Virada sobre o Palmeiras valeu muito mais do que apenas a Mercosul para o Vasco



Romário e Juninho Paulista calaram o Palestra Itália (Foto: Arquivo LANCE!)

Romário, Edmundo, Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Felipe, Pedrinho, Euller, Viola, Ramon, Donizete, Hélton, Mauro Galvão, Júnior Baiano, Jorginho… O Vasco de 2000 é lembrado pela torcida como um dos maiores times que o clube já teve. Um elenco que sofreu mudanças entre o Mundial, disputado em janeiro, e os títulos do Brasileiro e da Mercosul, mas que sempre manteve o alto nível de craques em campo e no banco.

A virada histórica sobre o Palmeiras, reprisada nesse domingo pela TV Bandeirantes, se tornou símbolo da capacidade competitiva daquela equipe. O 4 a 3 com um jogador a menos nos minutos finais, fora de casa, tendo perdido o 1º tempo por 3 a 0, no entanto, representou mais do que isso. Foi o jogo que transformou um fracasso iminente em uma temporada memorável.

Olhando isoladamente, hoje, parece que a vantagem palmeirense no intervalo era ao acaso, uma noite feliz. Não era. O Palmeiras já havia batido o Cruz-Maltino no início do ano, na decisão do Rio-São Paulo, vencendo por 2 a 1 no Maracanã e por 4 a 0 no Morumbi. Na ocasião, também marcou três gols em menos de dez minutos, assim como fez no Parque Antártica.

No Brasileiro, outro 3 a 0 para o Alviverde. Dessa vez, construído em menos de 20 minutos.

Ou seja, ali, ainda que com nomes muito menos badalados, tinha um adversário que sabia como vencer o Vasco.

O time já havia perdido também a final do Mundial para o Corinthians e o do Estadual para o Flamengo. Finalista de tudo, não tinha ganho nada. Além disso, corria o risco de eliminação na semifinal do Brasileiro. Uma semana antes do duelo com o Palmeiras, empatou com o Cruzeiro em 2 a 2, sofrendo dois gols em oito minutos, em São Januário. Jogo que selou a queda de Oswaldo de Oliveira e a chegada de Joel Santana.

Um dos melhores elencos do Vasco em todos os tempos caminhava, no intervalo daquele dia 20 de dezembro de 2000, para um dos maiores fiascos de sua história. O que seria uma injustiça irreparável.

Mas como disse, era um dos maiores Vasco de todos os tempos. Não só na teoria, mas na prática. E provou em campo.

Quando Juninho Paulista (principalmente ele), Romário (sempre ele) e cia (isso inclui torcida) viraram sobre o Palmeiras, num jogo que seria histórico até mesmo numa pelada de colégio, quem dirá numa decisão de taça continental, mudaram o rumo do Vasco e a história de um elenco que merecia bem mais.

Depois do que fizeram naquela noite, não havia mais impossível para aquela equipe. O jogo reescreveu o sentido de torcer para o vascaíno.

Três dias após a virada, já sem o peso dos insucessos do início da temporada, encarou o Cruzeiro no Mineirão certo da imortalidade. E não deu outra: 3 a 1 e a classificação para a final do Brasileiro, onde conquistaria a sua quarta taça nacional.

A história do Vasco de 2000 poderia ter sido outra se não fosse aquela noite no Parque Antártica. O enredo, no entanto, não poderia ter sido melhor.



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