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Blog Laço da Chuteira

Japão Campeão – Simples assim

É lindezas, nem sempre as coisas são tão óbvias, os favoritos levantam taça e beleza bota mesa. Que o diga a musa do Mundial, Hope Solo, tão comentada por enorme parcela de marmanjos que se lixam rigorosamente para o futebol feminino. A verdade pessoal, é que as japonesas, comendo de palitinho e pelas beiradas, chegaram a final do Mundial como grata surpresa e fizeram a alegria de muitas pessoas que estavam com as norte americanas engasgadas.

Tá bom, é indiscutível que as estadunidenses tem estrutura, preparo físico, disciplina tática, tradição e mais um monte de blás que já cansamos de enumerar, mas o imponderável, a zebra, não era bem o Japão. Vamos combinar…

O Japão vem se preparando e se estruturando pra esta competição. Nós aqui, do lado ocidental da coisa toda, é que não tínhamos noção do quanto elas estavam jogando. Tanto que me surpreendi com o jogo japa logo na primeira partida e o apontei como uma daquelas seleções com grande potencial para chegar à final.

Não pude acompanhar o jogo contra a Alemanha, nas quartas-de-final, em que as meninas sob o comando de Norio Sasaki, delicadas como uma gueixa, botaram pra fora as donas da casa. Confesso: amei! Aí vieram as suecas. Mais uma camisa, mais uma tradição, mais uma “obviedade” massacradas pelas jogadas bem trabalhadas, fintas de impressionar qualquer mulata do Sargentelli e uma paciência tipicamente oriental para reverter placar desfavorável.

Especificamente no jogo deste domingo, reparei no grande número de jogadas criadas pelo time japonês. Um entrosamento lindo entre Ohno e Ando, que chegou a levar grande perigo para a meta de Hope “Sorry” Solo com passes maravilhosos. Enquanto os americanos presentes em Frankfurt já comemoravam o terceiro título do país, eis que Miyama se aproveita de erro crasso na zaga para forçar a prorrogação.

Por acaso? Não MESMO!

Sempre com a mesma jogada, Wambach amplia com cabeceio. Japonesas mortas? Mas nem a pau Juvenal! Aí entra a capitã do Japão em cena: Sawa. De calcanhar (e arrancando pulos desta que vos digita) deixa tudo igual forçando a decisão nos penais.

Aí sim entra o imponderável, a zebra: Americanas perdem 3 cobranças. Duas bolas chutadas para longe (Boxx e Lloyd) e uma defendida pela goleira Kaihori (Heath). Mais eficientes, as japinhas que quase não competem após a tragédia do terremoto e do tsunami, tiveram um penal defendido por Hope “Sorry” e todos os demais devidamente convertidos.

Zebra? Japão? Não. A zebra, na minha opinião, foi ver tantos pênaltis perdidos/mal cobrados pelas americanas. Tamanha displicência num momento tão delicado e decisivo. Como pode? O que aconteceu? As americanas “brasileiraram”?

Enfim, o fato é que a final do Mundial teve emoção, superação, surpresas e um time equilibrado recompensado com a belíssima taça. Não foi acaso, não foi zebra (esqueçam isso), foi trabalho meticuloso e cuidadosamente planejado. Sim, porque os japoneses acreditaram e trabalharam com esta finalidade: o título inédito.

E eu mando esse som em homenagem às guerreiras japonesas. PARABÉNS!

Me despedindo do climão Alemanha, deixo

Kisu
Lu Castro

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3 comentários para “Japão Campeão – Simples assim”

  1. Maria disse:

    Amei!!! Viva a Sawa! Viva o Japão! Uhuuuuuuu!

  2. Bárbara disse:

    Olá Lu! Como estás depois desse jogo magnífico muito mais merecedor da nossa audiência do que a nossa Seleção Canarinha? Enfim, falemos de Futebol Feminino… Amei seu post! Realmente espetacular essa seleção japonesa! Fiquei literalmente apaixonada quando vi o jogo contra as ótimas suecas! As japas as anularam totalmente com muito toque de bola, um esquema tático perfeito e um show a parte da Ohno e da Kawasumi! Só gostaria de ter a certeza de uma coisa, a cobrança da Boxx foi a Kaihori que defendeu ou bateu só na trave? E sinceramente, acho que a Hope Solo não era merecedora de ganhar a Bola de Bronze e nem a Luva de Ouro… Pra mim, a Rapinoe foi a melhor jogadora dos EUA com ótimas participações quando entrava no segundo tempo, inclusive contra o Brasil foi ela quem fez o cruzamento perfeito para a Wambach marcar e nessa final, já como titular, levou o time dos EUA e fez um lançamento de botar inveja em qualquer um para a Morgan marcar, e por isso, acho que ela merecia receber ao menos a Bola de Bronze. A Luva de Ouro pra mim era merecedora da Kaihori que salvou o Japão várias vezes, inclusive na final com defesas difíceis e uma ou duas cobranças defendidas… Mas enfim, parabéns pelo blog! Ah Hope Solo? Wambach? Morgan? Rampone? Lloyd? Rapinoe? O´Reilly? Ah sou muito mais Kaihori, Ando, Onho, Miyama, Kawasumi, Sameshima e Sawa! Dá-lhe Japão, nossas heroínas! hahahaha \o/ Beijo, fica com Deus e todos a favor do Futebol Feminino! #FFTamoJuntoBR

  3. Antonio disse:

    Lu,

    Parabéns as japonesas, que mesmo com um futebol menos vistoso que as norte-americanas, suecas e brasileiras, souberam ganhar o título máximo do futebol feminino, com treinamento e estratégia de jogo, muita cordenação na marcação, habilidade no passe e precisão nos arremates a gol, somado a umas pitadas de sorte sobre a prepotência das norte-americanas e sua técnica sueca, após fazerem seus gols. As norte-americanas foram vencidas pelo belo gol daquela que foi considerada a melhor jogadora da Copa. Gol a lá Fred.

    Outro belo gol foi o que valeu o 3o lugar para a Suécia, que muito marmanjo gostaria de ter feito, imagine em uma Copa do Mundo, então… Parabéns as suecas que ganharam das norte-americanas, mas perderam para a luta japonesa, ficando com a honrosa 3a colocação.

    A Sawa, sem duvida foi merecedora da Bola de Ouro. E na minha opinião a merecedora da “Luva de Ouro” deveria ser a Kaihori, não só pelos penaltis defendidos, mas pelo que fez em toda a competição, e a bola de bronze deveria ir para a sueca que marcou o golaço final.

    A equipe francesa chegou longe demais para o sua equipe, e o Brasil deveria estar entre as quatro melhores do mundo, se tivessemos um tecnico que só se preocupasse com a seleção, teriamos mais treinos fisicos e, principalmente táticos, mais jogos amistosos e participações em campeonatos internacionais de “verdade”, não apenas torneios arranjados de fim de semana. Tenho certeza que não faltaria patrocinio para as viagens da seleção pela Europa, America e Asia. Mas quantos jogos a nossa seleção jogou antes da Copa? Sem treinar, não dá, nem com a melhor jogadora do Mundo.

    Parabéns as JAPONESAS, as novas campeãs mundiais!!!

    E… já ia me esquecendo, FORA KLEITON, vái cuidar da suas empresas e deixe a seleção para outro melhor que vc, que seja muito, muito mais comprometido com o BRASIL.

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