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Blog Laço da Chuteira

Posts com a Tag ‘EUA’

Barcellos muda formação para testes pré Olimpíadas

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sem muita surpresa, nossas meninas perderam para a seleção dos EUA no amistoso que aconteceu ontem, 3 de abril, no Japão. A peleja seria transmitida ao vivo pela BandSports, a partir das 8 da manhã, mas em razão das condições climáticas em terras japonesas, o jogo foi antecipado para as 4 da manhã (horário do Japão) e ficamos com o jogo no horário programado.

Bem, o fato é que Barcellos mudou o esquema tático da equipe, e Bagé já havia comentado comigo sobre esta fase de adaptação a uma nova formação. Deixaram o 3-5-2 para entrar no 4-4-2. Toda mudança significa adaptação, portanto, uma derrota para os EUA completinho e taticamente obediente, não significa o fim do mundo. É preciso adequar o meio de campo para que a zaga não fique sobrecarregada. Tanto isso é importante, que os três gols estadunidenses saíram de bola parada.

Algumas manchetes, costumeiramente, destacaram apenas a ausência de Marta, que não foi liberada pelo clube para participar dos dois amistosos no Japão. Ora, que Marta faz falta na seleção é fato, mas nenhum resultado depende diretamente dela, vamos combinar, né? Critiquei abertamente a Marta na ocasião do prêmio de melhor do mundo da Fifa, mais pela postura na falta de crítica mais enfática ao tratamento dado ao futebol feminino brasileiro, que por qualquer outra coisa.

Na minha opinião, quem faz e fará muita falta na seleção, é a Formiga, nossa amada e combativa Fu. Uma outra observação que quero fazer, é sobre a Maurine. Não sei se é orientação técnica e adoraria ter explicação sobre isso, na sincera, mas não é de hoje que a vejo não passar do meio  em 90% do jogo, chegando a não mais que um metro da linha de meio de campo e emendando chutes com o ataque, além do que, sua marcação está frouxa demais. O que está acontecendo com a Maurine? Onde anda aquele futebol vistoso, aqueles passes precisos a la Didi que um dia tanto me encantaram?

Enquanto isso no Martins Pereira…

Bagé e Priscilinha com a Taça da Libertadores de 2011

A atacante Priscilinha, um dos destaques da conquista da Libertadores pelo São José, quase foi atingida por um raio na tarde de ontem. Segundo a matéria veiculada na versão online d’O Vale, um raio passou pelo campo, atingindo um prédio e deixando a atleta no chão com dormência no lado direito do corpo e as pupilas dilatadas. A jogadora foi imediatamente levada a Santa Casa de Misericórdia de São José dos Campos e está bem. Priscilinha já se manifestou na sua página no facebook agradecendo as mensagens de preocupação e breve recuperação. Pri, guerreira, vida longa! \o/

Na manhã desta quinta-feira, 5, nossas meninas enfrentam o Japão, a partir das 08hs, horário de Brasília e com transmissão da Band e BandSports.

@Lu_dCastro para o @LacodaChuteira do @lancenet

 

Contra EUA e Japão, seleção vai completa e com transmissão

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Lindezas, na semana passada todos aguardamos muito ansiosos  a transmissão do primeiro amistoso das nossas meninas como preparação para as Olimpíadas de Londres. E ficamos todos muito felizes quando nos deparamos com o anúncio da transmissão do jogo contra o Canadá, na grade de programação da Sportv.

O início do jogo, previsto para as 14 hs se aproximava, e a tia aqui, que já viu a emissora dando umas mancadas com a transmissão dos jogos das meninas no Mundial da Alemanha, tratou de se posicionar feito São Tomé. Ainda comentei nalguma postagem no Facebook sobre meu modo cético ligadão no turbo. E tinha razão!

O horário se aproximou e a tal transmissão ao vivo da peleja contra as canadenses ficou virou lenda. A comunidade do fut feminino se manifestou e muito, porém a Sportv sequer deu uma resposta para o não cumprimento de sua grade. No dia seguinte, entretanto, via Twitter, a emissora se desculpou com os telespectadores do Hipismo. =O

Depois de algumas cutucadas, se manifestaram no microblog dizendo que tiveram problemas técnicos que impediram a transmissão do amistoso das nossas meninas. Ahãm Claudia, senta lá! Melhor esquecer isso e partir pra boa notícia.

Se contra o Canadá a seleção ficou desfalcada da Cris, Pellê, Rosana, Fabi e Ester, contra os EUA e Japão contaremos com a presença das ausentes e com transmissão da BandSports. Pelo menos é que está definido na grade de programação da emissora para esta terça, 3, a partir das 8 da matina, e, ainda, segundo o que informou a Alline Calandrini em seu perfil no Facebook. Ela comentará os dois amistosos por lá. \o/

A nota completa falando da transmissão está aqui ó.

Estarei devidamente acomodada para acompanhar a peleja das nossas guerreiras contra a campeã e a vice-campeã do Mundial da Alemanha e vou comentar pelo Twitter, o que me diverte muito! Sigam-me os bons!

@Lu_dCastro para o @LacodaChuteira do @lancenet

 

Hope Solo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lindezas, sim, eu fiquei com raiva dela durante o jogo do Brasil e confesso que ri horrores do fato das japonesas guerreiras terem faturado o título mundial sobre elas, as norte americanas. Mas como águas passadas não movem moinhos e como não sou pessoa de ficar remoendo mágoas e desavenças nada a ver, posto pra vocês um vídeo compartilhado pela boleira Laylla.

E sobre a superação da bela Hope Solo, a gigante do gol da seleção dos EUA. Está em inglês.

@Lu_dCastro

Japão Campeão – Simples assim

segunda-feira, 18 de julho de 2011

É lindezas, nem sempre as coisas são tão óbvias, os favoritos levantam taça e beleza bota mesa. Que o diga a musa do Mundial, Hope Solo, tão comentada por enorme parcela de marmanjos que se lixam rigorosamente para o futebol feminino. A verdade pessoal, é que as japonesas, comendo de palitinho e pelas beiradas, chegaram a final do Mundial como grata surpresa e fizeram a alegria de muitas pessoas que estavam com as norte americanas engasgadas.

Tá bom, é indiscutível que as estadunidenses tem estrutura, preparo físico, disciplina tática, tradição e mais um monte de blás que já cansamos de enumerar, mas o imponderável, a zebra, não era bem o Japão. Vamos combinar…

O Japão vem se preparando e se estruturando pra esta competição. Nós aqui, do lado ocidental da coisa toda, é que não tínhamos noção do quanto elas estavam jogando. Tanto que me surpreendi com o jogo japa logo na primeira partida e o apontei como uma daquelas seleções com grande potencial para chegar à final.

Não pude acompanhar o jogo contra a Alemanha, nas quartas-de-final, em que as meninas sob o comando de Norio Sasaki, delicadas como uma gueixa, botaram pra fora as donas da casa. Confesso: amei! Aí vieram as suecas. Mais uma camisa, mais uma tradição, mais uma “obviedade” massacradas pelas jogadas bem trabalhadas, fintas de impressionar qualquer mulata do Sargentelli e uma paciência tipicamente oriental para reverter placar desfavorável.

Especificamente no jogo deste domingo, reparei no grande número de jogadas criadas pelo time japonês. Um entrosamento lindo entre Ohno e Ando, que chegou a levar grande perigo para a meta de Hope “Sorry” Solo com passes maravilhosos. Enquanto os americanos presentes em Frankfurt já comemoravam o terceiro título do país, eis que Miyama se aproveita de erro crasso na zaga para forçar a prorrogação.

Por acaso? Não MESMO!

Sempre com a mesma jogada, Wambach amplia com cabeceio. Japonesas mortas? Mas nem a pau Juvenal! Aí entra a capitã do Japão em cena: Sawa. De calcanhar (e arrancando pulos desta que vos digita) deixa tudo igual forçando a decisão nos penais.

Aí sim entra o imponderável, a zebra: Americanas perdem 3 cobranças. Duas bolas chutadas para longe (Boxx e Lloyd) e uma defendida pela goleira Kaihori (Heath). Mais eficientes, as japinhas que quase não competem após a tragédia do terremoto e do tsunami, tiveram um penal defendido por Hope “Sorry” e todos os demais devidamente convertidos.

Zebra? Japão? Não. A zebra, na minha opinião, foi ver tantos pênaltis perdidos/mal cobrados pelas americanas. Tamanha displicência num momento tão delicado e decisivo. Como pode? O que aconteceu? As americanas “brasileiraram”?

Enfim, o fato é que a final do Mundial teve emoção, superação, surpresas e um time equilibrado recompensado com a belíssima taça. Não foi acaso, não foi zebra (esqueçam isso), foi trabalho meticuloso e cuidadosamente planejado. Sim, porque os japoneses acreditaram e trabalharam com esta finalidade: o título inédito.

E eu mando esse som em homenagem às guerreiras japonesas. PARABÉNS!

Me despedindo do climão Alemanha, deixo

Kisu
Lu Castro

Yes, WE CAN DO IT!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Lindezas, dois dias após a dramática eliminação da seleção feminina de futebol no Mundial da Alemanha e após receber muitas visitas e comentários no post onde declaro meu amor incondicional às brasileiras guerreiras que enfrentaram as americanas, recebo do amigo Edu Pontes, um vídeo que me fez arrepiar e ao mesmo tempo sentir uma inveja de doer os cotovelos por pelo menos uma semana.

Antes de postar aqui o lindo vídeo, quero dizer que agradeço a todos os comentários postados no texto anterior. Foram muitas observações pertinentes, idéias com grandes possibilidades de serem colocadas em prática e mais do que isso, uma força enorme para esta trabalhadora do Brasil que ama o jogo das meninas e que vai, a partir de agora, entrar pra valer na briga por melhores condições para nosso futebol feminino.

Independente de quem gosta ou não da modalidade (e muitos se manifestaram contrários ao jogo das meninas e até com observações que prefiro não comentar) é imprescindível que tomemos as rédeas da situação, que procuremos nos fazer entender e ouvir. Vou além! É passada da horas das boleiras, as que ainda estão atuantes, começarem a pensar no bem comum e não só na próxima convocação. Já passou da hora de pararmos de nos encolher e agir como submissas por medo de sofrermos sanções. Com isso estamos colaborando para que os “maus tratos” com o futebol feminino brasileiro siga e os dirigentes (a maioria deles, não todos) continuem com a linha de pensamento tosca acerca da modalidade. Eles agem como se estivessem nos fazendo um grande favor. Ah, vá!

Chega de ficar em segundo plano! Ninguém tem que chorar ou mendigar atenção e apoio! É hora de exigir! Não é possível que em pleno século XXI ainda nos comportemos como mulheres de senhores feudais, que abaixam a cabeça e se calam com medo de “represálias”! Passou da hora meninas, de nos colocarmos como protagonistas e não como coadjuvantes de um espetáculo que sempre tem final trágico porque a produção e a direção são péssimas e num clima total de improvisação, a responsabilidade pelos resultados, seja jogada no nosso colo!

Nós podemos, sim! Acreditem!

Aproveito pra falar da zagueira Bagé: A capitã do São José fez três EXCELENTES partidas no Mundial. Deu combate, parou jogadas perigosas, levou UM amarelo! Atuou ali na zaga central com total segurança e num lance extremamente infeliz, foi crucificada por muitos! Concordo que não deveria ter ido cobrar o penal. Não sei se foi escolha dela ou do Kleiton, só sei que no conjunto geral da obra, a humilde e guerreira zagueira Bagé, não pode e não deve ser apontada negativamente. Peço observação aos jogos e menos críticas infundadas.

Agora, vejam vocês, o clima que rolava em várias partes dos EUA durante o jogo contra o Brasil. E por aqui, não faltaram críticas às meninas dentro de campo, quando na verdade, elas dão muito mais do que podem dar quando se trata de preparo físico, estrutura e até padrão tático. Sem falar em base, que NÃO TEMOS. Enfim. Sem mais delongas, fico por aqui ainda muito no clima Alemanha.

Küsse
Lu Castro

Os EUA é logo ali

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lindezas, impossível fazer a resenha de Guiné Equatorial x Brasil ao fim do jogo porque o dia/noite desta quarta-feira foi mega corrido. Ainda consegui acompanhar um pouco de Suécia x EUA, mas não o suficiente para saber do placar tão logo o jogo terminou, portanto, só agora posso fazer meu rabisco digital.

Primeiro, bora lá com Guiné Equatorial 0 x 3 Brasil. Primeiro tempo de um Brasil super desencontrado em campo. O que era pra ser um jogo mais tranquilo, acabou por se tornar num embate latino. Sim, é sabido que na seleção da Guiné, além do técnico, muitas integrantes do elenco, são brasileiras. Marcelo Frigerio soube bem anular Formiga e Marta durante a primeira etapa, tanto que a Gênia teve um surto de irritação com a marcação da zagueira Bruna, a mesma que cometeu um dos erros bizarros desta Copa. Talvez neste vídeo da FIFA seja possível ver o tal lance.

Mas voltando ao jogo. Passei o jogo a reparar no modo como a Maurine conduzia a bola. Calma, longe de falar mal da Maurine, até porque a considero uma excelente atleta, mas na minha opinião, a companheira de Marta no New York Flash, manda MUITO mais na direita. Pela esquerda, ela até domina a bola com a perna esquerda, mas foi muito fácil ver que a condução da bola, na corrida pelo corredor esquerdo, era feita com a perna direita. Ou seja, domina a bola com a esqueda, mas sai tocando com a direita e eu não entendo muito bem a utilidade disso. Enfim! Nas cobranças de escanteio do lado direito, era ela quem batia e pela esquerda, Marta.

Vem dando certo? Mais ou menos, na minha opinião. Mais ou menos porque seguimos com claras dificuldades em campo dentro deste posicionamento, com Marta descendo toda hora pra buscar jogo. O primeiro tempo foi o sufoco, jogo feio. No segundo tempo, Kleiton mexeu na configuração e aí, logo nos primeiros minutos, a Érika, que passou a atuar na sua melhor posição, abriu o placar com um SENHOR GOLAÇO! Dominou no peito, chapelou a beque e emendou uma bica de primeira sem chance de defesa pra goleira Miriam. Pense numa menina de quem eu gosto?

Comemora Cris!

Bem, a partir daí a Guiné desequilibrou e não demorou muito pra Cris FINALMENTE marcar o dela. Digo finalmente em capslock porque não há um brasileiro que acompanha o jogo das meninas, que não torça pela Cristiane. A matadora estava de volta, pra alegria geral da nação. E não foi só esse gol não, ela ainda marcou o terceiro e último, de pênalti e muito bem convertido. E assim nossas guerreiras seguem para as quartas-de-final invictas e Suntake com o gol zeradinho, zeradinho! Wow!

Tome correria por aqui. Banho, junta material, confere tudo, mastiga algo rapidinho e volta pra ver um pouco de Suécia x EUA, de onde sairia o adversário do Brasil na próxima fase. Bem, tudo indicava uma disputa super equilibrada e assim foi até que a Suécia abriu o placar e não demorou muito pra marcar o segundo numa cobrança de falta, cuja zagueira posicionada fora da barreira teve a infelicidade de estar na trajetória da bola e ela ser desviada, MATANDO a deusa Hope Solo. Suécia 2 x 0 EUA. O resultado final só soube quando retornei do trabalho no Pacaembu, por volta das 23 horas.

Solo, a Deusa

No outro jogo do Grupo D, Austrália surpreende e vence por 2 a 1 a Noruega que deixa a competição. Coréia do Norte e Colombia cumprem tabela pelo Grupo C num jogo sem gols.

Os confrontos das quartas-de-final ficaram assim definidos:

Sábado 09/07 – Alemanha x Japão – Wolfsburgo – às 15h45
Sábado 09/07 – Inglaterra x França – Leverkusen – às 13h00
Domingo 10/07 – Suécia x Austrália – Augsburgo – às 08h00
Domingo 10/07 – Brasil x EUA – Dresden – às 12h30

E bora Brasil arrepiar as americanas, até porque, as boleiras já nos contaram com quais seleções rola um gostinho de “vingança”. A matéria pode ser vista aqui.

Küsse
Lu Castro