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Blog Laço da Chuteira

Posts com a Tag ‘Copa do Mundo de Futebol Feminino’

Fala Érika!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Lindezas, quem me conhece sabe bem. Na opinião desta que vos digita, o ser humano deve ser portador de alguns adjetivos imprescindíveis para angariar meus bons sentimentos. Dentre os adjetivos, cito, sem medo: honestidade, sinceridade e fibra. Sem contar o fato de “olhar nos olhos” quando conversa com alguém. É sério, a pessoa que não te olha nos olhos enquanto conversa, não é digna de confiança. Isto posto, exalto a Érika.

Ao acompanhar a preparação das meninas na Granja Comary, tive a oportunidade de conversar com ela por alguns minutos e ter a certeza de que Érika é uma dessas pessoas. Ao voltar da Alemanha ela também cobrou mais atenção da CBF, assim como a Cristiane também o fez.

Fico extremamente feliz com a postura das meninas, já que venho falando há tempos que as boleiras são as mais interessadas na melhoria das coisas e por isso deveriam se posicionar de modo a exigir melhorias. Veja a entrevista da Érika no canal Bandsports.

Sim, neste final de semana o Paulista Feminino será retomado. No Grupo 1 a liderança está com o Rio Preto e no Grupo 2 com o São José.

@Lu_dCastro

Japão Campeão – Simples assim

segunda-feira, 18 de julho de 2011

É lindezas, nem sempre as coisas são tão óbvias, os favoritos levantam taça e beleza bota mesa. Que o diga a musa do Mundial, Hope Solo, tão comentada por enorme parcela de marmanjos que se lixam rigorosamente para o futebol feminino. A verdade pessoal, é que as japonesas, comendo de palitinho e pelas beiradas, chegaram a final do Mundial como grata surpresa e fizeram a alegria de muitas pessoas que estavam com as norte americanas engasgadas.

Tá bom, é indiscutível que as estadunidenses tem estrutura, preparo físico, disciplina tática, tradição e mais um monte de blás que já cansamos de enumerar, mas o imponderável, a zebra, não era bem o Japão. Vamos combinar…

O Japão vem se preparando e se estruturando pra esta competição. Nós aqui, do lado ocidental da coisa toda, é que não tínhamos noção do quanto elas estavam jogando. Tanto que me surpreendi com o jogo japa logo na primeira partida e o apontei como uma daquelas seleções com grande potencial para chegar à final.

Não pude acompanhar o jogo contra a Alemanha, nas quartas-de-final, em que as meninas sob o comando de Norio Sasaki, delicadas como uma gueixa, botaram pra fora as donas da casa. Confesso: amei! Aí vieram as suecas. Mais uma camisa, mais uma tradição, mais uma “obviedade” massacradas pelas jogadas bem trabalhadas, fintas de impressionar qualquer mulata do Sargentelli e uma paciência tipicamente oriental para reverter placar desfavorável.

Especificamente no jogo deste domingo, reparei no grande número de jogadas criadas pelo time japonês. Um entrosamento lindo entre Ohno e Ando, que chegou a levar grande perigo para a meta de Hope “Sorry” Solo com passes maravilhosos. Enquanto os americanos presentes em Frankfurt já comemoravam o terceiro título do país, eis que Miyama se aproveita de erro crasso na zaga para forçar a prorrogação.

Por acaso? Não MESMO!

Sempre com a mesma jogada, Wambach amplia com cabeceio. Japonesas mortas? Mas nem a pau Juvenal! Aí entra a capitã do Japão em cena: Sawa. De calcanhar (e arrancando pulos desta que vos digita) deixa tudo igual forçando a decisão nos penais.

Aí sim entra o imponderável, a zebra: Americanas perdem 3 cobranças. Duas bolas chutadas para longe (Boxx e Lloyd) e uma defendida pela goleira Kaihori (Heath). Mais eficientes, as japinhas que quase não competem após a tragédia do terremoto e do tsunami, tiveram um penal defendido por Hope “Sorry” e todos os demais devidamente convertidos.

Zebra? Japão? Não. A zebra, na minha opinião, foi ver tantos pênaltis perdidos/mal cobrados pelas americanas. Tamanha displicência num momento tão delicado e decisivo. Como pode? O que aconteceu? As americanas “brasileiraram”?

Enfim, o fato é que a final do Mundial teve emoção, superação, surpresas e um time equilibrado recompensado com a belíssima taça. Não foi acaso, não foi zebra (esqueçam isso), foi trabalho meticuloso e cuidadosamente planejado. Sim, porque os japoneses acreditaram e trabalharam com esta finalidade: o título inédito.

E eu mando esse som em homenagem às guerreiras japonesas. PARABÉNS!

Me despedindo do climão Alemanha, deixo

Kisu
Lu Castro

Yes, WE CAN DO IT!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Lindezas, dois dias após a dramática eliminação da seleção feminina de futebol no Mundial da Alemanha e após receber muitas visitas e comentários no post onde declaro meu amor incondicional às brasileiras guerreiras que enfrentaram as americanas, recebo do amigo Edu Pontes, um vídeo que me fez arrepiar e ao mesmo tempo sentir uma inveja de doer os cotovelos por pelo menos uma semana.

Antes de postar aqui o lindo vídeo, quero dizer que agradeço a todos os comentários postados no texto anterior. Foram muitas observações pertinentes, idéias com grandes possibilidades de serem colocadas em prática e mais do que isso, uma força enorme para esta trabalhadora do Brasil que ama o jogo das meninas e que vai, a partir de agora, entrar pra valer na briga por melhores condições para nosso futebol feminino.

Independente de quem gosta ou não da modalidade (e muitos se manifestaram contrários ao jogo das meninas e até com observações que prefiro não comentar) é imprescindível que tomemos as rédeas da situação, que procuremos nos fazer entender e ouvir. Vou além! É passada da horas das boleiras, as que ainda estão atuantes, começarem a pensar no bem comum e não só na próxima convocação. Já passou da hora de pararmos de nos encolher e agir como submissas por medo de sofrermos sanções. Com isso estamos colaborando para que os “maus tratos” com o futebol feminino brasileiro siga e os dirigentes (a maioria deles, não todos) continuem com a linha de pensamento tosca acerca da modalidade. Eles agem como se estivessem nos fazendo um grande favor. Ah, vá!

Chega de ficar em segundo plano! Ninguém tem que chorar ou mendigar atenção e apoio! É hora de exigir! Não é possível que em pleno século XXI ainda nos comportemos como mulheres de senhores feudais, que abaixam a cabeça e se calam com medo de “represálias”! Passou da hora meninas, de nos colocarmos como protagonistas e não como coadjuvantes de um espetáculo que sempre tem final trágico porque a produção e a direção são péssimas e num clima total de improvisação, a responsabilidade pelos resultados, seja jogada no nosso colo!

Nós podemos, sim! Acreditem!

Aproveito pra falar da zagueira Bagé: A capitã do São José fez três EXCELENTES partidas no Mundial. Deu combate, parou jogadas perigosas, levou UM amarelo! Atuou ali na zaga central com total segurança e num lance extremamente infeliz, foi crucificada por muitos! Concordo que não deveria ter ido cobrar o penal. Não sei se foi escolha dela ou do Kleiton, só sei que no conjunto geral da obra, a humilde e guerreira zagueira Bagé, não pode e não deve ser apontada negativamente. Peço observação aos jogos e menos críticas infundadas.

Agora, vejam vocês, o clima que rolava em várias partes dos EUA durante o jogo contra o Brasil. E por aqui, não faltaram críticas às meninas dentro de campo, quando na verdade, elas dão muito mais do que podem dar quando se trata de preparo físico, estrutura e até padrão tático. Sem falar em base, que NÃO TEMOS. Enfim. Sem mais delongas, fico por aqui ainda muito no clima Alemanha.

Küsse
Lu Castro

Je t’aime, Brasil!

domingo, 10 de julho de 2011

Lindezas, o título deste post é dirigido e provocativo. Sim, na próxima fase, sou França e ponto. Firmo também neste texto, meu amor incondicional pelas meninas da nossa seleção. Culpar as boleiras por esta eliminação, se não beira o idiotismo, certamente é prova de uma hipocrisia machista, como bem destacou meu querido amigo Alexandre Muscalu, a quem, aliás, agradeço por palavras tão sábias!

Ao jogo! Dentro daquela disposição que critiquei desde a primeira partida do Brasil no Mundial, vacilar seria assinar um atestado de teimosia por parte do técnico Kleiton Lima. Cabe salientar que minhas críticas dirigidas ao técnico são estritamente profissionais e dentro do caráter futebolístico do texto. Isto posto, sigo.

Passamos sufoco em TODOS os jogos. TODOS! Inversão de papéis com finalidade que muita gente não chegou perto de entender, nos deu momentos difíceis dentro de campo, com vaciladas, meio de campo sem criação alguma, Marta se esgoelando (e consequentemente MUITO brava), atletas fora de suas características anulando a característica de outras. Ponto. Este é o ponto que ataco. Mais nenhum.

É sabido, falado, discutido, criticado que DOIS amistosos antes do Mundial não daria a real dimensão da competição internacional que é e está sendo o Mundial da Alemanha. Equilíbrio, sem favoritismo, Europa MEGA adiantada no que se refere a estrutura e apoio, tradição e preparo físico. Faltou alguma coisa? Sim, porque se faltou é porque me faltam palavras pra soltar devidamente o verbo.

Caimos diante das indigestas americanas. Muito, mas muito mais, por um excesso de esforço, do que por competência. Até porque, dentro do que nos é oferecido pela CBF (que assinou um documento lá com a FIFA se comprometendo em fomentar o futebol feminino, mas nada vemos) essas meninas honraram MUITO mais a camisa amarelinha, do que vem fazendo a badaladíssima e insossa seleção masculina.

Me recuso a apontar falha de fulana ou beltrana. Me recuso e repudiarei qualquer comentário que vise denegrir a imagem dessas meninas que AMAM jogar bola e que muito mais que suor, levam o escudo da famigerada CBF no peito, apesar de todo mal trato e descaso.

Não me venham com Ah, mas melhorou muito! Temos até a Copa do Brasil! E??? Estaduais são porcamente organizados, o que as meninas recebem na maioria dos clubes, é patético! É um acinte à nossa inteligência e capacidade! É continuar nos deixando à margem e posso até apostar, que este tratamento é proposital de modo a argumentar da seguinte maneira Elas nunca ganham! Pra que investir?

E assim seguimos, na dependência de pessoas que na real, não querem o futebol feminino brilhando. Mas ainda assim, meninas, vocês brilham. E o brilho de quem tem talento, não é ofuscado, tampouco acaba.

Amo vocês, estou com vocês, sigo brigando por vocês, boleiras do meu Brasil!

Triste pela eliminação, mas orgulhosa da luta das meninas, deixo

Küsse
Lu Castro

 

Alemanha eliminada ou Me amarrota que eu to passada

sábado, 9 de julho de 2011

Lindezas, na tarde deste sabadão, feriado em São Paulo, tivemos dois jogos eliminatórios no Mundial Feminino. No primeiro, Inglaterra e França fizeram uma partidaça! Empate em 1 a 1 no tempo normal, placar mantido na prorrogação e pênaltis para emoção do público que acompanhou o jogo em Leverkusen. Alguns lances de estresse entre as jogadoras foram observados, mas nada que caracterizasse violência dentro de campo. Enquanto a Inglaterra vencia por 1 a 0, com gol de Scott, as francesas subiam constantemente ao ataque criando excelentes oportunidades de igualar o placar, entretanto, as fiinalizações eram marcadas pelo desespero da atacante Delie, que invariavelmente não conseguia ver que alguma companheira estava melhor posicionada e em condições de fazer o gol. Quase no final do segundo tempo, Bussaglia deixa tudo igual. Nos penais, a França começou errando a cobrança e a Inglaterra pecou no último pênalti, ficando a França com a vaga na próxima fase. Choro inglês e mega alegria francesa! Melhores momentos, aqui.

Francesas correndo pro abraço! \o/

Na sequência, Alemanha e Japão davam início ao segundo embate do dia em busca de uma vaga nas semi-finais. Confesso que após ter passado rapidamente pela minha tão criativa cabecinha, uma possível vitória japonesa, a voz da razão e do óbvio tratou de acabar com minha mania de acreditar no imponderável Não! Alemanha passa! e assim tratei de arrumar o material para o trabalho a ser realizado no jogo entre São Paulo x Cruzeiro no Morumbi.

Lamentando, é bem verdade, por não poder acompanhar o jogo entre as alemãs e japonesas, abstraí e foquei no trabalho que estava por vir. Chegamos, eu e o fotógrafo e amigo, Diego Viñas, no Morumbi mega gelado, mas com um público até que bom para um sábado a noite. Trabalho feito, tomamos o rumo de casa. Quando cheguei por aqui, a primeira coisa que fiz…minto! A primeira coisa que fiz foi pegar um café quentinho e fresquinho, para aí sim, mais confortavelmente, abrir a máquina e buscar o resultado do jogo.

Olhei para o placar no site da FIFA. Esfreguei os olhos. Olhei na página das classificadas. Esfreguei os olhos de novo. Voltei a olhar e era isso mesmo! Com gol de Karina Maruyama na prorrogação, o Japão despachou as anfitriãs! =O

Japoneas nas semi-finais, quem diria?

Como assim?? Como a seleção mais badalada, mais temida e mais favorita ao título deste Mundial está fora? Pois é, o imponderável, aquele papinho que rolou na minha cabeça a caminho do Morumbi e que uma tal voz da razão tratou de cortar o barato, deu o ar da graça no momento mais importante da competição. Claro que fico feliz com este resultado, afinal, é menos uma potência no caminho, mas ao mesmo tempo, confesso que fiquei passada! Tipo, ME AMARROTA QUE EU TO PASSADA! Tá, eu sei que essa é velha, e minhas filhas trataram de tirar o devido sarro desta “djóbem senhoura”, mas é essa expressão mesmo. PASSADA! Melhores momentos, aqui.

É, quem disse que a vida é fácil?

Neste domingo, a partir das 8 da manhã, teremos Austrália x Suécia e partir das 12h30, EUA x Brasil. Dois jogos que prometem bons momentos e para nós, um pouco de sofrimento. É ganhar ou ganhar das americanas! Não sei vocês, mas eu estou super ansiosa por este jogo.

E mesmo sem as donas da casa, mas ainda no climão Alemanha, deixo

Küsse
Lu Castro

Os EUA é logo ali

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lindezas, impossível fazer a resenha de Guiné Equatorial x Brasil ao fim do jogo porque o dia/noite desta quarta-feira foi mega corrido. Ainda consegui acompanhar um pouco de Suécia x EUA, mas não o suficiente para saber do placar tão logo o jogo terminou, portanto, só agora posso fazer meu rabisco digital.

Primeiro, bora lá com Guiné Equatorial 0 x 3 Brasil. Primeiro tempo de um Brasil super desencontrado em campo. O que era pra ser um jogo mais tranquilo, acabou por se tornar num embate latino. Sim, é sabido que na seleção da Guiné, além do técnico, muitas integrantes do elenco, são brasileiras. Marcelo Frigerio soube bem anular Formiga e Marta durante a primeira etapa, tanto que a Gênia teve um surto de irritação com a marcação da zagueira Bruna, a mesma que cometeu um dos erros bizarros desta Copa. Talvez neste vídeo da FIFA seja possível ver o tal lance.

Mas voltando ao jogo. Passei o jogo a reparar no modo como a Maurine conduzia a bola. Calma, longe de falar mal da Maurine, até porque a considero uma excelente atleta, mas na minha opinião, a companheira de Marta no New York Flash, manda MUITO mais na direita. Pela esquerda, ela até domina a bola com a perna esquerda, mas foi muito fácil ver que a condução da bola, na corrida pelo corredor esquerdo, era feita com a perna direita. Ou seja, domina a bola com a esqueda, mas sai tocando com a direita e eu não entendo muito bem a utilidade disso. Enfim! Nas cobranças de escanteio do lado direito, era ela quem batia e pela esquerda, Marta.

Vem dando certo? Mais ou menos, na minha opinião. Mais ou menos porque seguimos com claras dificuldades em campo dentro deste posicionamento, com Marta descendo toda hora pra buscar jogo. O primeiro tempo foi o sufoco, jogo feio. No segundo tempo, Kleiton mexeu na configuração e aí, logo nos primeiros minutos, a Érika, que passou a atuar na sua melhor posição, abriu o placar com um SENHOR GOLAÇO! Dominou no peito, chapelou a beque e emendou uma bica de primeira sem chance de defesa pra goleira Miriam. Pense numa menina de quem eu gosto?

Comemora Cris!

Bem, a partir daí a Guiné desequilibrou e não demorou muito pra Cris FINALMENTE marcar o dela. Digo finalmente em capslock porque não há um brasileiro que acompanha o jogo das meninas, que não torça pela Cristiane. A matadora estava de volta, pra alegria geral da nação. E não foi só esse gol não, ela ainda marcou o terceiro e último, de pênalti e muito bem convertido. E assim nossas guerreiras seguem para as quartas-de-final invictas e Suntake com o gol zeradinho, zeradinho! Wow!

Tome correria por aqui. Banho, junta material, confere tudo, mastiga algo rapidinho e volta pra ver um pouco de Suécia x EUA, de onde sairia o adversário do Brasil na próxima fase. Bem, tudo indicava uma disputa super equilibrada e assim foi até que a Suécia abriu o placar e não demorou muito pra marcar o segundo numa cobrança de falta, cuja zagueira posicionada fora da barreira teve a infelicidade de estar na trajetória da bola e ela ser desviada, MATANDO a deusa Hope Solo. Suécia 2 x 0 EUA. O resultado final só soube quando retornei do trabalho no Pacaembu, por volta das 23 horas.

Solo, a Deusa

No outro jogo do Grupo D, Austrália surpreende e vence por 2 a 1 a Noruega que deixa a competição. Coréia do Norte e Colombia cumprem tabela pelo Grupo C num jogo sem gols.

Os confrontos das quartas-de-final ficaram assim definidos:

Sábado 09/07 – Alemanha x Japão – Wolfsburgo – às 15h45
Sábado 09/07 – Inglaterra x França – Leverkusen – às 13h00
Domingo 10/07 – Suécia x Austrália – Augsburgo – às 08h00
Domingo 10/07 – Brasil x EUA – Dresden – às 12h30

E bora Brasil arrepiar as americanas, até porque, as boleiras já nos contaram com quais seleções rola um gostinho de “vingança”. A matéria pode ser vista aqui.

Küsse
Lu Castro

 

JO-GÃO!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Lindezas, sim, é assim mesmo o título do post pra denotar o que foi o encontro de França e Alemanha no último jogo da fase de grupos do Grupo A. Um SENHOR jogo!

As duas seleções vinham de vitórias, entretanto, a França veio de placares mais confortáveis, ao contrário da anfitriã, com placares magros. Juro, tinha pra mim que a França seria A pedra no sapato alemão e não deixou de ser de alguma maneira. Só que nunca antes na história dos confrontos deste Grupo A, as galesas levaram tantos gols.

Fora que o clima meio que esquentou, né? Rolou encaradas, alguns puxões, algumas trocas de gentilezas em alemão e francês, que eu daria tudo pra ser uma mosquinha “multilingue” a zumbizar por ali e saber tu-di-nho o que se falou.

Gentilezas trocadas a parte, observei o que já foi possível ver nos demais jogos das meninas: ansiedade, e, consequentemente, erros. Erros bobos, de puro desespero. Fome exagerada de bola, que impossibilita as guerreiras mulheres da bola, de exercitarem aquilo que carregamos há milhares e milhares de anos: nossa visão periférica mega  aguçada.

Grings e Garefrekes

Sim, o desespero pra marcar um gol é tanto, mas tanto, que após algumas jogadas sensacionais, o último passe (que deveria ser o penúltimo) sai meia boca. E sempre há alguma boleira melhor posicionada pra finalizar o lance, mas a ansiedade…ou então, o que rola é aquela abaixada de cabeça e chutes batidos em cima da zaga. Podem reparar!

Passo os jogos a gritar: bola no chão meninas! calma! bora botar essa bola no chão! não precisa chuveirar!

Bah! Sei que é inútil, mas sei lá! Já que o som viaja no tempo/espaço, porque não poderia chegar feito um sussuro nos ouvidos das boleiras la na Alemanha? Hein? Hã? Enfim!

A primeira expulsão do Mundial rolou também neste jogo. A goleira Sapowicz tomou o vermelho após parar jogada de Fatmire “Lira” Bajmaraj dentro da área. Substituição da goleira e a centroavante Sommer é quem deixa o campo. O jogo termina 4 a 2 para as anfitriãs que assumem a liderança do Grupo A enfrentando o Japão na próxima fase.

Yankey

No Grupo B, Inglaterra e Japão se enfrentaram também disputando a liderança do grupo. Inglaterra venceu por 2 a 0 e agarrou a liderança, enfrentando a França na próxima fase. Cá pra nós, um duelo interessantíssimo de ver. Os dois países (hoje, veladamente) nutrem uma certa antipatia por conflitos históricos, como a Guerra dos Cem Anos. Explicações wikipedianas para o fato, aqui. E se digo que é velado, é porque conversando com um inglês, ele bem falava da França com certo desdém. Mas isto não vem ao caso agora, já que a luta será dentro de campo afim de abocanhar uma vaguinha para as semi-finais do Mundial. Aguardemos!

Nova Zelândia e México também fizeram o jogo despedida. As mexicanas chegaram a ficar quase todo o jogo à frente no placar, mas duas vaciladas foram suficientes para que as neozeolandesas chegassem ao empate. Despedida de comadre: 2 a 2.

Nesta quarta-feira, 6, tem Guiné Equatorial x Brasil. A seleção africana conduzida pelo técnico brasileiro Marcelo Frigerio, faz sua despedida da Copa, podendo ou não, azedar a liderança brasileira do Grupo D. Austrália e Noruega se enfrentam pra ver quem fica com a segunda vaga para as quartas.

Já no Grupo C, EUA e Suécia fazem o jogo do dia, já que as duas também lutam pela liderança do grupo ou o enfrentamento com o Brasil, caso mantenha a sequência de vitórias. Coréia do Norte e Colombia se despedem cumprindo tabela.

Aqui vocês podem ver os melhores momentos de França 2 x 4 Alemanha e Inglaterra 2 x 0 Japão

Poxa! Quase ia me esquecendo da decepção mór deste Mundial: o Canadá! Chegou na Alemanha com status de seleção importante e perigosa e saiu sem nenhum ponto conquistado. Tomou 2 gols da Alemanha na estréia, mais 4 da França na segunda rodada e conseguiu perder por 1 a 0 para a Nigéria. O Estádio Rudolf-Harbig de Dresden teve seu momento Engenhão e a partida foi paralisada por alguns bons minutos. Quando a luz voltou, iluminou os pés de Nkwocha que marcou o único gol da partida. O momento Engenhão pode ser conferido aqui.

E já no climão das quartas-de-final da Alemanha, deixo

Küsse
Lu Castro

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Ah! Eu to maluca!

domingo, 3 de julho de 2011

Lindezas, alguns dias sem postar devido aos compromissos que antecederam o Bate Papo Futebol Feminino no Museu do Futebol, mas atualizo agora o Laço da Chuteira com astral diferente. Eu to maluca! Sim, malucona! Enquanto Marta entortava a zaga norueguesa, Formiga quebrava tudo no meio de campo, e Bagé mostrava segurança ímpar na zaga brasileira, esta que vos digita, pulava de alegria no sofá. Na segunda partida das nossas guerreiras no Mundial, notei que o espírito aguerrido voltou ao corpo da nossa seleção. Wow!

Empolgante e com trilha sonora levemente sugerida pela Jane Tavares: Eu só quero chocolate! E vocês?

Até os 22 minutos do primeiro tempo, as gigantes norueguesas meteram uma pressão de fazer tremer. Não sei vocês, mas eu me sentia como David diante de Golias. Zaga brasileira MUITO bem postada. Segurança monstra nos pés da Bagé e Formiga no meio de campo. Para mim, os destaques do jogo. Falar de Marta? Bah! Mais? Isso é o que todo mundo faz. Sigo. Rosana, Maurine, Fabiana, Ester, Érika, Pellê e Suntake. Time de GUERREIRAS!

Poderia desfiar algumas críticas, mas hoje não é dia para isso. Sem mais delongas, Brasil goleou a Noruega por 3 a 0 e seguimos vitoriosas, tendo as meninas mostrado hoje em campo, um senhor talento, independente de posturas táticas. O importante é isso aí, é a luta, é a raça, é a honra de carregar as cores do Brasil num Mundial mega badalado, equilibrado e que certamente está chamando muito mais a atenção que os anteriores. Portanto, minha torcida incondicional pelas meninas. Sempre estarei junto. Sempre!

E neste sábado aconteceu o encontro para um Bate Papo sobre nosso Futebol Feminino no Museu do Futebol em parceria com o Grupo Memofut, do qual faço parte. Presença de pessoas que fizeram e fazem a história da modalidade no país, contou também com um público muito interessado no assunto. Importante salientar que a intenção do encontro era, além de debater o panorama do jogo das meninas, contar um pouco da história, a evolução, os pontos a serem melhorados, e cases de sucesso, como o do Santos.

O ex-presidente santista Marcelo Teixeira fez excelente exposição do trabalho realizado no Santos. Dema, o gestor do Palmeiras feminino também deu sua perspectiva, contou um pouco sobre seus 20 anos no futebol das meninas, a Rose do Rio trouxe sua perspectiva e luta pelos direitos das boleiras e projetos que serão devidamente discutidos com o governo e a escritora Silvia Securato contou como foi pensar, escrever e produzir o livro “Nós, Mulheres do Futebol”, que faz parte de uma série de livros voltados para o universo feminino.

Fiquei muito feliz por ter feito parte da construção deste evento, por ter visto que há pessoas interessadas na modalidade e que esta ação pode ter continuidade. E sim, fiquei MUITO honrada com o presente que ganhei do Professor Marcelo Teixeira. A camisa da capitã da seleção e do Santos, Aline Pellegrino, que está muito bem guardada. Falta o autógrafo que pretendo buscar em breve!

E bola pra frente porque tem a Guiné Equatorial na próxima partida, pra fechar a fase de grupos. O jogo acontece na quarta-feira, 6, a partir das 13 horas em Frankfurt. E claro que MUITO no climão Alemanha, deixo

Küsse
Lu Castro

 

 

 

Brasil, Alemanha e algumas observações

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lindezas, não consegui postar nada sobre a estreia das nossas guerreiras no Mundial, mas abro um parênteses neste post específico sobre o jogo entre Alemanha e Nigéria que acabou agorinha mesmo, para algumas observações sobre a seleção brasileira de ontem.

Para mim e para mais pessoas que acompanharam e comentaram o jogo no Twitter do Futebol para Meninas, a seleção jogou mal e não por causa das meninas, mas sim pela maneira como o técnico Kleiton Lima alterou a posição de algumas atletas. Para mim, a Maurine come a bola quando joga como meia-direita. Ontem, ela entrou como lateral esquerda, no lugar da Rosana, que atuou como meia/volante/atacante (na real, não entendi o posicionamento da canhotinha poderosa da seleção). Essas duas alterações comprometeram e muito o desempenho das meninas na estreia contra uma Austrália que marcou bem, mas que pra nossa sorte, foi péssima finalizadora. Vencemos, as meninas se superaram (como sempre!), Marta estava visivelmente irritada e a zaga brasileira teve boa atuação com Bagé.

Claro, rola o nervosismo da estreia, uma competição importante, de tiro curto e que coloca nas costas das nossas meninas, uma responsabilidade gigante. O fato de inverter posições, exige muito mais do físico das boleiras, que jogam no limite e portanto, muito abaixo do padrão que todos esperamos. E vou além, é o prato perfeito para os corneteiros de plantão, que querem ver o futebol feminino sempre à margem e que estão na espreita para soltar o famoso “amarelonas” caso algo de errado este ano. Kleiton, por favor, não considere os três pontos de ontem, a afirmação para o padrão que você adotou. Não foi nada legal sofrer ao ver o time desencontrado em campo.

Agora a favoritíssima Alemanha! Venceu o Canadá na estreia por 2 a 1, mas ao enfrentar a Nigéria hoje, passou sufoco. Num jogo mega pegado (e por que não dizer, violento), as alemãs conseguiram vencer pelo placar mínimo com gol da Laudehr. As nigerianas conseguem ser péssimas finalizadoras e perderam a compostura em campo e bateram. Jogo difícil e que deixa a Alemanha como segunda colocada do Grupo A até o momento, já que a França goleou o Canadá por 4 a 0  e tem saldo de gol maior, sem ter a meta vazada, saliente-se!

O Canadá, que gerou grande expectativa, vem mal. A Nigéria, dificulta, mas não chega a ser cotada nem para passar de fase.

Os melhores momentos de todos os jogos podem ser vistos neste link. E o próximo jogo do Brasil é contra a Noruega, neste domingo, 3 de julho a partir das 13h15. Todos juntos torcendo para nossas meninas e para que Kleiton não repita a “fórmula” da estreia.

Küsse
Lu Castro

Colombia 0 x 1 Suécia ou o jogo mais sonolento até o momento

terça-feira, 28 de junho de 2011

Lindezas, sol lindo em Sampa, apesar do frio que resolveu dar o verdadeiro sentido ao inverno. Acordo assustada, telefone tocando e um número que desconheço. Atendo, tentando disfarçar a voz de quem acabou de acordar. É Vera Botelho, Phd em Antropologia na Universidade da Dinamarca, contato que se desenhou a partir da amiga Diana Mendes, do grupo Memofut. Sem mais delongas, o fato é que já era hora mesmo de despertar, afinal, em poucos minutos, Colombia e Suécia fariam sua estreia pelo Grupo C do Mundial. Obrigada Vera!

O streaming, aquele mesmo que me fez vociferar todas as desgraças do mundo para o monitor do notebook, não pipocou e foi fácil acompanhar a peleja das latinas contra as nórdicas. Eeerrr….quer dizer, fácil no sentido tecnológico da coisa toda, porque em termos de futebol mesmo, foi ruim, bem ruim por sinal!

O selecionado colombiano provou o quanto nós, sulamericanos, temos a crescer no que diz respeito ao futebol feminino. Técnica: Onde? Finalizações: O que é isso? Preparo físico: Quem?

Pois é, com a falta de todos esses elementos a favor da tão destacada Suécia, ficaria fácil abrir, ampliar e fechar um dos placares mais elásticos do Mundial até aqui. Ledo engano! A goleira Sandra, da Colombia, foi a salvadora da pátria latina, realizando boas defesas atrás de uma zaga completamente perdida. Mas não foi só isso não!

A Suécia jogou mal, muito aquém do que se espera de uma seleção cujo país é força no futebol feminino mundial. Finalizações toscas, erros grotescos nos passes e muita, mas muita bola pipocando pelo meio de campo. Na minha opinião, decepcionante. Ainda assim, Landström conseguiu marcar o único gol da partida após um erro na saída de bola colombiana pela lateral esquerda.

Intermináveis mais de 90 minutos que daria sono até na galerinha que acaba de chegar numa rave. Em instantes começa o confronto entre EUA e Coréia do Norte. O que será que virá? Mais 90 minutos para avaliarmos. Bora lá!

Küsse
Lu Castro