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NFL: Titans dispensa Bironas e brasileiro é o único kicker do time

por Thiago Perdigão em 19.mar.2014 às 16:52h

Há quase dois meses, conversei com Maikon Bonani para um entrevista. O papo foi ótimo e rendeu uma “Entrevista da Semana”, espaço nobre do Diário LANCE! (no fim do post, o link para uma parte dela).

Na conversa, Bonani se mostrou muito animado com a “segunda chance” que terá com o Tennessee Titans. Após treinar com o time no ano passado, o brasileiro acabou dispensado, mas no fim da temporada assinou um novo contrato com a franquia.

É um contrato “teste”. Bonani não recebeu nenhum bônus de assinatura por ele, mas garantiu que terá um local para treinar em um time profissional. Uma boa chance, levando-se em conta que são poucas as vagas para kickers na NFL.

A maioria dos times tem apenas um kicker em seu elenco. Para a temporada, as equipes podem ter 53 jogadores em seu elenco. Parece muito, mas não é. Afinal, são 22 titulares – 11 para a defesa e 11 para o ataque. Mais alguns atletas que só jogam nos times especiais, mais os reservas… Não é fácil montar um elenco e por isso que geralmente só se tem um kicker. Se ele se machucar em um jogo, problemas. Mas as franquias podem contratar novos jogadores todas as semanas, então os riscos são minimizados.

O Titans tinha em seu elenco um kicker experiente e de um bom nível: Rob Bironas. Bonani competiu com Bironas por uma vaga no ano passado, mas “perdeu”. Bem compreensível, é claro.

Bironas tem 36 anos, nove deles no Tennessee. É o segundo jogador que mais fez pontos pela franquia – aí incluímos a época que o time era o Houston Oilers. Ano passado, acertou 25 de 29 field goals tentados. Um número bom, mas não muito expressivo, é verdade. Como também é verdade que o ataque do Titans foi pífio em 2013.

O veterano kicker tem outros recordes, como oito field goals marcados em um único jogo (recorde da NFL), participou de um Pro Bowl. Números que mostram que Bironas é um jogador bem confiável e talentoso.

E Maikon sabe disso. Em nossa conversa, elogiou o companheiro e disse que aprendeu com ele. Mostrou-se empolgado com a nova competição, mas não projetou nada.

Pois bem, Bironas foi dispensado do Titans nesta quarta-feira. E Maikon Bonani é o único jogador da posição no elenco. Em abril, começam os treinos não obrigatórios da equipe. Será a primeira oportunidade do novo técnico Ken Whisenhunt ver seus jogadores. E ótima chance de Bonani, que garantiu que estará nesses treinos, de mostrar o seu valor.

Antes dessa saída de Bironas, que ainda pode voltar, é claro, achava que Maikon teria uma competição muito difícil pela frente. Pela qualidade de Bironas e pelo tempo que o jogador está na franquia. Na minha opinião, contra Bironas, o brasileiro  dificilmente ganharia em condições normais.

Mas agora, Bonani terá uma chance de ouro de mostrar serviço. O Titans vai contratar outro kicker em algum momento, mas quando isso acontecer, Maikon já poderá ter alguma “vantagem”.

Maikon precisa mostrar, sobretudo, que é consistente. Não precisa acertar chutes de 70 jardas (impossíveis, é claro), mas precisa acertá-los. Em seu período na universidade, Bonani se destacou pouco por chutes muito longos, que até foram poucos, mas conseguiu ser consistente em seus melhores anos.

É claro que o Titans pode draftar alguém antes desse período de treinos (um dos nomes que podem pintar é o também brasileiro Cairo Santos, que participou do Combine em fevereiro). Mas não acredito muito nessa possibilidade…

Enquanto a temporada de treinos não começa, a rotina de treinos de Maikon continua. Pelo menos quatro vezes por semana, o kicker vai à Universidade do Sul da Flórida chutar e fazer musculação. Tudo para estar pronto para a chance no Titans. Que hoje parece muito mais promissora…

– Treinei muito bem no ano passado com o time. Conversei muito com os técnicos e evolui. Chutei bem nos treinos e jogos da pré-temporada, eles viram potencial em mim. Estão tentando me dar uma nova chance e tenho que estar pronto para ela – afirmou Maikon na entrevista de janeiro.

Seria ótimo um brasileiro na NFL. Apesar de alguns colegas tratarem o linha ofensiva Beno Giacomini como brasileiro, o jogador ex-Seattle Seahawks e agora no New York Jets tem pais brasileiros, mas nasceu e cresceu nos Estados Unidos.

Maikon seria ótimo para chamar a atenção dos brasileiros para a NFL. E a Liga sabe que o mercado daqui é muito importante. Ninguém vai pressionar para colocar o kicker em algum time, mas seria bom para todos.

Tentei contato com Maikon nesta quarta, mas ele ainda não me respondeu. Assim que isso acontecer, publico nesse espaço.

Aqui a entrevista ao L!: http://www.lancenet.com.br/minuto/brasileiro-NFL-Bonani-embaixador-esporte_0_1075692676.html

Twitter: @thiago_perdigao

Super Bowl: ganhou o melhor time da NFL. E vem mais Seahawks por aí…

por Thiago Perdigão em 03.fev.2014 às 21:02h

O Super Bowl do último domingo não foi o pior de todos. Foi talvez o menos disputado. Dos últimos tempos, para ser bem exato. Quem já teve curiosidade de ver outras finais principalmente das décadas de 1980 e começo de 1990 sabe que ali era bem mais comum uma goleada.

Na minha opinião, o Seattle Seahawks não “passou o carro” no Denver Broncos porque o Peyton Manning não jogou nada, ou por algum jogador ter amarelado, ou por sorte, ou pelo clima, ou por outra coisa.

Seattle é o melhor time da NFL. Ponto. Você pode não concordar, é claro, mas não vejo uma equipe tão forte quanto esta há tempos.

“Ah, mas o Seahawks quase perdeu de várias babas.” “Ah, o 49ers quase ganhou no playoff e ganhou na temporada regular.” “Ah, mas o time perdeu do Colts que nem é tudo isso.” “E perdeu do Cardinals, que nem foi ao playoff.” “Ah, mas Seattle só ganhou do fraco Buccaneers por três pontos.”

Tudo isso é verdade. Como é verdade que também sofreu contra outros times fracos como o Houston Texans e o Tennessee Titans.

Contra o Carolina Panthers, na estreia, parecia devagar. Ganhou por 12 a 7. Jogou mal e teve dificuldades contra um Carolina que estava longe de ser o bom time que foi ao playoff com a segunda melhor campanha da Conferência Nacional.

Mas, em todos os jogos “para valer” o time foi bem. E uma equipe campeã se forma assim: vence os jogos que não pode perder e cresce na hora das partidas mais importantes.

O Seahawks é exatamente isso. Uma equipe que cresce nos momentos decisivos. Ano passado, foi assim. Perdeu do Atlanta Falcons, é verdade, mas mostrou que a caminhada estava sendo bem feita.

A caminhada começou em 2010. Pete Carroll foi contratado para ser o técnico. No draft, foram escolhidos nas três primeiras rodadas o tackle Russell Okung, o safety Earl Thomas e o wide receiver Golden Tate. Todos muito talentosos. E todos titulares.

Naquela temporada, Seattle foi para o playoff. A campanha foi ruim: sete vitórias e nove derrotas. Mas a divisão era fraca e o time acabou com o título dela. Mas, na pós-temporada, o Seahawks deu uma amostra do que viraria ao bater o New Orleans Saints, que era o atual campeão do Super Bowl. Foi uma surpresa, mas muito do que mostrou ali, a equipe continua mostrando.

Um ano depois, o Seahawks evoluiu menos do que o esperado e o San Francisco teve um grande salto de qualidade. Já era um time talentoso, mas que andava acéfalo, e melhorou chegando à final da AFC. Seattle fez outro bom draft, trazendo Richard Sherman, por exemplo, na quinta rodada do draft.

Aí já mostrando uma aposta de Carroll e sua comissão técnica: uma secundária com jogadores mais altos do que o “convencional”. Mantendo a velocidade e sendo muito física. Mais ou menos o que vocês conhecem como “Legião de Boom”. Todos draftados pela equipe. Ou quase todos, já que Brandon Browner – suspenso neste ano – veio da Canadian Football League. Byron Maxwell, Jeremy Lane e Walter Thurmond também foram draftados pela franquia.

Faltava um quarterback. A linha ofensiva também estava reconstruída, muito talentosa e bem jovem, ou seja, com muito futuro. Aqui mesmo neste espaço opinei que achava que Seattle era o melhor destino para Peyton Manning.

Manning até negociou, mas acabou no Denver Broncos. O Seahawks foi atrás de Matt Flyn, que tinha ido muito bem quando jogou como reserva de Aaron Rodgers, e parecia ter futuro. Mesmo assim, escolheu Russell Wilson na (pasmem) terceira rodada.

Wilson brilhou no tranning camp, convenceu e ficou com a vaga de titular. O Seahawks estava quase pronto. Melhorou o corpo de wide receivers, mas perdeu para o Falcons, que jogou muito bem em 2012.

Em 2013, contratou Percy Harvin – para mim, o MVP daquela temporada passada até se machucar. Harvin, ainda lesionado, pouco jogou, é verdade, mas estava pronto no Super Bowl. E foi um dos melhores em campo. O melhor do ataque, ao menos.

Toda essa cronologia acima, mostra que Seattle tem uma ótima base. E que o trabalho ainda está no começo.

Desde 2004, um time não chega a dois Super Bowls seguidos. Por conta do equilíbrio da NFL, dos jogadores sem contrato, de talentos do draft que conseguem ter impacto imediato, de jogadores que evoluem de uma temporada para outra. E (muito) pelo teto salarial apertado.

O Seahawks tem boas chances de quebrar essas maldição. Dos principais jogadores, Golden Tate e o defensive end Michael Bennett e Breno Giacomini estão com os seus contratos no fim. Mas há espaço no teto para renovar com todos eles. Ou até ir ao mercado para conseguir jogadores melhores.

Russell Wilson que é o dono da posição mais cara, ainda tem contrato de calouro e só poderá negociá-lo em 2015. O (fraco) reserva dele, Tarvaris Jackson, por exemplo, tem um salário maior que o do titular.

A equação só não é a melhor possível para Seattle porque a NFC West é hoje a melhor divisão da NFL. O San Francisco 49ers, que deve perder jogadores, ainda é um grande time, o Arizona Cardinals já mostrou este ano que vai incomodar e até o Saint Louis Rams tem condições de “atrapalhar”.

Mas está claro que atual elenco do Seahawks está pronto para, ao menos, mais uma temporada. E ainda com a moral de já ter conquistado um título. E, sinceramente, não acredito na “Super Ressaca”, reservada aos últimos campeões da NFL.

Voltando ao Super Bowl. Na minha opinião, dou mais valor ao ótimo desempenho de Seattle do que ao mau jogo do Broncos. O campeão tinha um plano de jogo e o desenvolveu com perfeição. Para mim, foi lindo de assistir. E não sou torcedor do time.

Gosto de defesas dominantes. Sempre comento que a do Baltimore Ravens que venceu o Giants praticamente sozinha no Super Bowl de 2000 é lembrada com frequência neste espaço. E merecidamente. Foi a primeira vez que este que vos escreve viu uma performance defensiva daquele nível.

Mas a defesa do Seahawks jogou ainda mais. Mostrou os motivos que a levaram a ser a melhor da Liga. Nos números e análises.

E o ataque também jogou muito. Isso com o Broncos conseguindo parar, mesmo que em parte, a força das corridas de Marshawn Lynch.

Seattle dominou o jogo em todas as suas fases. Os 43 a 8 chamam a atenção, mas mostram esse domínio que escrevi acima. O time de Carroll foi superior em todas as fases do jogo: ataque, defesa e times especiais.

Faltou emoção, mas sobrou qualidade. É bem verdade que seria mais legal se Denver conseguisse pelo menos atrapalhar. Os últimos Super Bowls nos deixaram mal acostumados no quesito emoção e qualidade.

Mas o 48 está longe de ser o pior. O Seattle Seahawks não merece nada com “pior”…

Você concorda?

Twitter: @thiago_perdigao

Super Bowl, o maior espetáculo da Terra!

por Thiago Perdigão em 01.fev.2014 às 15:24h

*Coluna publicada no LANCE! deste sábado, 1º fevereiro

Você pode até não gostar de futebol americano, mas já ouviu falar no Super Bowl que chega a sua 48 edição amanhã. Será a primeira vez que a final da NFL será disputada em Nova York, o maior mercado dos EUA.

A expectativa é que seja a mais assistida da história. Isso com dois times de mercados não tão grandes. Mas isso não é um problemão, já que Peyton Manning, quarterback do Denver Broncos, é o tipíco herói que gera muito interesse. O Seattle Seahawks também tem apelo: uma equipe jovem, com jogadores falastrões, daqueles que geram amor e ódio entre os fãs.

Ano passado, 108,4 milhões de americanos viram a final ao vivo (pouco mais de um terço da população dos EUA). E o Super Bowl passado ainda perde para os de 2011 e 2012 no ranking das maiores audiências. Estimativas apontam que cerca de 1 bilhão de pessoas tiveram acesso à final de 2013.

Alguns analistas mais otimistas dizem que essa audiência global pode aumentar neste ano. Em 2013, 230 países transmitiram o jogo.

Esse interesse todo explica parte das receitas de mais de 9 bilhões de dólares anuais. Muito desse dinheiro vem dos direitos de TV, negociados para os EUA e para resto do mundo.

E não são só as televisões, que lucram com os espaços publicitários (a Fox americana, que tem exclusividade, vendeu cada 30 segundos de comerciais por 4 milhões de dólares), os times e a NFL que lucram.

A cidade-sede também conta os muitos dólares que invadem, junto com uma legião de torcedores, os espaços. Ano passado, o Super Bowl rendeu 480 milhões a Nova Orleans. Nova York, que já é a cidade mais visitada dos EUA, deve faturar muito mais que isso. Para se ter uma ideia, o Comitê Organizador tem 28 patrocinadores.

E até os supermercados lucram. Afinal, o “Super Domingo” é o segundo dia em mais se consome comida nos EUA. E os americanos são muito exagerados nesse item.

Agora é hora de contar os minutos para o jogo, que deve começar às 21h30 (horário de Brasília). Isso se não atrasar por conta de uma nevasca prevista. Se atrasar, gera mais expectativa.

E mais dinheiro…

O futebol americano e a NFL não são violentos!

por Thiago Perdigão em 06.jan.2014 às 14:14h

Violência é “qualquer força empregada contra a vontade, liberdade ou resistência de pessoa ou coisa; constrangimento, físico ou moral, exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem”. Essas são duas das definições do dicionário Michaelis.

Violência, portanto, está ligada a intenção de alguém contra o outro. Há lances violentos nos esportes em geral. Há também esportes violentos, é claro.

Mas não é o caso do futebol americano, mesmo que o preconceito contra o esporte ainda esteja bem vivo na preconceituosa sociedade brasileira. Sim, se você não sabia, há muito preconceito no Brasil.

Esqueçamos a discussão da sociedade para prestar atenção ao esporte. É lógico que há lances violentos na NFL. Quem acompanha mais de perto sabe que muitos jogadores são multados semanalmente. Com valores altos, como 100 mil dólares por conta de uma pancada mais forte. Mas os violentos são exceção, não regra.

Concussão é a contusão mais preocupante para os jogadores. E ela acontece em números muito alarmantes. Sequelas cerebrais são comuns em quem sofre esse tipo de problema. Ano passado, Junior Seau, ex-jogador de defesa da NFL, se matou em casa. Segundo a família, Seau sofria com dores de cabeça muito fortes, perda de memória e vários sintomas de concussão.

A liga admite que o problema é muito grave. Tanto que depois de brigas e mais brigas, algumas judiciais, concordou em fazer um fundo para ajudar ex-jogadores que sofreram concussões e para estudos médicos relacionados ao cérebro.
Atualmente, as regras da NFL não permitem que um jogador com sintoma de concussão volte para um jogo. Mesmo para atuar em uma outra rodada, tem de passar por exames feitos por médicos designados pela Liga, sem relação com o time.

Não é uma solução definitiva. Mas é importante admitir o problema. E o jogador sabe que é um esporte com um alto risco de lesões. Não somente na cabeça. Este ano, o número de rompimento de ligamentos de tornozelo e joelho foram altos.

Mas o futebol também tem risco. O basquete tem risco. Mesmo esporte sem contato, como o tênis, tem risco de lesão.

O futebol americano é um esporte de alto contato. Como os olímpicos rúgbi ou handebol, por exemplo. Mas não violento.

Não sou advogado de defesa de ninguém. Sou um crítico da NFL em vários pontos. Um deles é que há vários jogadores que simplesmente são descartados pelos times todos os anos. E não há um trabalho com essas pessoas. Mas é inegavelmente um das melhores e mais rentáveis ligas do mundo. Em um esporte disputado em nível profissional apenas nos EUA.

É necessário discutir os problemas do futebol americano. Como é necessário discutir os problemas do MMA, por exemplo. Que quando começou era um esporte totalmente diferente do que é disputado hoje. Curioso? Tente ver como eram os primeiros UFC. O esporte evoluiu muito desde que começou há 20 anos.

Mas dê uma chance ao futebol americano. Não leia somente sobre uma pancada forte, que gerou uma concussão. Não veja um lance só porque houve uma fratura.

Os jogos são muito mais que isso. E muito mais emocionantes…

Twitter: @thiago_perdigao

*Coluna publicada no Diário LANCE! do dia 6 de janeiro

Feliz Ano Novo, NFL!

por Thiago Perdigão em 04.jan.2014 às 14:45h

Coluna publicada originalmente no Diário LANCE! da última quinta-feira, dia 2/1.

A NFL começa com tudo já no primeiro fim de semana do Ano Novo. Este que vos escreve não está louco, é claro. O início de fato do campeonato foi em setembro de 2013, mas tudo muda em janeiro.

É difícil apontar um favorito para o título do campeonato. Até fatores climáticos são mais do que decisivos nesta fase da NFL.

Veja o caso de Philadelphia Eagles x New Orleans Saints, que jogam no próximo sábado, às 23h10 (horário de Brasília). O Saints, mesmo com melhor campanha, terá que jogar fora de casa. O time tem um ataque poderoso, mas que está acostumado a jogar em um estádio fechado. Muito diferente do Lincoln Financial Field, que é aberto. Os ventos e o frio têm influência muito grande no jogo de passes, a grande força de New Orleans.

As lesões, também comuns durante o campeonato, agora custam muito mais caro. O Green Bay Packers, por exemplo, contou com a volta do quarterback Aaron Rodgers, sua grande estrela, para vencer o Chicago Bears e se classificar. Agora, terá duro duelo com o San Francisco 49ers, finalista do ano passado. Mas o Packers jogará em casa, uma (pequena) vantagem nesta fase.

Dos oito times que entram em campo neste fim de semana, apenas dois parecem com força para disputar uma vaga no Super Bowl: o 49ers, pela Conferência Nacional, e o Cincinnati Bengals, pela Americana.

Essa é a terceira participação seguida do Bengals na pós-temporada e passou da hora de o time mostrar força. É comum um “azarão” chegar à final da NFL. E, na minha opinião, essa zebra vem da Conferência Americana (veja mais abaixo).

Esse é daqueles fim de semana para ficar colado na TV. Valerá a pena!

AFC

Ninguém jogou melhor que Peyton Manning neste ano. O Denver Broncos é o grande favorito ao título. Mas, obviamente, não é imbatível. Manning sofreu em vários momentos de sua carreira nos playoffs. O New England Patriots, do “rival” Tom Brady sempre é forte. O Bengals está calejado e pode complicar. Denver é uma cidade “fria” e o estádio está a 1.600m de altitude. Bom ambiente para uma zebra.

NFC

Nenhum estádio da NFL é tão barulhento como o de Seattle. E o time da cidade tem a vantagem do mando até o fim dos playoffs. O Seahawks sofreu em alguns momentos da temporada, mas mostrou força contra rivais melhores. O rival San Francisco 49ers pode estar em seu caminho e parece ser o único que pode incomodar. O Seahawks descansa na rodada e é bem experiente.

Está ‘escrito’: o Chargers será o campeão da NFL!

por Thiago Perdigão em 12.set.2013 às 19:14h

“Dez segundos para o fim do jogo. Na gélida Nova York, os torcedores do San Diego Chargers prendem a respiração. O quarterback Philip Rivers faz a contagem do snap. Pega a bola e faz o play action com Ryan Mathews. Foge da pressão da defesa adversária e lança para Antonio Gates fazer o touchdown. Touchdown Chargers! E o time leva o Super Bowl pela primeira vez em sua história…”

Calma, este colunista não está louco. Nem é um torcedor fanático do Chargers.

A temporada passada teve um Super Bowl com apagão. E 2013 começou com jogo atrasado por conta de uma tempestade de raios. Mas esses são apenas pequenos indícios…

Costumo escrever neste espaço que não gosto de estatísticas. Acho que elas são pouco para analisar se um time ou setor são bons ou ruins. Uma equipe pode ceder muitas jardas, mas se provocar um turnover, é muito mais eficiente que várias outras.

Mas gosto das maldições e “coincidências”. Já escrevi neste espaço que as superstições fazem muito parte do esporte. Ainda mais do americano…

O “favoritismo” do Chargers tem a ver com uma delas. Nas últimas quatro temporadas, a primeira equipe que jogou contra o Eagles, em Philadelphia, acabou campeã.

É óbvio que é uma coincidência. E que o fato de três times da Conferência Nacional terem sido campeões nos últimos quatro anos, “facilitou” a maldição. Isso porque uma equipe da Americana só enfrenta o Eagles de quatro em quatro anos, enquanto que da Nacional pode duelar em todas as temporadas.

A maldição começou em 2009. No dia 20 de setembro, na semana 2, o New Orleans Saints venceu por 48 a 22. (Muito) depois, o Saints bateu o Indianapolis Colts, em Miami, e ficou com o título.

Uma temporada depois, o Green Bay Packers fez 27 a 21 no Eagles, na semana 1, no dia 12 de setembro. No Super Bowl, o Packers bateu o Pittsburgh Steelers em Dallas, após uma grande arrancada nos playoffs.

Para piorar para o torcedor de Philadelphia, em 2011, o rival New York Giants bateu o Eagles por 29 a 19, em jogo válido pela terceira rodada, no dia 25 de setembro. Aquela foi a temporada do “Time dos sonhos”. Philadelphia começou o campeonato muito badalado, mas acabou dando um vexame histórico e acabou ficando fora até dos playoffs. O Giants, depois de muitos altos e baixos, se classificou, deu uma grande arrancada e ganhou do New England Patriots, em Indianapolis, para levar seu quarto título.

Ano passado, o Eagles deu novo vexame e ficou fora dos playoffs. Mas ganhou do campeão Baltimore Ravens por 24 a 23, em sua estreia em casa. Baltimore também sofreu depois, mas conseguiu ficar “quente” na reta final e levou o título.

Desta vez, tem tudo para ser diferente. Na minha opinião, San Diego briga para não passar vergonha nesta temporada. E fez um jogo estranho na última segunda-feira contra o Houston Texans. Chegou a estar ganhando por 28 a 7 no terceiro quarto. Não conseguiu segurar a vantagem e tomou a virada por 31 a 28 nos segundos finais.

É claro que o Texans é um bom time. Favorito claro a uma vaga nos playoffs. Na minha opinião, não chegará ao Super Bowl. Tem problemas de confiabilidade. Matt Schaub, seu quarterback titular, não parece que conseguirá levar a equipe a um título.

Já o Chargers mostra os mesmos problemas de anos anteriores. A defesa parece ter evoluído (um jogo é muito pouco para ter qualquer certeza). Ryan Matthews pode ser um running back bom, mas precisa ficar saudável. Assim como Antonio Gates, principal recebedor do de San Diego, mas que também sofre com lesões.

Mas Philip Rivers não chegou ao estágio que se esperava. Continua lento. Quando sofre pressão, comete erros ridículos. Como a insuportável e estranha mania de não “aceitar” sacks. O quarterback acaba tentando se livrar da bola e as interceptações aparecem. Contra Houston, em um lances destes, a equipe texana conseguiu o empate.

San Diego pode reclamar de um erro dos árbitros em um lance que seria um field goal e acabou em touchdown após um falta discutível (voltarei a esse assunto mais tarde). Mas isso é pouco para explicar a perda de uma vantagem de 21 pontos em uma metade de partida…

O último time que estreou a casa do Eagles e não levou o título foi o fraco Saint Louis Rams de 2008, que levou 38 a 3 de Philadelphia.

O Rams acabou com a pior campanha da NFL, com apenas duas vitórias em 16 jogos e ficou com a primeira escolha do draft de 2009, quando escolheu o QB Sam Bradford.

Não acho que o Chargers fará a pior campanha de 2013. Há times piores, como o Jacksonville Jaguars. Mas, para San Diego, é mais fácil ser o pior do que ser o campeão do Super Bowl 48, em Nova York…

Dê se palpite lá nos comentários.

Twitter: @thiago_perdigao

NFL começa nesta quinta: um guia sobre a Conferência Americana

por Thiago Perdigão em 04.set.2013 às 17:53h

Após longos sete meses, a NFL está de volta para valer. E isso é uma grande notícia.

Mas uma pequena tradição foi quebrada neste ano. Desde 2002, a NFL decidiu criar o jogo de abertura para a temporada.  Tradiciolnamente em uma quinta-feira, tiveram dois anos que foram em quartas por conta de eventos políticos. O campeão da temporada anterior passou a sediar o jogo em 2004. Sempre em casa.

Mas em 2013, o Baltimore Ravens terá de viajar. E, de cara, para enfrentar o forte time do Denver Broncos, favorito até a uma vaga no Super Bowl. O Ravens não poderá jogar em casa por uma razão:  falta de estacionamento. O leitor que está acostumado a ir a jogos de futebol no Brasil até pode se assustar ao ler isso, mas é verdade. Sem estacionamento, sem jogo…

Ravens divide com o Baltimore Orioles, do beisebol, o estacionamento do seu estádio, já que as duas arenas são localizadas bem próximas uma das outras. A NFL e a MLB costumam se acertar com relação a isso, mas outro evento na cidade impediu que houvesse um remanejamento.

Pior para os torcedores do Ravens. Além do jogo, há uma apresentação especial antes do jogo de abertura. A chance de rever os campeões e comemorar o título, ainda fresco na memória da torcida. Os fãs de Baltimore ainda poderiam ver uma festa de Ray Lewis, grande ídolo, que se aposentou após o Super Bowl.

Trazendo para esta temporada, a NFL escolheu um bom jogo para a sua abertura. O jogo está marcado para as 21h30, de Brasília, com transmissão da ESPN e Esporte Interativo.

Broncos e Ravens protagonizaram um grande duelo no playoff do ano passado, em partida também disputada em Denver. O time comandado por Peyton Manning começou muito bem, mas depois Joe Flacco deu show e conseguiu a virada na prorrogação.

Para 2013, as franquias estão diferentes (leia mais abaixo). O Ravens perdeu muitos jogadores importantes e enfraqueceu. Já o Broncos parece melhor, mas terá de lidar com ausências importantes. Mesmo assim, desponta como favorito.

E este não é a única grande partida da primeira rodada da NFL. São apenas 17 semanas, então a coisa começa a apertar logo no começo.

Outros destaques da semana 1: New Orleans Saints x Atlanta Falcons (domingo, às 14h); San Francisco 49ers x Green Bay Packers (domingo, às 17h25); Dallas Cowboys x New York Giants (domingo, às 21h30) e Washington Redskins x Philadelphia Eagles (segunda, às 20h10).

Hoje publico um pequeno guia com as minha opiniões sobre cada divisão da Conferência Americana:

Divisão Leste
Tom Brady, quarterback do Patriots, tem mais vitórias em playoffs (17) do que os jogos dos outros quarterbacks titulares das equipes da divisão somadas.

EJ Manuel e Geno Smith, de Bills e Jets, são novatos. Recentemente publiquei um post sobre Smith, é só descer um pouco para conferir.

Ryan Tannehill, escolhido pelo Dolphins ano passado, teve um desempenho mediano. Vai precisar mais… O Dolphins até investiu bem em Mike Wallace, ex-Pittsburgh Steelers, mas ainda é pouco.

O Patriots continua sendo, disparado, o melhor time da divisão e não deve ter problemas, mais uma vez, para se classificar. O ataque terá que lidar com a perda de Aaron Hernandez, ex-tight end que foi preso acusado de homicídio. Era um jogador importante para o elenco e esses problemas foras de campo costumam respingar.

Não o suficiente para tirar New England dos playoffs. A franquia continua sendo favorita a disputar fases agudas da competição. Para mim, chega na semifinal da Conferência Americana.

Buffalo Bills – não deve se classificar
Ponto forte: poucos
Ponto fraco: muitos

Miami Dolphins – não deve se classificar
Ponto forte: ataque
Ponto fraco: inconstância

New England Patriots – vai se classificar
Ponto forte: ataque
Ponto fraco: problemas extracampo

New York Jets - tenta não passar vergonha
Ponto forte: poucos
Ponto fraco: polêmicas

Primeira rodada: Buffalo Bills x New England Patriots (domingo, as 14h)
Cleveland Browns x Miami Dolphins (domingo, as 14h)
New York Jets x Tampa Bay Buccaners (domingo, as 14h)

Divisão Norte
O atual campeão, Baltimore Ravens, parece enfraquecido em relação à temporada anterior. Perdeu Ray Lewis, maior ídolo da franquia, principal jogador defensivo, e grande líder do time. Ed Reed, outro pilar da equipe, também foi embora.

Elvis Dumervil, ex-Broncos, foi contratado. É um bom jogador e será importante nessa pequena reconstrução da parte dentro de campo. Fora, ainda será preciso anos até um novo Lewis apareça…

O ataque continua forte, mas também perdeu dois jogadores muito importantes: Denis Pitta, tigth end, tem uma lesão grave no quadril, e só poderá jogar depois da oitava semana. Anquain Boldin, wide receiver número 1 na campanha do Super Bowl, agora defende o San Francisco 49ers.

Também por conta dos rivais, o Ravens parece favorito a uma vaga como wild card.

Na minha opinião, o melhor time da divisão é o Cincinnati Bengals, que se classificou para os dois últimos playoffs, e parece mais consistente para esta temporada. James Harrison, que era do rival Pittsburgh Steelers, apensar de não ser mais o defensor que já foi um dia, pode trazer uma experiência fundamental para o salto da equipe na luta por uma final de Conferência Americana e até Super Bowl.

O Steelers se enfraqueceu. A forte defesa de anos anteriores envelheceu e não consegue jogar sempre em alto nível como já fez. Não que seja um setor ruim, mas não jogar sempre em alto nível deixa as coisas muito complicadas na NFL.

O Cleveland Browns parece ter evoluído. Mas ainda não chegou a hora da franquia, seguidamente saco de pancadas, brigar por coisas maiores…

Baltimore Ravens – briga por wild card
Ponto forte: experiência
Ponto fraco: ausência de ex-líderes do time

Cincinnati Bengals – deve se classificar
Ponto forte: ataque
Ponto fraco: inconstância

Cleveland Browns - não deve se classificar
Ponto forte: time evoluiu
Ponto fraco: ainda falta muita coisa

Pittsburgh Steelers – não deve se classificar
Ponto forte: experiência
Ponto fraco: time precisa se reconstruir

Primeira rodada: Denver Broncos x Baltimore Ravens (quinta, as 21h30)
Chicago Bears x Cincinnati Bengals (domingo, as 14h)
Cleveland Browns x Miami Dolphins (domingo, as 14h)
Pittsburgh Steelers x Tennessee Titans (domingo, as 14h)

Divisão Sul
O Houston Texans foi a grande equipe da divisão nas últimas duas temporadas, mas falhou nos playoffs. A defesa continua muito forte e ainda tem a chegada de Ed Reed, campeão pelo Ravens, e um dois maiores jogadores de secundária da NFL. Mas, para ser campeão, precisa de um ataque mais poderoso.

Arian Foster já mostrou que pode correr muito bem com a bola. Mas o quarterback Matt Schaub não deve ser capaz de conduzir a sua equipe para o Super Bowl. E, “sem” QB, fica difícil conseguir grandes coisas na atual NFL…

O Colts foi bem ano passado e parece que tem espaço para evoluir. Andrew Luck, agora em seu segundo ano, terá de lidar com a “maldição” do segundo ano. Vários quarterbacks conseguem fazer um grande primeiro ano, mas sofrem na temporada posterior. As outras defesas aprendem a jogar contra e isso faz muita diferença.

Texans e Colts estão muito acima de Titans e Jaguars. E isso facilita muito as coisas. Dá espaço para evoluir, para conseguir a vaga com a tranquilidade que a maioria das equipes não têm.

Houston Texans – deve se classificar
Ponto forte: defesa
Ponto fraco: Matt Schaub

Jacksonville Jaguars – briga para ser a primeira escolha em 2014
Ponto forte: Maurice Jones Drew
Ponto fraco: quase todos os outros

Indianapolis Colts – deve se classificar
Ponto forte: ataque
Ponto fraco: falta de experiência

Tennessee Titans – tenta não passar vergonha
Ponto forte: Chris Johnson
Ponto fraco: defesa

Primeira rodada: Indianapolis Colts x Oakland Raiders (domingo, as 14h)
Jacksonville Jaguars x Kansas City Chiefs (domingo, as 14h)
Pittsburgh Steelers x Tennessee Titans (domingo, as 14h)
San Diego Chargers x Houston Texans (segunda, 23h20)

Divisão Oeste
É, junto com a Leste, a divisão mais desigual da Conferência Americana. O Denver Broncos, comandado por Peyton Manning, é muito superior aos rivais e favorito a uma vaga no Super Bowl. O ataque, que já era bom, ainda trouxe Wes Welker, um dos melhores wide receivers para o meio do campo. A defesa também é muito boa, mas terá de lidar com a ausência de Von Miller, pilar do setor, que está suspenso por seis jogos por ter violado a política de substância proibidas pela Liga.

O Chiefs deve evoluir com as chegadas do técnico Andy Reid e do quarterback Alex Smith. Claro que não é tão difícil evoluir,já que a equipe foi a pior do ano passado. Raiders e Chargers parecem ser apenas coadjuvantes…

O Raiders começará a temporada, mais uma vez, com um quarterback novo como titular. Matt Flynn, contratado neste ano, perdeu a vaga para Terelle Pryor, que era reserva de Carson Palmer, que foi para o Cardinals, no ano passado. Flynn, assim como aconteceu como foi para o Seahawks, chegou para ser titular, mas perdeu a vaga. A sorte é que Oakland não gastou tudo o que tinha, como fez na época de Palmer.

O Chargers contratou um técnico novo, mas não parece que vai brigar por grandes coisas.

Denver Broncos – deve se classificar
Ponto forte: ataque
ponto fraco: ausência de Miller

Oakland Raiders – briga para ser a primeira escolha em 2014
Ponto forte: poucos
Ponto fraco: muitos

Kansas City Chiefs – não deve se classificar
Ponto forte: evolução
Ponto fraco: ainda falta muito

San Diego Chargers – não deve se classificar
Ponto forte: defesa
Ponto fraco: ataque

Primeira rodada: Denver Broncos x Baltimore Ravens (quinta, as 21h30)
Indianapolis Colts x Oakland Raiders (domingo, as 14h)
Jacksonville Jaguars x Kansas City Chiefs (domingo, as 14h)
San Diego Chargers x Houston Texans (segunda, 23h20)

No máximo na sexta-feira publico meu pequeno guia da Conferência Nacional.

Veja mais no Twitter: @thiago_perdigao

NFL: temporada começa com o fim da polêmica Mark Sanchez?

por Thiago Perdigão em 03.set.2013 às 18:44h

Ano novo, velhas polêmicas. E Mark Sanchez e o New York Jets continuam no centro de uma daquelas que já cansaram há tempos…

Sanchez é o jogador mais caro da história do Jets. E ano passado aumentou o seu contrato por mais três anos, ou seja, está vinculado ao clube até 2016. Por esse acordo, ganhou mais 58 milhões de dólares.

Nada mal para um quarterback que é muito contestado. Que, na verdade, só não é contestado pelo técnico Rex Ryan.

Ou não era… após ser flagrado durante as férias, que revelaram que Ryan tem uma tatuagem de sua mulher com a camisa número 6 (a do Sanchez) do Jets, parecia que o quarterback teria apoio do treinador por mais uma temporada.

Mas o Jets resolveu draftar o QB Geno Smith que, para alguns, era o melhor da posição na seleção deste ano.

Isso pouco depois de o clube “sobreviver” à polêmica Tim Tebow, que depois de uma temporada, acabou dispensado pelo Jets. Sem ter tido chances de jogar, é verdade. Na minha opinião, até foi injusto. Tebow poderia até ter feito mais que Sanchez…

Na época da dispensa de Tebow, Nova York tinha SEIS quarterbacks em seu elenco. Algo insano na NFL. Manteve David Garrard, Greg McElroy, Mark Sanchez, Matt Simms e Geno Smith. O segundo, quarto e quinto, foram escolhidos nos drafts de 2011, 2012 e 2013. Lembrando que Sanchez chegou em 2009…

Em maio, Garrard decidiu se aponsentar, restringindo a “briga” a Sanchez e Smith, já que McElroy e Simms, que já estavam no elenco, não conseguiram tirar a titularidade do camisa 6.

Após a pré-temporada, McElroy foi dispensando e assinou com o Cincinnati Bengals para fazer parte do seu time de treinos, fora do elenco principal.

Mas pouca polêmica é pouca para o Jets. Depois de ficar com três quarterbacks, número normal para um elenco de 53 jogadores, a franquia acertou com Brady Quinn e voltou a ter quatro QBs.

Quinn já passou por cinco times e nunca se firmou. Chegou à NFL com moral, foi selecionado pelo Cleveland Browns na primeira rodada em 2007, mas não confirmou as expectativas. Nem perto disso.

Às vésperas do jogo contra o Tampa Bay Buccaners, que será no próximo domingo, o time anunciou com Geno Smith será o titular.

Para mim, uma surpresa. Smith não fez uma pré-temporada de encher os olhos. Não assisti aos quatro jogos, mas contra o New York Giants, quando atuou por três quartos, no terceiro duelo da pré-temporada (o mais importante deles), lançou três interceptações, um touchdown, mas pareceu inseguro.

É, claro, uma boa aposta. Smith é calouro, teve bons momentos na universidade, e pode mexer com a franquia.

Sanchez já mostrou que não levará o Jets muito longe. Mesmo se a gente lembrar que suas duas primeiras temporadas foram razoáveis, com vitórias nos playoffs, hoje não dá para pensar que isso se repetirá.

A lesão no ombro direito sofrida contra o Giants, no quarto quarto, parece ter pesado na decisão de deixá-lo no banco. Uma contusão idiota, já que não era para escalá-lo naquela altura do jogo, com a linha ofensiva reserva da reserva em ação. Ryan disse que colocou Sanchez em campo porque queria levar o troféu dado no dérbi de pré-temporada.

Pouco. Muito pouco para um time que há alguns anos era considerado postulante a Super Bowl. E que seu técnico insiste em classificá-lo como tal.

Ao torcedor, resta lamentar. Uma franquia tão tradicional, merecia mais. Na minha opinião, ficará mais um ano fora dos playoffs. E não deve nem brigar por uma das vagas na pós-temporada. Se isso acontecer, Rex Ryan, que para mim já está fazendo hora extra no cargo, não estará no cargo em 2014.

E o Jets finalmente poderá se reconstruir…

Twitter: @thiago_perdigao

Patriots e a NFL precisam lidar com o escândalo do caso Hernandez

por Thiago Perdigão em 16.jul.2013 às 20:22h

Caros, em primeiro lugar, gostaria de dizer que estou muito feliz em voltar a escrever neste espaço. Os últimos meses foram de uma intensa correria e pouco tempo para falar de futebol americano.

Para quem não sabe, deixei de ser editor do LANCE!Net, cargo que ocupei de 2008 até maio deste ano. Agora, sou editor do Núcleo Santos. Uma mudança bem legal, mas que demandou tempo para adaptação. E de maio para cá, muita coisa aconteceu: final do Paulistão, saída do Neymar e do Muricy, Copa das Confederações, volta do Brasileirão… ou seja, muito mesmo.

E a NFL está no perigoso período sem jogos. Todo ano é a mesma coisa e a Liga ainda não conseguiu lidar com isso: jovens, com muito dinheiro no bolso, alguns com uma personalidade duvidosa, com passados complicados… enfim, a mistura costuma ser explosiva.

É claro que não dá para generalizar. A verdade é que a maioria é de “bons garotos”. Mas essa outra pequena parte acaba manchando essa história. E não é de hoje. Os escândalos com jogadores ou ex-jogadores da NFL são bem antigos. Quem não se lembra do caso O.J. Simpson, preso em 2007 por assalto à mão armada e sequestro? Simpson foi um jogador de sucesso, se aposentou no começo da década de 1980, mas acabou envolvido em vários escândalos posteriormente.

Lawrence Taylor, lendário linebacker do Giants nas décadas de 1980 e começo da de 90 (e um dos meus maiores ídolos da NFL), se envolveu com drogas durante sua carreira, sendo suspenso várias vezes. Depois, aposentado, foi preso por posse de drogas e, recentemente, um escândalo sexual com uma garota de 16 anos.

Dois exemplos de craques que tiveram problemas extracampo.

É justo dizer também que a maioria das detenções são por problemas menores. Do tipo perturbação da ordem, abuso de álcool, posse de drogas… Posse de armas, um crime mais grave, também figura entre os maiores.

Há muitos problemas de agressões também, sobretudo familiares, algo bem grave que necessita de uma campanha educativa que a NFL deveria se dedicar mais.

Mas neste ano, o escândalo foi muito forte. O tight end Aaron Hernandez, acabou preso por homicídio e está sendo investigado por mais dois.

É difícil acusar alguém sem o julgamento, mas é difícil lembrar de um escândalo criminal maior que o caso Hernandez.

Um jogador com bastante sucesso na NFL. Jogou o Super Bowl de 2011, sendo um dos principais atletas do New England Patriots. Foi vice-campeão, mas sendo um dos protagonistas do time. Ano passado, mais uma vez teve uma grande temporada.

E acabou renovando por cinco anos com um contrato de 40 milhões de dólares. Já tinha recebido cerca de 3,25 milhões de bônus pela assinatura deste acordo, em março. Dinheiro que dificilmente o Patriots terá de volta. O clube ainda vai lutar na Justiça para não pagar o resto da parte garantida do contrato. Ao menos, 5 milhões de dólares. E acho que a franquia precisa conseguir uma forma de não ter esse ônus. Até com a ajuda da NFL e da associação dos jogadores.

Muito dinheiro para um jogador que provavelmente nunca mais atuará na liga profissional.

Alguns amigos vão lembrar dos casos de Michael Vick e Plaxico Burress, ambos condenados, e que voltaram a jogar e ainda estão na ativa. Mas são “casos menores”. Vick, preso por rinha de cães, luta para ser o quarterback titular do Philadelphia Eagles e até teve uma ótima temporada após sair da cadeia. Burress, que atirou na sua própria perna, nunca mais foi o mesmo, é verdade.

Mas são casos muito diferentes. Até pela reação dos times. O Atlanta Falcons e o New York Giants terminaram os contratos com Vick e Burrress também, é verdade, mas não da forma como o Patriots agiu. Antes mesmo da primeira audiência, New England dispensou Hernandez. Assustou até mesmo aos repórteres que cobrem o dia a dia do clube. Ali se percebeu que a história era muito mais grave do que se pensava.

Por conta da dispensa, o teto salarial do time será atingido. O Pats terá 2,55 milhões a menos este ano e 7,5 milhões em 2014. Para quem não entende muito dessa política, posso dizer que esse teto salarial é uma dor de cabeça para todos as franquias. E ficar sem 7,5 milhões significa a “perda” de pelo menos um ótimo jogador. Ou até dois ou três…

Mas isso mostra que o Patriots pensou muito mais na coletividade do que em sua causa. Algo em que muita gente deveria usar como inspiraração.

A franquia ainda tomou outra atitude radical (e de bom gosto): fez uma promoção trocando todas as camisas de Hernandez por outra da escolha do torcedor. E isso incluía coleções antigas, como as do tempo da Reebook, que nem fornece mais os uniformes para a NFL.

No primeiro dia da “promoção”, o Patriots anunciou que 1.200 camisas, sendo 300 de tamanhos para crianças, foram trocadas. Tom Brady, Rob Gronkowski e até Tim Tebow foram os “favoritos” para as novas camisas, da coleção 2013 da Nike. No Ebay, porém, as camisas de Hernanez ainda podem ser encontradas: algumas até por 1.500 dólares, já que são cada vez mais caras e os colecionadores correm para comprá-las.

A NFL também agiu. Tirou todas as estatísticas do tight end de seu site. E proibiu qualquer time de contratá-lo.

O recado está claro: “esqueçam que Aaron é desta liga”. Até pode ser justo, mas a NFL precisa encarar esse problema. É claro que não tem culpa pela atitude do (ex-)jogador. Mas é preciso encarar que há um problema. Campanhas, punições mais severas, são algumas atitudes que podem e devem ser tomadas. E com urgência…

Até 26 de junho, 29 jogadores foram detidos. Ou seja, depois do Super Bowl, um atleta foi para cadeia a cada cinco dias. Uma estatística e tanto para uma Liga que gosta tanto delas.

Dentro de campo, o Patriots parece mais fraco. Sobretudo, no ataque. Mas só parece. O time é um dos que mais se “reinventa” a cada ano. Em 2011, os tight ends viraram os principais recebedores. Ano passado, o setor ofensivo jogou em uma velocidade absurda, fazem com que o huddle fosse quase esquecido… enfim, ainda espero alguma “novidade” para 2013.

Mas é claro que a perda de uma das principais armas de Tom Brady afeta. Como a saída de Wes Welker, o melhor wide receiver do Pats até então, já afetaria. Ainda mais que o recebedor agora estará com Peyton Manning no Denver Broncos, rivais na luta por uma vaga no Super Bowl. Mas o componente psicológico deste grave caso também terá um peso.

Além das duas baixas, há uma interrogação. Gronkowski passou por mais uma cirurgia. Já nem se sabe ao certo quantas foram nos últimos anos. Mas há uma certeza: há um problema grave no braço do tight end.

Jake Ballard, ex-Giants, é outro TE do elenco. Mas, após um ótimo começo de 2011, acabou caindo de produção (muito por conta de uma lesão no tornozelo) e depois teve uma grave lesão no joelho que o afastou de toda a temporada passada.

Danny Woodhead, running back, e que também era uma opção para o passe, também saiu. Foi para o San Diego Chargers. A reconstrução é grande… Chegou Tim Tebow, que até é uma boa aposta, mas ele será reserva de Brady. É claro que New England pensa em uma forma de utilizá-lo e confesso que estou curioso para saber, mas é pouco.

A verdade é que ainda acho que a classificação para o playoff está longe de ser impossível. Buffallo Bills e New York Jets não são grandes forças. O Miami Dolphins até melhorou, mas não parece consistente.

E consistência é o “sobrenome” do trabalho de Bill Belichick e do “seu” Patriots…

É bom estar de volta!

Twitter: @thiago_perdigao

NFL: simulação e análise de um draft bem ‘maluco’…

por Thiago Perdigão em 24.abr.2013 às 20:32h

O primeiro grande evento da temporada de 2013 da NFL começa nesta quinta-feira, em Nova York. É tão grande que a Liga faz todo um “mistério”. Nos últimos anos, dividiu o draft em vários dias. E o primeiro round de escolhas tem um dias só para ele.

As especulações para o Draft começam desde o meio da temporada anterior. O futebol americano universitário é muito forte nos Estados Unidos e toda a comunidade da NFL (torcedores, jornalistas, clubes e etc) analisa todos os futuros jogadores profissionais a toda hora.

Nos últimos anos, o draft até que foi “fácil”. As primeiras escolhas já pareciam definidas bem antes do dia de fazê-las. Ano passado, Andrew Luck e Robert Griffin III já estavam “garantidos” no Indianapolis Colts e Washington Redskins meses antes do evento. O garantido vai entre aspas porque os times não podem divulgar suas escolhas com antecedência. Ou melhor, a primeira geral até pode, mas não muito tempo antes.

É claro que quando quarterbacks estão nos topos das listas o draft gera mais comoção. Foi assim com Sam Bradford, por exemplo. E esse não é o caso desta temporada…

Tanto é verdade que o Kansas City Chiefs foi para o mercado de olho em um quarterback titular. Ficou com Alex Smith, ex-San Francisco 49ers. Acho que até vai ser uma boa opção para uma franquia que sofreu muito nos últimos anos, principalmente, no último. Antes de a temporada começar, o Chiefs parecia ser um time bem melhor do que era. Foi um fiasco, que culminou na contratação do técnico Andy Reid, ex-Philadelphia Eagles. Um grande treinador, em minha opinião.

Com o QB definido, Kansas deve ir atrás de um homem de linha ofensiva. E nem isso é consenso entre os jornalistas: o favorito para a primeira escolha é Luke Joeckel, da Universidade Texas A&M. Mas Eric Fisher, da Central Michigan, também pode ser o escolhido.

Em alguns mock drafts (algo como simulação), nenhum quarterback acabou escolhido na primeira rodada. Algo que seria bem diferente do usual. Geno Smith, que jogou pela Universidade de West Virginia, é até um jogador interessante, mas não o vejo como titular a curto prazo.

Nenhum running back também se destacou muito nesta classe. É raro um jogador da posição não sair na primeira rodada. Mas também não duvidaria…

Fiz acima um resuminho do que esperar para o evento. Mas há mais coisas.

À convite do site 10 jardas (http://www.10jardas.com), parceiro de longa data, participei de um mock draft bem legal. Além de mim e do JP, um dos administradores do site, participaram o Ricardo Saad (que também é do 10 jardas), o Kanguru (também do 10 jardas) e o Rafael, gerente do NFL de Boteco (www.nfldeboteco.com.br).

Cada um dos cinco participantes ficou com alguns times. Este que vos escreve, selecionou os jogadores para Philadelphia Eagles, New York Jets, Carolina Panthers, New York Giants, Indianapolis Colts e New England Patriots.

O “engraçado” é que os três primeiros têm algo incomum neste draft: precisam reforçar quase todos os setores do campo. o Eagles vai escolher alguém para a linha. Pode ser ofensiva ou defensiva, mas duvido que saia disso.

No Jets, principalmente, qualquer reforço seria muito “bem vindo”. É um time com muitos defeitos e sem comando. O Panthers é mais “pronto”, mas precisa defender muito melhor.

O Giants precisa de reforços mais pontuais. No corpo de linebackers, na linha ofensiva e na secundária. Colts e Patriots precisam mais de qualificação (sobretudo o último) do que de jogadores para “resolverem”.

No Twitter (@thiago_perdigao), postei algo que me chamou muita a atenção: vi 11 jogadores diferentes que seriam escolhidos pelo Giants em vários mocks de jornalistas americanos.

Um número bem interessante para um draft “mais do que maluco”.

Abaixo, o link do mock draft. Sugiro que escutem – é longo, mas bem completo – para saberem mais das minhas previsões (claro que vou errar todas):