Vasco sai da zona, mas a zona não sai do Vasco



Vasco abusou das bolas longas e duelos aéreos (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Jogou-se qualquer coisa, menos futebol, no duelo entre Goiás e Vasco, neste domingo. De ambos os lados, é verdade. Mas, o que fez o Cruz-Maltino no 2º tempo – ou deixou de fazer -, foi o que passou mais distante de se assemelhar ao esporte que gerou ídolos no clube como Roberto Dinamite, Edmundo e Romário.

Veja bem, o time de Ricardo Sá Pinto buscou impressionantes 71 bolas longas na partida e apenas 399 passes curtos. Ou seja, em média, a cada seis toques, aproximadamente, um foi uma tentativa de ligação direta. E ainda tentou outros 20 cruzamentos para a área, acertando apenas três – incluindo o gol anotado por Léo Matos.

Ao todo, entre lançamentos e levantamentos, foram quase 100 ações onde a equipe mais rifou do que criou. Não é um exagero afirmar que a bola mais voou do que rolou na Serrinha. Essa foi a tônica do Vasco no jogo: muito chutão, muito jogo aéreo, muita disputa no ar e pouco futebol no chão. Ou nenhum.

Enquanto teve gás para brigar pela segunda bola, nos 30 minutos iniciais, o Vasco chegou ao 1 a 0 e comandou as ações do jogo, apesar da pouca força ofensiva. Leo Gil e Andrey ganhavam as sobras das bolas esticadas e conseguiam manter a posse no campo de ataque. Insuficiente para o time se impor ofensivamente, mas o necessário para sair na frente e ser melhor que o Goiás nos primeiros 45 minutos.

Ainda assim, muito pouco para quem enfrentava o lanterna do Brasileirão. Durante os 90 minutos, foram apenas sete finalizações contra a defesa mais vazada do campeonato. E a única bola que foi no alvo foi exatamente a que entrou. No mais, Tadeu apenas observou.

A saída de Talles Magno no fim do 1º tempo, após uma pancada no quadril, tirou do ataque vascaíno o pouco de mobilidade que vinha tendo. As saídas de Carlinhos e Leo Gil – único titular a acertar um cruzamento na partida (2 de 3) -, por opção de Sá Pinto, tiraram do Vasco a capacidade de rodar a bola no meio e de pressionar com a linha média mais à frente.

O que já era ruim, piorou.

E o Goiás, que havia chegado com perigo duas vezes na primeira etapa, finalizou dez vezes no 2º tempo, sendo oito no alvo. Em todas aproveitando o buraco que ficou no meio-campo com as entradas de Fellipe Bastos e Benítez. O argentino, visivelmente longe dos 100% fisicamente.

Os donos da casa empataram o jogo com Shaylon e só não virou por conta de Fernando Miguel e da trave. E fez isso usando as armas que o Vasco utilizou nos minutos iniciais e que abdicou após sair na frente: pressão alta e chuveirinho na área.

No encontro entre dois times de pouca qualidade técnica, era o que restava. E até nisso a equipe de Sá Pinto foi inferior.

O empate tirou o Vasco da zona de rebaixamento, o colocando na 16ª posição com dois jogos a menos. O desempenho, no entanto, continua sendo de quem está por lá.



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