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Blog Laço da Chuteira

Posts com a Tag ‘Japão’

Novo esquema adotado por Barcellos não rende para a seleção

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Esta trabalhadora do Brasil chegou em casa as duas da manhã depois de trabalhar no bar perto de casa. É, queridos, essa vida de freelancer não é fácil, então o que aparecer a gente traça. Bem, o fato é que mesmo dormindo pouco, acordei cedinho pra ver o jogo das nossas meninas contra as campeãs do mundo.

Sem ameaça de tufão ou qualquer bode climático que o valha, o jogo começou as 8 da matina e foi transmitido ao vivo pela Band e BandSports com os comentários da lindaça, fofa e articuladíssima Alline Calandrini. Aliás, quero mandar um salve pra Calan que deu uma força pra este blog na transmissão. SALVE CALAN! #tamojunto

Ao jogo!

Como disse no post anterior, a Bagé havia comentado comigo, na ocasião da Exposição da Libertadores do São José, que Jorge Barcellos estava mudando o esquema tático da seleção. Saímos do habitual 3-5-2 para o 4-4-2 e nos três amistosos jogados, perdemos. Contra os EUA, três bolas paradas determinaram a vitória das estadunidenses e contra o Japão, um gol contra e uma marcação pra lá de frouxa, erros crassos de passe e um time perdido em campo, determinou um placar mais elástico para as atuais campeãs do mundo: 4 a 1. O gol que tirou o Brasil do zero também saiu de bola parada em excelente e precisa cobrança de falta da Fran.

Meninas antes de entrar em campo.

Na opinião desta humilde admiradora do futebol das meninas, mudar o esquema habitual para outro, faltando tão pouco tempo para uma das competições mais importantes do ano e em que somos tão cobrados por medalhas, é loucura absoluta. Tanto que isso se comprovou nos três jogos.

Maurine segue jogando nada na minha opinião, e isso independe do sistema tático adotado. Há tempos a vejo emendando bolas do meio de campo pro ataque, furou “os zóio” da zaga, não conseguiu dominar uma bola alta, errou passes, deu muita bola dividida, além de, de posse da bola, ficar chamando companheira pra aproximação na intermediária da defesa. Pra mim, isso não depende do esquema tático adotado. Não conferi um lance sequer da Maurine tentando armar uma jogada, segurando mais a bola e levando mais ao ataque. Disciplina tática? Não na minha visão das coisas. Vejo um desinteresse em manter o padrão que já elogiei aos montes.

Formiga faz MUITA falta no meio de campo, é a carregadora de piano junto com a Ester. A combativa baiana, lesionada, não deu a característica ao meio de campo a que estamos acostumados. Barcellos demorou pra mexer, o que, no meu entendimento, deveria ter feito várias vezes no decorrer do jogo. Amistoso é pra isso, mudar e mudar e mudar pra testar rigorosamente TODAS as jogadoras.

Passado bom tempo do segundo tempo, Barcellos FINALMENTE adiantou Érika, que dá muita consistência ao ataque. E não fosse a defesa da goleira japa, teria feito um golaço! Pra variar.

Este esquema dá a impressão que a zaga tá ruim, mas não dá pra culpar um único setor dentro de um esquema adotado recentemente. Se Barcellos insistirá com o 4-4-2, eu não sei, só entendo que mudanças radicais no comportamento tático de uma seleção acostumadíssima a jogar no 3-5-2, faltando tão pouco para as Olimpíadas, não é lá a melhor das idéias.

Não. Esta trabalhadora do Brasil não entrará nos meandros da organização do fut feminino. Não falarei da CBF porque isso é chover no molhado. Só espero sinceramente que depois destes três testes, técnico, comissão técnica e a “estrutura” por trás da seleção brasileira, bote a cachola pra funcionar e ajeite as coisas. Culpar única e exclusivamente as meninas é no mínimo ingrato.

Contra EUA e Japão, seleção vai completa e com transmissão

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Lindezas, na semana passada todos aguardamos muito ansiosos  a transmissão do primeiro amistoso das nossas meninas como preparação para as Olimpíadas de Londres. E ficamos todos muito felizes quando nos deparamos com o anúncio da transmissão do jogo contra o Canadá, na grade de programação da Sportv.

O início do jogo, previsto para as 14 hs se aproximava, e a tia aqui, que já viu a emissora dando umas mancadas com a transmissão dos jogos das meninas no Mundial da Alemanha, tratou de se posicionar feito São Tomé. Ainda comentei nalguma postagem no Facebook sobre meu modo cético ligadão no turbo. E tinha razão!

O horário se aproximou e a tal transmissão ao vivo da peleja contra as canadenses ficou virou lenda. A comunidade do fut feminino se manifestou e muito, porém a Sportv sequer deu uma resposta para o não cumprimento de sua grade. No dia seguinte, entretanto, via Twitter, a emissora se desculpou com os telespectadores do Hipismo. =O

Depois de algumas cutucadas, se manifestaram no microblog dizendo que tiveram problemas técnicos que impediram a transmissão do amistoso das nossas meninas. Ahãm Claudia, senta lá! Melhor esquecer isso e partir pra boa notícia.

Se contra o Canadá a seleção ficou desfalcada da Cris, Pellê, Rosana, Fabi e Ester, contra os EUA e Japão contaremos com a presença das ausentes e com transmissão da BandSports. Pelo menos é que está definido na grade de programação da emissora para esta terça, 3, a partir das 8 da matina, e, ainda, segundo o que informou a Alline Calandrini em seu perfil no Facebook. Ela comentará os dois amistosos por lá. \o/

A nota completa falando da transmissão está aqui ó.

Estarei devidamente acomodada para acompanhar a peleja das nossas guerreiras contra a campeã e a vice-campeã do Mundial da Alemanha e vou comentar pelo Twitter, o que me diverte muito! Sigam-me os bons!

@Lu_dCastro para o @LacodaChuteira do @lancenet

 

Japão Campeão – Simples assim

segunda-feira, 18 de julho de 2011

É lindezas, nem sempre as coisas são tão óbvias, os favoritos levantam taça e beleza bota mesa. Que o diga a musa do Mundial, Hope Solo, tão comentada por enorme parcela de marmanjos que se lixam rigorosamente para o futebol feminino. A verdade pessoal, é que as japonesas, comendo de palitinho e pelas beiradas, chegaram a final do Mundial como grata surpresa e fizeram a alegria de muitas pessoas que estavam com as norte americanas engasgadas.

Tá bom, é indiscutível que as estadunidenses tem estrutura, preparo físico, disciplina tática, tradição e mais um monte de blás que já cansamos de enumerar, mas o imponderável, a zebra, não era bem o Japão. Vamos combinar…

O Japão vem se preparando e se estruturando pra esta competição. Nós aqui, do lado ocidental da coisa toda, é que não tínhamos noção do quanto elas estavam jogando. Tanto que me surpreendi com o jogo japa logo na primeira partida e o apontei como uma daquelas seleções com grande potencial para chegar à final.

Não pude acompanhar o jogo contra a Alemanha, nas quartas-de-final, em que as meninas sob o comando de Norio Sasaki, delicadas como uma gueixa, botaram pra fora as donas da casa. Confesso: amei! Aí vieram as suecas. Mais uma camisa, mais uma tradição, mais uma “obviedade” massacradas pelas jogadas bem trabalhadas, fintas de impressionar qualquer mulata do Sargentelli e uma paciência tipicamente oriental para reverter placar desfavorável.

Especificamente no jogo deste domingo, reparei no grande número de jogadas criadas pelo time japonês. Um entrosamento lindo entre Ohno e Ando, que chegou a levar grande perigo para a meta de Hope “Sorry” Solo com passes maravilhosos. Enquanto os americanos presentes em Frankfurt já comemoravam o terceiro título do país, eis que Miyama se aproveita de erro crasso na zaga para forçar a prorrogação.

Por acaso? Não MESMO!

Sempre com a mesma jogada, Wambach amplia com cabeceio. Japonesas mortas? Mas nem a pau Juvenal! Aí entra a capitã do Japão em cena: Sawa. De calcanhar (e arrancando pulos desta que vos digita) deixa tudo igual forçando a decisão nos penais.

Aí sim entra o imponderável, a zebra: Americanas perdem 3 cobranças. Duas bolas chutadas para longe (Boxx e Lloyd) e uma defendida pela goleira Kaihori (Heath). Mais eficientes, as japinhas que quase não competem após a tragédia do terremoto e do tsunami, tiveram um penal defendido por Hope “Sorry” e todos os demais devidamente convertidos.

Zebra? Japão? Não. A zebra, na minha opinião, foi ver tantos pênaltis perdidos/mal cobrados pelas americanas. Tamanha displicência num momento tão delicado e decisivo. Como pode? O que aconteceu? As americanas “brasileiraram”?

Enfim, o fato é que a final do Mundial teve emoção, superação, surpresas e um time equilibrado recompensado com a belíssima taça. Não foi acaso, não foi zebra (esqueçam isso), foi trabalho meticuloso e cuidadosamente planejado. Sim, porque os japoneses acreditaram e trabalharam com esta finalidade: o título inédito.

E eu mando esse som em homenagem às guerreiras japonesas. PARABÉNS!

Me despedindo do climão Alemanha, deixo

Kisu
Lu Castro

Alemanha eliminada ou Me amarrota que eu to passada

sábado, 9 de julho de 2011

Lindezas, na tarde deste sabadão, feriado em São Paulo, tivemos dois jogos eliminatórios no Mundial Feminino. No primeiro, Inglaterra e França fizeram uma partidaça! Empate em 1 a 1 no tempo normal, placar mantido na prorrogação e pênaltis para emoção do público que acompanhou o jogo em Leverkusen. Alguns lances de estresse entre as jogadoras foram observados, mas nada que caracterizasse violência dentro de campo. Enquanto a Inglaterra vencia por 1 a 0, com gol de Scott, as francesas subiam constantemente ao ataque criando excelentes oportunidades de igualar o placar, entretanto, as fiinalizações eram marcadas pelo desespero da atacante Delie, que invariavelmente não conseguia ver que alguma companheira estava melhor posicionada e em condições de fazer o gol. Quase no final do segundo tempo, Bussaglia deixa tudo igual. Nos penais, a França começou errando a cobrança e a Inglaterra pecou no último pênalti, ficando a França com a vaga na próxima fase. Choro inglês e mega alegria francesa! Melhores momentos, aqui.

Francesas correndo pro abraço! \o/

Na sequência, Alemanha e Japão davam início ao segundo embate do dia em busca de uma vaga nas semi-finais. Confesso que após ter passado rapidamente pela minha tão criativa cabecinha, uma possível vitória japonesa, a voz da razão e do óbvio tratou de acabar com minha mania de acreditar no imponderável Não! Alemanha passa! e assim tratei de arrumar o material para o trabalho a ser realizado no jogo entre São Paulo x Cruzeiro no Morumbi.

Lamentando, é bem verdade, por não poder acompanhar o jogo entre as alemãs e japonesas, abstraí e foquei no trabalho que estava por vir. Chegamos, eu e o fotógrafo e amigo, Diego Viñas, no Morumbi mega gelado, mas com um público até que bom para um sábado a noite. Trabalho feito, tomamos o rumo de casa. Quando cheguei por aqui, a primeira coisa que fiz…minto! A primeira coisa que fiz foi pegar um café quentinho e fresquinho, para aí sim, mais confortavelmente, abrir a máquina e buscar o resultado do jogo.

Olhei para o placar no site da FIFA. Esfreguei os olhos. Olhei na página das classificadas. Esfreguei os olhos de novo. Voltei a olhar e era isso mesmo! Com gol de Karina Maruyama na prorrogação, o Japão despachou as anfitriãs! =O

Japoneas nas semi-finais, quem diria?

Como assim?? Como a seleção mais badalada, mais temida e mais favorita ao título deste Mundial está fora? Pois é, o imponderável, aquele papinho que rolou na minha cabeça a caminho do Morumbi e que uma tal voz da razão tratou de cortar o barato, deu o ar da graça no momento mais importante da competição. Claro que fico feliz com este resultado, afinal, é menos uma potência no caminho, mas ao mesmo tempo, confesso que fiquei passada! Tipo, ME AMARROTA QUE EU TO PASSADA! Tá, eu sei que essa é velha, e minhas filhas trataram de tirar o devido sarro desta “djóbem senhoura”, mas é essa expressão mesmo. PASSADA! Melhores momentos, aqui.

É, quem disse que a vida é fácil?

Neste domingo, a partir das 8 da manhã, teremos Austrália x Suécia e partir das 12h30, EUA x Brasil. Dois jogos que prometem bons momentos e para nós, um pouco de sofrimento. É ganhar ou ganhar das americanas! Não sei vocês, mas eu estou super ansiosa por este jogo.

E mesmo sem as donas da casa, mas ainda no climão Alemanha, deixo

Küsse
Lu Castro

JO-GÃO!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Lindezas, sim, é assim mesmo o título do post pra denotar o que foi o encontro de França e Alemanha no último jogo da fase de grupos do Grupo A. Um SENHOR jogo!

As duas seleções vinham de vitórias, entretanto, a França veio de placares mais confortáveis, ao contrário da anfitriã, com placares magros. Juro, tinha pra mim que a França seria A pedra no sapato alemão e não deixou de ser de alguma maneira. Só que nunca antes na história dos confrontos deste Grupo A, as galesas levaram tantos gols.

Fora que o clima meio que esquentou, né? Rolou encaradas, alguns puxões, algumas trocas de gentilezas em alemão e francês, que eu daria tudo pra ser uma mosquinha “multilingue” a zumbizar por ali e saber tu-di-nho o que se falou.

Gentilezas trocadas a parte, observei o que já foi possível ver nos demais jogos das meninas: ansiedade, e, consequentemente, erros. Erros bobos, de puro desespero. Fome exagerada de bola, que impossibilita as guerreiras mulheres da bola, de exercitarem aquilo que carregamos há milhares e milhares de anos: nossa visão periférica mega  aguçada.

Grings e Garefrekes

Sim, o desespero pra marcar um gol é tanto, mas tanto, que após algumas jogadas sensacionais, o último passe (que deveria ser o penúltimo) sai meia boca. E sempre há alguma boleira melhor posicionada pra finalizar o lance, mas a ansiedade…ou então, o que rola é aquela abaixada de cabeça e chutes batidos em cima da zaga. Podem reparar!

Passo os jogos a gritar: bola no chão meninas! calma! bora botar essa bola no chão! não precisa chuveirar!

Bah! Sei que é inútil, mas sei lá! Já que o som viaja no tempo/espaço, porque não poderia chegar feito um sussuro nos ouvidos das boleiras la na Alemanha? Hein? Hã? Enfim!

A primeira expulsão do Mundial rolou também neste jogo. A goleira Sapowicz tomou o vermelho após parar jogada de Fatmire “Lira” Bajmaraj dentro da área. Substituição da goleira e a centroavante Sommer é quem deixa o campo. O jogo termina 4 a 2 para as anfitriãs que assumem a liderança do Grupo A enfrentando o Japão na próxima fase.

Yankey

No Grupo B, Inglaterra e Japão se enfrentaram também disputando a liderança do grupo. Inglaterra venceu por 2 a 0 e agarrou a liderança, enfrentando a França na próxima fase. Cá pra nós, um duelo interessantíssimo de ver. Os dois países (hoje, veladamente) nutrem uma certa antipatia por conflitos históricos, como a Guerra dos Cem Anos. Explicações wikipedianas para o fato, aqui. E se digo que é velado, é porque conversando com um inglês, ele bem falava da França com certo desdém. Mas isto não vem ao caso agora, já que a luta será dentro de campo afim de abocanhar uma vaguinha para as semi-finais do Mundial. Aguardemos!

Nova Zelândia e México também fizeram o jogo despedida. As mexicanas chegaram a ficar quase todo o jogo à frente no placar, mas duas vaciladas foram suficientes para que as neozeolandesas chegassem ao empate. Despedida de comadre: 2 a 2.

Nesta quarta-feira, 6, tem Guiné Equatorial x Brasil. A seleção africana conduzida pelo técnico brasileiro Marcelo Frigerio, faz sua despedida da Copa, podendo ou não, azedar a liderança brasileira do Grupo D. Austrália e Noruega se enfrentam pra ver quem fica com a segunda vaga para as quartas.

Já no Grupo C, EUA e Suécia fazem o jogo do dia, já que as duas também lutam pela liderança do grupo ou o enfrentamento com o Brasil, caso mantenha a sequência de vitórias. Coréia do Norte e Colombia se despedem cumprindo tabela.

Aqui vocês podem ver os melhores momentos de França 2 x 4 Alemanha e Inglaterra 2 x 0 Japão

Poxa! Quase ia me esquecendo da decepção mór deste Mundial: o Canadá! Chegou na Alemanha com status de seleção importante e perigosa e saiu sem nenhum ponto conquistado. Tomou 2 gols da Alemanha na estréia, mais 4 da França na segunda rodada e conseguiu perder por 1 a 0 para a Nigéria. O Estádio Rudolf-Harbig de Dresden teve seu momento Engenhão e a partida foi paralisada por alguns bons minutos. Quando a luz voltou, iluminou os pés de Nkwocha que marcou o único gol da partida. O momento Engenhão pode ser conferido aqui.

E já no climão das quartas-de-final da Alemanha, deixo

Küsse
Lu Castro

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