Esta trabalhadora do Brasil chegou em casa as duas da manhã depois de trabalhar no bar perto de casa. É, queridos, essa vida de freelancer não é fácil, então o que aparecer a gente traça. Bem, o fato é que mesmo dormindo pouco, acordei cedinho pra ver o jogo das nossas meninas contra as campeãs do mundo.
Sem ameaça de tufão ou qualquer bode climático que o valha, o jogo começou as 8 da matina e foi transmitido ao vivo pela Band e BandSports com os comentários da lindaça, fofa e articuladíssima Alline Calandrini. Aliás, quero mandar um salve pra Calan que deu uma força pra este blog na transmissão. SALVE CALAN! #tamojunto
Ao jogo!
Como disse no post anterior, a Bagé havia comentado comigo, na ocasião da Exposição da Libertadores do São José, que Jorge Barcellos estava mudando o esquema tático da seleção. Saímos do habitual 3-5-2 para o 4-4-2 e nos três amistosos jogados, perdemos. Contra os EUA, três bolas paradas determinaram a vitória das estadunidenses e contra o Japão, um gol contra e uma marcação pra lá de frouxa, erros crassos de passe e um time perdido em campo, determinou um placar mais elástico para as atuais campeãs do mundo: 4 a 1. O gol que tirou o Brasil do zero também saiu de bola parada em excelente e precisa cobrança de falta da Fran.
Na opinião desta humilde admiradora do futebol das meninas, mudar o esquema habitual para outro, faltando tão pouco tempo para uma das competições mais importantes do ano e em que somos tão cobrados por medalhas, é loucura absoluta. Tanto que isso se comprovou nos três jogos.
Maurine segue jogando nada na minha opinião, e isso independe do sistema tático adotado. Há tempos a vejo emendando bolas do meio de campo pro ataque, furou “os zóio” da zaga, não conseguiu dominar uma bola alta, errou passes, deu muita bola dividida, além de, de posse da bola, ficar chamando companheira pra aproximação na intermediária da defesa. Pra mim, isso não depende do esquema tático adotado. Não conferi um lance sequer da Maurine tentando armar uma jogada, segurando mais a bola e levando mais ao ataque. Disciplina tática? Não na minha visão das coisas. Vejo um desinteresse em manter o padrão que já elogiei aos montes.
Formiga faz MUITA falta no meio de campo, é a carregadora de piano junto com a Ester. A combativa baiana, lesionada, não deu a característica ao meio de campo a que estamos acostumados. Barcellos demorou pra mexer, o que, no meu entendimento, deveria ter feito várias vezes no decorrer do jogo. Amistoso é pra isso, mudar e mudar e mudar pra testar rigorosamente TODAS as jogadoras.
Passado bom tempo do segundo tempo, Barcellos FINALMENTE adiantou Érika, que dá muita consistência ao ataque. E não fosse a defesa da goleira japa, teria feito um golaço! Pra variar.
Este esquema dá a impressão que a zaga tá ruim, mas não dá pra culpar um único setor dentro de um esquema adotado recentemente. Se Barcellos insistirá com o 4-4-2, eu não sei, só entendo que mudanças radicais no comportamento tático de uma seleção acostumadíssima a jogar no 3-5-2, faltando tão pouco para as Olimpíadas, não é lá a melhor das idéias.
Não. Esta trabalhadora do Brasil não entrará nos meandros da organização do fut feminino. Não falarei da CBF porque isso é chover no molhado. Só espero sinceramente que depois destes três testes, técnico, comissão técnica e a “estrutura” por trás da seleção brasileira, bote a cachola pra funcionar e ajeite as coisas. Culpar única e exclusivamente as meninas é no mínimo ingrato.









