Vasco se arrisca ao não cobrir o buraco deixado pela saída de Martín Silva



Martin Silva acertou com o Libertad (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Três laterais, dois volantes, dois meias e um atacante. Nenhum goleiro. Das oito contratações anunciadas pelo Vasco até o momento – um dos clubes da Série A que mais se reforçou, em quantidade -, o Cruz-Maltino ainda não repos a saída mais expressiva da equipe: a de Martín Silva. E nem parece que irá, já que o diretor de futebol Alexandre Faria anunciou, ainda em dezembro, que iria atrás de uma solução caseira.

A necessidade de um reserva para a posição era antiga, e a chegada de Fernando Miguel, em maio de 2018, dava o sinal de que o clube caminhava para ter em seu elenco ao menos dois atletas da posição em condição de assumir a titularidade. A rescisão com o uruguaio, no entanto, abriu novamente a lacuna. Não preenchê-la é, ao meu ver, se arriscar a repetir 2015, ano do último rebaixamento do clube.

Na ocasião, com Silva vestindo a 1 em seu segundo ano em São Januário, o clube confiou na base, que tinha até então Jordi, de 21 anos e apenas 4 jogos como profissional, e Charles, de 20 e nenhuma partida no time de cima. Com Martín constantemente convocado e sofrendo uma lesão no meio da temporada, o Vasco precisou usar os garotos, que não deram conta do recado. O resultado todo mundo já sabe.

Quatro anos depois, Jordi ainda não passa a segurança necessária para assumir a posição em uma eventual lesão ou suspensão de Fernando Miguel, muito menos parece ter condições de brigar pela vaga no caso do titular ir mal na temporada. Gabriel Félix, com apenas 7 jogos pelo clube, segue pelo mesmo caminho, tanto que ambos acabaram emprestados no último ano. João Pedro, que demonstrou qualidade no sub-20, sequer estreou ainda como profissional. E corre ainda o risco de ser a 4ª opção de Valentim.

A oportunidade para a base é fundamental, e não há momento melhor para isso que o Estadual. Nos anos anteriores, no entanto, quem teve chance – Jordi e Gabriel – não a agarrou, e quem não recebeu pode muito bem ganhar agora – caso de João -, mas não necessariamente como substituto imediato para um ano inteiro. Ser opção é diferente de ser a solução.

Campeão brasileiro, o Palmeiras se gaba de ter em seu plantel Weverton, Fernando Prass e Jaílson. O mesmo com o Grêmio, que teve Marcelo Grohe e Paulo Vítor em 2018. No Inter, Danilo Fernandes e Marcelo Lomba. Fábio e Rafael no Cruzeiro. Jean e Sidão no São Paulo, que agora tem Tiago Volpi. O Flamengo terminou o ano com Diego Alves no banco. O Santos, mesmo com Vanderlei, busca Éverson, destaque do Ceará, e o argentino Campaña, do Independiente. E até o Botafogo, que vive problemas financeiros semelhantes ao do Vasco, trouxe Diego Cavalieri para suprir a aposentadoria de Jefferson, apesar de já ter Gatito como titular.

Se tem uma posição que não permite improviso ou remendo é o gol. Principalmente num time que vive constantemente em uma crise defensiva como o Vasco.

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