Wagner, Evander e a ‘reaproximação’ do Vasco com o futebol



Wagner é o 3º reforço do Vasco para 2017 (Foto: Divulgação/Vasco)

Wagner é o 3º reforço do Vasco para 2017 (Foto: Divulgação/Vasco)

Domina, toca e passa. Domina, toca e passa. A cena se repete centenas de vezes em um treino qualquer de futebol pelas escolinhas do país – principalmente de futsal. No jogo profissional, porém, não sempre isso é visto. No Vasco, em especial, esse intervalo entre toque e domínio tem sido cada vez mais demorado. À longa distância.

E não é achismo ou opinião. São os números. Na Série B de 2016, onde tinha – ou deveria ter, pela diferença de arrecadação e etc – o time mais técnico, foi a equipe que mais fez lançamentos, com 658 acertos, segundos dados do Footstats. E a 12ª com mais erros de passes.

Na estreia da Florida Cup, contra o Barcelona-EQU, isso ficou novamente nítido. Luan e Rodrigo procuraram diversas vezes a ligação direta. Sem sucesso. Enquanto isso, Thalles brigava sozinho com os zagueiros e os meias aguardavam o rebote. Deixando ao acaso o destino da redonda. Muito pouco para alguém que irá jogar a Série A.

Claro, é de se compreender que é início de temporada, portanto, normal errar. A própria entrada de Evander como volante já demonstra uma vontade maior de jogar pelo chão – características dos times de Cristóvão. A chegada de Wagner, agora, confirma.

‘Não ter’ meio-campo foi um dos grandes obstáculos do Vasco em 2016. Douglas Luiz melhorou parte do problema – a saída de bola -, mas ficou sobrecarregado quando se viu na necessidade também de criar. Uma coisa é ser elemento surpresa, chegando de trás sem marcação, a outra é dividir responsabilidade junto com Nenê.

Com Muriqui, Escudero e Wagner se juntando a Nenê, Andrezinho e Guilherme Costa, além dos ‘volantes’ que sabem jogar – Evander e DG -, o Cruz-Maltino, ao menos no papel, passa a ter um meio de qualidade com a bola nos pés. Desconsiderado as incógnitas sobre o momento atual de cada um – alguns sem atuar a algum tempo -, são atletas que sabem jogar. A bola não queima.

A chegada de três apoiadores e o recuo de um meia para a cabeça de área mostra que acertar o meio-campo é a prioridade do clube neste início de ano. E está certo, apesar do elenco ser carente em outras posições também.

Ganhou qualidade e variedade em relação ao ano passado.

Dá para colocar em campo novamente um time de futebol, não mais de vôlei, com seus ‘levantamentos e cortadas’. É possível se reaproximar da grama.

Um meio com Douglas Luiz, Evander, Escudero (Muriqui), Nenê (Andrezinho) e Wagner (Guilherme Costa) é, no mínimo, interessante. Porém, não é simples de fazer funcionar.

Agora, cabe a Cristóvão Borges saber utilizar os ingredientes. Opções já não faltam.



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