Com um pouco de atraso, mas é hora de falar do draft da NFL, que começou na quinta-feira da semana passada e terminou no último sábado. O primeiro aviso é óbvio: não dá para prever muita coisa para o campeonato, que só começará de fato no mês de setembro. É fato que muitos jovens parecem estar prontos para a Liga. Mas parecem…
Andrew Luck, Robert Griffin III, os denfensores recém-saídos do grande time da Universidade de Alabama, são alguns dos nomes que aparecerão muito neste espaço nos próximos meses. E anos, eu espero. Para o bem ou para o mal.
Para falar sobre o draft, resolvi mudar um pouco o jeito como costumo fazer. E para explicar os motivos disso, conto esta “pequena” história:
Para quem não sabe, comecei a acompanhar futebol americano há muito tempo, desde que o esporte começou a ser transmitido em tv aberta no Brasil, no começo da década de 1990. Depois, minha ligação com o jogo foi no video-game, no saudoso “Joe Montana”, do Mega Drive, ainda nos primórdios dos eletrônicos.
Hoje, o Mega Drive é peça de museu. O “Joe Montana” deu lugar a série Madden e sua maldição. A internet ganhou força e o futebol americano, muito espaço no Brasil. Ótimo para os fãs!
Comecei a escrever sobre NFL há pouco tempo. Desde que o projeto deste blog saiu do papel dias antes da minha viagem para o Super Bowl 43, em Tampa. Desde então, foram muitas matérias no LANCE!, LANCENET!, outra viagem para acompanhar a final do futebol americano in loco em Miami e muitos posts.
Mas desde o ano passado, a cobertura ficou ainda mais legal. Já escrevi outras vezes, mas na minha opinião, os sites “independentes”, aqueles que não têm nenhum vínculo com grandes empresas jornalísticas ou não feitos por profissionais da minha área, são muitos bons. Não vou listar todos, mas de um modo geral, as pessoas que fazem isso pelo amor ao esporte conhecem muito dele.
Quase todos que frequentam este espaço sabem que torço para o New York Giants. E o primeiro “parceiro” foi justamente o Giants Brasil (www.giantsbrasil.com.br), um ótimo site sobre a equipe. Mas não é o único: há um para o New England Patriots, para o Denver Broncos, Pittsburgh Steelers, Houston Texans, Dallas Cowboys… Fora os Twitters dedicados a alguma franquia. Se você torce para alguém, recomendo que procure os endereços brasileiros dele, porque valerá a pena.
Além do Giants Brasil, escrevi para o The Concussion (www.theconcussion.com) lembrando do Super Bowl 42 entre Patriots e Giants que como o deste ano, também foi vencido pelo time de Nova York.
Mas umas das coisas mais legais que fiz nos últimos tempos foram as participações nos podcats. Além do New York Groove, do Giants Brasil, fiz o OvertimeCast e virei “da casa” no Boteco Live, organizado pelo NFL de Boteco (www.nfldeboteco.com.br). Um espaço para se discutir NFL com pessoas que entendem, mas de uma forma mais descontraída, algo talvez inédito no Brasil.
E aqui acaba a “minha história”. Na última segunda-feira, participei do Boteco Live 21.
Um programa de mais de duas ótimas horas sobre o draft. Recomendo a todos que acessem o
(http://nfldeboteco.com.br/botecolive-21-e-agora-que-o-draft-passou/) para conferirem a íntegra da nossa conversa. Passamos por todos os times e quase todas as escolhas. Além deste que vos escreve, tive como companheiros o Rafa (@nfldeboteco), dono do NFL de Boteco, o outro Rafael (@nflbrasil), do NFL Brasil (www.nflbrasil.com.br) um dos primeiros e ótimos sites brasileiros sobre a Liga e o Ricardo (@tackledown), do Tackledown(www.tackledown.com), o último dos parceiros que eu conheci.
Vou, claro, escrever uma pequena análise sobre o draft. Como escrevi acima, é difícil imaginar quem irá realmente dar certo na NFL. Mas podemos “prever” algumas coisas.
Primeira escolha do draft, o Indianapolis Colts fez o anunciado e escolheu Andrew Luck (já escrevi sobre ele neste post). E depois disso resolveu “reconstruir” seu ataque. Na escolha da segunda rodada, optou pelo tigth end Coby Fleener, companheiro do quarterback na Universidade de Stanford, que não era um time muito bom, mas tinha um grande ataque.
O Redskins, que ficou com o Griffin III (mais dele aqui), também optou por reforçar o ataque. É o jogador que mais me deixa “curioso”, aquele que espero ver em 2012. Mas a organização fez, talvez, o movimento mais estranho do draft ao escolher o quarterback Kirk Cousin na quarta rodada. Muito para alguém que será reserva de um calouro.
O Cleveland Browns também foi estranho. Fez uma mega troca para subir da quarta para a terceira colocação e ficou com o running back Trent Richardson. Muito para um RB “normal”. E ainda na primeira rodada, pegou o quarterback Brandon Weeden, de 28 anos. Já que era para escolher um QB, porque não ficar com Ryan Tannehill, que acabou no Miami Dolphins, por pura pressão
da torcida?
E a tônica do draft foi as trocas para subir de posição. Redskins, Dallas Cowboys e Philadelphia Eagles, todos da divisão do campeão Giants, fizeram. Na minha opinião, uma “ressaca” do título de Nova York. Os três fizeram bem e se deram bem com suas escolhas, reforçando muito os seus times.
O Tampa Bay Buccaners, a franquia que melhor se reforçou no período de mercado aberto, também fez um ótimo draft. Assim como o Saint Louis Rams, que não escolheu na primeira rodada após o wide receiver Justin Blackmoon, o sonho do time, acabar no Jacksonville Jaguars, que subiu para ficar com o jogador.
O Jaguars também fez outro movimento que evidencia um problema dos times de futebol americano: pegou um punter, Bryan Anger, na terceira rodada. Algo inimaginável há algum tempo. Mas que tem ficado comum. Cinco kickers e um punter receberam franchises tags neste ano. O punter é o primeiro jogador de defesa de qualquer time e é uma posição que pouca gente quer jogar, por isso é tão difícil conseguir alguém bom.
O New England Patriots foi outro time que draftou bem. E para a defesa – principalmente o linebacker Dont’a Higthtower, ex-Alabama -, o grande problema da equipe em 2011. Equipe que chegou ao Super Bowl. E é favorita ao título neste ano. O Steelers optou por reforçar a linha ofensiva um problema crônico há anos: a ordem agora é finalmente proteger Ben Roethlisberger.
Duas histórias curiosas: o ofensive tackle Riley Reiff, escolhido pelo Detroit Lions na primeira rodada, não imaginou que sairia tão cedo e foi jantar fora de casa com a família durante o draft. O wide receiver Mohamed Sanu recebeu um telefonema ainda na quinta-feira dizendo que era do Cincinnati Bengals e que ele seria escolhido. A família comemorou, o empresário tuitou, mas o comissário Roger Godell anunciou o guard Kevin Zeitler. Era um trote. Mas Sanu acabou escolhido pelo próprio Bengals, na terceira.
Outra preocupação que sempre ronda os atletas é a questão comportamental. Jogadores com grande potencial acabam ficando para rodadas menores por alguma falha no período da faculdade. Os cornerbacks Janoris Jenkins e Jayron Hosley, escolhidos por Rams e Giants respectivamente, são dois enquadrados nesta “categoria”. E terão que provar. São talentosos, mas não podemvacilar…
Twitter: @thiago_perdigao











