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Arquivo da Categoria ‘Visão’

A loucura que deu certo ao Fla

domingo, 9 de junho de 2013

Caro Jaime, lembro-me perfeitamente que, dias antes do jogo, você disse que “seria uma loucura” mudar todo o time para este jogo. OK… Mas aí você barra Renato Santos, escala Samir, Diego Silva, Gabriel e Carlos Eduardo juntos e coloca um ataque com Paulinho e Hernane. Convenhamos, de acordo com a sua avaliação, o senhor assinou um atestado de louco, foi isso?

Pois é. Foi a loucura que deu certo. Talvez o time precisasse mesmo desta chacoalhada para vencer a primeira no Brasileiro.
Há uma frase atribuída a Aristóteles que diz: “Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura”. Desta maneira, acordaremos que o senhor, então, foi inteligente.
Cá entre nós, a expulsão de Fabinho, jogador do Criciúma, logo no início do jogo ajudou um pouquinho, vai? Mas não vamos também achar que foi só por isso que o Flamengo ganhou. Ganhou porque se mostrou mais organizado e teve atuação melhor do que nas partidas que fez até aqui no Brasileiro.
Suas “invenções” deixaram Gabriel um pouco mais solto para movimentar-se e provou que há mais um alternativa para formar a dupla ofensiva rubro-negra.
Para falar a verdade, pouco importa ao torcedor os meios como a vitória aconteceu. Importa, sim, que venceu um jogo que se tinha como complicado.
Provavelmente, no próximo jogo o time já terá um novo comandante, mas a primeira vitória neste Brasileiro teve o dedo de Jaime, o Louco. Com todo o respeito.

Time respondeu à arquibancada

quinta-feira, 14 de março de 2013

Na estreia na Taça Rio, tudo errado. Dentro de campo, após abrir a vantagem de 2 a 0, o Flamengo permitiu a virada. Fora isso, com todo respeito, nada que mereça um grande destaque.

Agora, vamos ao outro ponto negativo: arquibancadas do Engenhão praticamente vazias. Antes do apito inicial, ruas ao redor do estádio completamente desertas. Uma pessoa desavisada sequer desconfiaria que teria alguma coisa a poucos metros dali, ainda mais se tratando de um jogo do Flamengo. E quando digo antes do jogo, sem exagero, são poucos minutos.

Bilheterias largadas, bares nas ruas próximas fechados, pontos já notórios de concentração de torcedores sem ninguém. E isso em frente aos quatro setores. O cenário era de apenas mais uma noite de março no Engenho de Dentro.

Foram metros e metros andando sem esbarrar com uma pessoa com a camisa rubro-negra. Até que a reportagem passou pelo Anjinho, um dos torcedores símbolos do Flamengo, e o que ouviu foi apenas um desabafo: “Ninguém, cara! Como o Maracanã faz falta!”

A culpa pode não ser apenas do estádio, do preço dos ingressos, do campeonato, da televisão ou seja lá do que for. A única coisa que posso garantir é que além da derrota e do péssimo início na Taça Rio, nesta quarta-feira pouco se pôde ouvir.  Foi o menor público do estádio no ano (ver acima).

Se eu não estivesse dentro do estádio, seria mais um que morreria sem saber que o Flamengo atuou pelo Carioca. O resultado negativo foi apenas uma resposta do time à apatia vinda da arquibancada. Apenas alguns celebraram tal noite: os vizinhos ao Engenhão!

*Visão do Flamengo do repórter Alexandre Araújo publicada na edição do Lance! desta quinta-feira

O verdadeiro artilheiro dos Estaduais

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

*Visão do repórter David Nascimento que sairá no L! desta quinta

Hernane é, sem dúvidas, o artilheiro dos Estaduais. Nesta quarta-feira, mais uma vez, o Brocador do Flamengo foi um dos nomes da vitória da equipe em cima do Friburguense, em Macaé, ao marcar dois gols e chegar à marca de sete gols no Carioca em apenas seis partidas. Artilheiro isolado, o atacante vem repetindo o feito do ano passado, quando foi vice-artilheiro do Paulistão com 16 gols antes de chegar na Gávea.

O Brocador precisou de apenas seis minutos para colocar o Flamengo na frente. Sim, foi um lance de sorte, já que aproveitou falha de Afonso, goleiro adversário, para estufar as redes. Mas isso não tira o mérito dele, o faro de artilheiro que tem, tanto que ampliou aos 12 após receber passe de Rafinha. Com os 2 a 0 e uma intensa chuva em Macaé, o Rubro-Negro pisou no freio e esperou o intervalo. Atitude compreensível, até porque o Friburguense não levava perigo nenhum ao Felipe.

Na etapa final, a chuva diminuiu e o Flamengo voltou a atacar. E fez mais dois com facilidade. O jovem Rafinha, que marcara um golaço contra o Vasco, repetiu o feito. Com frieza, avançou sem marcação até Afonso e deu um leve toque por cima. Cleber Santana marcou o quarto gol e fechou o placar – com passe de Rafinha.

Dentro da limitação, o elenco do Flamengo está dando conta do recado. Vamos ver até quando.

Apesar da derrota, jogo-treino foi útil para Joel

terça-feira, 10 de julho de 2012

Um dos jogadores mais experientes e importantes do atual elenco do Flamengo, Vagner Love está suspenso para a partida contra o Bahia, no próximo domingo. Bottinelli também está suspenso, Léo Moura continua se recuperando, González também… muitos problemas para o técnico Joel Santana. Hoje à tarde, o treinador rubro-negro comandou um jogo-treino contra o Duque de Caxias e foi derrotado por 3 a 1 (leia a reportagem sobre o jogo-treino aqui). Apesar da derrota, acredito que a atividade tenha sido bastante útil para Joel, que tem a obrigação de achar peças de reposição que consigam superar os desfalques da equipe.

O clima era agradável no Ninho do Urubu nesta tarde. No campo um, o jogo-treino dos considerados reservas estava prestes a começar, enquanto no campo dois os considerados titulares realizaram um leve treino tático. Na beira do gramado, Joel Santana mandava a campo Felipe, Wellington Silva, Arthur Sanches, Welinton e Rodrigo Alvim; Aírton, Muralha, Mattheus e Adryan; Hernane e Deivid para a atividade contra o Duque de Caxias. Caso um desavisado estivesse acompanhando a atividade no CT, poderia pensar – sem ser questionado – que o jogo-treino era composto por jogadores titulares. Até pouco tempo, Felipe, Welinton, Aírton, Muralha e Deivid figuravam entre o time titular do Flamengo.

Com a bola rolando para o primeiro tempo, o futebol apresentado pelo Flamengo foi agradável de ser visto. Bom toque de bola, velocidade no contra-ataque, criação de jogadas e chances efetivas de gol… parecia a formação ideal! O desavisado – citado no parágrafo anterior – pensaria nesse momento: “Time bom! Ganhará os torneios com facilidade!”. Era um completo contraste com as partidas oficiais disputadas pelo Flamengo no Campeonato Brasileiro. Um outro espectador do jogo-treino, com razão, poderia pensar: “Por que não vejo isso no Brasileirão?”

Antes do intervalo, Hernane fez o primeiro e único gol do Flamengo na partida. Uma boa jogada, diga-se de passagem. Deivid, Adryan, Mattheus, Felipe, todos foram bem contra o Duque de Caxias. Alguns podem pensar que o time da Baixada Fluminense é um time fraco. Muito pelo contrário, estão fazendo um bonito trabalho na Série C do Campeonato Brasileiro e possuem jogadores de qualidade.

No segundo tempo, Joel Santana promoveu mudanças que  destabilizaram a equipe. Do time que começou o jogo-treino, apenas o zagueiro Welinton permaneceu (aliás, erros dele provocaram a virada do Duque de Caxias). Entraram Marcelo Carné, Frauches, Thiago Medeiros e Jorge Luiz, Camacho, Rômulo, Thomás, Negueba, Fabiano Oliveira e Paulo Sérgio.

Considerando o geral, apesar da derrota por 3 a 1 para o Duque de Caxias, o jogo-treino foi bastante útil para o técnico Joel Santana. Percebeu que não precisa entrar no desespero para achar substitutos para os desfalques no Campeonato Brasileiro. Percebeu também que existe como achar uma boa formação com o atual elenco. Claro que reforços sempre são bem vindos, mas enquanto não estreiam, dá perfeitamente para fazer o Flamengo jogar como ficou conhecido nos dias de glória com o que tem nas mãos. Basta querer.