Vasco já tem o seu primeiro vilão de 2021



Vasco empatou em 2 a 2 com o Madureira (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Quando um pombo nos carimba os ombros uma vez, podemos creditar isso ao azar. Na segunda, porém, um alerta é ligado: seria culpa do pombo, que ali mora, ou minha, que por lá sempre passo? Na terceira, ainda que a dúvida sobre o culpado persista, uma coisa fica nítida: é preciso mudar a rota.

É mais ou menos o que ocorre na relação do Vasco e a bola parada defensiva.

Os dois gols sofridos contra o Madureira num espaço de apenas três minutos, ambos em cobranças de falta para a área, e que impediram a vitória até então tranquila do Cruz-Maltino, não foram casuais. E nem é preciso ir muito longe para ver o problema.

O Vasco estreou no Carioca perdendo para a Portuguesa com um gol de cabeça após batida de escanteio. Repetiu a dose contra o Volta Redonda, num levantamento onde a jogada originou de um lateral. No jogo com o Macaé, mais um gol em cobrança de escanteio. Dos 9 gols sofridos pela equipe de Marcelo Cabo, 5 saíram de cruzamentos e/ou bolas paradas. Ou seja, mais da metade.

Em 2020, o problema já era conhecido. Um gol de cabeça de Matheus Babi, do Botafogo, eliminou o time da Copa do Brasil. No Brasileiro, dos 56 gols sofridos, 14 tiveram como origem o jogo aéreo (25%).

O Vasco já tem o seu primeiro vilão de 2021. E assim como o caso do pombo, o perigo também vem de cima…



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