O primeiro grande evento da temporada de 2013 da NFL começa nesta quinta-feira, em Nova York. É tão grande que a Liga faz todo um “mistério”. Nos últimos anos, dividiu o draft em vários dias. E o primeiro round de escolhas tem um dias só para ele.
As especulações para o Draft começam desde o meio da temporada anterior. O futebol americano universitário é muito forte nos Estados Unidos e toda a comunidade da NFL (torcedores, jornalistas, clubes e etc) analisa todos os futuros jogadores profissionais a toda hora.
Nos últimos anos, o draft até que foi “fácil”. As primeiras escolhas já pareciam definidas bem antes do dia de fazê-las. Ano passado, Andrew Luck e Robert Griffin III já estavam “garantidos” no Indianapolis Colts e Washington Redskins meses antes do evento. O garantido vai entre aspas porque os times não podem divulgar suas escolhas com antecedência. Ou melhor, a primeira geral até pode, mas não muito tempo antes.
É claro que quando quarterbacks estão nos topos das listas o draft gera mais comoção. Foi assim com Sam Bradford, por exemplo. E esse não é o caso desta temporada…
Tanto é verdade que o Kansas City Chiefs foi para o mercado de olho em um quarterback titular. Ficou com Alex Smith, ex-San Francisco 49ers. Acho que até vai ser uma boa opção para uma franquia que sofreu muito nos últimos anos, principalmente, no último. Antes de a temporada começar, o Chiefs parecia ser um time bem melhor do que era. Foi um fiasco, que culminou na contratação do técnico Andy Reid, ex-Philadelphia Eagles. Um grande treinador, em minha opinião.
Com o QB definido, Kansas deve ir atrás de um homem de linha ofensiva. E nem isso é consenso entre os jornalistas: o favorito para a primeira escolha é Luke Joeckel, da Universidade Texas A&M. Mas Eric Fisher, da Central Michigan, também pode ser o escolhido.
Em alguns mock drafts (algo como simulação), nenhum quarterback acabou escolhido na primeira rodada. Algo que seria bem diferente do usual. Geno Smith, que jogou pela Universidade de West Virginia, é até um jogador interessante, mas não o vejo como titular a curto prazo.
Nenhum running back também se destacou muito nesta classe. É raro um jogador da posição não sair na primeira rodada. Mas também não duvidaria…
Fiz acima um resuminho do que esperar para o evento. Mas há mais coisas.
À convite do site 10 jardas (http://www.10jardas.com), parceiro de longa data, participei de um mock draft bem legal. Além de mim e do JP, um dos administradores do site, participaram o Ricardo Saad (que também é do 10 jardas), o Kanguru (também do 10 jardas) e o Rafael, gerente do NFL de Boteco (www.nfldeboteco.com.br).
Cada um dos cinco participantes ficou com alguns times. Este que vos escreve, selecionou os jogadores para Philadelphia Eagles, New York Jets, Carolina Panthers, New York Giants, Indianapolis Colts e New England Patriots.
O “engraçado” é que os três primeiros têm algo incomum neste draft: precisam reforçar quase todos os setores do campo. o Eagles vai escolher alguém para a linha. Pode ser ofensiva ou defensiva, mas duvido que saia disso.
No Jets, principalmente, qualquer reforço seria muito “bem vindo”. É um time com muitos defeitos e sem comando. O Panthers é mais “pronto”, mas precisa defender muito melhor.
O Giants precisa de reforços mais pontuais. No corpo de linebackers, na linha ofensiva e na secundária. Colts e Patriots precisam mais de qualificação (sobretudo o último) do que de jogadores para “resolverem”.
No Twitter (@thiago_perdigao), postei algo que me chamou muita a atenção: vi 11 jogadores diferentes que seriam escolhidos pelo Giants em vários mocks de jornalistas americanos.
Um número bem interessante para um draft “mais do que maluco”.
Abaixo, o link do mock draft. Sugiro que escutem – é longo, mas bem completo – para saberem mais das minhas previsões (claro que vou errar todas):













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