de ser impossível.

Além da “aventura londrina”, outros países estão na mira da liga: Alemanha e Brasil. Aí não para franquias, mas para jogos. em um primeiro momento, de pré-temporada. Isso não aconteceu na Inglaterra, que já logo recebeu partidas “valendo”, mas acredito que a segunda parte da expansão será lento. A NFL não quer, neste primeiro momento, diminuir os jogos em Wembley, mas seria exagero tirar mais dois ou três duelos dos EUA neste momento.

A Alemanha teve a única franquia de relativo sucesso nos tempos da NFL Europa. O futebol americano é forte por lá e faz sentido a escolha por se investir no país. Há jogadores alemães na liga e muito por conta da força do esporte, que é bem praticado por garotos de lá.

O Brasil também já chamou a atenção dos executivos americanos há tempos. Até oito jogos de uma rodada que tem no máximo 16, são transmitidos ao vivo por aqui. Para o americano conseguir isso, só no pay per view. O kicker Cairo Santos já é titular do Kansas City Chiefs, Maikon Bonani, outro chutador, bateu na trave. Há campeonatos brasileiros, mesmo que amadores… E uma ânsia por se consumir os produtos da NFL.

Mark Waller, executivo da NFL designado para a expansão, citou o Brasil como próximo passo de um plano de 15 anos da internacionalização da marca. Sete desses anos já se passaram, já que o plano começou com os jogos em Londres. O mercado aqui é bom, apesar da economia ter esfriado. Há um público muito fiel e louco por essa atenção. A equação é simples. E a liga não costuma perder essas chances.

A NFL já tem postado nas redes sociais em bom português. Um jogo por aqui é possível, pelas palavras do executivo da NFL. E em um futuro próximo… Seria ótimo para todos os fãs. A experiência é fantástica e vale a pena. Minha aposta seria no Maracanã.

E você, caro leitor, que jogo gostaria de ver aqui no Brasil?

Twitter: @thiago_perdigao

Mudança da Fiba é interessante. Até para a NBA…

por Thiago Perdigão em 16.set.2014 às 18:00h

Abro uma exceção ao futebol americano neste espaço para escrever sobre o basquete internacional. Depois de mais um (fácil) título mundial conquistado pelos EUA último fim de semana, a Federação Internacional de Basquete anunciou a mudança de algumas regras em competições organizadas por ela.

Agora, após um rebote ofensivo, o tempo de posse de bola não voltará mais a ser 24 segundos, como quando começa a jogada. Caiu para 14 segundos o tempo para essa “segunda chance”. O objetivo é claro: dar mais dinâmica aos ataques.

Voltar a 24 segundos era muita coisa. Times que estavam à frente no placar podiam “cozinhar” o jogo, gastar tempo e isso não é interessante para os torcedores.

Menos tempo pode fazer com que as equipes ataquem a cesta mais rapidamente, podendo aumentar as jogadas mais explosivas e mais divertidas. Quando mais pontos, melhor. Nada que faça com que os jogos Fiba tenham tantos pontos como os da NBA, mas pode melhorar. Para os organizadores, partidas parelhas trazem mais atenção e, consequentemente, mais dinheiro.

É óbvio que essa medida não vai mudar radicalmente o andamento das partidas. São pequenos ajustes, mas que podem melhorar a qualidade do esporte. E essa atualização de regras sempre é interessante. Desde que não seja nenhuma mudança bizarra, claro. E se não der certo, a Fiba voltará atrás. E segue o jogo…

As outras mudanças alteram pouco a dinâmica dos jogos. Agora, um jogador que cometer duas faltas técnicas está excluído das partidas. Isso tem a ver com a postura de alguns atletas que reclamam muito de algumas marcações dos juízes. Que não foram muito bem no último Mundial, é verdade, mas é muito ruim ver tantas reclamações. Muitas vezes espalhafatosas.

A Fiba também liberou as numerações. Bom para o marketing de alguns atletas. Na Olimpíada, por exemplo, poderemos ver LeBron James, caso ele venha ao Brasil é claro, com a camisa 23 da seleção americana. Os patrocinadores aprovam.

Essa mudança de regras vale somente para competições organizadas pela Fiba. Podem, é claro, ser reproduzidas em torneios nacionais e regionais. A NBA, por exemplo, poderia olhar com carinho essa regra da segunda posse de bola cair para 14 segundos. Na minha opinião, veríamos menos daquelas faltas seguidas chatas que um time faz quando está em desvantagem. Não acabaria com a prática, mas poderia reduzir.

Passou da hora de a NFL se posicionar. Punir não é a solução para o ‘extracampo’

por Thiago Perdigão em 15.set.2014 às 17:30h

* Coluna originalmente publicada no LANCE! desta segunda-feira, 15 de setembro. (mas aumentada para o blog)

A semana foi difícil para os amantes da NFL. E logo depois da primeira rodada, após seis meses de longa espera por um jogo oficial. Agora estamos na segunda semana de partidas, muitas muito boas. No campo, está tudo bem, mas fora dele…

Ray Rice, um dos principais jogadores da liga, acabou suspenso indefinidamente após um vídeo mostrando ele agredindo sua noiva, hoje esposa, ter sido divulgado pelo site TMZ. Rice deu dois socos na mulher, que acabou desmaiando. A NFL e o Baltimore Ravens correram para punir o jogador, que não tem mais contrato com a equipe.

Tudo muito bonito… No discurso. Já se sabia, quando um vídeo com imagens fora do elevador onde ocorreu o incidente apareceu, que havia sido algo grave. Mas a NFL “torceu” para mais nada sugir e suspendeu o jogador por patéticos dois jogos. A liga disse que tentou ter o segundo vídeo, mas não conseguiu. Como não?

Depois, outro escândalo com a prisão de Adrian Peterson, outro craque, por agressão a seu filho. O jogador já está solto, mas acabou nem atuando no fim de semana. Terá que responder um longo processo.

Há tempos a atitude dos jogadores é um grande problema para a NFL. Há um ano, Aaron Hernandez, jogador de destaque, foi preso por homicídio. O caso mais grave entre os muitos jogadores presos por brigas domésticas ou por dirigirem bêbados, “comuns” durante o período sem jogos (fevereiro a agosto).

O caso Hernandez é bem emblemático. Sempre escrevo que a NFL “torce para os problemas se resolverem”. Hernandez há tempos tinha problemas de comportamento. Já era suspeito de ter envolvimento com coisas graves desde o tempo de universidade. Não merecia a condenação, mas era claro que havia uma preocupação. O seu clube na NFL, o New England Patriots, sabia disso. Ameaçou suspendê-lo e demití-lo algumas vezes. Não publicamente. Depois, assinou um contrato alto com o jogador, que estava na lista dos melhores do campeonato.

A preocupação era tão grande que assim que a polícia de Boston iria deter Hernandez como suspeito de homicídio, o Patriots correu para dispensar o jogador. Não esperou nem as acusações serem formalizadas. Não sou advogado, mas nos EUA a Justiça funciona um pouco diferente do Brasil. As acusações precisam ser apresentadas a um juiz, que decide se o suspeito ficará detido e passará por um julgamento. Ou seja, nem se tinha certeza do crime que o jogador teria cometido para abrir mão dele. De um dos principais atletas da franquia, para que se fique mais claro.

Esse comportamento fora de campo é um problema social grave. Não somente para a liga ou times. É um problema para a sociedade americana, que para ser justo, não é apenas do esporte. E muito menos só do futebol americano.

Jovens, muito deles de famílias pobres, “do nada” assinam contratos milionários. Com 20 e poucos anos e sem nunca terem ganhado muito dinheiro, conseguem milhões de dólares. Não são todos que se assumem como “donos do mundo”, mas há uma parcela considerável que tem se envolvido com crimes e desvios de condutas. E é preciso encarar o problema.

A ESPN fez um documentário muito bom chamado “Broke”, que mostra a situação financeira grave em que alguns dos jogadores mais famosos dos esportes americanos estão. Ou seja, é um problema que não só gera crimes, mas também pobreza, problemas de saúde e vários outros.

No futebo americano, a NFL é responsável, assim como as universidades, que formam esses jogadores em troca de estudo. Também ganham milhões com mão de obra bem “barata”, já que os atletas não podem ter salários.

É ruim para o esporte e pior ainda para a vida desses jovens. A liga tão milionária e organizada, precisa parar de cuidar apenas dos jogadores. É imperativo tratar do homem.

Punir é importante, mas é a última coisa a se fazer, já que quando se chega a isso, o ato já aconteceu.A liga promete ser dura com que cometer crimes, sobretudo agressões familiares, mas é pouco. Punir não é educar. Punir não é melhorar a situação. Se muito, cria medo. Faz as coisas ficarem escondidas. Como, aliás, tem sido a política da NFL em muitos casos.

Passou da hora de um programa que atenda a esses jovens. Dinheiro tem. E seria um grande exemplo para todos.

Até pouco tempo, a NFL era reticente quanto aos problemas de saúde gerados pelas concussões. Foi processada inúmeras vezes, até que admitiu e tentou criar uma solução. Quando agiu, agiu muito bem e muito honestamente. É o que se precisa fazer agora.

‘Draft Day’: vale a pena ver o filme!

por Thiago Perdigão em 20.mai.2014 às 21:45h

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Nesta terça-feira pude assistir o filme “A grande escolha”. Para os amantes da NFL, o nome inglês “Draft Day” dá melhor a noção de qual é a história.

Esqueça uma análise técnica sobre o filme. Apesar de gostar muito de cinema, criticá-lo não é a minha praia. E também não sou chato como já fui. Hoje, gosto de filmes americanos e os assisto. Passou aquela fase “cinema europeu”, que ainda é o meu favorito, aliás. Mas fiquei mais flexível.

“Draft Day” é um bom filme. Exagerado, com um romance improvável, é verdade. Mas não seria comercial se não tivessem alguns desses elementos. O romance é até bom para o fã de futebol americano, já que deixa a história mais convidativa ao grande público e faz com que mais salas o exibam. Mais salas, mais chances de ver.

É óbvio que “Draft Day” não é um documentário. Apesar de times reais, personagens reais e cenários reais. É uma história de um general manager poucas horas antes da escolha. Disso, dá para imaginar como seria isso na “vida real”.

O ponto alto do filme, para mim, foram as imagens dos quartéis generais de várias franquias. Os draft boards, as instalações, os campos de treinamento, a sala de guerra, os vestiários… tudo está lá. E quase tudo no Cleveland Browns. Mas tem o comissário Roger Goodel no papel dele mesmo. Tem o Radio City Music Hall, local real do evento. Chama muito a atenção ver tudo isso tão de “perto”.

O Browns é a estrela do filme. E o mais interessante é que a equipe foi o centro do draft deste ano, como na ficção. A dúvida é pela escolha de um quarterback. Na “vida real”, Cleveland escolheu Johnny Manziel, o jogador mais falado durante esse período sem jogos. No cinema, deixo para vocês.

Uma pausa no filme. Manziel, na minha opinião, foi uma ótima escolha. O QB pode não ser o futuro da NFL como muita gente acha, mas tem potencial para ser um grande jogador. Vai ajudar muito o seu time, o pior da Liga há muitos anos. E que parece sempre piorar.

Voltando à película. Curiosamente, ou propositalmente, a primeira escolha do draft é do Seattle Seahawks, justamente o campeão do ano passado e que, no draft 2014, escolheu por último na primeira rodada. Tentei várias vezes observar a ordem total do recrutamento, mas não consegui. Os draft boards até aparecem atrás dos personagens, mas sem aqueles recursos de congelamento, ficou difícil. Uma curiosidade, é claro.

A grande dúvida do general manager, da ficção e da vida real, é a mesma: quem escolher? No filme, a primeira escolha é “barbada”. Há alguns anos, vimos algo parecido com Andrew Luck. Em 2012, até surgiu uma pequena dúvida se o Indianapolis Colts poderia mudar e ficar com Robert Griffin III. Mas foram apenas especulações.

E elas estão lá também na ficção. E esse é o ponto principal. Claro que com algumas situações exageradas. Mas que devem acontecer, em menor escala, em todas as 32 franquias da NFL.

Se você é fã da NFL, recomendo que vá ao cinema. O filme entra em cartaz na próxima quinta-feira.

E o torcedor do Browns sonha com o dia que seu time seja um pouco como em “Draft Day”…

Twitter: @thiago_perdigao

Abaixo, o trailer:

NFL: Titans dispensa Bironas e brasileiro é o único kicker do time

por Thiago Perdigão em 19.mar.2014 às 16:52h

Há quase dois meses, conversei com Maikon Bonani para um entrevista. O papo foi ótimo e rendeu uma “Entrevista da Semana”, espaço nobre do Diário LANCE! (no fim do post, o link para uma parte dela).

Na conversa, Bonani se mostrou muito animado com a “segunda chance” que terá com o Tennessee Titans. Após treinar com o time no ano passado, o brasileiro acabou dispensado, mas no fim da temporada assinou um novo contrato com a franquia.

É um contrato “teste”. Bonani não recebeu nenhum bônus de assinatura por ele, mas garantiu que terá um local para treinar em um time profissional. Uma boa chance, levando-se em conta que são poucas as vagas para kickers na NFL.

A maioria dos times tem apenas um kicker em seu elenco. Para a temporada, as equipes podem ter 53 jogadores em seu elenco. Parece muito, mas não é. Afinal, são 22 titulares – 11 para a defesa e 11 para o ataque. Mais alguns atletas que só jogam nos times especiais, mais os reservas… Não é fácil montar um elenco e por isso que geralmente só se tem um kicker. Se ele se machucar em um jogo, problemas. Mas as franquias podem contratar novos jogadores todas as semanas, então os riscos são minimizados.

O Titans tinha em seu elenco um kicker experiente e de um bom nível: Rob Bironas. Bonani competiu com Bironas por uma vaga no ano passado, mas “perdeu”. Bem compreensível, é claro.

Bironas tem 36 anos, nove deles no Tennessee. É o segundo jogador que mais fez pontos pela franquia – aí incluímos a época que o time era o Houston Oilers. Ano passado, acertou 25 de 29 field goals tentados. Um número bom, mas não muito expressivo, é verdade. Como também é verdade que o ataque do Titans foi pífio em 2013.

O veterano kicker tem outros recordes, como oito field goals marcados em um único jogo (recorde da NFL), participou de um Pro Bowl. Números que mostram que Bironas é um jogador bem confiável e talentoso.

E Maikon sabe disso. Em nossa conversa, elogiou o companheiro e disse que aprendeu com ele. Mostrou-se empolgado com a nova competição, mas não projetou nada.

Pois bem, Bironas foi dispensado do Titans nesta quarta-feira. E Maikon Bonani é o único jogador da posição no elenco. Em abril, começam os treinos não obrigatórios da equipe. Será a primeira oportunidade do novo técnico Ken Whisenhunt ver seus jogadores. E ótima chance de Bonani, que garantiu que estará nesses treinos, de mostrar o seu valor.

Antes dessa saída de Bironas, que ainda pode voltar, é claro, achava que Maikon teria uma competição muito difícil pela frente. Pela qualidade de Bironas e pelo tempo que o jogador está na franquia. Na minha opinião, contra Bironas, o brasileiro  dificilmente ganharia em condições normais.

Mas agora, Bonani terá uma chance de ouro de mostrar serviço. O Titans vai contratar outro kicker em algum momento, mas quando isso acontecer, Maikon já poderá ter alguma “vantagem”.

Maikon precisa mostrar, sobretudo, que é consistente. Não precisa acertar chutes de 70 jardas (impossíveis, é claro), mas precisa acertá-los. Em seu período na universidade, Bonani se destacou pouco por chutes muito longos, que até foram poucos, mas conseguiu ser consistente em seus melhores anos.

É claro que o Titans pode draftar alguém antes desse período de treinos (um dos nomes que podem pintar é o também brasileiro Cairo Santos, que participou do Combine em fevereiro). Mas não acredito muito nessa possibilidade…

Enquanto a temporada de treinos não começa, a rotina de treinos de Maikon continua. Pelo menos quatro vezes por semana, o kicker vai à Universidade do Sul da Flórida chutar e fazer musculação. Tudo para estar pronto para a chance no Titans. Que hoje parece muito mais promissora…

– Treinei muito bem no ano passado com o time. Conversei muito com os técnicos e evolui. Chutei bem nos treinos e jogos da pré-temporada, eles viram potencial em mim. Estão tentando me dar uma nova chance e tenho que estar pronto para ela – afirmou Maikon na entrevista de janeiro.

Seria ótimo um brasileiro na NFL. Apesar de alguns colegas tratarem o linha ofensiva Beno Giacomini como brasileiro, o jogador ex-Seattle Seahawks e agora no New York Jets tem pais brasileiros, mas nasceu e cresceu nos Estados Unidos.

Maikon seria ótimo para chamar a atenção dos brasileiros para a NFL. E a Liga sabe que o mercado daqui é muito importante. Ninguém vai pressionar para colocar o kicker em algum time, mas seria bom para todos.

Tentei contato com Maikon nesta quarta, mas ele ainda não me respondeu. Assim que isso acontecer, publico nesse espaço.

Aqui a entrevista ao L!: http://www.lancenet.com.br/minuto/brasileiro-NFL-Bonani-embaixador-esporte_0_1075692676.html

Twitter: @thiago_perdigao

Super Bowl: ganhou o melhor time da NFL. E vem mais Seahawks por aí…

por Thiago Perdigão em 03.fev.2014 às 21:02h

O Super Bowl do último domingo não foi o pior de todos. Foi talvez o menos disputado. Dos últimos tempos, para ser bem exato. Quem já teve curiosidade de ver outras finais principalmente das décadas de 1980 e começo de 1990 sabe que ali era bem mais comum uma goleada.

Na minha opinião, o Seattle Seahawks não “passou o carro” no Denver Broncos porque o Peyton Manning não jogou nada, ou por algum jogador ter amarelado, ou por sorte, ou pelo clima, ou por outra coisa.

Seattle é o melhor time da NFL. Ponto. Você pode não concordar, é claro, mas não vejo uma equipe tão forte quanto esta há tempos.

“Ah, mas o Seahawks quase perdeu de várias babas.” “Ah, o 49ers quase ganhou no playoff e ganhou na temporada regular.” “Ah, mas o time perdeu do Colts que nem é tudo isso.” “E perdeu do Cardinals, que nem foi ao playoff.” “Ah, mas Seattle só ganhou do fraco Buccaneers por três pontos.”

Tudo isso é verdade. Como é verdade que também sofreu contra outros times fracos como o Houston Texans e o Tennessee Titans.

Contra o Carolina Panthers, na estreia, parecia devagar. Ganhou por 12 a 7. Jogou mal e teve dificuldades contra um Carolina que estava longe de ser o bom time que foi ao playoff com a segunda melhor campanha da Conferência Nacional.

Mas, em todos os jogos “para valer” o time foi bem. E uma equipe campeã se forma assim: vence os jogos que não pode perder e cresce na hora das partidas mais importantes.

O Seahawks é exatamente isso. Uma equipe que cresce nos momentos decisivos. Ano passado, foi assim. Perdeu do Atlanta Falcons, é verdade, mas mostrou que a caminhada estava sendo bem feita.

A caminhada começou em 2010. Pete Carroll foi contratado para ser o técnico. No draft, foram escolhidos nas três primeiras rodadas o tackle Russell Okung, o safety Earl Thomas e o wide receiver Golden Tate. Todos muito talentosos. E todos titulares.

Naquela temporada, Seattle foi para o playoff. A campanha foi ruim: sete vitórias e nove derrotas. Mas a divisão era fraca e o time acabou com o título dela. Mas, na pós-temporada, o Seahawks deu uma amostra do que viraria ao bater o New Orleans Saints, que era o atual campeão do Super Bowl. Foi uma surpresa, mas muito do que mostrou ali, a equipe continua mostrando.

Um ano depois, o Seahawks evoluiu menos do que o esperado e o San Francisco teve um grande salto de qualidade. Já era um time talentoso, mas que andava acéfalo, e melhorou chegando à final da AFC. Seattle fez outro bom draft, trazendo Richard Sherman, por exemplo, na quinta rodada do draft.

Aí já mostrando uma aposta de Carroll e sua comissão técnica: uma secundária com jogadores mais altos do que o “convencional”. Mantendo a velocidade e sendo muito física. Mais ou menos o que vocês conhecem como “Legião de Boom”. Todos draftados pela equipe. Ou quase todos, já que Brandon Browner – suspenso neste ano – veio da Canadian Football League. Byron Maxwell, Jeremy Lane e Walter Thurmond também foram draftados pela franquia.

Faltava um quarterback. A linha ofensiva também estava reconstruída, muito talentosa e bem jovem, ou seja, com muito futuro. Aqui mesmo neste espaço opinei que achava que Seattle era o melhor destino para Peyton Manning.

Manning até negociou, mas acabou no Denver Broncos. O Seahawks foi atrás de Matt Flyn, que tinha ido muito bem quando jogou como reserva de Aaron Rodgers, e parecia ter futuro. Mesmo assim, escolheu Russell Wilson na (pasmem) terceira rodada.

Wilson brilhou no tranning camp, convenceu e ficou com a vaga de titular. O Seahawks estava quase pronto. Melhorou o corpo de wide receivers, mas perdeu para o Falcons, que jogou muito bem em 2012.

Em 2013, contratou Percy Harvin – para mim, o MVP daquela temporada passada até se machucar. Harvin, ainda lesionado, pouco jogou, é verdade, mas estava pronto no Super Bowl. E foi um dos melhores em campo. O melhor do ataque, ao menos.

Toda essa cronologia acima, mostra que Seattle tem uma ótima base. E que o trabalho ainda está no começo.

Desde 2004, um time não chega a dois Super Bowls seguidos. Por conta do equilíbrio da NFL, dos jogadores sem contrato, de talentos do draft que conseguem ter impacto imediato, de jogadores que evoluem de uma temporada para outra. E (muito) pelo teto salarial apertado.

O Seahawks tem boas chances de quebrar essas maldição. Dos principais jogadores, Golden Tate e o defensive end Michael Bennett e Breno Giacomini estão com os seus contratos no fim. Mas há espaço no teto para renovar com todos eles. Ou até ir ao mercado para conseguir jogadores melhores.

Russell Wilson que é o dono da posição mais cara, ainda tem contrato de calouro e só poderá negociá-lo em 2015. O (fraco) reserva dele, Tarvaris Jackson, por exemplo, tem um salário maior que o do titular.

A equação só não é a melhor possível para Seattle porque a NFC West é hoje a melhor divisão da NFL. O San Francisco 49ers, que deve perder jogadores, ainda é um grande time, o Arizona Cardinals já mostrou este ano que vai incomodar e até o Saint Louis Rams tem condições de “atrapalhar”.

Mas está claro que atual elenco do Seahawks está pronto para, ao menos, mais uma temporada. E ainda com a moral de já ter conquistado um título. E, sinceramente, não acredito na “Super Ressaca”, reservada aos últimos campeões da NFL.

Voltando ao Super Bowl. Na minha opinião, dou mais valor ao ótimo desempenho de Seattle do que ao mau jogo do Broncos. O campeão tinha um plano de jogo e o desenvolveu com perfeição. Para mim, foi lindo de assistir. E não sou torcedor do time.

Gosto de defesas dominantes. Sempre comento que a do Baltimore Ravens que venceu o Giants praticamente sozinha no Super Bowl de 2000 é lembrada com frequência neste espaço. E merecidamente. Foi a primeira vez que este que vos escreve viu uma performance defensiva daquele nível.

Mas a defesa do Seahawks jogou ainda mais. Mostrou os motivos que a levaram a ser a melhor da Liga. Nos números e análises.

E o ataque também jogou muito. Isso com o Broncos conseguindo parar, mesmo que em parte, a força das corridas de Marshawn Lynch.

Seattle dominou o jogo em todas as suas fases. Os 43 a 8 chamam a atenção, mas mostram esse domínio que escrevi acima. O time de Carroll foi superior em todas as fases do jogo: ataque, defesa e times especiais.

Faltou emoção, mas sobrou qualidade. É bem verdade que seria mais legal se Denver conseguisse pelo menos atrapalhar. Os últimos Super Bowls nos deixaram mal acostumados no quesito emoção e qualidade.

Mas o 48 está longe de ser o pior. O Seattle Seahawks não merece nada com “pior”…

Você concorda?

Twitter: @thiago_perdigao

Super Bowl, o maior espetáculo da Terra!

por Thiago Perdigão em 01.fev.2014 às 15:24h

*Coluna publicada no LANCE! deste sábado, 1º fevereiro

Você pode até não gostar de futebol americano, mas já ouviu falar no Super Bowl que chega a sua 48 edição amanhã. Será a primeira vez que a final da NFL será disputada em Nova York, o maior mercado dos EUA.

A expectativa é que seja a mais assistida da história. Isso com dois times de mercados não tão grandes. Mas isso não é um problemão, já que Peyton Manning, quarterback do Denver Broncos, é o tipíco herói que gera muito interesse. O Seattle Seahawks também tem apelo: uma equipe jovem, com jogadores falastrões, daqueles que geram amor e ódio entre os fãs.

Ano passado, 108,4 milhões de americanos viram a final ao vivo (pouco mais de um terço da população dos EUA). E o Super Bowl passado ainda perde para os de 2011 e 2012 no ranking das maiores audiências. Estimativas apontam que cerca de 1 bilhão de pessoas tiveram acesso à final de 2013.

Alguns analistas mais otimistas dizem que essa audiência global pode aumentar neste ano. Em 2013, 230 países transmitiram o jogo.

Esse interesse todo explica parte das receitas de mais de 9 bilhões de dólares anuais. Muito desse dinheiro vem dos direitos de TV, negociados para os EUA e para resto do mundo.

E não são só as televisões, que lucram com os espaços publicitários (a Fox americana, que tem exclusividade, vendeu cada 30 segundos de comerciais por 4 milhões de dólares), os times e a NFL que lucram.

A cidade-sede também conta os muitos dólares que invadem, junto com uma legião de torcedores, os espaços. Ano passado, o Super Bowl rendeu 480 milhões a Nova Orleans. Nova York, que já é a cidade mais visitada dos EUA, deve faturar muito mais que isso. Para se ter uma ideia, o Comitê Organizador tem 28 patrocinadores.

E até os supermercados lucram. Afinal, o “Super Domingo” é o segundo dia em mais se consome comida nos EUA. E os americanos são muito exagerados nesse item.

Agora é hora de contar os minutos para o jogo, que deve começar às 21h30 (horário de Brasília). Isso se não atrasar por conta de uma nevasca prevista. Se atrasar, gera mais expectativa.

E mais dinheiro…

O futebol americano e a NFL não são violentos!

por Thiago Perdigão em 06.jan.2014 às 14:14h

Violência é “qualquer força empregada contra a vontade, liberdade ou resistência de pessoa ou coisa; constrangimento, físico ou moral, exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem”. Essas são duas das definições do dicionário Michaelis.

Violência, portanto, está ligada a intenção de alguém contra o outro. Há lances violentos nos esportes em geral. Há também esportes violentos, é claro.

Mas não é o caso do futebol americano, mesmo que o preconceito contra o esporte ainda esteja bem vivo na preconceituosa sociedade brasileira. Sim, se você não sabia, há muito preconceito no Brasil.

Esqueçamos a discussão da sociedade para prestar atenção ao esporte. É lógico que há lances violentos na NFL. Quem acompanha mais de perto sabe que muitos jogadores são multados semanalmente. Com valores altos, como 100 mil dólares por conta de uma pancada mais forte. Mas os violentos são exceção, não regra.

Concussão é a contusão mais preocupante para os jogadores. E ela acontece em números muito alarmantes. Sequelas cerebrais são comuns em quem sofre esse tipo de problema. Ano passado, Junior Seau, ex-jogador de defesa da NFL, se matou em casa. Segundo a família, Seau sofria com dores de cabeça muito fortes, perda de memória e vários sintomas de concussão.

A liga admite que o problema é muito grave. Tanto que depois de brigas e mais brigas, algumas judiciais, concordou em fazer um fundo para ajudar ex-jogadores que sofreram concussões e para estudos médicos relacionados ao cérebro.
Atualmente, as regras da NFL não permitem que um jogador com sintoma de concussão volte para um jogo. Mesmo para atuar em uma outra rodada, tem de passar por exames feitos por médicos designados pela Liga, sem relação com o time.

Não é uma solução definitiva. Mas é importante admitir o problema. E o jogador sabe que é um esporte com um alto risco de lesões. Não somente na cabeça. Este ano, o número de rompimento de ligamentos de tornozelo e joelho foram altos.

Mas o futebol também tem risco. O basquete tem risco. Mesmo esporte sem contato, como o tênis, tem risco de lesão.

O futebol americano é um esporte de alto contato. Como os olímpicos rúgbi ou handebol, por exemplo. Mas não violento.

Não sou advogado de defesa de ninguém. Sou um crítico da NFL em vários pontos. Um deles é que há vários jogadores que simplesmente são descartados pelos times todos os anos. E não há um trabalho com essas pessoas. Mas é inegavelmente um das melhores e mais rentáveis ligas do mundo. Em um esporte disputado em nível profissional apenas nos EUA.

É necessário discutir os problemas do futebol americano. Como é necessário discutir os problemas do MMA, por exemplo. Que quando começou era um esporte totalmente diferente do que é disputado hoje. Curioso? Tente ver como eram os primeiros UFC. O esporte evoluiu muito desde que começou há 20 anos.

Mas dê uma chance ao futebol americano. Não leia somente sobre uma pancada forte, que gerou uma concussão. Não veja um lance só porque houve uma fratura.

Os jogos são muito mais que isso. E muito mais emocionantes…

Twitter: @thiago_perdigao

*Coluna publicada no Diário LANCE! do dia 6 de janeiro

Feliz Ano Novo, NFL!

por Thiago Perdigão em 04.jan.2014 às 14:45h

Coluna publicada originalmente no Diário LANCE! da última quinta-feira, dia 2/1.

A NFL começa com tudo já no primeiro fim de semana do Ano Novo. Este que vos escreve não está louco, é claro. O início de fato do campeonato foi em setembro de 2013, mas tudo muda em janeiro.

É difícil apontar um favorito para o título do campeonato. Até fatores climáticos são mais do que decisivos nesta fase da NFL.

Veja o caso de Philadelphia Eagles x New Orleans Saints, que jogam no próximo sábado, às 23h10 (horário de Brasília). O Saints, mesmo com melhor campanha, terá que jogar fora de casa. O time tem um ataque poderoso, mas que está acostumado a jogar em um estádio fechado. Muito diferente do Lincoln Financial Field, que é aberto. Os ventos e o frio têm influência muito grande no jogo de passes, a grande força de New Orleans.

As lesões, também comuns durante o campeonato, agora custam muito mais caro. O Green Bay Packers, por exemplo, contou com a volta do quarterback Aaron Rodgers, sua grande estrela, para vencer o Chicago Bears e se classificar. Agora, terá duro duelo com o San Francisco 49ers, finalista do ano passado. Mas o Packers jogará em casa, uma (pequena) vantagem nesta fase.

Dos oito times que entram em campo neste fim de semana, apenas dois parecem com força para disputar uma vaga no Super Bowl: o 49ers, pela Conferência Nacional, e o Cincinnati Bengals, pela Americana.

Essa é a terceira participação seguida do Bengals na pós-temporada e passou da hora de o time mostrar força. É comum um “azarão” chegar à final da NFL. E, na minha opinião, essa zebra vem da Conferência Americana (veja mais abaixo).

Esse é daqueles fim de semana para ficar colado na TV. Valerá a pena!

AFC

Ninguém jogou melhor que Peyton Manning neste ano. O Denver Broncos é o grande favorito ao título. Mas, obviamente, não é imbatível. Manning sofreu em vários momentos de sua carreira nos playoffs. O New England Patriots, do “rival” Tom Brady sempre é forte. O Bengals está calejado e pode complicar. Denver é uma cidade “fria” e o estádio está a 1.600m de altitude. Bom ambiente para uma zebra.

NFC

Nenhum estádio da NFL é tão barulhento como o de Seattle. E o time da cidade tem a vantagem do mando até o fim dos playoffs. O Seahawks sofreu em alguns momentos da temporada, mas mostrou força contra rivais melhores. O rival San Francisco 49ers pode estar em seu caminho e parece ser o único que pode incomodar. O Seahawks descansa na rodada e é bem experiente.

Está ‘escrito’: o Chargers será o campeão da NFL!

por Thiago Perdigão em 12.set.2013 às 19:14h

“Dez segundos para o fim do jogo. Na gélida Nova York, os torcedores do San Diego Chargers prendem a respiração. O quarterback Philip Rivers faz a contagem do snap. Pega a bola e faz o play action com Ryan Mathews. Foge da pressão da defesa adversária e lança para Antonio Gates fazer o touchdown. Touchdown Chargers! E o time leva o Super Bowl pela primeira vez em sua história…”

Calma, este colunista não está louco. Nem é um torcedor fanático do Chargers.

A temporada passada teve um Super Bowl com apagão. E 2013 começou com jogo atrasado por conta de uma tempestade de raios. Mas esses são apenas pequenos indícios…

Costumo escrever neste espaço que não gosto de estatísticas. Acho que elas são pouco para analisar se um time ou setor são bons ou ruins. Uma equipe pode ceder muitas jardas, mas se provocar um turnover, é muito mais eficiente que várias outras.

Mas gosto das maldições e “coincidências”. Já escrevi neste espaço que as superstições fazem muito parte do esporte. Ainda mais do americano…

O “favoritismo” do Chargers tem a ver com uma delas. Nas últimas quatro temporadas, a primeira equipe que jogou contra o Eagles, em Philadelphia, acabou campeã.

É óbvio que é uma coincidência. E que o fato de três times da Conferência Nacional terem sido campeões nos últimos quatro anos, “facilitou” a maldição. Isso porque uma equipe da Americana só enfrenta o Eagles de quatro em quatro anos, enquanto que da Nacional pode duelar em todas as temporadas.

A maldição começou em 2009. No dia 20 de setembro, na semana 2, o New Orleans Saints venceu por 48 a 22. (Muito) depois, o Saints bateu o Indianapolis Colts, em Miami, e ficou com o título.

Uma temporada depois, o Green Bay Packers fez 27 a 21 no Eagles, na semana 1, no dia 12 de setembro. No Super Bowl, o Packers bateu o Pittsburgh Steelers em Dallas, após uma grande arrancada nos playoffs.

Para piorar para o torcedor de Philadelphia, em 2011, o rival New York Giants bateu o Eagles por 29 a 19, em jogo válido pela terceira rodada, no dia 25 de setembro. Aquela foi a temporada do “Time dos sonhos”. Philadelphia começou o campeonato muito badalado, mas acabou dando um vexame histórico e acabou ficando fora até dos playoffs. O Giants, depois de muitos altos e baixos, se classificou, deu uma grande arrancada e ganhou do New England Patriots, em Indianapolis, para levar seu quarto título.

Ano passado, o Eagles deu novo vexame e ficou fora dos playoffs. Mas ganhou do campeão Baltimore Ravens por 24 a 23, em sua estreia em casa. Baltimore também sofreu depois, mas conseguiu ficar “quente” na reta final e levou o título.

Desta vez, tem tudo para ser diferente. Na minha opinião, San Diego briga para não passar vergonha nesta temporada. E fez um jogo estranho na última segunda-feira contra o Houston Texans. Chegou a estar ganhando por 28 a 7 no terceiro quarto. Não conseguiu segurar a vantagem e tomou a virada por 31 a 28 nos segundos finais.

É claro que o Texans é um bom time. Favorito claro a uma vaga nos playoffs. Na minha opinião, não chegará ao Super Bowl. Tem problemas de confiabilidade. Matt Schaub, seu quarterback titular, não parece que conseguirá levar a equipe a um título.

Já o Chargers mostra os mesmos problemas de anos anteriores. A defesa parece ter evoluído (um jogo é muito pouco para ter qualquer certeza). Ryan Matthews pode ser um running back bom, mas precisa ficar saudável. Assim como Antonio Gates, principal recebedor do de San Diego, mas que também sofre com lesões.

Mas Philip Rivers não chegou ao estágio que se esperava. Continua lento. Quando sofre pressão, comete erros ridículos. Como a insuportável e estranha mania de não “aceitar” sacks. O quarterback acaba tentando se livrar da bola e as interceptações aparecem. Contra Houston, em um lances destes, a equipe texana conseguiu o empate.

San Diego pode reclamar de um erro dos árbitros em um lance que seria um field goal e acabou em touchdown após um falta discutível (voltarei a esse assunto mais tarde). Mas isso é pouco para explicar a perda de uma vantagem de 21 pontos em uma metade de partida…

O último time que estreou a casa do Eagles e não levou o título foi o fraco Saint Louis Rams de 2008, que levou 38 a 3 de Philadelphia.

O Rams acabou com a pior campanha da NFL, com apenas duas vitórias em 16 jogos e ficou com a primeira escolha do draft de 2009, quando escolheu o QB Sam Bradford.

Não acho que o Chargers fará a pior campanha de 2013. Há times piores, como o Jacksonville Jaguars. Mas, para San Diego, é mais fácil ser o pior do que ser o campeão do Super Bowl 48, em Nova York…

Dê se palpite lá nos comentários.

Twitter: @thiago_perdigao