publicidade


NFL: ‘convidados’ para a análise do draft 2012

por Thiago Perdigão em 03.mai.2012 às 15:27h

Com um pouco de atraso, mas é hora de falar do draft da NFL, que começou na quinta-feira da semana passada e terminou no último sábado. O primeiro aviso é óbvio: não dá para prever muita coisa para o campeonato, que só começará de fato no mês de setembro. É fato que muitos jovens parecem estar prontos para a Liga. Mas parecem…

Andrew Luck, Robert Griffin III, os denfensores recém-saídos do grande time da Universidade de Alabama, são alguns dos nomes que aparecerão muito neste espaço nos próximos meses. E anos, eu espero. Para o bem ou para o mal.

Para falar sobre o draft, resolvi mudar um pouco o jeito como costumo fazer. E para explicar os motivos disso, conto esta “pequena” história:

Para quem não sabe, comecei a acompanhar futebol americano há muito tempo, desde que o esporte começou a ser transmitido em tv aberta no Brasil, no começo da década de 1990. Depois, minha ligação com o jogo foi no video-game, no saudoso “Joe Montana”, do Mega Drive, ainda nos primórdios dos eletrônicos.

Hoje, o Mega Drive é peça de museu. O “Joe Montana” deu lugar a série Madden e sua maldição. A internet ganhou força e o futebol americano, muito espaço no Brasil. Ótimo para os fãs!

Comecei a escrever sobre NFL há pouco tempo. Desde que o projeto deste blog saiu do papel dias antes da minha viagem para o Super Bowl 43, em Tampa. Desde então, foram muitas matérias no LANCE!, LANCENET!, outra viagem para acompanhar a final do futebol americano in loco em Miami e muitos posts.

Mas desde o ano passado, a cobertura ficou ainda mais legal. Já escrevi outras vezes, mas na minha opinião, os sites “independentes”, aqueles que não têm nenhum vínculo com grandes empresas jornalísticas ou não feitos por profissionais da minha área, são muitos bons. Não vou listar todos, mas de um modo geral, as pessoas que fazem isso pelo amor ao esporte conhecem muito dele.

Quase todos que frequentam este espaço sabem que torço para o New York Giants. E o primeiro “parceiro” foi justamente o Giants Brasil (www.giantsbrasil.com.br), um ótimo site sobre a equipe. Mas não é o único: há um para o New England Patriots, para o Denver Broncos, Pittsburgh Steelers, Houston Texans, Dallas Cowboys… Fora os Twitters dedicados a alguma franquia. Se você torce para alguém, recomendo que procure os endereços brasileiros dele, porque valerá a pena.

Além do Giants Brasil, escrevi para o The Concussion (www.theconcussion.com) lembrando do Super Bowl 42 entre Patriots e Giants que como o deste ano, também foi vencido pelo time de Nova York.

Mas umas das coisas mais legais que fiz nos últimos tempos foram as participações nos podcats. Além do New York Groove, do Giants Brasil, fiz o OvertimeCast e virei “da casa” no Boteco Live, organizado pelo NFL de Boteco (www.nfldeboteco.com.br). Um espaço para se discutir NFL com pessoas que entendem, mas de uma forma mais descontraída, algo talvez inédito no Brasil.

E aqui acaba a “minha história”. Na última segunda-feira, participei do Boteco Live 21.

Um programa de mais de duas ótimas horas sobre o draft. Recomendo a todos que acessem o
(http://nfldeboteco.com.br/botecolive-21-e-agora-que-o-draft-passou/) para conferirem a íntegra da nossa conversa. Passamos por todos os times e quase todas as escolhas. Além deste que vos escreve, tive como companheiros o Rafa (@nfldeboteco), dono do NFL de Boteco, o outro Rafael (@nflbrasil), do NFL Brasil (www.nflbrasil.com.br) um dos primeiros e ótimos sites brasileiros sobre a Liga e o Ricardo (@tackledown), do Tackledown(www.tackledown.com), o último dos parceiros que eu conheci.

Vou, claro, escrever uma pequena análise sobre o draft. Como escrevi acima, é difícil imaginar quem irá realmente dar certo na NFL. Mas podemos “prever” algumas coisas.

Primeira escolha do draft, o Indianapolis Colts fez o anunciado e escolheu Andrew Luck (já escrevi sobre ele neste post). E depois disso resolveu “reconstruir” seu ataque. Na escolha da segunda rodada, optou pelo tigth end Coby Fleener, companheiro do quarterback na Universidade de Stanford, que não era um time muito bom, mas tinha um  grande ataque.

O Redskins, que ficou com o Griffin III (mais dele aqui), também optou por reforçar o ataque. É o jogador que mais me deixa “curioso”, aquele que espero ver em 2012. Mas a organização fez, talvez, o movimento mais estranho do draft ao escolher o quarterback Kirk Cousin na quarta rodada. Muito para alguém que será reserva de um calouro.

O Cleveland Browns também foi estranho. Fez uma mega troca para subir da quarta para a terceira colocação e ficou com o running back Trent Richardson. Muito para um RB “normal”. E ainda na primeira rodada, pegou o quarterback Brandon Weeden, de 28 anos. Já que era para escolher um QB, porque não ficar com Ryan Tannehill, que acabou no Miami Dolphins, por pura pressão
da torcida?

E a tônica do draft foi as trocas para subir de posição. Redskins, Dallas Cowboys e Philadelphia Eagles, todos da divisão do campeão Giants, fizeram. Na minha opinião, uma “ressaca” do título de Nova York. Os três fizeram bem e se deram bem com suas escolhas, reforçando muito os seus times.

O Tampa Bay Buccaners, a franquia que melhor se reforçou no período de mercado aberto, também fez um ótimo draft. Assim como o Saint Louis Rams, que não escolheu na primeira rodada após o wide receiver Justin Blackmoon, o sonho do time, acabar no Jacksonville Jaguars, que subiu para ficar com o jogador.

O Jaguars também fez outro movimento que evidencia um problema dos times de futebol americano: pegou um punter, Bryan Anger, na terceira rodada. Algo inimaginável há algum tempo. Mas que tem ficado comum. Cinco kickers e um punter receberam franchises tags neste ano. O punter é o primeiro jogador de defesa de qualquer time e é uma posição que pouca gente quer jogar, por isso é tão difícil conseguir alguém bom.

O New England Patriots foi outro time que draftou bem. E para a defesa – principalmente o linebacker Dont’a Higthtower, ex-Alabama -, o grande problema da equipe em 2011. Equipe que chegou ao Super Bowl. E é favorita ao título neste ano. O Steelers optou por reforçar a linha ofensiva um problema crônico há anos: a ordem agora é finalmente proteger Ben Roethlisberger.

Duas histórias curiosas: o ofensive tackle Riley Reiff, escolhido pelo Detroit Lions na primeira rodada, não imaginou que sairia tão cedo e foi jantar fora de casa com a família durante o draft. O wide receiver Mohamed Sanu recebeu um telefonema ainda na quinta-feira dizendo que era do Cincinnati Bengals e que ele seria escolhido. A família comemorou, o empresário tuitou, mas o comissário Roger Godell anunciou o guard Kevin Zeitler. Era um trote. Mas Sanu acabou escolhido pelo próprio Bengals, na terceira.

Outra preocupação que sempre ronda os atletas é a questão comportamental. Jogadores com grande potencial acabam ficando para rodadas menores por alguma falha no período da faculdade. Os cornerbacks Janoris Jenkins e Jayron Hosley, escolhidos por Rams e Giants respectivamente, são dois enquadrados nesta “categoria”. E terão que provar. São talentosos, mas não podemvacilar…

Antes do fim, convido a todos para lerem meu post sobre as suspensões dos jogadores envolvidos no escândalo protagonizado pelo New Orleans Saints.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL também joga duro com atletas do ‘escândalo Saints’. Bom para o esporte…

por Thiago Perdigão em 02.mai.2012 às 13:41h

Há pouco mais de um mês, no dia 21 de março, escrevi sobre as punições para os envolvidos no idiota (volto a usar o adjetivo por ainda não ter achado um melhor) “Programa de Milhas” do New Orleans Saints. Aquele que dava dinheiro e bonificava quem machucasse um adversário previamente escolhido.

A minha opinião sobre todas as punições para a comissão técnica do Saints, você pode ler neste link.

Atualmente, até acho que um ano é muito tempo para uma suspensão. Mas entendo o recado da NFL: “nunca mais se poderá cogitar algo parecido nesta Liga”. Justo!

Nesta quarta-feira, passado o draft (que valerá um post na quinta), a NFL divulgou as punições dos jogadores envolvidos no escândalo.

E aviso: se já estava difícil para New Orleans sonhar com algo sem seu (ótimo) treinador Sean Payton, as coisas acabam de piorar muito.

O linebacker Jonathan Vilma, líder da defesa, está fora dos gramados por um ano. Sim, uma punição muito pesada. É péssimo impedir alguém de trabalhar por tanto tempo, mas voltamos ao motivo de a Liga ter feito isso: “dar o recado a todos”.

Foi por conta de um flagrante que começaram as investigações. Alertado pelo leitor Felipe Morais, faço uma retificação baseada em uma nota do jornalista Peter King, da revista “Sports Illustrated”, um dos principais especialistas em futebol americano dos EUA. Segundo ele, um jogador não identificado fala em um microfone no estádio do Saints após acertar e machucar o quarterback Brett Favre, então no Minnesota Vikings, na final da NFC da temporada 2009: “Me paguem! Me paguem! Me paguem!”. Hargrove, também punido, diz: “Favre está fora do jogo!”. Fujita também estava no episódio.

No começo do escândalo, chegou-se a dizer que Vilma foi quem “dedurou” o esquema ao ser flagrado pedindo dinheiro no banco de reservas. Mas essa suspeita não foi confirmada. Mesmo assim, sua punição foi a mais forte. O fato de ele ser capitão do time, deve ter pesado muito na decisão da Liga.

O Saints sabia que a suspensão era iminente e contratou Curtis Lofton, ex-Atlanta Falcons, para a posição. Mas a verdade é que mesmo sendo um bom jogador, Lofton terá muitas dificuldades. Será um começo difícil, em uma posição crucial. O middle linebacker é o “quarterback da defesa”, é ele quem comanda e recebe as ordens dos técnicos. Enfim, a liderança é algo fundamental em qualquer setor de uma equipe de futebol americano.

O outro jogador do Saints que foi suspenso é o defensive end Will Smith, que está fora de quatro partidas.

Anthony Hargrove também teve uma suspensão bem grande. Pegou oito jogos. Pior para o Green Bay Packers, já que o jogador deixou o Saints em 2010 e assinou com o time de Winconsin para esta temporada.

O Cleveland Browns também se deu mal. Perdeu Scott Fujita, também linebacker, por três jogos. Mas, como o time está longe de ser grande coisa, vai ser só mais um problema para a franquia administrar neste começo de temporada.

Os jogadores ainda podem apelar. A associação de jogadores, muito forte na NFL, foi comunicada das punições antes até dos atletas. Por enquanto, nada fez. E acho que não fará nada. A tendência é que as suspensões sejam mantidas.

A reação de outros profissionais, via Twitter, foi instantânea. Mas ficou dividida.

O comissário Roger Godell avisou em seu comunicado oficial:

“É obrigação de todos, inclusive dos jogadores nos campos, assegurar que as regras para promover a segurança dos atletas, o fair-play e a integridade do jogo sejam integralmente cumpridas. O respeito para o homem que joga este jogo começa com a maneira como os jogadores se comportam em relação a cada outro dentro do campo.”

É esperada muita briga na justiça, principalmente da parte dos punidos. Mas, acho, que essa batalha eles perderam. É uma suspensão muito dura, principalmente no caso de Vilma, mas é boa para o esporte. Que é sempre o principal interessado, é claro.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Boa ‘Sorte’, Indianapolis Colts!

por Thiago Perdigão em 26.abr.2012 às 19:51h

O título do post é um (pobre, mas inevitável) trocadilho com o nome Andrew Luck (sorte, em inglês).  O quarterback, que jogou por Stanford durante seu período universitário, será escolhido pelo Indianapolis Colts no draft da NFL, que começa nesta quinta-feira. Pelas regras da Liga, o dono da primeira escolha pode avisar o seu “alvo” com antecedência. Para ajudar, também, no marketing.

A segunda e terceiras rodadas serão nesta sexta e assim vai até o fim das sete rodadas.

Para muitas franquias, os títulos são decididos em abril, justamente por conta do draft. Apesar de o mercado para os jogadores sem contrato ser aberto em março, são os “jovens” quem mais têm peso para as equipes. Mesmo os “vencedores” do mercado sabem disso.

O Denver Broncos, que ficou com Peyton Manning, o melhor jogador da história do “free agency”, qualificou muito a sua defesa, umas das melhores da Liga, no draft do ano passado. O Tampa Bay Buccaners, que também contratou muito bem neste ano, procurou armas para Josh Freeman, quarterback escolhido na primeira rodada de 2009.

Todos os jogadores profissionais precisam passar pelas faculdades. E por isso o draft é a “única” porta de entrada. Jogadores que não são draftados, ao menos, foram candidatos a isso. E como o futebol americano profissional é basicamente jogado nos Estados Unidos, quase todos os jogadores passam por ele.

Alguns kickers e punters, buscados em outros países como Inglaterra e Austrália, são as únicas excessões a esse modelo. Mas são bem poucas…

Imagine, por exemplo, ter Tom Brady a sua disposição. Todas as equipes tiveram cinco chances de ficar com o quarterback, tricampeão do Super Bowl, em 2000. Mas o deixaram passar. E, talvez, quase todas as 31 franquias se arrependam disso. Arian Foster, melhor running back do ano passado, não foi escolhido por nenhuma equipe e fechou com o Houston Texans depois. Victor Cruz, um dos principais destaques do Giants, atual campeão, também não foi escolhido. Só fechou com o clube por ter ido bem em um teste privado para jogadores das universidades da região de Nova York. Toda franquia pode fazer teste com atletas das universidades de suas regiões.

Luck é um grande prospecto. Para muitos, o melhor quarterback disponível no draft desde Peyton Manning. E é justamente contra a sombra de Manning que Andrew terá de jogar.

A torcida já deu seu recado. Os ingressos para a temporada do Colts “encalharam”. A franquia já fez promoções para tentar aumentar as vendas. É claro que o pífio desempenho em 2011 pesa. Mas a saída de Manning também é um fator. O ex-camisa 18 é o maior ídolo da história da organização desde a mudança para Indianapolis, em meados da década de 1980. De saco de pancadas à presença constante nos playoffs. Temporadas com mais de dez vitórias em sequência, vagas “cativas” nas pós-temporadas, dois Super Bowls e um título desde a chegada do agora quarterback do Denver Broncos ao clube em 1998.

Mas o Colts resolveu “mudar”. Dispensou vários jogadores daquela equipe e sonha com novos tempos. E essa nova era passa muito pela chegada de Luck. Uma pressão absurda para um jovem, que, repito, parece ser muito bom jogador. Mas é jovem. Vai errar. Vai precisar de um tempo para “conhecer” o jogo.

A NFL é muito diferente do universitário. E não somente pelo dinheiro envolvido. O jogo muda muito. É muito mais rápido, mais conversador, mais complexo…

Na minha opinião, Andrew Luck não causará um impacto imediato no Colts. É claro que eu espero muito mais do que as duas vitórias da temporada passada, mas ainda é cedo para pensar em playoff. Mesmo em uma divisão fraca com Houston Texans (grande favorito), Tennessee Titans e Jacksonville Jaguars (o pior dos quatro).

A direção de Indianapolis já deu seu recado também: na última terça, mandou retirar o gigantesco banner com a foto de Peyton Manning do Lucas Oil Stadium. Começo simbólico da era Luck no clube. Já dei minha opinião sobre a “troca” aqui.

A segunda escolha do draft será do Washington Redskins, que ficará com Robert Griffin III. E depois das últimas semanas, esse é o jogador que mais espero para ver na NFL em 2012. É também um atleta com grande futuro, que sofrerá muita pressão já que o Redskins “gastou muito” para ficar com ele (recomendo a todos que leiam este post para entenderem).

Griffin também se destacou muito durante o período universitário, mas tem um estilo diferente. Parece mais com Steve Young ou Michael Vick, por exemplo. Bem versátil e com um ótimo braço. Chamou tanto a atenção durante o Combine (período de treinos para jogadores universitários) e nos treinos de Baylor, que deixou até o Colts com a “pulga atrás da orelha”. Muito para quem deixou Peyton Manning ir para ficar com Luck. Indianapolis chegou a pedir um teste privado a Griffin, que recusou.

A última vez que dois QBs foram escolhidos nas primeira e segunda gerais foi em 1999. Naquela ocasião, foram três jogadores da posição. Tim Couch, pelo Cleveland Browns, Donovan McNabb, pelo Philadelphia Eagles, e Akili Smith, pelo Cincinnatti Bengals. Somente o segundo fez sucesso, chegou ao Super Bowl, mas, para mim, nunca esteve na elite dos quarterback. Um razoável, no máximo, bom jogador. Muito menos do que o Hall da Fama “pedido” por ele neste ano.

A coincidência é que a última vez que o Colts escolheu um quarterback na primeira posição geral, em 1998 com Manning, o segundo draftado também foi um jogador da posição: Ryan Leaf, que acabou no San Diego Chargers. Leaf, que foi preso duas vezes neste ano, naufragou na NFL.

Desde então, 11 quarterbacks foram escolhidos na primeira posição geral. Destes, somente os de sobrenome Manning – os irmãos Peyton e Eli – chegaram e venceram Super Bowls. Mas há outros bons nomes nesta classe: Michael Vick e Carson Palmer, já são veteranos, e têm alguma qualidade. Vick mais, é claro. Não foi bem em 2011, mas teve uma grande temporada um ano antes.

Alex Smith, sempre contestado, foi bem com o San Francisco 49ers ano passado, mas está longe de ser elite. É melhor que Palmer, mas não para estar entre os melhores. Tanto que a franquia buscou Peyton. Mas, se jogar pelo menos no mesmo nível do que em 2011, é bem provável que o 49ers esteja na luta por uma vaga no Super Bowl.

Matthew Stafford e Cam Newton têm muito futuro. O primeiro, longe das contusões, levou o Detroit Lions para os playoffs depois de longa ausência. O segundo foi o melhor calouro de 2011 e ainda irá evoluir muito.

David Carr é reserva de Eli Manning no New York Giants, atual campeão. Nunca conseguiu se destacar. JaMarcus Russel é outro número 1 que não chegou nem perto de brilhar. Escolhido em 2007, assinou um contrato de 60 milhões de dólares, com 32 milhões garantidos. Foi dispensado em 2010 e nunca mais jogou na NFL.

Mas os números mostram que os quarterbacks ganham cada vez mais importância no futebol americano. Há 20 anos, as equipes privilegiavam as corridas, as “trincheiras”. Hoje, todo um time é centrado em um QB. O jogo aéreo é cada vez mais “protegido” pelas regras e é justamente ele que é o preferido do público. Portanto, o preferido da Liga.

No meu Twitter (@thiago_perdigao) vou acompanhar o draft ao vivo nesta quinta. Depois, volto a este espaço para contar os principais destaques do evento em Nova York.

NFL ‘joga duro’ contra o idiota programa de recompensas do Saints

por Thiago Perdigão em 21.mar.2012 às 23:08h

Estava “ensaiando” este post há algum tempo. Desde que o idiota (desculpe caros leitores mas não há outro adjetivo) “programa de milhas” do New Orleans Saints foi desmascarado pela NFL.

Não sejamos ingênuos: o futebol americano é um esporte de contato, os jogadores, por vezes, machucam os outros. É do jogo. As lesões são, infelizmente, inevitáveis. E os atletas sabem que o “fulano” está com um problema em determinado tornozelo. Que o joelho de “sicrano” está baleado. E o ponto fraco acaba sendo mais visado. Acontece mesmo.

Mas daí a se pagar para acertar ou machucar um jogador são “outros quinhentos”. É inaceitável. É para deixar qualquer fã do futebol americano com vergonha. E o torcedor do Saints ainda mais incomodado.

A NFL investigou o programa de recompensa por dois anos. Começou após a final de Conferência entre Saints e Minnesota Vikings, em 2010. Lembro bem deste jogo. O quarterback Brett Favre também. Apanhou muito e se machucou. Disse, agora, que acha “normal”. Mas não foi.

Nada que manche o título de Nova Orleans, muito merecido. Mas não pegou bem.

A “desconfiança” da Liga começou após alguns flagras de defensores cobrando dinheiro de outros após algumas jogadas.

O pior é que todos, ou quase todos, da organização sabiam. O técnico Sean Payton, o general manager Mickey Loomis, o coordernador defensivo Gregg Williams, um dos mentores do projeto, todos sabiam o que acontecia. E não fizeram nada…

Nesta quarta-feira, a Liga divulgou a punição. Pegou mais pesado do que eu imaginava, admito. Mas não foi injusta.

Payton ficará um ano suspenso. Sem poder receber o seu salário, de 7,5 milhões de dólares. E esqueçam o Brasileirão: o treinador não poderá ficar escondido no vestiário, treinar o time durante a semana. Suspenso é ficar longe da equipe. Sem ter nenhum poder.

A suspensão começará a partir do dia 1º de abril. Com isso, o treinador não poderá fazer o draft deste ano. Outra enorme perda.

A justificativa da NFL foi dura: foi comprovado que Payton sabia do programa. E ignorou a solicitação da NFL e dos donos do time para acabar com ele. Foi além, instruiu seus auxiliares para esconderem melhor o esquema e mentiu ao dizer que ninguém recebia dinheiro para machucar um rival.

- Somos todos responsáveis pela saúde dos jogadores, a segurança e a integridade do jogo. Não vamos tolerar essa conduta ou uma cultura com essas prioridades – avisou o comissário Roger Goodell.

Acho que há pouco para acrescentar. O comportamento da Liga foi exemplar. É preciso ser duro. E continuar sendo. A NFL já avisou que os outros 31 times tem até 30 de março para investigar seus elencos. E acabar com qualquer programa parecido. Mesmo que não renda dinheiro a ninguém.

E todo mundo está preocupado. Além da suspensão do treinador, o Saints foi multado em 500 mil dólares e a perda das escolhas de segundas rodadas do draft de 2012 e 2013, o general manager ficará suspenso nos primeiros oito jogos, o assistente técnico Joe Vitt está fora nos primeiros seis. Williams, que está no Saint Louis Rams, foi suspenso por tempo indeterminado.

Todos são réus confessos.

“Para os nossos torcedores, a NFL e o resto de nossa Liga, nós oferecemos nosssas sinceras desculpas e assumiremos todas as responsabilidades por estas graves violações. Não há lugar para recompensas na nossa Liga e reiteramos nossa promessa que isto nunca acontecerá de novo”, informou o time via comunicado oficial.

New Orleans tem um grande elenco, mas perdeu seu grande líder. O peso de Payton nesta equipe é enorme. Na minha opinião, ele foi “o MVP” do Super Bowl XLIV, vencido pelo Saints. “Inventou” um onside kick no começo do segundo tempo, quando ninguém esperava, fez escolhas arriscadas e surpreendentes. Foi ótimo. E é ótimo.

É cedo para qualquer projeção, mas desde já fica claro que a equipe perderá muito. Não vai ser fácil repetir os bons desempenhos de outros anos. E é preciso lembrar que Drew Brees, recebeu o tag este ano e ainda renegocia seu contrato com o Saints. Se não o fizer logo, a negociação sai “das mãos” de Payton. Péssimo.

Brees foi o primeiro a defender o técnico. Via Twitter, foi duro:

“Estou sem palavras. Sean Payton é um grande homem, treinador e mentor. O melhor que há. Preciso escutar uma explicação para esta punição.”

Acho que o quarterback não precisa de nenhuma explicação. A explicação está aí. Não dá para aceitar um comportamento como esse. Mesmo que alguns jogadores da franquia ainda digam que não havia um programa de recompensas. Mas havia.

O jogo é duro. E a Liga também é. Bom para todo mundo. Ótimo para os torcedores…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Manning escolhe o Broncos. Torcida pode sonhar em 2012?

por Thiago Perdigão em 19.mar.2012 às 14:01h

Uma grande mania chegou ao fim! Pelo menos em Denver…

Esqueçam a Tebowmania. A novela mais longa e interessante da NFL em 2012 chegou ao fim nesta segunda: Peyton Manning jogará no Broncos. E Tim Tebow não ficará no clube.

Ainda não está confirmado. Mas segundo a NFL Network e a ESPN americana, o ex-quarterback do Indianapolis Colts já ligou para John Elway, lendário jogador e agora dirigente do Broncos, avisando que “será um prazer jogar pelo clube”.

E deve ser mais difícil encontrar alguém mais feliz que os wide receivers Demaryus Thomas e Eric Decker, que terão a vida “facilitada” em 2012.

Tebow é tão ruim como alguns pintam? Na minha opinião, não.

Mas é claro que a possibilidade de ter Manning fez com que o Broncos se animasse. Não posso dar a estatística exata (talvez 80%?), mas uma grande parte dos times da NFL trocaria seu QB titular por Peyton.

O San Francisco 49ers, que chegou à final da Conferência Nacional, por exemplo, também brigou por Peyton. É claro que Alex Smith não é o quarterback dos sonhos da franquia (apesar de ter muita moral com o treinador), mas levou o time longe. Mesmo sem grandes alvos. E agora a franquia da Califórnia terá de correr para renovar com o seu titular, que já foi visitar o Miami Dolphins.

O movimento por Peyton é ótimo para o Broncos. O time, que foi aos playoffs e ganhou do poderoso Pittsburgh Steelers em 2011, pode sonhar com coisas maiores. Após ter feito a segunda pior campanha no ano anterior, melhorou muito na última temporada, principalmente em seu setor defensivo, e se classificou. É cedo para pensar em Super Bowl, ainda mais lembrando da grave lesão de Manning no pescoço que o fez perder a temporada passada inteira, mas uma vaga na pós-temporada é um sonho bem “fácil” de realizar. E nesta fase, as coisa começam a ficar mais interessante. O New York Giants, atual campeão, não era nem de perto o melhor time de 2011… Acho que uma final de Conferência seria uma boa meta.

O jogo corrido também foi uma peça importante do time do Colorado. Foi eficiente.

Mas é inegável o “peso” de Tebow. Com ele, o time começou a vencer. E se classificou! O seu braço não é dos melhores, mas Tim é um grande líder e ajudou muito nessa “mentalidade vencedora” da franquia.

A torcida reconheceu: após ser o calouro que mais vendeu camisas na história da NFL, continuou neste ranking e a 15 do Broncos foi a segunda mais vendida de 2011, só perdendo para a de Aaron Rodgers, do então campeão Green Bay Packers.

Na minha opinião, o 49ers seria a melhor escolha para Peyton Manning. Isso se levarmos em conta as chances de ser campeão. Afinal o time, que foi muito bem ano passado, manteve seus principais jogadores e ainda se reforçou com Mario Manningham e Randy Moss, para resolver o, talvez, pior problema, os wide receivers. E ainda o quarterback não teria tantas dificuldades para se classificar, afinal joga na divisão mais “tranquila” da NFL, com Seattle Seahawks, Arizona Cardinals e Saint Louis Rams…

Mas acho o Broncos bem interessante. Como escrevi acima, o time foi muito bem ano passado. Tem uma defesa em grande fase e se evoluir um pouco vai facilitar muito para Peyton. O jogo corrido consistente é outra boa notícia. Dois wide receivers jovens e explosivos, ajudam qualquer QB… Fora que parte do “pacote Manning” também deve desembarcar na franquia: o center Jeff Saturday, velho companheiro dos tempos de Colts está perto. Não seria nenhuma supresa ver o tight end Dallas Clark, por exemplo, também com a camisa de Denver.

A notícia ruim fica para os torcedores do San Diego Chargers, Oakland Raiders e Kansas City Chiefs, rivais de divisão. O primeiro, sempre favorito, mas que sempre decepciona, não deve ter vida fácil este ano, já que perdeu Vincent Jackson e Mike Tolbert, dois de seus principais jogadores de ataque. Os segundo e terceiro até se reforçaram, mas não devem “aprontar”.

A tabela do Broncos é uma das mais difíceis de 2012. Para alguns, a mais difícil. No ranking, levando-se em conta o desempenho da temporada passada, é a segunda mais dura, só perdendo para o Giants. Mas em uma divisão “mais fraca”, essa notícia não desanima tanto.

Fim de uma novela, começo de outra, com bem menos apelo, é claro. Para onde vai Tebow? Não sou torcedor do Dolphins (e acho Tim um bom jogador) e gostaria de vê-lo em Miami. Fez muito sucesso na Flórida, nos seus tempos de Gators, e seria interessante a volta para “casa”. Abaixo o estádio no dia em que o camisa 15 avisou que ficaria mais um ano na universidade.

Ah, errei feio no meu palpite. “Torci” para o Seahawks ficar com Peyton, mas Seattle ficou com Matt Flynn, ex-Packers. Acho um bom nome para a equipe.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Redskins ‘abre o bolso’ por um quarterback! E pode valer a pena…

por Thiago Perdigão em 13.mar.2012 às 19:28h

Eli Manning custou “caro” ao New York Giants. Uma troca que rendeu ao San Diego Chargers o, também, quarterback Philip Rivers, a terceira escolha do draft de 2004 (o kicker Nate Kaeding), a primeira (linebacker Shaw Merriman) e a quinta escolhas do Giants em 2005 (essa acabou ficando com o Saint Louis Rams).

Duas primeiras escolhas, já que Rivers foi escolhido por Nova York nela, uma segunda e uma quinta. Para uma liga em que os jogadores passam pelo Draft de uma forma ou de outra, é muita coisa. Eli sofreu por isso.

A troca foi questionada muitas vezes. O preço pago pareceu ser demais em um primeiro momento…

Mas pergunte a algum torcedor do Giants se ela não foi boa? Dois títulos e dois prêmios de MVP do Super Bowl depois, Manning é unanimidade na franquia e até entre a exigente torcida do time.

Valeu a pena? Com certeza!

Eli não é o melhor quarterback da Liga, mas é sem dúvida um dos melhores. Vencedor, frio, tecnicamente muito bom. E não só nos playoffs de 2007 e em 2011, como alguns pensam. Alternou bons e maus momentos, mas nunca foi péssimo. Foi inconsistente. Mas foi bem.

A lembrança da negociação de Eli com o Giants vem à tona por conta de outra grande movimentação por um quarterback antes de ele jogar seu primeiro jogo na NFL. Com Andrew Luck certo para ser escolhido pelo Indianapolis Colts, ainda mais com a saída de Peyton Manning, Robert Griffin III entrou, ainda mais, em evidência. Foi o vencedor do Troféu Heismann,de melhor jogador universitário em 2011, e chamou a atenção no Combine, no mês passado.

Com isso, ficou na mira daqueles times “loucos” por um quarterback. Em um post anterior, listei alguns deles, e lembrei que a negociação de Peyton no mercado livre faria bem a uma franquia em especial: o Saint Louis Rams, dono da segunda escolha.

Isso porque o clube que não ficasse com Manning poderia fazer uma “loucura” por Griffin. O Washington Redskins, um dos primeiros descartados pelo ex-camisa 18 do Colts, foi quem correu para negociar com o Rams.

E Saint Louis se deu realmente muito bem: ficou as primeiras escolhas do Redskins de 2012 (a sexta – tinha escrito nona, perdoem pelo erro – no geral), 2013 e 2014 e uma segunda escolha de 2012. Um lucro muito maior que o Chargers teve com Eli, por exemplo. A troca, feita no fim de semana, foi oficializada nesta terça, na abertura do mercado.

Se forem bem usadas, o Rams pode voltar a sonhar com coisas maiores, como no fim da década de 1990, quando venceu o Super Bowl.

Quem acompanha este espaça há algum tempo sabe que eu não fico em cima do muro. Erro minhas previsões muitas vezes, como quando achei que a dupla Chad Ochocinco/Terrell Owens daria certo no Cincinnati Bengals. Mas não deixo de opinar.

Desta vez, no entanto, fica difícil saber se a organização pagou caro demais por Griffin (que pode ser Luck, caso o Colts não o escolha).

Em princípio, parece muito. Ainda mais quando se lembra da importância do draft. Ainda muito mais nestes tempos de tetos salariais apertados.

É complicado para qualquer franquia manter várias estrelas juntas e os jovens ajudam a manter a parte financeira em dia.

Mas o preço de um franchise quarterback é imensurável. Títulos valem mais do que qualquer gasto e “perda” de jogadores. A cada dia mais o QB se torna mais e mais fundamental na NFL. A peça fundamental de qualquer equipe vencedora.

Procure um time que tenha vencido o Super Bowl sem um grande jogador da posição: você lembrará do Baltimore Ravens, de Trent Dilfer, em 2000, ou o Tampa Bay Buccaneers de 2003. Mas eram times com defesas muito fortes, absurdas.

Washington é a segunda franquia de maior valor na NFL. Um time muito tradicional, campeão. Há muito tempo não ganha nada, é “saco de pancadas” na divisão mais forte do campeonato com Dallas Cowboys, Philadelphia Eagles e Giants. Griffin pode ser o “cara” que o clube procura há anos.

Vai chegar pressionado, é verdade. Mas tem alguns jogadores interessantes que podem render. A defesa foi bem em vários momentos da temporada passada. O Giants, campeão em 2011, perdeu os dois jogos contra o Redskins.

Pierre Garçon, ex-Colts, e Josh Morgan, ex-San Francisco 49ers, já fecharam com a equipe da capital, que sempre faz grandes negócios durante o período de mercado aberto.

Não espero mais muita movimentação esse ano porque o time tem o teto estourado. Já até foi punido pela NFL por isso.

Quem também começará o ano pressionado é Sam Bradford, o franchise quarterback do Rams. A franquia deu o aviso de que ele é o “cara” dela. Jogou bem no primeiro, ficou a um jogo dos playoffs após ter sido a pior campanha de 2009, mas não foi bem na temporada passada. Naufragou e Saint Louis, que era cotado por alguns, inclusive por este que vos escreve, para uma vaga na pós-temporada, fez a segunda pior campanha.  A comissão técnica toda acabou demitida.

Bradford sofreu com lesões, é verdade. Mas quando esteve saudável também não foi lá muito bem. Tem potencial, isso é inegável. Mas terá que mostrar mais. Ainda mais depois de o Rams “desistir” da chance de trazer outro quarterback que promete.

Aproveito o post sobre quarterbacks, para atualizar a “novela Manning”. O Seattle Seahawks, meu favorito, está fora da disputa. Denver Broncos, Arizona Cardinals e San Francisco 49ers são, nesta ordem, os que estão briga. O Tennessee Titans, também ainda sonha com o camisa 18. O dono da franquia disse que daria até o estádio pelo jogador, que defendeu a Universidade de Tennessee.

O Broncos é a “surpresa”, mas entendo a troca. E a provável saída de Tim Tebow se ela for concretizada. Eu gosto de Tebow, já o elogiei várias vezes neste espaço. Mas é lógico que ele não está no nível de Peyton. E Denver sabe disso…

Caso Tebow saia, um destino pode ser bem interessante: Jacksonville Jaguars. O camisa 15 fez muita história pela Universidade da Florida e seria ótimo voltar a jogar no estado. O Jaguars com certeza ganharia torcedores. E casa cheia, como há muito não se via. Tim pode “salvar” o time, que todo ano é ligado a mudança de sede, quase sempre para Los Angeles.

A volta

Randy Moss, um dos grandes wide receivers da última década, volta a jogar após um ano de “férias”. Vai defender o 49ers, que precisa reforçar a posição. Na final da Conferência Nacional, na derrota para o Giants, apenas duas jardas foram produzidas pelos WRs de San Francisco. Muito pouco.

Moss é um grande jogador, mas não espero muita coisa dele. Já tinha ido muito mal em seu último ano, jogando no New England Patriots, Minnesota Vikings e Titans. Sem brilho. E não deixou nenhuma saudade…

Outra mudança foi a chegada de Brandon Marshall ao Chicago Bears. Marshall fez boa dulpa com Jay Cutler quando os dois estavam no Broncos. Podem repetir agora. O Bears foi bem em 2010 e ano passado perdeu a chance de ir para os playoffs após a contusão de Cutler. O Dolphins ficará com escolhas tardias que eram de Chicago. Provavelmente fez o negócio de olho na contratação de Manning e Reggie Wayne. É preciso “limpar” o teto salarial…

Assim como fiz ano passado, deixo a sugestão para os leitores me acompanharem no Twitter (@thiago_perdigao). Com o mercado da NFL aberto e “pegando fogo”, fica difícil postar todas as informações de mudanças de times neste espaço. É claro que não faltarão posts, mas a dinâmica do microblog facilita o trabalho.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Lebron quer Peyton no Dolphins… Outro dream team em Miami?

por Thiago Perdigão em 08.mar.2012 às 20:30h

A novela Peyton Manning não tem data para terminar. E não deve acabar nos próximos dias. Acredito que os fãs da NFL ainda vão esperar duas ou três semanas para saberem onde o quarterback irá jogar em 2012.

O meu palpite é o Seattle Seahawks. Nesta quinta-feira, a ESPN americana divulgou que 12 equipes já procuraram Manning: além de Seattle, Arizona Cardinals, Miami Dolphins, Washington Redskins, Kansas City Chiefs, Tennessee Titans, Denver Broncos e New York Jets. Os outros times não foram divulgados.

Chama um pouco a atenção ver o Broncos e o Jets. É sabido que Mark Sanchez é contestado em Nova York. É um fato. Mas a organização sempre o garantiu. O discurso sempre foi firme sobre seu QB. Mas não parece tão certo assim…

O Broncos vive a Tebowmania. Não é meu jogador preferido na NFL, mas foi um vencedor em 2011. Levou o seu desacreditado time para os playoffs. E ainda venceu o favorito Pittsburgh Steelers. A torcida o adora. A camisa 15 está entre as cinco mais vendidas da NFL. É um movimento arriscado.

Segundo outras fontes, Manning já recusou o Redskins. Como escrevi no post anterior, Peyton não quer jogar contra o irmão Eli duas vezes por temporada. E a capital americana não parece ser o local mais desejado pelo quarterback.

A maior campanha é de Miami, não há dúvidas. Peyton viajou até a cidade nesta quinta. Negou qualquer acerto com o Dolphins. E deve ser verdade mesmo: o sul da Flórida é um destino muito procurado nesta época de férias da Liga, já que por lá há sol o ano todo.

- Dan Marino (maior jogador da história do Dolphins) é o meu jogador favorito em todos os tempos depois do meu pai e do meu irmão. Ele é o número 3… O Miami Dolphins é uma grande organização, com uma grande história. Eles têm novas pessoas lá. Não tenho ideia sobre quais times me querem – afirmou, na chegada a cidade, em entrevista ao jornal Sun Sentinel.

Mas a franquia vai investir pesado por Manning. E já tem vários “garotos-propagandas”. Um deles é LeBron James, do Miami Heat da NBA, uma das maiores estrelas do basquete. E que, curiosamente, também foi um grande alvo quando ficou sem contrato com o Cleveland Cavaliers. Anunciou seu acerto com o time da Flórida ao vivo, em horário nobre, na ESPN americana.

- Estou apenas dizendo: ‘o Dolphins precisa de um quarterback e Peyton está disponível’. Ele é um grande jogador. Não importa o que aconteceu o ano passado (ficou fora por uma contusão no pescoço), seu currículo fala por si só e seria ótimo tê-lo aqui – afirmou James, que é torcedor declarado do Dallas Cowboys.

Reggie Wayne, wide receiver “preferido” de Manning, também parece querer jogar em Miami. O jogador, que também não ficará no Indianapolis Colts, disse que “amaria” juntar-se a Peyton na Flórida.

Marino disse que não irá “interferir”. Tem uma boa relação com Peyton, isso é fato. E admitiu que poderá até fazer uma reunião com o camisa 18 se a franquia pedir. E é claro que a boa relação entre os dois é ótima para o Dolphins.

Há outros fatores que podem pesar na decisão. Miami é um lugar “tranquilo” para jogar. A pressão é muito menos que em centros como Nova York, Dallas ou San Francisco, por exemplo. Apesar de ter uma parcela de fanáticos, eles não são muitos. Ainda há o “fator clima”: muito menos rigoroso que em outras partes dos EUA. Algo que pode ajudar quem tem um problema física, como Peyton tem (quem observou a coletiva de despedida dele do Colts, percebeu que dificilmente ele virou o pescoço sem virar o corpo todo, como ficamos quando temos uma forte torcicolo).

Era esperado que o Dolphins investisse pesado em Matt Flynn, que foi reserva do Green Bay Packers ano passado, e agora está livre. Joe Philbin, ex-coordenador ofensivo do time, agora é o técnico de Miami e era esperado o investimento no quarterback. Agora, a equipe da Flórida vai “apostar” em Manning. Pode ficar sem os dois, é verdade, mas é lógico que Peyton é um alvo muito melhor.

Há só mais um “empecilho”: o camisa 18 poderia não querer jogar na mesma divisão do New England Patriots, do “rival” Tom Brady. Sinceramente, acho que isso conta. Mas o Dolphins está tentando contornar o “problema”.

Stephen Ross, dono da franquia, já avisou: “é para ‘puxar o saco’ de Peyton. Jeff Ireland, general manager do Dolphins, está avisado e vai trabalhar nisso.

Há espaço para dois “times dos sonhos” em Miami? Heat e Dolphins vão “brigar”? Acredito que não. Seria ótimo para a cidade…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Quem vai lucrar com Peyton Manning? Eu aposto no…

por Thiago Perdigão em 07.mar.2012 às 19:01h

A saída de Peyton Manning do Indianapolis Colts foi confirmada nesta quarta-feira. Jim Irsay e Manning quase choraram em diversos momentos da entrevista coletiva. Algo óbvio quando pensamos o legado deixado pelo camisa 18, que deverá ter o número aposentado pela franquia, nestes últimos 14 anos.

De 1984, quando o Colts saiu de Baltimore, até 1998, quando Manning estreou, o time nunca tinha conseguido uma temporada com pelo menos dez vitórias. Foram nove após a chegada dePeyton. Além do título, recordes, vitórias… Parte disso descrito no meu post anterior.

É inegável a qualidade de Manning, talvez o melhor quarterback de todos os tempos. Ele participou ativamente da mudança do jogo, cada vez mais aéreo. Líder, conhecedor das jogadas como poucos. Ninguém lê defesas como o camisa 18. Outro fato.

Mas há um problema: o pescoço. Após jogar todos os jogos entre 1998 e 2010, não jogou nenhum na última temporada. O Colts, naufragou. Fez a pior campanha ano passado e tem  a possibilidade de reconstruir a franquia, começando pelo quarterback Andrew Luck.

Na minha opinião, não trocaria um jogador do calibre de Manning por uma aposta. Mas não sei exatamente os resultados dos testes físicos e acredito que eles pesaram na decisão.

Peyton tinha uma bônus de 28 milhões de dólares a ser pago no dia 8 de março. O quarterback e Irsay negaram que o dinheiro tenha sido um dos problemas. E eu, sinceramente, acredito nisso. Por mais que a quantia seja bem alta.

Alguns amigos lembraram do teto salarial. O Colts realmente está apertado, mas ajustaria os contratos para ter Luck e Manning. O calouro não poderia ganhar um salário astronômico nos primeiros anos por conta do novo acordo salarial, o que também facilitaria.

Mas, a era Manning acabou. Pelo menos no Colts. E agora, quem vai levar vantagem?

Peyton é o maior “agente livre” da história da NFL. Até hoje, Albert Haynesworth, foi o atleta que mais ganhou dinheiro no mercado: 100 milhões de dólares do Washington Redskins. Dinheiro no lixo, diga-se…

O mercado só abre na semana que vem, então é preciso esperar. Segundo a imprensa americana, ele teve uma sondagem, já rejeitada, do Cleveland Browns. Com todo respeito ao time, nada mais justo.

Com isso, “faltam” 30 possíveis destinos para o quarterback. Quer dizer, bem menos do que isso. Vamos lembrar as equipes que já possuem um titular incontestável para a posição: New England Patriots (Tom Brady), Buffalo Bills (Ryan Fitzpatrick),
Baltimore Ravens (Joe Flacco), Pittsburgh Steelers (Ben Roethlisberger), Cincinnati Bengals (Andy Dalton), Houston Texans (Matt Schaub), Denver Broncos (Tim Tebow), San Diego Chargers (Philip Rivers), Oakland Raiders (Carson Palmer), New York Giants (Eli Manning), Philadelphia Eagles (Michael Vick), Dallas Cowboys (Tony Romo), Green Bay Packers (Aaron Rodgers), Chicago Bears (Jay Cutler), Detroit Lions (Matthew Staford), New Orleans Saints (Drew Brees), Carolina Panthers (Cam Newton), Atlanta Falcons (Matt Ryan), Tampa Bay Buccaneers (Josh Freeman), San Francisco 49ers (Alex Smith) e Saint Louis Rams (Sam Bradford).

Você caro leitor, pode questionar a qualidade de alguns, como eu também o faço. Mas são titulares. Até o 49ers, que poderia ser um destino para Manning, não deve mais ser, já que o clube “confirmou” que Smith continuará como o QB principal.

Apesar de muitos acreditarem que o New York Jets é um destino para Manning, acho que Mark Sanchez é o titular e fica lá por, pelo menos, um ano.

Sobram oito destinos interessantes para Peyton. E aí coloco o Arizona Cardinals, mesmo o time ter gastado uma boa grana para ter Kevin Kolb no ano passado. Não acho que fará loucuras, mas acredito que aposte algo.

Um dos “favoritos” é o Miami Dolphins. Peyton gosta muito da cidade e já declarou que um de seus maiores ídolos é Dan Marino, um ícone da franquia. Mas segundo Chris Bermann, da ESPN americana, Manning não irá jogar nas mesmas divisões de Brady e Eli. Tenho a mesma visão. Apesar de competitivo, não seria bom para ele. E outra: o time da Flórida deve apostar em Matt Flynn, bom reserva do Packers, que estará livre. Joe Philbin, ex-coordenador ofensivo de Green Bay, é o novo técnico da franquia.

Com a informação de que Peyton não enfrentará seu irmão duas vezes no mesmo ano, o Washington Redskins está “fora” da briga. E a franquia da capital americana, a segunda mais rica da NFL, deve mesmo apostar em Robert Griffin III. Sorte do Saint Louis Rams, que tem a segunda escolha do draft e vai lucrar muito com as negociações do camisa 18. Imagina quanto um time desesperado por um quarterback “pagaria” para ter um?

Tennessee Titans e Jacksonville Jaguars devem tentar algo. Mas aí o coração deverá “falar” mais alto. Seria ruim para Peyton jogar em “casa” como ele mesmo tratou Indianapolis por outro time. Duvido que ele escolha um rival de divisão, mas o Titans seria um destino bem interessante. Tem uma pequena chance.

O Kansas City Chiefs pode ser um destino interessante. Tem bons nomes no ataque, em uma cidade sem tanta mídia, com o perfil de Peyton. Mas o que fazer com Matt Cassel e Kyle Orton? Não são grandes talentos, mas a equipe teria que se livrar dos dois: um que se recupera de lesão e o outro recém contratado. Não será muito simples…

O Minnesota Vikings sofreu nos últimos anos. Apostou em Brett Favre, em fim de carreira, por dois anos. Teve sucesso em um e naufragou no outro. Donovan MacNabb não fez nada no ano passado e a franquia usou Christian Ponder, calouro em 2011, e que parece ter futuro. Um time tradicional.

Deixei para o fim o MEU favorito. Não tenho fontes ligadas a Peyton Manning. Não sou amigo do quarterback nem de seu agente. Mas analisando os times, o Seattle Seahawks é um bom lugar. É uma equipe jovem, em um centro “tranquilo”, com uma divisão fraca. Tem chances reais de playoffs com o camisa 18 como titular. Tem teto salarial para “gastar”. Renovou com Marshall Lynch. Não tem feito nenhum estardalhaço, mas segundo alguns amigos americanos, vai fazer uma proposta.

Quem viver, verá…

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: Peyton Manning e o fim de uma era!

por Thiago Perdigão em 06.mar.2012 às 21:49h

Nesta quarta-feira deve ser anunciada o fim de uma era na NFL. Peyton Manning, um dos melhores jogadores de todos os tempos, será dispensado do Indianapolis Colts, segundo a imprensa americana.

Manning não jogou em 2011 por conta de um problema no pescoço. O Colts, com presença “cativa” nos playoffs desde a estreia do quarterback em 1998, fez a pior campanha da Liga.

Peyton foi titular em todos as 227 partidas de Indianapolis entre 98 e 2010. Quebrou recordes e mais recordes de estatísticas da NFL. Não vou listar todas. Está no top cinco da história em touchdowns lançados (399), passes completados (4.682) e jardas lançadas (54.828).

Números absurdos e que dão parte da dimensão da qualidade de Manning.

Que sofreu com as críticas. Principalmente em jogos de playoffs. Não foi bem na pós-temporada muitas vezes, é verdade. Não gosto de colar o rótulo “amarelão” em nenhum atleta e, realmente, não acho que Peyton está nesta “classe”. Não foi brilhante várias vezes, mas teve um rival muito difícil por muitos anos: o New England Patriots.

Disputou dois Super Bowls: foi campeão em um e vice em outro. O irmão Eli, que não tem a mesma qualidade, venceu dois. Seu “rival” Tom Brady ganhou três e ficou em segundo mais duas vezes. Ben Roethlisberger também tem dois anéis e um vice.

Mas Peyton é o melhor em sua geração, não há dúvidas. Nenhum jogador é tão bom sem conferência como ele. Poucos conseguem ler uma defesa como o camisa 18. Talvez nenhum atleta tenha a liderança e a capacidade de exercê-la que Manning tem.

Quatro vezes MVP da temporada regular, Peyton teria 28 milhões de dólares para receber no dia 8 de março. Muito dinheiro, mesmo para uma liga rica como é a NFL. E, caso ele não esteja em condições de atuar, seria um dinheiro jogado no lixo.

E é por esse “detalhe” que acho que a carreira de Peyton Manning esteja no fim. O Colts não iria dispensar o grande jogador da franquia desde a mudança para Indianápolis, nos anos 1980, por “besteira”. Nem mesmo com a chance de draftar o quarterback Andrew Luck, o “novo Peyton”, em abril.

Mesmo com todas as chances de Luck ser um grande jogador na NFL, não acho que uma franquia trocaria alguém consolidado como Manning, que tem 36 anos e a chance de jogar mais dois ou três, por uma promessa. Outros universitários “com futuro” naufragaram na NFL. E isso é comum.

Quem não se lembra de JaMarcus Russell, por exemplo? Primeira escolha do draft pelo Oakland Raiders, uma “promessa” que hoje é considerada a maior piada dos últimos anos. Luck parece muito melhor. Mas parece. É uma promessa.

Muitos são os times que devem estar de olho em Manning. Dá para listar vários. Alguns, segundo colegas americanos, como San Francisco 49ers, Arizona Cardinals, Seattle Seahawks, Minnesota Vikings, Washington Redskins, New York Jets, Miami Dolphins… São muitas especulações.

Destes todos, não acredito que Cardinals e Jets façam grandes movimentos por Manning. Mesmo com um jogador melhor que Kevin Kolb e Mark Sanchez, os seus respectivos titulares, disponível, essas franquias pagaram caro por estes atletas e há pouco tempo. Arizona seria um destino interessante, ainda mais com Larry Fitzgerald, e a contratação de Frank Reich, ex-treinador de Manning no Colts.

Jerry Rice, um dos maiores wide receivers da história e ídolo do 49ers, faz campanha pelo jogador no clube, que fez a segunda melhor campanha da Conferência Nacional em 2011 e só parou no New York Giants na final dela. Realmente, Manning transformaria o ataque de San Francisco, que foi até bem na última temporada, mas que está longe da qualidade da defesa, o principal pilar deste time.

É um ótimo destino para Peyton. E, na minha opinião, é, ao lado do Redskins – uma das franquias mais ricas da NFL – e do Seahawks – com um elenco bom e jovem – os dois “favoritos” nesta briga. São os três que podem gastar muito pelo quarterback.

Mas repito: duvido que o Colts dispensaria Peyton Manning se ele tivesse a mínima condição de jogar em alto nível. Alguns podem lembrar que o 49ers fez isso com Joe Montana, que já tinha sido campeão quatro vezes com o time. Mas não dá para comparar: Steve Young já era um jogador consolidado, já tinha experiência. Não era um garoto como Luck.

Vi Luck em ação por duas vezes, muito pouco para analisar um jogador. Seu talento é nítido. E confesso que me impressionei com ele. Mas também gostei muito do Robert Griffin III, vencedor do Troféu Heisman, e que deve ser o segundo quarterback escolhido no próximo draft.

E isso não quer dizer que Peyton não jogará em 2012. No fim de semana, vazaram alguns vídeos dele lançando bolas na Universidade de Duke. É bem verdade que não dá para ter certeza que é ele, mas parece. Ele pode jogar, mas não deve ter a mínima condição de atuar em alto nível.

Para os torcedores do Colts, meus “pêsames”. É triste quando um jogador da grandeza de Peyton Manning deixa o clube. Algo que a franquia sofreu, quando ainda estava em Baltimore, no dia da aposentadoria de Johnny Unitas, outro lendário quarterback.

O Colts, que já perdeu o 19, agora não tem mais o 18…

Uma pena! Não sou torcedor de Indianapolis, mas sou a do Peyton, como era do Brett Favre. Ídolos eternos, que sempre farão falta.

Twitter: @thiago_perdigao

Abaixo o último TD lançado por Manning no Colts:

NFL: o Super Bowl que não tem fim…

por Thiago Perdigão em 10.fev.2012 às 15:12h

O Super Bowl já passou, o New York Giants conquistou o título e fez muita festa em seu desfile na cidade (a contagem mais otimista diz que 1,4 milhão de pessoas foram as ruas). Mas a partida do último domingo continua rendendo.

Primeiro foi a polêmica Gisele Bündchen, que antes do jogo pediu aos amigos para “rezarem por Tommy“. Comparada a Mick Jagger (por ser pé-fria) e Yoko Ono (comparando os dois casamentos) pelos torcedores do New England Patriots por conta dos últimos maus resultados da sua equipe, a modelo brasileira foi dura após mais uma derrota de seu marido, Tom Brady, para o mesmo Giants em um Super Bowl.

(Os parantêses, acrescentados depois, são apenas para “explicar melhor”, aos poucos que não entenderam…)

- Meu marido não pode lançar e receber a bola ao mesmo tempo. Não posso acreditar que eles derrubaram tantas bolas – afirmou Bündchen após a partida, lembrando principalmente de uma recepção não feita por Wes Welker antes da virada do Giants.

- Ela só tem que ficar bonita e calar a boca – afirmou o running back de Nova York, Brandon Jacobs. Mais tarde, no fim da semana, voltou atrás e pediu desculpas por seus comentários.

Rob Gronkowski, ótimo tight end do Pats, que jogou o Super Bowl baleado por conta de uma lesão no tornozelo esquerdo. Jogou a final da NFL, mas não foi tão eficiente como durante a temporada toda. Normal por conta da forte marcação. E  até esperado, já que a contusão era séria. Levando-se em conta que era o Super Bowl, que é um jogo diferentes dos normais (só o intervalo, que normalmente dura dez minutos, leva o triplo deste tempo, por exemplo), as difuldades só aumentam.

Mas após a partida, Gronkoswki acabou flagrado em uma grande festa, com direito a mulheres, alguns companheiros de time e muitas bebidas. Dançando muito e pulando, mesmo com a lesão no tornozelo. Problema que o fez operar o local nesta sexta-feira, com um tempo de recuperação de dez semanas.

- Ele desrespeitou a si próprio. Garanto que se eu, Willie McGinest, Tedy Bruschi, Larry Izzo ou Richard Seymour estivéssemos naquela festa, provavelmente teríamos ido para cima dele. Não há razão para aquilo ter acontecido – afirmou Rodney Harrison, ex- safety do Patriots, que estava no Super Bowl XLII, quando o time também perdeu para o Giants, em entrevista a ESPN 1000. (Foi em cima de Harrison que David Tyree fez a milagrosa recepção que deixou seu time perto do título)

- As duas vezes que perdi o Super Bowl (a outra foi pelo San Diego Chargers, em 1994, para o San Francisco 49ers), fiquei tão arrasado, que a última coisa que queria fazer era ir a uma festa. Isto é imaturidade, é muito errado. Ele errou e tenho certeza que já percebeu o quanto a sua atitude foi estúpida. Há lugar e tempo para todas as coisas – concluiu o ex-jogador, campeão pelo Pats em 2003.

Victor Cruz, autor de um dos touchdowns do Giants na final, ficou famoso por sua dança após os TDs anotados neste ano. Sua “end zone salsa” ficou tão na moda que rendeu ao wide receiver de Nova York um convite para o “Dança dos artistas”. Mesmo assim, o camisa 80 não defendeu seu companheiro “dançarino”.

- Ficaria no meu quarto, assistindo televisão, tentando absorver aquele momento (caso fosse uma derrota). Não é todos os dias que se chega ao Super Bowl. Alguns caras jogam por 15 ou 16 anos nesta liga e não chegam à final. Ou até mesmo aos playoffs… Provavelmente não iria para uma festa após perder aquele jogo – garantiu.

E Cruz está no centro de outra “polêmica”. Não draftado, o wide receiver acabou fechando um contrato de quatro anos por um valor bem abaixo das estrelas de sua posição, como ele foi em 2011. As 1536 jardas produzidas pelo camisa 80 custaram “apenas” 450 mil dólares, um salário muito baixo para os padrões da NFL. Na próxima temporada, serão 490 mil dólares.

- Fui um agente livre e fechei um contrato como tal. Então, não sinto como mal pago. Quer dizer, sinto que após o meu desempenho neste ano, mereço mais dinheiro a partir de agora. Mas será algo que meus agente e as pessoas que cuidam das minhas coisas irão negociar. Só quero jogar – afirmou o jogador, que já até foi chamado para uma reunião em breve.

- Este é um problema bom de resolver. Quando você vence o Super Bowl, muita gente acha que teve uma boa participação no jogo e merece mais. Significa que você ganhou. E essas negociação fazem parte do período sem jogos. Sempre há problemas contratuais nesta época. Você tem de definir com quais jogadores você vai ficar, quais vão sair – afirmou o general manager do Giants, Jerry Reese.

Outro jogador que teve grande participação no Super Bowl e ainda tem o seu futuro indefinido é o wide receiver Mario Manningham, cujo contrato acaba nas próximas semanas. Além deles, outros 17 atletas não terão mais vínculos com o Giants. E muitos deles devem sair…

E mais um envolvido no jogo do último domingo, também voltou às manchetes. Chad Ochocinco, wide receiver do Patriots, avisou: vai voltar a chamar Chad Johnson, seu “antigo” nome.

Após ter o pior ano de sua carreira e, aos 34 anos, ainda estar com seu futuro indefinido, o camisa 85 garantiu que a mudança nada tem a ver com o seu (mau) desempenho em campo. Segundo o site TMZ, o jogador vai casar neste verão nos EUA e “não quer que sua esposa tenha Ochocinco como sobrenome”.

Ainda tem mais?

Twitter: @thiago_perdigao