Vasco tem mais lesões do que vitórias em 2018



Ramon e Rildo se lesionaram novamente (Foto: Paulo Sergio/Agencia F8)

“O Vasco tem mais lesões do que gols em 2018”. Não, não é verdade, é apenas uma forma exagerada de dizer que o Cruz-Maltino convive com um quadro grave de contusões durante toda a temporada. E se não teve mais lesionados do que gols, já teve mais atletas no DM do que vitórias a serem comemoradas.

O Vasco iniciou o ano com Luis Fabiano, Ramon, Breno, Kelvin e Marcelo Mattos entregues ao Departamento Médico. O primeiro, acabou rescindindo. Os dois seguintes, retornaram aos gramados mas terminarão 2018 da mesma maneira que 2017: lesionados. O último, sequer tem previsão de volta. Do quarteto, o único recuperado é Kelvin, que passou quase um ano longe dos gramados.

As lesões têm sido uma constante no Vasco em 2018.

Giovanni Augusto, em seu jogo de estreia, contra a Portuguesa da Ilha, em fevereiro, lesionou o joelho e precisou parar por seis semanas. No mês seguinte foi a vez de Rildo – outro contratado com longo histórico de problemas – e Henrique se machucarem contra o Botafogo. Paulinho, que vinha fazendo tratamento na coxa, entrou no lugar do atacante.

Um dia após o clássico, Alex Evangelista, gerente científico do clube, pediu demissão.

No jogo seguinte, contra o mesmo Glorioso, foi a vez de Evander deixar o gramado com apenas 10 minutos de partida. Com sua volta antecipada aos gramados, Paulinho voltou a sentir.

O Vasco chegou à final do Estadual, no início de maio, com Rildo e Henrique de fora, e Giovanni Augusto e Paulinho retornando de lesão. Além, claro, de Mattos, Breno, Kelvin e Ramon ainda sem atuarem.

Com 34 minutos da primeira decisão, porém, Giovanni se lesionou novamente, dando lugar a Paulinho, que se machucaria na partida seguinte, contra o Cruzeiro, encerrando sua passagem pelo clube – foi negociado posteriormente com o Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Em 20 jogos no ano, o Departamento Médico do Vasco já havia recebido cinco novos hóspedes, além dos quatro que lá estavam desde 2017 – sem contar Luis Fabiano, que acabou deixando o clube. Quase um time de lesionados em menos de três meses de bola rolando. Alguns, com mais de uma aparição no DM neste período, como Giovanni e Paulinho, que não atuaram na decisão do Estadual, vencida pelo Botafogo, nos pênaltis, após marcar nos acréscimos, assim como Grêmio e Atlético-PR nas últimas rodadas do Brasileirão.

O Vasco estreou no Brasileiro, em abril, contra o Atlético Mineiro, já sem Paulinho, com Giovanni ainda machucado, mas com a volta de Rildo. Contra o Galo, um choque de cabeça ainda tirou Thiago Galhardo não apenas da partida, mas também do confronto seguinte, contra o Racing.

Maio começou para o clube com novas lesões. Na verdade, velhas.

Evander, novamente no 1º tempo, Rildo, em nova luxação no ombro, Thiago Galhardo, com dores na coxa, e Paulo Vítor, com dores no joelho, deixaram o gramado lesionados após a goleada sofrida para o Cruzeiro, por 4 a 0, pela Libertadores. Antes do duelo contra o Vitória, sem sequer ter entrado em campo, Giovanni Augusto sofreu sua terceira lesão muscular no ano.

Quase no fim do mês, foi a vez de Werley, com fratura no braço, Paulão, com tendinite no joelho, Rafael Galhardo, com entorse no tornozelo, e Kelvin – de novo – e Bruno Silva, ambos com lesões na coxa, se tornarem um problema no elenco.

Ou seja, em menos de um semestre, o Vasco já não tinha mais a juventude de Paulinho e Evander, a segurança defensiva de Breno, Werley e Ramon, a criação de Galhardo e Giovanni Augusto e nem um centroavante substituto para Luis Fabiano, que já não fazia mais parte do elenco desde a lesão no ano anterior. Sobrecarregado, Wagner ainda convivia com a fadiga física.

Não à toa Pikachu, jovem, leve e sem histórico de lesões, se tornou a referência técnica do time no período. Era o único capaz de correr durante os 90 minutos, o único meia avançado a não conviver com idas e vindas do Departamento Médico.

Junho começou com a saída de Zé Ricardo do comando técnico do clube. Para o seu lugar, o Vasco trouxe Jorginho. Antes, porém, Valdir comandou o time contra o Cruzeiro com uma novidade: Luiz Gustavo na zaga. Isso porque Breno, que havia acabado de retornar, voltou a sentir dores no joelho.

Antes da pausa para a Copa do Mundo, o Vasco ainda conseguiu perder Wagner, com um desconforto muscular – ficou de fora do jogo contra o Internacional. Aliás, nem mesmo o período sem jogos durante o Mundial impediu novas lesões no clube. Recém-contratado pelo Cruz-Maltino, Lenon sentiu um problema na coxa antes mesmo de estrear.

Na primeira partida pós-Copa, contra o Bahia, mais machucados. Rafael Galhardo e Ramon precisaram ser substituídos ainda no 1º tempo. O lateral-esquerdo, inclusive, virou desfalque para os jogos posteriores.

Antes do fim de julho, Werley, que se recuperava da fratura no braço, sofreu uma nova lesão, dessa vez na panturrilha. Mesmo sem jogar.

Sem Breno e Werley, machucados, e Erazo e Paulão dispensados, o Vasco contratou o colombiano Oswaldo Henríquez, ex-Sport. Em sua quarta atuação com a camisa vascaína, porém, sua primeira lesão. Contra a LDU, do Equador, pela Sul-Americana, o zagueiro sofreu uma lesão de grau dois no posterior da coxa direita. Na mesma partida, Breno voltou a sentir o joelho pela segunda vez desde o retorno aos gramados.

Outro reforço defensivo foi Leandro Castán. E assim como Giovanni Augusto, Thiago Galhardo, Rafael Galhardo, Rildo, Werley, Lenon e Henríquez, o novo contratado não demorou para se lesionar. Em seu segundo jogo pelo Vasco, contra o Ceará, Castán sofreu uma luxação no ombro e uma fratura no dedo, desfalcando o time por cinco rodadas. Ramon, na mesma partida, também precisou deixar o gramado mais cedo. Thiago Galhardo e Giovanni Augusto, titulares contra o Vozão, também voltaram a sentir e desfalcaram a equipe contra o Atlético Mineiro.

Em setembro, uma enxurrada de pequenas fraturas. Bruno Silva, Desábato e Werley tiveram fissuras no pé. Bruno, antes, ainda desfalcou a equipe em razão de um choque com Luiz Gustavo, no clássico com o Flamengo. Além deles, Raúl e Lenon, ambos com lesão na coxa, Caio Monteiro, com problemas no joelho, e Vinícius Araújo, com tendinite no joelho, também ficaram de fora.

Raul, inclusive, esteve para voltar aos gramados no duelo contra o Cruzeiro, já em outubro, mas sentiu novamente um pouco antes do confronto, dando espaço para o jovem Bruno Ritter, que fez sua estreia profissional. O volante passaria mais um período entregue ao Departamento Médico.

Jogador que mais atuou pelo clube em 2018, Yago Pikachu acabou se tornando desfalque no duelo com o Sport. Após um choque de cabeça, o artilheiro vascaíno precisou ser substituído com apenas 18 minutos de jogo.

No fim de outubro, quando todos aguardavam o retorno de Breno, um novo problema. Já em fase de transição para retornar aos gramados, o defensor teve seu problema no joelho agravado, fazendo com que voltasse a passar por uma cirurgia, desfalcando a equipe pelo restante do ano.

Com o ano chegando ao fim, as lesões persistem no clube. Werley foi cortado do jogo contra o Grêmio por novas dores na panturrilha, assim como Maxi López, que acabou ficando de fora do confronto com o Atlético-PR em razão de um corte no pé. Contra o Furacão, aliás, Alberto Valentim perdeu, apenas no 1º tempo, Ramon e Rildo machucados.

Ao todo, 24 dos 49 jogadores que entraram em campo pelo Vasco no ano sofreram algum tipo de contusão. Ao todo, foram 45 lesões diferentes em apenas dez meses de bola rolando. É quase o dobro do número de vitórias da equipe na temporada até agora (23).

JOGADORES DO VASCO QUE MAIS SE MACHUCARAM EM 2018

1º – Giovanni Augusto – 4
2º – Breno – 3
Ramon – 3
Rildo – 3
Thiago Galhardo – 3
Werley – 3
Rafael Galhardo – 3
Bruno Silva – 3
9º – Paulinho – 2
Evander – 2
Lenon – 2
Raúl – 2
13º – Kelvin – 1
Henrique – 1
Paulo Vítor – 1
Wagner – 1
Oswaldo Henríquez – 1
Paulão – 1
Leandro Castán – 1
Vinícius Araújo – 1
Desábato – 1
Caio Monteiro – 1
Yago Pikachu – 1
Maxi López – 1

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